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Relator retira de pauta projeto que transfere administração do DPVAT para a Caixa

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 233/23, do Poder Executivo, que reformata o seguro obrigatório de veículos terrestres, mantendo com a Caixa Econômica Federal a gestão do fundo para pagar as indenizações, foi retirado de pauta a pedido do relator, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), e dos líderes.

“Estamos com apresentação de emendas, querendo fazer a análise da melhor forma. Gostaríamos de deixar para quando fôssemos fazer a votação, a apresentação do relatório”, afirmou Zarattini, que tinha apresentado parecer pela aprovação do texto. Alencar Santana (PT-SP), vice-líder do governo, sugeriu a votação do projeto na segunda semana de abril.

Desde 2021, a Caixa opera de forma emergencial o seguro obrigatório após a dissolução do consórcio de seguradoras privadas que administrava o DPVAT, mas os recursos até então arrecadados foram suficientes para pagar os pedidos até novembro do ano passado.

Com a nova regulamentação, será possível voltar a cobrar o seguro obrigatório de todos os proprietários de veículos automotores, e os prêmios serão administrados pela Caixa em um novo fundo do agora denominado Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT).

Fonte: Agência Câmara de Notícias / Foto: Mario Agra / Câmara dos Deputados

Ministro Rui Costa, será ouvido sobre novo PAC e gastos de Itaipu

O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, deverá prestar informações à Comissão de Infraestrutura (CI) em audiência pública agendada para terça-feira (2/4), às 9h. O pedido é para que ele dê esclarecimentos sobre o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e sobre a transparência nos gastos ambientais da estatal Itaipu Binacional. O debate atende a requerimentos dos senadores Confúcio Moura (MDB-RO) e Esperidião Amin (PP-SC).

Originalmente destinado também à oitiva do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, e da então presidente da Caixa Econômica Federal, Rita Serrano [o atual presidente é Carlos Antônio Vieira Fernandes], o requerimento de Confúcio Moura (REQ 74/2023 — CI) demandava um debate mais aprofundado sobre o novo PAC. O senador ressalta que o programa foi lançado em agosto de 2023, envolvendo investimentos de R$ 1,7 trilhão. Confúcio Moura levanta a possibilidade de que, sem a devida fiscalização, as falhas das versões anteriores do PAC poderão se repetir.

“Segundo o Tribunal de Contas da União [TCU], o índice de conclusão das obras do PAC ficou abaixo de 10% na primeira versão do programa (entre 2007 e 2010) e pouco mais de 25% na segunda versão (a partir de 2010). Tal quadro não poderá se repetir nessa nova versão, sobretudo considerando a atual situação fiscal do país”, adverte o senador.

Por sua vez, Esperidião Amin, em seu requerimento (REQ 91/2023 — CI), citou acórdão do TCU que determina à Casa Civil a apresentação de uma proposta de critérios para seleção de investimentos socioambientais e de infraestrutura, a ser apresentada nas negociações com o Paraguai para a revisão do Tratado de Itaipu. Ele repercutiu a preocupação do TCU com a elevação de gastos da estatal sem o devido controle.

“Os gastos da Itaipu Binacional com programas de ‘responsabilidade socioambiental’ constituem um verdadeiro orçamento público paralelo, caracterizado pela escassa transparência. Sob a égide do Tratado de Itaipu, a gestão da empresa tem incorporado uma série de despesas não relacionadas ao setor elétrico nas tarifas da energia elétrica compulsoriamente adquirida pelos consumidores brasileiros, sem que haja a possibilidade de fiscalização por qualquer órgão de controle externo”, avalia.

Fonte: Agência Senado / Foto: Caio Coronel/Itaipu

Ministro do Turismo fará balanço da pasta em Comissão do Senado

Na próxima terça-feira (2/4), o ministro do Turismo, Celso Sabino, irá participar de uma audiência pública interativa na Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR). Ele irá apresentar ações e projetos da pasta, além de falar sobre as metas futuras. 

De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as atividades turísticas cresceram 6,9% em 2023. É um valor acima do patamar pré-pandemia. 

De acordo com o balanço já divulgado pelo ministério, Celso Sabino informou que no ano passado o setor bateu um recorde no valor dos gastos de estrangeiros no país, alcançando R$ 34,5 bilhões. Graças ao crescimento, foram criados mais de 214 mil empregos formais. 

Na comparação entre dezembro de 2023 e dezembro de 2022, houve expansão da atividade turística de 1,4%. Em sete estados, houve crescimento dos serviços voltados ao turismo, com destaque para Rio de Janeiro (9,7%), Rio Grande do Sul (8,1%) e São Paulo (3,8%), 

Já no acumulado do ano, dez estados tiveram taxas positivas, especialmente Minas Gerais (15%), Rio de Janeiro (11,5%), Bahia (11,4%), Paraná (10%) e São Paulo (6,5%).

Estímulos

O Ministério do Turismo também lançou programas em 2023 para estimular o brasileiro a viajar mais dentro do país. Um deles foi a parceria entre o governo federal e empresas aéreas chamado “Conheça o Brasil: Voando”. Outro projeto, o “Conheça o Brasil: Realiza”, oferece crédito a correntistas do Banco do Brasil para turismo.

Diante de dificuldades enfrentadas pelas empresas aéreas no Brasil e no exterior, também foi criado um projeto para estimular o turismo interno por meio de um Fundo garantidor para essas companhias. A proposta está sendo discutida entre o ministério e o Congresso Nacional.

A audiência pública foi solicitada pelo próprio ministro por meio de ofício, conforme a Constituição Federal (art. 50, §1º) e o regimento do Senado. A reunião será interativa, transmitida ao vivo e aberta à participação dos interessados por meio do portal e-cidadania, na internet, em senado.leg.br/ecidadania ou pelo telefone da ouvidoria 0800 061 22 11.

Fonte: Agência Senado / Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Comissão recebe ministra da Cultura para balanço das ações da pasta

A Comissão de Educação e Cultura (CE) realiza audiência pública interativa na próxima terça-feira (2/4) com a participação da ministra da Cultura, Margareth Menezes. O requerimento (REQ 10/2024-CE) apresentado pelo senador Flávio Arns (PSB-PR) é para a apresentação de um balanço das atividades do ministério em 2023 e dos desafios para 2024.

Em uma entrevista para o programa A Voz do Brasil, a ministra enfatizou a recriação do Ministério da Cultura (MinC) em 2023, com novos projetos e programas para fomentar o setor cultural. Em 2023 o MinC lançou 19 editais para projetos culturais em diversas áreas, somando R$ 234 milhões.

Ela também destacou a Lei Paulo Gustavo (Lcp 195/2022), aprovada para reaquecer as atividades culturais após a pandemia; e a Política Nacional Aldir Blanc (Pnab), que criou um sistema de repasses continuados da União para estados e municípios. Segundo ela, todos os estados brasileiros e 97% dos municípios já aderiram à política, e o prazo para a execução dos recursos previstos pela Lei Paulo Gustavo, que se encerrava no fim de 2023, foi prorrogado até dezembro de 2024. 

Ela mencionou ainda as destinações para a área cultural do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). De um total de R$ 240 bilhões em recursos públicos federais para os próximos quatro anos, R$1,3 bilhão será destinado ao Ministério da Cultura. 

Sistema Nacional

Como resultado da implementação da Pnab, Margareth Menezes falou sobre a inauguração do Sistema Nacional de Cultura, que deverá receber um investimento direto de R$15 bilhões do governo federal até 2027. 

Ao longo do ano passado, também foram firmados acordos de coprodução televisiva entre Brasil e China e com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Na Índia, a ministra participou de encontro com ministros da Cultura do G20 para troca de políticas culturais.

Fonte: Agência Senado / Foto: Gustavo Bezerra/PT na Câmara

PEC sobre drogas deve ser votada depois do feriado

A proposta de emenda à Constituição sobre drogas deve ser votada em primeiro turno no Plenário do Senado após o feriado da Páscoa. A PEC 45/2023 já passou por três sessões de discussão. Após a quinta sessão, a matéria estará pronta para a primeira votação no Plenário. Depois, haverá mais três sessões de discussão antes da votação em segundo turno. São necessários 49 votos de senadores em cada turno para a matéria ser aprovada e seguir para análise da Câmara dos Deputados.

A PEC sobre drogas foi aprovada por ampla maioria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A proposta foi apresentada pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), atual presidente do Senado e do Congresso, e insere na Constituição Federal a determinação de que a posse ou o porte de entorpecentes e drogas ilícitas afins são crimes, independentemente da quantidade. 

“Acredito que, após o feriado da Semana Santa, nós já tenhamos condição de apreciar, em primeiro turno, a proposta de emenda à Constituição — disse Pacheco na segunda-feira (25/03)”.

O relator da proposta, senador Efraim Filho (União-PB), acrescentou ao texto a garantia de que a distinção entre usuário e traficante deve ser respeitada pelo poder público, com penas alternativas à prisão e oferta de tratamento para usuários com dependência química.  

O texto em análise no Plenário não altera a atual Lei de Entorpecentes (Lei 11.343, de 2006), que já prevê a diferenciação entre traficantes e usuários. Foi esta lei que extinguiu a pena de prisão para usuários no país. O texto da PEC aprovado na CCJ diz: “a lei considerará crime a posse e o porte, independentemente da quantidade, de entorpecentes e drogas afins, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, observada a distinção entre traficante e usuário por todas as circunstâncias fáticas do caso concreto, aplicáveis ao usuário penas alternativas à prisão e tratamento contra dependência”.

Assim, a PEC vai explicitar na Constituição que é crime a posse ou o porte de qualquer quantidade de drogas (como maconha, cocaína, LSD e ecstasy) deixando a cargo da Justiça definir, de acordo com o conjunto de provas, se quem for flagrado com droga responderá por tráfico ou será enquadrado como usuário somente. Se ficar comprovado que tinha em sua posse substância ilícita apenas para uso pessoal, a pessoa será submetida a pena alternativa à prisão e a tratamento contra a dependência química.

Debates

Diversos senadores vem defendendo a aprovação da PEC, como Zequinha Marinho (Podemos-PA), Mecias de Jesus (Republicanos-RR), Plínio Valério (PSDB-AM), Eduardo Girão (Novo-CE), Cleitinho (Republicanos-MG), Jorge Seif (PL-SC) e outros. Em contraponto, a rejeição da proposta vem sendo defendida por outros senadores, como Fabiano Contarato (PT-ES) e Marcelo Castro (MDB-PI).

A primeira sessão de discussão da matéria foi realizada em 19 de março. A segunda sessão de discussão ocorreu no dia seguinte. Na ocasião, Contarato disse que a aprovação da PEC poderá aumentar a criminalização de usuários ou dependentes que sejam pessoas negras de baixa renda.

“Eu não tenho dúvida: o critério que vai definir quem é traficante ou usuário vai ser o local onde [a pessoa] está sendo detida. No caso daquele jovem preto, naquele local, eu não tenho dúvida, o despacho fundamentado de natureza subjetiva vai ser que ele [é] traficante”.

Girão, por sua vez, afirmou que países que descriminalizaram a maconha tiveram aumento do consumo e de crimes, além de fortalecimento do tráfico.

“O Brasil já tem problemas demais. Não precisamos de nenhum tipo de flexibilidade na questão da droga. Droga mata, droga potencializa a esquizofrenia. Só quem tem algum familiar, algum amigo que é viciado sabe da tragédia humana que é a questão das drogas”.

Na mesma sessão, Pacheco rebateu as críticas de que “a intenção do Senado seria a de prender usuário de droga”.

“Isso não tem o menor lastro na verdade, muito ao contrário: a proposta de emenda à Constituição faz uma distinção e [é] obrigação da lei distinguir traficante de usuário, não cabendo pena privativa de liberdade ao usuário, tal como é hoje no artigo 28 da Lei Antidrogas. Para o crime de tráfico de drogas, há pena de 5 a 15 anos; e, para o crime de porte para uso pessoal, desde 2006, não há pena privativa de liberdade. A pena possível é a frequência a cursos, advertência e prestação de serviço à comunidade”.

Em contraponto, Castro disse que a PEC não é necessária e que há o risco de dependentes químicos serem enquadrados como criminosos.

“Tem gente que usa maconha recreativamente. Isso está na intimidade e na privacidade da pessoa. Ela não está causando lesividade a ninguém, não está causando danos a ninguém, não está prejudicando a vida de ninguém. Ela tem o direito, está na Constituição, da sua privacidade. Aí nós vamos dizer, todo mundo que for pego no Brasil com um baseado de maconha é um criminoso? E o doente é um criminoso? O que a sociedade ganha em dizer que um doente, que é dependente de droga, além de ser um doente e dependente de droga, é um criminoso? Eu não acho razoável isso”.

A terceira sessão de discussão foi nesta terça-feira (26). Durante o debate, Seif defendeu as forças policiais das acusações de racismo e disse que liberar pequenas quantidades de drogas sem regulamentar a cadeia de produção como um todo é “pôr a carroça na frente dos bois”.

Efraim citou o grande número de pesquisas de opinião pública que apontam “acima de 70%” de opiniões contrárias à liberação das drogas. Disse que a decisão sobre o assunto não cabe ao Judiciário.

Izalci Lucas (PSDB-DF) avaliou que a descriminalização seria um “desastre” e que os senadores não devem sinalizar a liberação de entorpecentes ou a regulamentação de quantidades. Também citando pesquisas, ele disse que é falsa a impressão de que os policiais civis são contra a PEC e contestou a generalização de que “todos os pretos e pobres são condenados” por drogas.

Damares Alves (Republicanos-DF) classificou a PEC como oportuna e necessária. Ela contou sua experiência com usuários de drogas e opinou que uma eventual descriminalização não contribui para enfrentar o problema dentro das famílias.

Histórico

Em 2015, o plenário do STF deu início ao julgamento de uma ação sobre o porte de drogas para consumo próprio, referente ao artigo 28 da Lei de Entorpecentes, que determina sanções alternativas à prisão para usuários e/ou dependentes de drogas, como medidas educativas, advertência e prestação de serviços comunitários. 

Naquele ano, os ministros Gilmar Mendes, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso votaram pela não criminalização do porte de maconha. Com pedido de vista do então ministro Teori Zavascki, o julgamento foi suspenso e assim ficou por cerca de sete anos.

Em agosto de 2023, o julgamento foi retomado. O ministro Alexandre de Moraes votou pela não criminalização do porte de maconha. A então presidente da Corte, ministra Rosa Weber, também votou pela não criminalização para uso pessoal. Já os ministros Cristiano Zanin, Nunes Marques e André Mendonça votaram pela validade do artigo 28 da Lei de Entorpecentes. 

Até agora, a maioria dos votos propõe critérios de quantidade para a diferenciação entre usuário e traficante. O placar está em 5 a 3 para descriminalizar o porte apenas da maconha para consumo próprio. A Lei 11.343 determina punição com medidas educativas e prestação de serviços à comunidade para quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar, trouxer consigo, semear, cultivar ou colher maconha ou outras drogas “para consumo pessoal”. No placar do STF, os cinco votos são para declarar inconstitucional a criminalização do porte de maconha para uso pessoal. Os outros três votos dos ministros consideram válida a regra da Lei de Entorpecentes.

Com a retomada do julgamento no ano passado, a resposta do Parlamento foi imediata: diversos senadores e deputados passaram a criticar o STF por supostamente invadir competências exclusivas do poder Legislativo. O presidente Rodrigo Pacheco ecoou os sentimentos desses parlamentares. A questão foi debatida em sessão temática no Plenário do Senado dias depois. Em seguida, Pacheco anunciou a apresentação da PEC 45/2023. Não há data definida para a retomada do julgamento no STF. Para os senadores favoráveis à PEC, o julgamento do Supremo pode acabar descriminalizando as drogas no país ao estipular quantidades para diferenciar traficantes de usuários.

Na página da PEC no portal do e-Cidadania, mais de 8,4 mil internautas apoiam a proposta, enquanto mais de 9,3 mil opinam contrariamente a sua aprovação.

A legislação atual (Lei 11.343) teve origem em projeto do Senado de 2002, mas só teve sua aprovação finalizada em 2006, sendo sancionada em agosto daquele ano, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Fonte: Agência Senado / Foto: Pedro França/Agência Senado

Pacheco, ‘melhor avaliação em 21 anos é fruto do trabalho pelo desenvolvimento’

O presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, afirmou, na quarta-feira (27/03), que a avaliação mais positiva em quase 21 anos sobre o trabalho de senadores e deputados federais, divulgada pelo Instituto Datafolha, deve-se principalmente ao fato de que o Parlamento tem entregado marcos legislativos relevantes que proporcionam progresso para o país, “na vida real”, e reconhecidos pelos brasileiros.

O levantamento do Datafolha destacou que a atuação do Congresso Nacional obteve 22% de aprovação, com 53% que veem o trabalho dos parlamentares como regular e 23% dos entrevistados que desaprovam o trabalho dos congressistas. A série histórica do instituto, que afere a percepção sobre o trabalho de legislaturas, é realizada desde 1993.

Pacheco ressaltou ainda que pautas fundamentais para o Brasil continuarão sendo debatidas pelos parlamentares de maneira concreta.

“O Congresso vem trabalhando com muito vigor para entregar à sociedade pautas necessárias ao desenvolvimento do Brasil. Ao contrário de discussões vazias pelas redes sociais, que só servem para ampliar o ódio e passar a falsa impressão de trabalho, o Congresso tem histórico de serviços prestados. São entregas relevantes e concretas, dentro daquilo que verdadeiramente interessa ao Brasil. E a sociedade vem percebendo isso”, destacou.

Como exemplo, o senador citou as aprovações das reformas tributária, trabalhista e política. Além da capitalização da Eletrobrás, da autonomia do Banco Central, de diversas leis na área de energia, da nova Lei de Falências e da nova Lei de Licitações. Ele relembrou ainda de marcos legislativos como o do Saneamento Básico, e a Lei da SAF, Sociedade Anônima do Futebol, fundamental para a recuperação financeira de muitos clubes brasileiros. Pacheco também citou projetos na área de cultura, como as leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc, de combate ao racismo e que promovem igualdade entre mulheres e homens.  

Na ótica do presidente do Senado, os problemas atuais do país, que ainda precisam ser superados, afetam a todos, independentemente de opções políticas ou ideológicas.

“E, acima de tudo, não podemos permitir que uma discussão sobre o combate à fome, ao desemprego, à falta de moradia, de saúde, de educação e de segurança seja colocada como uma questão de extrema-direita ou de extrema-esquerda. O Brasil é um só e os problemas dizem respeito a todos. A sociedade brasileira quer viver em paz, ter oportunidades e evoluir”, frisou Pacheco.

O senador declarou ainda que o Parlamento precisa seguir nesta conduta. “Então, essas são situações que o Congresso vai enfrentar e continuar trabalhando para resolver, pois acredito que seja isso que os brasileiros e as brasileiras esperam do Parlamento”, reforçou.

Fonte: Agência Senado / Foto: Pedro França/Agência Senado

Vereadores discutiram 22 Projetos de Lei durante sessão plenária de quarta-feira

Os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) discutiram, na manhã desta quarta-feira (27/03), durante Sessão Plenária, 22 Projetos de Lei. Deste total, dois foram encaminhados à sanção da Prefeitura de Manaus, um foi promulgado, outros seis foram deliberados e 13 tiveram os pareceres de comissões votados e avançaram na Casa Legislativa.

Entre as quatro proposituras que tramitaram sob regime de urgência na CMM, na sessão desta quarta-feira, está a mensagem nº 015/2024, de autoria do Executivo Municipal, que tem como objetivo incluir três novas Unidades de Saúde da Família (USF) na estrutura organizacional da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

Com a deliberação, a mensagem tomou o nº 186/2024 e seguiu para a análise da 2ª Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).

Reunião Extraordinária

Após o fim da Reunião Ordinária, uma Reunião Extraordinária foi aberta para os vereadores deliberarem a Mensagem nº 18/2024, de autoria do Executivo Municipal.

O documento em questão trata sobre o reajuste da retribuição pecuniária mensal dos servidores da Secretaria Municipal de Educação (Semed). Ainda de acordo com a mensagem, o último reajuste aconteceu no ano de 2014.

Com a deliberação, a mensagem tomou o nº 188/2024 e também seguiu para a análise da CCJR.

Foto: Mauro Pereira – Dicom/CMM

Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM analisa 19 Projetos de Lei em reunião

Na quarta-feira (27/03), 19 Projetos de Lei entraram em pauta e foram debatidos durante a 6ª Reunião Ordinária da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), da Câmara Municipal de Manaus (CMM). Do total, 17 foram aprovados pelos parlamentares presentes, e dois foram retirados de pauta.

Aprovado, o PL nº 278/2023, de autoria do vereador Alonso Oliveira (Avante), estabelece a obrigatoriedade de restaurantes, bares, lanchonetes, hotéis, motéis e estabelecimentos similares disponibilizem cardápio ou menu impresso em todo cidade de Manaus.

Outro PL aprovado, nº 410/2023, do vereador Kennedy Marques, institui a criação de abrigos municipais para animais abandonados em Manaus.

De autoria do vereador Rodrigo Guedes (Podemos), o PL nº 189/2023, que dispõe sobre a inclusão de absorventes higiênicos nas cestas básicas fornecidas pela Prefeitura de Manaus, também foi aprovado.

Durante a reunião outros quatro projetos de autoria do Executivo Municipal entraram na extra pauta. Entre eles, o PL de nº 188/2024, que altera o dispositivo da Lei nº 1879, de 04 de junho de 2014, que reajusta a retribuição pecuniária mensal básica dos servidores da Secretaria Municipal de Educação (Semed), e o anexo I da lei nº 3028, de 11 de abril de 2023, que dispõe sobre as tabelas de gratificações da educação municipal.

Os projetos aprovados seguem para o plenário Adriano Jorge da Casa para discussão e encaminhados para as devidas comissões legislativas.

Foto: Emerson França – Dicom/CMM

Governo do Amazonas sanciona 10 novas leis da aleam

As edições do Diário Oficial do Estado (DOE), dos dias 21 e 22 de março, trouxeram 10 novas leis da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) sancionadas pelo Governo do Amazonas. Entre elas, a legislação sobre combate aos crimes contra a mulher, na internet e a que institui o Largo São Sebastião, como Patrimônio Histórico e Cultural de Natureza Material do Amazonas.

A Lei nº 6.791, de 21 de março de 2024, institui o Dia Estadual de Combate aos Crimes contra a Mulher na Internet. Ela é oriunda do Projeto de Lei nº 781/2023, proposta pelo deputado estadual Wanderley Monteiro (Avante). Desta forma, o dia estadual passa a integrar o Calendário Oficial de Eventos do Estado, sendo comemorado anualmente todo dia 7 de fevereiro.

“A escolha do dia 7 de fevereiro é por conta da data do Safer Internet Day, data internacional que tem o objetivo de sensibilizar a sociedade civil para criar um ambiente virtual mais responsável e seguro. Diante disso, o Dia da Internet Segura, como define a tradução da mobilização, aborda questões on-line emergentes, desde o cyberbullying até as redes sociais e à identidade digital”, explicou o deputado autor.

A Lei nº 6.798, de 22 de março de 2024, declara o Largo São Sebastião como Patrimônio Histórico e Cultural de Natureza Material do Amazonas. A nova legislação é originária do Projeto de Lei nº 995 /2023 do presidente do Poder Legislativo, deputado Roberto Cidade (UB). A intenção da iniciativa, de acordo com Cidade, foi destacar a importância cultural do Largo para o Amazonas. Segundo recorda o parlamentar, o Largo São Sebastião tornou-se o epicentro da vida social e cultural de Manaus durante o auge do ciclo da borracha e isto perdura até os dias atuais.

“O teatro é palco de apresentações de ópera, música clássica e balé, atraindo artistas e intelectuais de todo o mundo. A área ao redor do Largo floresceu com cafés, lojas e hotéis luxuosos, tornando-se um ponto de encontro à sociedade amazonense. Então, a proteção e preservação desse espaço icônico são essenciais para garantir que sua história e influência na cultura local sejam transmitidas às gerações futuras”, afirmou o presidente.

Foto: Danilo Mello

Aleam recebe Relatório Anual de Atividades do Ministério Público do Amazonas

O procurador-geral de Justiça Alberto Rodrigues do Nascimento Júnior, do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), esteve nesta quarta-feira (27/03), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), para realizar a entrega do Relatório Anual de Atividades referentes ao ano de 2023 da instituição. A entrega do documento aconteceu durante a Sessão Ordinária conduzida pelo presidente do Poder Legislativo, deputado Roberto Cidade (UB), e contou com as presenças de deputados, procuradores e promotores de justiça.

Ao anunciar a presença do procurador-geral, o presidente Cidade explicou que a prestação de contas do MP-AM cumpre o rito previsto na Lei Complementar nº 011/1993 e evidencia a transparência da atual gestão na administração do órgão ministerial.

“Venho prestar contas da nossa gestão para a sociedade, já que esta é a Casa do Povo amazonense”, falou o representante do MP-AM, reforçando o compromisso com a transparência nas ações do Ministério Público e apontando como destaque principal a conquista do Selo Diamante, no âmbito do Programa Nacional de Transparência Pública, da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon). No ranking dos 23 Ministérios Públicos Estaduais avaliados, o Amazonas alcançou a 6ª posição, obtendo um índice de transparência de 96,92%.

“Isso retrata a forma austera como o Ministério Público do Amazonas vem cuidando do seu duodécimo, daquilo do que recebe da população, por meio dos impostos, e retribuindo com um trabalho cada vez mais eficaz”, declarou Alberto Rodrigues.

A economia de mais de R$ 5 milhões no orçamento, apontada pelo procurador, demonstra a austeridade fiscal e a saúde financeira da instituição.

A gestão correta dos recursos permitiu que o MP-AM leve não apenas na capital, uma estrutura diferenciada aos promotores, mas especialmente no interior. Segundo Rodrigues, o órgão investiu na aquisição de sedes próprias, reformas de outras e na aquisição de equipamentos, assegurando, desta forma, que os servidores do Ministério Público ofereçam atendimento de qualidade aos amazonenses.

Foto: Hudson Fonseca