Início Site Página 329

Roberto Cidade cresce na preferência dos eleitores e aparece em 2º lugar, diz Instituto Quaest

Pesquisa contratada pela Rede Amazônica e realizada pelo Instituto Quaest confirmou Roberto Cidade (União Brasil) em segundo lugar na disputa pela Prefeitura de Manaus. Com 8% das intenções de voto na pesquisa espontânea, Cidade aparece à frente do deputado federal Amom Mandel, que obteve 6%. A pesquisa foi divulgada na noite desta segunda-feira (26/8).

De acordo com o Quaest, Roberto Cidade, da coligação “Manaus Merece Mais”, varia a 11% no melhor cenário da pesquisa, conforme a margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou menos. Mandel cai para 3% no cenário mais desfavorável.

De acordo com a Rede Amazônica, a pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 25 de agosto e entrevistou 900 eleitores com 16 anos ou mais em Manaus. O estudo está registrado na Justiça Eleitoral com o número AM-09882/2024.

Crescimento consistente

Na quinta pesquisa realizada pelo instituto Direto ao Ponto com os candidatos à Prefeitura de Manaus, Roberto Cidade também assumiu o segundo lugar, com 18,5%, ultrapassando o deputado federal, que estava desde a pré-campanha na segunda colocação.

De acordo com o instituto, Roberto Cidade cresceu 2,6 pontos percentuais em relação à última pesquisa realizada em julho. O dado é referente ao cenário estimulado, onde o pesquisador apresenta nome e foto dos postulantes ao cargo de prefeito.

Apoio de sete partidos

Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), Roberto Cidade tem como candidato a vice o Coronel Menezes (PP) e conta com o apoio do governador Wilson Lima. A coligação tem 294 candidatos a vereador e, além do UB e do PP, reúne o apoio de Republicanos, Partido da Mulher Brasileira (PMB), Partido da Renovação Democrática (PRD), Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Podemos.

Texto e fotos: Assessoria de imprensa/Campanha Roberto Cidade

Em Manacapuru, Câmara amplia número de vereadores de 17 para 21 de forma ilegal

Em razão do decreto legislativo nº 274, de 11 de março deste ano, que amplia de 17 para 21 o número de vagas para vereadores da Câmara Municipal de Manacapuru, a partir do mandato 2025/2028, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) ingressou com ação civil pública (ACP) por desrespeito à Constituição. No documento, assinado pela promotora de Justiça Tânia Maria de Azevedo Feitosa, é apontada como fundamento para a mudança uma decisão judicial que indica aumento da população manacapuruense de 101.883 habitantes para 156.216.

A inconstitucionalidade, no entanto, reside no fato de que a decisão tem efeitos restritos e exclusivos para fins de repasses do Fundo de Participação do Município, não se aplicando na seara eleitoral e nem podendo servir de substrato para afastar a adequação da Lei Orgânica Municipal (LOM). De acordo com a ACP, já em apreciação pela Justiça do Amazonas, o fornecimento de 21 vagas para a Câmara Municipal de Manacapuru afronta a regra constitucional expressa, “podendo gerar grave injustiça no meio social, em face dos vastos recursos despendidos anualmente na manutenção desnecessária desse(s) cargo(s) excedente(s)”.

Obedecendo à Constituição Federal, o número de vereadores para cidades com população entre 80 mil e 120 mil deve ser de 17, conforme os dados mais recentes fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — o que, no caso de Manacapuru, é de 101.883 habitantes, segundo o censo municipal de 2022.

Caso a ACP seja acatada pela Justiça, são requeridas as seguintes determinações:

  • Observação por parte do município de Manacapuru e da Câmara Municipal do limite de 17 vereadores no processo eleitoral de 2024, referente ao mandato eletivo 2025-2028, adequando-se à previsão constitucional do art. 29, inciso IV, alínea “e”, uma vez que a população da cidade é de 101.883 mil habitantes, conforme Censo Demográfico do IBGE de 2022;
  • Oficiamento ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) e à Justiça Eleitoral de primeira instância da 6ª Zona Eleitoral, comunicando a liminar em ação civil pública para informar que, nas eleições municipais de 2024, referente ao mandato eletivo 2025-2028, o número de vereadores será de 17;
  • Determinação à Câmara Municipal de Manacapuru que não seja dada posse a vereadores no próximo mandato eletivo (2025-2028) em número superior à previsão constitucional, abstendo-se de realizar pagamentos de subsídios e de verbas indenizatórias ao(s) parlamentar(es) municipal(is) que exceder(em) o limite máximo de vereadores;
  • Imposição de multa diária para o caso de descumprimento no valor de R$ 5 mil, a ser suportada diretamente pela mesa diretora da Câmara Municipal e pelo município de Manacapuru/AM, destinatário da ordem judicial, posteriormente revertida em benefício do Fundo Estadual de Direitos Difusos.

“A Câmara Municipal resolveu aumentar para 21 o número de vereadores, o que seria proporcional a uma população de 160 mil até 300 mil habitantes. Portanto, esse número de vereadores aprovados, aumentando de 17 para 21, no entendimento do Ministério Público, é desproporcional e inconstitucional. Por isso, nós ingressamos com a ação civil pública e esperamos o deferimento da Justiça, que vai analisar o pedido, tendo em vista que esse número excedente de vereadores vai gerar um gasto desnecessário para um município que tanto precisa de políticas públicas”, afirmou a promotora de Justiça Tânia Maria de Azevedo Feitosa.

Foto: Divulgação

TCE-AM terá 47 processos na pauta de julgamento desta terça-feira (27/8)

Quarenta e sete processos devem ser apreciados pelos conselheiros do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) durante a 29ª Sessão Ordinária do Tribunal Pleno, a partir das 10h desta terça-feira (27/8).

A pauta de adiados, com os processos que retornam a julgamento após pedido de vista dos membros do Pleno, terá quatro processos em julgamento, sendo duas prestações de contas anual; uma denúncia e uma inspeção extraordinária.

Já a pauta do dia, com 43 processos ao todo, terá 14 representações; nove recursos; seis embargos de declaração; cinco prestações de contas anuais; cinco tomadas de contas; duas admissões de pessoal de concurso pendentes; uma inspeção extraordinária, além de uma consulta.

Entre as prestações de contas estará a do exercício de 2022 do Fundo Municipal de Educação de São Gabriel da Cachoeira, de responsabilidade de Isaias Benjamim da Silva; do exercício de 2022 da Câmara Municipal de Envira, de responsabilidade de Francisco de Jesus da Costa Silva, e do exercício de 2023 do Fundo Especial da Defensoria Pública, de responsabilidade de Manuela Cantanhede Veiga Antunes, entre outras.

A sessão contará com transmissão ao vivo por meio do Facebook e canal do YouTube da Corte de Contas amazonense.

Foto: Joel Arthus

Em primeiro debate após início das campanhas nas ruas, Capitão Alberto Neto promete reduzir IPTU

O candidato a prefeito pela coligação Ordem e Progresso, Capitão Alberto Neto (PL), participou nesta segunda-feira, 26/08, na TV Norte, do primeiro debate entre os prefeituráveis após a homologação das chapas. Capitão Alberto Neto chegou à emissora acompanhado da candidata a vice-prefeita, Maria do Carmo Seffair (Novo), e foi sorteado para a primeira pergunta, na qual questionou o deputado Roberto Cidade sobre o aumento de impostos.

“O candidato não quis responder. Então, acho que ele vai aumentar sim o IPTU, já que eles gostam tanto. Nós, por outro lado, não vamos aumentar qualquer imposto, assim como no governo Bolsonaro, onde o foco foi a diminuição. Na minha gestão, teremos o mesmo compromisso”, disse, após Cidade, se esquivar da pergunta.

Além do Capitão Alberto Neto, os candidatos Marcelo Ramos (PT), Amom Mandel (Cidadania), Wilker Barreto (Mobiliza), Roberto Cidade (União Brasil) e Gilberto Vasconcelos (PSTU) também compareceram. O prefeito David Almeida (Avante) mais uma vez faltou ao debate. “Prefeito foge do debate como foge dos problemas de Manaus”, disparou Alberto.

Questionado sobre transparência pelo candidato do Cidadania, Capitão Alberto Neto destacou que junto com sua vice Maria do Carmo vai integrar a experiência da gestão privada com a pública e ter um processo de Compliance na prefeitura.

“Manaus é a sexta capital menos transparente do Brasil. Temos um prefeito que não sabe o que é transparência, por isso cada vez mais surgem escândalos de corrupção na prefeitura. Isso vai mudar com um choque de ordem e gestão”, declarou Alberto Neto.

FOTO – Tadeu Rocha

Entenda o debate sobre emendas parlamentares e Orçamento

Na última semana, os Três Poderes da República anunciaram um acordo para garantir a transparência, a rastreabilidade e a eficiência na execução das emendas parlamentares ao Orçamento da União, como são chamadas as alterações feitas pelos parlamentares no projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA), enviado a cada ano pela Presidência da República. 

O consenso foi anunciado após reunião de cerca de quatro horas entre os representantes dos Poderes, na última terça-feira (20/8), organizada emergencialmente depois que o ministro Flávio Dino, do Supremo, suspendeu, neste mês, as transferências de praticamente todas as emendas parlamentares ao Orçamento. 

Mais que uma questão orçamentária, as emendas parlamentares envolvem uma disputa política, já que permite o direcionamento do dinheiro para bases eleitorais de deputados e senadores.

Ao menos desde 2015, o Congresso vem ampliando seu domínio sobre o Orçamento da União. Na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2024, por exemplo, foram inseridos mais de R$ 49,2 bilhões em emendas. Há dez anos, em 2014, esse valor era de R$ 6,1 bilhões. 

Na Procuradoria-Geral da República (PGR) tramitam mais de uma dezena de investigações sobre suspeitas de desvios no repasse dessas verbas.

Orçamento secreto

A falta de transparência das emendas parlamentares levou o plenário do Supremo a proibir, em julgamento de dezembro de 2022, o chamado “orçamento secreto”, como foram apelidadas as emendas feitas pelo relator-geral do projeto de Lei Orçamentária Anual. Esse tipo de emenda, cuja sigla é RP9, não permitia identificar o congressista que definiu a destinação da verba federal. 

Após a Supremo ter imposto restrições às RP9, contudo, os congressistas passaram a utilizar outros tipos de emendas, como as apresentadas pelas comissões permanentes da Câmara e do Senado (RP8) e as individuais de transferência especial (RP6), para continuar a avançar no controle do orçamento público de forma pouco transparente. 

As RP6 de transferência especial, por exemplo, foram apelidadas de “emendas Pix”, por permitirem repasses diretos a estados e municípios, sem que seja necessário indicar onde ou como o dinheiro vai ser gasto. Isso dificulta o rastreamento da verba pelos órgãos de fiscalização. 

Nas decisões que suspenderam a execução dessas emendas, Dino frisou que o Supremo já decidiu pela necessidade de que haja maior transparência e rastreabilidade na liberação das verbas, conforme determina a Constituição, não permitindo que as práticas do orçamento secreto continuem a ser empregadas. O entendimento foi referendado por unanimidade pelos outros dez ministros da Corte. 

Cabo de guerra

De seu lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido, em manifestações públicas, um maior equilíbrio orçamentário, e que o dinheiro das emendas seja direcionado pelos parlamentares em maior coordenação com o Executivo, que é o responsável por aplicar as verbas públicas de acordo com um planejamento mais amplo. 

“É muito dinheiro que não tem critério no orçamento planejado que a gente faz para o país”, disse Lula em entrevista à Rádio T, de Curitiba, na semana passada.  

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam para a ineficiência na aplicação de recursos públicos por meio das emendas parlamentares, uma vez que os congressistas, em geral, buscam atender demandas com critérios, por vezes, pouco claros. 

Os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), por sua vez, defendem com firmeza que é a própria Constituição que garante a definição conjunta do Orçamento, numa colaboração entre a Presidência da República e o Congresso. Concentrar esses poderes no Executivo é que seria uma distorção da opção feita pelos constituintes, argumentam. 

Foi com a Constituição de 1988 e a redemocratização do país que o poder sobre a definição do Orçamento, por meio de emendas, foi devolvido ao Congresso, depois de ter sido em grande medida limitado pela Constituição de 1967, promulgada durante a ditadura militar e que concentrava no Executivo todo o poder para dispor das verbas públicas federais. 

Entretanto, foi somente a partir de 2015 que regras como a impositividade, que torna obrigatória a execução de determinadas emendas parlamentares, foram inseridas na Constituição. 

Pelo compromisso recém-anunciado com o aval do Supremo, os poderes Executivo e Legislativo têm até o fim de agosto para apresentar novas regras que garantam a transparência, a rastreabilidade e a eficiência na liberação das emendas parlamentares. 

Por enquanto, não há sinalização de que possa haver um recuo dos parlamentares sobre a ampla fatia que controlam do Orçamento, que, atualmente, chega a um quarto das despesas discricionárias, ou seja, de todos os gastos não obrigatórios à disposição do governo.

Na nota conjunta divulgada pelos Três Poderes, foi indicada uma possível limitação no ritmo de alta das emendas, para “que elas não cresçam em proporção superior ao aumento do total das despesas discricionárias”.

Confira abaixo os principais tipos de emendas parlamentares ao Orçamento da União e qual o valor correspondente na LOA 2024, com dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop): 

*Emendas individuais (RP6) – São previstas desde a promulgação da Constituição de 1988. Desde 2015, se tornaram impositivas, isto é, de execução obrigatória. Em 2024, foram autorizados R$ 25,1 bilhões em emendas desse tipo, R$ 37,9 milhões para cada deputado e R$ 69,6 milhões para cada senador. Do total, R$ 8,2 bilhões são de transferência especial, as emendas Pix, que foram criadas pela Emenda Constitucional 105/2019. Até o momento, o governo já pagou efetivamente R$ 14 bilhões das RP6 neste ano, dos quais R$ 4,5 bilhões em emendas Pix.  

*Emendas de bancadas dos estados e DF (RP2 e RP7) – São impositivas desde 2019. No orçamento de 2024, correspondem a R$ 8,5 bilhões, dos quais R$ 1,7 bilhão foi pago até o momento. Cada estado pode arrecadar até R$ 316,9 milhões.

*Emendas de comissões permanentes do Congresso (RP8) – Não são impositivas nem previstas pela Constituição. A existência dessas emendas consta na Resolução 1/2006 do Congresso Nacional. Cada comissão permanente da Câmara, do Senado ou Mista pode apresentá-las. Em 2024, correspondem a R$ 15,4 bilhões no orçamento, dos quais R$ 7,4 bilhões já foram efetivamente pagos.

Fonte: Agência Brasil

Brasil e Colômbia cobram atas de eleição na Venezuela

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou na noite de sábado (24/8) uma declaração conjunta com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, em que voltam a cobrar a divulgação das atas de votação das eleições na Venezuela.

“Ambos os presidentes permanecem convencidos de que a credibilidade do processo eleitoral somente poderá ser restabelecida mediante a publicação transparente dos dados desagregados por seção eleitoral e verificáveis”, diz a nota conjunta.

O texto afirma que Brasil e Colômbia “tomaram nota” da decisão do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela, que na última quinta-feira (22/8) emitiu uma decisão que disse ser definitiva e ratificou a vitória do presidente Nicolás Maduro nas eleições de 28 de julho. A nota, contudo, não reconhece esse resultado.

O comunicado, que foi distribuído pelo Ministério das Relações Exteriores e também publicada no domingo (25/8) no perfil oficial de Lula na rede social X, afirma que Brasil e Colômbia “reiteram que continuam a aguardar a divulgação, pelo CNE [Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela], das atas desagregadas por seção de votação”.

Até o momento, os órgãos oficiais da Venezuela, como o CNE e o TSJ, ainda não apresentaram os dados por mesa de votação. A oposição garante que tem as atas que dão a vitória ao opositor Edmundo González.

A não publicação dos dados tem gerado questionamentos sobre o resultado anunciado dentro e fora da Venezuela por não permitir a confirmação dos votos por cada uma das mais de 30 mil urnas. 

Dentro da Venezuela, o Ministério Público abriu investigação para apurar a conduta dos opositores ao governo de Maduro. O órgão alega a suspeita de que haja uma “conspiração” contra o resultado das urnas.

A oposição e organizações sociais têm denunciado prisões arbitrárias no país no contexto dos protestos pós-eleitorais com mais de 1,3 mil presos e mais de 20 óbitos. Já o governo afirma que luta contra grupos criminosos que atacam prédios públicos, lideranças chavistas e policiais, o que já teria causado a morte de 25 pessoas e ferido 97 membros das forças de segurança.

Na declaração deste sábado, Lula e Petro “conclamam todos os envolvidos a evitar recorrer a atos de violência e à repressão”. Eles também criticaram a imposição unilateral de sanções à Venezuela por parte de outros países.

A manifestação de Lula e Petro ocorre um dia depois de os Estados Unidos e outros 10 países da América Latina terem rechaçado a decisão do Supremo venezuelano. Além dos norte-americanos, a carta divulgada na sexta-feira (23/8) é assinada por Argentina, Costa Rica, Chile, Equador, Guatemala, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai.  

Confira a íntegra da declaração conjunta dos presidentes de Brasil e Colômbia sobre a situação na Venezuela.

O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o Presidente da República da Colômbia, Gustavo Petro, mantiveram ontem e hoje (23 e 24/8) conversas telefônicas sobre a questão das eleições presidenciais na Venezuela.  

Ambos os presidentes permanecem convencidos de que a credibilidade do processo eleitoral somente poderá ser restabelecida mediante a publicação transparente dos dados desagregados por seção eleitoral e verificáveis.  

A normalização política da Venezuela requer o reconhecimento de que não existe uma alternativa duradoura ao diálogo pacífico e à convivência democrática na diversidade. Os dois presidentes conclamam todos os envolvidos a evitar recorrer a atos de violência e à repressão.  

Como países vizinhos diretamente interessados na estabilidade da Venezuela e da região, e testemunhas dos Acordos de Barbados, Brasil e Colômbia mantêm abertos seus canais de comunicação com as partes e reiteram sua disposição de facilitar o entendimento entre elas.  

Brasil e Colômbia tomam nota da decisão do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela sobre o processo eleitoral. Reiteram que continuam a aguardar a divulgação, pelo CNE, das atas desagregadas por seção de votação e relembram os compromissos assumidos pelo governo e pela oposição mediante a assinatura dos Acordos de Barbados, cujo espírito de transparência deve ser respeitado.  Manifestam também sua total oposição à continuada aplicação de sanções unilaterais como instrumento de pressão. Compartilham o entendimento de que sanções unilaterais são contrárias ao direito internacional e prejudicam a população dos países sancionados, em especial as camadas mais vulneráveis.

Fonte: Agência Brasil

Brasil precisa avançar na proteção à saúde em casos de poluição do ar

O Brasil avançou pouco na adoção de padrões de qualidade do ar e na proteção à saúde da população em episódios críticos de poluição, segundo o estudo Qualidade do ar em alerta. Realizado pelo Instituto Alana e o Instituto Ar, a pesquisa fez uma análise sobre casos de poluição no Brasil e a adoção de planos de ação para emergência em mais oito países: Chile, Colômbia e Equador (América do Sul); Estados Unidos e México (América do Norte) e Espanha, França e Inglaterra (Europa).

De acordo com a pesquisadora do Instituto Ar, Evangelina Araújo, cada país é responsável por formular as regras a serem adotadas em episódios críticos, ou seja, quando há emissão de gases poluentes muito acima do que foi determinado como padrão de qualidade. Quando esses níveis são atingidos, é necessário que haja um plano de ação. “O Brasil tem como determinação para padrões de qualidade uma norma de 1990, então tem aí uma desatualização de 34 anos, vamos dizer.”

A partir da comparação com os outros países, o estudo concluiu que o Brasil tem vivenciado, junto com o Equador, os episódios mais críticos de poluição do ar. “Em novembro do ano passado, o material particulado em Manaus, pelas queimadas, chegou a 400 microgramas por metro cúbico (µg/m3), quando a Organização Mundial de Saúde preconiza que o nível não ultrapasse 45 microgramas por metro cúbico”, conta.

A pesquisa também apontou que os níveis estabelecidos como padrão de qualidade são muito permissivos e que unidades federativas e o próprio país não possuem planos de ação para preservar a saúde da população e o meio ambiente. “Em Paris, por exemplo, se um nível de episódio crítico é deflagrado, os carros não circulam mais na área de grande tráfego no centro da cidade, proíbem a circulação de carro. Eles dão gratuidade de metrô para que as pessoas peguem o metrô e deixem de pegar ônibus e de utilizar seus carros. Eles pedem para as crianças não irem à escola, ficarem em casa, tudo para proteger a saúde delas”, explica.

Segundo Evangelina, essas medidas fazem parte de um protocolo que prevê iniciativas para cada momento em que há uma alteração nos índices de poluição do ar, separados por níveis de atenção, alerta e emergência. Essas medidas vão desde um aviso quando há um índice alterado, até protocolos mais severos como a interrupção na produção de fábricas, caso o nível ultrapasse o que foi estabelecido como padrão de qualidade para emergência.

Segundo a pesquisadora, embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) não estabeleça um padrão para as medidas emergenciais, a instituição considera como níveis aceitáveis de concentrações do poluente, por exemplo, até 45 µg/m3 de material particulado no ar em 24 horas, e até 15 µg/m3 na média anual. No Brasil, são aceitos níveis até três vezes maiores que o recomendado, seguindo normas estabelecidas em 1990.

De acordo com o estudo, leis nacionais no Chile, Colômbia, Equador, Espanha e França definem os níveis críticos de poluição. México e Estados Unidos estabeleceram regras regionais.

Já no Brasil, o tema foi tratado por meio de um dispositivo infralegal, com menos força que uma lei. A resolução 506/2024 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) atualizou os padrões nacionais de qualidade do ar e estabeleceu diretrizes para a aplicação, visando à proteção da saúde e do meio ambiente.

Avanços

A nova regra começa a alinhar os padrões nacionais aos da OMS em dezembro deste ano, com ajustes graduais estabelecidos até 2044, para alcançar os padrões recomendados. Para o gerente de natureza do Instituto Alana, JP Amaral, o estabelecimento de prazos foi muito positivo, mas ainda é necessário percorrer um processo longo. “A gente tem um percurso de uns 20 anos para alcançar esse padrão, que seria o ideal hoje para a nossa qualidade do ar.”

Amaral diz que o estudo foi pensado para subsidiar esse debate e a construção das políticas públicas em atenção ao problema, como a regulamentação da Política Nacional de Qualidade do Ar, criada em maio deste ano. “Uma parte será feita pelo Conama – estabelecer esses níveis de episódios críticos e também as medidas que os estados e municípios vão ter que fazer para ter esse plano de ação, porque esse plano deve ser feito em todas as esferas, mas é uma questão que é muito territorializada”, explica.

O estudo mostra essa diversidade nas diferentes ações adotadas como estratégia de proteção da população referente a cada poluente atmosférico, em cada tipo de ambiente. “Como se responde a um pico de poluição do ar por queimadas na Amazônia, em Manaus, por exemplo, é diferente de como a gente responde a um pico de poluição por conta da emissão veicular em São Paulo e outras grandes cidades”, exemplifica.

De acordo com o gestor, outro anúncio recebido na entrega da pesquisa aos gestores públicos federais, foi que o Ministério do Ambiente e Mudança do Clima está fazendo um guia técnico de planos de ação em episódios críticos, para auxiliar estados e municípios.

Orientações

Amaral destaca que tão importante quanto avançar nas políticas públicas e na regulamentação das regras que tratam da qualidade do ar é compreender que já não é mais possível conter os efeitos da emissão de gases poluentes, como a própria mudança climática. Para ele, a adaptação é necessária em várias frentes, como a busca por soluções amplas nas gestões municipais, estaduais e federal, mas também nas práticas individuais.

“São aquelas práticas que a gente já conhece. Em dias muito intensos com neblina de fumaça, o uso da máscara é recomendado. Aquela velha técnica da avó de usar toalha molhada ou balde para umidificar nossos ambientes. Em alguns momentos vai ser necessário até mesmo isolar essa poluição para fora fechando janelas. E o mais importante ainda, falando especificamente de crianças, é que a melhor solução para isso é sempre dar mais natureza. Levar as crianças para um ambiente mais florestado e apartado dos centros urbanos, que ela possa ter um pouco desse respiro sem poluição”, conclui.

Fonte: Agência Brasil

Confira a agenda dos candidatos à Prefeitura de Manaus neste domingo, 25/8

Confira a agenda política, dos candidatos à Prefeitura de Manaus, neste domingo (25/08). As informações foram divulgadas pelas assessorias dos candidatos:

Roberto Cidade (União Brasil)

Manhã
Gravação de programa eleitoral

David Almeida (Avante)

Manhã

Reunião com apoiadores na zona Centro-Sul

Adesivaço e Bandeirada na Ponta Negra – zona Oeste

Adesivaço e Bandeirada próximo ao Parque Gigantes da Floresta – zona Norte

Adesivaço e Bandeirada próximo ao Parque Linear – zona Norte

Tarde

Reunião com candidatos e apoiadores no Distrito Industrial – zona Sul

Noite

Não há agenda prevista

Wilker Barreto (Mobiliza)

Manhã

9h00 – Reunião de Planejamento de Campanha

Tarde

12h00 –  Reunião com Lideranças Comunitárias na Zona Leste

A reportagem pode ser atualizada a qualquer momento, caso ocorra alteração no cronogama dos candidatos.

Foto: Reprodução

David Almeida e Renato Junior mobilizam milhares de pessoas em adesivaços e comícios

O prefeito de Manaus, David Almeida, candidato à reeleição, e o candidato a vice, Renato Junior, percorreram diversos bairros da cidade na noite deste sábado (24/8), participando de adesivaços e do lançamento de candidaturas de vereadores da Coligação Avante, Manaus (Avante, PSD, MDB, DC e Agir). Somados, a ‘onda do 70’ reuniu milhares de pessoas.

“Temos que colocar pessoas de qualidade na Câmara Municipal de Manaus para continuarmos o trabalho que estamos fazendo. Lembrem da cidade de antes e da Manaus em nossa gestão. Fizemos muito, mas ainda temos muito o que fazer”, destacou o prefeito.

David Almeida lembrou a população da reestruturação da saúde e da educação que deram à capital amazonense o título de melhor saúde básica do País, a melhora da educação municipal, que saiu da 13ª para a 5ª colocação nacional; a renovação do transporte coletivo; construção de novas áreas de lazer; o recapeamento de mais de 3,1 mil ruas; entre outros avanços conquistados na gestão.

Candidatos a vereador

O prefeito esteve no lançamento das candidaturas do Coronel Lima Júnior (DC), no bairro São Jorge e, do lado de Renato Junior, no evento do candidato Frank Abílio (Avante), realizados no bairro São Jorge e na casa de shows Copacabana, respectivamente, ambos na zona Oeste da cidade.

“Nós não podemos entregar Manaus nas mãos de inexperientes, de aventureiros que não sabem o que é andar de ônibus, que não conhecem a realidade do povo”, destacou David Almeida, em uma crítica direta aos que só falam mal da cidade. E o candidato a vice, Renato Junior, no comício de Frank Abílio, acrescentou:

“A mudança tem que continuar. O prefeito David transformou tudo. Vejam o exemplo das creches: nós tínhamos 5 mil vagas e hoje esse número dobrou. Todos os prefeitos anteriores fizeram 5 mil vagas e o David, dobrou (para 10.208 vagas)”.

Adesivaços e bandeiraços

Este é um fim de semana de reuniões, adesivaços e de bandeiraços em cruzamentos e pontos de grande circulação de pessoas, como foi neste sábado o adesivaço da candidata Vivi Lira, do Avante, no Parque das Laranjeiras e que contou com David e Renato.

Neste domingo, mais mobilização nas ruas e reuniões com candidatos e lideranças comunitárias.

Pela manhã, reunião com apoiadores da zona Centro-Sul, adesivaço e bandeirada na Ponta Negra e nos Parques Linear Amazonino Mendes e Gigantes da Floresta. À tarde, reunião com candidatos a vereador da coligação e apoiadores na zona Sul de Manaus.

Foto: Dhyeizo Lemos/ Carlos Oliveira/ Assessoria

Bandeiraços de Roberto Cidade movimentam principais avenidas de Manaus

Algumas das principais avenidas da capital amazonense receberam ‘bandeiraços’ da campanha de Roberto Cidade à Prefeitura de Manaus, na manhã deste sábado (24/08). Segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, o candidato do União Brasil percorreu pontos de concentração nos bairros da Compensa, Alvorada e Dom Pedro para participar da mobilização junto com os apoiadores.

“A nossa campanha está em toda Manaus mostrando aos eleitores os nossos compromissos para dar qualidade de vida à população. Chega de tanta pintura, chega de tantos escândalos, não dá mais. Manaus quer mudança, e ela já começou”, disse Cidade.

Na Compensa, a bandeirada ocorreu no cruzamento da avenida Brasil com a Coronel Teixeira. Já no Dom Pedro, os apoiadores se concentraram na avenida Pedro Teixeira, perto da praça de alimentação. Roberto Cidade também esteve na rua Desembargador João Machado com a Constantinopla, no Alvorada. Em seguida, participou do lançamento da campanha do candidato a vereador Simon Bessa (União Brasil), no Rancho Sertanejo, bairro Novo Aleixo, na zona Norte.

Na sexta, encontros no Aleixo e N. Sra. das Graças

Na noite de sexta-feira (23/8), durante encontro com moradores dos bairros Nossa Senhora das Graças e Aleixo, zona Centro-Sul da capital, Roberto Cidade ouviu duas das principais queixas das mães manauaras com filhos em idade escolar: a falta de vagas em creches e a péssima qualidade da merenda na rede municipal de ensino. Não por acaso essas são as prioridades do plano de governo de Cidade para a Educação.

“Manaus precisa de um prefeito que faça entregas de verdade. Nós vamos aumentar em 4 mil o número de vagas em creches. Vamos tirar o Auxílio Municipal permanente pra 50 mil famílias no valor de R$ 150, ajudando quem mais precisa. E vamos botar comida de qualidade na merenda das nossas crianças”, explicou Roberto Cidade.

Moradora do Beco do Macedo, a aposentada Genilce Alves, 49 anos, disse que colocar a criança na creche é um benefício que pode ajudar a renda de toda família. “Assim as mães podem trabalhar tranquilas, porque nem todas têm marido pra ajudar na condição alimentar. Tendo uma creche, vai ter uma grande ajuda pra todas as mães que criam seus filhos sozinhas”, afirmou.

O encontro com moradores contou com a presença do deputado João Luiz, do ex-deputado Ricardo Nicolau, e de candidatos a vereador da coligação “Manaus Merece Mais”.

Encabeçada por Roberto Cidade, com Coronel Menezes (Progressistas) como vice-prefeito, a coligação “Manaus Merece Mais”, está com 294 candidaturas de vereadores para a Câmara Municipal de Manaus (CMM). Presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Cidade é o candidato que construiu o maior arco de alianças desta eleição em Manaus. Além do União Brasil e do Progressistas, reúne Republicanos, Podemos, PMB, PRD e PSB.

Texto e fotos: Assessoria de imprensa/Campanha Roberto Cidade