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Justiça manda prender jornalista perseguido por Carla Zambelli

O juiz José Fernando Steinberg, do Juizado Especial Criminal do Foro de Barra Funda, em São Paulo, determinou a prisão, em regime aberto, do jornalista Luan Araújo, que em outubro de 2022 foi alvo de uma perseguição a mão armada pelas ruas de São Paulo por parte da então deputada federal Carla Zambelli.

A medida foi determinada devido ao não pagamento de uma indenização por difamação a qual Araújo foi condenado. Ele foi considerado culpado por difamar Zambelli ao ter publicado após a perseguição um texto com críticas a Zambelli.

No texto, Araújo afirmou, por exemplo, que Zambelli integrava uma “seita de doentes de extrema direita que a segue incondicionalmente e segue cometendo atrocidades”. Tal seita seria composta por “mercadores da morte”, escreveu o jornalista.

Processado pela então parlamentar, Araújo foi absolvido do crime de injúria, mas acabou condenado ao pagamento de indenização por difamação. Em valores atuais, acrescido de multas e custas processuais, o valor não pago é de pouco mais de R$ 2,2 mil.

“Com efeito, tendo em vista que o condenado, apesar de devidamente intimado, não cumpriu a prestação pecuniária imposta, nos termos do artigo 44,  parágrafo 4º, do Código Penal, converto a pena restritiva de direitos em pena privativa de liberdade, nos moldes da sentença prolatada”, escreveu o magistrado responsável pelo caso, em decisão publicada em 1º de junho.

Nota

Diante da decisão do juiz José Fernando Steinberg, Luan Araújo publicou nota nas redes sociais, na qual considera “injusta” a condenação de pagamento de indenização por difamação, que prevê mais de R$ 2,2 mil acrescidos de multas e custas processuais.

“Problemas psicológicos, desemprego, falta de oportunidades, uma condenação na justiça por um texto que escrevi, onde a justiça quer que eu pague um dinheiro que eu não tenho para pagar uma condenação que eu considero injusta”, disse.

Araújo comparou a sua situação com a da ex-deputada federal que recentemente teve o pedido de extradição rejeitado pela justiça da Itália, país onde se instalou para fugir de condenação de prisão determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Apesar da condenação dela no STF, ela não precisará cumprir lá na Europa, solta. Enquanto isso, tô tendo que fazer uma vaquinha para conseguir entrar com um processo por Danos Morais contra ela”, explicou.

“Eu me considero uma pessoa espiritualizada, que confia que a justiça divina vai acontecer. Mas têm certas coisas que me deixam desesperançoso. Não vou deixar de lutar, mas tenho muito menos armas que ela. Só tenho minha escrita e minha vontade de ver a justiça sendo feita”, completou.

Entenda

Dias antes do segundo turno da eleição presidencial de 2022, Zambelli e Araújo se envolveram em um bate-boca que culminou com a então deputada sacando um revólver e perseguindo o jornalista pelas ruas da São Paulo e dentro de uma lanchonete. A ação foi gravada por transeuntes e o caso obteve grande repercussão nacional.

Em agosto do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Zambelli a 5 anos e 3 meses de prisão em razão do episódio. Ela foi considerada culpada pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.

Zambelli, contudo, já havia ido em julho para a Itália, para fugir da prisão para o cumprimento de uma pena anterior, de 10 anos de prisão, a qual foi sentenciada por ser a mentora de uma invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O Brasil pediu a extradição de Zambelli, que chegou a ser concedida pelas primeiras instâncias da Justiça italiana, mas acabou sendo cassada em maio pela Corte de Apelação de Roma.

Comitiva de Rondônia esteve no no CICC em busca de parcerias para levar o modelo do sistema Paredão para o estado vizinho

O governador do Amazonas, Roberto Cidade recebeu, nesta sexta-feira (5/6), o governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha, e uma comitiva de autoridades rondonienses, no Centro Integrado de Comando e Controle do Amazonas (CICC), zona centro-sul de Manaus. O encontro teve como foco a apresentação das estratégias tecnológicas e operacionais que vêm contribuindo para o fortalecimento da segurança pública no estado amazonense.

Durante o encontro, o governador do Amazonas apresentou o funcionamento do Cerco Inteligente, conhecido como Sistema Paredão, além das estruturas integradas de estatística e operações da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), no CICC. O objetivo foi compartilhar experiências relacionadas ao monitoramento em tempo real, análise de dados e coordenação operacional das forças de segurança. 

“Amazonas e Rondônia unidos para combater o crime organizado. Estou colocando a nossa equipe de segurança pública à disposição com o sistema Paredão, sistema de câmera inteligentes. E, hoje ele veio aqui visitar o nosso Centro Integrado. O estado do Amazonas está à disposição para colaborar para que a gente possa trocar conhecimentos e fortalecer a segurança pública em todo o Norte do país. E o seu estado é um estado vizinho, tem fronteira ali com o município de Humaitá. É dessa forma que a gente trabalha: construindo pontes, com união construindo parcerias para que a gente possa combater o crime organizado”, declarou Roberto Cidade ao lado do governador de Rondônia. 

Roberto Cidade colocou toda a estrutura do Estado do Amazonas à disposição do estado vizinho para combater o crime organizado na Amazônia. 

O governador do Amazonas endossou à comitiva de Rondônia os avanços no combate ao crime organizado mesmo diante de todos os desafios logísticos do Amazonas. 

“A segurança pública é um dos maiores desafios de qualquer governo. O ex-governador Wilson Lima deu sua contribuição com esse projeto que já vem em andamento há alguns anos. Nós melhoramos o sistema de segurança nas fronteiras do Amazonas. Ela faz com que as organizações do narcotráfico possam hoje saber que eles vão ter enfrentamento diariamente contra o narcotráfico. Recentemente, apreendemos duas toneladas e meia (de drogas), mas ao longo dos anos só tem aumentado as apreensões de drogas pelas Polícias Civil e Militar, pela equipe da da SEAI (Secretaria de Inteligência), também pela Polícia Federal. Os índices da segurança pública do estado do Amazonas estão melhorando em todos os pontos a cada mês, a cada ano”, pontuou o governador Roberto Cidade. 

O governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha, elogiou a tecnologia empregada no Amazonas e destacou que os estados seguirão integrados no combate à criminalidade, agora, com parceria no sistema inteligente de segurança amazonense. 

“(Quero) Parabenizar o governador Roberto Cidade, a força de segurança do Amazonas pelo trabalho dedicado que tem prestado à sociedade. A gente está aqui aprendendo com o Amazonas para poder fortalecer o estado de Rondônia. A gente veio aqui para conhecer o sistema de integração que existe. Rondônia e Amazonas já vêm trabalhando integrado e agora a gente quer fortalecer isso ainda mais”, comentou Coronel Marcos, completando que a troca de informações entre os estados corrobora para prender criminosos foragidos.  

“Rondônia vem avançando na segurança pública, aprendendo aqui também com o Amazonas, trocando experiências e podendo fortalecer na nossa segurança. Quando a gente trabalha integrado, quem ganha é a nossa população. Então, o criminoso que tenta fugir para Rondônia, a gente identifica lá. O criminoso que foge de Rondônia para cá é identificado aqui. E a gente consegue fazer as prisões e proteger a população”, finalizou o governador rondoniense. 

O secretário da SSP-AM, coronel Anézio Paiva, disse que a cooperação entre os dois estados vai potencializar o combate ao crime organizado. 

“Nós já temos algumas cooperações com o estado de Rondônia, questões de operações policiais e, agora, o governador Marcos Rocha e o Coronel Pachá (secretário de Segurança de Rondônia) vieram aqui justamente para nós colocarmos o sistema Paredão, a tecnologia, o modelo de integração e o modelo de inteligência, à disposição do estado de Rondônia, para que, através dessa parceria, nós possamos combater a criminalidade violenta de forma eficaz entre esses dois estados. Porque somos amazônidas. Vestimos a mesma camisa e é através dessa cooperação mútua que nós vamos conseguir vencer o crime organizado nessa nossa região amazônica, e nós precisamos muito dessas cooperações”, disse o secretário. 

A visita reforça o reconhecimento das soluções adotadas pelo Amazonas na área da segurança pública e abre caminho para futuras parcerias entre os estados da Região Norte voltadas ao fortalecimento do combate à criminalidade e à modernização das ações de monitoramento e inteligência.

Sistema Paredão

O Sistema Paredão é uma das principais ferramentas tecnológicas utilizadas pelo Governo do Amazonas no combate à criminalidade. Lançado em 2021, atualmente conta com mais de 1.500 câmeras inteligentes, distribuídas em pontos estratégicos de Manaus, incluindo totens de videomonitoramento e equipamentos embarcados em viaturas policiais. 

A tecnologia auxilia na identificação de veículos com restrição de roubo ou furto e no apoio às investigações de crimes como roubos, furtos e homicídios. 

Os resultados obtidos pelo sistema reforçam sua importância para as ações de segurança pública:

Veículos recuperados desde 2021 até junho de 2026: 3.965 veículos. Em 2026: 335 veículos;

Reconhecimento facial: 204 (em 2026).

Em 2025, o Paredão ajudou na recuperação de 819 veículos no estado, de um total de 1.409 recuperados pelas forças de segurança. 

CICC

O CICC é uma estrutura permanente da SSP-AM voltada à integração operacional entre órgãos públicos. O centro reúne mais de 25 instituições estaduais, municipais e parceiras, atuando no monitoramento de ocorrências, coordenação de operações, gerenciamento de crises e apoio à tomada de decisões estratégicas. Em grandes eventos, como o Carnaval e o Festival de Parintins, a estrutura pode integrar entre 40 e 60 órgãos em uma única operação.


FOTOS: Antônio Lima

Moradores de Novo Céu reconhecem investimentos de Wilson Lima durante visita à 9ª Feira do Queijo

pré-candidato ao Senado Wilson Lima foi recebido neste sábado (05/06) pela comunidade Novo Céu, em Autazes, com reconhecimento pelas obras e investimentos realizados durante sua gestão como governador. Wilson foi à comunidade para participar da 9ª Feira do Queijo. Ele visitou moradores que destacaram melhorias como pavimentação de ruas, construção do terminal flutuante, ampliação do abastecimento de água e incentivos à produção rural, que transformaram a realidade da comunidade.

Ao chegar ao local, Wilson participou da cavalgada que marca a abertura da feira, almoçou com produtores e moradores durante a costelada promovida pelo evento e acompanhou a corrida de cavalos, uma das atrações da programação. A feira é considerada uma das maiores festas comunitárias do Amazonas e reúne produtores rurais, expositores e visitantes.

Wilson destacou a evolução da comunidade nos últimos anos. “Primeiro quero agradecer a Deus pela oportunidade de estar de volta aqui no Novo Céu. Fico muito feliz de ver como essa comunidade progrediu com asfalto, com porto, com escola de qualidade e com uma feira do tamanho que está. Isso daqui você não vê em nenhum interior e nem em nenhuma comunidade. Essa é a maior festa comunitária de que já participei, pela estrutura”, afirmou. Ele também agradeceu a participação dos cavaleiros e das comitivas que ajudaram a construir o evento.

Wilson foi até a residência de Jacnilda Batista, conhecida como Nilda, de 58 anos, beneficiária do Auxílio Estadual Permanente. Moradora da comunidade, ela relatou que o benefício tem ajudado na compra de alimentos e destacou a mudança provocada pela pavimentação das ruas. “Recebo o auxílio desde o início. Como não tenho renda e sempre trabalhei na roça com meu pai, esse recurso ajuda muito na alimentação da nossa família. E o asfalto foi uma bênção. Foram anos e anos de espera. Quando chovia era muito difícil porque as ruas viravam lama. Hoje está uma bênção, com chuva ou sem chuva”, relatou.

Entre as principais obras executadas na comunidade está a pavimentação completa do sistema viário de Novo Céu. Com investimento de R$ 18,2 milhões, foram asfaltados 12,3 quilômetros de vias, contemplando 30 ruas e garantindo, pela primeira vez, pavimentação integral da localidade. Os moradores também passaram a contar com o terminal flutuante entregue em 2022, obra de R$ 1,2 milhão que melhorou o embarque e desembarque de passageiros e fortaleceu o escoamento da produção rural.

Os investimentos alcançaram ainda áreas como saneamento, iluminação pública e saúde. A comunidade recebeu uma unidade da Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama) para reforçar o abastecimento de água, 286 pontos de iluminação em LED por meio do programa Ilumina+ Amazonas e duas salas de Telessaúde na UBS São José, ampliando o acesso da população a consultas especializadas sem necessidade de deslocamento para outros municípios.

A 9ª Feira do Queijo também é resultado dos investimentos realizados para fortalecer a cadeia produtiva do leite em Autazes. Em 2026, o evento recebeu R$ 499,5 mil do Governo do Estado, por meio da Sepror, além da contrapartida municipal. No ano anterior, o apoio estadual foi de R$ 300 mil. O incentivo ao setor contribuiu para que queijarias da comunidade ganhassem destaque nacional e internacional, incluindo a Queijaria Tradição D’Lourdes, que conquistou medalha de ouro na França com o produto Queijo Maturado com Café.

Além das ações em Novo Céu, a gestão de Wilson Lima realizou investimentos em todo o município de Autazes, com a pavimentação de ramais estratégicos, fortalecimento da segurança pública, ampliação de programas sociais e benefícios como o Auxílio Estadual Permanente e o IPVA Social. Para os moradores da comunidade, as obras e programas implementados nos últimos anos representam uma mudança concreta na qualidade de vida e no desenvolvimento local.

CGU identifica superfaturamento de R$ 12 milhões em obra da BR-319

A inteligência artificial ALICE, da Controladoria-Geral da União (CGU), identificou um sobrepreço (superfaturamento) superior a R$ 12 milhões em uma obra de manutenção da BR-319, rodovia que liga Manaus a Porto Velho. O caso foi destaque nesta quinta-feira no Jornal Hoje, da TV Globo.

Criado para fiscalizar licitações públicas, o robô analisa contratos em três etapas: coleta de dados, cruzamento automático de preços e informações técnicas, e emissão de alertas para auditorias quando encontra indícios de irregularidades.

A BR-319 não é um caso isolado. Segundo a CGU, apenas em 2024 o sistema analisou mais de 118 mil processos de compras públicas, ajudando a evitar prejuízos estimados em R$ 257 milhões aos cofres públicos.

A descoberta reforça o papel crescente da inteligência artificial no combate ao desperdício e à corrupção. O que antes demorava meses para ser identificado por auditores agora pode ser detectado em poucos minutos por algoritmos capazes de encontrar preços acima do mercado, falhas em editais e indícios de direcionamento em licitações.

No caso da BR-319, os alertas emitidos pelo sistema levaram os órgãos de controle a aprofundar a análise da contratação antes que os recursos fossem integralmente executados.

Estados Unidos estudam impor novas tarifas ao Brasil e outros 59 países por supostas falhas no combate ao trabalho forçado

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) anunciou uma proposta para ampliar barreiras comerciais contra dezenas de parceiros internacionais, incluindo o Brasil. A medida prevê a aplicação de tarifas adicionais de até 12,5% sobre produtos importados de 60 países sob a justificativa de que essas nações não adotam ações consideradas suficientes para combater a produção e comercialização de mercadorias associadas ao trabalho forçado.

Segundo o órgão norte-americano, a falta de mecanismos eficazes para impedir a circulação desses produtos gera distorções no mercado internacional e prejudica empresas dos Estados Unidos, configurando uma prática comercial considerada injusta pelas autoridades do país.

A proposta faz parte de investigações conduzidas com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, de 1974. O dispositivo legal permite ao governo norte-americano investigar e adotar medidas de retaliação contra países cujas políticas comerciais, regulatórias ou econômicas sejam consideradas prejudiciais aos interesses dos EUA.

A iniciativa está alinhada à estratégia da administração do presidente Donald Trump, que busca restabelecer tarifas emergenciais anteriormente derrubadas pela Suprema Corte norte-americana em fevereiro deste ano. O governo argumenta que as novas cobranças são necessárias para proteger a indústria doméstica e fortalecer mecanismos de fiscalização das cadeias globais de produção.

Na lista divulgada pelo USTR, países como Canadá, México, Reino Unido, União Europeia, Indonésia, Taiwan, Paquistão, Bangladesh, Camboja, Malásia, Guatemala, El Salvador, Argentina e Equador poderão ser atingidos por uma tarifa adicional de 10%.

Já o Brasil figura entre os países que poderão enfrentar uma sobretaxa ainda maior. A proposta prevê a imposição de uma tarifa extra de 12,5% sobre produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano. O mesmo percentual poderá ser aplicado a outros 44 países que também foram alvo das investigações conduzidas pelo órgão de comércio dos Estados Unidos.

Caso seja confirmada, a medida poderá afetar setores estratégicos das exportações brasileiras, aumentando os custos para empresas que comercializam produtos com destino aos Estados Unidos e reduzindo a competitividade nacional em um dos principais mercados consumidores do mundo.

Antes da adoção definitiva das tarifas, o USTR abrirá um período de consulta pública para receber manifestações de governos, entidades empresariais, especialistas e demais interessados. As contribuições poderão ser enviadas até o dia 6 de julho. Uma audiência pública para discutir a proposta está marcada para 7 de julho, quando representantes dos setores afetados terão a oportunidade de apresentar argumentos favoráveis ou contrários à iniciativa.

A decisão final deverá ser anunciada após a conclusão dessa fase de consultas e poderá redefinir parte das relações comerciais entre os Estados Unidos e diversos parceiros internacionais, incluindo o Brasil.

Lula responsabiliza clã Bolsonaro por ataque dos EUA ao Pix e taxação

Em discurso no Hospital Universitário de Rio Verde (GO), nesta terça-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ter pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para “intervir no Pix” brasileiro.

“O tal do bolsonarista foi nos Estados Unidos. Ele não estava focado e pediu para o Trump intervir no Pix brasileiro. Você acha que a gente vai deixar? Não vai deixar”, disse o presidente

No final do mês passado, Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência da República, reuniu-se com Trump na Casa Branca, em Washington, em companhia do irmão, o autoexilado ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, ambos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Dias depois do encontro, o governo dos Estados Unidos anunciou que passaria a classificar as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Hoje, os norte-americanos divulgaram relatório em que acusam o Pix de prejudicar “injustamente” as empresas que prestam serviços de pagamento eletrônico, como MasterCard, Visa e o Whatsapp Pay, além de propor nova taxação aos produtos brasileiros.   

Mais cedo, em evento em Catalão (GO), Lula criticou diretamente Flávio Bolsonaro, dizendo que ele agora nega que tenha pedido interferência de Trump nas tarifas brasileiras. 

“Esse cidadão hoje aparece na imprensa dizendo: ‘eu não falei nada’. Todo covarde é assim”, disse.  

“Ele não sabe que ele não vai prejudicar o Lula. Ele vai prejudicar é o povo brasileiro. Ele vai prejudicar os empresários brasileiros. Ele vai vai prejudicar é o agronegócio”, completou Lula.  

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) listou nesta terça-feira o impacto financeiro e os setores produtivos que correm risco caso a proposta dos Estados Unidos de taxar em 25% os produtos brasileiros venha a ser implementada. A decisão tarifária ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano. 

Em suas redes sociais, Flávio Bolsonaro afirmou que pediu a Trump para não taxar os produtos brasileiros no encontro no final de maio. O senador afirmou ainda que enviou uma carta ao presidente dos EUA reforçando sua posição. 
Pix assusta EUA

Para o presidente Lula, o Pix é mais vantajoso que sistemas de empresas estadunidenses e, por isso, assusta os EUA. 

A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) saiu em defesa do sistema de pagamento brasileiro. Segundo a entidade, o Pix é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial. 

A Febraban considera que a tecnologia favorece “a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos e consequentemente da atividade econômica”. 

De acordo com a entidade, não existem barreiras para a entrada de novos participantes, independentemente do porte ou segmento de atuação.

SUS

No evento de Rio Verde, o presidente Lula visitou o hospital universitário que atende integralmente pelo SUS. A unidade realizou, em janeiro, a primeira cirurgia do Centro-Oeste com o sistema cirúrgico robótico Da Vinci X, um dos sistemas mais modernos do mundo, que proporciona maior precisão, segurança e recuperação mais rápida aos pacientes. 

Na ocasião, dois pacientes, com câncer de próstata, foram submetidos ao procedimento cirúrgico de forma robótica. Essas duas cirurgias foram feitas com sucesso e os dois pacientes seguem em recuperação. 

Segundo o governo, a incorporação dessa tecnologia ao SUS do município representa um passo decisivo na redemocratização do acesso a procedimentos de alta complexidade, que tradicionalmente estavam restritos à rede privada. 

O presidente destacou que todo brasileiro que precise fazer radioterapia deve ter acesso gratuito em igualdade de condições. “A Constituição diz que todos nós somos iguais perante a Constituição. O SUS é possivelmente o melhor e único sistema de saúde que existe num país com mais de 100 milhões de habitantes”, afirmou.  

Ele chegou a tirar o chapéu para falar sobre o tratamento contra o câncer de pele em seu couro cabeludo.

“Você está vendo minha cabeça? Está machucada porque eu tive um câncer de pele e eu estou tratando para ficar bonitão”. 

EUA atacam Pix para favorecer empresas de pagamentos estadunidenses

O escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) atacou o Pix brasileiro, acusando a tecnologia nacional de prejudicar “injustamente” as empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico. Entre as empresas prejudicadas estariam a MasterCard, Visa e o Whatsapp Pay.  

“Os atos, políticas e práticas do Brasil relacionados ao tratamento preferencial concedido ao Pix são injustos e discriminatórios. É injusto exigir que os concorrentes ofereçam vantagens ao Pix, como disponibilidade, visibilidade e limites de tarifas, e o Brasil discrimina os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA ao conceder essas vantagens apenas à empresa líder nacional [o Pix]”, diz o documento.

Segundo a recomendação da conselheira jurídica geral do USTR, Jennifer Thornton, o Brasil favorece, por meio de políticas, sua “campeã nacional, o Pix”, criado pelo Banco Central (BC).

“O papel duplo do Banco Central do Brasil como regulador e proprietário/operador do Pix cria um conflito de interesses, na ausência de salvaguardas processuais adequadas. O banco agiu para prejudicar os provedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA e dar preferência ao Pix”, acrescenta o documento

O relatório, publicado na noite dessa segunda-feira (1º), é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA. O relatório sugere, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte dos produtos brasileiros. 

Agora, o governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

O professor do Instituto de Economia da Unicamp Pedro Paulo Zahluth Bastos avalia que a ação do governo Trump busca disputar o mercado de pagamentos eletrônicos do Brasil e usar o caso como “efeito demonstração” para que outros países não busquem criar mecanismos que prejudiquem empresas dos EUA. 

“O problema é que o PIX já é um sistema soberano, público e gratuito, que oferece uma alternativa a essas redes privadas, que geram muitos lucros, que são controlados pelos EUA”, explicou o especialista. 

Zahluth rejeitou o argumento dos EUA de que haja uma discriminação contra as empresas do país norte-americano.  

“O PIX mostrou que uma infraestrutura pública pode deslocar o modelo privado. que extrai tarifas. E esse modelo está se espalhando, como na Índia. O interesse dos EUA é essa renda de intermediação que os comerciantes pagam entre 2% a 5% na transação dos cartões de crédito”, completou.

Ele lembra que o Pix tem movimentado mais recursos que cartões dos EUA como Visa e Mastercad. 

“O Pix não está impedindo a operação dos cartões. Ele compete, claro, oferecendo um bem público, gratuito e que funciona. Não existe nenhuma proibição de que um bem público não possa ser oferecido por um Estado soberano”, disse o professor. 
 

Pix como alvo

O relatório da USTR cita que o Banco Central exige o uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas, além de que o mecanismo de pagamento gratuito seja exibido nos sites e aplicativos dos bancos e empresas financeiras com destaque semelhante a qualquer outro tipo de transferência.

“Além disso, o Banco Central incentiva o uso do Pix em detrimento de outros serviços, exigindo que as instituições participantes (incluindo as instituições que ela exige para participar do mecanismo) ofereçam o Pix gratuitamente a indivíduos”, afirma a investigação dos EUA.

Para a conselheira Jennifer Thornton, o Pix representa um ônus ou uma restrição ao comércio dos EUA, “impondo custos aos provedores de serviços americanos e forçando-os a promover sua concorrente brasileira sem qualquer compensação”.

Segundo o professor da Unicamp Pedro Paulo Zahluth Bastos, a ação dos EUA contra o Pix busca assegurar os lucros dos monopólios das empresas estadunidenses, formando parte de uma disputa distributiva pela renda dos brasileiros. 

“A sociedade brasileira está querendo evitar que o capital financeiro estrangeiro absorva rendas monopólicas e, ainda por cima, usando o Estado para impor isso contra outro Estado que é soberano. É mais uma expressão do imperialismo americano que o Trump está implementando”, disse o economista.

Um ano de investigação

A ação contra o Pix brasileiro começou nos Estados Unidos (EUA) em 15 de julho de 2025, quando o governo Donald Trump anunciou a abertura de investigação sobre supostas práticas comerciais desleais do Brasil.

As críticas ao sistema de pagamento brasileiro podem ser explicadas pela concorrência do Pix com o Whatsapp Pay e bandeiras de cartão de crédito norte-americanas (como Visa e MasterCard), e por ter se tornado uma alternativa ao dólar em algumas transações internacionais. 

A agência de notícias dos EUA Bloomberg, especializada em economia e finanças, tem divulgado que as bandeiras de cartões de crédito como Visa e MasterCard, além das big techs, grandes empresas de tecnologia, tem pressionado o governo de Donald Trump para agir contra o Pix brasileiro.

Amazonas: Wilson Lima acompanha retomada das obras da AM-010, que teve 88% dos serviços executados em sua gestão

Enquanto governador, Wilson Lima conduziu a execução da obra da rodovia, considerada estratégica para a economia e a integração regional

O pré-candidato ao Senado Wilson Lima acompanhou, nesta segunda-feira (1º), a retomada das obras de modernização da rodovia AM-010, no trecho a partir do quilômetro 66, no município de Rio Preto da Eva. A intervenção foi iniciada durante sua gestão à frente do Governo do Amazonas e já alcançou 88% de execução, marcando a primeira modernização de grande porte da rodovia em mais de 40 anos.

Os serviços haviam sido interrompidos em dezembro de 2025 em razão do período de chuvas intensas. Com a chegada do verão amazônico, as equipes retomaram os trabalhos, inicialmente concentrados em terraplenagem, reciclagem, base e sub-base da pista. Novas frentes de trabalho também serão mobilizadas ao longo do trecho entre Manaus e Rio Preto da Eva.

Durante a visita, Wilson Lima destacou a importância estratégica da rodovia para o desenvolvimento econômico da Região Metropolitana de Manaus e para a integração logística do estado.

“Estou muito feliz de poder acompanhar hoje a retomada dessa obra. Essa é uma obra fundamental porque a AM-010 é o principal corredor de atividades econômicas da Região Metropolitana. Levando em consideração o que temos no município de Silves, com a exploração do gás natural, essa estrutura é importante para a passagem dos caminhões que abastecem a térmica de Jaguatirica. Também é importante para dar apoio às estruturas portuárias de Novo Remanso e de Itacoatiara. Isso é fundamental e, além disso, cumpre uma função social muito importante, garantindo o direito de ir e vir do cidadão e o escoamento da produção das comunidades que vivem ao longo da rodovia”, disse Wilson Lima.

A retomada das obras foi coordenada pelo governador Roberto Cidade e contou com a participação da prefeita de Rio Preto da Eva, Maria do Socorro Nogueira Fontinele, e da deputada estadual Joana Darc.

Wilson também ressaltou que a rodovia tem papel decisivo para o fortalecimento de novos empreendimentos econômicos no interior do Amazonas, especialmente na região de Silves, onde ocorre a exploração de gás natural, além de contribuir para a expansão das atividades portuárias e do transporte de cargas em Itacoatiara.

A obra contempla 250,4 quilômetros da AM-010. Até o momento, já foram executados 232 quilômetros de primeira capa asfáltica e 176 quilômetros receberam a segunda camada de pavimentação. Em novembro de 2025, o Governo do Amazonas entregou 142 quilômetros totalmente modernizados, entre os quilômetros 110 e 252 da rodovia.

Com investimento total de R$ 541,2 milhões, a modernização da AM-010 já gerou mais de 10 mil empregos diretos e indiretos. A expectativa é reduzir o tempo de viagem entre Manaus e Itacoatiara de seis para aproximadamente três horas, além de proporcionar mais segurança, conforto e melhores condições para o transporte de pessoas e mercadorias.

Durante o período chuvoso, o Estado também realizou serviços emergenciais de manutenção entre os quilômetros 60 e 74 da rodovia, com remendos profundos nos pontos mais críticos, garantindo a trafegabilidade dos usuários até a retomada integral das obras.

Junho será mais quente do que a média na maior parte do país

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o mês de junho indica chuva acima da média em áreas das regiões Norte, Nordeste e Sul. As temperaturas devem ficar acima da média em grande parte do país, principalmente na porção central.

Para a Região Sudeste, o prognóstico aponta chuvas abaixo da média no sul de Minas Gerais e em grande parte de São Paulo. Nas demais áreas da região, são previstos volumes próximos à média histórica.

Na Região Sul, a previsão indica chuva acima da média em praticamente todo o Rio Grande do Sul. Por outro lado, em boa parte do Paraná e no nordeste de Santa Catarina são previstos volumes na faixa normal ou abaixo da média.

No Norte, são previstos totais de chuva acima da média em praticamente todo o Pará, sudoeste e centro-leste do Amazonas, centro-sul de Roraima e em todo o Amapá. Por outro lado, são esperados volumes abaixo da média no restante do estado de Roraima e extremo noroeste do Pará.

Em relação à Região Nordeste, é prevista chuva acima da média no norte do Maranhão e Piauí, e em grande parte dos estados de Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Nas demais áreas da região, espera-se volumes de chuva próximos à média.

Temperatura

Os termômetros devem registrar temperaturas acima da média para o mês de junho em todas as regiões do país.

No Sudeste, a previsão é de temperaturas acima da média em todos os estados. Em áreas como o norte de Minas Gerais e o oeste de São Paulo, são previstos aumentos de até 1,5 °C em relação à média do mês.

Na Região Sul, a previsão é de temperaturas até 1 °C acima da média em todos os estados. Em algumas áreas, como o norte do Paraná e o extremo oeste de Santa Catarina, pode haver aumento de até 1,5 °C em relação à média de junho.

Para o Centro-Oeste, o Inmet indica temperaturas médias até 1 °C acima da climatologia do mês em todos os estados. Em regiões como o leste de Goiás, noroeste e sudoeste do Mato Grosso e grande parte do Mato Grosso do Sul, são previstos aumentos de até 1,5 °C em relação à média histórica de junho.

Na Região Nordeste, o Inmet prevê temperaturas até 1°C acima da média em grande parte do Matopiba, que reúne os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia e Mato Grosso, e nos estados de Pernambuco, Alagoas e Sergipe. 

No Norte do país, a previsão indica predomínio de temperaturas acima da média de junho em até 1°C. Exceções ocorrem no extremo noroeste do Pará, centro-sul de Roraima e centro-norte de Rondônia, onde são esperadas temperaturas próximas à média do mês.

Termina domingo prazo para declaração anual do MEI; confira regras

Termina neste domingo (31) o prazo para a entrega da Declaração Anual Simplificada do Microempreendedor Individual (DASN-Simei), referente ao ano-calendário de 2025. 

A declaração anual do MEI é obrigatória para todos os empresários individuais que tenham sido optantes pelo SIMEI em qualquer período de 2025, mesmo que não tenham tido faturamento no ano. É o caso, por exemplo, de profissionais que deixam de prestar serviços como MEI para trabalhar com carteira assinada. 

A declaração pode ser enviada pelo App MEI ou pelo Portal do Empreendedor. A Receita Federal orienta que os microempreendedores façam a entrega dentro do prazo para evitar encargos e manter a regularidade do CNPJ. 

Como fazer a declaração 

A DASN-SIMEI é realizada de maneira rápida no Portal do Empreendedor. O MEI deve informar o faturamento anual bruto de sua empresa, incluindo todas as vendas ou prestações de serviços realizadas em 2025.

Pelas regras, o MEI não pode ultrapassar o limite de R$ 81 mil de faturamento anual ou o proporcional mensal. Também é necessário informar se realizou a contratação de funcionário (no máximo um, de acordo com a legislação). o Objetivo da DASN- Simei é comprovar que a empresa está operando dentro dessas regras do regime. 

Multa 

A entrega fora do prazo resulta em multa de 2% ao mês de atraso, limitada a 20% do valor total dos tributos declarados, ou ao valor mínimo de R$ 50. A multa é gerada automaticamente após a transmissão da declaração em atraso.