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“Estamos sendo punidos por preservar”, avalia David Almeida sobre pavimentação da BR-319

Conectar o Amazonas e Manaus ao restante do país, ajudar no desenvolvimento econômico, turístico e social são apenas alguns dos fatores que fazem com que a rodovia federal BR-319 seja tão importante. Foi o que destacou o prefeito de Manaus e candidato à reeleição, David Almeida (Avante), durante entrevista ao programa Flow News, do jornalista Rafael Colombo, na tarde desta sexta-feira (06/09). A sabatina foi realizada ao vivo, pela internet.

“Eu sou totalmente a favor do asfaltamento da BR-319. É um absurdo nós sermos o Estado que mais preserva, cerca de 96% de toda a nossa cobertura vegetal preservada. Às vezes eu fico pensando que nós estamos sendo punidos por preservar”, avaliou o prefeito.

O gestor destacou que o governo federal deveria levar como exemplo, o que acontece na Rodovia BR-174, que liga os Estados do Amazonas, Roraima ao país da Venezuela. Segundo David Almeida, a fiscalização na BR-174 funciona, e por isso a população aprendeu a preservar o meio ambiente, criando oportunidade para que a cobertura florestal seja mantida, e ainda assim, a população tenha oportunidade de acesso a outros Estados.

“O desmatamento, as queimadas que estão acontecendo, elas seriam bem menores se nós tivéssemos a estrada [BR-319] totalmente transitável, e com a fiscalização funcionando através dos órgãos federais e estaduais da mesma forma que acontece na BR-174, que liga Manaus à Boa Vista. Lá é inexistente as queimadas, o desmatamento, porque nós aprendemos a preservar através de leis que funcionam”, destacou o prefeito.

Sul do Amazonas

David deu como exemplo ainda, o Sul do Amazonas, onde há grandes registros de queimadas e desmatamento. Segundo ele, muitas vezes resultado da falta de oportunidades, o que leva à busca de outras formas de subsistência, e por isso há tantas registros de crimes ambientais.

“De Manaus à Boa Vista não existe desmatamento porque a estrada é asfaltada. No Sul do Amazonas acontecem as queimadas exatamente por causa do isolamento. Se você está isolado, a população vai procurar uma forma de subsistência”, afirmou David Almeida.

Mudanças Climáticas

O candidato à reeleição ainda falou sobre as mudanças climáticas e como a falta de pavimentação da BR-319 pode prejudicar o desenvolvimento.

“De Manaus para Porto Velho, nós precisamos de asfaltamento, até para mantermos a atividade econômica na nossa cidade, que agora está ameaçada com a segunda maior seca dos últimos anos. Então a BR-319 é de fundamental importância para a sobrevivência do Amazonas e da cidade de Manaus, como o polo industrial que nós temos aqui. Para asfaltar a BR-319 nós não precisamos derrubar uma só árvore, então acredito que além de melhorar a questão social da nossa população, também beneficiará, e muito, nosso desenvolvimento econômico”, finalizou o prefeito.

Foto: Assessoria de Imprensa

Ministério das Mulheres diz que denúncias contra Almeida são “graves”

O Ministério das Mulheres divulgou nota nesta sexta-feira (6/9) em que classifica como “graves” as denúncias da organização de apoio a vítimas de violência sexual Me Too contra o ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, acusado de assédio sexual.

Na nota, a pasta manifesta solidariedade a todas as mulheres “que diariamente quebram silêncios e denunciam situações de assédio e violência”; reafirma que nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada e destaca que toda denúncia desta natureza precisa ser investigada, “dando devido crédito à palavra das vítimas”.

“A prática de qualquer tipo de violência e assédio contra a mulher é inadmissível e não condiz com os princípios da Administração Pública Federal e da democracia. É preciso que toda denúncia seja investigada de forma célere, com rigor e perspectiva de gênero, dando o devido crédito à palavra das vítimas, e que os agressores sejam responsabilizados de forma exemplar”, sustenta o ministério.

A nota lembra que o Brasil é signatário de acordos internacionais que asseguram os direitos das mulheres e estabelecem compromissos nacionais em favor da eliminação da discriminação e da violência de gênero.

“Cabe ainda reiterar que proteção às pessoas denunciantes e mecanismos de acolhimento, escuta ativa, orientação e acompanhamento estão entre as ações previstas no Programa Federal de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação no âmbito da administração pública federal direta, autárquica e fundacional.”

Lançado em julho deste ano pelo governo federal, o programa se aplica tanto às servidoras e servidores quanto às empregadas públicas e empregados, incluindo ações para trabalhadores terceirizados.

Denúncias

As denúncias contra o ministro Silvio Almeida foram tornadas públicas pelo portal de notícias Metrópoles na tarde desta quinta-feira (5/9) e posteriormente confirmadas pela organização Me Too. Sem revelar nomes ou número de casos, a entidade afirma que atendeu a mulheres que asseguram ter sido assediadas sexualmente por Almeida.

“Como ocorre frequentemente em casos de violência sexual envolvendo agressores em posições de poder, essas vítimas enfrentam dificuldades em obter apoio institucional para validação de suas denúncias. Diante disso, autorizaram a confirmação do caso para a imprensa”, explicou a Me Too, em nota.

Segundo o site Metrópoles, entre as supostas vítimas de Almeida estaria a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, que ainda não se pronunciou publicamente sobre o assunto.

Já o ministro dos Direitos Humanos e Cidadania refutou as acusações, repudiando “com absoluta veemência” as acusações, às quais ele se referiu como “mentiras” e “ilações absurdas” com o objetivo de prejudicá-lo.

“Repudio tais acusações com a força do amor e do respeito que tenho pela minha esposa e pela minha amada filha de 1 ano de idade, em meio à luta que travo, diariamente, em favor dos direitos humanos e da cidadania neste país.”

No comunicado, o ministro avaliou que “toda e qualquer denúncia deve ter materialidade” e se declarou triste com toda a situação. “Dói na alma. Mais uma vez, há um grupo querendo apagar e diminuir as nossas existências, imputando a mim condutas que eles praticam. Com isso, perde o Brasil, perde a pauta de direitos humanos, perde a igualdade racial e perde o povo brasileiro”.

“Toda e qualquer denúncia deve ser investigada com todo o rigor da lei, mas, para tanto, é preciso que os fatos sejam expostos para serem apurados e processados. E não apenas baseados em mentiras, sem provas.”

Horas após as denúncias virem a público, o ministro foi chamado a prestar esclarecimentos ao controlador-geral da União, Vinícius Carvalho, e ao advogado-geral da União, Jorge Messias, conforme informou, em nota, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

De acordo com a secretaria, o próprio ministro encaminhará ofício à Controladoria-Geral da União (CGU), ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e à Procuradoria Geral da República (PGR) para que investiguem o caso. Ainda de acordo com o comunicado, a Comissão de Ética da Presidência da República decidiu abrir procedimento para apurar as denúncias.

“O governo federal reconhece a gravidade das denúncias. O caso está sendo tratado com o rigor e a celeridade que situações que envolvem possíveis violências contra as mulheres exigem”, concluiu a Secom.

Fonte: Agência Brasil

Governo vai investigar denúncias de assédio contra Silvio Almeida

O ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, foi chamado na noite desta quinta-feira (5/9) para prestar esclarecimentos ao controlador-geral da União, Vinícius Carvalho, e ao advogado-geral da União, Jorge Messias, em razão de denúncias de assédio sexual publicadas pela imprensa. A convocação foi confirmada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

Em nota, a Secom informou que o próprio ministro irá encaminhar ofício à Controladoria-Geral da União (CGU), ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e à Procuradoria Geral da República (PGR) para que investiguem o caso. Ainda de acordo com a nota, a Comissão de Ética da Presidência da República decidiu abrir procedimento para apurar as denúncias.

“O governo federal reconhece a gravidade das denúncias. O caso está sendo tratado com o rigor e a celeridade que situações que envolvem possíveis violências contra as mulheres exigem”, concluiu a Secom.

Entenda

Uma reportagem do site Metrópoles publicada na tarde desta quinta-feira afirmou que Silvio Almeida foi denunciado à organização Me Too Brasil por supostos episódios de assédio sexual contra mulheres. Segundo a matéria, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, estaria entre as vítimas do ministro.

Em nota, a Me Too Brasil confirmou ter sido procurada por mulheres que relataram supostos episódios de assédio sexual praticados pelo ministro. “A organização de defesa das mulheres vítimas de violência sexual, Me Too Brasil, confirma, com o consentimento das vítimas, que recebeu denúncias de assédio sexual contra o ministro Silvio Almeida, dos Direitos Humanos”.

“Elas foram atendidas por meio dos canais de atendimento da organização e receberam acolhimento psicológico e jurídico”, destacou o comunicado. “Como ocorre frequentemente em casos de violência sexual envolvendo agressores em posições de poder, essas vítimas enfrentaram dificuldades em obter apoio institucional para a validação de suas denúncias. Diante disso, autorizaram a confirmação do caso para a imprensa”.

Até a manhã desta sexta-feira (6/9), a ministra Anielle Franco não havia se manifestado sobre as denúncias em questão. Em seu perfil no Bluesky (plataforma semelhante ao X, ex-Twitter) e na rede social Instagram, a primeira-dama Janja Lula da Silva postou uma foto em que aparece beijando Anielle na testa. A imagem, entretanto, não acompanha nenhum tipo de legenda.

Outro lado

Em nota divulgada à imprensa também na noite desta quinta-feira, Silvio Almeida diz repudiar “com absoluta veemência” as acusações, às quais ele se referiu como “mentiras” e “ilações absurdas” com o objetivo de prejudicá-lo.

“Repudio tais acusações com a força do amor e do respeito que tenho pela minha esposa e pela minha amada filha de 1 ano de idade, em meio à luta que travo, diariamente, em favor dos direitos humanos e da cidadania neste país”.

No comunicado, o ministro avaliou que “toda e qualquer denúncia deve ter materialidade” e se declarou triste com toda a situação. “Dói na alma. Mais uma vez, há um grupo querendo apagar e diminuir as nossas existências, imputando a mim condutas que eles praticam. Com isso, perde o Brasil, perde a pauta de direitos humanos, perde a igualdade racial e perde o povo brasileiro”.

“Toda e qualquer denúncia deve ser investigada com todo o rigor da lei, mas, para tanto, é preciso que os fatos sejam expostos para serem apurados e processados. E não apenas baseados em mentiras, sem provas”.

Na nota, Almeida confirma a informação divulgada pela Secom e diz que encaminhou ofícios à CGU, ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e à PGR “para que façam uma apuração cuidadosa do caso”. “As falsas acusações, conforme definido no artigo 339 do Código Penal, configuram ‘denunciação caluniosa’”.

“Tais difamações não encontrarão par com a realidade. De acordo com movimentos recentes, fica evidente que há uma campanha para afetar a minha imagem enquanto homem negro em posição de destaque no Poder Público, mas estas não terão sucesso. Isso comprova o caráter baixo e vil de setores sociais comprometidos com o atraso, a mentira e a tentativa de silenciar a voz do povo brasileiro, independentemente de visões partidárias”, disse.

“Quaisquer distorções da realidade serão descobertas e receberão a devida responsabilização. Sempre lutarei pela verdadeira emancipação da mulher, e vou continuar lutando pelo futuro delas. Falsos defensores do povo querem tirar aquele que o representa. Estão tentando apagar a minha história com o meu sacrifício”, concluiu o ministro.

Fonte: Agência Brasil

Confira a agenda dos candidatos à Prefeitura de Manaus nesta sexta, 6/9

Confira a agenda política, dos candidatos à Prefeitura de Manaus, nesta sexta-feira (6/9). As informações foram divulgadas pelas assessorias dos candidatos:

David Almeida (Avante)

Manhã e Tarde

Gestão: agenda administrativa

Noite

Não há agenda prevista

Amom Mandel (Cidadania)

Manhã:
Caminhada em feira na Zona Leste

Tarde:
Caminhada em bairro na Zona Leste

Noite:
Gravação de programa eleitoral

Roberto Cidade (União Brasil)

Manhã
Visita comunidades da zona leste
Grava programa eleitoral

Tarde
Reunião comunitária na zona oeste

Capitão Alberto Neto (PL)

Agenda interna de campanha

Marcelo Ramos (PT)

Entrevista ao G6, ao vivo. 9h
Gravação de programa com Luiz Castro. 14h
Caminhada no Viver Melhor. 16h30

Wilker Barreto (Mobiliza)

Manhã

09h00 – Reunião de planejamento de campanha

Tarde

16h30 – Reunião com Lideranças Comunitárias

Noite

19h30 – Reunião com Lideranças Comunitárias

Gilberto Vasconcelos (PSTU)

Não divulgou sua agenda

A reportagem pode ser atualizada a qualquer momento, caso ocorra alteração no cronogama dos candidatos.

Foto: Reprodução

Lula assina regulamentação da Política Nacional de Leitura e Escrita

O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva assinou na noite dessa quinta-feira (5/9) o decreto que regulamenta a Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE).  A assinatura foi feita durante a abertura da 27ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, na capital paulista.

Com a regulamentação, o governo federal poderá criar um novo Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL) que, atualmente, não está em vigência no país. Idealizado em 2011, o PNLL define uma série de ações de valorização do livro e da leitura que deverão ser executadas pelo estado. 

“Estamos de volta para reafirmar que a literatura, assim como o cinema, a música, o teatro, o circo, a dança, as artes práticas alimentam a alma de um povo. Um dos nossos objetivos é fazer do Brasil um país de leitores e leitoras. Os livros são fundamentais para a nossa formação e compreensão do mundo. A literatura é um direito humano, como bem definiu o grande brasileiro Antonio Candido [de Mello e Souza, crítico literário e sociólogo]”, destacou o presidente.

“Cada uma das seis mil bibliotecas públicas do Brasil vai receber um acervo inicial de 800 obras literárias. E, a partir de agora, os novos conjuntos habitacionais do Minha Casa Minha Vida ganharão bibliotecas com 500 livros à disposição das famílias”, acrescentou. 

Segundo o governo federal, o PNLL vai vigorar entre 2025 e 2034, e será construído a partir de discussões da sociedade civil. A primeira reunião de escuta popular ocorrerá também na Bienal, em São Paulo.

Na abertura do evento, o ministro da Educação, Camilo Santana, também autorizou um novo edital do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) Equidade  e uma suplementação de R$ 50 milhões para a compra de acervos literários do PNLD Educação Infantil. “Nós estamos retomando e ampliando o investimento financeiro e o apoio técnico para que, em todo o país, a educação e a cultura ajudem a transformar a vida das crianças, dos adolescentes, dos jovens e das suas famílias”, disse o ministro. 

Fonte: Agência Brasil

TSE vai garantir votação nos estados atingidos pela seca na Amazônia

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, disse nesta quinta-feira (5/9) que a Justiça Eleitoral está trabalhando para garantir aos eleitores que vivem nos estados atingidos pela estiagem na Amazônia possam votar normalmente nas eleições municipais de 6 outubro.

Faltando um mês para o pleito, a ministra informou que os tribunais regionais eleitorais do Amazonas, Acre e Pará vão trabalhar para que todos os eleitores tenham “a plena capacidade material de poder ir votar e exercer a sua cidadania plenamente, sem maiores consequências”.

Na abertura da sessão da manhã de hoje, Cármen Lúcia também prestou solidariedade aos povos da Amazônia, que enfrentam a seca.

“Nos solidarizamos com os povos da Amazônia. O Brasil preocupado, o mundo preocupado vê uma estiagem que compromete a vida das pessoas. Esperamos que nós, seres humanos, que tanto contribuímos para a situação de gravidade climática no país, sejamos capazes de equacionar e aportar propostas e adotar condutas que façam com que a gente saia dessa condição de destruição, a que nos levou a ação humana”, afirmou.

O Dia da Amazônia é celebrado hoje. Mais cedo, movimentos sociais realizaram atos em diferentes estados em defesa da Amazônia e das populações atingidas pela ação de grandes empreendimentos e por eventos climáticos extremos.

Fonte: Agência Brasil

Lula anuncia repactuação do desastre em Mariana para outubro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nessa quinta-feira (5/9) que um novo acordo de reparação dos danos causados no rompimento da barragem da mineradora Samarco, em Mariana (MG), ocorrido em 2015, será finalmente assinado em outubro. A empresa responsável pelo desastre que matou 19 pessoas e causou irrecuperáveis impactos ambientais na Bacia do Rio Doce, entre Minas Gerais e o Espírito Santo, é controlada pela brasileira Vale e a britânica BHP Billinton.

“É uma coisa que se arrasta há dez anos, vários compromissos, várias tentativas de fazer acordo, várias decisões judiciais, e a Vale não cumpre. Agora vai ter que cumprir. Aliás, a Vale está mudando a direção, eu espero que a nova direção da Vale seja mais cuidadosa, pense mais no desenvolvimento da Vale, porque a atual direção só quer saber de vender ativos, não quer saber de fazer novas pesquisas, de ter novos minerais. Então, eu acho que as coisas vão mudar para melhor. Até o começo de outubro, a gente vai ter o acordo da Vale para resolver o problema de Mariana e nós queremos utilizar o recurso para recuperar o que foi estragado, para cuidar do povo”, disse Lula em uma entrevista à Rádio Vitoriosa, de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, onde cumpriu agenda durante a tarde, de inauguração de um bloco do Hospital das Clínicas da cidade.

Passados mais de oito anos da tragédia, considerada o maior desastre ambiental causado pelo setor de mineração no Brasil, as mineradoras e as autoridades não alcançaram um entendimento para a reparação dos danos causados.

Negociações

Ocorrido em 5 de novembro de 2015, o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco, localizada na zona rural de Mariana (MG), liberou no ambiente 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério. Dezenove pessoas morreram. A lama devastou comunidades e deixou um rastro de destruição ambiental ao longo da Bacia do Rio Doce, chegando até a foz no Espírito Santo.

Para reparar os danos causados na tragédia, um Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC) foi firmado em 2016 entre o governo federal, os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, a Samarco e as acionistas Vale e BHP Billiton. Com base nele, foi criada a Fundação Renova, entidade responsável pela gestão de mais de 40 programas. Todas as medidas previstas deveriam ser custeadas pelas três mineradoras.

O objetivo da renegociação atual é selar um novo acordo que solucione mais de 80 mil processos judiciais acumulados. Nos processos, existem questionamentos sobre a falta de autonomia da Fundação Renova, os atrasos na reconstrução das comunidades destruídas, os valores indenizatórios e o não reconhecimento de parcela dos atingidos, entre outros tópicos.

No início de maio, a União e o Espírito Santo rejeitaram uma nova proposta de R$ 90 bilhões para reparação integral dos danos provocados pela tragédia de Mariana. A quantia englobaria tanto danos materiais quanto os danos morais coletivos e foi considerada insuficiente pelas autoridades. A proposta dos governos gira em torno de compensações que somam R$ 109 bilhões.

Movimento é contra

No mês passado, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) divulgou uma carta aberta ao presidente Lula em que pede a rejeição da proposta das mineradoras Vale e BHP Billiton, apresentada na Mesa da Repactuação Rio Doce.

No documento, o movimento reivindica “um acordo coerente, que considere a centralidade das vítimas e sua reparação integral, não os interesses especulativos e imediatistas de quem há anos segue impune pelos seus crimes.” A entidade encaminhou o documento ao governo federal e solicita ainda uma audiência com o presidente Lula.

De acordo com o MAB, as empresas buscam um acordo estimado em aproximadamente R$ 100 bilhões, porém o montante, conforme a entidade, não é suficiente para garantir uma reparação integral a todas as famílias atingidas. “Pretendem repassar para o governo federal a obrigação de resolver os problemas não solucionados”, diz o documento. Para o movimento, se comparado ao acordo feito pela Vale em Brumadinho, no outro rompimento de barragem da mineradora, em 2019, o valor do acordo de Mariana deveria ser, no mínimo, de R$ 500 bilhões. “No exterior, os atingidos estão processando a BHP em busca de indenizações e a conta certamente será muito maior”, destaca a carta.

Fonte: Agência Brasil

PGR pede que PF avalie alegação do X sobre perfis que burlam bloqueio

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu que a Polícia Federal (PF) avalie as alegações da rede social X sobre perfis de investigados que burlam ordens de bloqueio determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes.

A manifestação foi enviada nessa quinta-feira (5/) ao Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito do inquérito que envolve o bilionário Elon Musk, investigado na Corte pelo crime de obstrução de Justiça. Caberá ao ministro autorizar o pedido da PGR.

Em abril deste ano, a PF enviou a Moraes um relatório e indicou que usuários investigados que tiveram os perfis bloqueados continuam realizando transmissões ao vivo e interações com usuários brasileiros na rede social.

De acordo com a investigação, foi possível acessar do Brasil as transmissões feitas pelos usuários e seguir os perfis bloqueados.

Na avaliação da PF, os investigados seguem realizando transmissões e postagens com ataques ao ministro e disseminando informações falsas.

Segundo a rede social X, usuários burlam as medidas de bloqueio e de segurança da plataforma. O jornalista Allan dos Santos está entre os citados que violam as medidas. Ele passou a morar nos Estados Unidos após começar a ser investigado no Brasil.

Na semana passada, Alexandre de Moraes determinou a suspensão da rede social X. A medida foi tomada após o fim do prazo de 24 horas dado pelo ministro a Elon Musk, dono da rede social, para indicar um representante legal no Brasil.

No dia 17 de agosto, Musk anunciou o fechamento da sede da empresa no Brasil após a rede social ser multada por se recusar a cumprir a determinação de retirar do ar perfis de investigados pela Corte pela publicação de mensagens consideradas antidemocráticas e com conteúdo ofensivo aos membros do STF.

Fonte: Agência Brasil

Comissão retoma debate sobre novo Plano Nacional de Educação

A  Comissão de Educação e Cultura (CE) realiza nesta segunda-feira (9/), a partir das 10h, mais uma audiência pública para debater o PL 2.614/2024, projeto de lei que institui o novo Plano Nacional de Educação – PNE para o biênio 2024-2034.

Essa será a terceira audiência pública para debater o projeto. O ciclo de debates foi solicitado por meio do requerimento REQ 62/2024-CE, das senadoras Teresa Leitão (PT-PE) e Janaína Farias (PT-CE). A iniciativa conta com o apoio do presidente da Comissão de Educação, senador Flávio Arns (PSB-PR).

O requerimento destaca que o projeto do novo Plano Nacional de Educação foi encaminhado ao Congresso Nacional pelo Poder Executivo, seguindo o disposto no artigo 214 da Constituição e no artigo 9º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. O projeto atualmente está em tramitação na Câmara dos Deputados. Posteriormente, será analisado também no Senado.

“Na apresentação do PNE para o decênio 2024-2034, o Ministério da Educação apresentou um breve balanço dos indicadores do PNE 2014-2024, cuja vigência expirou no último dia 26 de junho, ressaltando que o nível de alcance médio dos indicadores foi de 76,6%, mas também que 9 dos 53 indicadores que permitem o cálculo do nível de alcance apresentam nível médio de alcance inferior a 50%. A Meta 20 do PNE 2014-2024 foi praticamente revogada pelo arcabouço fiscal instituído pela Emenda à Constituição 95/2016 (teto de gastos), de modo que se faz necessário conceber o novo PNE como um pilar estratégico de um projeto de desenvolvimento nacional, tornando exequíveis as metas relativas aos investimentos públicos em educação”, observa o requerimento.

Convidados

O debate contará com a participação, já confirmada, dos presidentes da Associação Brasileira das Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), Celso Niskier, e da Associação Brasileira das Instituições Comunitárias de Educação Superior (ABRUC), Claudio Alcides Jacoski.

A comissão ainda aguarda a confirmação da participação dos presidentes da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), José Daniel Diniz Melo; do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub), Pedro Rubens Ferreira Oliveira; da Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) Elizabeth Guedes; e do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), Elias Monteiro.

Fonte: Agência Senado

Audiência na CMA discutiu segurança no transporte de animais em voos

A garantia de melhores condições para os animais domésticos no deslocamento por empresas de transporte coletivo precisa ser conciliada com a segurança dos passageiros e a viabilidade de sua implementação. Essa é a conclusão da maioria dos debatedores que participaram da audiência pública promovida nesta quinta-feira (5/9) pela Comissão de Meio Ambiente (CMA). A audiência foi realizada para subsidiar a análise de quatro projetos de lei sobre o tema.

A senadora Margareth Buzetti (PSD-MT), autora do pedido para a realização dessa audiência, é a relatora desses projetos. Três deles foram apresentados após a morte do cachorro Joca, extraviado em voo da companhia aérea Gol. O cão, da raça golden retriever, foi encontrado morto por seu tutor, João Fantazzini, no canil da empresa, no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos. O animal, que tinha cinco anos, deveria ter sido levado de São Paulo para Sinop (MT), mas, por um erro da companhia, foi enviado para Fortaleza (CE), onde ficou por horas sem água nem comida.

“Saber que vocês estão fazendo a junção dos melhores pontos de cada projeto para poder chegar a uma regulamentação que seja a melhor para a saúde e para a segurança dos animais, hoje, no Brasil, é muito importante. (…) Eu queria muito agradecer a vocês por terem enxergado a real necessidade que a gente tem no transporte de pets no Brasil”, disse João Fantazzini, acrescentando que lutará até o fim de sua vida para que outros animais não passem pelo mesmo sofrimento.

Dos quatro projetos em análise, três foram apresentados por senadores: o PL 1.903/2024, do senador licenciado Wellington Fagundes (PL-MT); o PL 1.510/2024, do senador Eduardo Gomes (PL-TO); e o PL 1.474/2024, do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP). A quarta proposição (PL 13/2022), já aprovada pela Câmara, é do deputado federal Alencar Santana (PT-SP).

“O pet não é uma bagagem; é o amor da vida de alguém. Eu não teria como fazer um relatório sério e que trouxesse as saídas possíveis para o transporte seguro dos animais sem ouvirmos todos aqui presentes”, disse Margareth Buzetti ao iniciar a audiência.

Medidas

Entre as iniciativas sugeridas está a de disponibilizar veterinários nas empresas de transporte que atuam em grandes aeroportos. Outra preocupação é garantir que a caixa para transporte seja pelo menos 50% maior do que o tamanho do animal, de forma que ele possa fazer movimentos. Essas caixas também teriam que permitir a entrada de ar e de luz, além de garantir uma temperatura adequada e compartimentos para comida e água. 

Fábio Rogério Carvalho, presidente da ABR – Aeroportos do Brasil, que representa todos os aeroportos federais concedidos, alegou que muitas das medidas esbarram em problemas de viabilidade (como o espaço nos aeroportos e os custos que seriam gerados para os passageiros) e algumas delas não têm eficácia. Entre essas medidas estaria a presença de veterinários em todos os aeroportos com mais de 600 mil passageiros por ano, prevista no projeto que veio da Câmara. Ele lembrou que, mesmo para os médicos, os padrões contratuais internacionais preveem a obrigatoriedade apenas em aeroportos classe 4, com um fluxo anual superior a 5 milhões de passageiros.

“Pela redação, como está proposta no momento, com 600 mil passageiros eu já teria obrigação de ter um médico veterinário, o que nos parece um pouco desarrazoado. (…) A gente verificou que não existe em nenhum país uma obrigação dessa natureza. Em nenhum país do mundo existe uma obrigação que estabeleça que o aeroporto tem necessidade de ter um mérito veterinário”, explicou.

A médica veterinária Juliana Stephani, CEO da Petfriendly Turismo, concorda que é inviável a presença desses profissionais em todos os aeroportos. Ela disse, no entanto, que é preciso que esses aeroportos tenham parcerias com profissionais e clínicas veterinárias, para que os animais sejam levados rapidamente em caso de necessidade.

“Isso precisa ser feito, isso precisa ser obrigatório. O Joca, como todo mundo aqui falou, não morreu porque foi mandado para outro lugar. Ele morreu pelo atendimento que foi feito com ele. (…) As companhias aéreas fazem o que elas querem hoje em dia aqui no Brasil. Essa é a verdade. Eu trabalho com isso todos os dias e eu acredito, sim, que deva haver essa parceria dos aeroportos com veterinários. Eles [os veterinários] não precisam estar lá 24 horas  por dia, mas é preciso saber para onde correr se algo acontecer”, defendeu Juliana Stephani.

Custos

O superintendente de Acompanhamento de Serviços Aéreos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Adriano Pinto de Miranda, lembrou que a missão da agência reguladora é garantir a segurança nos voos. O superintendente afirmou, no entanto, que é preciso democratizar o acesso ao transporte aéreo no Brasil, que não vai acontecer, segundo ele, com regras muito rígidas que afastem empresas e prejudiquem a concorrência.

“A gente tem de ter um transporte de animais mais seguro e mais acessível, mas ele tem, necessariamente, de conversar com a segurança, tem de ser viável do ponto de vista técnico e econômico, tem de observar uma padronização internacional — e isso é importantíssimo porque a gente não tem condição de estabelecer uma regulamentação muito díspar do que é praticada no resto do mundo — e tem de conversar com a democratização do acesso ao transporte aéreo”, argumentou Miranda.

A segurança dos passageiros foi mencionada pelo diretor da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) no Brasil, Marcelo Pedroso, que também representou a Associação Brasileira das Empresas Aéreas durante a audiência. Ele explicou que a quantidade e o peso de animais na cabine têm de ser limitados porque a presença de animais soltos pode causar acidentes em situações de emergência, por exemplo.

Para Marcelo Pedroso, em razão da quantidade, de aspectos técnicos envolvidos e da variedade de modelos de aeronaves utilizados, cada companhia aérea deve continuar sendo responsável por definir qual é o melhor modelo no qual os animais são transportados: na cabine ou no porão. Ele também afirmou que a Anac é o órgão técnico que tem primazia para definir elementos técnicos necessários na discussão.

Luisa Mell, presidente do Instituto Luisa Mell de Proteção Animal, discorda. Para ela, a regulação não tem sido suficiente para proteger esses animais e as companhias aéreas não têm interesse em resolver o problema. Ela relatou ter acompanhado, ao longo de mais de 20 anos de atuação, vários casos de morte e desaparecimento de animais durante voos.

Bagagem

Para Luisa Mell, o principal problema é que os animais, atualmente, são tratados como bagagem, e não como seres vivos. Ela afirmou que as condições do local onde os animais são transportados não são seguras para a saúde deles e apresentam ruídos muito acima do tolerado por animais, além de temperaturas bem mais baixas do que na cabine de passageiros. Para ela, se o porão não é seguro para uma pessoa, também não é seguro para um animal.

“Eu queria, mais uma vez, ressaltar o meu pedido para que eu possa acompanhar os cachorros no porão, para que realmente a gente tenha certeza de como é a segurança. Eu me disponho a isso”, disse ela, que informou já ter tido o pedido negado por companhias aéreas.

Uma das medidas sugeridas por Luisa Mell é que haja uma porcentagem de voos com lugares específicos destinados a animais nas cabines. Ela lembrou os casos de cães-guia e cães de apoio emocional, que já são transportados nas cabines sem problemas.

A coordenadora-geral do Departamento de Investimentos da Secretaria Nacional de Aviação Civil do Ministério de Portos e Aeroportos, Karla Andréa Rodrigues dos Santos, disse que o ministério está sensível ao tema e  lembrou que já há uma comissão multidisciplinar, integrada por vários órgãos do governo e outras entidades, com o objetivo de avaliar as demandas da sociedade e propor melhoria dos padrões relacionados ao transporte aéreo de animais. As reuniões são feitas semanalmente e os trabalhos estão em fase de conclusão.

Fonte: Agência Senado