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STF retoma julgamento sobre descriminalização de maconha

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta terça-feira (25/6) o julgamento sobre a descriminalização do porte de maconha para uso pessoal. A sessão está prevista para começar às 14h. Até o momento, a Corte tem placar de 5 votos a 4 a favor da descriminalização.

Faltam os votos dos ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia. A maioria favorável à descriminalização será formada com seis votos.

Pela manifestação dos ministros que já votaram, o porte de maconha continua como comportamento ilícito, mas as punições definidas contra os usuários passam a ter natureza administrativa e não criminal. Dessa forma, deixam de valer a possibilidade de registro de reincidência penal e de cumprimento de prestação de serviços comunitários.

A Corte também vai definir a quantidade de maconha que deve caracterizar uso pessoal, e não tráfico de drogas. A medida deve ficar entre 25 e 60 gramas ou seis plantas fêmeas de cannabis.

Lei de Drogas

O Supremo retoma o julgamento da constitucionalidade do Artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006). Para diferenciar usuários e traficantes, a norma prevê penas alternativas de prestação de serviços à comunidade, advertência sobre os efeitos das drogas e comparecimento obrigatório a curso educativo para quem adquirir, transportar ou portar drogas para consumo pessoal.

A lei deixou de prever a pena de prisão, mas manteve a criminalização. Dessa forma, usuários de drogas ainda são alvos de inquérito, assinatura de termos circunstanciado e processos judiciais que buscam o cumprimento das penas alternativas.

Não é legalização

Em sessão realizada na quinta-feira (20/6), o presidente do Supremo, ministro Luís Roberto Barroso, ressaltou que a Corte não está decidindo sobre a legalização da maconha.

Barroso afirmou que os votos já proferidos pelos ministros mantêm o porte como comportamento ilícito, mas entendem que as medidas definidas contra os usuários passam a ter natureza administrativa. 

“Que fique esclarecido a toda a população que o consumo de maconha continua a ser considerado ilícito porque essa é a vontade do legislador”, afirmou.

Votos

O julgamento começou em 2015, quando o relator, ministro Gilmar Mendes, votou pela descriminalização do porte de qualquer tipo de droga. No entanto, após os votos que foram proferidos pelos demais ministros, Mendes restringiu a liberação somente para a maconha, com fixação de medidas para diferenciar consumo próprio e tráfico de drogas.

No mesmo ano, votou pela descriminalização somente do porte de maconha, deixando para o Congresso a fixação dos parâmetros.

Em seguida, Luís Roberto Barroso entendeu que a posse de 25 gramas não caracteriza tráfico ou o cultivo de seis plantas fêmeas de cannabis.

Após pedidos de vista que suspenderam o julgamento em agosto do ano passado, o ministro Alexandre de Moraes propôs a quantia de 60 gramas ou seis plantas fêmeas. A descriminalização também foi aceita pelo voto da ministra Rosa Weber, que está aposentada.

Em março deste ano, os ministros Cristiano Zanin, André Mendonça e Nunes Marques defenderam a fixação de uma quantidade para diferenciar usuários e traficantes, mas mantiveram a conduta criminalizada, conforme a Lei de Drogas. Novamente, o julgamento foi suspenso, por um pedido de vista do ministro Dias Toffoli.

Na semana passada, o julgamento foi retomado com o voto de Toffoli, que abriu uma terceira via. Para o ministro, a Lei de Drogas é constitucional porque a norma já descriminalizou o porte. No entanto, ele sugeriu dar prazo para o Congresso definir a quantidade que diferencia usuário e traficante.

Fonte: Agência Brasil

Ação contra acusados do assassinato de Marielle começa a tramitar

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou na segunda-feira (24/6) que os acusados de participar do assassinato da vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, em 2018, apresentem defesa prévia no prazo de cinco dias. 

A decisão marca o início da tramitação da ação penal aberta na semana passada contra os irmãos Brazão e outros acusados pelo crime. Não há data definida para o julgamento final, que decidirá pela condenação ou absolvição dos réus.

Na terça-feira (18/6), o Supremo transformou em réus o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Brazão, o irmão dele, Chiquinho Brazão, deputado federal (sem Partido-RJ), o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa e o major da Policia Militar Ronald Paulo de Alves Pereira. Todos estão presos.

Moraes também determinou que os réus serão ouvidos somente no fim do processo. Durante a instrução, os advogados poderão apresentar todos os argumentos que entenderem pertinentes para a defesa, além de arrolarem testemunhas de defesa e indicar provas benéficas aos acusados. O ministro decidiu ainda que depoimentos de testemunhas meramente abonadoras serão aceitos somente por escrito.

A ação penal vai tramitar com o número 2.434.

Durante o julgamento que transformou os acusados em réus, as defesas se pronunciaram e rejeitaram as acusações de participação no homicídio da vereadora.

Fonte: Agência Brasil

Relator diz que Tesouro pode alterar metas da dívida pública na LDO

O relator do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2025, senador Confúcio Moura (MDB-RO), disse na segunda-feira (24/6) que o Tesouro Nacional poderá mudar as metas para a dívida pública no texto. Apesar disso, o compromisso com a meta de déficit primário zero no próximo ano está mantido.

Ele reuniu-se nesta tarde com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para discutir possíveis alterações no projeto, enviado em abril ao Congresso Nacional. Na versão original, o projeto prevê que a Dívida Bruta do Governo Geral encerrará o próximo ano em 77,9% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas), subindo para 79,1% em 2026 e 79,7% em 2027.

Segundo Confúcio, a equipe econômica pode aumentar as estimativas para a dívida pública por causa da interrupção da queda da Taxa Selic (juros básicos da economia). Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central (BC) manteve a taxa em 10,5% ao ano e indicou que não mudará os juros até o fim de 2024.

“É possível que o secretário do Tesouro [Rogério Ceron] envie sim, algumas alterações de metas de acordo com essa rigidez das taxas de juros. Tudo é feito em cima de projeções. Um apanhado de dados que o governo tem para poder estabelecer esses parâmetros de dívida pública, de crescimento econômico. Isso [meta fiscal zero] a lei do arcabouço fiscal mantém intacto”, afirmou. “A diferença é a dívida pública. Quando o juro está alto, a dívida pública se mantém rígida, se mantém alta”, acrescentou o senador.

Alternativa

Confúcio reuniu-se com Haddad para debater opções para perseguir a meta de déficit primário zero caso as receitas da União caiam no próximo ano. Apesar de a arrecadação dos últimos meses atingir recordes e superar as previsões, o desempenho deve-se principalmente à tributação do estoque de fundos exclusivos acumulados até o fim do ano passado. Não há garantias de que essas receitas extras se repetirão em 2025.

Segundo o senador, Haddad disse que a alternativa em caso de queda nas receitas do governo federal será o contingenciamento (bloqueio temporário) de gastos. “Nós tratamos como faz se houver uma frustração de receitas. Ele falou que o único instrumento seria o contingenciamento de recursos para ir ajustando as despesas, liberando gradativamente de acordo com as necessidades dos ministérios. O contingenciamento é arbítrio do próprio governo”, disse o relator.

Desvinculações

O parlamentar também discutiu com Haddad a possibilidade de desvincular receitas para dar mais flexibilidade ao Orçamento. Confúcio, no entanto, ressaltou que a decisão caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Isso é um assunto de governo posteriormente, uma grande negociação política entre as casas legislativas, para que possa, ao decorrer do tempo, ir mudando gradativamente. Falamos que, por ser um assunto político que tem que ser mensurado pelo presidente, se seria hora de um confronto, de trabalhar isso”, acrescentou.

Por meio da Desvinculação das Receitas da União (DRU), recursos vinculados a uma finalidade ou programa podem ser usados para qualquer despesa do governo, inclusive para cumprir a meta de resultado primário. A Emenda Constitucional da Transição, aprovada no fim de 2022, adiou a vigência da desvinculação de até 30% das receitas da União para o fim deste ano. Caso o governo queira prorrogar o mecanismo, o Congresso precisará aprovar uma proposta de emenda à Constituição. A DRU existe desde o fim dos anos 1990.

Emendas parlamentares

Em relação às emendas parlamentares, o senador defendeu a manutenção do valor em torno de R$ 50 bilhões por ano. “O bom senso aponta que não se deve aumentar além disso de jeito nenhum porque as contas públicas estão em xeque”, declarou.

“Não há uma fartura de recurso, as vinculações são grandes, as despesas obrigatórias cada vez mais arrochando o governo. Os recursos discricionários cada vez menores. Então, com isso, o bom senso do Congresso Nacional tem que se falar mais alto. Então, eu creio que não deve ficar nesse valor mesmo, de se discutir um pouco mais ou menos”, acrescentou o relator.

No início do ano, o presidente Lula vetou R$ 5,6 bilhões em emendas das comissões permanentes da Câmara e do Senado. O Congresso derrubou parcialmente o veto, recompondo as emendas em R$ 4,2 bilhões e elevando o total das emendas para R$ 52 bilhões neste ano.

Fonte: Agência Brasil

Vereadores querem barrar taxa de água em imóveis fechados, ou por solicitação de proprietários

Durante a Sessão Plenária de segunda-feira (24/06), os vereadores aprovaram o parecer favorável da 3ª Comissão ao Projeto de Lei nº 258/2022. A matéria, de propositura do vereador Eduardo Alfaia (Avante), garante ao consumidor o direito à suspensão do serviço de abastecimento de água por tempo indeterminado.

De acordo com a matéria, o objetivo é garantir o direito à suspensão, entendendo que o consumidor não precisa pagar por um serviço que não foi ou irá ser utilizado por determinado período.

O consumidor que almeja solicitar a suspensão não deve possuir pendências financeiras com a concessionária. O PL complementa, ainda, que apenas o titular ou representante legal, munido de procuração autenticada em cartório, poderá solicitar o pedido de suspensão.

A matéria teve o parecer aprovado e agora segue para análise da 19ª Comissão de Defesa do Consumidor.

Foto: Reprodução

CMM discute PL que obriga escolas municipais a terem bombeiros civis

Na segunda-feira (24/06), os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) deliberaram o Projeto de Lei (PL) número 192 /2023, de autoria da vereadora Yomara Lins (Podemos) que dispõe sobre a garantia de bombeiro civil em cada unidade da rede pública e privada de ensino, no município de Manaus. A propositura seguiu para a 3ª Comissão de Finanças, Economia e Orçamento da CMM.

“Fica garantida, no município de Manaus, a disponibilização de bombeiro civil em cada unidade da rede pública e privada de ensino para realizar atendimentos e/ou atividades necessárias em sua área de competência. O bombeiro civil deverá, além de orientar os professores e demais integrantes do quadro de servidores acerca do combate a incêndios, da captura de animais peçonhentos, dentre outros serviços”, destaca o texto do projeto.

De acordo com a autora do PL, o objetivo é disseminar a cultura de prevenção e autoproteção e contribuir para a formação de cidadãos mais conscientes, informando os alunos da rede municipal de ensino sobre prevenção de acidentes, além de estabelecer vínculos entre as crianças e o Corpo de Bombeiros, aproximando-os da rotina e das atividades executadas pelos Bombeiros na cidade.

O texto do projeto destaca, ainda, que o bombeiro civil deverá estar apto e regularizado, seguindo uma escala de trinta e seis horas semanais.

Foto: Mauro Pereira – Dicom/CMM

Avança projeto que obriga instalação de câmeras em ônibus escolares

Durante a Sessão Plenária de segunda-feira (24/06), os vereadores da CMM aprovaram o parecer favorável da 8ª Comissão de Transporte, Mobilidade Urbana e Acessibilidade, que trata sobre o Projeto de Lei 402/2021 de autoria do vereador Marcel Alexandre (PL). A matéria em questão obriga a instalação de câmeras de vídeos em ônibus escolares.

Segundo o parlamentar, o PL tem como objetivo proteger crianças e adolescentes da prática de abuso e violência. Ainda de acordo com o autor, as imagens geradas pelas câmeras deverão ficar armazenadas por pelo menos 180 dias. A matéria foi aprovada em 1ª discussão e seguiu para as comissões técnicas em razão de emenda.

Ordem do Dia 

Com a inversão de pauta aprovada pelos vereadores, a CMM debateu 39 Projetos de Leis (PLs) durante a Ordem do Dia desta segunda-feira (24/06). Sete PLs foram deliberados e seguiram para a 2ª Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).

Três projetos tiveram os vetos mantidos, e outros 25 tiveram os pareceres aprovados e seguiram para análise das comissões correspondentes.

O Projeto de Lei nº142/2023 de autoria do vereador Marcelo Serafim (PSB), que proíbe venda de medicamentos em mercados, supermercados e estabelecimentos similares foi arquivado.

Além disso, o PL nº 385/2022, de autoria do vereador Kennedy Marques (MDB), que cria o programa “Moeda Verde”, de incentivo à reciclagem, foi aprovado e seguiu para a sanção do Executivo Municipal. Já o Projeto de Decreto Legislativo nº 018/2024, de autoria do vereador Gilmar Nascimento (Avante) foi promulgado. A matéria concede a Medalha de Ouro Cidade Manaus ao advogado especialista em Direito Penal e Processual Penal, Senhor Paulo José Pereira Trindade Junior.

Foto: Mauro Pereira – Dicom/CMM 

Assembleia Legislativa vota Lei de Diretrizes Orçamentárias esta semana

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), votou na última sexta-feira (21/6) o parecer definitivo do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025. Desta forma, o projeto de diretrizes orçamentárias está apto para votação no plenário Ruy Araújo, o que deve ocorrer ainda esta semana, possivelmente na Sessão Ordinária da próxima quarta-feira (26).

“Cabe à LDO, anualmente, enunciar as políticas públicas e respectivas prioridades para o exercício seguinte”, explicou o deputado Adjuto Afonso (UB), presidente da CAE e relator da LDO.

O parlamentar explica ainda que a aprovação do relatório final é a última etapa do rito de tramitação do Projeto de Lei (PL) nº 3654 de 2024, oriundo da Mensagem Governamental (MG) nº 54 de 2024, enviada pelo Poder Executivo e que trata da LDO.

O PL compreende as metas e prioridades da administração pública estadual, estabelece as diretrizes de política fiscal e respectivas metas, em consonância com a trajetória sustentável da dívida pública, orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), dispõe sobre as alterações na legislação tributária e estabelece a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.

Em relação às emendas impositivas apresentadas, Adjuto Afonso esclarece que os deputados apresentaram 33 emendas, que foram rejeitadas, porém foram reunidas para que fossem apresentadas na forma de cinco emendas coletivas.

Afonso destaca ainda que a LDO adota um tom cauteloso, destacando um cenário ainda cercado de incertezas, já que, segundo o Executivo, o Produto Interno Bruto (PIB) amazonense fechou 2023 com crescimento de 1,83%, resultado abaixo do esperado, devido, principalmente, à queda da produção no período da seca.

O ano de 2023 registrou a pior estiagem da história do Estado. Para o ano de 2024, os especialistas projetam também uma seca severa, o que impacta na produção do Polo Industrial de Manaus (PIM), em razão da falta de insumos para a produção nas fábricas, e também no escoamento da produção agrícola dos municípios do interior.

Votação

O Regimento Interno da Aleam prevê que a votação da LDO deva ocorrer até o dia 15 de julho, e a antecipação desta análise foi destacada pelo presidente do Parlamento Estadual, deputado Roberto Cidade (UB).

“Nosso compromisso de dar agilidade a todas as propostas que chegam à Aleam, mais uma vez, se comprova com a votação da LDO”, declarou Cidade, ressaltando que a votação ocorre respeitando todos os prazos e rito de tramitação, destacando que o dia 15 de julho é o prazo final, mas que nada impede que seja votado antes, como deverá ocorrer.

“É esse conjunto de leis e iniciativas previstas na LDO que projetam o crescimento e desenvolvimento do Estado, por isso a importância dessa agilidade que vai refletir em ganhos para a população do nosso estado”, afirmou o deputado presidente.

Foto: Ney Xavier

Avança PL que amplia segurança de alegorias, tripés e guindastes durante a realização de eventos folclóricos

Às vésperas do 57º Festival Folclórico de Parintins, avança nas comissões da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) o Projeto de Lei nº 834/2023, de autoria do deputado estadual Roberto Cidade (UB), presidente do Legislativo Estadual, que amplia a segurança dos brincantes e do público em geral durante a realização de eventos folclóricos no Estado do Amazonas.

Conforme a proposta, deve ser instituída, obrigatoriamente, uma Comissão de Segurança para avaliar alegorias, tripés, guindastes e equipamentos correlatos a serem utilizados pelas agremiações durante a realização dos grandes eventos culturais.

“Nossas representações culturais são belíssimas e precisam sempre prezar pela segurança. Este PL chega para fortalecer uma fiscalização que já ocorre, mas que precisa ser reforçada. Isso é importante tanto para quem faz os nossos festivais folclóricos e culturais quanto para os artistas e para o público que participa das grandes celebrações realizadas pela nossa gente”, afirmou o deputado presidente.

Comissão de Segurança

A Comissão de Segurança instituída deve ser composta por um representante da direção do festival folclórico; do Conselho Regional de Engenharia ou engenheiro filiado ao CREA-AM; um representante do Corpo de Bombeiros; da Polícia Militar; da Secretaria de Cultura local ou Estadual; e de uma Liga ou Associação que represente as agremiações participantes.

Durante a vistoria presencial e emissão de autorização da Comissão de Segurança, serão avaliados os seguintes itens: falhas mecânicas nos equipamentos; risco de incêndio e curto-circuito; instabilidade e danos estruturais; reaproveitamento indevido de materiais; ausência de equipamentos de proteção; quaisquer outros defeitos que possam resultar em morte ou lesão corporal dos membros das agremiações participantes.

Por fim, o parágrafo único estabelece que “é indispensável a emissão de documento autorizativo pela Comissão de Segurança para que as agremiações utilizem as alegorias, tripés, guindastes e equipamentos correlatos em suas apresentações”.

Foto: Reprodução

Data-base das forças de segurança pública tem nova agenda

Nesta segunda-feira (24/6), os representantes dos trabalhadores da segurança pública entregaram um resumo da proposta resultante da última reunião. O deputado Comandante Dan (Podemos), presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), articulador da reunião, considerou o evento como positivo. “Era necessário formalizar o que foi pedido na última reunião, até para tentar dar celeridade ao processo”, afirmou o parlamentar.

A proposta inicialmente apresentada pelo Executivo Estadual era de pagar de imediato a data-base de 2024 e posteriormente discutir as pendências de 2021, 2022 e 2023. As associações representativas da categoria se manifestaram pelo pagamento imediato da data-base de 2023, para até novembro próximo pagar a de 2024. O restante seria discutido numa fase posterior.

O documento formal com a proposta dos trabalhadores da segurança pública foi entregue ao deputado Felipe Souza (PRD), líder do governo na Aleam. Souza se comprometeu em tentar uma resposta rápida do Executivo. Na sequência, as associações representativas da categoria seguiram para entregar uma cópia do documento ao secretário de Segurança Pública, coronel QOPM Vinicius Almeida.

Foto: Divulgação

Amazonas reforça cooperação com Governo Federal para estiagem e desenvolvimento regional

O Governo do Estado reforçou, nesta segunda-feira (24/06), a articulação junto ao Governo Federal para ações cooperadas de desenvolvimento regional, incluindo a questão da BR-319, e o enfrentamento da estiagem deste ano, na 27ª Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo (Condel), da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), realizada em Belém (PA).

O encontro reuniu governantes e representantes de todos os nove estados que compõem a Amazônia Legal. Entre os itens em pauta, foi aprovada a programação dos próximos meses do Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia (PRDA 2024-2027), que será vinculado ao Plano Plurianual (PPA) Federal, no qual constam mais de 40 projetos encaminhados pela gestão Wilson Lima.

Como conselheiro do Condel, o vice-governador defendeu as demandas do Amazonas no PRDA junto ao secretário-executivo do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR), Valder Ribeiro de Moura, que presidiu os debates. Tadeu de Souza reafirmou que o Estado segue disposto a cumprir as condicionantes ambientais para viabilizar a pavimentação do chamado ‘trecho do meio’ da rodovia BR-319.

“Temos, no PPA do governo Lula, projetos prioritários, dentre eles o da recuperação e pavimentação da BR-319, os aeródromos que serão priorizados nos municípios-polos, os aterros licenciados dos municípios da Região Metropolitana de Manaus, entre outros. Portanto, esta é uma oportunidade de intensificar esse processo de aproximação e colaboração com o Governo Federal”, ressaltou o vice-governador.

Além das obras na BR-319, estão previstos no PRDA a implementação do Distrito Agroindustrial de Rio Prevo da Eva (Darpe); o Zoneamento Ecológico-Econômico; e a implantação do Polo Naval do Amazonas. O plano foi encaminhado, no fim do ano passado, como Projeto de Lei do Governo Federal ao Congresso Nacional, onde está em fase de tramitação.

A ideia é que o PRDA seja aplicado em parceria com os Estados e Municípios amazônidas em articulação com diversos ministérios, e deverá abranger a área de atuação da Sudam, autarquia federal vinculada ao MIDR: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão.

Mudanças do clima

Durante as discussões da 27ª reunião do Condel, o secretário-executivo do MIDR, Valder Ribeiro de Moura, afirmou que o Governo Federal está aberto para atuar em conjunto com os estados na prevenção e combate aos impactos da estiagem, que também afeta outros biomas amazônicos como o Pantanal.

“No ano passado, tivemos uma estiagem recorde. Então, é preciso que nós tomemos medidas preventivas para o enfrentamento dessa estiagem de 2024, levando em conta todo o trabalho que a Defesa Civil Nacional, com certeza, vai colocar à disposição de todos os estados brasileiros. Fica essa mensagem a todos os governadores para que estreitem o relacionamento buscando a integração”, declarou. 

Desde janeiro, o Governo do Amazonas tem se preparado para a seca deste ano, que pode ser tão ou mais severa que a de 2023, com um planejamento estratégico que mobiliza cerca de 30 órgãos estaduais. Além disso, estreitou laços com entidades federais na busca de soluções científicas para embasar as políticas de enfrentamento das mudanças do clima.

Além do vice-governador e do secretário-executivo do MIDR, participaram presencialmente da reunião o superintendente da Sudam, Paulo Rocha; o presidente do Banco da Amazônia (Basa), Luiz Cláudio Moreira; os vice-governadores Hanna Ghassan (Pará), Edilson Damião (Roraima), Mailza Assis (Acre); o prefeito de Rio Branco (AC), Tião Bocalom; e outras lideranças da região.

Foto: Ricardo Machado / Secretaria-geral da Vice-governadoria