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Toyota deve investir R$ 11 bilhões no Brasil

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, antecipou, neste domingo (3), que a Toyota anunciará investimentos de R$ 11 bilhões no Brasil nos próximos anos, com previsão de lançamento de novos modelos de automóveis. O anúncio deve ocorrer na próxima terça-feira (5), em Sorocaba, no interior de São Paulo, onde a Toyota tem fábrica.

“A Toyota está no Brasil há 66 anos e vem contribuindo enormemente para o adensamento das nossas cadeias produtivas. Seu anúncio é uma demonstração clara da confiança dessa grande empresa japonesa em nossa economia”, escreveu em publicação nas redes sociais.

Alckmin citou os programas Mobilidade Verde e Inovação (Mover) e Combustível do Futuro. Segundo o vice-presidente, com eles, o Brasil está promovendo “grandes investimentos para descarbonizar sua mobilidade, tornando ainda mais sustentável nossa matriz energética”.

O Mover amplia as exigências de sustentabilidade da frota automotiva e, por meio de incentivos fiscais, estimula a produção de novas tecnologias nas áreas de mobilidade e logística.

Já o programa Combustível do Futuro tem um conjunto de iniciativas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e estimular o uso e produção de biocombustíveis no Brasil.

No mês passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também esteve com o presidente global do Grupo Hyundai Motor, Eui-Sun Chung. No encontro, o executivo da empresa sul-coreana anunciou US$ 1,1 bilhão em investimentos no Brasil até 2032, enquanto Lula destacou a importância do setor automotivo para a política de reindustrialização do país.

Foto: Divulgação/Toyota

Manifestações de direita estão cada vez mais polarizadas, diz estudo

Pesquisadores e estudantes da Universidade de São Paulo (USP) investigam há 10 anos a polarização política no Brasil, e os dados coletados indicam que as manifestações da direita nas ruas estão cada vez mais à direita. O movimento mais uma vez foi constatado no último ato em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, investigado por suspeita de articular um golpe de Estado no país.

Para esse estudo, o Grupo de Políticas Públicas para o Acesso à Informação (GPoPAI) da USP criou o Monitor do Debate Político no Meio Digital, com acadêmicos de várias áreas de conhecimento – de alunos de mestrado da Matemática à História, passando por Letras e Comunicação Social.

O grupo já aplicou cerca de 50 pesquisas. A última delas foi realizada durante a manifestação do domingo passado (25) na Avenida Paulista, convocada pelo ex-presidente. De acordo com os pesquisadores, o ato teve a maior adesão desde o final de 2015, e indica um aumento no número de pessoas que se declaram com “orgulho de ser de direita” em atos públicos considerados do espectro político de direita, o que estaria relacionado com o fenômeno do bolsonarismo.

Nove de cada dez pessoas entrevistadas na manifestação do dia 25 se consideram “de direita” e mais de 95% se disse conservador – 78% “muito conservador” e 18% “um pouco conservador.

“Isso é novo”, aponta o professor Marcio Moretto, um dos coordenadores do GPoPAI, comparando, por exemplo, com a manifestação de 26 março de 2017, em favor da Operação Lava Jato e ocorrida na mesma Avenida Paulista. No levantamento daquele dia, “49% das pessoas se identificaram como ‘de direita’ ou ‘centro direita’.”

Em 7 de setembro de 2022, uma pesquisa semelhante há havia constatado aumento dos que se consideram de direita para 83%, um avanço de mais de 30 pontos percentuais em relação ao ato pró Lava Jato de 2017. Em 26 de novembro de 2023, outro ato de direita na Paulista teve 92% da amostra declarando ser de direita. No domingo passado o patamar de 92% se manteve mesmo com uma presença de manifestantes bem maior.

Reacionarismo

Se a definição no espectro político e ideológico está clara, o professor avalia que a auto identificação como “conservador” não é exata. “Ao pé da letra, o conservador quer retardar mudanças que o progressista quer acelerar”. Na opinião de Moretto, os participantes da manifestação do último domingo “querem uma espécie de revolução para trás. Querem resgatar valores que ficaram no passado. O bolsonarismo não é exatamente conservador, ele é mais reacionário.”

Além das nuances entre os atos políticos, o coordenador do GPoPAI percebe reiterações simbólicas com outros eventos. Moretto lembra que, como aconteceu em edições passadas da Marcha para Jesus, no último domingo muitos manifestantes (e políticos) empunhavam bandeiras de Israel.

“Me parece que isso tem a ver com uma compreensão dos evangélicos sobre as terras do lugar onde fica Israel, ser uma Terra Prometida. Para eles, Bolsonaro representa o que chamam de cultura judaico-cristã”, avalia o coordenador. Vinte e nove por cento dos presentes no domingo se identificavam como “evangélicos”, proporção abaixo dos declarados “católicos” (43%).

Moretto acrescenta que, fora as motivações religiosas, “também tem um esforço do Estado de Israel de fomentar isso, e se aproximar dos evangélicos como uma força de apoio”, lembra, considerando o conflito em Gaza.

Homem, branco, com mais de 45 anos

Segundo os dados levantados pelo GPoPAI no último domingo, a maioria dos presentes no ato da paulista eram homens (62%), brancos (65%), na faixa etária a partir dos 45 anos (67%), com curso superior (67%), metade com renda entre 3 e 10 salários mínimos e 66% residente na região metropolitana de São Paulo.

Marcio Moretto aponta que o perfil das pessoas que se deslocaram para a manifestação não é representativo do eleitorado brasileiro e nem sequer de São Paulo. “O acesso à Avenida Paulista é restrito aqui na cidade de São Paulo, fica numa região central e nobre. A maior parte da população de São Paulo mora nas periferias. Não é a coisa mais simples do mundo chegar na Avenida Paulista, se você mora lá para os lados de São Miguel, um bairro que é próximo da USP leste.”

Por fim, o coordenador do grupo de pesquisa chama atenção para o fato de que 61% dos respondentes se mostrarem contrários à decretação de estado de sítio em 2022 (15% não souberam responder), 45% disseram ser contra a arbitragem das Forças Armadas (12% não souberam responder) e 39% se oporem ao estabelecimento de uma operação Garantia da Lei e da Ordem, a GLO (12% não souberam responder).

“Isso indica que as pessoas estavam defendendo o Bolsonaro como talvez uma alternativa ao PT. Eles não estavam ali, necessariamente, embarcando na aventura golpista que foi em 8 de janeiro – embora tivessem indo à Paulista defender seu líder, que está sendo acusado de ter conspirado.”

A pesquisa do Grupo de Políticas Públicas para o Acesso à Informação entrevistou uma amostra de 575 pessoas, entre as 13h30 e as 17h em toda a extensão da manifestação na Avenida Paulista. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%.

O grupo não realizou observação das redes sociais no dia da manifestação. Conforme Marcio Moretto, as redes sociais foram fechando portas e está cada vez mais difícil e conseguir monitorar essas mídias. “Era muito mais fácil conseguir acompanhar o que estava acontecendo no Twitter antes de Elon Musk comprar a rede. Ele mudou um monte de regras de acesso aos dados”, reclama o coordenador ao registrar a necessidade de regulamentação das redes sociais no Brasil para garantir “mais transparência”.

Golpe de Estado

O protesto na Avenida Paulista foi convocado por Bolsonaro e aliados em um momento em que o ex-presidente e pessoas próximas são investigados por suspeita de agir para reverter os resultados das eleições de 2022, quando foi derrotado em sua tentativa de reeleição. No trio-elétrico, o ex-presidente, que está inelegível até 2030 por abuso de poder econômico pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), criticou as ações do Supremo Tribunal Federal (STF) e pediu anistia àqueles que foram condenados pelos ataques golpistas contra as sedes dos poderes da República em 8 de janeiro. Ele chamou os condenados de “aliados”.

Bolsonaro é investigado pela Polícia Federal (PF) e pelo STF sobre o ataque de 8 de janeiro de 2023 à sede dos Três Poderes em Brasília – com tentativa de abolição do estado democrático de direito e de golpe de Estado.

Em seu discurso, Bolsonaro admitiu a existência de uma minuta de texto que previa decretação de estado de sítio, prisão de parlamentares e ministros do STF. O decreto, de acordo com as investigações, daria sustentação a uma tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente criticou as apurações criminais da PF sobre essa minuta.

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Lula e Maduro tratam de eleições na Venezuela no segundo semestre

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se nesta sexta-feira (1º) com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O encontro ocorreu à margem da 8ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), em Kingstown, capital de São Vicente e Granadinas.

De acordo com nota divulgada pelo Palácio do Planalto, Lula e Maduro trataram de temas que envolvem os dois países.

O presidente venezuelano garantiu que eleições presidenciais serão realizadas em seu país no segundo semestre deste ano. Maduro disse a Lula que articulou um acordo com partidos da oposição e que observadores internacionais irão acompanhar e auditar a realização do pleito, conforme a nota.

Outro tema da conversa foi a atuação para o combate ao garimpo ilegal nas terras do povo yanomami, que abrangem os territórios brasileiro e venezuelano.

Essequibo

A Presidência da República informou que Lula e Maduro não trataram da disputa territorial de Essequibo. Assim, como o tema não foi abordado em encontro bilateral de Lula com Irfaan Ali, presidente da Guiana, na quinta-feira (29).

Em dezembro de 2023, os presidentes Nicolás Maduro e Irfaan Ali assinaram declaração conjunta em que os dois países se comprometem a não usar a força um contra o outro na disputa pelo território.

A medida foi adotada após a Venezuela realizar consulta popular que aprovou a incorporação de Essequibo, região disputada pelos dois países há mais de um século, que perfaz quase 75% do território da Guiana. O governo venezuelano também autorizou a exploração de recursos naturais na região e nomeou um governador militar para área. Foi o estopim para que as tensões entre os dois países aumentassem desde então.

O governo brasileiro chegou a reforçar a presença de tropas militares em Roraima, que faz fronteira com os dois países, e defendeu a resolução da controvérsia entre as duas nações por meio de um diálogo mediado. O Brasil é o único país que faz fronteira simultânea com Guiana e Venezuela, e um eventual conflito militar poderia ameaçar parte do território brasileiro em Roraima.

A nota diz que na saída da reunião, Maduro disse aos jornalistas que a conversa com Lula foi “muito boa” e serviu para “fortalecer a cooperação” entre as duas nações. Maduro fez uma visita oficial ao Brasil em 2023, onde foi recebido por Lula no Palácio do Planalto.

Bolívia

O presidente Lula reuniu-se ainda com o presidente da Bolívia, Luis Arce, em Kingstown. Os dois mandatários trataram de ampliação do comércio e investimento em infraestrutura e prospecção de gás natural em território boliviano.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Alckmin diz que ataques contra civis em Gaza é “inconcebível”

O vice-presidente Geraldo Alckmin repudiou na noite de sexta-feira (1º) o ataque de soldados israelenses na Faixa de Gaza contra palestinos que aguardavam por ajuda humanitária, resultando em 104 mortes. Assim como o próprio governo brasileiro , Alckmin criticou a ação e afirmou que trata-se de uma situação “inconcebível”.

“Fiquei absolutamente chocado com a notícia do ataque contra civis palestinos na Faixa de Gaza, perpetrado por forças militares israelenses, que vitimou dezenas de pessoas e feriu outras centenas. Obstar o acesso de indivíduos à ajuda humanitária é inconcebível sob qualquer perspectiva, e abrir fogo contra civis viola os preceitos mais básicos de humanidade”, escreveu em postagem nas redes sociais. Fazendo coro ao presidente Luiz Inácio Lula da Siva, Alckmin ainda fez um apelo à comunidade internacional por um cessar-fogo imediato.

“Lutar pela paz, como defende o presidente Lula, não é mais uma opção, mas um imperativo ético que deve orientar todos os esforços da comunidade internacional neste momento. É preciso dar o primeiro passo no caminho da paz: cessar-fogo imediato, libertação dos reféns e entrada de assistência humanitária”.

Ainda na sexta, (01/03), Lula propôs que a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) faça uma moção à Organização das Nações Unidas (ONU) pelo fim imediato do genocídio de palestinos na Faixa de Gaza, imposto pelo governo de Israel. Lula discursou durante a reunião de cúpula da Celac, em Kingstown, em São Vicente de Granadinas.

“A tragédia humanitária em Gaza requer de todos nós a capacidade de dizer um basta para a punição coletiva que o governo de Israel impõe ao povo palestino. As pessoas estão morrendo na fila para obter comida. A indiferença da comunidade internacional é chocante”, disse Lula.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou na sexta, (01/03) planos para um lançamento aéreo militar de alimentos e suprimentos em Gaza, um dia depois que as mortes de palestinos que faziam fila para receber ajuda chamaram a atenção para uma catástrofe humanitária que se desenrola no enclave costeiro.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Zona Franca de Manaus recebe investimento de mais de R$ 1 bilhão com geração de mil novos empregos

O Presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, liderou na sexta-feira, 1º de março, a primeira reunião do ano do Conselho de Administração da Suframa (CAS), em Manaus (AM). Durante o encontro, foram aprovados 33 projetos industriais e de serviços, com investimento de R$ 1,2 bilhão na Zona Franca de Manaus. Em três anos, o faturamento projetado é superior a R$ 6,4 bilhões, com a previsão de gerar 1.084 novos empregos na região.

“É uma satisfação voltar ao estado do Amazonas. A gente fica muito feliz de ver o crescimento do Polo Industrial. É sempre uma reunião de grande significado, porque são novos investimentos que vão gerar emprego, gerar renda, promover o desenvolvimento do estado e do nosso país”, declarou Alckmin.

Os 33 projetos aprovados na sexta-feira (01/03), abrangem diversos subsetores, como termoplásticos e eletroeletrônicos, produtos já consolidados no Polo Industrial de Manaus (PIM), como motocicletas elétricas, bicicletas elétricas, televisor em cores com tela de cristal líquido, monitor de vídeo com tela de luminescência orgânica (Oled) para uso em informática, microcomputadores portáteis, entre outros.

Oito deles desses projetos, do subsetor eletroeletrônico, se destacam pelo maior volume de investimentos, com R$ 695 milhões, dos quais R$ 232 milhões são destinados a Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) na região da Amazônia Ocidental e estado do Amapá, gerando 265 postos de trabalho.

Outros 15 projetos de implantação representam um volume de R$ 520 milhões em investimentos, com previsão de geração de 724 novos empregos e um faturamento projetado de R$ 3 bilhões.

Somando todos os projetos aprovados desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as seis reuniões do CAS resultaram em 211 projetos para a Suframa, com previsão de 6.260 novos postos de trabalho e faturamento estimado em R$ 32,4 bilhões.

DRAGAGENS

Durante a reunião, o presidente em exercício afirmou que o processo de dragagem do rio Amazonas no estado será antecipado para prevenir prejuízos à região. “Antecipar as dragagens, no trecho de Itacoatiara e de outros locais, em razão de já estarmos prevenindo e nos anteciparmos no período da seca”, disse Alckmin.

Outro tema discutido foi a exploração de potássio na mina de Autazes. De acordo com o Alckmin, o Poder Judiciário resolveu sobre a definição do licenciamento, que será feito pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM). “O estado vai tomar todos os cuidados e as providências, ouvindo a comunidade indígena, seguindo todos os parâmetros. É muito importante para o Brasil porque nós importamos mais de 95% do cloreto de potássio”, pontuou Alckmin.

PIB

O presidente em exercício também comentou o crescimento do PIB, que fechou o ano de 2023 com alta de 2,9%, um total de R$ 10,9 trilhões. “Nós encerramos o primeiro ano do governo do presidente Lula com fatos importantes em benefício da população. O crescimento do PIB era 0,8%, terminamos em 2,9%”, declarou. “Nós precisamos trabalhar mais ainda para atrair investimento e melhorar a produtividade.”

COMEMORAÇÃO

Na ocasião, também foram celebrados os 57 anos da Suframa e da Zona Franca de Manaus. O superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, destacou que, apesar dos desafios, o apoio do Governo Federal foi de grande importância para a região. “Alegro-me em saudar os 57 anos dessa casa que desempenha uma missão tão valorosa para a Amazônia Ocidental e para o Amapá. O ano de 2023 foi desafiador, mas, com o apoio do presidente da República, podemos celebrar mais este aniversário da Suframa”, destacou.

Foto: Cadu Gomes/VPR

CPI da Braskem se reúne na terça e na quarta-feira para ouvir depoentes

A CPI da Braskem faz reunião na terça-feira (5), às 9h, para ouvir três depoentes. Um deles é o engenheiro civil Abel Galindo Marques, professor aposentado da Universidade Federal de Alagoas (REQ 14/2024). Autor dos três requerimentos de convocação, o relator da comissão parlamentar de inquérito, senador Rogério Carvalho (PT-SE), aponta que Abel Galindo foi um dos primeiros profissionais a alertar sobre possibilidade de desabamento do teto de uma das minas escavadas pela Braskem para lavra de sal-gema em Maceió.

A CPI também vai ouvir o ativista José Geraldo Marques, doutor em ecologia (REQ 15/2024). De acordo com Rogério Carvalho, Marques é uma das vítimas da evacuação dos bairros atingidos pela mineração da Braskem. Ele teria sofrido pressões e ameaças por se opor à instalação da empresa Salgema, ligada à Braskem, e enfrentado muitas reações por criticar a decisão do governo da época pela implantação da indústria. José Geraldo e Abel Galindo são autores do livro Rasgando a Cortina de Silêncios: o lado B da exploração de sal-gema em Maceió.

A engenheira Natallya de Almeida Levino, professora da Universidade Federal de Alagoas, também será ouvida pela CPI na terça-feira (REQ 16/2024). Segundo o requerimento, a professora é coordenadora de uma pesquisa sobre as dimensões econômica, social e ambiental da subsidência (movimento, relativamente lento, de afundamento de terrenos) que atinge cinco bairros de Maceió. 

Diretor da ANM e geólogo

Na quarta-feira (6), às 9h, a CPI volta a se reunir para ouvir dois depoentes. Um deles é o diretor-geral da Agência Nacional de Mineração (ANM), Mauro Henrique Moreira Sousa. O outro depoente é o geólogo Thales Sampaio, aposentado da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM).

Os requerimentos para a convocação de Thales Sampaio (REQ 43/2024) e de Mauro Sousa (REQ 40/2024) foram apresentados pelo senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL). Segundo o senador, os depoimentos dos convocados vão contribuir com os trabalhos da comissão. As duas convocações foram aprovadas em meio a vários outros requerimentos para oitivas na CPI.

“Thales Sampaio é uma pessoa que foi determinante para que se conseguisse responsabilizar a empresa Braskem. Ele fez um laudo técnico, passou vários meses morando em Maceió, reuniu tecnologia do mundo inteiro e teve a responsabilidade de colocar no papel o que estava acontecendo. Começando com ele aqui, para que ele faça esse resgate histórico, ele colocará todos nós na mesma página”, registrou Rodrigo Cunha.

Afundamento do solo

A CPI, que tem o senador Omar Aziz (PSD-AM) como presidente, foi criada por meio de requerimento do senador Renan Calheiros (MDB-AL) para investigar os efeitos da responsabilidade jurídica e socioambiental da mineradora Braskem no afundamento do solo em Maceió.

Com 11 membros titulares e 7 suplentes, a comissão tem até o dia 22 de maio para funcionar e limite de gastos de R$ 120 mil.

Fonte: Agência Senado / Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Certidão criminal poderá ser exigida de pessoas que trabalhem com crianças

Aprovado na Câmara dos Deputados em 20 de fevereiro, chegou ao Senado e aguarda tramitação o projeto de lei que exige a apresentação de certidão negativa de antecedentes criminais para os profissionais que trabalham com crianças. O objetivo do Projeto de Lei 412/2024, que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/1990), é impedir que pedófilos utilizem sua condição profissional para se aproximar de crianças com o objetivo de explorá-las sexualmente.

O projeto é uma das 11 propostas apresentadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que funcionou na Câmara entre 2012 e 2014. A justificação da proposição (que tramitou originalmente como PL 8035/2014) lembrou a constatação da CPI de que muitos casos de exploração sexual de menores são praticados por pessoas que trabalham no atendimento ao público infantil.

“Os pedófilos procuram sempre estar em locais frequentados por crianças. Por isso, procuram exercer atividades profissionais que envolvem crianças, com o trabalho em creches, escolas maternais, hospitais infantis, como babás, apenas para citar alguns exemplos. Nesses casos, o pedófilo se sente seguro para praticar seus crimes, já que goza da confiança que a profissão lhe proporciona, não levantando suspeitas sobre seu caráter e sua conduta”, segue a justificação.

Fonte: Agência Senado / Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Senado volta a analisar divulgação obrigatória de fila de cirurgias no SUS

Retornou para nova análise dos senadores um substitutivo da Câmara a um projeto de lei do Senado (PL 418/2024 — Substitutivo CD) que obriga a publicação na internet da fila de cirurgias eletivas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Originalmente apresentada pelo ex-senador Reguffe, a proposta busca dar maior transparência e acesso à informação para os pacientes que necessitam, por exemplo, de um transplante. O texto está na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e aguarda parecer do relator, senador Styvenson Valentim (Podemos-RN). 

O projeto prevê que os órgãos gestores do SUS em todas as esferas de governo serão responsáveis por publicar em seus sites oficiais na internet as listas de pessoas que serão submetidos a cirurgias, bem como os resultados dos exames complementares feitos. Essas informações estarão acessíveis aos gestores, profissionais de saúde e aos próprios pacientes ou seus responsáveis legais. O texto inclui medidas para proteger a privacidade dos dados dos pacientes, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. 

O relator do texto na Câmara, deputado Ruy Carneiro (Podemos-PB), acatou três emendas de Plenário, para que os resultados dos exames complementares também sejam fornecidos em meio físico, quando solicitados; para que haja publicação dos diagnósticos e qualquer outro procedimento terapêutico; e para que sejam incluídos no protocolo de encaminhamento detalhes sobre o preparo e orientações sobre o procedimento.

“Após amplo diálogo com diversos líderes partidários, entendemos oportuno apresentar subemenda substitutiva acolhendo as emendas apresentadas”, explicou o deputado. 

O projeto também estabelece que os pacientes receberão, no ato da marcação do procedimento, um protocolo de encaminhamento contendo informações como a data da solicitação, a data e o local onde será feita a cirurgia ou demais intervenções, uma descrição clínica resumida do caso e as orientações necessárias para a realização do procedimento.

Atualização quinzenal

Caso o projeto vire lei, as listas de pacientes deverão ser atualizadas quinzenalmente, e os estabelecimentos de saúde terão que repassar prontamente as informações aos órgãos gestores.

O número de pacientes à espera de procedimentos, por especialidade e estabelecimento de saúde, terá que ser divulgado mensalmente, assim como o tempo médio de espera para cada uma delas. A desmarcação de procedimentos deverá ser justificada e comunicada ao paciente, informando a nova data.

Fonte: Agência Senado / Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Comissão de prevenção a desastres naturais se reúne na terça-feira

A comissão especial sobre desastres naturais se reúne na terça-feira (05/03) para debater os efeitos das mudanças climáticas sobre o planeta Terra e sobre o território brasileiro.

A audiência pública vai contar com a presença de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), do Observatório do Clima e do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, dentre outros. Confira aqui a lista completa de participantes.

O pedido para a realização do debate foi feito pelo deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ) e assinado também pelas deputadas Fernanda Melchionna (Psol-RS) e Professora Luciene Cavalcante (Psol-SP). “Os eventos climáticos extremos,
especialmente em territórios vulneráveis, resultam em desastres socioambientais cujos impactos podem ser catastróficos. Diversos estudiosos apontam que tais fenômenos se tornarão cada vez mais frequentes e intensos”, lembra Tarcísio.

Hora e local

A audiência pública será realizada às 14h30 (horário de Brasília) no plenário 4.

Fonte: Agência Câmara de Notícias / Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Assembleia Legislativa promove programação no mês de março, alusiva ao Dia Internacional da Mulher

Datas como o Dia Internacional da Mulher, comemorada no próximo dia 8 de março, nos levam a refletir sobre o significado destes dias. Durante o mês de março, a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), por meio da Diretoria de Assistência Social, Comissão da Mulher e da Procuradoria da Mulher, terá uma programação especial voltada ao tema, destacando a importância da mulher na sociedade.

Iniciando a programação, do dia 4 a 8 de março, no horário das 8h às 12h, a Diretoria de Assistência Social irá oferecer às servidoras, sessões de massagens relaxantes.

“Por meio de uma parceria com o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), vamos oferecer às nossas servidoras este momento de cuidado e relaxamento”, explicou a diretora de Assistência Social, Karla Stald.

Na sexta-feira, dia 8, quando é celebrado o Dia Internacional da Mulher, além dos serviços de massagem, também serão ofertados serviços de embelezamento, como esmaltação, maquiagem, penteados, dentre outros.

“Temos um cuidado especial com nossas servidoras. Então uma das formas de demonstrar é oferecer serviços de beleza, para cada uma se sentir especial nesta data”, afirma o presidente Roberto Cidade (UB), destacando ainda que os cuidados não são apenas neste campo. “Temos trabalhado continuamente na questão da elaboração de leis que defendam as mulheres e estamos avançando nessa trajetória”, enfatizou.

A programação segue com ações promovidas pela Procuradoria da Mulher e Comissão da Mulher, da Família e da Pessoa Idosa, ambas presididas pela deputada Alessandra Campêlo (Podemos).

A Comissão da Mulher realizará no dia 7 de março, no hall de entrada Homero de Miranda Leão, a abertura de uma exposição fotográfica, de autoria do fotógrafo Miguel Almeida, retratando a rotina destas mulheres em seus ambientes de trabalho.

“Serão imagens de mulheres de diversas idades e vários setores, mulheres comuns, anônimas, mostrando que a força de trabalho das mulheres é essencial para o desenvolvimento da sociedade”, explicou Lúcius Gonçalves, da Comissão da Mulher.

Sessão Especial

Ainda no dia 7, será realizada Sessão Especial alusiva ao Dia Internacional da Mulher. O evento acontecerá no Plenário Ruy Araújo, a partir das 11h45, com a presença de mulheres que se destacaram em suas áreas de atuação profissional.

“Durante a Sessão Especial entregaremos o Diploma Mulher Cidadã, onde 24 mulheres serão homenageadas – uma indicação de cada parlamentar – e mais cinco mulheres indicadas pela Comissão da Mulher”, destaca Lúcius.

As ações ao longo do mês terão reforço de palestras realizadas pela Procuradoria da Mulher, que completa um ano de atuação em março. Entre os dias 4 e 28/3, os técnicos da Procuradoria realizarão palestras em escolas da rede pública estadual, onde tratarão sobre os avanços sociais, políticos e econômicos, ressaltando a importância da participação das mulheres na política e em todos os níveis de esfera e poder.

Procuradoria da Mulher

O primeiro ano de implementação da Procuradoria da Mulher será celebrado em uma Sessão Especial, realizada no dia 26/3, no Plenário Ruy Araújo. Nesse dia, serão homenageadas autoridades que, ao longo destes últimos 12 meses, atuaram em parceria com a Procuradoria, na defesa dos direitos das mulheres.

Foto: Alberto César Araújo