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Indenizações e dívidas civis devem ser corrigidas pela Selic


A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concluiu na quarta-feira (21/8) o julgamento que estabeleceu a taxa Selic como índice de correção para todas as dívidas civis e indenizações.

A decisão deverá repercutir sobre todas as dívidas de natureza civil reconhecidas pela Justiça, em todo território nacional. Processos de vários tipos podem ser afetados, incluindo os que envolvem multas e condenações por danos morais e materiais.

O caso que motivou o julgamento pelo STJ, por exemplo, diz respeito a uma indenização determinada pela Justiça a ser paga por uma empresa de transportes a uma passageira de ônibus que se machucou durante a viagem. A ordem pelo pagamento foi proferida em 2013, mas até o momento não foi cumprida.

Por 6 votos a 5, os ministros da Corte Especial decidiram que a indenização deve ser corrigida pela Selic. O resultado foi alcançado após intensos debates, sucessivos pedidos de vista (mais tempo de análise) e diferentes questões de ordem suscitadas pelo relator, ministro Luis Felipe Salomão.

Pelo entendimento vencedor, a Selic – taxa básica de juros, definida pelo Banco Central – deve ser aplicada sempre que a indenização não advir de uma relação contratual, em decorrência de um acidente ou dano ambiental, por exemplo. Quando a dívida civil for resultante de um contrato firmado entre as partes, a Selic deve ser aplicada sempre que o próprio contrato não prever algum índice de correção.

O placar final fora alcançado em março, mas o resultado do julgamento só foi declarado agora pela presidente do STJ, ministra Maria Thereza de Assis Moura. A conclusão só foi possível após a Corte Especial afastar uma questão de ordem apresentada por Salomão, em que o relator buscava anular o julgamento devido à ausência, na sessão de março, de dois ministros aptos – Og Fernandes e Francisco Falcão. Na ocasião, com placar de 5 a 5, o julgamento foi concluído com o voto de desempate de Assis Moura.

Nessa quarta (21/8), o próprio Salomão decidiu retirar outras duas questões de ordem que também havia apresentado em março, nas quais colocava dúvidas sobre o método de cálculo para a aplicação da Selic. O relator disse que uma lei publicada em julho resolveu suas ressalvas.

A Lei 14.905/2024 mudou o trecho do Código Civil sobre o tema, estabelecendo como índices oficiais para o juros de mora e a correção monetária das dívidas civis, respectivamente, a Selic e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e considerada a inflação oficial do país.

Ainda no caso dos juros pelo não pagamento da dívida, para calculá-lo deve-se subtrair o IPCA da taxa Selic. Sempre que essa conta for negativa, o juros de mora será zero, definiu a nova legislação. Tal sistemática ainda precisa ser regulada pelo Conselho Monetário Nacional e o Banco Central. Até lá, vigoram as regras estabelecidas pelo STJ.

Votos

Ao final, Salomão ficou derrotado no caso. Ele havia votado para que os juros aplicados às dívidas civis fossem de 1% ao mês mais a correção monetária, a ser calculada de acordo com o índice regulamentado pelo tribunal que julgou o processo. O relator apresentou diversos argumentos contra a adoção da Selic, afirmando por exemplo que essa taxa possui caráter remuneratório, não servindo assim para cumprir o papel punitivo do juros de mora.

Salomão foi acompanhado por pelos ministros Antônio Carlos Ferreira, Humberto Martins, Herman Benjamin e Mauro Campbell Marques.

O voto que prevaleceu foi o do ministro Raul Araújo, que foi seguido por Benedito Gonçalves, João Otávio de Noronha, Maria Isabel Gallotti e Nancy Andrighi. Para essa corrente, a adoção de um juro fixo mensal poderia gerar distorções nos momentos de queda da Selic, pois os juros de mora ficariam mais altos do que o de aplicações financeiras, tornando mais vantajoso, por vezes, deixar de receber uma indenização do que recebê-la.

Fonte: Agência Brasil

Mendonça dá mais 30 dias para renegociação de leniências da Lava Jato

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu mais 30 dias de prazo para que o governo federal, empresas privadas e Ministério Público Federal (MPF) finalizem a repactuação dos termos dos acordos de leniência da Operação Lava Jato.

Mendonça atendeu a pedidos da Advocacia-Geral da União (AGU) e de empresas, algumas em recuperação judicial, que alegaram precisar de mais tempo para estabelecer os cronogramas de pagamento e redigir os termos do novo acordo, diante da alta complexidade das negociações.

O mesmo argumento – a necessidade de se estabelecer um novo cronograma de pagamentos – já havia sido utilizado anteriormente pelas partes envolvidas, em pedido anterior por mais prazo. Dessa vez, a AGU acrescentou que uma greve de servidores da Consultoria-Geral da União atrapalhou os trabalhos.

Em fevereiro deste ano, Mendonça deu prazo de 60 dias para os órgãos públicos e as empresas interessadas renegociarem os termos dos acordos de leniência. Em julho, ele já havia prorrogado esse prazo por 30 dias, medida que agora repete.

“No prazo ora concedido, a Controladoria-Geral da União, a Advocacia-Geral da União e a Procuradoria-Geral da República deverão juntar aos autos os instrumentos de renegociação ou, em caso de insucesso, as respectivas informações e justificativas”, escreveu Mendonça na mais recente decisão, assinada nessa quarta-feira (21/8).

Ao final do novo prazo de 30 dias, Mendonça determinou que os autos do processo sejam devolvidos ao seu gabinete, “com ou sem manifestação” dos órgãos competentes. Até lá, seguem suspensas as obrigações das empresas previstos no acordo de leniência anterior.

No pedido que fez na semana passada por mais tempo, o advogado-geral da União, Jorge Messias, disse que não haverá novo pedido de prorrogação do prazo. “Da parte da União, é o último pedido. Não haverá mais prorrogação. Quem firmar conosco o acordo, nós encaminharemos ao Supremo. Quem não firmar, infelizmente, nós daremos por concluída a negociação”, afirmou.

Entenda

Pelos acordos de leniência, as empresas concordam em ressarcir o erário e colaborar com investigações. Em troca, podem continuar a firmar contratos com a administração pública.

Diversas empresas dos ramos de petróleo, gás, tecnologia e construção civil fecharam acordos de leniência com o governo, durante o auge das investigações da Lava Jato. Anos depois, contudo, algumas dessas companhias alegaram não ter como honrar os pagamentos. Parte delas encontra-se em recuperação judicial.

Relator do tema no Supremo, Mendonça concedeu os pedidos para que os acordos fossem renegociados. O ministro tomou a decisão depois que os partidos Psol, PCdoB e Solidariedade ingressaram com uma ação de descumprimento de preceito fundamental no Supremo, a ADPF 1051, alegando ilegalidades nas negociações anteriores.

As novas cláusulas propostas pela Controladoria-Geral da União (CGU) e a AGU devem levar em conta a capacidade de pagamento das empresas. O Ministério Público Federal (MPF) também participa das renegociações, por meio da Procuradoria-Geral da República (PGR), e deve concordar com os novos termos.

Além de diversas companhias menores, ao menos seis grandes empreiteiras participam das renegociações – Nova Engevix, UTC, Andrade Gutierrez, Novonor (antiga Odebrecht), Camargo Correa e Metha/Coesa (antiga OAS). Segundo relato da AGU, já houve “a aceitação pelas empresas da oferta final”.

Pela proposta já em andamento, as empresas podem ficar isentas de multa moratória sobre as parcelas vencidas, ter isenção de juros moratórios sobre o saldo devedor até 31 de maio deste ano e utilizar créditos de prejuízo fiscal para abater a dívida.

Os descontos não poderão passar de 50% do saldo devedor. O valor atualizado da dívida das companhias com o governo é R$ 11,8 bilhões, segundo cálculos da CGU.

Fonte: Agência Brasil

Roberto Cidade reforça implantação do Auxílio Municipal Permanente durante caminhada na zona Sul de Manaus

O candidato a prefeito de Manaus deputado Roberto Cidade (União Brasil) reuniu apoiadores da sua candidatura durante uma caminhada na zona Sul de Manaus, na tarde desta quinta-feira (22/8), e reforçou a implantação do Auxílio Municipal Permanente para 50 mil pessoas. A mobilização ocorreu no bairro de Petrópolis e teve início na Rua Leopoldo Carpinteiro Peres.

“O atual prefeito acabou com o auxílio manauara e nós vamos fazer diferente. No primeiro dia de gestão, vamos encaminhar para a Câmara Municipal de Manaus um Projeto de Lei para criar o Auxílio Municipal permanente no valor de R$ 150 para 50 mil famílias. Nós vamos dar nossa contribuição social para amenizar a fome da população”, disse Roberto Cidade, ao também reforçar investimentos que sua gestão vai fazer na saúde da capital.

O Auxílio faz parte do Plano de Governo do candidato para combater a insegurança alimentar. “Cento e cinquenta reais vai fazer uma diferença enorme, principalmente para aquelas pessoas que têm menos de um salário mínimo para viver durante o mês. Vai ajudar muito, principalmente mulheres solteiras, que são mães solos. Para quem não tem nada, 150 reais já consegue salvar até o mês, dependendo da pessoa”, afirmou o autônomo Marcos Antônio, 24, morador da rua Bento Brasil, em Petrópolis.

Com mais de 48 mil habitantes, Petrópolis possui intensa atividade comercial, como
padarias, loterias, farmácias, mercadinhos, sorveterias, lojas de eletrodomésticos, construção civil, entre outros. Apesar dessa forte movimentação, moradores relatam o abandono da atual administração com relação a infraestrutura da região.

“Onde eu moro é muito esquecido, as ruas de lá todas alagam, as casas todas vão para o fundo. Eu creio que o Roberto Cidade veio para fazer a mudança e transformar Manaus. E ele vai mesmo mudar Manaus. E por isso nós somos todos Roberto Cidade, aqui na zona Sul. Beco Raquel é Roberto Cidade na veia”, destacou a dona de casa Madalena Nunes, 49, a moradora do Beco Raquel na rua de mesmo nome.

Cidade também reforçou a proposta de implantação de UPAs em todas as zonas da cidade. “Nós vamos construir aqui uma das nossas doze UPAs que vão funcionar 24hs com médico, com os exames, com os enfermeiros, com os remédios todos num único lugar. Manaus precisa desse grupo que está aqui, dessas pessoas que entendem que Manaus precisa ter um prefeito que tenha responsabilidade com os recursos públicos”, acrescentou Cidade.

A caminhada pelas ruas de Petrópolis contou com a presença de candidatos ao cargo de vereador, do candidato a vice-prefeito, Coronel Menezes (Progressistas), além de apoiadores da coligação “Manaus Merece Mais”.

Apoio de sete partidos

Presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade é o candidato que construiu o maior arco de alianças desta eleição em Manaus.

Além do União Brasil, fazem parte o Progressistas (PP), do candidato a vice, Coronel Menezes; o Republicanos, o Podemos, o Partido da Mulher Brasileira (PMB), o Partido da Renovação Democrática (PRD) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB).

Foto: Assessoria de Imprensa

Gestão de David Almeida elevou cobertura básica da Saúde para 89%

Mesmo diante de um cenário de crise pandêmica, que durou cerca de um ano e meio, a gestão do prefeito David Almeida (Avante) ganhou destaque em todo o país por ter elevado os índices de atendimento na Saúde Básica, saltando de 47% para 89%. O prefeito, que concorre à reeleição este ano, elencou uma serie de feitos na área e prospectou outros avanços que pretende realizar na próxima administração.

“Assumi a cidade de Manaus no pior momento da sua história, na Covid-19. Quando eu assumi, Manaus tinha 47% de cobertura de saúde, hoje nós chegamos a 89%”, destacou David.

Em entrevista ao Amazonas Urgente, da TV Band Amazonas, nesta quinta-feira (22/8), o prefeito falou sobre a reforma e ampliação das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), além da construção de novas unidades que foram entregues nos últimos anos. No total, o número chega a 109 estruturas recebendo alguma ação da administração pública municipal.

Além das obras estruturais, David Almeida também falou sobre o concurso público realizado em sua gestão e a convocação de médicos por meio de um programa federal.

“Fizemos o concurso público onde chamamos mais de 2.100 aprovados e temos 263 profissionais do Mais Médicos. O Ministério da Saúde, que audita e fiscaliza os serviços das Unidades Básicas, diz o seguinte: Manaus tem os melhores serviços de Saúde Básica do Brasil”, frisou.

Saúde de Manaus

Manaus está no topo do ranking Previne Brasil, apresentando o maior índice de qualidade de saúde dentre as capitais brasileiras. E a liderança não é de agora: é a sétima vez consecutiva que a capital conquista o primeiro lugar.

Na última avaliação quadrimestral do programa, referente aos meses de setembro a dezembro de 2023, a capital amazonense atingiu 8,8 no Índice Sintético Final (ISF), à frente de Porto Alegre (RS), com ISF de 8,5; Maceió (AL), com 8,31; Brasília (DF), com 7,72; e Rio de Janeiro, com 7,65. Foram avaliados sete indicadores.

Cenário de vitória

Para os próximos quatro anos, ao lado do candidato a vice-prefeito Renato Junior, David Almeida quer elevar ainda mais o nível de saúde da população manauara com propostas que incluem desde a cobertura vacinal à construção do primeiro hospital municipal de Manaus. O pacote integra o programa Manaus +Saúde.

“Queremos seguir avançando no que já conquistamos, como a cobertura vacinal e da atenção básica, que é o que compete ao Município. Mas, ainda assim, vamos contribuir com a ampliação nos atendimentos médicos que vão incluir diagnósticos e procedimentos clínicos e cirúrgicos para casos mais simples, que não precisam de internação”, explicou o prefeito sobre a construção do Hospital Dia.

O Manaus +Saúde vai implementar ainda na cidade o Laboratório de Prótese Dentária, o Centro Integrado de Tecnologia e Informação em Saúde (CITIS), os Conselhos Distritais de Saúde, uma unidade móvel de vacinação e, ainda, uma unidade móvel de atendimento exclusivo à população em situação de rua.

Foto: Dhyeizo Lemos/Assessoria

Capitão Alberto Neto é o candidato a prefeito de Manaus que mais cresce nas pesquisas

O candidato a prefeito pela coligação “Ordem e Progresso”, capitão Alberto Neto (PL), é o nome que tem apresentado maior crescimento nas pesquisa de intenção de voto realizadas neste mês de agosto, período que marca o início da campanha eleitoral.

Nesta quinta-feira, 22/8, por exemplo, pesquisa divulgada pela EAS Consultoria Estatística coloca Alberto Neto (12,90%) em empate técnico com candidato do União Brasil, Roberto Cidade (13,10%).

Enquanto Alberto Neto cresce nas pesquisas, outros candidatos apresentaram queda nas intenções de votos, como Amom Mandel (Cidadania) e Marcelo Ramos (PT).

O crescimento do deputado federal capitão Alberto Neto tem sido atribuído por estar se consolidando como o candidato da direita nas eleições municipais deste ano em Manaus, o único com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O capitão também agregou positivamente a sua candidatura a empresária Maria do Carmo Seffair, como sua candidata a vice-presidente-prefeita pelo partido Novo, que tem assumido protagonismo nacional em oposição ao presidente Lula (PT).

Foto: Divulgação

Igreja Quadrangular declara apoio à reeleição de David Almeida

O prefeito David Almeida (Avante) e o candidato a vice-prefeito, Renato Junior (Avante), receberam mais um importante apoio para a disputa da Prefeitura de Manaus este ano: a Igreja Quadrangular do Amazonas, por meio do presidente, Missionário Manoel Martins, emitiu um comunicado oficial onde declara tal apoio, dando destaque à postura pública de David e todo o trabalho desenvolvido ao longo da atual gestão.

O comunicado lembra ainda os períodos de crise enfrentados no início do mandato, como a pandemia da Covid-19 e a severa estiagem, destacando que David soube transpô-los com maestria.

“Nós, de toda a família Quadrangular, comungamos dos mesmos princípios e valores do David Almeida. Por sua fé, conduta e postura pública, pelo eficiente trabalho por Manaus e por sua garra e determinação em ser e fazer o melhor. Portanto, Avante e sem parar. Por Deus, por Manaus e por todos nós”, escreveu o missionário.

Em quase 70 anos de sua fundação, a Igreja do Evangelho Quadrangular possui mais de 17 mil templos e obras abertas e estruturadas em todo o País. Em Manaus, a congregação está prestes a completar 50 anos de história.

A coligação “Avante, Manaus!” é formada pelos partidos Avante, PSD, MDB, DC e Agir.

Foto: Divulgação/Assessoria de Imprensa

Governo do Amazonas empossa integrantes do Conselho Estadual de Combate à Discriminação LGBT

O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), empossou, na noite de quarta-feira (21/08), 18 integrantes do Conselho Estadual de Combate à Discriminação LGBT (Cecod-AM). A cerimônia ocorreu no Palacete Provincial, localizado na Praça Heliodoro Balbi, Centro, zona sul de Manaus.

Vinculado à Sejusc, o Cecod-AM tem como objetivo promover e garantir os direitos da população LGBTQIAPN+ no Amazonas, atuando na formulação de políticas públicas destinadas a combater a discriminação e a violência, além de promover a inclusão social e a igualdade de direitos.

Foram empossados pela sociedade civil: Ministério Inclusivo Avivar; Instituto Cultural Afro Mutalembê (Icam); e as associações Indígena Acauã do Rio Preto da Eva; Orquídeas LGBTQIA+ do AM; LGBT do Rio Preto da Eva; Difusão Amazonas; de Desenvolvimento e Bem-Estar Social (Soceama); Travestis e Transgêneros do Amazonas (Assotram), e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). 

Pelo poder público, tomaram assento representantes das secretarias estaduais de Assistência Social (Seas); de Educação e Desporto Escolar; de Saúde (SES-AM); de Segurança Pública (SSP-AM); de Administração Penitenciária (Seap); de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Informação (Sedecti), de Esporte e Lazer (Sedex), além da Sejusc. 

Jussara Pedrosa, secretária titular da Sejusc, diz que o Conselho é um importante mecanismo de participação popular na construção de políticas públicas e a ativação do Cecod era muito aguardada. 

“Esse é um dia histórico para todos nós que trabalhamos para promover a diversidade. São órgãos estaduais e organismos da sociedade civil que, juntos, poderão contribuir e tomar decisões importantes para a vida em sociedade” afirmou a secretária. 

Integrante do Conselho, Sandrinha Pingo de Ouro, presidente da Associação LGBT do Rio Preto da Eva, afirmou que esperava há muitos anos pela atividade do Cecod e está feliz em poder contribuir para a criação e aplicação de projetos e programas que beneficente a população LGBTQIAPN+. 

Eu acredito que as políticas públicas vão ser aplicadas para a nossa comunidade em todas as esferas, principalmente nas agressões […]. Agora, com o conselho, vamos poder exigir mais dos nossos governantes não só que exista, mas que aconteça políticas públicas para a nossa comunidade, para a nossa população”, avaliou Sandrinha. 

Missão

Entre as atribuições do Cecod-AM, estão a elaboração de propostas de políticas públicas, o monitoramento da aplicação de leis e normas voltadas para a proteção dos direitos LGBTQIAPN+ e a promoção de campanhas educativas que visem sensibilizar a sociedade sobre a importância do respeito à diversidade.

O Conselho foi instituído com base na Lei nº 4.475, de 8 maio de 2017, e reflete o compromisso do Governo do Amazonas em proteger os direitos humanos e lutar contra todas as formas de discriminação e preconceito.

A atual composição do Cecod, com titulares e membros suplentes, foi regulamentada e publicada no Diário Oficial de 17 de julho de 2024.

Lembrando que a Sejusc já possui, em sua estrutura, a Gerência de Diversidade, que atua na aplicação de políticas públicas voltadas ao combate de discriminações por gênero – e que tem um assento no Cecod.

FOTO: Lincoln Ferreira/Sejusc

David Almeida e Amom Mandel lideram corrida pela Prefeitura de Manaus, aponta nova pesquisa

Se as eleições para prefeito de Manaus fossem realizadas hoje, o segundo turno seria disputado entre o atual prefeito David Almeida (Avante) e o deputado federal Amom Mandel (Cidadania). A pesquisa do instituto EAS Consultoria Estatística, divulgada nesta quinta-feira (22/8), mostra David com 31,10% das intenções de voto e Amom logo em seguida, com 23,50%. Em terceiro lugar, aparecem empatados Roberto Cidade, com 13,10%, e Capitão Alberto Neto, com 12,90%. Esses números são semelhantes aos divulgados no início da semana pelo instituto Ipen.

A pesquisa do EAS foi realizada entre os dias 14 e 19 de agosto de 2024, com uma amostra de 1.000 eleitores de Manaus. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada sob o número AM-04413/2024 no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM).

Além das intenções de voto, o estudo traz dados relevantes sobre a rejeição dos candidatos e a influência de figuras políticas de destaque, como o presidente Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo eleitoral.

O estudo também ressalta a metodologia rigorosa utilizada, com a coleta de dados realizada presencialmente em domicílios e pontos estratégicos de fluxo, garantindo uma representação fiel do eleitorado manauara.

Veja a pesquisa na íntegra:

Foto: Divulgação

Assembleia de Deus oficializa apoio à reeleição de David Almeida “pela felicidade de Manaus”

Ao lado do pastor Jonatas Câmara, presidente da Igreja Assembleia de Deus no Amazonas, o prefeito David Almeida (Avante) recebeu o apoio de pastores, líderes e membros da congregação à sua reeleição frente à Prefeitura de Manaus. O candidato a vice-prefeito, Renato Junior (Avante), também participou do evento, realizado na noite desta quarta-feira (21/08), no Teatro La Salle.

Num coro uníssono, os membros da Igreja lotaram o local e firmaram o compromisso junto aos candidatos à Prefeitura justificando o ato “pela felicidade de Manaus”.

“Nós, pastores, líderes e membros da Assembleia de Deus apoiamos e recomendamos David Almeida 70 para a felicidade de Manaus”.

O evento desta noite serviu para oficializar o anúncio feito no início desta semana, pelo pastor por meio de um comunicado oficial. Em nota, além de destacarem os valores do prefeito, a Assembleia de Deus justificou a escolha defendendo que, com David e Renato, os manauaras alcançarão “paz, desenvolvimento, progresso e liberdade religiosa”.

“Além de ser evangélico e comungar de princípios que também defendemos, David é sem sombra de dúvidas um prefeito trabalhador e responsável por grandes e visíveis transformações na cidade. Sua determinação e coragem para vencer desafios como a pandemia, cheia e estiagem, comprovaram sua capacidade de superar adversidades e lutar pelos menos favorecidos”, dizia o comunicado.

Atualmente a Assembleia de Deus conta com mais de 3 mil templos em todo o Amazonas, sendo Manaus a cidade que concentra a maior quantidade de templos e membros. Também está sediada em Manaus a Rede Boas Novas de Comunicação e a Faculdade Boas Novas.

Foto: Dhyeizo Lemos/Assessoria

Orçamento secreto: Dino envia à PGR lista de possíveis irregularidades

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou nesta quarta-feira (21/8) à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma lista de processos do Tribunal de Contas da União (TCU) com possíveis irregularidades nas emendas parlamentares RP9 (emendas de relator do orçamento), chamadas de “orçamento secreto”.

A lista tem 21 procedimentos e foi enviada ao Supremo pelo TCU após solicitação do ministro. Com a decisão, a procuradoria poderá tomar as medidas que achar cabíveis, incluindo a abertura de investigação.

A decisão de Dino foi tomada após uma reunião de conciliação com representantes do Congresso, governo federal e do TCU.

Os órgãos fazem parte de uma comissão criada para dar cumprimento à decisão do Supremo que considerou inconstitucional o “orçamento secreto” e determinou a adoção de medidas de rastreabilidade e transparência dos repasses a deputados e senadores.

Na reunião, os representantes do Executivo federal sugeriram que todo o sistema de pagamento de emendas seja migrado para a plataforma Transfere.gov. A medida vai permitir que o TCU e a Controladoria-Geral da União (CGU) possam acessar os dados financeiros em tempo real.

Em dezembro de 2022, o STF entendeu que as emendas chamadas de RP9 são inconstitucionais. Após a decisão, o Congresso Nacional aprovou uma resolução que mudou as regras de distribuição de recursos por emendas de relator para cumprir a determinação da Corte. No entanto, o PSOL, partido que entrou com a ação contas as emendas, apontou que a decisão continua em descumprimento.

Após a aposentadoria da ministra Rosa Weber, relatora original do caso, Flávio Dino assumiu a condução do caso.

No dia 1° deste mês, Dino determinou que as emendas RP9 devem seguir critérios de rastreabilidade. O ministro também mandou a Controladoria-Geral da União (CGU) auditar os repasses realizados pelos parlamentares por meio das emendas do “orçamento secreto”.

A decisão foi tomada após o ministro concluir que o Congresso não estava cumprindo a decisão da Corte que determinou a transparência na liberação desses tipos de emendas.

Fonte: Agência Brasil