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Brasil fala em “preocupação” com ordem de prisão de opositor de Maduro

O governo brasileiro manifestou “profunda preocupação” com a decisão da Procuradoria-Geral da Venezuela de pedir a prisão de Edmundo González, um dos líderes da oposição ao governo de Nicolás Maduro. A nota conjunta com o governo da Colômbia foi divulgada na noite dessa terça-feira (3/9).

Segundo a nota, o pedido de prisão de González afeta os compromissos assumidos nos Acordos de Barbados, quando governo e oposição, mediados pela Noruega, firmaram compromissos envolvendo um processo eleitoral democrático no país sul-americano.

“Os governos de Brasil e Colômbia manifestam profunda preocupação com a ordem de apreensão emitida pela Justiça venezuelana contra o candidato presidencial Edmundo González Urrutia, no dia de ontem, 2 de setembro. Esta medida judicial afeta gravemente os compromissos assumidos pelo Governo venezuelano no âmbito dos Acordos de Barbados, em que governo e oposição reafirmaram seu compromisso com o fortalecimento da democracia e a promoção de uma cultura de tolerância e convivência. Dificulta, ademais, a busca por solução pacífica, com base no diálogo entre as principais forças políticas venezuelanas”, afirmaram os governos do Brasil e da Colômbia.

O pedido de prisão contra Edmundo González foi emitido após ele não comparecer pela terceira vez à sede do Ministério Público para explicar a publicação de supostas atas eleitorais que dariam vitória a ele nas eleições ocorridas em 28 de julho. A oposição diz ter publicado mais de 80% das atas na internet que comprovariam a vitória de González. O governo, no entanto, acusa a oposição de falsificar mais de 9 mil atas publicadas na rede.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE), órgão responsável pela divulgação do resultado das eleições, afirmou que Maduro venceu o pleito, mas não divulgou as atas eleitorais das mais de 30 mil mesas de votação. Os documentos, no entanto, foram entregues à Justiça no início de agosto.

Fonte: Agência Brasil

Roberto Cidade passa Amom e empata com David em 1º lugar na disputa pela Prefeitura de Manaus

Roberto Cidade, candidato do União Brasil à Prefeitura de Manaus, cresceu na preferência do eleitorado da capital do Amazonas, passando de 17,4% para 20% das intenções de voto. É o que revela a pesquisa da empresa 100% Cidades, em parceria com a Futura Inteligência, divulgada nesta quarta-feira (4/9) pela revista Exame.

Considerando a margem de erro, Roberto Cidade está tecnicamente empatado com atual prefeito David Almeida (Avante), que marca 25,3%. Os dados também mostram que Cidade ultrapassou o candidato Amom Mandel (Cidadania): ele caiu de 18,7% para 17,9% na comparação com o último levantamento, divulgado em 7 de agosto.

A pesquisa também avaliou o cenário de um eventual segundo turno, envolvendo todos os candidatos a prefeito de Manaus. Roberto Cidade é o único a vencer David Almeida, com 41,6% contra 40,8%.

O candidato do União Brasil é, ainda, o menos rejeitado pelos eleitores. Nesse quesito, a liderança é de Marcelo Ramos (PT): 34,5% dos manauaras se negam a votar nele. O petista é seguindo no ranking da rejeição por Capitão Alberto Neto, do PL (27,2%), David Almeida (26,3%) e Amom Mandel (24,2%).

O levantamento da 100% Cidades/Futura Inteligência foi realizado entre os dias 21 e 27 de agosto, antes do início da propaganda eleitoral gratuita na TV e no rádio. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais. A pesquisa entrevistou mil pessoas e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – AM-03408/2024.

Foto e Texto: Assessoria de Imprensa

Renato Junior afirma que Gigantes da Floresta é ‘marco da gestão Almeida’ nas zonas Norte e Leste

Renato Junior, candidato a vice do prefeito David Almeida na chapa “Avante, Manaus” para reeleição, cumpriu agendas no bairro da Cidade Nova, zona Norte, na noite de terça-feira, (3/9). Na ocasião, o ex-secretário da gestão de Almeida elencou os principais feitos na zona Norte.

“Antes, as pessoas que moram nas zonas Norte e Leste tinham que se deslocar até a Ponta Negra para se divertir, para ver algo diferente. Hoje, a realidade é outra, porque a diversão, o entretenimento, a cultura e o acesso ao conhecimento estão do lado da casa de vocês. Bem na divisa entre essas duas zonas, está o parque Gigantes da Floresta, um marco da gestão do prefeito David Almeida”, afirmou Renato.

“Isso só é possível, porque o prefeito David veio do povo, da periferia, e sempre sonhou, desde que era menino, em tornar fácil o acesso à cultura para as crianças. Sempre sonhou em tornar iguais as possibilidades de conhecimento e de lazer para todo mundo. Nessa gestão, a gente trabalha para proporcionar à criança o que é seu de direito: o estudo de qualidade e o brincar”, complementou.

O ex-secretário de Obras e de Feiras e Mercados ressaltou ainda as melhorias que chegaram aos bairros da zona Norte. “Com o programa ‘Asfalta Manaus’, foram 921 ruas recapeadas; mais de 50 mil pontos de LED foram instalados”, disse.

“Construímos três creches novas, três escolas novas e ainda reformamos outras 87 escolas. Com isso, conseguimos ascender no índice de qualidade do Ministério da Educação. O ensino municipal de Manaus se tornou destaque e exemplo para outras capitais do país. E, lá fora, estão nos reconhecendo por isso. Agora, a nossa metrópole da Amazônia é comentada de forma muito positiva por pessoas de outros estados, graças à gestão exitosa que fez o David”, acrescentou Renato.

Em sua gestão, David Almeida também construiu três Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de grande porte na zona Norte. Elas estão nos bairros Monte Sião e nos conjuntos Viver Melhor e Águas Claras, além da reforma de outras 27.

Na zona Norte, a gestão de David construiu um Prato do Povo que serve mil refeições diárias e gratuitas e reformou dois Centros de Referência de Assistência Social. Também reinaugurou o Complexo Esportivo Amadeu Teixeira, no Santa Etelvina, após reforma na quadra, campo e piscina. Ainda repaginou outros três campos.

“O avanço tem que continuar. Precisamos de mais quatro anos. Eu estou aqui dizendo que vou ajudar o prefeito David a continuar cuidando das pessoas, porque nosso amor por esta terra de oportunidades é imensurável”, finalizou Renato.

Foto: Carlos Oliveira/Assessoria

David Almeida destaca transparência da gestão, com 95% dos contratos licitados

95% dos contratos na administração do prefeito de Manaus, David Almeida, são licitados, os demais 5% se enquadram nos casos permitidos pela legislação. Esse nível de transparência permite uma maior fiscalização pela população e dos próprios órgãos de controle externo, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas (MPE e TCE-AM).

Mas até esta gestão, o indicador era totalmente o inverso, como revelou David Almeida, candidato à reeleição pela Coligação “Avante, Manaus” (Avante, PSD, MDB, DC e Agir) em entrevista nesta quarta-feira (4/9) à rádio Rio Mar.

”Quando eu entrei na Prefeitura, 60% dos contratos não tinham licitação… Hoje, 95% são licitados. E isso dá mais oportunidade de eu ser fiscalizado e auditado…dando transparência à nossa gestão. E a Atricon (Associação dos Tribunais de Contas do Brasil) diz que eu sou a 5ª cidade mais transparente. E nós queremos ser primeiro do ranking”.

Farmácia Estoque

Nessa mesma linha, David Almeida citou o investimento em transparência feito para orientar o usuário da rede municipal de saúde. Com o sistema Farmácia Estoque (farmacia estoque.manaus.am.gov.br), a população pode ter acesso aos remédios disponibilizados pela rede de atenção básica (UBSs e policlínicas) e onde encontrar.

“Outro dia uma pessoa me disse que não tinha dipirona nas UBSs. Eu acessei o celular e mostrei a ela que não era verdade. Pelo Farmácia Estoque, você sabe onde buscar o seu medicamento, de nossa responsabilidade. Não falta remédio na rede municipal”, exemplificou o prefeito.

Foto: Dhyeizo Lemos/Assessoria

Confira a agenda dos candidatos à Prefeitura de Manaus nesta quarta, 4/9

Confira a agenda política, dos candidatos à Prefeitura de Manaus, nesta quarta-feira (4/9). As informações foram divulgadas pelas assessorias dos candidatos:

David Almeida (Avante)

Manhã

Entrevista na Rádio Rio Mar

Gestão: agenda administrativa

Tarde

Gestão: agenda administrativa

Noite

Grande Reunião da zona Centro-Oeste

Amom Mandel (Cidadania)

Manhã:
– ⁠Caminhada no bairro União da Vitória.
– Entrevista para a TV A Crítica

Noite:
– Encontro com lideranças evangélicas.

Roberto Cidade (União Brasil)

Manhã
Sessão Ordinária na ALEAM

Tarde
Faz caminhada em bairro da zona Norte

Noite
Reunião comunitária na zona Centro-Sul
Reunião comunitária na zona Oeste

Capitão Alberto Neto (PL)

NOITE
18h30 – Encontro com mulheres e Michelle Bolsonaro – Teatro Manauara

Marcelo Ramos (PT)

Gravação de programa eleitoral. 10h
Reunião sobre o plano de governo. 14h
Caminhada no Viver Melhor. 16h
Encontro de campanha com Zé Ricardo.

Wilker Barreto (Mobiliza)

Manhã
09h00 – Entrevista em podcast (Portal Amazonas Atual)

Tarde
14h30 – Gravação de Propaganda Eleitoral

Noite
20h00 – Reunião com Lideranças Comunitárias

Gilberto Vasconcelos (PSTU)

Não divulgou sua agenda

A reportagem pode ser atualizada a qualquer momento, caso ocorra alteração no cronogama dos candidatos.

Foto: Reprodução

Parlamentares repercutem portaria do Dnit e cobram reconstrução de pontes na BR-319

A publicação da portaria do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), nesta terça-feira (3/9), que proíbe a circulação de veículos pesados na BR-319 apenas durante o período diurno, foi o motivador dos pronunciamentos parlamentares na Sessão Plenária. A restrição vai das 8h às 18h e entra em vigor imediatamente, como medida emergencial devido ao agravamento da estiagem no Amazonas.

O deputado Comandante Dan (Podemos) foi o primeiro a comentar a medida. Ele disse que o Dnit se sensibilizou com o clamor da Casa Legislativa. “Com os documentos que tramitamos e as visitas que fizemos conseguimos flexibilizar a portaria, que impedia que determinados veículos transitassem na BR-319, permitindo a circulação noturna de veículos pesados na rodovia. No próximo dia 28 estaremos fazendo uma caravana, em um ato na ponte do rio Curuçá, para que o Brasil entenda que é preciso resolver de uma vez por todas a questão das pontes que ruíram e avançar no sentido da liberação definitiva da BR-319”, afirmou.

O deputado João Luiz (Republicanos) recordou que já percorreu o caminho da BR com especialistas para avaliar os impactos da recuperação.

“Levamos especialistas para trafegar por toda a BR-319, elaboramos documentos e protocolamos no Ministério do Meio Ambiente e no Dnit. A resposta que tivemos foi das empresas que há anos fazem recuperação na rodovia, que é uma indústria de cascalho e tapa-buraco”, apontou.

Em seu discurso, o deputado Wilker Barreto (Mobiliza) cobrou a vinda de representantes do Dnit à Aleam para esclarecer a reconstrução das pontes que ruíram há quase dois anos.

“O Dnit tem de vir a esta Casa, novamente, para esclarecer a situação das pontes que desabaram há dois anos. Tem de ter a coragem de passar por este constrangimento porque o desabamento desta ponte está, literalmente, fazendo aniversário novamente”, apontou.

Aniversário da Afeam

O deputado Adjuto Afonso (UB) parabenizou a Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) pela passagem dos seus 25 anos comemorados na última segunda-feira (2/9).

“Ontem, a Afeam completou 25 anos. A Agência tem prestado, sem dúvida nenhuma, um serviço de muita relevância, sobretudo no interior do Estado, com financiamentos para os produtores locais”, celebrou.

Foto: Divulgação

Mudanças nas regras de inelegibilidade serão votadas depois das eleições

Após pedido do relator, senador Weverton (PDT-MA), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, decidiu adiar a votação do projeto de lei da Câmara dos Deputados que flexibiliza as regras de inelegibilidade. O PLP 192/2023 foi debatido em Plenário nesta terça-feira (3/9) e foi alvo de duras críticas de vários senadores, que enxergam a proposta como um enfraquecimento da Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135, de 2010). A matéria retornará para votação no Plenário após as eleições municipais deste ano.

O PLP 192/2023 é de autoria da deputada federal Dani Cunha (União-RJ) e outros deputados, foi aprovada na Câmara em setembro do ano passado e teve parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado no mês passado.

O projeto altera a contagem de início e o prazo de duração, além de outras regras relacionadas à inelegibilidade. O texto unifica em oito anos o prazo em que os candidatos ficam impedidos de disputar eleições por condenação judicial, cassação ou renúncia de mandato. Pela regra atualmente em vigor, há situações em que o impedimento para disputar eleições pode ultrapassar oito anos. 

A proposta determina que o período de inelegibilidade passe a ser único: oito anos contados a partir de um dos seguintes eventos:

  • data da decisão que decretar a perda do mandato;
  • data da eleição na qual ocorreu prática abusiva;
  • data da condenação por órgão colegiado; ou
  • data da renúncia ao cargo eletivo.

Para Weverton, o projeto aperfeiçoa a legislação eleitoral e confere mais objetividade e segurança jurídica ao fixar o início e o final da contagem de inelegibilidades.

“As regras previstas no PLP pretendem aperfeiçoar a legislação, especialmente no tocante ao prazo de duração de inelegibilidade, aqui igualado e limitado em todas as hipóteses, para coibir distorções que hoje ocorrem, em que políticos e detentores de mandato podem ser condenados a sanções de inelegibilidade, e incidem de forma desigual, configurando-se, assim, afronta ao princípio constitucional da isonomia.”

O senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) ponderou que a Lei da Ficha Limpa é fruto de anseio da população, pois foi fruto de iniciativa popular apresentada ao Congresso com mais de um milhão de assinaturas de cidadãos.

“Com a Lei da Ficha Limpa, este Congresso atendeu a um clamor popular. Ela veio para moralizar a política brasileira. Nós vamos estar passando um atestado de que estamos votando a favor daqueles que cometem delitos, de que estamos amaciando a Lei da Ficha Limpa.”

Também cítico ao projeto, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) alertou que a aprovação do texto poderá beneficiar muitos políticos que já foram condenados. Ele disse que a proposta afasta a sociedade do Congresso, pois vai contra a vontade da população.

“É importante dizer isso: não é iniciativa do senador Weverton. Veio da Câmara dos Deputados. É iniciativa originária da filha do ex-deputado Eduardo Cunha, a deputada Dani Cunha. Teve seu pedido de urgência apresentado pelo deputado do PT, Zeca Dirceu, filho de Zé Dirceu, e a tramitação com toda aquela pompa e glória, muito rápida, sempre relâmpago, quase por unanimidade.”

O PLP é “flagrantemente inconstitucional” na avaliação do senador Humberto Costa (PT-PE) e tem o objetivo de beneficiar pessoas específicas.

“Já se sabe qual era o objetivo lá atrás de quem apresentou essa proposta: criar as condições para que pessoas condenadas por crimes julgados pela Justiça, em última instância, possam readquirir o direito da elegibilidade.”

O senador Sergio Moro (União-PR), por sua vez, ponderou que “a Lei da Ficha Limpa tem pontuais injustiças, e esse projeto corrige várias dessas injustiças”. Ele elogiou a Lei da Ficha Limpa, mas disse que ela tem brechas para ser usada de maneira injusta. Para Moro, o PLP é negativo na parte que pode beneficiar pessoas que foram condenadas por crimes contra a administração pública. 

“Eu me refiro, aqui, especificamente, àqueles casos de inelegibilidade não decorrentes de uma condenação criminal, mas, sim, decorrentes de outra espécie de julgamento. Nós temos visto, infelizmente, várias injustiças sendo cometidas. Para ficar em um exemplo, foi cassado o mandato do deputado federal mais votado do Paraná, Deltan Dallagnol, sob um argumento que não convence.” 

Dizendo-se contrário à flexibilização “da lei mais avançada no ordenamento jurídico constitucional brasileiro”, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) também se posicionou. 

“A Lei da Ficha Limpa adveio, primeiro, da vontade popular: é uma das raras leis de iniciativa popular que foram discutidas no Congresso Nacional, aprovadas nas duas Casas, que dialogou com o clamor da sociedade.”

Na mesma linha, o senador Fabiano Contarato (PT-ES) se disse contrário à flexibilização da inelegibilidade.

“Quando um político desvia verba da saúde, ele está matando milhões de pessoas; quando um político desvia verba da educação, ele mata o sonho de milhões de jovens. Qual percentual da população carcerária está lá condenada por crimes contra a ordem tributária, contra o sistema financeiro, crimes de sonegação fiscal, corrupção ativa, corrupção passiva, peculato? As cadeias estão lotadas de pobres, pretos, pardos, porque o Estado criminaliza a pobreza e a cor da pele. E agora nós vamos flexibilizar a Lei da Ficha Limpa, que foi um avanço da população brasileira?”

O senador Marcos Rogério (PL-RO) disse que é defensor da Lei da Ficha Limpa, mas acredita que ela pode ser aperfeiçoada pois tem “pontos que são exagerados”.

“A lei foi feita dentro de uma visão e o que se vê hoje é a eternização do impedimento para que alguém participe do pleito eleitoral, às vezes, pessoas que foram condenadas de forma injusta. Mas eu acho que esse não é o momento para a gente discutir esse tema. Nós estamos no meio de uma eleição municipal”.

Para o senador Dr. Hiran (PP-RR), o objetivo da proposta é impedir que pessoas fiquem inelegíveis muito além dos oito anos.

“Aqui não se trata de eleger a impunidade de ninguém. Nós estamos aqui para reconhecer que alguém que ficou inelegível por oito anos fique inelegível por oito anos; não por 12, não por 14, não por 18. (…) ao final dos oito anos, vocês sabem quem vai julgar esses políticos eventualmente condenados? Será o povo. É o povo que nos traz para cá e que nos tira daqui”.

Entre os que debateram o projeto também estão os senadores Carlos Portinho (PL-RJ), Rodrigo Cunha (Podemos-AL), Otto Alencar (PSD-BA), Jorge Seif (PL-SC), Jaime Bagattoli (PL-RO), Esperidião Amin (PP-SC), Magno Malta (PL-ES), Izalci Lucas (PL-DF), Astronauta Marcos Pontes (PL-SP).

Fonte: Agência Senado

Aprovada no Senado, MP que liberou recursos para o RS será convertida em lei

Em votação simbólica, o Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (3/9) a medida provisória que abriu crédito extraordinário de R$ 12,2 bilhões no Orçamento de 2024 para ações emergenciais relacionadas à tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul.

Originalmente publicada em 11 de maio, a MP 1.218/2024 foi aprovada em 26 de agosto na Câmara dos Deputados na forma do relatório emitido pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), que preserva o texto original do Poder Executivo, sem emendas. Convertida em lei, a MP segue para promulgação.

A maior parte do dinheiro foi para o Programa Emergencial de Acesso a Crédito, previsto na Medida Provisória (MP) (MP) 1.216/2024. Ao todo, são R$ 4,95 bilhões. O Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) ficou com R$ 4,5 bilhões, por meio do Fundo Garantidor de Operações (FGO). Outros R$ 450 milhões destinados a pequenas e médias empresas foram aplicados em cotas do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI).

A MP 1.218/2024 liberou mais R$ 2 bilhões para operações oficiais de crédito. Metade do dinheiro vai para o Pronampe; a outra metade, para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). 

Também foram destinados recursos para a recuperação e restauração de rodovias federais no RS e para o emprego das Forças Armadas em ações de proteção e defesa civil. Ainda receberam recursos ações nas áreas de saúde, defesa civil, seguro-desemprego no estado, formação de estoques públicos, segurança alimentar e proteção social, entre outras.

Leilões de arroz

Depois da aprovação, o líder do governo, senador Jaques Wagner (PT-BA), sublinhou o compromisso do governo de não usar a verba remanescente destinada à formação de estoques públicos — que estimou em R$ 4 milhões — em leilões de arroz. Ele lembrou que, sem essa ressalva, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) teria apresentado destaque no sentido de excluir a possibilidade de novos leilões.

“O dinheiro será usado em outras ações que não essa”, esclareceu.

Tereza Cristina agradeceu o esclarecimento e expressou sua preocupação com a continuidade dos leilões, lembrando que os anteriores tiveram problemas e estão sob exame do Tribunal de Contas da União (TCU). Ela sublinhou que não há desabastecimento de arroz no país.

“Esses recursos seriam mais bem utilizados em outras áreas, como no atendimento aos pequenos produtores que precisam voltar a produzir, e não num leilão de arroz que não tem motivo”.

Fonte: Agência Senado

Suspensão da plataforma X gera debate em Plenário

Durante a sessão deliberativa desta terça-feira (3/9), senadores debateram a suspensão da plataforma X pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. De um lado, parlamentares da oposição criticaram o ministro do STF e defenderam o seu impeachment, além de cobrar que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, inicie o processo de impedimento. De outro, parlamentares alinhados ao governo defenderam tanto Alexandre de Moraes quanto Pacheco, destacando a reiterada defesa da democracia feita pelo presidente da Casa.

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) informou ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que será protocolado na Casa, na segunda-feira (9/9), um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, com assinaturas de deputados federais e de cidadãos de todo o país. Portinho e os senadores Magno Malta (PL-ES), Eduardo Girão (Novo-CE), Flávio Azevedo (PL-RN) e Izalci Lucas (PL-DF) defenderam a abertura do processo de impedimento. 

Na opinião de Portinho, Alexandre de Moraes desrespeitou a garantia constitucional da liberdade de expressão ao bloquear em todo o país o acesso à plataforma X (antigo Twitter).

“Hoje o que a gente vê é a censura na caneta de um único ministro e de alguns outros comparsas — e vou me referir assim porque o são — que calaram 22 milhões de brasileiros. Porque o que parece, senhor presidente, é que vivemos num estado de exceção, um estado de perseguição, onde a vontade de uma pessoa, de um magistrado, prevalece sobre o Congresso Nacional, que Vossa Excelência preside. Isso é um gesto, para fora do Brasil, horroroso. Por quê? Porque não há lei, não há Congresso. O que há é uma pessoa que, numa canetada, derruba um negócio e prejudica a concorrência”, afirmou Portinho.

Ele pediu que Pacheco e a Mesa do Senado aceitem o pedido de impeachment e abram o processo.

“Não posso acreditar que Vossa Excelência será o avalista do ministro Alexandre de Moraes e dos seus abusos. Com todo o respeito”, declarou Portinho.

“Obrigado, senador Carlos Portinho, e em respeito a Vossa Excelência e a toda a oposição, evidentemente, uma vez formalizado o pedido, será apreciado pela Presidência do Senado Federal”, respondeu Pacheco.

O senador Magno Malta cobrou o posicionamento de Rodrigo Pacheco como presidente do Senado e pediu que ele aceite o pedido de impeachment que será apresentado na semana que vem.

“Esta Casa, de fato, precisa se posicionar publicamente, na pessoa do seu presidente; publicamente, como qualquer outra instituição ou órgão, tem de se manifestar, ou para apoiar ou para dizer que não apoia, que vê erros. (…) Alexandre de Moraes precisa ser cassado”, opinou Malta.

Em contraponto, os senadores Omar Aziz (PSD-AM), Otto Alencar (PSD-BA), Laércio Oliveira (PP-SE), Flávio Arns (PSB-PR), Paulo Paim (PT-RS), Irajá (PSD-TO), Bene Camacho (PSD-MA) e Randolfe Rodrigues (PT-AP) apoiaram Pacheco contra as críticas e cobranças da oposição. Omar, Otto e Randolfe ressaltaram que não veem motivos para o Senado processar Alexandre de Moraes e criticaram a oposição por tentar constranger o presidente do Senado.

“O senhor me representou no dia 8 de janeiro [de 2023], quando esta Casa foi invadida, apedrejada e quebrada por marginais, que alguns aqui no Senado defendem. O senhor me representou quando nós votamos aqui uma lei que acabava com decisões monocráticas. O senhor me representou quando discutiu a questão da liberação da maconha. O senhor me representa hoje”, disse Omar Aziz a Rodrigo Pacheco.

Otto Alencar destacou que também é contra o impeachment de Alexandre de Moraes.

“Até porque, presidente, como falou o senador Omar Aziz, na minha opinião ele [Alexandre de Moraes] foi o defensor desta democracia, porque o golpe ia ser dado! (…) Não aconteceu o golpe porque não teve gente na rua, só teve em Brasília. Se tivesse [pessoas nas ruas] nas outras capitais, teria o golpe, sim, teria o golpe. O golpe da insensatez, para derrubar a democracia, que foi, com muita luta, conquistada por vários líderes deste Senado e da Câmara dos Deputados”, afirmou Otto.

Randolfe disse que a plataforma X e seus donos não estão acima da lei e são obrigados a seguir as regras do Brasil como toda empresa nacional ou estrangeira.

“Alguns colegas aqui esquecem ou fazem questão de esquecer, alguns colegas aqui não admitem que tentaram romper com a democracia. Alguns colegas não queriam que o resultado das eleições fosse reconhecido. Eu sei que eles têm um pouco de vergonha de assumir isso, mas não queriam o reconhecimento do resultado democrático das eleições. O senhor foi ao Tribunal Superior Eleitoral, foi ao TSE, referendar o resultado soberano do povo brasileiro. Isso já o coloca na história. Alguns, com certeza, queriam que o senhor se curvasse às hostes que invadiram os três prédios da República e da democracia, que depredaram, que vilipendiaram. Queriam que o senhor se curvasse a isso. O senhor se levantou e reafirmou, como patriota que é, a defesa da institucionalidade democrática”, afirmou Randolfe

Também participaram do debate, entre outros, os senadores Sergio Moro (União-PR), Marcos do Val (Podemos-ES) e Beto Martins (PL-SC).

O artigo 52 da Constituição Federal de 1988 dá competência privativa ao Senado Federal para processar e julgar ministro do STF em caso de crimes de responsabilidade.

Fonte: Agência Senado

Bets: senadores apontam risco de vício e secretário promete campanha

Nos primeiros sete meses de 2024, 25 milhões de brasileiros passaram a fazer apostas on-line. Os dados são de um levantamento do Instituto Locomotiva, realizado na primeira semana de agosto. O veloz crescimento dos aplicativos de apostas, ou bets, preocupa senadores, que apontam riscos de vício e endividamento da população. Nessa terça-feira (3/9), a Comissão Parlamentar de Inquérito da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas (CPIMJAE) ouviu o secretário de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Regis Dudena. Parlamentares cobraram medidas para frear potenciais problemas dos jogos.

Diante de questionamentos dos senadores, Dudena afirmou que a secretaria trabalha para colocar ainda neste ano uma campanha de conscientização sobre os jogos e que, a partir do ano que vem, as empresas autorizadas a operar as apostas esportivas também deverão se somar à campanha.

“É uma demanda direta do ministro [Fernando Haddad]. Estamos trabalhando nos primeiros passos dessa campanha para que a população entenda que apostar é um mero entretenimento e que potencialmente as pessoas vão perder dinheiro”, disse o secretário após indagação do presidente da CPI, senador Jorge Kajuru (PSB-GO).

De acordo com levantamento citado pelo relator da CPI, senador Romário (PL-RJ), 80% das pessoas que apostam têm dívidas e 2% do orçamento doméstico das classes C, D e E estão comprometidos com apostas.

Atualmente, a secretaria tem portarias para regulamentar o setor, conforme apontou o Dudena. Uma delas estabelece limites para tempo logado, entre outras medidas para proteger os apostadores e prevenir o superendividamento e problemas relacionados à dependência de jogos. Também estão em análise  115 pedidos de autorização de empresas para explorarem o mercado de apostas esportivas a partir de janeiro de 2025.

“Nós impusemos a todos aqueles agentes que quiserem vir atuar no Brasil, impusemos regras específicas para conhecer os seus apostadores, para monitorar os seus apostadores, para impor alertas nos casos de abuso dos jogos, para impor restrições de tempo e para, no limite, criar bloqueios para esses apostadores”, apontou.

Contrário à legalização dos jogos, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou que o vício em apostas on-line pode ser comparado a uma epidemia de saúde pública.

“A gente tem visto uma tragédia humana sem precedentes, o que está acontecendo no Brasil com essas apostas. Nós estamos vendo a ponta do iceberg disso, o endividamento coletivo”, disse.

Assim como Girão, o senador Carlos Portinho (PL-RJ) lamentou o crescimento das apostas.

“Não é uma calamidade só no Brasil. Li recentemente uma matéria também nos Estados Unidos, onde acontece e onde o jogo já é legalizado há muito tempo. Infelizmente, como eu digo, o esporte escolheu as apostas. Eu espero que, em tempo breve, isso seja revisto pelo próprio esporte”.

Representante dos consumidores do mercado de apostas, Rodrigo Alves, que é presidente da Associação Brasileira de Apostas Esportivas (Abaesp), defendeu o direito dos brasileiros em apostar, mas reconheceu potenciais riscos. Para Alves, um dos problemas centrais está na publicidade.

“Casos de endividamento, de problemas chegam constantemente para nós. Somos totalmente sensíveis e concordamos que muitos hoje estão passando dos limites, nem conhecem seus próprios limites, e, em boa parte, é pela publicidade um pouco desenfreada. Nós acreditamos muito numa regulamentação, porque não existe o não jogo”, disse.

Sobre publicidade, Regis Dudena apontou que uma das portarias prevê que a partir do dia 1º de janeiro todas as empresas que não tiverem autorização serão proibidas de fazer publicidade ou patrocínio.

“O Ministério da Fazenda, como órgão regulador nacional do tema, poderá notificar as empresas para proibir tanto a publicidade das empresas quanto proibir que partícipes, ou seja, que influencers, que os chamados afiliados, possam falar sobre empresas não autorizadas”.

Fonte: Agência Senado