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Wilson Lima abre ano letivo com ampliação do ensino bilíngue e inauguração de 32 laboratórios de robótica e ensino tecnológico

O governador Wilson Lima anunciou, nesta quarta-feira (07/12), a ampliação da oferta do ensino bilíngue na rede estadual de educação do Estado, com o início do projeto Jovem Bilíngue, que vai dar bolsas de estudo para mais de 1 mil alunos do Ensino Médio, e com mais uma escola da rede com o ensino português-francês. O anúncio foi feito durante a abertura do Ano Letivo 2024, na Escola Estadual Governador Melo Póvoas, onde ele também inaugurou um dos 32 novos laboratórios de robótica – os Espaços Makers – entregues hoje na rede estadual de ensino.

Na ocasião, o governador também lançou o Projeto Edutech, com o ensino de programação, pensamento computacional e cultura digital, voltados para os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental.

Os novos anúncios fazem parte do programa Educa + Amazonas, lançado por Wilson Lima em 2021 e que contempla uma série de ações para o fortalecimento da Educação Pública do estado.

“Estamos ampliando o ensino bilíngue e o ensino tecnológico para que os nossos alunos estejam cada vez mais preparados para enfrentar o mundo real e, sobretudo, para enfrentar o mercado de trabalho. Essas são algumas das ações que a gente tem implementado e o resultado disso tem sido muito positivo porque a gente começa a reverter o conceito da escola pública“, afirmou o governador.

Também estiveram presentes na solenidade de abertura do ano letivo o vice-governador Tadeu de Souza; os deputados estaduais Abdala Fraxe, Cabo Maciel e Sinésio Campos; a vereadora Professora Jaqueline; e a secretária de educação do Estado, Arlete Mendonça.

“Todos os projetos que são implementados, como esse laboratório que vocês estão vendo aqui hoje, exatamente do jeito que ele está aqui, ele tem no interior. E nós temos um compromisso de poder, também, oportunizar (mais qualidade) aos nossos alunos do interior, visto que as aprovações nas universidades públicas, são mais de 2.100 aprovados, contam também com alunos do interior”, destacou a secretária de Educação.

Ainda no evento, o governador entregou uma medalha de reconhecimento ao aluno da Escola Estadual Governador Melo e Póvoas, Andrey da Silva Maciel, de 18 anos, que passou em primeiro lugar no curso de administração da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), via Processo Seletivo Continuado (PSC). Ele ainda obteve a nota 880 na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e também foi aprovado no curso de Ciências Contábeis pela Ufam.

“Eu consegui ir bem na prova, graças aos meus professores, que pegaram no pé bastante, principalmente o meu professor de português, todo dia na redação. E graças a todos os professores daqui da escola, eu consegui uma nota boa, e eu me sinto realizado”, disse Andrey.

Ensino Bilíngue

O investimento do Governo do Amazonas na educação também contempla o aumento da oferta do Ensino Bilíngue na rede estadual. Com iniciativas como o projeto Jovem Bilíngue e a inserção do ensino português-francês no Centro de Educação de Tempo Integral (Ceti) Elisa Bessa Freire, na zona leste da capital, a rede amplia em 33,8% a oferta da modalidade, que agora alcança dez unidades de ensino.

Somente no Ceti Elisa Bessa Freire serão atendidos mais 858 alunos, totalizando 6,3 mil beneficiados em todas as escolas que oferecem a modalidade.

Já o projeto Jovem Bilíngue vai conceder bolsas de estudos para o curso de Inglês a 1 mil alunos, estudantes das escolas com o ensino de um segundo idioma. O processo de inscrição está encerrado, mas o prazo de entrega de documentos para quem se inscreveu foi prorrogado até a próxima sexta-feira (09/02). O resultado final será divulgado no próximo dia 20 de fevereiro, com as aulas inaugurais previstas para o dia 26 do mesmo mês.

Na ocasião, o governador também anunciou um projeto que está sendo elaborado pela Secretaria de Educação para a realização de intercâmbios em países como Japão, França e outros de língua inglesa e espanhola, em parceria com embaixadas e outras instituições, para alunos da 1ª e 2ª séries, do Ensino Médio, de escolas com ensino bilíngue. A previsão é contemplar com intercâmbio até 60 alunos ainda em 2024.

Espaço Maker

Além do laboratório entregue à Escola Estadual Governador Melo e Póvoas, outras 31 unidades de ensino da rede estadual passam a contar neste ano com o Espaço Maker que, somado aos 51 já inaugurados, chegam a 83 espaços entregues, beneficiando aproximadamente 54 mil alunos na capital e no interior.

São 40 Espaços Makers na capital e 43 no interior. Os 32 laboratórios entregues nesta quarta receberam investimentos de R$ 10,9 milhões do Governo do Amazonas.

O Espaço Maker integra o projeto Fazer para Aprender, que tem como meta entregar 100 laboratórios até o final da gestão. Com os equipamentos disponibilizados nas salas, as escolas possibilitam a ampliação de conhecimento de conteúdos voltados para robótica, programação, impressão em 3D, eletrônica, produção de áudio e vídeo, marcenaria e produção artística.

Projeto Edutech

Para fomentar a educação tecnológica, Wilson Lima também lançou, na abertura do ano letivo 2024, o projeto Edutech. Com um investimento de cerca de R$ 30 milhões e 36 mil kits de robótica adquiridos, o Edutech beneficiará alunos do 9º ano da rede estadual de ensino, que hoje conta com 32 mil estudantes nesta etapa da formação escolar.

O kit Edutech é composto por dois livros didáticos, que irão possibilitar o aprendizado de programação em blocos e automação. Além dos livros, os alunos também receberão o kit tecnológico com itens, como: a placa Arduíno UNO, leds, cabos, protoboard, resistores e sensores.

Construído em consonância com a Base Nacional Curricular Comum (BNCC), a iniciativa será desenvolvida pela Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar, por meio do Centro de Mídias de Educação do Amazonas (Cemeam), cuja equipe designada para o Edutech fará, anualmente, o treinamento, acompanhamento e suporte das escolas contempladas pelo projeto.

O projeto Edutech também contempla uma plataforma de ensino adaptativo, com jogos e desafios educacionais, por meio de videoaulas, atividades de interação síncronas e assíncronas, comunidades de aprendizagem criativas, além de materiais impressos e digitalizados.

Foto: Diego Peres, Alex Pazuello e Artur Castro / Secom

Felipe Souza Assume a Presidência do PRD Amazonas

O Deputado Estadual Felipe Souza assume a presidência do Partido Renovação Democrática (PRD) no Amazonas. Segundo o partido, esse anúncio consolida seu compromisso com uma atuação política mais ampla e eficaz. Em nota, o PRD disse que a sua ascensão à presidência é um reflexo da vasta experiência como Presidente Estadual do Patriota.

O Partido Renovação Democrática (PRD) é resultado da fusão entre o Patriota (PATRIOTA) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), concretizada em 26 de outubro de 2022. A homologação da fusão pelo Tribunal Superior Eleitoral em 9 de novembro de 2023 marcou o início de uma nova fase na política brasileira.

Durante sessão plenária nesta quarta-feira (07/02) na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Felipe Souza enfatizou: “Já está publicado, estou como presidente do Amazonas, do Partido Renovação Democrática. Vamos organizar o partido para que possamos ter uma chapa bastante competitiva, especificamente para a Câmara Municipal de Manaus e no interior do estado. Temos muito trabalho a fazer. Agradeço a oportunidade e confiança.”

Inicialmente, o partido seria denominado MAIS BRASIL, com o símbolo “+”, refletindo seu compromisso com uma visão mais ampla e inclusiva. No entanto, devido a implicações legais, o nome foi alterado para “Partido da Renovação Democrática” durante uma audiência do TSE.

A liderança de Felipe Souza no PRD representa, segundo o partido, um novo capítulo na política do Amazonas, prometendo uma atuação firme e comprometida com os valores democráticos e o progresso do estado.

Foto: Divulgação/PRD AM

Prefeitura inicia ‘Ano Letivo 2024’ na rede municipal

O prefeito de Manaus, David Almeida, realizou, na manhã desta quarta-feira, (7/2), a abertura oficial do Ano Letivo de 2024 das unidades de ensino da Secretaria Municipal de Educação (Semed). O evento aconteceu na escola municipal Jarlece Zaranza, na avenida Coronel Sávio Belota, Novo Aleixo, zona Norte da capital, e contou com gestores da rede municipal, educadores, estudantes, e a titular da Semed, Dulce Almeida.

David Almeida destacou os grandes avanços obtidos pela educação, graças aos investimentos realizados pela atual gestão municipal nos últimos três anos. Para o prefeito, Manaus está preparada para alcançar bons índices no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), do governo federal, que coleta dados nos sistemas de ensino e escolas brasileiras e, assim, avalia a qualidade da educação nacional.

“Nós avançamos bastante, melhoramos as estruturas da prefeitura. A Semed fez um programa fantástico de reestruturação dos prédios. Mais de 330 prédios foram reformados, ampliados e também inaugurados. São novas escolas e isso está nos dando a oportunidade também de melhorar o conteúdo pedagógico, e a questão salarial dos professores. Pagamos o terceiro melhor salário do Brasil para os professores da educação fundamental de Manaus. E, a nossa expectativa é de que, com todos os programas que foram implementados, Manaus possa alcançar um bom resultado na avaliação do Saeb”, afirmou Almeida.

‘Educação que transforma’

Com o tema “Educação que transforma e muda vidas”, a rede municipal de educação inicia o ano letivo com mais de 240 mil estudantes matriculados nas 507 unidades de ensino. A Semed trabalha com a capacidade de atendimento de 292.564 alunos divididos nas modalidades da educação infantil, ensino fundamental, Educação de Jovens e Adultos (EJA), especial e indígena.

Titular da Semed, Dulce Almeida ressaltou o salto de qualidade obtido pela rede municipal no ano de 2023, principalmente com a implementação do programa “EducaMais Manaus”, que oferece para os alunos, do 5º e 9º anos, aulas de reforço após o período de ensino.

“Há uma satisfação muito grande, principalmente ao ver que agora estamos começando a colher o resultado do nosso projeto do programa ‘EducaMais Manaus’, que aplicamos no 5º e 9º anos. Só aqui nesta escola houve o crescimento de cinco vezes mais alunos aprovados, que saem do 9º ano para o ensino médio, para irem para as escolas federais, as instituições que têm curso técnico, que são aquelas mais procuradas. Nós temos o prazer e a grata satisfação de dizer que aprovamos 225 crianças para o Ifam (Instituto Federal do Amazonas) e para a Fundação Matias Machline (antiga Fundação Nokia), com uma lista de reserva ainda de 190 crianças. Isso é um crescimento que a gente nem pôde quantificar”, afirmou Dulce.

Na área pedagógica, a Semed vai trabalhar na educação infantil o projeto “Aprende+”, que pretende atender 246 unidades da pré-escola no 1º e 2º períodos, com aproximadamente 42.783 crianças e 1.545 professores. No ensino fundamental, o “Alfabetiza+” atenderá crianças no 1º e 2º anos. A campanha “Alfabetiza Manaus” e o programa “Educa+Manaus” também continuarão em 2024. A rede municipal vai ampliar o número de escolas de tempo integral, atualmente, 11 unidades atendem a modalidade de ensino.

Qualificação

O motorista Marcelo da Silva, 48 anos, fez questão de agradecer aos gestores da escola Jarlece Zaranza pelo empenho que tiveram nos anos em que o seu filho, Maximus de Brunick, 15 anos, esteve na unidade de ensino. Ele foi um dos estudantes aprovados para a Fundação Matias Machline. “Meu filho estudou a vida inteira nesta escola e nunca tivemos reclamações. O ensino aqui é muito bom e tivemos essa alegria de saber que o nosso filho foi aprovado. Ele teve uma base muito boa pela prefeitura”, destacou Marcelo.

A aluna Evelyn Pinho, 14 anos, do 9º ano, esperava ansiosa para iniciar as aulas, já que está no último ano do ensino fundamental e pretende cursar o ensino médio em uma escola técnica. “Esse é o meu último ano aqui e vou me dedicar mais ainda, para que eu consiga a aprovação na Fundação Matias Machline ou no Ifam e concluir o ensino médio lá”, finalizou a estudante.

Fotos: Clóvis Miranda / Semcom e Dhyeizo Lemos / Semcom

Alckmin diz que setor automotivo investirá R$ 100 bilhões até 2029

O setor automotivo brasileiro deverá receber cerca de R$ 100 bilhões em investimentos nos próximos anos. O número, apresentado por representantes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) ao vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, foi divulgado nesta quarta-feira (7) pelo ministro em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, veiculado pelo Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Alckmin se reuniu na terça-feira (6) com o presidente da Anfavea, Márcio de Lima. Durante o encontro, o dirigente disse que o total a ser investido na indústria automotiva brasileira será maior do que os R$ 41,2 bilhões anunciados na semana anterior.

“Na reunião que tive com representantes da Anfavea, foi anunciada a expectativa de um total de R$ 100 bilhões nos próximos anos, provavelmente até 2028 ou 2029. Tanto em veículos leves como pesados, como ônibus e caminhões. Tanto em motores à combustão como etanol, total flex, híbridos e elétricos”, disse Alckmin.

Segundo Alckmin, “será um investimento recorde”, que resultará na construção de, pelo menos, quatro fábricas.

“Já temos fábrica de ônibus elétrico. Teremos também duas fábricas de carros elétricos. São duas montadoras. A BYD [empresa chinesa que assumiu o complexo industrial que pertenceu à Ford] em Camaçari [BA]; e a GWM [Great Wall Motors, também chinesa], em São Paulo. Mas outras virão”, acrescentou.

O ministro lembrou que o setor automotivo tem, entre suas vantagens, a de estimular uma cadeia longa de produtos que favorecem desde as indústrias do aço e de vidro, até de pneus e autopeças, “gerando muito emprego e agregando muito valor”.

“Isso será facilitado pela retomada da economia”, disse o ministro ao destacar que esses investimentos são estimulados por iniciativas como a do Programa Nacional de Mobilidade Verde e Inovação (Mover), que ampliou as exigências de sustentabilidade para a frota automotiva nacional, de forma a viabilizar a descarbonização dos veículos por meio de incentivos fiscais.

“Duas boas notícias vão aumentar a venda da indústria automotiva. A primeira é a queda da Selic [taxa básica de juros], que deve se manter. A outra é o Marco de Garantia, aprovado pelo Congresso Nacional. Ou seja, se [uma empresa] vende um carro e a pessoa não paga, agora com o Marco de Garantia pode-se pegar o carro de volta”, argumentou Alckmin.

Reoneração gradual

Na entrevista, Alckmin reiterou as justificativas do governo para a reoneração gradual da folha de pagamento de 17 setores da economia. Segundo ele, a preocupação do governo é com a responsabilidade fiscal, visando a meta de déficit primário zero. 

“Há um tripé importante para economia: juros, câmbio e imposto. A reforma tributária trouxe eficiência econômica para o país. O câmbio, a R$ 5, está bom para a exportação. Precisamos ainda baixar os juros, que já estão caindo 0,5 ponto percentual ao mês”, disse.

“A preocupação do [ministro da Fazenda, Fernando] Haddad, de não fazer déficit, está, portanto, correta. Eram 17 setores, mas incluíram os municípios. Então dobrou o custo de R$ 9 bilhões para R$ 18 bilhões. É uma questão de constitucionalidade. Para abrir mão de R$ 9 bilhões, tem de informar o que será cortado ou que imposto será aumentado. A preocupação é fiscal e jurídica”, argumentou.

O ministro disse acreditar que tudo se resolverá com diálogo, e que as negociações voltarão após o carnaval. “Nossa expectativa é de diálogo, e nisso o presidente Lula é mestre”, acrescentou ao sair da entrevista.

Edição: Fernando Fraga
Foto: Raffa Neddermeyer
Fonte: Agência Brasil

Toffoli retira sigilo de investigação envolvendo ONG e a Lava Jato

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, retirou, nesta terça-feira (6), o sigilo da ação que investiga suposta apropriação indevida, pela organização Transparência Internacional, de recursos provenientes de acordos de leniência firmados no âmbito da Operação Lava Jato.

“Diante da publicidade dada aos presentes autos, verifico que não mais se justifica a manutenção do sigilo inicialmente imposto, devendo a Secretaria Judiciária acautelar, em anexos próprios, apenas aqueles documentos que porventura aportem aos autos futuramente e as decisões que estejam revestidas de sigilo pelo Relator. Publique-se”, escreveu o ministro no despacho.

A atuação da organização também é alvo de investigação da Corregedoria Nacional de Justiça, vinculada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que tramita em sigilo.

“Não seremos intimidados”

A Transparência Internacional nega ter recebido ou gerido fundos oriundos de multas pagas por empresas condenadas na Lava Jato. Em nota divulgada hoje, a organização não governamental também afirma que tem sofrido retaliação por trabalhar contra a corrupção no Brasil. De acordo com a entidade, a decisão do ministro Dias Toffoli de investigá-la foi tomada com base em informações falsas e imprecisas e após a instituição divulgar o ranking global de corrupção.

“Vale ressaltar que este pedido de investigação coincidiu com a publicação do Índice de Percepção de Corrupção uma semana antes. Capítulo brasileiro, destacando as decisões do judiciário que perpetuaram a impunidade generalizada para esquemas de corrupção em grande escala que afetam vários países. Estes ataques sublinham o papel crucial do trabalho da Transparência Internacional no Brasil para manter o poder sob controlo. Não seremos intimidados e o nosso compromisso de nos manifestarmos contra a corrupção permanece firme”, diz a nota, assinada por François Valérian, presidente da Transparência Internacional, sediado em Berlim (Alemanha).

Na época da divulgação, o relatório apontou que o Brasil caiu dez posições no ranking e fez críticas às ações do atual governo no combate à corrupção.

Multa da J&F

O ministro Dias Toffoli também levantou o sigilo no processo em que decidiu pela suspensão do pagamento das multas no valor de R$ 10,3 bilhões aplicadas à J&F. Esse pagamento faz parte do acordo de leniência firmado com o Ministério Público Federal (MPF).

A J&F, dos empresários Joesley e Wesley Batista e controladora da JBS, pediu a suspensão até que tenha acesso integral aos documentos da Operação Spoofing. A operação foi deflagrada em 2019 para investigar a troca de mensagens que, supostamente, revela que o ex-juiz federal Sergio Moro e integrantes do MPF combinavam procedimentos investigatórios no âmbito da Lava Jato.

Ao atender o pedido da J&F, Toffoli entendeu que “há, [no processo,] no mínimo, dúvida razoável sobre o requisito da voluntariedade da requerente ao firmar o acordo de leniência com o Ministério Público Federal que lhe impôs obrigações patrimoniais, o que justifica, por ora, a paralisação dos pagamentos, tal como requerido pela autora”.

Na última quinta-feira (1º), Toffoli suspendeu o pagamento de cerca de R$ 8,5 milhões em multas da empreiteira Novonor (antigo Grupo Odebrecht), resultantes de acordo de leniência.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Lewandowski se reúne com Arthur Lira na Câmara dos Deputados

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, se reuniu na tarde desta terça-feira (6) com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. O encontro ocorreu no gabinete de Lira. Tratou-se, de acordo com a assessoria do ministro, de uma visita de cortesia. Ambos se reuniram a sós e não falaram com a imprensa.

Lewandowski assumiu o cargo na semana passada, em cerimônia com a presença de todos os chefes de poderes, com exceção de Lira. Após receber um telefonema do presidente da Câmara para cumprimentá-lo pela posse e pedindo uma agenda no ministério, o novo titular da Justiça fez questão dele próprio visitar Lira em seu gabinete, em um gesto político de aproximação.

O encontro de Lira e Lewandowski ocorre em um contexto de certa animosidade do presidente da Câmara com integrantes do governo federal. Em discurso na abertura do ano legislativo, na tarde desta segunda-feira (5), o presidente da Câmara dos Deputados afirmou que não ficará inerte este ano em razão das eleições municipais e supostas disputas políticas entre os poderes. Lira cobrou ainda que o governo federal cumpra acordos firmados com os deputados federais como contrapartida à aprovação de pautas consideradas prioritárias. O discurso foi lido como recado crítico sobre a relação política com o Poder Executivo.

Na mesma sessão do Congresso Nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi representado na cerimônia pelos ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Rui Costa (Casa Civil). Padilha, que seria um dos principais alvos da crítica de Lira, afirmou que Executivo e Congresso irão manter “a dupla de sucesso” em 2024 e que “o governo em nenhum momento rompeu e nem nunca romperá relação” com o Parlamento.

Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Empresários debatem soluções para enfrentar desafios logísticos em períodos de cheia e estiagem

Durante a 2ª Reunião de Diretoria da Fecomércio AM, realizada nesta terça-feira (06/02) na sede da entidade, empresários e presidentes de sindicatos do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas debateram ações para minimizar os impactos da estiagem que, neste ano, pode superar a vazante recorde de 2023.

A previsão de estiagem foi apresentada pelo presidente do Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial do Amazonas (Sindarma) e vice-presidente da Federação Nacional das Empresas de Navegação Aquaviária, Galdino Alencar Júnior.

“Os números indicam, até agora, que nós iremos ter uma seca maior do que a do ano passado. Eu tenho uma régua que fica em Porto Velho, na calha do Rio Madeira, e ela já indica, por exemplo, dia 1º de janeiro de 2023, ano passado, o nível do rio lá era 8,63m. 1º de janeiro de 2024, 7,80m. Estamos quase 1 metro abaixo do que o ano passado”, explicou.

O presidente da Fecomércio AM, Aderson Frota, ressaltou que a estiagem severa, ano passado, atingiu a capital e todos os municípios do Amazonas e elencou alguns dos efeitos gerados pelo período de seca para o abastecimento de produtos para a população.

“O frete marítimo aumentou em todas suas operações quase 3 vezes em termos de valor. Houve aumento do custo de operações de carga e descarga, entre os portos intermediários (Pecém, no Ceará, e Vila do Conde, no Pará) e os portos de Manaus, onde era possível ancorar os navios a nós destinados. As mercadorias destinadas a Manaus eram distribuídas em pequenas quantidades, em balsas, que navegavam até Manaus e este fracionamento das mercadorias se converteu em aumento do prazo de chegada de mercadorias aos nossos portos, que era de 30/35 dias, saltando para 120 a 150 dias. O custo cresceu 5 vezes”, ressaltou o presidente.

A descapitalização das empresas em tempos de crise também foi apresentada como um fator de preocupação para a estiagem. “As empresas comerciais continuam com a obrigação de efetuar o pagamento antecipado do ICMS em no máximo 45 dias da emissão da nota fiscal do fornecedor, com os acréscimos dos agregados (MVAs), sem receber e sequer vender as mercadorias”, finalizou.

Plano Verão

O Sindarma apontou como proposta a elaboração do Plano Verão para se antecipar aos problemas ocasionados pela estiagem. “Conversei com o diretor de Infraestrutura Aquaviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em Brasília, Erick Moura, e ele nos alertou sobre a urgência no envio de ofícios, pois o processo licitatório leva seis meses e se demorar a tomar as providências, vai chegar o verão, não vai ter licitação aprovada, e vamos ter um problema grave na seca novamente. A seca não é boa para ninguém, para os transportadores também não é”, enfatizou.

De acordo com Galdino Alencar Júnior, os órgãos estaduais competentes já poderiam sinalizar o Governo Federal para ações como a batimetria do rio e identificar os locais onde terão problema para que seja feita a dragagem o quanto antes.

Foto: Reprodução

Saullo Vianna terá como foco em 2024 manutenção da competitividade da economia do Amazonas, recursos para infraestrutura e pautas para vulneráveis

Com a retomada dos trabalhos do Congresso Nacional, o deputado federal Saullo Vianna (União Brasil-AM) anunciou quais serão as agendas mais estratégicas que serão foco do seu segundo ano de mandato. Entre as principais pautas, um dos destaques fica por conta da busca por investimentos em obras estruturantes, além da articulação para trazer mais recursos para o Amazonas.

“Precisamos garantir que a competitividade da nossa economia se mantenha. Mas, para isso, precisamos dotar o Amazonas de estradas em bom estado de conservação e trafegabilidade, com a pavimentação da BR-319. Também é inconcebível que uma capital como Manaus, que conta com um parque industrial como o nosso, não tenha um porto público”, frisou Vianna, ao enumerar algumas de suas prioridades neste ano.

Além de medidas para estimular o crescimento econômico, Saullo Vianna também irá trabalhar pela aprovação dos seus projetos de lei que buscam proteger as populações vulneráveis, a exemplo dos que garantem direitos aos idosos, pessoas com deficiência, e minorias desassistidas. “Vamos seguir aguerridos para levar a transformação que o povo do Amazonas tanto espera. Afinal, meu mandato pertence aos amazonenses, que vão continuar contando com a minha dedicação e com a defesa do meu estado”,

Lei inspirada no torcedor símbolo do Vasco tem simpatia dos líderes

Entre os vários projetos e ações de Saullo Vianna voltados para garantir dignidade às populações mais vulneráveis, está o Projeto de Lei (PL) nº 4820/2023, que prevê apoio financeiro aos portadores da doença Epidermólise Bolhosa (EB). Vianna apresentou o PL que institui uma Pensão Especial para os diagnosticados com a patologia ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e a líderes partidários, que aplaudiram a iniciativa de Vianna.

A lei foi inspirada no pequeno torcedor do Vasco da Gama, Guilherme Granda Moura, de 8 anos. Gui tem essa doença genética rara, que provoca graves ferimentos na pele e demanda tratamento especializado e constante, o que muitas vezes impede o portador ou seu responsável de criar uma fonte de renda para sua subsistência e de sua família.

Foto: Reprodução

Juros finais caem e spread bancário aumenta, diz BC

A taxa média de juros cobrados para novas contratações fechou 2023 em 28,4% ao ano. O resultado de dezembro representa queda de 1,7 ponto percentual (p.p.) no ano, após a alta de 5,6 p.p. registrada em 2022.

A queda na taxa, no entanto, veio acompanhada de uma elevação de 0,4 p.p. do spread geral (diferença entre taxa de captação de dinheiro, pelo banco, e a cobrada dos clientes), que ficou em 19,7 p.p.

Entre os elementos que compõem a taxa de captação pelo banco está a Selic, taxa básica de juros, que recuou, no ano, de 13,75% para 11,75%. Atualmente, a Selic está em 11,25% ao ano.

Os resultados constam das estatísticas monetárias e de crédito de dezembro de 2023, divulgadas nesta terça-feira (6) pelo Banco Central.

Pessoas físicas e jurídicas

No crédito livre – quando os bancos têm autonomia para emprestar dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobrados dos clientes –, as taxas de juros cobradas de pessoas físicas ficaram em 54,2% ao ano, resultado que representa uma redução de 1,5 p.p. no ano.

De acordo com a autoridade monetária, o resultado foi obtido em contexto de aumentos no crédito pessoal não consignado (12,1 p.p.) e no cartão rotativo (28,9 p.p.), que é quando o consumidor não faz o pagamento total da fatura; e com recuos no crédito consignado total (2,1 p.p.), e nos financiamentos para aquisição de veículos (3,2 p.p.).

No crédito livre às empresas, a taxa de juros alcançou 21,1% a.a. – resultado que representa queda de 1,9 p.p. no ano. A taxa média de juros situou-se em 40,8% a.a. em dezembro de 2023 (redução de 1,0 p.p. no ano).

Segundo o BC, o crédito livre às famílias atingiu R$1,9 trilhão, “refletindo crescimento de 7,9% no ano, após variação de 17,5% em 2022”. O crédito não rotativo aumentou 8,7% e o crédito rotativo cresceu 5,6% no período.

“Destaca-se a expansão das modalidades crédito pessoal não consignado, crédito consignado de servidores públicos e de beneficiários do INSS, aquisição de veículos, cartão parcelado e cartão à vista, bem como a redução no cartão rotativo”, explicou o BC ao destacar que, em dezembro, os resultados apresentaram expansão de 0,3%, “com destaque para consignado dos servidores públicos, aquisição de veículos e compras à vista no cartão de crédito”.

O BC acrescenta que, no mês de dezembro, há um efeito sazonal de redução em modalidades como cheque especial e cartão rotativo.

Crédito direcionado

Tendo como recorte o crédito direcionado – quando as regras são definidas pelo governo, com taxas de juros mais estáveis, e direcionado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito -, o crédito voltado a pessoas jurídicas (R$809,5 bilhões) representa elevação de 9,6% no ano, o que, segundo o BC, representa aceleração diante da variação de 6,9% obtida em 2022.

Com relação ao crédito direcionado às famílias, o volume atingido (R$1,6 trilhão) representa expansão de 13,0%, “desacelerando após crescimento de 18,0% no ano anterior”.

No mês, o crédito direcionado a empresas variou 0,5% e para famílias 1,1%, detalha o BC.

Setor não financeiro e sistema financeiro

Para o setor não financeiro, o saldo do crédito ampliado de 2023 ficou situado em R$15,6 trilhões – expansão de 4,3% em relação a 2022.

No caso das empresas, o crédito ampliado ficou em R$5,6 trilhões (expansão de 5,7% no ano). Já o crédito ampliado voltado às famílias ficou em R$3,8 trilhões em 2023 (expansão de 10,3%).

Com relação às operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN), o volume alcançado em 2023 chegou a R$5,8 trilhões: um aumento de 7,9% no ano, o que representa desaceleração diante da variação de 14,5% obtida em 2022.

Em 2023, o crédito livre alcançou R$ 3,4 trilhões – expansão de 5,2% no ano e desaceleração em relação a 2022 ,quando variou 14,9%. “O crédito direcionado atingiu R$2,4 trilhões ao final de 2023, com incremento de 11,8% no ano, também apresentando desaceleração em relação aos 14,0% observados no ano anterior.”

O estoque do crédito livre para pessoas jurídicas somou R$1,5 trilhão em 2023, expansão de 1,9% no ano, desacelerando ante a variação de 11,9% em 2022.

Foto: Jorge William/Agência O Globo

Estimativas do mercado para inflação e PIB permanecem estáveis

As previsões do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos em 2024 ficaram estáveis, de acordo com a edição do Boletim Focus, divulgado nesta terça-feira (6), em Brasília. A pesquisa – realizada com economistas – é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC).

Para este ano, a expectativa para o crescimento da economia permaneceu em 1,6%. Já para 2025, o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país – deve ficar em 2%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro também projeta expansão do PIB em 2%, para os dois anos.

Superando as projeções, no terceiro trimestre do ano passado a economia brasileira cresceu 0,1%, na comparação com o segundo trimestre de 2023, de acordo com o IBGE. Entre janeiro e setembro, a alta acumulada foi de 3,2%. 

Com o resultado, o PIB está novamente no maior patamar da série histórica, ficando 7,2% acima do nível de antes da pandemia, registrado nos três últimos meses de 2019. Os dados do quarto trimestre de 2023, com o consolidado do ano, serão divulgados pelo IBGE em 1º de março. 

No caso do dólar, a previsão de cotação está em R$ 4,92 para o fim deste ano. No fim de 2025, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5.

Inflação

A previsão para este ano do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerada a inflação oficial do país – permaneceu em 3,81% nesta edição do Focus. Para 2025, a estimativa de inflação é de 3,5%. Para 2026 e 2027, as previsões também são de 3,5% para os dois anos.

A estimativa para 2024 está dentro do intervalo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

Para 2025 e 2026, as metas de inflação estão fixadas em 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Em dezembro de 2023, a inflação do país foi de 0,56%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o IPCA fechou o ano passado com alta acumulada de 4,62%. Os dados de janeiro serão divulgados pelo IBGE na quinta-feira (8).

Taxa de juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 11,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). O comportamento dos preços já fez o BC cortar os juros pela quinta vez consecutiva, em um ciclo que deve seguir com cortes de 0,5 ponto percentual nas próximas reuniões.

Em comunicado, o Copom indicou que esse é o ritmo apropriado para manter a política monetária contracionista “necessária para o processo desinflacionário”. O órgão informou que a interrupção dos cortes dependerá do cenário econômico “de maior prazo”.

De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Por um ano, de agosto de 2022 a agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano, por sete vezes seguidas.

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2024 em 9% ao ano. Para o fim de 2025, a estimativa é que a taxa básica caia para 8,5% ao ano e se mantenha nesse patamar em 2026 e 2027.

Taxa de juros

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Foto: José Cruz/Agência Brasil