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Governo bloqueia R$ 2,9 bilhões do Orçamento para cumprir meta

Beneficiado pela arrecadação recorde do início de ano, o Orçamento de 2024 terá um bloqueio de R$ 2,9 bilhões em gastos discricionários (não obrigatórios), divulgou há pouco o Ministério do Planejamento e Orçamento. Esse montante é necessário para cumprir tanto a meta de déficit fiscal zero como o limite de gastos estabelecido pelo novo arcabouço fiscal.

O corte temporário equivale a 0,14% do limite total de gastos e a 1,42% das despesas discricionárias do Poder Executivo. Sem a arrecadação recorde de janeiro e fevereiro, reforçada pela tributação dos fundos exclusivos, pela reoneração dos combustíveis e pela recuperação da economia, o bloqueio seria maior. Nos dois primeiros meses do ano, a União arrecadou 8,82% mais que no mesmo período de 2023, descontada a inflação.

O Planejamento revisou para R$ 9,3 bilhões a estimativa de déficit primário – resultado negativo das contas do governo sem os juros da dívida pública. O arcabouço fiscal estabelece meta de déficit zero neste ano, mas permite um limite de tolerância de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), o que equivale a R$ 28,8 bilhões.

Receitas e despesas

O relatório prevê queda de R$ 31,5 bilhões nas receitas brutas em relação ao valor sancionado no Orçamento Geral da União de 2024. Desse total, R$ 17,8 bilhões a menos da receita administrada pela Receita Federal, R$ 14,5 bilhões a menos de receitas de roaylties (o que inclui a exploração de petróleo) e R$ 12,8 bilhões a menos de receitas com concessões e permissões. Ao considerar os repasses para estados e municípios, a queda na receita líquida diminui para R$ 16,8 bilhões.

Em relação aos gastos, o relatório prevê aumento de R$ 1,6 bilhão. As despesas obrigatórias foram revisadas para cima em menos R$ 6,1 bilhões. Os principais destaques são precatórios (+R$ 7,8 bilhões), benefícios da Previdência Social (+R$ 5,6 bilhões), créditos extraordinários (+R$ 4,1 bilhões) e abono e seguro desemprego (+R$ 1,6 bilhão). Outros gastos obrigatórios foram revisados para baixo, chegando no acréscimo final de R$ 6,1 bilhão.

Os gastos discricionários foram revisados para baixo em R$ 4,5 bilhões, resultando no crescimento final de R$ 1,6 bilhão nas despesas federais. Em tese, o governo teria de contingenciar (bloquear temporariamente) R$ 18,7 bilhões, mas o valor está abaixo do limite de tolerância de R$ 28,8 bilhões.

Limite de gastos

O bloqueio de R$ 2,9 bilhões foi definido unicamente com base no limite de gastos do novo arcabouço fiscal. O valor foi definido com base na diferença do limite de R$ 2,089 trilhões de despesas, expostas no novo arcabouço, e a previsão de que o governo gastará R$ 2,092 trilhões neste ano.

Até o próximo dia 30, um decreto presidencial divulgará a distribuição do bloqueio pelos ministérios.

Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

Emendas parlamentares são preservadas de bloqueio de R$ 2,9 bilhões

O bloqueio de R$ 2,9 bilhões, anunciado nesta sexta-feira (22/03), em Brasília, pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, não atingirá as emendas parlamentares. Segundo o secretário de Orçamento Federal, Paulo Bijos, o governo esperará o Congresso votar o veto de R$ 5,6 bilhões de emendas de comissão para decidir sobre o destino das emendas.

“São decisões políticas a serem tomadas pelas autoridades competentes, pelos poderes constituídos. Na mesma medida em que houver essa decisão, nós passamos a refletir nos relatórios bimestrais. O próximo, de maio, é que vai absorver essa decisão”, justificou Paulo Bijos.

Ele afirmou, também, que o artigo 69 da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024 determina quais despesas não podem ser bloqueadas. De um total de R$ 204 bilhões em gastos discricionários (não obrigatórios) do Orçamento, somente R$ 77 bilhões poderão ser bloqueados.

Bloqueios

Existem R$ 127 bilhões blindados de bloqueios, entre os quais se incluem emendas impositivas, de execução obrigatória e individuais. O secretário não respondeu se as emendas de comissão, alvo do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início do ano, também estão protegidas dos bloqueios

O secretário do Ministério do Planejamento informou, ainda, que o governo não pretende, por enquanto, repor os R$ 5,6 bilhões de emendas de comissão vetados no início do ano e definir a distribuição dos R$ 11 bilhões da mesma rubrica sancionados no Orçamento de 2024. Os líderes afirmam que o veto de Lula será derrubado.

Sem data confirmada, a sessão do Congresso Nacional que deve analisar os vetos presidenciais está prevista para abril. A expectativa é de derrubada do veto. O Orçamento de 2024 tem R$ 53 bilhões em emendas parlamentares – individuais, de bancada e de comissão. O veto de R$ 5,6 bilhões atingiu pouco mais de 10% do total.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Comissão de Cultura vai debater impacto orçamentário de programa de ajuda ao setor de eventos

A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados vai realizar audiência pública, na próxima terça-feira (26/03), para debater o impacto econômico do Programa Emergencial da Retomada do Setor de Eventos (Perse). O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é um dos convidados.

Confira a pauta e a lista de participantes do evento, marcado para começar às 10 horas no plenário 10.

O deputado Mersinho Lucena (PP-PB) é o autor do pedido para a realização da audiência. Ele cita divergências entre os dados relativos ao impacto orçamentário do programa e busca esclarecer a situação.

“O governo federal, ao editar a Medida Provisória 1202/23, que extingue o Perse, alegou que o programa apresenta um custo entre R$ 17 e R$ 32 bilhões anuais, enquanto a previsão orçamentária seria de pouco mais de R$ 5 bilhões”, destacou.

Fonte: Agência Câmara de Notícias / Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Governo revê contas e projeta déficit de R$ 9,3 bilhões para 2024

O governo divulgou nesta sexta-feira que a previsão para o resultado fiscal de 2024 saiu de um superávit de R$ 9,1 bilhões para um déficit de R$ 9,3 bilhões. O resultado é a diferença entre receitas e despesas. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do País, os dois valores são próximos de zero.

Para manter o limite de despesas para o ano, de R$ 2,1 trilhões, foi divulgado um bloqueio de R$ 2,9 bilhões no Orçamento, bloqueio que será detalhado por órgão na semana que vem.

Nesta primeira avaliação bimestral das contas públicas, o secretário de Orçamento Federal, Paulo Bijos, lembrou que a meta fiscal para o ano admite um superávit ou um déficit de R$ 28,8 bilhões.

“Dentro do intervalo de tolerância, se houver déficit não há uma implicação prática. Não há a necessidade de limitação de empenho ou de contingenciamento. Essa necessidade só surge a partir deste limite, se o déficit ultrapassar essa barreira dos R$ 28,8 bilhões”, explicou.

Para o deputado Claudio Cajado (PP-BA), relator do arcabouço fiscal, o déficit projetado pelo governo é “otimista”. Ele também criticou o uso da margem de tolerância da meta fiscal. “Está sendo usada a margem que nós colocamos e isso é, a meu ver, não querer de fato perseguir a meta de déficit zero, que é o que nós colocamos no arcabouço. E é o que eu espero que o governo de fato faça”, afirmou.

Reestimativas

Segundo o secretário Paulo Bijos, houve um aumento na projeção das despesas para o ano de R$ 1,6 bilhão e uma redução das receitas de R$ 16,8 bilhões. De qualquer forma, o governo até aumentou um pouco a sua estimativa de arrecadação tributária com as medidas anunciadas no ano passado para fechar brechas fiscais. Esse total passou de R$ 167,6 bilhões para R$ 168,3 bilhões.

Paulo Bijos lembrou que o governo reviu alguns parâmetros macroeconômicos que influenciam as receitas e despesas, como o crescimento econômico, que passou de 2,19% na Lei Orçamentária para 2,22% agora. “Em 2024, nós já podemos observar um movimento semelhante ao ocorrido em 2023, quando as projeções de mercado paulatinamente foram se aproximando das projeções oficiais”, disse.

O secretário explicou que as despesas que não são obrigatórias no Orçamento somam R$ 204,4 bilhões. O corte anunciado corresponde, portanto, a 1,42% deste total. Mas a despesa que pode ser bloqueada é bem menor, apenas R$ 77 bilhões. Isso porque emendas parlamentares impositivas e gastos mínimos com saúde e educação não estão sujeitos a bloqueio.

Já no caso do contingenciamento para obtenção da meta fiscal, o total que pode ser revisto sobe para R$ 202,4 bilhões.

Para Paulo Bijos, a situação fiscal é boa porque a arrecadação de impostos vem subindo e as despesas estão em 18,9% do PIB, quando a média, desde 2015, é de 19,1%; sem considerar o ano mais crítico da pandemia, 2020.

Pelas novas regras fiscais, em maio, na próxima avaliação bimestral, haverá uma “janela” para abrir um crédito orçamentário de R$ 15 bilhões. Segundo Bijos, isso pode ocorrer caso a receita de tributos mantenha o ritmo de alta e a previsão de déficit não ultrapasse R$ 13 bilhões. Neste caso, o bloqueio de despesas poderá ser cancelado.

O secretário ainda informou que, apesar de a previsão de despesas com benefícios previdenciários ter subido R$ 5,6 bilhões para 2024, o governo vem fazendo um trabalho de otimização de processos no INSS que deve gerar uma economia de R$ 9 bilhões.

Fonte: Agência Câmara de Notícias / Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

CAE debate abatimento das dívidas dos estados e municípios na terça

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) vai debater na terça-feira (26/03) o projeto de lei complementar (PLP 35/2022) que cria mecanismos para o abatimento das dívidas dos estados e municípios com a União. Representantes do Ministério da Fazenda e dos estados foram convidados para a audiência pública marcada para começar às 10h.

Apresentada pelo senador Esperidião Amin (PP-SC), a proposta permite a compensação de créditos entre a União e os estados e municípios para que esses entes subnacionais possam investir recursos próprios na manutenção de obras federais, e abater esses valores de suas dívidas com o governo federal.

O projeto já foi aprovado pela CAE, que agora analisa uma emenda de Plenário. A relatora, senadora Tereza Cristina (PP-MS), defende a aprovação do projeto. A audiência atende a pedido do senador Rogério Carvalho (PT-SE).

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

No Dia Mundial da Água, aleam reforça legislação sobre o tema

A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu 22 de março, como o “Dia Mundial da Água” e a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) celebra a data fazendo um balanço de sua produção legislativa voltada à proteção e uso eficiente desse recurso natural, sempre com o objetivo de estimular o desenvolvimento sustentável e a ampliação das políticas de saneamento básico.

Dentre as legislações aprovadas está a Lei nº 5.854/2022, de autoria do presidente da Casa Legislativa, deputado estadual Roberto Cidade (UB), que institui a Campanha Permanente de Combate ao Desperdício de Água no Amazonas.

“É necessário promover a economia de água hoje, para assegurar a sustentabilidade do planeta no futuro e, desta forma, garantir o abastecimento das gerações futuras”, afirmou Cidade.

Outra lei de autoria do presidente do Poder Legislativo é a nº 5.362/2020, que institui a Campanha Água Mais Vida. A lei tem como objetivo o estímulo do consumo consciente de água, além de debater sobre a importância do hábito de beber água regularmente e da facilitação do consumo de água.

Segundo dados da Agência Nacional de Águas (ANA), a água doce equivale a menos de 3% de toda a água do planeta – o restante é constituído por água do mar e não potável. O Brasil é um dos mais privilegiados por possuir o maior aquífero em volume de água do mundo: o Sistema Aquífero Grande Amazônia (Saga), posicionado nas bacias do Amazonas e parte do Pará e Acre, com mais de 160 de quatrilhões de litros de água doce, capazes de abastecer o planeta por pelo menos 250 anos.

No entanto, é preciso estimular o uso consciente da água, pois segundo dados do Banco Mundial, até 2050, mais de um bilhão de pessoas viverão em cidades sem água suficiente. Nesse sentido, a Aleam aprovou a Lei nº 4.779/2019, de autoria do deputado Cabo Maciel (PL), determinando que os postos de serviços de lava-rápido devam instalar sistema para reuso da água em suas atividades, bem como o sistema de captação de água da chuva.

A Lei nº 5.043/2019, da deputada Joana Darc (UB), institui a Semana Estadual de Ações Integradas sobre o Uso Consciente de Água e Preservação dos Rios. Nesse período devem ser desenvolvidas, em todo o Estado, ações educativas como palestras, debates, seminários ou encontros culturais, voltados para a massificação e conscientização a respeito do uso racional da água e preservação dos rios.

Há também em tramitação na Casa, o Projeto de Lei (PL) nº 1.250/2023, do deputado Mário César Filho (UB), instituindo o Dia Estadual da Conscientização da Limpeza dos Igarapés.

“Precisamos ensinar nossos jovens sobre a importância dos igarapés e como devemos protegê-los. Isso é fundamental para garantir um futuro sustentável”, ratifica o parlamentar.

Foto: Herick Pereira

4ª edição do Fórum Estadual das Casas Legislativas do Amazonas acontecerá nos dias 18 e 19 de abril

A 4ª edição do Fórum Estadual das Casas Legislativas do Amazonas (Feclam) tem data definida. Será nos dias 18 e 19 de abril e terá como tema “Os Desafios das Políticas Públicas no Amazonas”.

O Fórum, realizado pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), tem por finalidade proporcionar o intercâmbio de experiências e a difusão de conhecimentos essenciais à atividade parlamentar, como discutir temas correlatos à atividade legislativa com o intuito de aperfeiçoamento dos serviços prestados pelas Casas Legislativas.

A edição de 2023 do Feclam teve a participação, nos dois dias do encontro, de aproximadamente 800 pessoas entre vereadores, prefeitos, assessores e servidores públicos das câmaras municipais do Estado.

O presidente da Aleam, deputado estadual Roberto Cidade (União Brasil) falou do sucesso das edições anteriores “O Feclam é uma marca registrada da Assembleia, já está oficializado no nosso calendário. As edições anteriores foram extremamente positivas, marcadas pela valorização dos parlamentares municipais, pois sabemos da dificuldade de ser vereador nos municípios do Amazonas, o que aumenta nossa responsabilidade em realizar um evento, a cada edição melhor, com a propagação de conhecimento”, enfatizou.

Como nos anos anteriores, a programação se dividirá com um primeiro dia dedicado às oficinas e um segundo dia com palestras sobre temas legislativos.

No dia 18 de abril, haverá uma tarde de oficinas sobre temas como: processo legislativo; planejamento com estratégia em marketing eleitoral; propagandas eleitorais: os limites espaciais; abordagem política e imagem parlamentar. O primeiro dia será encerrado com a solenidade de abertura do evento.

Já no segundo dia acontecerá palestra motivacional e também serão tratados temas como crimes eleitorais, cidades inteligentes e sustentáveis.

“O objetivo da programação é levar conhecimento aos vereadores, para que assim eles possam ajudar os seus municípios a crescerem com diretrizes fincadas na melhoria de vida da população”, explicou a coordenadora do Feclam, Adriana Pimentel.

Histórico

O Feclam foi realizado pela primeira vez em outubro de 2021 com o tema “Papel das Casas Legislativas do Estado do Amazonas no Sistema Democrático Brasileiro” e contou com mais de 600 inscrições, entre prefeitos, vereadores e assessores do interior do Amazonas.

O evento passou a constar no calendário oficial de eventos da Assembleia desde o ano de 2022, por meio da Resolução Legislativa nº 858, de 8 de abril de 2022 e, no mesmo ano, foi instituído no Feclam, o Prêmio Câmara Municipal em Destaque, com a Resolução Legislativa nº 867, de 28 de abril de 2022.

Foto: Alberto César Araújo

Diego Afonso assina requerimento para abertura de CPI que investiga Secretaria Municipal de Comunicação

O vereador Diego Afonso (União Brasil), assinou requerimento para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), junto com os demais membros da bancada do União Brasil na Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereadores Everton Assis e Professora Jacqueline, para investigar a Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom).

De acordo com Diego Afonso, as justificativas do secretário municipal, Israel Conte, que esteve no plenário da CMM na última quarta-feira (20/03), para explicar sobre um vídeo que circulou nas redes sociais, cujas imagens teriam sido gravadas nas dependências da Semcom, mostrando o pagamento de um montante em dinheiro, por uma servidora da secretaria, para um homem que supostamente trabalha para um portal de notícias local não foram convincentes.

Outra justificativa dada pelo vereador Diego, após a declaração de Israel Conte no plenário, foi que a apresentação de um laudo técnico elaborado por empresa contratada, segundo Diego, pelo próprio secretário Israel Conte, alegando que o vídeo tratava-se de material manipulado, também não é convincente.

“Questionamos o secretário, mas as respostas não foram claras. Não apresentou notas fiscais, nem revelou o valor pago à empresa, não mostrou câmeras de segurança nas dependências da secretaria. É dever de todo homem público ter responsabilidade com o dinheiro do povo e prestar contas de seu uso. A população precisa de dados oficiais, laudo não é instrumento oficial de investigação. Com a CPI será possível aprofundar as investigações” explicou Diego.

Indignados com o fato e a falta de explicações, Diego Afonso e a bancada do União Brasil questionam ainda sobre a idoneidade do laudo, visto que, segundo Diego, a empresa não tem atividade de perícia como sua principal atividade empresarial.

“Temos informações de que quem realizou o pagamento desta empresa responsável pelo laudo pericial foi o escritório de advocacia Borghi Kalil Kotsifas Advogados Associados, ou seja, o mesmo escritório de advocacia que defende o prefeito David Almeida em outros processos que correm na justiça”, declarou Diego Afonso.

Diego Afonso disse ainda que a CPI também deve esclarecer quanto à relação da Prefeitura de Manaus com o Portal O Abutre.

“Nós esperamos que o requerimento seja atendido de forma urgente, visto que precisamos identificar os envolvidos e apresentar a veracidade dos fatos. Além disso, é necessário que a atuação da CPI investigue a ligação da prefeito com o Portal O Abutre, que tem difamado a imagem dos vereadores e demais políticos que não compactuam com a atual gestão municipal”, finaliza Diego

Foto: Emerson Olliver – Assessoria de Comunicação do vereador

Capitão Alberto Neto é oficializado como pré-candidato para as eleições de 2024

“O pré-candidato da direita e candidato do presidente Bolsonaro em Manaus, tem cara e tem nome, sou eu Capitão Alberto Neto”, declarou o deputado federal, nesta sexta-feira (23/03) em entrevista coletiva na sede do Partido Liberal, que oficializou a pré-candidatura ao cargo majoritário na capital.

Ao lado do presidente estadual do partido, Alfredo Nascimento, do deputado estadual e vice-presidente do PL, Delegado Péricles e da deputada estadual, Débora Menezes, foi feito anúncio para imprensa local, confirmando o aval de Bolsonaro e do PL Nacional ao nome do parlamentar como representante do partido no pleito de 2024.

De acordo com Alberto Neto, Manaus precisa e terá um candidato de direita. “É hora de retomar o comando da cidade, construir uma Manaus moderna e para todos, tanto com projetos de infraestrutura, mobilidade urbana, educação, segurança. E Manaus terá um candidato de direita, com muita vontade fazer essas mudanças”, disse.

O presidente estadual do PL, Alfredo Nascimento destacou que uma candidatura precisa ser construída e agora que o nome do partido foi definido, o trabalho será de construção e parceria para fortalecer a direita em Manaus.

“O nosso partido cresceu muito depois do presidente Bolsonaro, antes dele ninguém sabia direito o que era direita e esquerda, a população não tinha nenhum envolvimento a mais com a política. O presidente Bolsonaro me ligou e afirmou que o Alberto Neto é o escolhido por ele e pelo partido para essa representação. Vamos fazer essa candidatura juntos”, explicou.

Bolsonaro em Manaus

Conforme anunciado nessa semana, a vinda do presidente Bolsonaro está marcada para o mês de maio, com data a definir.

O deputado estadual, delegado Péricles, enfatizou que Bolsonaro reafirmou o apoio ao PL do Amazonas, especial ao Alberto Neto, pedindo união de todos da direita, da população, e foco no objetivo.

“Ele virá em maio para iniciar os trabalhos, fortalecer o PL em Manaus para conquistarmos o objetivo de ter Alberto Neto como prefeito, conversamos sobre isso, sob anuência do Alfredo para trabalhar unidos, o trabalho semelhante aquilo que ele nos ensinou a fazer, de maneiro transparente, sério, pois a população de Manaus merece”, declarou.

Pré-campanha

Como pré-candidato oficial do PL, Alberto Neto ressaltou que os trabalho agora seguem com as conversas e articulações necessárias para montar um base forte para direita com pessoas que sejam do mesmo projeto e compartilhem dos ideais da direita.

O parlamentar enfatizou que o projeto do PL é nacional, com foco em sair vitorioso no maior número de capitais possíveis e com uma base forte para consolidar o partido nas eleições deste ano visando o projeto maior de 2026.

“O projeto do PL é para eleição de 2024-2026. Nós queremos fazer o maior número, prefeitos e vereadores, visando em 26 o maior número de senadores, de deputados federais para que a gente possa novamente voltar ao comando desse país”, disse.

O deputado destacou ainda a felicidade de ser o nome do PL, agora mais experiente para trabalhar, servir e construir realmente uma cidade melhor para população.

“Sou pré-candidato da direita, do PL e do presidente Bolsonaro. Tenho uma missão de mostrar para população manauara que nós temos o melhor projeto para cidade, de mobilidade urbana, saúde, saneamento básico, infraestrutura para os bairros. E eu como buscar esse recurso. Nós não vamos mais ficar no passado, vamos colocar Manaus no presente e construir um belo futuro para gente, para os nossos filhos e para os nossos netos”, afirmou Capitão Alberto Neto.

Foto: arquivo Assessoria

UGPE cria Câmara de Mediação, para ampliar a transparência e diálogo na execução de obras e projetos

A Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE) do Governo do Amazonas criou a primeira Câmara de Mediação e Conciliação (CMC) do serviço público estadual. A entidade tem como propósito ampliar a transparência e o diálogo com as partes envolvidas na execução de obras e programas do órgão.

O secretário da UGPE, Marcellus Campêlo, explica que uma das vantagens do funcionamento da CMC é a agilidade na resolução administrativa de problemas de menor complexidade, sem que haja necessidade de recorrer a ações judiciais, economizando tempo e recursos das partes envolvidas. “A Câmara chama as partes envolvidas para o diálogo, coloca o problema em discussão e, o que for consenso de todos, fica acordado, evitando a burocracia e o tempo dispendido em processos na esfera Judiciária”, afirma.

De acordo com a subcoordenadora Social da UGPE, Viviane Dutra, a instalação da Câmara de Mediação e Conciliação é mais um passo que o órgão dá na direção da humanização das suas relações. “É um ambiente que garante voz de uma maneira igualitária e permite espaços de diálogo, situação que um processo judicial às vezes não possibilita”, destaca.

Viviane Dutra ressalta, ainda, que a entidade é uma evolução da Comissão de Gerenciamento de Crise (COMCRI), que vinha funcionando nos últimos anos, na solução de questões envolvendo beneficiários de programas executados pela UGPE. “A preocupação em manter o diálogo franco e aberto é uma constante UGPE. Com isso, nosso índice de judicializações é muito baixo. Apenas 2% das questões recebidas se transformam em processos judiciais, depois de esgotadas todas as possibilidades de diálogo. O restante é resolvido com sucesso”, disse.

Procuradoria Geral do Estado (PGE) e Defensoria Pública (DPE) tiveram atuação fundamental na concepção de criação da Câmara. O defensor público Thiago Rosas, que acompanhou o processo de criação da CMC, destaca o ineditismo e as inovações trazidas, tanto para o estado quanto para a população. “A Câmara tem uma capacidade de resultado positivo muito grande, tanto para o usuário quanto para a administração pública. Quando media, você economiza tempo e recursos que gastaria num processo judicial, além de conseguir construir soluções inovadoras. Isso porque, no acordo, você pode colocar decisões, desde que legais, que em uma sentença não daria”, frisou.

Na avaliação do procurador do Estado Luís Eduardo Dantas, a Câmara é um projeto inovador na área fundiária, que tem como escopo realmente resolver o problema de uma forma consensual, que agrade ambas as partes. “A PGE entrou no processo de criação desse projeto de mãos dadas com a UGPE, justamente para garantir a segurança jurídica no que estava sendo proposto dentro das comissões de gerenciamento de crise. Agora, damos um passo além, para algo mais formalizado e que vai trazer benefícios para a concepção de política pública implementada pela UGPE”, destacou.

Composição

A criação da Câmara de Mediação e Conciliação passou pela aprovação da PGE. A portaria foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), no dia 7 de dezembro de 2023. A entidade é composta pela UGPE, PGE, Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab), Defensoria Pública, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Fundação Estadual do índio (FEI) e universidades Federal e Estadual do Amazonas (Ufam e UEA).

Além disso, por representantes das empresas contratadas pela UGPE, entidades da administração pública federal, estadual ou municipal e representantes da sociedade civil organizada. 

Segundo a portaria de criação da Câmara, os integrantes de ocupações, entidades e outras partes interessadas, inclusive proprietários de terrenos ou benfeitorias em situação de conflito serão convidados para as sessões, conforme o caso em questão que esteja sendo discutido. A formação da Câmara irá variar de acordo com o que estiver em pauta, dando flexibilidade para que possam ser convocados representantes de órgãos que sejam importantes para somar na mesa de negociação.

Políticas de salvaguarda

A criação da CMC reforça os sistemas de compliance já adotados pela UGPE e as políticas de salvaguarda na área social, previstas nos projetos executados em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), órgão financiador dos programas Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+) e de Saneamento Integrado (Prosai).

“O BID tem salvaguardas sociais que são seguidas, garantindo o direito de ser ouvido, a todos os beneficiários dos programas financiados pelo banco. Assim nasceu o COMCRI e, agora, a Câmara de Mediação e Conciliação, uma evolução nesse processo e que se aplica não somente às parcerias com o banco, mas a todas as ações que executamos”, avalia Marcellus Campêlo.

FOTO: Tiago Corrêa/UGPE