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Suspender emendas dá “autonomia desmedida” ao Executivo, diz Congresso

O Congresso Nacional enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um recurso contra a suspensão das chamadas emendas Pix, afirmando que a medida confere “autonomia desmedida” ao Executivo no controle do Orçamento. 

A suspensão das emendas Pix foi mantida na quinta-feira (8/8) pelo ministro Flavio Dino, do STF, horas antes do recurso feito em conjunto pela Câmara e Senado. A medida fora pedida pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, para quem esse tipo emenda parlamentar não atende a requisitos mínimos de transparência. 

A representação jurídica do Congresso escreveu que a Constituição garante a divisão entre os Poderes na gestão do Orçamento. “A pretensão de subverter essa divisão constitucional, delegando ao Executivo uma autonomia desmedida sem a devida regulamentação legislativa, implica um atentado às determinações constitucionais que estruturam o Estado Democrático de Direito”, diz o recurso. 

O Congresso argumentou, ainda, que a interrupção da transferência de recursos pode ter consequências graves para o interesse público, interrompendo programas e a execução de obras, por exemplo, e causando “enorme insegurança jurídica”. 

Transferência especial de recursos

As emendas Pix permitem a transferência especial de recursos da União a estados e municípios por meio de indicação individual parlamentar, mas sem a necessidade de apresentação de projetos, indicação de programas contemplados ou celebração de convênios, ou seja, sem clareza sobre qual a real destinação dos recursos públicos. 

Esse tipo de emenda ao Orçamento ganhou força depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu, em 2022, o que ficou conhecido como “Orçamento secreto” – a destinação de recursos dos cofres públicos por meio de emendas de relator do Orçamento, o que camuflava os verdadeiros padrinhos das transferências. 

Segundo a associação Contas Abertas, deputados e senadores destinaram R$ 6,7 bilhões em “emendas Pix” em 2023.

No recurso, os advogados do Congresso defenderam esse tipo de emenda, argumentando que, ao impor condicionantes para esse tipo de emenda, o ministro “desvirtua” a própria natureza das transferências especiais, que estão previstas na Constituição e cujo objetivo é dar flexibilidade e autonomia a estados e municípios na utilização da verba pública.  

O Congresso Nacional reconheceu a necessidade de dar maior rastreabilidade ao dinheiro público, mas defendeu que cabe ao Legislativo, e não ao Judiciário, estabelecer tais critérios para o Orçamento do ano que vem. 

Critérios

Na decisão de quinta-feira (8/8), o ministro Flávio Dino manteve critérios que já havia determinado numa primeira decisão de 1º de agosto. Ele ordenou que as transferências só podem ser realizadas se atendidos determinados critérios de rastreabilidade e transparência. 

No caso de verbas destinadas à área de Saúde, por exemplo, os valores só poderão ser executados após parecer favorável das instâncias competentes do Sistema Único de Saúde (SUS), ordenou o ministro. Ele liberou somente a execução de emendas nos casos de obras em andamento e calamidade pública. 

Numa outra decisão do dia 8, Flávio Dino determinou que o Congresso envie informações e documentos sobre as emendas de comissão (RP8), que também foram infladas desde que o Supremo vedou o Orçamento secreto por meio das emendas de relator, em 2022. 

O recurso do Congresso afirma, ainda, que a suspensão das emendas Pix pode comprometer “a saúde, um setor que frequentemente exige respostas rápidas e flexíveis para atender às demandas emergentes da população, pode acabar sendo preterida devido às complicações adicionais impostas pelo novo requisito de planejamento e aprovação”.

Fonte: Agência Brasil

Eleição para novo PGJ tem nove candidatos inscritos

O cargo de procurador-geral de Justiça do Amazonas para o biênio 2024-2026 já tem seus postulantes. Com o término das inscrições, no final da tarde desta sexta-feira (09/08), um total de nove candidatos, todos promotores, efetuaram a inscrição, por meio do Sistema SEI.

Os nomes dos candidatos ainda serão homologados no dia 16 de agosto, em reunião extraordinária do Colégio de Procuradores, conforme cronograma definido pela Comissão Especial Eleitoral, presidida pelo procurador de Justiça Aguinelo Balbi Júnior.

Os pedidos de registro das candidaturas foram encaminhados via requerimento, por meio da plataforma SEI, ao atual PGJ Alberto Rodrigues do Nascimento Júnior, acompanhados da fotografia que será utilizada no sistema de votação on-line, o Votus.

A eleição

Destinada à formação de lista tríplice para escolha do novo PGJ, a eleição será realizada no dia 2 de setembro, das 8h às 16h, de forma virtual.

A cédula eletrônica de votação será disponibilizada no site do órgão, na página destinada à eleição, e poderá ser acessada por meio do link encaminhado previamente aos membros ministeriais, via e-mail institucional.

A votação dos membros (promotores e procuradores) é facultativa, direta, secreta e plurinominal, permitindo a indicação de até três candidatos ao mesmo tempo. Estão aptos a votar todos os integrantes de carreira do MPAM em efetivo exercício da função.

Comissão Especial Eleitoral

Presidida pelo procurador de Justiça Aguinelo Balbi Júnior, a Comissão Especial Eleitoral, que coordenará a votação e a apuração das eleições, no dia 2 de setembro, é composta também pelos procuradores Elvys de Paula Freitas (titular) e Jussara Maria Pordeus e Silva (suplente), pelo promotor de Justiça aposentado Otávio de Souza Gomes (indicado pela Associação Amazonense do Ministério Público) e pelos promotores de Justiça Edna Lina de Souza (titular), Hilton Serra Viana (titular), Cleucy Maria de Souza (suplente) e Maria Piedade Queiroz Nogueira Belasque (suplente) — estes quatro últimos indicados pelo atual PGJ Alberto Rodrigues do Nascimento Júnior.

Tudo sobre a eleição

O portal do MPAM já conta com uma página dedicada à eleição do novo procurador-geral de Justiça, com informações, legislações e regras do pleito. Outras informações, como perfil dos candidatos, currículos, entre outras, serão adicionadas posteriormente, após a homologação dos candidatos. O acesso pode ser feito via banner, disponível na home do site. No dia da eleição para formação da lista tríplice será disponibilizado o link para a votação pelo sistema Votus.

De modo a dar transparência ao processo eleitoral, o PGJ Alberto Rodrigues do Nascimento Júnior compartilha, a seguir, a lista de candidatas e candidatos à formação de lista tríplice:

  1. Alessandro Samartin de Gouveia;
  2. Carlos Fábio Braga Monteiro;
  3. Cley Barbosa Martins;
  4. Edinaldo Aquino Medeiros;
  5. Igor Starling Peixoto;
  6. Leda Mara Nascimento Albuquerque;
  7. Lílian Maria Pires Stone;
  8. Lucíola Honório de Valois Coelho Veiga Lima;
  9. Sheyla Andrade dos Santos.

Foto: Elvis Chaves

TCE-AM orienta cidadão sobre participação em decisões públicas

A Escola de Contas Públicas do Tribunal de Contas do Amazonas (ECP/TCE-AM) iniciou nesta sexta-feira (9/8) as qualificações do Programa de Formação de Agentes de Controle Social (Profac) 2024, com uma ambientação on-line. O Profac visa qualificar a sociedade civil para participar ativamente de audiências públicas, elaboração de planos de estado e da fiscalização da gestão pública.

Para a conselheira-presidente do TCE-AM, Yara Amazônia Lins, o Profac é uma ferramenta estratégica para o fortalecimento da participação cidadã na gestão pública e possibilita que a sociedade esteja mais bem preparada para entender os processos de planejamento, execução e controle das políticas públicas

“Isso é essencial para que os cidadãos possam exigir, de forma técnica e fundamentada, melhorias nos serviços públicos e a correta aplicação dos recursos. Ao fornecer essa capacitação, o Tribunal de Contas cumpre seu papel pedagógico e promove o empoderamento social”, afirmou a conselheira-presidente.

“O controle social é tão importante que estamos dando continuidade a esse curso que vinha sendo realizado no Tribunal. Ao longo do cronograma, teremos seis módulos que serão extremamente importantes para formar novas lideranças que podem ajudar na implementação de políticas públicas para o nosso estado”, destacou o coordenador-geral da ECP, conselheiro Júlio Pinheiro.

Durante o evento, o ouvidor-geral do TCE-AM, conselheiro Mario de Mello, aproveitou para convidar os participantes para as “Rodas de Cidadania”, que fazem parte do Profac e serão realizadas em parceria com a Ouvidoria nos dias 16 e 30 deste mês. “Os participantes terão a chance de debater temáticas significativas fomentando o aprimoramento de políticas públicas em prol da sociedade amazonense, estimulando a participação cidadã e o controle social”, disse.

A edição deste ano recebeu recorde de inscrições, sendo 424, conforme o diretor-geral da ECP, Alexandre Rivas. Para ele, essa aderência é fruto do trabalho da equipe da Escola e do interesse da sociedade em se envolver na fiscalização dos órgãos públicos.

A coordenadora da edição 2024 do Profac, Holga Naito, informou que a oferta do Programa na modalidade online está facilitando o acesso ao conhecimento. Ela citou o exemplo de uma merendeira que conseguiu fazer o Profac durante os afazeres na escola em que trabalha.“Ela ficava mexendo na panela, mas acompanhando o curso no celular. Então se o curso fosse em outro formato, se ela tivesse que ir para uma sala de aula tradicional, ela não estaria lá. Assim ela consegue conciliar os afazeres diários com a participação no Programa”, disse.

As aulas do programa envolvem noções gerais de administração pública, noções dos instrumentos de planejamento orçamentário, como PPA, LDO e LOA; rodas de cidadania realizadas pela Ouvidoria do TCE-AM; mecanismos de controle das ações governamentais; controle popular sobre licitações e contratos administrativos; noções da Lei de Responsabilidade Fiscal; controle popular da receita e despesa da Saúde e Educação, entre outros.

Foto: Filipe Jazz

Amom promete revogar aumento do IPTU para 300 mil famílias em Manaus

Durante o primeiro debate entre candidatos à Prefeitura de Manaus, nesta quinta-feira (08/08), na TV Band Amazonas, Amom Mandel (Cidadania) prometeu à população que, caso seja eleito prefeito da capital, seu primeiro ato será revogar o aumento abusivo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

O aumento do IPTU para mais de 300 mil moradores de Manaus foi realizado no início de 2023, determinado pelo prefeito da capital, David Almeida (Avante), sem a anuência da Câmara Municipal de Manaus e chegou a 300% em alguns casos.

“Eu tenho compromisso com essa cidade. O compromisso de, no nosso primeiro dia de gestão na Prefeitura de Manaus, reverter e anular esse aumento ilegal e criminoso do IPTU que afetou mais de 300 mil famílias nessa cidade”, declarou Mandel.

Amom também afirmou que está entre seus compromissos a construção de um Hospital Municipal e “abrir a caixa preta” dos contratos da Prefeitura de Manaus.

Foto: Divulgação

MPAM, AAM e Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos discutem formas para mitigação da crise ambiental

Atualmente, um terço dos municípios amazonenses — incluindo a capital — já se encontra em situação de emergência ambiental, e esse preocupante cenário pautou uma reunião híbrida (presencial e online) entre o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), a Associação Amazonense de Municípios (AAM) e a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), na tarde da última quinta-feira (08/08). Este primeiro encontro foi direcionado para análise da situação, mas o propósito é traçar alternativas para a mitigação do problema.

Representando o MPAM, o procurador-geral de Justiça (PGJ), Alberto Rodrigues do Nascimento Júnior, demonstrou preocupação com o sofrimento da população, ano a ano, com os fenômenos naturais que atingem a região de forma severa. “Primeiro vêm as cheias e agora a estiagem. Trata-se de um problema muito grave na nossa região, principalmente no Amazonas. O papel do Ministério Público participando, conhecendo também a realidade dos gestores municipais e buscando apoio amplo nacional, é essencial para que possamos diminuir os efeitos negativos, principalmente no dia a dia do caboclo do interior. É surreal imaginar que, no estado do Amazonas, ainda se passe por uma escassez de água nesse período”, comentou o PGJ.

Porta-voz das prefeituras, Anderson Sousa, presidente da AAM e prefeito da cidade de Rio Preto da Eva — a qual também está presente na lista de situação de emergência — avaliou o encontro como uma oportunidade para pensar em alternativas. “Nós estamos cientes dos municípios que hoje enfrentam situação emergencial de estiagem e também decreto ambiental por conta das queimadas, então é importantíssimo podermos debater possibilidades de enfrentamento com técnicos da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos. Nós nos preocupamos com diversos temas, entre eles a logística para acesso ao município e as eleições deste ano”, comentou o gestor.

Localidades em alerta

De acordo com a AAM, há 20 municípios em situação de emergência por conta da estiagem, distribuídos entre as regiões da Calha do Juruá (Guajará, Ipixuna, Envira, Itamarati, Eirunepé, Carauari e Juruá), Calha do Purus (Pauini, Lábrea, Tapauá, Beruri, Canutama e Boca do Acre) e Alto Solimões (Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Tabatinga, São Paulo de Olivença, Amaturá, Santo Antônio do Içá e Tonantins).

Já a emergência ambiental em razão das queimadas tem afetado o Sul do Amazonas e a Região Metropolitana de Manaus (RMM), totalizando 22 municípios: Apuí, Novo Aripuană, Manicoré, Humaitá, Canutama, Lábrea, Boca do Acre, Tapauá, Maués, Manaus, Iranduba, Novo Airão, Careiro da Várzea, Rio Preto da Eva, Itacoatiara, Presidente Figueiredo, Manacapuru, Careiro, Autazes, Silves, Itapiranga e Manaquiri.

Foto: Alex Pazuello/Secom

“Para mudar Manaus, primeiro tem que mudar o prefeito”, diz Roberto Cidade após debate da Band

O pré-candidato do União Brasil à Prefeitura de Manaus, Roberto Cidade, disse após o debate da TV Band Amazonas que o primeiro passo para mudar a capital do Amazonas é trocar o prefeito. “Manaus é inteligente e a população vai saber decidir na hora certa”, disse Cidade a apoiadores que o aguardavam na saída da emissora, no bairro do Aleixo.

Ao longo do debate, Roberto Cidade destacou suas principais propostas para Manaus: construir 12 Unidades de Pronto Atendimento (UPA) com atendimento 24 horas, criar o Auxílio Municipal Permanente para 50 mil famílias e aumentar o efeito da Guarda Municipal para mil homens, além de armar e treinar todos eles.

“Manaus precisa de um prefeito que esteja pronto para trabalhar, e eu estou pronto para mudar a vida das pessoas, para administrar nossa cidade, para dar o meu melhor à população manauara”, ressaltou.

Cidade também destacou a importância do debate de ideias e propostas para melhorar Manaus. O primeiro encontro entre os pré-candidatos na corrida eleitoral de 2024 foi transmitido ao vivo na noite desta quinta-feira (8/8). Com cinco blocos de duração, o programa começou às 21h30 e teve duas horas de duração.

O pré-candidato do União Brasil compareceu à Band acompanhado do pré-candidato a vice, Coronel Menezes (Progressistas). Também fazem parte do arco de alianças de Cidade o Republicanos, o Podemos, o Partido da Renovação Democrática (PRD), o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Partido da Mulher Brasileira (PMB). Juntas, as legendas terão 294 candidatos ao cargo de vereador.

Foto: Divulgação

Capitão Alberto Neto destaca choque de ordem e gestão para mudar a atual realidade de Manaus

O deputado federal e candidato à prefeitura de Manaus, Capitão Alberto Neto (PL/AM), participou na quinta-feira (8/8), do primeiro debate eleitoral realizado pela emissora de televisão Band Amazonas. Entre todos os convidados, apenas o atual prefeito David Almeida (Avante) não compareceu.

Acompanhando pela Professora Maria Carmo, candidata à vice-prefeita pela coligação Ordem e Progresso, chapa da Direita nas eleições deste ano, que conta com o apoio do presidente Jair Messias Bolsonaro, o candidato chegou à emissora para colaborar com o processo democrático e apresentar à população manauara suas propostas para a cidade.

Na sua apresentação o candidato destacou sua experiência parlamentar e o preparo para ser prefeito de Manaus.

“Tenho experiência política e estou pronto para ser prefeito de Manaus. Eu conheci a nossa cidade de dentro de uma viatura e vi de perto o sofrimento dos pais e mães que madrugam na fila dos postos de saúde, que saem de casa com medo do assalto, sem ter onde deixar os filhos por falta de vaga nas creches. Eu e a professora Maria do Carmo, minha vice, exemplo de garra e empreendedorismo, queremos dar um Choque de Ordem e de Gestão em Manaus, para trazer progresso para a nossa cidade”, declarou.

O debate seguiu dentro das regras pré-estabelecidas, com questionamentos entre os participantes sobre temas de interesse da população, como segurança pública, educação, saúde e mobilidade urbana.

“Vamos usar os recursos públicos para promover melhorias para a nossa população. Tenho cinco leis federais aprovadas que trazem emprego e renda para Manaus, inclusão social e segurança para as mulheres. Sei como fazer para usar os recursos e dar o choque de ordem que a cidade precisa. A missão do gestor público é essa, mudar a vida das pessoas.”, afirmou.

Apontada como um dos principais problemas da capital, a falta de segurança pública esteve no palco das discussões do primeiro debate. O Capitão Alberto Neto destacou diversas propostas para estabelecer a ordem pública em Manaus.

“Manaus vive uma falência, principalmente na segurança pública. Violência nas escolas, o centro virou uma ‘Cracolândia’, faltam creches e remédios nas unidades de saúde. Vamos apresentar o melhor programa para mudar essa realidade, com um choque de ordem e gestão, utilizando o recurso público da forma correta”, defendeu Alberto Neto.

Ao longo do debate, o candidato também apresentou projetos sobre educação, com a implantação de escolas cívico-militares; saúde, com a criação de clínicas de imagens e diagnósticos, além da realização de parcerias para zerar a fila por cirurgias eletivas; transporte público com a implantação de novos modais como o BRT; dentre outras temáticas.

“É preciso acabar com o amadorismo. Gestão é coisa seria e precisa ser feita por pessoas que tenham competência e experiência. Nesse sentido, Alberto Neto e eu estamos preparados e temos, sem dúvida, os melhores projetos para mudar Manaus para melhor”, disse Maria do Carmo na sequência do debate.

Choque de ordem e gestão em Manaus

Em suas falas o candidato Capitão Alberto Neto, destacou propostas do plano de governo para dar um choque de ordem e gestão em Manaus.

Sobre educação o foco foi a segurança e a disciplina dentro das escolas, enfatizando a importância de valorizar o professor como uma autoridade que precisa ser valorizada e respeitada e um ambiente saudável e propício ao aprendizado.

“Nós vamos trazer ordem para o ensino público de Manaus. Vamos criar o modelo municipal da Escola Cívico-Militar para a cidade, com infraestrutura adequada, disciplina, respeito, focada na qualidade.
Esse é um modelo que está dando certo em todo canto. O Colégio Militar de Manaus é finalista do prêmio Melhor Escola do Mundo 2024, a população que conhece aprova o modelo e quer para seus filhos”, disse.

Para a segurança pública, Alberto Neto lembrou os índices que Manaus apresenta, como a 3ª cidade mais violenta do Brasil e a 21ª mais violenta do mundo.

“Bandido não vai ter vida fácil em Manaus. A Guarda Municipal tem 450 homens, sendo que apenas 50 nas ruas. Isso é uma vergonha, vamos transformar a guarda em polícia municipal. Contratar mais mil homens, bem treinados e armados, para proteger a população e o patrimônio da cidade. Segurança pública exige enfrentamento e comigo, vagabundo ou muda de vida, ou muda de cidade, porque não vai ter vez em Manaus.”

Na área da saúde o candidato enfatizou o descaso a que está entregue a população, com filas intermináveis para procedimentos, um sistema ineficiente, enquanto o prefeito atual está preocupado em pintar a cidade.

“A atenção básica deveria ser capaz de resolver 80% dos problemas de saúde. Nós vamos dar um Choque de Ordem e de Gestão na saúde e acabar com as filas intermináveis. A situação de saúde hoje é uma vergonha. Eu vou ser Prefeito para resolver o seu problema, de maneira rápida e eficiente”, afirmou.

FOTO: Assessoria PL-AM

Dino pede documentos que autorizaram pagamento de emendas

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (8/8), em Brasília, que os ministérios devem enviar à Corte documentos sobre o pagamento de emendas parlamentares do tipo RP8, uma das modalidades que fazem parte do chamado “orçamento secreto”.

A medida foi tomada pelo ministro para comprovar as indicações e pedidos de priorização de repasses das emendas de deputados e senadores.

Na semana passada, o gabinete do ministro realizou reunião com representantes do Senado e da Câmara dos Deputados para dar cumprimento à decisão que determinou medidas de transparência nos repasses de emendas.

Durante a reunião, os representantes alegaram que terão “dificuldade de encontrar documentos” para cumprir a decisão. Dessa forma, o ministro determinou que o Poder Executivo, que realiza os repasses, deve enviar os pedidos feitos pelos parlamentares para justificar o pagamento das emendas de comissão. 

Emendas de comissão

“Assim, visando ao cumprimento dos prazos definidos na reunião técnica realizada no dia 06/08/2024, determino que o Poder Executivo, por meio de consulta da AGU aos ministros de Estado, encaminhe ao relator todos os ofícios relativos a indicações ou priorização pelos autores de RP 8 (emendas de comissão), no corrente exercício”, decidiu o ministro.

Pela decisão de Flávio Dino, o Tribunal de Contas da União (TCU) também deverá enviar ao Supremo, no prazo de dez dias, cópia de todos os processos em tramitação sobre irregularidades nas emendas de relator.

Em dezembro de 2022, o STF entendeu que as emendas chamadas de RP9 são inconstitucionais. Após a decisão, o Congresso Nacional aprovou resolução que mudou as regras de distribuição de recursos por emendas de relator para cumprir a determinação da Corte. No entanto, o partido PSOL, que entrou com a ação, entendeu que a decisão continua em descumprimento por meio das emendas RP8. 

Emendas pix

Mais cedo, em outra decisão sobre emendas parlamentares, o ministro manteve a suspensão das chamadas “emendas Pix” ao Orçamento da União. 

A decisão foi motivada por uma ação protocolada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Na decisão, o ministro entendeu que a execução das emendas pode continuar nos casos de obras em andamento e calamidade pública. A liberação dos recursos está condicionada ao atendimento de requisitos de transparência e rastreabilidade dos recursos.

Fonte: Agência Brasil

Brasil quer ser parte da solução para a Venezuela, diz ministro

Após reunião ministerial que durou mais de sete horas no Palácio do Planalto, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse nesta quinta-feira (8/8), em Brasília, que o Brasil quer ser parte da solução sobre o impasse nas eleições da Venezuela. Segundo ele, o Brasil tem buscado junto com outros países da América e com apoio União Europeia a mediação de uma solução pacífica para o país. 

“Ou se apresenta de fato as provas da lisura da eleição ou tem que buscar uma solução para a situação da Venezuela, então o Brasil quer continuar e vai insistir nesse papel de mediador junto com outros países da América”, afirmou. 

Segundo o ministro, parte da solução para a questão é a apresentação das atas de votação, que ainda não foram divulgadas. 

“O Brasil quer ser parte da solução e não parte do problema. E parte da solução, no momento, é que as autoridades responsáveis pela eleição apresentem as atas de votação por seção detalhada para que o mundo inteiro possa olhar e ou confirmar o resultado da eleição ou dizer que tem problemas e buscar, se tiver problema, uma solução para isso. Então, o Brasil quer ser parte da solução, é isso que está sendo conduzido nos próximos dias”, avaliou. 

Nicarágua

Rui Costa também comentou a decisão do Brasil de expulsar a chefe da Embaixada da Nicarágua no Brasil, Fulvia Patricia Castro Matus, após governo da Nicarágua expulsar o embaixador do Brasil em Manágua, a capital do país centro-americano. Segundo o ministro, o Brasil adotou o princípio da reciprocidade.

“O presidente voltou a reafirmar na reunião que ele quer buscar a paz e o bom relacionamento com todo mundo, mas não pode aceitar que seus representantes, seus embaixadores, sejam importunados. A não ser que tenham cometido atos que fujam da tradição diplomática brasileira. Comprovado isso, o erro seria nosso, não comprovado isso é uma agressão fortuita ao padrão internacional de respeito às embaixadas e aos embaixadores”, finalizou Rui Costa.

Fonte: Agência Brasil

Emendas pix: ação da PGR e decisão do STF podem atrasar votação da LDO

Encerrado o prazo para a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2025 (PLN 3/2024), que deveria ter ocorrido em julho, surge mais um obstáculo para a análise desse texto: a discussão sobre as emendas orçamentárias individuais do tipo transferência especial, conhecidas como emendas Pix. Essas emendas parlamentares somam cerca de R$ 8 bilhões em 2024 e estão sendo questionadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pela Procuradoria-geral da República (PGR), o que levou ao adiamento da leitura do relatório preliminar sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO.

No início do mês, o ministro Flávio Dino, do STF, determinou que as emendas pix só deveriam ser liberadas se houvesse transparência sobre a destinação e os objetivos dos recursos. Essa decisão liminar foi tomada na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Nesta quarta-feira (7/8), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ingressou com outra ADI, em que pede a suspensão desse tipo de emenda por inconstitucionalidade.

Após a decisão do STF e a ação da PGR, o deputado federal Júlio Arcoverde (PP-PI), presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), decidiu adiar a leitura do relatório preliminar da LDO até que se esclareça como vai ficar a execução desse tipo de emenda. Para ele, é preciso que haja uma decisão sobre o assunto e também a manifestação dos líderes parlamentares.

Em nota, Júlio Arcoverde explicou que “não adianta a gente fazer uma leitura prévia da LDO, porque a gente abriria prazo para emendas. Então, como tem essa instabilidade jurídica em relação a essas emendas especiais, eu achei por bem adiar a leitura do relatório”.

Crítica da oposição

No Senado, parlamentares já começaram a se manifestar sobre a polêmica. Após reunião de líderes nesta quinta-feira (8/8), o líder da oposição na Casa, senador Marcos Rogério (PL-RO), defendeu a manutenção desse tipo de emenda.

“Não estou entrando no mérito da ação proposta pela PGR, não conheço ainda a extensão dessa manifestação. Mas me parece que há um movimento, por parte do governo, no sentido de tentar enquadrar o Congresso Nacional com relação a essa pauta do Orçamento. (…) Eu, como líder da oposição, vejo mais uma vez o governo se autossabotando, criando um ambiente de maior dificuldade para se relacionar com o Congresso”, criticou o líder.

Para Marcos Rogério, já existem mecanismos de fiscalização e controle para esse tipo de emenda estabelecidos em lei, e basta que essas normas sejam cumpridas. O senador também afirmou que os parlamentares conhecem os problemas do Brasil e convivem com a realidade dos estados e dos municípios — onde, argumentou ele, apresentam-se os problemas reais da população.

Emendas pix

As transferências especiais são recursos repassados diretamente para os entes federados sem a necessidade de convênios. O dinheiro vai para os cofres estaduais e municipais sem finalidade definida, o que acaba dificultando sua fiscalização. É possível saber qual parlamentar indicou recursos para qual ente, mas não o que foi feito com os recursos. A regra existente apenas determina que essas emendas não podem ser usadas para pagamento de pessoal e que 70% do dinheiro tem de ser aplicado em investimentos.

Para o presidente da CMO, Júlio Arcoverde, as emendas especiais são conquistas do Poder Legislativo e contribuem com a desburocratização do processo de transferência de recursos orçamentários da União para os municípios brasileiros, principalmente os destinados aos repasses envolvendo a Caixa Econômica Federal e os ministérios da Saúde, da Educação e da Integração Nacional.

Mas o vice-líder da oposição no Senado, Eduardo Girão (Novo-CE), discorda dessa avaliação. Ao compartilhar a notícia da ação da PGR pela rede social X, o senador disse esperar que o STF seja “altivo e independente” e que decida contra esse tipo de emenda — que, na sua opinião, é um artifício para que políticos se mantenham no poder.

“Espero que os ministros da Corte [o STF] não se curvem aos interesses da politicagem voraz com o dinheiro de um povo cada vez mais sedento por justiça. Eu votei contra elas e nunca usei essas emendas pix, cuja transparência é zero”, publicou Girão.

A determinação do STF vale inclusive para transferências realizadas antes da decisão do ministro Flávio Dino, e deve ser submetida ao Plenário Virtual do STF, em sessão que que deve ocorrer entre os dias 16 e 23 de agosto.

Projeto

O senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) apresentou em julho um projeto de lei com normas para ampliar a transparência e a eficácia da utilização dos recursos das emendas pix. Esse projeto (PL 2.759/2024) está em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas ainda não tem relator designado.

A proposta de Vanderlan determina que o ente federado beneficiado deve indicar, em até 60 dias após o recebimento dos recursos, informações relativas à sua destinação — por meio da plataforma Transferegov.br, mantida pelo Poder Executivo.

Além disso, prevê a obrigatoriedade de uma prestação de contas anual e individualizada, por meio dessa mesma plataforma, e que os recursos sejam movimentados em contas correntes específicas.

Outra norma prevista na proposta é exige o compartilhamento de dados entre os tribunais de contas em âmbito federal, estadual e municipal.

“Este projeto de lei surge como uma resposta necessária para preencher as lacunas existentes no arcabouço legal, estabelecendo um marco regulatório claro e robusto que assegure a correta aplicação dos recursos públicos, fortalecendo assim os mecanismos de controle e aumentando a confiança da sociedade na gestão dos recursos oriundos de emendas parlamentares individuais do tipo transferências especiais”, afirmou Vanderlan ao apresentar o texto.

Fonte: Agência Senado