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Tragédia no Rio Grande do Sul será tema de sessão de debates

O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (14/5) requerimento para realizar sessão de debates temáticos sobre a tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul (RQS 322/2024), em data a ser agendada.

Em seu requerimento — que foi subscrito pelos líderes partidários —, o senador Paulo Paim (PT-RS) menciona as “cenas de guerra” decorrentes das fortes tempestades que atingem seu estado e saudou a união de esforços dos Poderes da República e dos governos federal, estadual e municipais em torno da assistência às vítimas.

“Neste momento difícil, é essencial que nos guiemos pela solidariedade, compaixão e compromisso com os direitos humanos, visando a reconstrução e a esperança para o povo do Rio Grande do Sul”, ressalta Paim, na justificação do requerimento.

Na discussão da matéria, ele sustentou que o debate é sobre “a questão do clima e do Rio Grande do Sul”. O senador Esperidião Amin (PP-SC) lembrou que o tema da mudança climática já foi assunto de debate no Senado em 2023 e disse esperar a presença do cientista Carlos Afonso Nobre, especialista no tema.

“A participação dele foi muito importante e esclarecedora sobre essa recorrência com mais severidade dos desastres climáticos, que nós estamos vivenciando”, afirmou Esperidião Amin.

A presidente da Comissão de Meio Ambiente (CMA), senadora Leila Barros (PDT-DF), disse esperar um debate “responsável e “sem teor ideológico”, que reúna a comunidade científica.

“Aqueles que há anos estão falando, nos alertando, e não nos debruçamos nesta Casa e não demos a devida atenção”, apontou Leila.

Paim acrescentou que, em reunião nesta quinta-feira (16/5), a Comissão Temporária Externa do Rio Grande do Sul deverá definir a lista de convidados para a sessão temática. Ele espera que o evento possa ser realizado em 27 de maio.

Voto de aplauso

O senador Flávio Arns (PSB-PR) apresentou voto de aplauso à Associação de Micro e Pequenas Empresas do Paraná (Amic), que comemora 40 anos. Arns destacou o pioneirismo da entidade, fundada “quando o conceito de microempresa ainda chegava ao Brasil”, e que tornou-se uma das maiores associações do gênero na América Latina.

“Percebendo a necessidade de modernização nessa área, um grupo de empresários criou a Amic, na época denominada Associação de Microindústrias de Cascavel (PR), que foi a segunda nesse formato no Brasil”, lembrou Arns.

Fonte: Agência Senado

Senado aumenta limite para emissão de títulos da dívida pública no exterior

Foi aprovado nesta terça-feira (14/5), em Plenário, o aumento do montante da emissão e colocação de títulos da dívida pública federal no exterior. O Projeto de Resolução do Senado (PRS) 13/2024), de autoria da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), foi aprovado em votação simbólica, com voto contrário do senador Eduardo Girão (Novo-CE). Agora, ele será promulgado.

O texto, proveniente da MSF 3/2024 da Presidência da República, altera a Resolução do Senado 20/2004, que autorizou a União a executar o Programa de Emissão de Títulos e de Administração de Passivos de Responsabilidade do Tesouro Nacional no Exterior.

Pelo texto do Executivo, o limite previsto na resolução, dos atuais US$ 75 bilhões, passaria a ser de US$ 125 bilhões. O relator, senador Jaques Wagner (PT-BA), no entanto, baixou o limite para US$ 100 bilhões. Para Wagner, esse novo limite é suficiente. Explicou que a alteração precisa ser feita porque o limite atual está perto de ser atingido, já que a quantidade de emissões ultrapassou os US$ 74 bilhões.

“Em segundo lugar, o acesso ao crédito externo é uma importante ferramenta de diversificação e melhora do perfil da dívida pública federal. Em muitas oportunidades, o Tesouro Nacional é capaz de acessar, no mercado externo, taxas de juros mais baixas ou prazos mais longos de financiamento, quando comparados ao mercado interno. A consequência direta disso é a melhor sustentabilidade da dívida pública. Consequentemente, há vários ganhos como a maior estabilidade macroeconômica”, explicou Wagner no seu relatório.

De acordo com a Constituição, compete privativamente ao Senado dispor sobre os limites globais e as condições para as operações de crédito externo da União.

Fonte: Agência Senado

Plínio Valério pede asfaltamento da BR-319

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) destacou em pronunciamento nesta terça-feira (14/5) a importância de finalizar o asfalto da BR-319, principal ligação terrestre entre o Amazonas e o resto do país. A rodovia, que possui trechos precários, é alvo de debates ambientais há mais de 20 anos. O parlamentar pontuou que há previsão de estiagem para esse ano, o que pode deixar o estado isolado por meio do rio.

“A estiagem vai vir. E é pela estrada que a gente recebe, pelos caminhões, pelas carretas, os produtos alimentícios, medicamentos e outros. Se a estrada não estiver trafegável, nós vamos colapsar. Manaus, com 2,2 milhões de habitantes, vai colapsar”, advertiu o parlamentar.

Plínio argumentou que a obra não vai causar desmatamento, pois os 815 quilômetros de extensão já estão traçados e já tiveram asfalto em algum momento. O senador também ressaltou que o Amazonas é o maior estado do Brasil e que a população tem o direito de ir e vir através de suas estradas.

“Se até lá [estiagem] a estrada não estiver trafegável, eu vou responsabilizar, sim, aqueles que nos vigiam dia e noite, aquelas ONGs, observatórios que recebem dinheiro de fundações estrangeiras para manipular dados, falsas pesquisas e alarmar o mundo, alarmar o planeta como verdadeiros trombeteiros do Apocalipse. É o meu papel, é a minha missão, que eu exerço aqui com o maior prazer, defender a necessidade e o direito do meu povo do Amazonas, e a BR-319 é para nós o momento, o início de nossa redenção”.

Fonte: Agência Senado

Aprovada urgência para projeto que institui programa de vacinação em escolas

O Plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (14/5), a urgência para a tramitação do projeto que institui o Programa Nacional de Vacinação em Escolas Públicas (PL 826/2019). O requerimento de urgência (RQS 254/2024) foi apresentado pelos senadores Efraim Filho (União-PB), Eliziane Gama (PSD-MA), Weverton (PDT-MA) e Rodrigo Cunha (Podemos-AL).

De iniciativa do deputado Domingos Sávio (PL-MG), o projeto está na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), sob relatoria do senador Humberto Costa (PT-PE). Com o regime de urgência, a matéria será apreciada diretamente no Plenário.

De acordo com o senador Humberto Costa, a matéria é de extrema importância, pois visa justamente ao aumento da cobertura pelos diferentes imunizantes contemplados no Programa Nacional de Imunização. O senador afirma que não é demais relembrar que as vacinas são instrumentos reconhecidamente eficazes na prevenção e no controle das mais diversas doenças.

Apesar do movimento antivacina, registra o senador, é preciso enfatizar que os imunizantes há muito tempo vêm sendo utilizados com segurança e eficácia, promovendo a erradicação de enfermidades e salvando vidas. Para o senador, que é médico, o projeto vai ampliar a cobertura vacinal e melhorar a qualidade de vida e da saúde da população brasileira.

Fonte: Agência Senado

Acordo adia projeto que prevê planos de adaptação às mudanças do clima

Após intenso debate nesta terça-feira (14/5), o projeto de lei que estabelece regras para a formulação de planos de adaptação às mudanças climáticas (PL 4.129/2021) teve a sua votação adiada e seguiu para análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Requerimento com esse objetivo foi aprovado durante a sessão plenária, após entendimento entre governo e oposição.

O acordo inclui a garantia de votação nesta quarta-feira (15/5) na CCJ e o retorno imediato do projeto ao Plenário do Senado, onde será deliberado no mesmo dia, conforme informação de senadores de ambos os lados.

Apresentado pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), o projeto prevê que o governo federal terá que elaborar um plano nacional de adaptação à mudança do clima em articulação com estados e municípios. Ao pedir mais tempo para debater o texto e apresentar emendas, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) argumentou que não é contrário à proposta, mas que ela poderia ser aperfeiçoada com a garantia de participação do setor privado na formulação dos planos.

“Estou insistindo para colocar o setor privado, para que ele sente à mesa para participar da elaboração. Acho que [assim] o projeto pode ser aprimorado”, disse o senador, que é autor do requerimento aprovado nesta terça.

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), anunciou o acordo após acertar o andamento do projeto com a oposição e com o presidente da CCJ, Davi Alcolumbre (União-AP). O líder da oposição, o senador Rogerio Marinho (PL-RN), celebrou o arranjo.

“A CCJ vai colocar o item amanhã como primeiro da pauta. Nós nos comprometemos a não pedir vista. Ao final da reunião [ da CCJ] estará pronto para voltar ao Plenário”.

Antes do adiamento, a presidente da Comissão de Meio Ambiente (CMA), senadora Leila Barros (PDT-DF), afirmou que o projeto tem que ser votado de forma urgente:

“Trata-se de uma provocação para que estados e municípios comecem a pensar nesses planos. Vamos tirar da gaveta pautas que são fundamentais e tratam com responsabilidade aquilo que o Brasil está sentindo na pele e que nossos irmãos do Sul estão agora sendo vitimados”, disse Leila.

Projeto

Entre as diretrizes previstas no projeto, estão: “o enfrentamento dos efeitos atuais e esperados das alterações climáticas”; e “a criação de instrumentos econômicos, financeiros e socioambientais que permitam a adaptação dos sistemas naturais, humanos, produtivos e de infraestrutura”.

Além disso, as ações de adaptação devem estar ligadas aos planos de redução de emissão dos gases de efeito estufa. A proposta também torna obrigatório o alinhamento dessas estratégias ao Acordo de Paris sob a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, assinado em 1992.

O texto é um substitutivo do relator Alessandro Vieira (MDB-SE). Ele fez algumas mudanças na proposta que vão exigir o retorno do projeto à Câmara dos Deputados.

“Apesar da existência de um Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima, o país carece de uma legislação que estabeleça diretrizes gerais a todos os entes da Federação para a elaboração e revisão de seus planos de adaptação, além de incentivá-los a elaborar e implementar tais planos”, apontou Alessandro no seu substitutivo ( texto alternativo), ao recomendar a sua aprovação.

Fonte: Agência Senado

Aprovado, projeto que limita escolha de foro em processos judiciais vai a sanção

O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (14/5), em votação simbólica, o projeto que restringe os critérios de escolha do lugar de julgamento em processos civis. De acordo com o texto do PL 1803/2023, originado na Câmara dos Deputados e aprovado na forma do relatório do senador Eduardo Gomes (PL-TO), passa a ser obrigatória a relação do local de julgamento com o domicílio das partes ou com o local de pagamento da dívida, entrega de um bem ou prestação de um serviço. O projeto segue para sanção presidencial.

Atualmente, o Código Civil (Lei 10.406, de 2002) prevê que as partes envolvidas em uma ação cível podem escolher o local onde ela será ajuizada, sem nenhuma restrição relativa ao local de residência. O texto propõe alteração de forma a evitar a “compra do fórum”, ou seja, a escolha de um órgão do Poder Judiciário que supostamente seja favorável à demanda, ou que ofereça vantagens, tais como velocidade na tramitação que atenda aos interesses envolvidos, como define o relator.

O relator cita como exemplo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) que, por oferecer soluções rápidas às demandas e ter valores de custas processuais mais baixas do que os tribunais dos estados vizinhos, acaba recebendo muitas ações que não se relacionam com o Distrito Federal. “É uma garantia de que o juízo da causa seja aquele mais apto a conhecer os próprios usos e costumes do local principal da obrigação”, afirma Eduardo no relatório.

O texto propõe que o ajuizamento de ação em juízo aleatório seja considerado prática abusiva. Segundo Eduardo, “o reconhecimento legal da abusividade dá maior segurança jurídica a todos os envolvidos, sem dar margem a decisões porventura conflitantes”. Nesses casos, há a possibilidade de declinação da competência de ofício, isto é, de o órgão recusar o ajuizamento da ação.

Em seu relatório, o senador Eduardo acolheu emenda de redação oferecida pelo senador Jaques Wagner (PT-BA) no sentido de preservar o dispositivo do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078 de 1990) que permite a apresentação, no domicílio do cliente, de ações relacionadas a questões de consumo. Wagner, na justificação da emenda, lembrou que o objetivo da regra é “proteger o consumidor, frequentemente a parte mais vulnerável na relação, facilitando seu acesso à justiça, evitando despesas e deslocamentos desnecessários para outra cidade”.

Fonte: Agência Senado

Senado aprova MP que limita compensações tributárias

Vai à sanção o projeto de conversão decorrente da medida provisória (MP) 1.202/2024, que limita a compensação tributária para créditos oriundos de decisões judiciais transitadas em julgado. A medida, aprovada nesta terça-feira (14/5) pelo Senado, é tida pelo governo como uma forma de aumentar a previsibilidade das receitas da União. 

A MP foi editada em dezembro de 2023 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar do fim da desoneração da folha para 17 setores da economia e para prefeituras. Esses e outros itens, como o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) acabaram sendo excluídos do texto e estão sendo tratados em projetos de lei.

A parte restante da medida, que tratava da compensação tributária, foi mantida como enviada pelo Executivo. A regra afeta contribuintes que, por decisão judicial definitiva, têm direito a receber valores cobrados indevidamente pela União e querem optar por compensar esses valores com débitos tributários futuros.

A MP também busca evitar queda contínua de arrecadação por meio dessas compensações, principalmente após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de que o ICMS não pode ser incluído na base de cálculo do PIS e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

Regras

Pelo texto, essas compensações terão de observar o limite previsto em ato do Ministério da Fazenda. Os limites valem apenas para créditos maiores, acima de R$ 10 milhões. O limite mensal não pode ser inferior a 1/60 do valor total do crédito demonstrado e atualizado na data de entrega do primeiro pedido de compensação.

A portaria com esses limites para a compensação foi editada em janeiro, poucos dias após a MP, com os seguintes valores em créditos e prazos mínimos para a compensação:

  •  R$ 10 milhões a R$ 99 milhões: 12 meses
  •  R$ 100 milhões a R$ 199 milhões: 20 meses
  •  R$ 200 milhões a R$ 299 milhões: 30 meses
  •  R$ 300 milhões a 399 milhões: 40 meses
  •  R$ 400 milhões a R$ 499 milhões: 50 meses
  •  Mais de R$ 500 milhões: 60 meses

De acordo com o relator do texto, deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), as empresas que não desejarem parcelar a compensação podem inscrever a dívida como precatório e receber de uma vez no futuro.

Fonte: Agência Senado

Engenheiro da Braskem se cala e senadores apontam ‘autorresponsabilização’

Após Paulo Roberto Cabral de Melo, engenheiro e responsável técnico pelas minas de exploração de sal-gema, em Maceió, decidir não responder aos questionamentos na CPI da Braskem, os senadores indicaram que ele pode ser apontado pelo relatório da investigação como um dos responsáveis diretos pelo desastre natural. Segundo os senadores, Paulo Roberto era responsável pelos planos de extração do minério e pelo cumprimento das ações de monitoramento das minas. A oitiva do engenheiro aconteceu nesta terça-feira (14/5) e foi conduzida pelo presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM). 

Para os senadores, os depoimentos anteriores realizados na CPI da Braskem e documentos que estão em posse do colegiado, indicam que a exploração de sal-gema em Maceió “não seguia os protocolos de segurança recomendado pela literatura científica e pelos planos de lavra correspondentes”.  O relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), ainda insistiu em obter alguma resposta do depoente, mas não obteve sucesso. 

O senador citou artigo científico de autoria do engenheiro, apresentado em congresso na cidade norte-americana de Houston, sobre os parâmetros corretos e seguros para a exploração de sal-gema. Indicadores que estavam totalmente diferentes do que ocorria na exploração mineral em Maceió. Para o relator, o artigo evidencia que os procedimentos adotados na capital alagoana estavam errados, e o engenheiro tinha ciência disso:

“Portanto, aqui nós temos já uma autoafirmação acadêmica de vossa senhoria de que o que estava sendo feito na lavra em Maceió estava fora do próprio parâmetro que vossa senhoria considerava o parâmetro adequado para a exploração de sal-gema, naquelas condições, acredito eu, naquelas condições de uma área jovem, geologicamente jovem, de baixa capacidade de resistência para absorver o peso de milhares, de milhões de toneladas sobre uma camada inexistente de sal, ou seja, em cima de um buraco, não é? E o senhor afirma isso no seu artigo”.

No documento, conforme observou o relator, o parâmetro considerado seguro pelo engenheiro era: a distância, ou o diâmetro máximo, entre uma cava de exploração e outra deveria ser de 150 metros. E no plano de aproveitamento econômico da mina da Braskem, em Maceió, o engenheiro dizia que era de 75. 

Rogério Carvalho ainda abordou questionamentos sobre o tempo de atuação da testemunha na empresa e o papel de consultoria que era desempenhado pela agência do próprio depoente e contratada pela Braskem. O senador também quis saber sobre a indicação de monitoramento para averiguar as condições de operação de cada uma das cavas em atividade ou abandonadas e por qual motivo não foram realizados com a periodicidade devida os planos de aproveitamento de mina e omonitoramento pulsonar nas 35 cavas. 

O depoente seguiu sem responder. 

Na avaliação de Rogério Carvalho, a exploração se dava sem nenhum controle de acompanhamento pelos órgãos de controle, demonstrando que a relação entre órgãos e empresa se caracterizava como se fosse “quase um conluio”:

“A gente percebe claramente que havia tanto uma conivência dos órgãos de fiscalização, que é importante chamar atenção. Nessa área de mineração, os órgãos de fiscalização são bastante coniventes com as empresas mineradoras. [Também é perceptível] que vossa senhoria não se importava em comunicar. Era como se comunicar ou não não fosse mudar a condição e a liberdade para continuar explorando sal-gema no subsolo de Maceió. Então, mais uma vez fica claro que esta atividade se dava sem nenhum tipo de controle efetivo”. 

Relatórios e estudos 

Rogério Carvalho ainda quis saber sobre a contratação da consultoria do depoente para realizar estudos de mecânica de rocha, elaborado pelo engenheiro Alvaro Maia, com o objetivo de verificar a condição de exploração das minas e evitar efeitos danosos. Para o relator, esses estudos serviram para desacredita o relatório do Serviço Geológico do Brasil (SGB):  

“O senhor teve participação na contratação de empresas e de profissionais para contestar laudos feitos pelo DNPM [Departamento Nacional de Produção Mineral] e SGB [Serviço Geológico do Brasil], o senhor assume 100% das responsabilidades como se todo o poder e toda transferência de poder de operação da mina estivesse sob sua responsabilidade. Assim o senhor se auto descreve no momento em que dá o depoimento assumindo para si todas as responsabilidades. O pior é que essas responsabilidades, por mais que pareçam banais ou insignificantes para o senhor, que aqui fica calado, para 60 mil pessoas significou a mudança radical da vida delas. Para 15 mil famílias tem sido uma mudança radical na existência da vida delas e dos seus descendentes”. 

Os senadores Omar Aziz e Rodrigo Cunha (Podemos-AL) lamentaram o silêncio do depoente. Na opinião deles, o engenheiro deixa de colaborar para que novos desastres como o que aconteceu em Maceió voltem a ocorrer. 

“O senhor, tendo a oportunidade para contribuir para que se encontre a verdade, para que se encontre a transparência, para saber onde foi o erro, se foi uma omissão, se foi dolo, se houve má fé, imprudência, imperícia, o senhor aqui, com a capacidade pela atitude técnica e a função que exercia durante 30 anos na Braskem, pode esclarecer. Mas o senhor ficando calado o senhor pode aqui se colocar como cúmplice dessa situação”, ressaltou Rodrigo Cunha. 

Habeas Corpus

Paulo Roberto Cabral de Melo é engenheiro e responsável técnico pelas minas da Braskem, foi gerente-geral da planta de mineração da Salgema Mineração Ltda (hoje Braskem), em Maceió, de 1976 a 1997. Ele atuou ainda como consultor para a Braskem por meio de sua empresa Consalt Consultoria Mineral Ltda, onde atualmente é sócio-diretor. 

O engenheiro foi beneficiado com um habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O instituto obrigava o comparecimento do convidado à CPI, mas com o direito de permanecer em silêncio nas perguntas que pudessem incriminá-lo. 

Em sua breve fala inicial na CPI, ele alegou que não responderia aos questionamentos porque está respondendo a inquérito policial, o qual é considerado investigado. Ainda citou as ações da Polícia Federal de busca e apreensão em sua residência, além da quebra dos sigilos fiscal, bancário, telemático e telefônico, em períodos que variam de 48 anos a 19 anos:

“Por esses motivos, por orientação da minha advogada, que me assiste, que está presente, eu não devo responder às perguntas relativas a minha atividade na Braskem ou denominações anteriores da empresa, apesar de respeitar o trabalho dessa CPI e de todos os senadores aqui presentes. Pela minha posição jurídica nesses procedimentos não poderei falar”.

Fonte: Agência Senado

Vereadores cobram melhorias para a saúde e infraestrutura da capital nesta terça-feira, 14/05

Durante Sessão Plenária desta terça-feira (14/05), os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) cobraram melhorias para a área de saúde e de infraestrutura da capital.

O primeiro inscrito no Grande Expediente foi o vereador Capitão Carpê (PL). O parlamentar cobrou a reconstrução da Unidade Básica de Saúde (UBS) S-10, que fica localizada na rua Emílio Moreira, no Centro de Manaus. De acordo com o vereador, o Executivo Municipal prometeu entregar a UBS reformada até março deste ano.

“Foi prometido para março, estamos em maio e nada. O local está abandonado e está um caos. Foi demolido e não reconstruíram, e como fica o atendimento das pessoas que precisam desse serviço?”, questionou o parlamentar.

Carpê concedeu aparte ao vereador Elissandro Bessa (PSB), que avaliou como inexplicável a demolição da unidade de saúde.

“As casas de saúde foram criadas para aproximar o povo dos médicos. Então não tem explicação você demolir uma casa de saúde e não reconstruir nada no local. Isso é dinheiro público que está no chão. Vamos cobrar e o povo quer respostas”, complementou.

Outro assunto que foi abordado durante o Grande Expediente foi a situação das áreas de risco em Manaus.

O vereador William Alemão (Cidadania) relembrou o deslizamento de terra que matou oito pessoas na Comunidade Pinto D´Água, bairro Jorge Teixeira, zona leste da capital, em março de 2023.

“Há um ano e dois meses houve aquela catástrofe na avenida Topázio, e depois desse tempo todo, não existe uma previsão de obra. A população não tem uma resposta e não tem uma melhora”, cobrou o vereador.

O vereador Lissandro Breval (Progressistas), afirmou que o Executivo Municipal não trata os problemas classificados como sérios com prioridade.

“Sobre as obras, falta a gestão pública tratar o problema como prioridade. A gestão municipal não faz isso. Quando anuncia a reforma de um parque, o Terminal 4 está nas escuras. Esse é um exemplo simples do que a administração atual opera na cidade”, comentou.

Foto: Mauro Pereira – Dicom/CMM

Parlamentares amazonenses unem vozes contra abuso sexual infantil e destacam outras questões regionais

Na tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), durante a Sessão Ordinária, desta terça-feira (14/5), as deputadas Alessandra Campelo (Podemos) e Débora Menezes (PL) relataram o grave caso de abuso sexual de um bebê ocorrido em Tapauá (distante a 449 quilômetros de Manaus). Em um plenário marcado por diversas pautas, o deputado Rozenha (PMB) alertou para os problemas logísticos iminentes devido à seca no Paraná do Ramos. O deputado Carlinhos Bessa (PV) anunciou a emissão de cédulas de identidade para estudantes de Tefé (distante a 522 quilômetros), e a deputada Dra. Mayara (Republicanos) convocou a sociedade para apoiar a Campanha de Doação de Leite Materno, visando reduzir a mortalidade infantil.

Segundo Alessandra Campelo, o acusado de estupro do bebê, em Tapauá, é o padrasto da mãe da criança e a Polícia Civil tomou as providências. A parlamentar parabenizou a delegada do município pela condução do caso. No seu pronunciamento, Campelo alertou que os números de casos de violência tanto de mulheres quanto de crianças e adolescentes aumentaram, mas avaliou que isso pode ser reflexo do aumento das denúncias. Ela falou, ainda, da importância de mais parlamentares se envolverem no combate à importunação e exploração sexual de crianças e adolescentes, citando o envolvimento da deputada Débora Menezes.

Campelo, que é presidente da Procuradoria da Mulher da Aleam, informou que solicitou ao Governo do Estado que a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) e a Delegacia da Mulher voltem com os plantões presenciais.

No mesmo tema, a deputada Débora Menezes enfatizou a necessidade de apoio e denúncia para proteger as crianças e adolescentes. “Nós precisamos dar apoio para que essas crianças sejam protegidas e recebam o tratamento que precisam. A gente não pode normalizar essas situações e as pessoas precisam entender que o mais importante é denunciar”, apelou a parlamentar, que é membro da Procuradoria da Mulher da Aleam.

Dragagem

A necessidade de drenagem na entrada do Paraná do Ramos, braço do rio Amazonas, na região da cidade de Parintins (distante 369 quilômetros de Manaus), por conta da provável seca prevista para este ano foi o assunto do deputado Rozenha (PMB), durante a Sessão Ordinária.

“Sem o aprofundamento do calado do Paraná do Ramos, se tivermos essa seca prevista, teremos um grave problema logístico nas cidades de Barreirinha, Boa Vista do Ramos e Maués”, alertou.

O calado é a profundidade em que as embarcações podem ficar submersas na água, quando carregadas.

Identidade

O deputado Carlinhos Bessa (PV) informou que, após requerimento enviado ao Governo do Estado, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) encaminhará 500 cédulas de identidade ao município de Tefé para atendimento de estudantes do ensino médio, que farão as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

“Trago essa boa notícia ao povo tefeense e aproveito a oportunidade para anunciar que oficiei ao governador Wilson Lima para que o governo comece a recuperação da estrada da Agrovila na cidade”, disse.

Aleitamento

Ainda durante a Sessão Plenária, a deputada Dra. Mayara Pinheiro Reis (Republicanos) conclamou a sociedade amazonense a apoiar a Campanha de Doação do Leite Materno.

“Precisamos abraçar a causa, pois o leite reduz em 13% a mortalidade neonatal, principalmente dos prematuros. Ano passado, houve um aumento de 8% nas doações e esse ano queremos aumentar ainda mais e conseguir reduzir a mortalidade infantil”, conclamou.

Foto: Danilo Mello