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Suspensão de cobrança do Ecad em bandas e blocos e necessidade de campanha contra o HPV em crianças e adolescentes são destaques na Aleam

A importância econômica das bandas e blocos carnavalescos foi destaque na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nesta quinta-feira (8/2), durante a Sessão Ordinária. O deputado Sinésio Campos (PT) questionou a cobrança de valores elevados pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) para bandas que serão realizadas nos bairros da capital Manaus.

O Ecad é uma instituição nacional, administrada por associações musicais, responsável pelo pagamento e distribuição dos direitos autorias das músicas; no entanto, segundo o deputado Sinésio, a instituição realizou a cobrança de valores desproporcionais para bandas de bairros.

“Uma banda que ano passado pagou R$300, este ano o Ecad está cobrando R$ 10.500”, informou Campos, classificando como abusiva a cobrança, e destacando, contudo, que não se refere às grandes bandas que cobram ingressos e visam o lucro. “São as bandas de bairro, que são, muitas vezes, a única opção de lazer e de curtir o Carnaval da população”, apontou o parlamentar.

O Carnaval, de maneira geral, além de ser uma tradição cultural brasileira, as festas de rua também são uma forma de geração de emprego e renda para a população, que aproveita o momento para vender bebidas e alimentos. Por isso, o deputado intermediou reunião entre os representantes da União das Bandas e Blocos de Carnaval de Rua de Manaus e do Ecad no Amazonas, e diante das reivindicações dos organizadores das festas, Francisco Neto, representante do Ecad no Estado, determinou a suspensão da cobrança até março.

Vacina contra HPV

O deputado João Luiz (Republicanos) defendeu que seja implementada forte campanha para massificar a vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV) em crianças e adolescentes de 9 a 14 anos no Amazonas, para combater o câncer de colo de útero, além da realização de Audiência Pública para debater sobre o tema.

O parlamentar adiantou que fará um documento destinado à Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc); Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecon-AM) e Secretaria de Estado de Saúde (SES), para que dêem início à campanha para explicarem a importância da vacina HPV.

Em aparte, o deputado estadual Dr. George Lins (UB), que é médico da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), salientou a importância da vacinação contra o HPV em escolas públicas e privadas, além dos postos de saúde.

“É uma necessidade de unir esforços no combate à principal causa do câncer de colo de útero”, enfatizou.

O deputado Delegado Péricles (PL) recordou que no ano passado foram realizadas reuniões para articular a viabilidade da implantação do projeto, porém não foi dado continuidade.

Seduc

Outro tema debatido pelos parlamentares foi o atraso de quatro meses no pagamento de 900 trabalhadores de serviços gerais da empresa Porto Serviços Profissionais, Construções e Manutenção, contratada pela Seduc.

“Esta empresa é responsável pela limpeza de 30 escolas na capital e 104 escolas no interior; lembrando que esta empresa, eu já precisei fazer cobrança pública anteriormente para que pagasse seus profissionais”, informou Barreto, afirmando que irá convidar a secretária de Educação para que informe à Comissão de Educação da Aleam o que realmente está acontecendo e quando será efetuado pagamento. “O trabalho da Aleam é fiscalizar o Poder Executivo, e é este papel que desempenho”, finalizou o deputado.

Foto: Hudson Fonseca/Aleam

Passaporte de Bolsonaro é entregue às autoridades

Está em posse da Polícia Federal o passaporte do ex-presidente Jair Bolsonaro, um dos alvos da Operação Tempus Veritatis, deflagrada nesta quinta-feira (8) pela Polícia Federal por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Segundo o advogado de defesa do ex-presidente, Fábio Wajngarten, a entrega ocorreu pouco antes do meio-dia. Em post publicado na rede social X, o advogado informa que o documento “já foi entregue para as autoridades competentes, antes das 12:00, em Brasília conforme determinação”.

Na sequência, o advogado lembra que “na única vez que o presidente Bolsonaro saiu do Brasil, num passado próximo, a convite do governo eleito da Argentina, os advogados peticionaram ao Supremo consultando e comunicando”.

Tanto Bolsonaro como ministros e militares integrantes de seu governo foram alvo da operação, suspeitos de terem atuado na tentativa de golpe ocorrida no dia 8 de janeiro de 2022. Entre os investigados estão o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, o ex-ministro da Casa Civil general Walter Souza Braga Netto e o ex-ministro da Defesa general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira.

A operação é deflagrada após o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro o tenente-coronel Mauro Cid ter fechado acordo de colaboração premiada com investigadores da PF. O acordo foi enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR) e recebeu a homologação do STF.

Na decisão do STF que autorizou a operação, o ministro Alexandre de Moraes afirma que Bolsonaro teria colaborado para a preparação de uma minuta de decreto que tinha por objetivo viabilizar a execução de um golpe de Estado no país. O relatório cita também reuniões entre militares de alta patente, tanto da ativa como da reserva, na qual se debatia aspectos operacionais do golpe.

Reunião

A minuta de decreto “para executar um golpe de Estado”, foi entregue ao ex-presidente em 2022 pelo então assessor da Presidência para Assuntos Internacionais Filipe Martins, que foi preso preventivamente nesta quinta-feira, e pelo advogado Amauri Feres Saad, apontado como mentor intelectual do documento.

A PF afirma que Bolsonaro teria pedido alterações no documento para tirar os nomes de Mendes e de Pacheco. Em dado momento, a PF afirma que Moraes “foi monitorado pelos investigados, demonstrando que os atos relacionados à tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito, estavam em execução”.

Um dos eventos cruciais para as investigações, conforme aponta a PF, foi uma reunião convocada por Bolsonaro com a alta cúpula do governo federal e realizada em 5 de julho de 2022. No encontro, o então presidente teria cobrado aos presentes que se valessem de seus cargos para disseminar informações falsas sobre supostas fraudes nas eleições.

Um vídeo com a gravação da reunião foi encontrado em um dos computadores do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, que fechou acordo de colaboração premiada com a PF, após ter sido preso preventivamente nas investigações sobre os atos golpistas de 8 de janeiro.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Presidente do PL, Valdemar Costa Neto, é preso em flagrante pela PF

Nesta quinta-feira (8), Valdemar Costa Neto, presidente nacional do Partido Liberal (PL), foi detido em flagrante pela Polícia Federal (PF) após agentes encontrar uma arma de fogo sem registro em sua residência, durante uma operação que também teve como alvos o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus principais aliados, incluindo o ex-ministro General Walter Souza Braga Netto, que ocupou cargos na Casa Civil e na Defesa.

Conforme os relatos iniciais, a PF encontrou uma arma ilegal na posse de Valdemar.

Lula anuncia R$ 121,4 bilhões em investimentos do PAC em Minas Gerais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou, nesta quinta-feira (8), um balanço das ações do governo federal em Minas Gerais e anunciou novos investimentos, entre eles R$ 121,4 bilhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Desse total, R$ 36,7 bilhões são para obras exclusivas do estado e R$ 84,8 bilhões são de empreendimentos regionais que incluem Minas Gerais.

Além desses recursos, o estado será contemplado ainda com o PAC Seleções, que visa atender os projetos prioritários apresentados por prefeitos e governadores em áreas essenciais como saúde, educação, infraestrutura social e urbana e mobilidade. Na primeira etapa, estão previstos R$ 65,5 bilhões em investimentos em todo o país.

Durante evento, em Belo Horizonte, Lula destacou que a escolha das obras e ações são fruto do diálogo e da construção coletiva entre os gestores federais, estaduais e municipais.

“O que a gente vai anunciar não é um pensamento do governo federal é o resultado do compartilhamento de uma política pública civilizatória que nós resolvemos adotar no país porque o papel do presidente da República não é ficar preocupado a que partido pertence o governador, mas é ficar preocupado com o povo do estado que elegeu o seu governador,” disse.

Para o presidente, um dos problemas do país é a descontinuidade de obras de um governo para o outro. “Todo governante que entra, ele quer fazer a sua marca. E, se tiver uma obra importante feita por um outro governo, ele para sem nenhum pudor. Ele para e vai fazer a dele, porque ele quer a marca dele. A marca dele não é a melhoria da qualidade da vida do povo do estado, mas é o seu viaduto, a sua ponte, a sua estrada. O que é uma bobagem porque a gente mede a qualidade da obra de um estado pelo conjunto da obra que a gente faz”, destacou.

A apresentação contou com a presença do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, de diversos ministros de Estado e outras autoridades.

Entre os anúncios Novo PAC, estão ações nas áreas de energia, saúde, educação e rodovias. Como exemplo, estão a retomada das obras do Hospital Universitário de Juiz de Fora, o acordo de uso futuro do terreno do aeroporto Carlos Prates, na capital mineira, propostas de apoio a agricultores atingidos pela seca no norte do estado e a criação de oito institutos federais.

O mapa de obras no Novo PAC, por estado, está disponível na página da Casa Civil da Presidência, responsável pela coordenação do programa.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

“Ação insensata”, diz Pacheco sobre minuta de golpe de Estado

O presidente do Congresso Nacional e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), chamou de “ação insensata” a preparação de uma minuta de decreto com teor golpista, em que se previa a prisão do próprio Pacheco e de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). 

“Ação insensata encabeçada por uma minoria irresponsável, que previa impor um Estado de exceção e prisão de autoridades democraticamente constituídas. Agora, cabe à Justiça o aprofundamento das investigações para a completa elucidação desses graves fatos”, disse Pacheco, em nota. 

A existência do decreto foi revelada nesta quinta-feira (8), após a deflagração da Operação Tempus Veritates pela Polícia Federal (PF). Foram cumpridos, ao todo, 48 medidas cautelares, incluindo 4 mandados de prisão. São investigados o ex-presidente Jair Bolsonaro, seus ex-assessores e aliados. 

Na decisão em que autorizou a operação, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, replicou trecho de relatório policial segundo o qual o documento foi debatido em reunião com Bolsonaro, em 2022. 

O plano, segundo o relato da PF, seria promover um golpe de Estado por meio de uma intervenção na Justiça Eleitoral, e em seguida prender Pacheco, Moraes e também o ministro Gilmar Mendes, do Supremo. Segundo as investigações, Bolsonaro teria ordenado alterações no documento, para deixar somente o nome de Moraes entre os presos. 

A minuta de decreto teria sido entregue a Bolsonaro por seu assessor especial para Assuntos Internacionais, Filipe Martins, que foi preso nesta quinta pela PF. Os investigadores apontaram o advogado Amauri Feres como mentor intelectual do documento. Ele foi alvo de busca e apreensão.  

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Programa Estadual das Escolas Cívico-Militares avança no Amazonas

O Programa Estadual das Escolas Cívico-Militares no Amazonas avança e a minuta do Projeto de Lei (PL) que cria a proposta foi finalizada nesta terça-feira (7/2) e seguiu à apreciação do governador Wilson Lima (União Brasil).

O anúncio foi feito pela deputada estadual Débora Menezes (PL), principal incentivadora da proposta, após reunião na sede da Secretaria Estadual de Educação e Desporto (Seduc), localizada na zona Centro-Sul de Manaus.

Débora explicou que o projeto vai garantir a continuidade do programa no Amazonas, que foi encerrado pelo Governo Federal, mas que teve a garantia do governador do Amazonas pela continuidade dessas escolas.

Ela reforçou que o modelo cívico-militar contribui para o aprendizado dos alunos, para os valores da sociedade, da família e da pátria.

“Fechamos a minuta que cria o decreto do Programa das Escolas Cívico-Militares do Amazonas e será publicado no Diário Oficial nos próximos dias. Essa missão foi concluída e estamos trabalhando para que todas as formalidades legais sejam cumpridas para que os nossos monitores estejam de volta às salas de aula”, comemorou a parlamentar. “Este projeto é importante para consolidar a educação no Amazonas”, completou.

Atualmente, o Amazonas tem sete escolas neste molde, incluindo seis em Manaus e uma em Tabatinga. Os resultados positivos obtidos no Estado, como a redução da evasão escolar e o aumento do desempenho dos estudantes, reforçam a eficácia do programa.

Foto: Divulgação/ALEAM

Delegacia de Carauari não tem condição de funcionamento, diz Deputado Comandante Dan

A situação da Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Carauari (distante a 787 quilômetros de Manaus), revelada pela imprensa, na terça-feira, (7/2), não é exceção no Amazonas, destacou o deputado Comandante Dan (Podemos), presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

As condições precárias das delegacias no interior do Amazonas já foram mostradas pelo parlamentar durante Sessão Ordinária na Aleam.  Há casos, de acordo com Dan Câmara, que o cidadão é recebido por um detento, por falta de policiais civis e militares para o funcionamento do sistema de segurança pública.

O deputado lembrou que inspecionou as instalações e estruturas da segurança pública dos 61 municípios do interior e que protocolou ao Executivo Estadual, em novembro de 2023, um diagnóstico.

“São instalações insalubres, incapazes de atender aos cidadãos e de abrigar os policiais; tropas reduzidas ao extremo, cidades em que não há condição humana de funcionamento do sistema de segurança e de manutenção da ordem pública”, ressaltou.

Para Câmara, o caos revelado sobre o DIP de Carauari, mapeado pela Comissão de Segurança Pública e sistematizado no documento de mais de sessenta páginas foi encaminhado a várias instâncias de poder.

“Um preso ter um celular dado pelo único juiz da cidade, que lhe pede a prestação de serviços domésticos, conforme foi denunciado, precisa ser encarado, senão afundaremos”, criticou.

O deputado não descarta protocolizar um pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). “Queremos trazer à tona as dificuldades enfrentadas pelos policiais civis e militares, que arriscam as vidas em condições precaríssimas e sem garantias. A Comissão Parlamentar de Inquérito também mostrará a insegurança que os cidadãos do interior estão submetidos”, analisou.

Entenda o caso

Notícias publicadas na imprensa e vídeos que viralizaram nas redes sociais informam que o delegado Régis Celeghini, titular da 65° DIP, recebeu voz de prisão do juiz Jânio Tutomu Takeda durante inspeção realizada na delegacia de Carauari.

O delegado filma a inspeção e vai fazendo uma espécie de “narração” da atividade. Em certo momento, afirma que denunciou o juiz ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) “por se um dos maiores elementos de corrupção da cidade (Carauari)”.

As imagens também revelam celas super lotadas e condições prediais e higiênicas precárias.

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) e a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM) informaram que estão investigando a situação.

Foto: Divulgação/ALEAM

Wilson Lima anuncia abertura de crédito da Afeam para 2024 com investimentos de mais de R$ 280 milhões

O governador Wilson Lima anunciou, nesta quinta-feira (08/02), a abertura do crédito da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) para o ano de 2024, que conta com orçamento de R$ 286,5 milhões, um aumento de 5% em relação a 2023, que foi de R$ 272,4 milhões. Nesses dois anos, o Governo do Estado alcança 50% da meta de destinar R$ 1 bilhão em fomento até 2026.

Wilson Lima destacou que a Afeam beneficia, com empréstimo de menor juros do mercado e maior prazo de carência, empreendedores de micro, pequeno, médio e grande portes, além de contar com linhas específicas para produtores rurais, mulheres, idosos e pessoas com deficiência.

“Aqui nós temos todas as linhas de financiamento. E quantos empregos foram mantidos ou gerados a partir das operações de crédito que foram feitas aqui na Afeam”, ressaltou o governador, ao destacar que a política de fomento é importante para incentivar a atividade econômica e gerar emprego e renda no estado.

Também estiveram na cerimônia de anúncio os deputados estaduais Adjuto Afonso, Cabo Maciel e Thiago Abrahim; o desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas, Elci Simões; gestores estaduais, como o diretor-presidente da Afeam, Marcos Vinícius Castro; além de gestores de associações e segmentos do comércio.

Segundo a Afeam, o orçamento deste ano está dividido em R$ 142 milhões destinados ao microcrédito; R$ 80 milhões para o crédito de varejo; e R$ 44,5 milhões para o crédito rural. Para esses três, o recurso do Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e ao Desenvolvimento Social do Estado do Amazonas (FMPES) soma R$ 266,5 milhões. Outros R$ 20 milhões estão reservados para crédito a médias empresas, totalizando R$ 286,5 milhões.

Em 2023, a Afeam alcançou o primeiro lugar, entre as agências de fomento no Brasil, ao realizar mais de 14 mil operações de microcrédito (com operações até R$21 mil), somando R$ 128,5 milhões em recursos aplicados. A média nacional é de 8 mil aplicações e de R$ 55 milhões em investimentos. Ao todo, somente na gestão Wilson Lima (2019-2023), são mais de 67,9 mil operações e mais de R$ 491,3 milhões investidos nessa modalidade.

Durante o evento, foram liberados recursos na ordem de R$ 500 mil para clientes especiais. Os financiamentos para essa categoria beneficiaram clientes dos setores do comércio, serviço e indústria, que liquidaram dois ou mais financiamentos com pagamento das parcelas em dia.

“No agronegócio, as taxas de juros variam 2,7% a 3,2%. No comércio, variam de 6% a 10% ao ano e com prazos flexíveis”, informou Marcos Vinicius. “Já para o maior, até dois milhões, a taxa de juros chega até vinte por cento ao ano. Ou seja, a Afeam atende todos os negócios, todos os segmentos tanto do agronegócio, a indústria, passando pelo comércio e prestador de serviço”, completou o diretor-presidente da Afeam.

Meta global de R$ 1 bilhão

Em 2023, os investimentos em Manaus foram de R$ 96,2 milhões, representando 35% do orçamento, enquanto no interior do Amazonas os recursos somaram R$ 176,2 milhões, aproximadamente, representando 65% do montante, sendo o setor do comércio o mais demandado pelos empreendedores do estado, representando 60%, seguido dos setores do serviço (21%), rural (15%) e indústria (4%).

No total, foram mais de 16 mil operações de crédito, marca que levou a Afeam a gerar/manter mais de 48 mil ocupações econômicas no estado e a superar as metas estabelecidas pelo Governo do Estado para o exercício 2023, representando 27% da meta global para o quadriênio 2023-2026, que totaliza R$ 1 bilhão.

“O meu agradecimento é profundo. E eu não tenho palavras. Muito obrigado ao governador pela oportunidade, pela credibilidade que ele dá para todos nós, não só para mim, mas para toda equipe que eu conheço que faz esse empréstimo aqui”, disse a empresária Sirlene Quaresma, 47, que tem um salão de beleza há 10 anos e emprega cinco pessoas. É a sétima vez que é contemplada, agora com R$ 21 mil.

Acesso ao crédito

Todo processo do crédito é feito de forma on-line, por meio do Portal do Cliente no site da Afeam (www.afeam.am.gov.br) ou por meio de parceiros técnicos (Idam, ADS, FPS, Detran/AM, Amazonastur, Setemp, Cetam, Sejusc, Seas, Ciama, Jucea/AM, Sebrae/AM, Senai e Senac).

Concurso

Para que mais empreendedores tenham acesso ao crédito, o governador Wilson Lima anunciou a convocação de novos concursados, oriundos do certame realizado pela Agência em 2022, para os cargos de nível superior nas especialidades de Agronomia (1), Administração (2), Contabilidade (5), Economia (1) e Desenvolvimento de Sistemas (1). Ao todo, o certame ofereceu 30 vagas. Em março de 2023, tomaram posse os primeiros 20 aprovados. Com isso, 100% das vagas ofertadas já estão preenchidas.

FOTO: Diego Peres e Alex Pazuello / Secom

Preços da construção iniciam ano com variação de 0,19% em janeiro

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado hoje (08) pelo IBGE, apresentou variação de 0,19% em janeiro, queda de 0,07 ponto percentual (p.p.) em relação a dezembro de 2023 (0,26%. Com esse resultado, o índice começou o ano com uma variação 0,12 p.p. menor do que o registrado em janeiro de 2023, de 0,31%. O acumulado nos últimos 12 meses foi de 2,43%.

“É a menor variação para janeiro para a série histórica que considera a desoneração da folha de pagamento do segmento da construção civil, iniciada em julho de 2013”, explica o gerente do Sinapi, Augusto Oliveira. O custo nacional da construção, por metro quadrado, foi de R$ 1.725,52, sendo R$ 1.003,26 relativos aos materiais e R$ 722,26 à mão de obra.

A parcela da mão de obra teve variação de 0,27%. “Impulsionada pelo reajuste do salário-mínimo nacional para 2024, que impacta diretamente nos salários das categorias de profissionais que possuem pisos salariais inferiores ao novo valor vigente”, explica Augusto. Apesar disso, o valor ficou próximo ao de dezembro de 2023 (0,24%). Com relação a janeiro de 2023, o resultado demonstra queda de 0,54 ponto percentual (0,81%).

Já a parcela dos materiais apresentou variação de 0,14%, iniciando o ano com queda de 0,13 p.p. em relação a dezembro do ano anterior, quando registrou 0,27%. Na comparação com o índice de janeiro de 2023 (-0,03%), houve aumento de 0,17 ponto percentual.

Com o resultado, o acumulado dos últimos 12 meses ficou em 0,23% na parcela dos materiais e 5,65% na parcela da mão de obra.

Norte tem maior variação entre regiões, com Tocantins liderando entre UFs

A Região Norte, com alta em todos os estados ficou com a maior variação regional em janeiro, de 0,60%. Destaque para Tocantins, com alta de 0,95% impulsionado por aumento em ambas as parcelas. Logo em seguida, vem o Nordeste (0,49%), Sul (0,07%) e Centro-Oeste (0,01%). O Sudeste foi a única região com variação negativa, de 0,04%.

Mais sobre o Sinapi

O Sinapi, uma produção conjunta do IBGE e da Caixa, tem por objetivo a produção de séries mensais de custos e dies para o setor habitacional, e de séries mensais de salários medianos de mão de obra e preços medianos de materiais, máquinas e equipamentos e serviços da construção para os setores de saneamento básico, infraestrutura e habitação.

As estatísticas do Sinapi são fundamentais na programação de investimentos, sobretudo para o setor público. Os preços e custos auxiliam na elaboração, análise e avaliação de orçamentos, enquanto os índices possibilitam a atualização dos valores das despesas nos contratos e orçamentos.

Consulte os dados do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil no Sidra. A próxima divulgação do Sinapi, referente ao mês de fevereiro, será no dia 12 de março de 2024.

Foto: Reprodução/Agência Pará

Produção industrial fecha 2023 com crescimento em dez dos 18 locais pesquisados

A produção da indústria nacional teve alta de 1,1% na passagem de novembro para dezembro, com expansão em dez dos 15 locais pesquisados. Com o resultado do último mês do ano, 2023 termina com variação de 0,2% em relação a 2022, apresentando taxas positivas em dez dos 18 locais analisados. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgada hoje (8) pelo IBGE.

As maiores altas do ano foram os resultados de Rio Grande do Norte (13,4%) e Espírito Santo (11,1%), que aconteceram, principalmente, devido às atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel e gasolina automotiva) e produtos alimentícios (amendoins, castanhas de caju e semelhantes torrados ou salgados e pães, bolos, doces e outros produtos similares produzidos em padarias), no primeiro, e de indústrias extrativas (minérios de ferro pelotizados ou sinterizados e óleos brutos de petróleo) no segundo.

Já o Rio de Janeiro exerceu a principal influência no acumulado do ano, mostrando um crescimento de 4,5%. “Esse resultado pode ser explicado pelo desempenho do setor extrativo e de derivados do petróleo, dois segmentos bastante atuantes na indústria fluminense”, explica o analista da pesquisa, Bernardo Almeida.

Goiás (6,1%), Pará (5,4%), Mato Grosso (5,2%), Minas Gerais (3,4%), Amazonas (2,1%), Pernambuco (1,9%) e Paraná (1,5%) também registraram crescimento na produção no índice acumulado em 2023.

“Em 2023, há um arrefecimento não só do ritmo da indústria regional, mas da indústria como um todo. A evolução de determinados fatores conjunturais relacionados à taxa de juros e ao mercado de trabalho permitiu, a partir do segundo semestre, uma melhora no comportamento da produção industrial, mas ainda distante de patamares mais significativos. Predominou, portanto, um ritmo de produção arrefecido e moderado na indústria”, destaca Bernardo.

Por outro lado, Ceará (-4,9%), Maranhão (-4,8%) e Rio Grande do Sul (-4,7%) registraram as quedas mais expressivas no índice acumulado no ano. Isso ocorreu, principalmente, em função dos recuos assinalados nos setores de confecção de artigos do vestuário e acessórios (vestuário infantil e seus acessórios de malha, calcinhas, bermudas, jardineiras, shorts, calças e semelhantes, camisas, blusas e semelhantes, calças compridas, sutiãs e vestidos), produtos químicos (herbicidas para plantas e inseticidas para uso na agricultura) e produtos de metal (rolhas, tampas ou cápsulas metálicas, recipientes de ferro e aço para transporte ou armazenagem de gases e latas de alumínio para embalagens), no primeiro local; de metalurgia (óxido de alumínio), no segundo; e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, naftas e óleos combustíveis), máquinas e equipamentos (máquinas para colheita, semeadores, plantadeiras ou adubadores, tratores agrícolas e ferramentas hidráulicas de motor não elétrico de uso manual), produtos alimentícios (carnes e miudezas de aves congeladas, frescas ou refrigeradas, carnes de suínos congeladas, rações, sucos integrais de uva, leite esterilizado/UHT/Longa Vida e tortas, bagaços e farelos da extração do óleo de soja) e produtos de metal (armas e suas partes, peças e acessórios e artefatos de alumínio para uso doméstico), no último.

Região Nordeste (-3,5%), Bahia (-1,8%), São Paulo (-1,5%), Santa Catarina (-1,3%) e Mato Grosso do Sul (-0,7%) mostraram as demais taxas negativas no indicador acumulado do período janeiro-dezembro de 2023. “São Paulo foi responsável pela maior influência negativa no resultado nacional. A indústria paulista teve comportamento semelhante ao da indústria nacional, também sendo afetada por taxas de juros elevadas e oferta reduzida de crédito”, acrescenta Bernardo. Ele lembra que dez das 18 atividades pesquisadas dentro da indústria paulista obtiveram resultados negativos, destacando-se os setores de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos; e de produtos químicos.

Dez dos 15 locais pesquisados apontaram resultados positivos em dezembro frente a novembro

Na comparação com o mês anterior, em dezembro de 2023 a produção da indústria apresentou alta de 1,1%, com dez dos 15 locais pesquisados apontando resultados positivos. Os avanços mais expressivos vieram de Pernambuco (11,6%), Amazonas (7,4%) e Santa Catarina (7,2%), com o primeiro local revertendo perda de 11,1% verificada no mês anterior; o segundo interrompendo três meses seguidos de queda na produção, período em que acumulou redução de 14,3%; e o último voltando a crescer, após recuar 1,4% em novembro.

Ceará (5,0%), Goiás (5,0%), Espírito Santo (3,2%), Pará (2,9%), Região Nordeste (2,7%) e Rio Grande do Sul (2,0%) também tiveram taxas positivas mais intensas do que a média nacional (1,1%). Minas Gerais (0,2%) completou a lista de locais com índices positivos em dezembro de 2023.

No sentido oposto, Rio de Janeiro (-4,7%) e Paraná (-4,0%) foram responsáveis pelas reduções mais intensas nesse mês, com ambos eliminando parte dos avanços observados em novembro: 4,9% e 4,8%, respectivamente. Mato Grosso (-3,3%), São Paulo (-2,1%) e Bahia (-1,4%) mostraram os demais resultados negativos em dezembro.

Em relação a dezembro de 2022, 12 locais tiveram alta

No confronto entre os números de dezembro de 2023 e dezembro de 2022, o setor industrial cresceu 1,0%, com 12 dos 18 locais pesquisados obtendo resultados positivos.

Espírito Santo (31,4%), Rio Grande do Norte (25,7%), Goiás (22,0%), Pernambuco (15,4%) e Pará (14,6%) tiveram avanços de dois dígitos, sendo os mais intensos. Minas Gerais (6,6%), Ceará (6,2%), Rio de Janeiro (5,5%), Bahia (5,0%), Santa Catarina (3,6%), Região Nordeste (2,8%) e Mato Grosso (1,9%) completaram o conjunto de locais com crescimento na produção no índice mensal de dezembro de 2023.

Por outro lado, Maranhão (-11,4%) e Rio Grande do Sul (-8,3%) tiveram as quedas mais acentuadas. Mato Grosso do Sul (-6,0%), Paraná (-3,0%), Amazonas (-1,5%) e São Paulo (-1,0%) mostraram os demais resultados negativos em dezembro.

Mais sobre a pesquisa

A PIM Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativas e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 17 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 0,5% no total do valor da transformação industrial nacional e para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste.

Os resultados da pesquisa também podem ser consultados no Sidra, o banco de dados do IBGE. A próxima divulgação da PIM Regional, relativa a janeiro de 2024, será em 13 de março.

Foto: Divulgação/IBGE