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Governador Wilson Lima sanciona lei que cria Ouvidoria da Mulher do TCE-AM

Ao lado da presidente do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), conselheira Yara Amazônia Lins, em solenidade na sede do Governo, nesta quarta-feira (20/03), o governador Wilson Lima sancionou o projeto de lei nº 92/24, aprovado pela Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), que cria a Ouvidoria da Mulher na Corte de Contas.

A lei deve ser publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nos próximos dias. A criação da Ouvidoria da Mulher foi anunciada pela conselheira Yara Amazônia Lins durante a posse como presidente da Corte de Contas, em dezembro de 2023.

Ela, que novamente faz história sendo a única mulher a presidir a Corte de Contas amazonense, enfatizou a importância de ouvir as mulheres que precisam de apoio. “Criaremos a ouvidoria da mulher para ouvir àquelas que precisam da nossa ajuda no combate à violência e o preconceito”, afirmou a conselheira-presidente do Tribunal, Yara Amazônia Lins.

A Ouvidoria da Mulher foi instituída no TCE-AM em 21 de fevereiro deste ano após a proposta ser aprovada por unanimidade pelos membros do Tribunal Pleno.

“A evolução legislativa trata sobre o combate a todas as formas de desigualdade de gênero e violência contra a mulher. Por isso, faz-se necessária a criação, por Lei, desta Ouvidoria. O objetivo é fomentar políticas públicas efetivas e com o propósito de defender os direitos fundamentais das mulheres”, afirmou a presidente do TCE-AM, conselheira Yara Amazônia Lins, após a votação pela Corte de Contas do Tribunal.

Funcionamento

Após a aprovação pelo TCE, o projeto de lei seguiu para tramitação no Legislativo Estadual, em 27 de fevereiro deste ano. A entrega da minuta do projeto de lei foi feita pela conselheira-presidente e pelo corregedor do Tribunal, conselheiro Josué Cláudio Neto, ao presidente do Legislativo, deputado estadual Roberto Cidade (UB).

“Espero que a Ouvidoria da Mulher no Tribunal de Contas seja um braço que trabalhe bastante a favor das mulheres do nosso Estado e que a gente possa, desde já, pensar num grande ‘pool’ de instituições públicas para colaborar na execução dessas políticas voltadas para os direitos das mulheres”, disse o corregedor do TCE-AM, conselheiro Josué Cláudio Neto.

A recém-criada Ouvidoria da Mulher contará com profissionais capacitados para o atendimento e tratamento das temáticas relacionadas. O setor deve ser composto por uma diretora, duas assessoras e uma assistente. Além de uma Ouvidora, escolhida pela Presidência, para um mandato de dois anos.

Foto: Janailton Falcão / SECOM

MPC debate futuro dos igarapés de Manaus em seminário no TCE-AM

Para estimular o debate público, além de identificar projetos e iniciativas de governança voltadas para a preservação e recuperação dos igarapés de Manaus, o Ministério Público de Contas do Amazonas (MPC-AM) realizou, na manhã desta quarta-feira (20/03), em parceria com o Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), por meio da Escola de Contas Públicas (ECP), o Seminário ‘Igarapés de Manaus – Desafios da Governança e Preservação’.

Durante o evento, que acontece como parte da programação da Semana da Água, ao menos 400 participantes presenciais divididos no auditório da Corte de Contas amazonense e em salas de aulas da ECP puderam acompanhar exposições de autoridades na área ambiental que apresentaram, no formato de painéis, temas como ações institucionais e apresentações de casos específicos.

Ao dar as boas vindas aos presentes, a conselheira-presidente do TCE-AM, Yara Amazônia Lins, destacou a necessidade do debate sobre o assunto no âmbito do poder público. Yara pontuou que há menos de 50 anos, o verde de Manaus era entrecortado pelos fios de prata dos seus igarapés translúcidos, realidade que foi bastante alterada com o passar dos tempos.

“Hoje, não temos nem verde e nem igarapés limpos, uma enorme contradição para uma cidade situada no coração da amazônia. Conclamo a todos os presentes a engajar-se ativamente neste seminário. Que este evento não seja apenas informativo, mas também sensibilizador, despertando a consciência da sociedade e dos gestores públicos para uma questão tão relevante e preocupante”, pontuou a conselheira.

Conforme o diretor-geral da ECP, Alexandre Rivas, a realização do evento leva em conta o que preconizam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), com foco no objetivo 17, que visa fortalecer parcerias e meios de implementação para revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.

“Esse é um encontro que trata da questão de um bem público que são os igarapés de Manaus que para a cidade são importantes não só como parte dos recursos naturais, mas também porque os cursos de água comandam a vida na Amazônia. A sociedade vindo para cá vai contribuir para que exista no mínimo uma discussão do que fazer para preservar os nossos recursos naturais”, disse.

Missão em conjunto com a sociedade

Além de discutir a trajetória do MPC-AM para lidar com questões ambientais no Amazonas, destacando esforços conjuntos com o TCE-AM para promover políticas de gestão de resíduos sólidos e saneamento, o procurador de contas Ruy Marcelo, um dos idealizadores do evento, discorreu também sobre as mudanças no sentido de recuperação e preservação do meio ambiente que são um processo de longo prazo.

“Não dá para a gente mudar a realidade do dia para a noite, ainda mais considerando que há todo um passivo acumulado por quase um século. É preciso uma mudança de cultura, uma maior cobrança do cidadão e é claro, maior eficiência e desempenho do poder público, sem perder de vista que é necessário tempo diante da complexidade, diante do volume de recursos necessários. Tendo isso em vista, o MPC e o TCE têm feito e fará esse acompanhamento, convidando todo cidadão a contribuir conosco, verificando se os planos vão sair do papel, se as obras de novas estações de tratamento de esgoto e as redes serão realmente ampliadas, isso é do interesse geral de todos nós”, concluiu.

Ainda durante o encontro, o presidente da Águas de Manaus, concessionária de águas da capital amazonense, falou sobre as principais ações realizadas pela empresa para incentivar a preservação das fontes hídricas e igarapés da cidade por meio de programas de saneamento.

Como exemplo de ação, a Águas de Manaus montou uma exposição em tamanho real do Beco Nonato, local onde ao menos 900 pessoas que moram em área de palafitas receberam, pela primeira vez, água tratada e acesso ao serviço de esgotamento sanitário. A réplica foi exposta no pátio principal da sede do TCE-AM.

Foto: Joel Arthus

Vereadores discutem 20 Projetos de Lei nesta quarta-feira, 20/03

Os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) discutiram, na manhã desta quarta-feira (20/03), durante Sessão Plenária, 20 Projetos de Lei (PLs). Deste total, cinco foram encaminhados à sanção da Prefeitura de Manaus, dois foram promulgados, outros dois foram deliberados e 11 tiveram os pareceres de comissões votados e avançaram na Casa Legislativa.

Entre as proposituras que tramitaram na CMM, está o PL nº 161/2024, de autoria do Executivo Municipal, que concede o reajuste salarial aos profissionais Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

Conforme com o artigo 1º da matéria, ficam reajustados a partir de 1º de janeiro de 2024 os subsídios dos Assistentes em Saúde, com jornada de quarenta horas semanais, submetidos ao Regime Estatutário, para R$ 2.824,00, equivalente a dois salários mínimos. O PL agora segue à segunda discussão na forma da lei.

Também avançou na CMM o PL nº 407/2023, de autoria do vereador Mitoso (MDB), que torna obrigatória a disponibilidade de intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) nos estabelecimentos de saúde da rede privada de Manaus para o atendimento de pessoas com deficiência auditiva. O projeto seguiu para a 23ª Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Um dos projetos que também foram discutidos foi o PL nº 539/2023, de autoria da Mesa Diretora, que iguala o salário dos funcionários de verba de gabinete ao salário mínimo.

Cinco matérias foram discutidas e seguiram à sanção da Prefeitura de Manaus, como o PL nº 157/2024, de autoria do Executivo Municipal, que tramitou em Regime de Urgência e institui procedimentos de cobrança extrajudicial da Dívida Ativa do Município de Manaus.

De acordo com o artigo 1º da lei, o projeto dispõe sobre procedimentos de cobrança administrativa da dívida ativa tributária e não tributária a ser adotado pela Procuradoria-Geral do Município.

Foto: Mauro Pereira – Dicom/CMM

CPI para investigar semcom conta com assinaturas de oito vereadores

O requerimento que solicita a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom), na Câmara Municipal de Manaus (CMM), já conta com as assinaturas de oito parlamentares. Apresentado pelos vereadores William Alemão (Cidadania), Capitão Carpê (Republicanos) e Rodrigo Guedes (Podemos), o requerimento precisa somar ao menos 14 assinaturas para que a investigação seja instalada.

De acordo com os parlamentares, o objetivo da CPI é apurar denúncia sobre pagamento em dinheiro a um portal de notícias da capital, conforme vídeo divulgado pelo portal Metrópoles no dia 14 de março. As imagens, conforme a publicação, teriam sido gravadas no interior da Semcom, que funciona no mesmo prédio da Prefeitura de Manaus.

Além dos três vereadores que propõem a CPI, já assinaram o requerimento Diego Afonso (União Brasil), Thaysa Lippy (PP), Everton Assis (União Brasil), Lissandro Breval (Avante) e Professora Jacqueline (União Brasil).

“Já temos oito assinaturas para a instalação da CPI, ainda precisamos de mais seis, eu acredito que até a próxima semana já estaremos levando esse documento para ser votado dentro do plenário. A população de Manaus precisa dessas informações concretas, coisa que não foi feita aqui no dia de hoje”, destacou William Alemão, em coletiva de imprensa após a Sessão Plenária desta quarta-feira (20/03).

Na avaliação dos parlamentares, a denúncia feita pelo Portal Metrópoles caracteriza possíveis atos de improbidade administrativa e crimes decorrentes de suposto desvio de verbas públicas, em razão de pagamento em espécie aos possíveis prestadores de serviços.

O secretário da Semcom, Israel Conte, esteve no plenário Adriano Jorge nesta quarta-feira (20/03). Na tribuna, em sessão presidida pelo vereador Caio André (Podemos), o titular da pasta apresentou um laudo pericial feito pela empresa particular “Smart Perícias” e respondeu aos questionamentos dos parlamentares. Israel Conte informou que, conforme atestou a empresa, o vídeo é manipulado.

Capitão Carpê classificou o material apresentado por Israel Conte como “provas rasas”. Ele considerou, ainda, que “as respostas do secretário foram todas tentativas de sair pela tangente, e de falta de compromisso com a verdade”, ressaltando a necessidade da instalação da CPI.

Foto: Mauro Pereira – Dicom/CMM

Titular da Semcom responde sobre repasse de dinheiro no órgão

Nesta quarta-feira (20/03), a Câmara Municipal de Manaus (CMM), recebeu o secretário de Comunicação do município, Israel Conte, para prestar esclarecimentos sobre denúncia veiculada no portal Metrópoles na quinta-feira (14/03). O titular da Semcom respondeu aos questionamentos dos parlamentares a respeito de um vídeo supostamente gravado nas dependências do órgão, que mostra uma pessoa recebendo um pacote contendo dinheiro em espécie.

Na tribuna do plenário Adriano Jorge, em sessão presidida pelo vereador Caio André (Podemos), o secretário apresentou um laudo pericial feito pela empresa particular “Smart Perícias”. Israel Conte informou que, conforme atestou a empresa, o vídeo é manipulado.

“Me coloco à disposição dos presentes vereadores para o esclarecimento da verdade. O laudo pericial apresentado foi feito por uma empresa que há mais de vinte anos presta serviços periciais para todo o Brasil”, afirmou o secretário.

Após a fala de Israel, os parlamentares tiveram a oportunidade de questionar o secretário sobre o vídeo. Para o vereador Rodrigo Guedes (Podemos), a ação da Prefeitura foi suspeita, visto que o correto, segundo ele, seria recorrer primeiramente à polícia, para, assim, ter um laudo oficial.

“Quando o prefeito foi alvo de ‘fake news’ ele, no mesmo dia, foi até a Polícia Federal para prestar queixa sobre o assunto. E agora a Prefeitura vai até uma empresa privada para fazer uma perícia antes mesmo de ir até a polícia. Esse laudo não passa credibilidade, trabalho que poderia ser feito pela polícia e, assim, saberíamos que é inteiramente verídico”, considerou Guedes.

A vereadora Thaysa Lippy (PP) questionou o secretário em relação ao controle de quem entra na Secretaria de Comunicação, indagando se há algum protocolo.

O secretário também foi questionado sobre as imagens de câmeras de segurança da Prefeitura, que poderiam ajudar nas investigações.

“O que a empresa de segurança me passou é que as imagens ficam guardadas por apenas 30 dias no banco de dados. Essa foi a primeira ação que tive, buscar as imagens de quem entra e sai do prédio da Prefeitura, mas infelizmente não temos mais essas imagens”, afirmou Israel Conte.

Ainda no plenário da Casa, o secretário convidou vereadores a o acompanharem no Ministério Público do Amazonas (MPAM) e na Polícia Civil (PC), onde ele afirmou que entregaria o laudo pericial apresentado na CMM, informando, ainda, que solicitaria abertura de investigação sobre o fato.

Foto: Mauro Pereira – Dicom/CMM

Empresa de perícias emite laudo afirmando que não houve entrega de sacola com dinheiro na SEMCOM

A Smart Perícias, empresa paranaense com sede em Maringá, que é considerada a maior empresa de perícias judiciais e extrajudiciais do Brasil, com mais de mil peritos em seus quadros e abrangendo mais de 30 áreas de atuação e especialização na produção de laudos periciais, acaba de divulgar laudo contestando a veracidade da entrega de uma sacola com dinheiro nas dependências da Secretaria Municipal de Comunicação de Manaus (Semcom).

Segundo a notícia divulgada no Blog do Hiel Levy, o documento, há várias manipulações no vídeo divulgado na semana passada.

Com base nas análises técnicas períciais (…) há de se mencionar, que, o vídeo periciado apresenta um claro trabalho de manipulação audiovisual, visto que apresenta edições em pontos muito específicos, quebras de sequência de imagem e som, interrupções nos planos de imagem, bem como interrupções abruptas de áudio, fato verificado a partir da curvatura das ondas sonoras”, diz o documento.

“O vídeo está longe de constituir um plano sequência, descaracterizando-o como evidência de imagem e som de qualquer tipo, não havendo em nenhum momento do sequencial de imagens a entrega da referida sacola pela atendente ao autor do vídeo, não havendo veracidade técnicas e legal no mesmo ao longo de seus 02.23 minutos”, conclui o laudo.

A perícia foi encomendada pela Semcom e será encaminhada por ela ao Ministério Público e à Polícia Civil, para colaborar com as investigações.

Veja o documento, na íntegra:

Foto: Divulgação / Fonte: Blog do Hiel Levy

Aprovada urgência para o plano integrado de combate à violência contra mulheres

Os senadores aprovaram requerimento de urgência para o projeto de lei do plano integrado de combate à violência contra mulheres (PL 501/2019). Com isso, a proposta será incluída na pauta de votações do Plenário do Senado nos próximos dias.

O requerimento de urgência (REQ 15/2024 – CDH) foi apresentado pela senadora Augusta Brito (PT-CE), após aprovação da matéria na Comissão de Direitos Humanos (CDH), onde ela foi a relatora. O projeto já passou também pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). De autoria da então deputada federal Leandre, o PL 501/2019 foi aprovado na Câmara em março de 2022.

O projeto de lei determina que estados, Distrito Federal e municípios deverão criar plano de metas para o enfrentamento integrado da violência contra a mulher, nas três esferas de governo (federal, estadual e municipal). Esses planos de metas deverão conter ações necessárias para a prevenção da violência contra a mulher e a atenção humanizada àquelas que estiverem em situação de violência doméstica, bem como aos seus dependentes. 

As ações deverão ser articuladas entre a Rede Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e a Rede de Atendimento à Mulher em Situação de Violência no município, estado, Distrito Federal ou região.

As redes poderão ser compostas pelos órgãos públicos de segurança, saúde, justiça, assistência social, educação e direitos humanos, além de organizações da sociedade civil. O plano terá validade de dez anos, com atualização obrigatória a cada dois anos.

O projeto também prevê que o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) deverá armazenar informações para auxiliar nas políticas públicas de enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher. 

Fonte: Agência Senado / Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Senado aprova Política Nacional de Economia Circular; texto vai à Câmara

Em votação simbólica, o Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (19/03) um projeto de lei que cria a Política Nacional de Economia Circular, com o objetivo de estimular o uso mais consciente dos recursos e priorizar produtos mais duráveis, recicláveis e renováveis. A proposição (PL 1.874/2022), de autoria da Comissão de Meio Ambiente (CMA), foi aprovada na forma do relatório do senador Jaques Wagner (PT-BA), que apresentou substitutivo por meio de emenda. Agora o texto segue para análise da Câmara dos Deputados.

O projeto foi apresentado pela CMA após uma série de debates do Fórum da Geração Ecológica, realizados no âmbito da própria comissão. Além de estabelecer os objetivos, os princípios e os instrumentos da Política Nacional de Economia Circular, o texto altera a nova Lei de Licitações (Lei 14.133, de 2021), a lei que cria programas de incentivo à pesquisa (Lei 10.332, de 2001), e a lei que instituiu o Fundo Social (Lei 12.351, de 2010).

Segundo o projeto, a economia circular difere da economia linear, caracterizada pela sequência extração-produção-consumo-descarte. Na modalidade circular, a meta é “conservar o valor dos recursos extraídos e produzidos, mantendo-os em circulação por meio de cadeias produtivas integradas”. O modelo prioriza o reaproveitamento de resíduos, o reparo, o reúso e a remanufatura.

O que diz o projeto

A Política Nacional de Economia Circular prevê, entre outros pontos, conscientizar a sociedade sobre o uso dos recursos naturais; estimular a pesquisa e a adoção de soluções em economia circular; e promover a gestão estratégica, o mapeamento e o rastreamento dos estoques e fluxos dos recursos no território nacional. Para atingir seus objetivos, o projeto determina a criação do Fórum Nacional de Economia Circular, com representantes de ministérios, sociedade e empresários. O fórum deverá elaborar planos de ação nacionais e estimular os estados e municípios a criarem instâncias similares.

O projeto também prevê a adoção de compras públicas sustentáveis; o financiamento de pesquisa e a promoção de processos destinados à adoção da circularidade; o estímulo ao direito dos consumidores de repararem seus produtos; a criação de incentivos fiscais; e a conscientização da sociedade quanto à utilização do potencial de vida útil dos produtos.

Substitutivo

O relatório de Jaques Wagner tinha sido previamente aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), acolhendo em substitutivo uma série de emendas oferecidas no colegiado. O senador Rogério Carvalho (PT-SE) teve 14 emendas acatadas, incluindo a previsão de que produtores e fabricantes devem priorizar o uso de fonte de matérias-primas que apliquem métodos de produção regenerativos; o fomento do poder público a programas de colaboração entre fabricantes e produtores a fim de promover a utilização desses métodos; e a destinação de uma porcentagem do rendimento anual do Fundo Social para o desenvolvimento da economia circular.

Outras três emendas apresentadas na comissão foram aceitas pelo relator. Uma delas prevê que a estruturação, regulamentação e implementação dos instrumentos relacionados à economia circular, quando implicarem aumento de despesas, serão sempre antecedidas de análise de impacto regulatório com a participação de representantes dos setores econômicos e seus usuários.

Para Jaques Wagner, o projeto busca gerar um ciclo de produção virtuoso, apoiado na circularidade e na reciclagem de recursos, insumos, produtos e materiais em geral, utilizados em diversas cadeias produtivas. “Corresponde, pois, a um novo modelo de produção, mais responsável e sustentável, em linha convergente com objetivos, metas e pretensões no âmbito do equilíbrio e da preservação do meio ambiente. Trata-se, portanto, de um PL econômico e socialmente meritório”, sustenta o relator.

Fonte: Agência Senado / Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

PEC sobre drogas começa a ser debatida em Plenário

O Senado começou a debater nesta terça-feira (19/03), em Plenário, a PEC sobre drogas. Esta foi a primeira sessão de discussão do texto, que precisa passar por cinco sessões antes da votação em primeiro turno. A PEC 45/2023 inclui na Constituição Federal a determinação de que a posse ou o porte de entorpecentes e drogas ilícitas afins são crimes, independentemente da quantidade. 

A proposta é do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado, e foi apresentada em meio à discussão sobre o tema no Supremo Tribunal Federal (STF). Até agora, cinco ministros votaram pela inconstitucionalidade de enquadrar como crime unicamente o porte de maconha para uso pessoal. Outros três defendem a atual legislação (Lei de Entorpecentes). A Suprema Corte também debate a quantidade que deverá ser considerada de uso pessoal: os valores propostos não ultrapassam 60 gramas. O julgamento está parado após um pedido de vista.

O relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador  Efraim Filho (União-PB), acrescentou ao texto a garantia de que a distinção entre usuário e traficante deve ser respeitada pelo poder público, com penas alternativas à prisão e oferta de tratamento para usuários com dependência química. 

A PEC foi aprovada por ampla maioria na Comissão e Justiça (CCJ). Se aprovada em primeiro turno pelo Plenário, ela ainda precisará passar por três sessões de discussão antes do segundo turno de votação. O quórum para a aprovação é de no mínimo três quintos da composição da Casa, ou seja, 49 senadores. Se aprovada, a PEC será enviada para a Câmara dos Deputados.

Fonte: Agência Senado / Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Plínio pede asfaltamento da BR-319, principal ligação terrestre do Amazonas

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) defendeu, em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (19/03), o urgente asfaltamento da BR-319, principal ligação terrestre entre o Amazonas e o resto do país. Segundo o parlamentar, a rodovia está completamente destruída pelo efeito do tempo e vem sendo sabotada por lobby das Organizações Não Governamentais (ONGs) estrangeiras ao longo dos anos.

“Se depender deles [ONGs], que estão aprofundando, cada vez mais, os nossos contrastes, o contraste com o Brasil. É o que eles desejam, que nós nos separemos do Brasil, ou que eles nos separem do Brasil, como nos separam por não nos permitir o acesso terrestre”.

Plínio destacou que o terceiro maior porto do mundo está sendo construído em Chancay, no Peru, com financiamento chinês. Segundo o senador, já está prevista a construção de um ramal rodoviário para o Acre, que será o primeiro segmento da Rodovia Transoceânica. Para facilitar o escoamento da produção, essa rodovia iria até Rondônia, onde se conectaria com o Rio Madeira. De acordo com Plínio, a ideia é levar a Transoceânica até o Porto do Açu, no Rio de Janeiro.

“Deve-se lembrar que, até chegar lá, a Transoceânica cruzaria o Cerrado e estabeleceria conexões com o maior polo industrial brasileiro, que está na região Sudeste. A rodovia teria tudo para estimular um novo surto de crescimento do Brasil, estimulando todo tipo de exportação. E quem ficaria de fora? Nós amazonenses. […] Observe-se que, pelo traçado da Transoceânica, ela até percorreria um pequeno trecho da Amazônia Legal, do Acre até Mato Grosso. […] Já o Amazonas e parte do Pará, toda Roraima e vários outros trechos da região Norte sobrariam nessa equação. Só existe hoje uma possibilidade de integração dessa parcela do território nacional, que é a BR-319. Por isso eu falo sempre, e continuarei falando sempre, sobre a necessidade urgente de termos essa rodovia asfaltada”.

Fonte: Agência Senado / Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado