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”Manaus vive seu melhor momento, mas podemos fazer mais”, afirma David Almeida em entrevista nesta quinta

Apesar dos avanços conquistados pela atual administração municipal, muitos históricos, o prefeito de Manaus, David Almeida, afirma que muito ainda precisa ser melhorado. E que essa é a grande motivação dele na disputa pela reeleição neste ano.

“Estou feliz, mas não satisfeito. Somos a melhor saúde básica do Brasil, fomos a capital que mais melhorou na educação básica (da 13ª para a 5ª posição), temos avanços na infraestrutura, mobilidade, no transporte coletivo e podemos fazer ainda mais”, declarou o prefeito em entrevista, nesta quinta feira (29/8), ao G6, grupo formado pelos veículos Blog do Hiel Levy e os portais Marcos Santos, Amazonas Atual, BNC, Mário Adolfo e Único.

Entregas

Na entrevista, o prefeito relembrou ainda as mais de 3.100 vias recapeadas e outras 2.600 recuperadas; a renovação da frota de ônibus do transporte coletivo, com 402 veículos novos, com ar condicionado e câmeras de segurança; os novos viadutos, as mais de 340 escolas e mais de 80 UBSs reformadas; o complexo turístico Lúcia Almeida, no Centro de Manaus; entre outros feitos.

Novos investimentos

Em um segundo mandato, David Almeida, candidato à reeleição pela coligação “Avante,Manaus”, detalhou na entrevista a ampliação da reestruturação das redes de educação e saúde; da renovação da frota do transporte coletivo; a entrada da saúde municipal na média complexidade, com a construção do primeiro hospital municipal; a atenção especializada ao autismo; entre outras propostas, contidas no plano de governo.

”Manaus vive o seu melhor momento, vamos mostrar isso na campanha eleitoral. Recebi a cidade no seu pior momento, a pandemia (da covid-19), depois enfrentamos a cheia e vazante históricas e mesmo diante de todas as dificuldades fizemos muito, mas podemos e faremos mais”, acrescentou o prefeito.

Foto: Dhyeizo Lemos/Assessoria

Em caminhada no Campos Sales, Roberto Cidade critica ruas esburacadas

O candidato à Prefeitura de Manaus Roberto Cidade (União Brasil) fez caminhada na comunidade Campos Sales, na zona oeste da capital, nesta quarta-feira (28/8), e ouviu as reivindicações de moradores por melhorias na infraestrutura básica da área. A situação da comunidade, onde mais de 8 mil manauaras residem, é de ruas esburacadas e paradas de ônibus improvisadas.

Ao lado de apoiadores e candidatos a vereador, Roberto Cidade percorreu ruas e avenidas para conversar com moradores e comerciantes. O relato comum era de abandono.

“É mais um bairro abandonado de Manaus. Tem sido esse o cenário que a gente encontra nos bairros e comunidades que visitamos. A população está sendo maltratada”, disse Roberto Cidade.

Ele lembrou que o governo estadual repassou mais de R$ 150 milhões para a gestão David Almeida levar infraestrutura para os bairros, com o programa Asfalta Manaus. A promessa era asfaltar 10 mil ruas, mas aproximadamente 3 mil foram contempladas com tapa buracos.

Enquanto caminhava pela rua Praia da Ponta Negra, ouviu o apelo de uma dona de casa sobre a falta de asfalto na rua Praia de São Vicente. “A gente vive até hoje no barro, porque a Prefeitura simplesmente ignora a nossa rua. Eles põe um asfalto ali na principal, mas deixa a gente aqui na lama. E não adianta aparecer, na época da campanha. Estamos com o senhor para resolver isso”, disse Maria de Nazaré Moreira.

Outra reclamação dos moradores é sobre a falta de estrutura das paradas de ônibus. O gasto milionário da gestão David Almeida, que desembolsou mais de R$ 50 milhões com paradas, também não beneficiou os moradores do Campos Sales. Ao contrário, poucas são as paradas na comunidade que possuem abrigo contra sol e chuva. Na maior parte, apenas uma placa indica o ponto de embarque e desembarque de passageiros.

“Os ônibus daqui demoram muito, então, essa situação de não ter onde esperar é um absurdo. Se está sol, a gente sofre, e se chove é ainda pior. A gente não é diferente de quem mora lá no Vieiralves, mas está esquecido. É como se aqui não fosse Manaus”, afirmou o universitário William Costa, 20 anos.

Presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade é o candidato que construiu o maior arco de alianças desta eleição em Manaus. Além do União Brasil, fazem parte o Progressistas (PP), do candidato a vice, Coronel Menezes; o Republicanos, o Podemos, o Partido da Mulher Brasileira (PMB), o Partido da Renovação Democrática (PRD) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB).

Texto e fotos: Assessoria de imprensa – Campanha Roberto Cidade

Confira a agenda dos candidatos à Prefeitura de Manaus nesta quinta, 29/8

Confira a agenda política, dos candidatos à Prefeitura de Manaus, nesta quinta-feira (29/08). As informações foram divulgadas pelas assessorias dos candidatos:

Amom Mandel (Cidadania)

Manhã

Reunião na Zona Centro-Sul de Manaus

  • Entrevista na rádio BandNews Difusora

No restante do dia, o candidato estará em Brasília para o exercício do mandato parlamentar.

Roberto Cidade (União Brasil)

Manhã
Sessão Ordinária ALE-AM
Grava programa eleitoral

Tarde
Caminhada em bairro da zona leste

Noite
Reunião comunitária na zona centro-sul

Capitão Alberto Neto (PL)

MANHÃ
Gravação Programa de TV

TARDE
Caminhada Zona Oeste

NOITE
Reunião lideranças

Wilker Barreto (Mobiliza)

Manhã

09h00 – Atividade parlamentar na Assembleia Legislativa

Tarde

15h00 –  Reunião de Planejamento de Campanha

Noite

19h00 – Reunião com Lideranças Comunitárias na Zona Norte

20h30 – Reunião de Planejamento de Campanha

A reportagem pode ser atualizada a qualquer momento, caso ocorra alteração no cronogama dos candidatos.

Foto: Reprodução

Moraes dá 24 horas para Musk indicar representante legal no Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), intimou nesta quarta-feira (28/8) o bilionário norte-americano Elon Musk, dono da rede social X, antigo Twitter.

A medida obriga o empresário a indicar um representante legal no Brasil no prazo de 24 horas. No caso de descumprimento, a rede social poderá ser suspensa no país.

A intimação foi feita por meio do perfil do STF na rede social. No dia 17 de agosto, Musk anunciou o fechamento da sede da empresa no Brasil e acusou Moraes de ameaça.

A decisão do ministro busca o cumprimento de suas decisões que determinaram o bloqueio do perfil do senador Marcos do Val (PL-ES) e de outros investigados. Segundo o gabinete do ministro, a ordem não foi cumprida.

No dia 13 de agosto, o senador foi alvo de medidas cautelares determinadas por Moraes no âmbito das investigações sobre os atos golpistas de 8 de janeiro. Além do bloqueio das redes sociais, o parlamentar teve as contas bancárias bloqueadas até o valor de R$ 50 milhões. A medida foi divulgada pelo próprio parlamentar em postagem na plataforma.

Após o X não cumprir o bloqueio, Moraes aumentou de R$ 50 mil para R$ 200 mil a multa diária aplicada contra a rede social e disse que novo descumprimento pode configurar crime de desobediência pelo representante legal do X no Brasil.

Diante da medida, Musk fechou o escritório no país. Atualmente, a empresa não tem representante legal no Brasil.

Fonte: Agência Brasil

Apib se retira de audiência do STF sobre marco temporal

A Articulação dos Povos Indígenas (Apib), principal entidade que atua na defesa dos indígenas, decidiu se retirar da audiência de conciliação do Supremo Tribunal Federal (STF) que trata do marco temporal para demarcação de terras indígenas.

Pela tese do marco temporal, os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

A decisão de deixar a audiência foi anunciada na abertura da reunião realizada nesta quarta-feira (28/8). No início da sessão, os representantes dos indígenas leram um manifesto e informaram ao juiz Diego Viegas, auxiliar do ministro Gilmar Mendes, a retirada da reunião.

Com a decisão da Apib, as audiências serão mantidas mesmo sem a presença dos representantes dos indígenas e outras entidades poderão ser convidadas.

O desejo de sair da mesa de negociação determinada por Gilmar Mendes foi demonstrada pelos indígenas no início deste mês, quando foi realizada a primeira audiência.

Na ocasião, a associação ameaçou deixar a comissão por entender que seus direitos são inegociáveis e não há paridade no debate.

Conciliação

A audiência foi convocada pelo ministro Gilmar Mendes, relator das ações protocoladas pelo partidos PL, PP e Republicanos para manter a validade do projeto de lei que reconheceu o marco e de processos nos quais entidades que representam os indígenas e partidos governistas contestam a constitucionalidade da tese.

Além de levar o caso para conciliação, Mendes negou pedido de entidades para suspender a deliberação do Congresso que validou o marco, decisão que desagradou os indígenas. As reuniões estão previstas para seguir até 18 de dezembro deste ano.

Na prática, a realização da audiência impede a nova decisão da Corte sobre a questão e permite que o Congresso ganhe tempo para aprovar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para confirmar a tese do marco na Constituição.

Em dezembro do ano passado, o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei que validou o marco. Em setembro, antes da decisão dos parlamentares, o Supremo decidiu contra o marco. A decisão da Corte foi levada em conta pela equipe jurídica do Palácio do Planalto para justificar o veto presidencial.

Fonte: Agência Brasil

Equipe econômica detalha medidas para cortar R$ 26 bi em gastos

Dois meses após o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciar o corte de cerca de R$ 26 bilhões de gastos no Orçamento de 2025, a equipe econômica anunciou, nesta quarta-feira (28/8), em Brasília, o detalhamento das medidas de revisão de despesas obrigatórias. O principal foco está na melhoria da gestão e na redução de fraudes.

Dos R$ 26 bilhões previstos, o plano efetivamente contempla R$ 19,9 bilhões em revisão de cadastros. Os R$ 6,1 bilhões restantes virão do que o Ministério do Planejamento chamou de “realocações” internas de verbas nos ministérios que farão gastos com o Bolsa Família, com pessoal e com o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) voltarem ao nível de 2023. A diminuição dos gastos obrigatórios seria liberada para gastos discricionários (não obrigatórios).

Dos R$ 19,9 bilhões prometidos na revisão, a maior parte – R$ 7,3 bilhões – virá de revisão de gastos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Deste total, R$ 6,2 bilhões sairão do pente-fino no Atestmed, sistema do INSS de concessão de auxílio-doença por meio de atestados médicos digitais, sem perícia. Mais R$ 1,1 bilhão virá de medidas cautelares e administrativas.

Em segundo lugar, está a revisão no Benefício de Prestação Continuada (BPC), cujo crescimento das despesas foi um dos fatores que fez o governo bloquear R$ 11,2 bilhões de gastos discricionários em julho.

O governo pretende economizar, no próximo ano, R$ 6,4 bilhões com o benefício: R$ 4,3 bilhões por meio da atualização do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e R$ 2,1 bilhões através da reavaliação de perícias.

Em seguida, vêm R$ 3,2 bilhões da reavaliação na concessão de auxílios por incapacidade do INSS, que inclui tanto o auxílio-doença como a aposentadoria por invalidez. Completam a lista R$ 1,9 bilhão de mudanças no Proagro e o pente-fino de R$ 1,1 bilhão no seguro-defeso.

Projeções conservadoras

Em entrevista coletiva para anunciar o plano de revisão de gastos, o secretário de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas e Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento, Sergio Firpo, admitiu incertezas nos números. Ele, no entanto, disse que a economia pode ser maior porque as projeções são conservadoras.

“Há uma incerteza associada. A gente tem estimativas que são as melhores que conseguimos com as informações existentes. Existe margem de erro, existe. A gente tem sido conservador, mas é obvio que há incerteza”, declarou Firpo.

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, as medidas anunciadas hoje são apenas um “primeiro passo”, e o governo pode tomar ações adicionais.

“O que estamos mostrando agora é onde vão incidir os R$ 26 bilhões. Claro que outras coisas precisam ser feitas e serão feitas. O trabalho de revisão de gastos é feito a todo tempo”, analisou.

Economia em 2024

Em relação às medidas de revisão de gastos para 2024, Durigan não deu detalhes. Disse apenas que o “ritmo está muito positivo e até acima do esperado”. Em julho, os Ministérios da Fazenda e do Planejamento tinham anunciado que o governo pretendia economizar R$ 10 bilhões neste ano com a revisão de gastos.

Firpo, no entanto, relatou alguns números parciais. Até junho, a revisão de gastos com o Atestmed gerou economia de R$ 2 bilhões de um total de R$ 5,6 bilhões previstos para este ano.

A revisão de benefícios por incapacidade reduziu os gastos do INSS em R$ 1,3 bilhão em 2024, com o cancelamento de 133 mil benefícios de um total de 258 mil reavaliados.

Fonte: Agência Brasil

Adiada para a próxima semana a votação de mudanças nas regras de inelegibilidade

A pedido do relator, senador Weverton (PDT-MA), foi transferida para a semana que vem a votação do projeto de lei complementar (PLP 192/2023) que muda as regras de inelegibilidade. O texto unifica em oito anos o prazo em que os candidatos ficam impedidos de disputar eleições por condenação judicial, cassação ou renúncia de mandato. O requerimento de urgência para o projeto foi aprovado, mas o debate e a votação serão na próxima semana.

Weverton afirmou que não se trata de um projeto de interesse apenas dos políticos e disse que a Constituição designou o Congresso como responsável por legislar sobre inelegibilidade e seus prazos de início e fim.

“Portanto, quem está em casa e ouviu muito a imprensa falar sobre um projeto que vai beneficiar apenas políticos, esse projeto ele corrige, como há no Código Penal, como há em toda a legislação brasileira, a questão de que quem erra paga pela sua pena. E você tem que ter prazo para cumprir a sua pena. Não pode ficar ad aeternum“, disse Weverton.

Pelas regras atuais, há pelo menos cinco situações em que o impedimento para disputar eleições pode ultrapassar oito anos. O PLP 192/2023 unifica o período de inelegibilidade com esse prazo. Mas a principal mudança é na definição de quando esse prazo começa a contar:

  • Parlamentares cassados por decisão da casa legislativa — oito anos a partir da decisão que decreta a perda do cargo;
  • Governadores, prefeitos e vices que perdem o cargo por crime de responsabilidade — oito anos a partir da decisão que decreta a perda do cargo;
  • Pessoas condenadas pela Justiça Eleitoral por abuso de poder econômico ou político — oito anos contados da data da eleição em que ocorreu a prática abusiva;
  • Condenados por crimes previstos na Lei de Inelegibilidades — oito anos contados da data da condenação;
  • Presidente da República, governadores, prefeitos e parlamentares que renunciam para evitar abertura de processo de cassação de mandato — oito anos a partir da data da renúncia;
  • Pessoas que perdem os direitos políticos por decisão judicial devido a ato doloso de improbidade administrativa, com lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito — oito anos desde a data da condenação; e
  • Demitidos do serviço público após processo administrativo ou judicial por ato equiparado à improbidade — oito anos desde a decisão.

“Teto”

O PLP 192/2023 estabelece um “teto” para limitar o acúmulo de períodos de inelegibilidade de um mesmo candidato. Caso uma pessoa já impedida de disputar eleições seja condenada a novos impedimentos, o prazo total fica limitado a 12 anos.

Se uma pessoa responde a diversas ações ajuizadas por fatos conexos que possam gerar condenações por improbidade administrativa ou crime, há apenas uma sanção de inelegibilidade. O prazo começa a contar a partir da primeira condenação decidida por órgão judicial colegiado.

O texto estabelece ainda um critério para a caracterização de inelegibilidade por improbidade administrativa. A sentença judicial deve identificar a existência de dolo, ou seja: a vontade livre e consciente do agente para alcançar o resultado ilícito. “O mero exercício da função ou o desempenho de competências públicas, sem comprovação de ato doloso com fim ilícito, afasta a responsabilidade por ato de improbidade administrativa”, estabelece o PLP 192/2023.

Abuso de poder

Um ponto do PLP 192/2023 tem gerado controvérsia. O dispositivo trata de casos de abuso do poder econômico ou político. De acordo com o projeto de lei, ficam inelegíveis pessoas condenadas “por comportamentos graves aptos a implicar a cassação de registros, de diplomas ou de mandatos”.

Para críticos do projeto, o texto poderia favorecer políticos como o ex-presidente da República Jair Bolsonaro, que não teve registro cassado, embora tenha sido declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2030.

Para o consultor do Senado Arlindo Fernandes de Oliveira, especialista em Direito Constitucional e Eleitoral, a preocupação não procede.

“Considerando o julgado do TSE, creio que esse projeto de lei não altera a situação. Ao declarar a inelegibilidade do ex-presidente, o tribunal disse expressamente que aquela prática implicaria a cassação do registro. O TSE só não declarou a cassação do registro do candidato porque não havia mais registro a cassar, já que ele não foi reeleito”, explicou o consultor.

O relator, senador Weverton, também afasta a possibilidade de favorecimento pelo mesmo motivo.

“O ex-presidente foi condenado em duas ações de investigação judicial eleitoral pelo TSE. A primeira, pela prática de abuso de poder político e uso indevido de meios de comunicação. A segunda, pela prática de conduta vedada a agente público e abuso de poder político e econômico. Ambas as decisões declararam a inelegibilidade pelos oito anos subsequentes às eleições de 2022. O tempo já está definido pelo TSE. O fato de ele não ter o registro cassado foi unicamente por não ter sido eleito”, reforçou.

Desincompatibilização

O projeto trata ainda do prazo para desincompatibilização de servidores que pretendem disputar cargos eletivos. Para os cargos de presidente da República e vice, fica inelegível quem tenha ocupado cargo ou função de direção, administração ou representação em entidades de classe seis meses antes do pleito. Servidores públicos da administração direta ou indireta da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios precisam se afastar três meses antes das eleições.

Para os cargos de prefeito e vice, o texto unifica o prazo de desincompatibilização em seis meses. A regra vale, por exemplo, para membros do Ministério Público e da Defensoria Pública e para autoridades policiais, sejam civis ou militares. Pela regra em vigor, o período de afastamento nesses casos é de apenas quatro meses.

Ainda de acordo com o texto, o servidor público licenciado para concorrer a cargo eletivo deve retornar imediatamente às funções se o partido não requerer o registro da candidatura. A mesma regra vale se o pedido de registro for indeferido ou cassado.

Fonte: Agência Senado

BR-319 domina os discursos na Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira


O isolamento do Amazonas devido à situação precária da rodovia BR-319 dominou os debates nesta quarta-feira (28/8), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Os deputados concordaram em buscar soluções em Brasília para mitigar o problema, com a pavimentação da estrada.

Em seu pronunciamento, o deputado Rozenha (PMB) criticou novamente a situação da BR-319 e questionou a atitude das Organizações Não-Governamentais (ONGs) Greenpeace e WWF que, segundo ele, não ajudam o Amazonas quando o estado sofre com queimadas.

“Não vejo nenhum avião ligado a organismos internacionais ou a ativistas do clima e meio ambiente sendo enviados para apagar os incêndios na Amazônia. No entanto, quando o Brasil rico, de produção agrícola pujante, começa a pegar fogo, todos entram em ação”, declarou.

O deputado Comandante Dan (Podemos) contribuiu para o debate afirmando que esteve com o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Orlando Machado, conversando sobre a situação.

“Convido a todos os colegas para uma grande manifestação na ponte do rio Curuçá para cobrar providências do Governo Federal”, afirmou.

Em aparte, o deputado Daniel Almeida (Avante) afirmou que o direito de ir e vir dos amazonenses não está sendo respeitado, transformando-os em cidadãos de segunda categoria.

“Precisamos esquecer um pouco nossas bandeiras partidárias e nos unir em prol de um grande movimento em Brasília. Vamos convocar todos os deputados, prefeitos, vereadores do interior, da capital e o prefeito da capital para irmos todos a Brasília, e mostrar que somos brasileiros, cobrando e exigindo nossos direitos”, conclamou.

Já o deputado Mário César Filho (UB) lembrou da criação da Frente Parlamentar em Defesa da BR-319, ano passado, em Brasília.

“Estive no lançamento da Frente, levando a voz da Assembleia Legislativa. Também participei da reunião da bancada do Amazonas com o então presidente em exercício, Geraldo Alckmin, onde todos puderam demonstrar sua insatisfação diante da ministra Marina Silva, em relação à nossa BR-319”, relembrou.

Durante seu discurso, o deputado George Lins (UB) reafirmou a importância da BR-319 e disse que o Amazonas está isolado e refém das dificuldades logísticas.

“A BR-319, mesmo em péssimas condições, principalmente no trecho do meio, é o recurso que temos para nosso abastecimento e para evitar impactos negativos, como a fome, numa seca severa como a que enfrentamos”, lamentou.

Passarela

O deputado Carlinhos Bessa (PV) lamentou um acidente automobilístico ocorrido em uma passarela na Avenida Torquato Tapajós.

“Em junho deste ano, nosso gabinete fez um requerimento à prefeitura, solicitando um estudo para uma solução rápida. Ontem, mais uma vez, ocorreu um acidente trágico, que tirou a vida do motorista e deixou o passageiro em estado grave. Como deputado, mais uma vez, alerto a prefeitura de Manaus para que tome providências urgentes”, criticou.

Foto: Divulgação

STJ rejeita pedido de impeachment de Domingos Brazão

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu rejeitar um pedido de impeachment do conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro Domingos Brazão, preso pela acusação de atuar como um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, em 2018.

A decisão foi proferida na semana passada pela Corte Especial. que rejeitou um pedido do PSOL para afastar o conselheiro do mandato. O caso chegou ao STJ em março deste ano após a prisão de Domingos Brazão.

Pelo entendimento dos ministros, as acusações criminais contra Brazão não têm relação com crimes de responsabilidade, conduta que é apurada em casos de impeachment.

Domingos Brazão, o irmão dele, Chiquinho Brazão, deputado federal (Sem Partido-RJ), o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa e o major da Policia Militar Ronald Paulo de Alves Pereira são réus no Supremo Tribunal Federal (STF) pela acusação de atuarem no assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Mais cedo, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou o parecer que pede a cassação de Chiquinho Brazão .

A defesa do deputado tem cinco dias úteis para recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. Para que o parlamentar perca o mandato, o parecer ainda precisa ser aprovado pelo plenário da Casa.

Fonte: Agência Brasil

Governo pretende propor taxação das big techs neste semestre

Ainda neste semestre, o governo pretende enviar ao Congresso uma proposta para a taxação das big techs (grandes empresas de tecnologia), disse nesta quarta-feira (28/8) o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan. Ele esclareceu que o texto tramitará de forma separada do projeto de lei do Orçamento de 2025, que será enviado na sexta-feira (30/8) ao Legislativo.

“Não consta na lei orçamentária a taxação de grandes empresas de tecnologia, mas há maturidade desse processo no mundo que a gente precisa trazer para o Brasil. Não será no PLOA [projeto da lei orçamentária anual], mas dentro do segundo semestre vamos tratar desse tema da taxação das big techs”, disse Durigan em entrevista coletiva para detalhar o plano de revisão de gastos do governo.

O secretário não esclareceu como seria feita a taxação. Apenas disse que o tema representa um dos pilares de recomendações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo que sugere medidas econômicas e sociais a países.

Segundo as primeiras estimativas da equipe econômica, a taxação das big techs deve render cerca de R$ 5 bilhões anuais ao governo federal. Uma das opções seria o aumento da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), o mesmo tributo cobrado dos combustíveis, mas Durigan não respondeu à pergunta sobre essa possibilidade. Caso o governo opte por esse tributo, os governos locais seriam beneficiados, porque 29% da arrecadação da Cide são partilhados com estados e municípios.

Reforma da renda

Em relação a medidas estruturais para reduzir os gastos públicos, o secretário executivo disse que a equipe econômica trabalha para avançar nos debates sobre a reforma do Imposto de Renda e da vinculação de receitas e despesas. Durigan, no entanto, não anunciou uma data precisa para o envio dessas propostas.

“Não somos nós que vamos dizer o tempo exato, mas estamos trabalhando para dar todas as condições ao governo para que, assim seja possível, debate de vinculação de renda, reforma da renda, para que isso esteja pronto, avaliado e estudado do ponto de vista técnico”, declarou o número 2 do Ministério da Fazenda.

Fonte: Agência Brasil