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’Onda 70’ de David Almeida chega ao bairro Armando Mendes

Por onde passa, o prefeito de Manaus, candidato à reeleição, David Almeida, tem sido recebido com muito carinho pela população. A menos de três dias para o primeiro turno das eleições municipais, o que se vê em todos os bairros da capital amazonense é um grande apoio popular.

No fim da tarde desta quarta-feira (02/10), durante grande caminhada no Armando Mendes, os moradores de um dos bairros mais tradicionais da zona Leste demonstraram acreditar na vitória em primeiro turno.

Ao lado do povo, David Almeida caminhou várias ruas do bairro. O prefeito faz questão do corpo a corpo, oportunidade para conversar e escutar as necessidades dos bairros.

“O bairro Armando Mendes já recebeu diversas obras da prefeitura de Manaus. Nós já realizamos diversas entregas aqui, ‘Asfalta Manaus’, já reformamos UBSs, escolas, creches e por aí vai. Agora estamos reformando a Feira do Armando Mendes. Logo logo a população poderá ter uma feira moderna e reformada, e nossos colegas feirantes um lugar digno para trabalhar”, disse o prefeito.

Entregas

O Armando Mendes, na zona Leste, já conta com diversas entregas realizadas pela gestão do prefeito David Almeida. Somente na área da Saúde, diversas UBSs foram reformadas, além da entrega da Unidade de Saúde da Família (USF) porte 4.

No Social, a população conta com uma unidade do “Prato do Povo”, que serve mais de mil refeições por dia e integra as ações do programa “Manaus sem Fome”, atendendo a população mais carente da capital amazonense.

Na Infraestrutura, diversas ruas foram asfaltadas através do programa “Asfalta Manaus”, além da revitalização de centros esportivos, e construção de academia ao ar livre.

Foto: Dhyeizo Lemos/Assessoria

Ouvidoria do MPAM funcionará em regime de plantão durante a eleição

Para contribuir com a transparência das Eleições 2024, a Ouvidoria-Geral do Ministério Público do Amazonas (MPAM) funcionará em regime de plantão no próximo domingo (06/10), das 7h às 16h. Duas equipes estarão disponíveis: uma no prédio-anexo do MPAM, no bairro Aleixo, próximo ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), e a outra no edifício-sede, na avenida Coronel Teixeira, nº 7995 – Bairro Nova Esperança. Os atendimentos serão presencial e por meio dos canais oficiais.

O objetivo, segundo informou a ouvidora-geral do MPAM, Jussara Maria Pordeus e Silva, é fortalecer a atuação dos promotores eleitorais e garantir aos cidadãos um espaço para registrar denúncias sobre irregularidades.

Durante o atendimento, o eleitor poderá formalizar denúncia, identificar o promotor eleitoral responsável por sua cidade e esclarecer dúvidas com as equipes da Ouvidoria.

As denúncias devem ser feitas de maneira completa, com o fornecimento de provas e indícios que contribuam para a investigação, como fotos ou vídeos. Essas evidências são fundamentais para que o promotor de Justiça possa apurar e punir eventuais infrações eleitorais.

A Ouvidoria-Geral do MPA recebe denúncias da população, durante a semana, sobre as diferentes áreas de atuação: criminal, patrimônio público, meio ambiente, saúde, cidadania, educação, pessoa com deficiência, infância, juventude e família, pessoa idosa, consumidor, minorias e eleitoral.

Pardal

Denúncias também podem ser feitas por meio do aplicativo Pardal, desenvolvido pela Justiça Eleitoral e disponível gratuitamente para download nas lojas de aplicativos Google Play e App Store. O aplicativo permite que os cidadãos denunciem propaganda eleitoral irregular e outras infrações eleitorais de forma rápida e eficiente.

CANAIS DE ATENDIMENTO

Ouvidoria-Geral do MPAM:

Atendimento presencial: 7h às 16h, no dia da eleição

Unidade Sede: Av. Cel. Teixeira, 7.995 – Nova Esperança.
Unidade Aleixo: Av. André Araújo, 23 – Aleixo

Formulário Eletrônico: denuncia.mpam.mp.br
E-mail: atendimento.ouvidoria@mpam.mp.br
WhatsApp (mensagens de texto): (92) 3655-0745

Telefone 0800 092 0500

Foto: Ulisses Farias

MP Eleitoral apura possível favorecimento de candidatos de Maués em doações

Com o objetivo de apurar o possível desvio e distribuição de cestas básicas da operação “Estiagem 2024”, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio da Promotoria de Justiça da 5ª Zona Eleitoral, instaurou o Procedimento Preparatório Eleitoral (PPE) nº 226.2024.0000004. A investigação se concentra em supostos favorecimentos de candidatos com recursos destinados pelo governo do Estado ao município de Maués.

Segundo o documento publicado no Diário Oficial, a medida foi tomada após a apresentação de denúncia aos canais da Promotoria de Justiça da 5ª ZE. A denúncia levou à instauração da Nota de Fato de mesmo número processual, na qual foram obtidos considerados elementos suficientes o prosseguimento da ação com um PPE.

Em agosto deste ano, a Defesa Civil do Estado anunciou que a Operação “Estiagem 2024” realizaria uma mobilização intersecretarial com o envio de insumos para agricultura, além de cestas básicas, caixas d’água e purificadores de água para municípios do interior, incluindo Maués.

Conforme o Código Eleitoral, o PPE é o instrumento mais adequado para a atuação do Ministério Público na apuração de práticas relacionadas a infrações eleitorais de natureza não criminal.

Na portaria sobre o procedimento, a promotora eleitoral Míriam Figueiredo da Silveira baseou-se no artigo 1º da Resolução 23.735/2024, que classifica a captação ilícita de sufrágio – quando um candidato doa, oferece, promete ou entrega itens ao eleitor com a finalidade de obter voto – como prática eleitoral de abuso de poder.

Para garantir a integridade da investigação, as informações sobre os alvos e os objetos documentados serão encaminhados ao juiz eleitoral sob medida cautelar sigilosa.

Foto: Antônio Lima/Secom

Confira a agenda dos candidatos à Prefeitura de Manaus nesta quinta-feira, 03/10

Confira a agenda política, dos candidatos à Prefeitura de Manaus, nesta quinta (03/10). As informações foram divulgadas pelas assessorias dos candidatos:

DAVID ALMEIDA (Avante)

Candidato não divulgou a agenda

AMOM MANDEL (Cidadania)

Manhã:
Gravação de programa eleitoral

Noite:
Debate na Rede Amazônica

MARCELO RAMOS (PT)

Manhã:
Encontro com lideranças

Tarde:
Reunião no comitê

Noite:
Debate na TV Amazonas

ROBERTO CIDADE (União Brasil)

Candidato não divulgou a agenda

CAPITÃO ALBERTO NETO (PL)

MANHÃ
Visita indústria

NOITE
Virada 22
Debate TV Amazonas

WILKER BARRETO (Mobiliza)

Manhã:
Atividade Parlamentar (ALEAM)

Tarde:
Reunião de Planejamento/Avaliação da Campanha

Noite:
Reunião com Lideranças Comunitárias nas zonas Norte, Centro-Oeste e Oeste

GILBERTO VASCONCELOS (PSTU)

Manhã:
Panfletagem no distrito industrial
Conversa com trabalhadores petroleiros de Urucu

A reportagem pode ser atualizada a qualquer momento, caso ocorra alteração no cronogama dos candidatos.

Foto: Reprodução

Eleições 2024: você conhece as funções do prefeito e dos vereadores?

No próximo domingo (6/10), mais de 155 milhões de eleitores brasileiros deverão ir às urnas para decidir quem serão os prefeitos e vereadores em mais de 5,5 mil cidades do país. Mas você sabe quais são as responsabilidades de um prefeito? E o que exatamente faz um vereador? Essas são perguntas importantes para entender como essas escolhas afetam o dia a dia da sua cidade. 

O prefeito, como chefe do Poder Executivo municipal, é o responsável pela administração da cidade. Ele define as prioridades de investimento, além de planejar e executar obras públicas com os recursos arrecadados por meio de impostos e taxas. 

Com mandato de quatro anos, o prefeito pode ser reeleito para mais um período consecutivo, totalizando até oito anos no cargo. Após esse tempo, só pode voltar a disputar a prefeitura depois de um intervalo de quatro anos.

Já o vereador, que é o representante do povo nas câmaras municipais, tem a missão de fiscalizar o trabalho do prefeito e votar o orçamento público do município. Também pode criar e modificar leis sobre uma série de assuntos que impactam diretamente o cotidiano dos habitantes, como disciplinar o comércio local (horário de funcionamento); a limpeza pública; o transporte coletivo na cidade; a educação infantil e o ensino fundamental. 

O número de vereadores em um município pode variar entre 9 e 55, de acordo com o tamanho da população local. Eleitos para mandatos de quatro anos, esses representantes podem ser reeleitos indefinidamente, desde que contem com o apoio dos eleitores em cada nova eleição. Arlindo Fernandes de Oliveira, consultor legislativo do Senado, destaca o impacto das decisões de prefeitos e vereadores na vida da população.

“Compete à câmara municipal, sobretudo, apreciar as leis municipais, dentre elas orçamento público da cidade, e fiscalizar o Poder Executivo, além de suplementar as legislações federal e estadual, no que lhe couber. Uma frase municipalista, do deputado Ulysses Guimarães, na Constituinte dizia: “ninguém vive na União. As pessoas vivem nas cidades”, explica o consultor.

E assim como senadores e deputados federais e estaduais, o vereador pode tratar de temas como meio ambiente e segurança pública, mas em colaboração com o estado e a União. É o caso, por exemplo, do licenciamento ambiental de obras que afetam o espaço público e a criação de guardas municipais. 

Sobre segurança pública, tema que figura constantemente entre as principais preocupações dos brasileiros segundo as pesquisas Panorama Político do Instituto DataSenado, Arlindo de Oliveira destaca como o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu o papel das guardas municipais.

“Desde a Constituição de 88, o município tem atribuições no âmbito da segurança pública, o que vem sendo implantado aos poucos. Em face dessa atribuição, é competente para criar a guarda municipal, as quais, segundo o STF, em decisão recente, integram o Sistema Nacional de Segurança Pública (Susp); também são de competência municipal as regras para a abertura de templo religiosos, como volume do som, alvará”, acrescentou. 

Capacitação para câmaras municipais

O Programa Interlegis, uma iniciativa do Senado Federal, oferece capacitação gratuita para Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas em todo o Brasil. Por meio de treinamentos que focam nas necessidades específicas das casas legislativas, o programa busca aprimorar a atuação legislativa, administrativa e jurídica.

Esses treinamentos são realizados no formato de oficinas, com enfoque prático, de acordo com Ricardo Murta, analista legislativo do Serviço de Gestão de Oficinas e Encontros Interlegis (Segoen). 

“As oficinas são normalmente presenciais (e excepcionalmente remotas), não possuem custo para os participantes, ensinam a utilizar as ferramentas tecnológicas disponibilizadas pelo Interlegis e ainda capacitam em outros temas de importância para as atividades legislativa, administrativa e jurídica realizadas nas casas legislativas. A duração varia de 1 a 3 dias (ou de 8 a 24 horas)”, detalhou.

Atualmente, o Interlegis disponibiliza 12 oficinas que cobrem temas variados e essenciais para a gestão pública e o trabalho legislativo. Entre elas, destacam-se tópicos como: “Articulação e Compilação de Textos Legais”; “Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)”; “Revisão de Lei Orgânica e de Regimento Interno”;  “Processo Legislativo Digital”; e “Licitações e Contratos”. 

Para participar dessas oficinas, a Casa Legislativa interessada deve possuir um Acordo de Cooperação Técnica válido com o Senado. O processo para solicitação é simples: o presidente da Câmara ou Assembleia interessada entra em contato com um senador de seu estado, que encaminha o pedido ao Primeiro Secretário do Senado. A partir daí, a Coordenação do Interlegis, por meio do Serviço de Gestão de Oficinas, organiza a agenda e providencia a realização da capacitação.

Fonte: Agência Senado

Polícia do Senado desarticula organização que fraudava milhas de parlamentares

Em operação nessa quarta-feira (2/10), a Polícia do Senado Federal cumpriu mandado de busca e apreensão em Curitiba (PR) contra suspeitos de participar de organização criminosa que aplicou golpes em parlamentares, desviando milhas de passagens aéreas. A Operação Hermes contou com a participação da Polícia Civil do Paraná (PCPR), que estimou em R$ 2 milhões o prejuízo causado pelos golpistas. 

O mandado foi expedido pela 6ª Vara Criminal de Brasília, informou de Curitiba à Agência Senado o policial legislativo Everaldo Bosco, que participou da operação. Ele disse que outros três policiais do Senado também participaram da ação, além de um delegado e dois agentes da PCPR. Everaldo informou que a primeira reclamação que deu origem à investigação ocorreu em março por parte do senador Dr. Hiran (PP-RR) e que as milhas eram de voos da empresa Latam. O inquérito inicial foi aberto pela Polícia do Senado.

“Fomos pegar uma das pessoas que era o “cabeça”. Envolve vários, é uma organização criminosa, mas na operação de hoje, pegamos o principal, que gerenciava junto com outros”, disse Everaldo. 

O policial afirmou que o suspeito foi interrogado, confessou participação, mas negou chefiar o esquema. Não houve prisões, pois o mandado era apenas de busca e apreensão. Foram apreendidos telefones celulares, chips de telefonia, cartões de crédito, um computador e pen drives.

De acordo com a Polícia do Senado, a organização criminosa fraudava os pontos ganhos pelos parlamentares em programa de milhagem e os transformava em bilhetes de passagens aéreas, que eram vendidos para terceiros.

O delegado da PCPR Thiago Lima, que participou da operação, elogiou o trabalho conjunto entre as instituições policiais como “extremamente importante para a proteção da sociedade”.

Fonte: Agência Senado

STJ mantém candidatura de Anthony Garotinho a vereador no Rio

A cinco dias das eleições municipais, o vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Luís Felipe Salomão, acatou nessa quarta-feira (2/10) o pedido da defesa de Anthony Garotinho (Republicanos) suspendendo a impugnação da candidatura dele a vereador do Rio de Janeiro. Com a decisão, Garotinho está liberado para concorrer à vaga.

A decisão do ministro ocorre um dia após o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) manter a impugnação da candidatura de Garotinho por improbidade administrativa em 2018. O caso envolve uma suposta participação de Garotinho, ex-governador, em um esquema criminoso que desviou mais de R$ 234 milhões da área da Saúde durante o governo de sua esposa, Rosinha Garotinho. 

Garotinho vive uma batalha judicial para concorrer a uma vaga de vereador na Câmara Municipal do Rio.

No dia 9 do mês passado, a Justiça eleitoral do Rio de Janeiro indeferiu o registro da candidatura do ex-governador. A ação foi ajuizada pela 125ª Promotoria Eleitoral devido a condenação por improbidade administrativa, que estabelece inelegibilidade por oito anos, até 2026.

Na decisão, a juíza Maria Paula Gouvêa Galhardo esclareceu que negou o registro porque o ex-governador foi condenado por crime contra o patrimônio e crime de lavagem de dinheiro. 

Em outra decisão anterior, do dia 20 de agosto, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu os efeitos de uma decisão da Justiça Eleitoral no Rio de Janeiro, que impedia o ex-governador Anthony Garotinho de concorrer às eleições municipais deste ano. A decisão de Zanin foi concedida em habeas corpus, que pede a nulidade das provas em que se baseou a condenação por improbidade administrativa e vale até o julgamento final.

Fonte: Agência Brasil

TCU: royalties sonegados por mineradoras geram perda bilionária

Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) revelou que o setor mineral tem sonegado fatia considerável da compensação financeira pela exploração de recursos minerais (Cfem), conhecida como royalties da mineração.

Problemas também foram encontrados em relação à taxa anual por hectare (TAH), embora em menor escala. A situação se agrava porque, além da significativa sonegação, há dificuldade de fiscalização por parte da Agência Nacional de Mineração (ANM).

Os achados da auditoria do TCU estão em relatório assinado pelo ministro relator Benjamin Zymler, colocado em pauta em sessão plenária dessa quarta-feira (2/10), mas posteriormente retirado.

O assunto deve ser apreciado na próxima sessão, agendada para o dia 9 de outubro. Consta no documento que, entre 2017 e 2022, 69,7% dos titulares de 30.383 processos ativos na fase de concessão de lavra e de licenciamento não pagaram espontaneamente o tributo. Além disso, nos 134 processos fiscalizados pela ANM, em que houve o recolhimento espontâneo, observou-se um percentual médio de sonegação de 40,2%.

O TCU apontou que persistem problemas já identificados em auditorias anteriores realizadas pelo próprio tribunal nos anos de 2018 e de 2022. Registra ainda que indícios de arrecadação de comepnsação financeira a menor foram igualmente identificadas pela Controladoria-Geral da União (CGU), que apurou um percentual médio de sonegação de 30,5% em uma análise envolvendo o período de 2014 a 2019.

A CGU concluiu que as fiscalizações da agência estavam sendo realizadas sem planejamento e que os sistemas de informação utilizados eram falhos e insuficientes.

De acordo com a auditoria do TCU, considerando a sonegação apurada de 40,2%, um total de R$ 12,4 bilhões deixaram de ser arrecadados com a Cfem entre 2014 e 2021. Se for aplicado ao mesmo período o percentual de 30,5% calculado pela CGU, o valor seria um pouco menor, mas ainda assim bastante expressivo: R$ 9,4 bilhões.

Perda bilionária

O TCU aponta ainda que pelo menos R$ 4 bilhões já foram perdidos de forma definitiva. Esse montante diz respeito ao total de créditos decaídos e prescritos no período de 2017 a 2021. Ou seja, não podem mais ser cobrados.

A decadência é declarada quando se passam dez anos sem que a agência consiga concluir o processo de apurar valores devidos, notificar devedores, analisar eventuais recursos e constituir o crédito. Já a prescrição ocorre nos casos em que o crédito é constituído mas, após cinco anos, não houve providências para sua inscrição em dívida ativa e cobrança judicial.

Desses valores perdidos em definitivo, os municípios mais prejudicados foram Parauapebas (PA), Ouro Preto (MG), Mariana (MG) e Itabira (MG). Cada uma delas deixou de receber valores acima de R$ 200 milhões. Entre as mineradoras, a Vale foi a que mais se beneficiou com a decadência e a prescrição, deixando de pagar R$ 2,86 bilhões.

A compensação financeira pela exploração de recursos minerais deve ser paga pelas mineradoras que desenvolvem exploração mineral.

A apuração dos valores depende de informações específicas e exclusivas de cada empreendimento. A arrecadação é repartida entre os diferentes níveis federativos: 90% fica para estados e municípios envolvidos e 10% para a União. Conforme a legislação, as mineradoras devem calcular e recolher espontaneamente os royalties, cabendo a ANM apurar eventuais pagamentos a menor e cobrar tais créditos.

Ocorre que, segundo o relatório do TCU, os dados não têm sido devidamente fiscalizados. O relatório aponta que, em 2022, apenas 17 empresas de mineração tiveram suas informações conferidas pela ANM.

Já a taxa anual por hectare – TAH – um encargo financeiro cobrado na fase da pesquisa mineral, antes da exploração. Como ela depende apenas da medida da área aprovada no alvará concedido à mineradora, a fiscalização é mais fácil e demanda de ferramentas e sistemas que realizam cálculos menos complexos. O TCU apurou uma sonegação média de 8,2% envolvendo a TAH no período entre 2017 e 2022. São percentuais bem inferiores na comparação com o que se observou na análise envolvendo a Cfem.

Além disso, a TAH representa uma parcela pequena dos recursos arrecadados pela ANM.

A auditoria do TCU aponta que, entre 2017 a 2021, a Cfem respondeu por 97,1% dos R$ 26,5 bilhões de encargos financeiros da mineração levantados pela agência. Ainda assim, a sanção aos sonegadores dos royalties é mais branda. Segundo observou o TCU, a mineradora que não paga a TAH pode ter o alvará de pesquisa declarado nulo, mas aquela que não recolhe a Cfem é punível apenas com multa e não há impactos para a continuidade das suas atividades.

Fiscalização limitada

A ANM foi procurada pela Agência Brasil, mas não se manifestou. Segundo consta no relatório da auditoria, ela afirmou ao TCU que as principais causas para a limitada fiscalização sobre o pagamento da Cfem são o reduzido quadro de pessoal, a ausência de ferramentas especializadas e a falta de compartilhamento de informações com a Secretaria da Receita Federal (SRF) e com as secretarias de fazenda estaduais.

Ao TCU, a ANM também estimou que seriam necessários pelo menos mais 200 servidores para atender satisfatoriamente a demanda de fiscalização. Atualmente a equipe responsável por esta tarefa conta com apenas quatro servidores e um chefe. A agência reconheceu que os seus sistemas atuais não permitem o “acompanhamento da real produção mineral fiscalmente escriturada”, não sendo possível ter conhecimento do quanto se deixa de arrecadar. Sustentou, porém, que sua estrutura organizacional de cargos deveria ser compatível com a das maiores agências reguladoras.

Os dados apresentados mostram que, embora a ANM seja responsável por regular um setor que representa entre 2,5% e 4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, sua dotação orçamentária para despesas de tecnologia supera apenas as da Agência Nacional de Cinema (Ancine) e o da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

De outro lado, fica abaixo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

O TCU, no entanto, indicou que a precarização da estrutura da ANM não decorre da falta de recursos, pois há receitas próprias definidas por lei. Observou, no entanto, que parte deles são contingenciadas todos os anos pelo governo federal.

Além disso, a auditoria lembrou que a União faz jus a 10% da arrecadação com a Cfem, sendo que 70% dessa fatia deve ficar com a ANM. Dessa forma, os valores perdidos com a sonegação gerariam receitas em um valor superior ao investimento necessário para estruturar a agência.

Em seu relatório, o ministro Benjamin Zymler propôs uma série de recomendações à ANM entre elas a elaboração de previsões para cada receita, a adoção de um sistema informatizado de suporte à fiscalização e a criação de um manual de procedimentos para fiscalizar os pagamentos da Cfem.

Procurado pela Agência Brasil, o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que representa as maiores mineradoras do país, não teceu comentários acerca dos dados sobre sonegação apurados pelo TCU. De outro lado, a entidade manifestou-se em defesa do fortalecimento da ANM, mencionando a necessidade de recomposição do quadro de funcionários e da garantia de recursos financeiros adequados para seu pleno funcionamento. “Defendemos, ainda, o não contingenciamento dos 7% da Cfem destinados à agência, medida essencial para que possa desempenhar suas funções de forma eficaz e eficiente”, acrescenta o texto.

Fonte: Agência Brasil

Brasil e Estados Unidos iniciam debate para cooperação em energia

Brasil e Estados Unidos iniciaram nessa quarta-feira (2/10) discussões para a cooperação em hubs de energia limpa, por meio de parcerias entre os governos e com participação do setor privado.

Os hubs – centros de compartilhamento – vão operar hidrogênio e os chamados CCUS (Carbon Capture, Utilization and Storage, ou captura, uso e armazenamento de carbono, em tradução livre).

O tema foi discutido entre o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira e a secretária de Energia dos Estados Unidos, Jennifer Granhoim durante o Fórum de Energia Brasil-EUA, em Foz do Iguaçu, no Paraná.

O ministro Alexandre Silveira disse que os EUA são parceiros fundamentais para o Brasil. “Com a iniciativa, queremos desenvolver o conceito de hubs de energia limpa, como centros que vão se beneficiar das sinergias entre os empreendimentos, com escala econômica para ampliar a descarbonização industrial. A interação com o governo americano é fundamental para verificarmos as lições aprendidas e desenvolvermos uma regulamentação para CCUS mais assertiva”, avaliou.

Troca de experiências

Silveira destacou a importância da troca de experiências entre os dois países, como a expertise dos EUA na produção de energia nuclear, e o Brasil compartilhando as políticas públicas que garantiram o sucesso e a liderança mundial no setor de biocombustíveis.

A secretária de Energia dos Estados Unidos, Jennifer Granholm “reconheceu e parabenizou a importância da recente aprovação das leis de hidrogênio de baixa emissão e combustível do futuro no Brasil, observando o apoio da implantação de energia limpa e a descarbonização de setores de petróleo, gás natural e industrial”. A secretária americana também anunciou a cooperação do país com o programa Energias da Amazônia, que tem como objetivo descarbonizar os sistemas isolados de energia no Brasil.

No encontro, Silveira e Granholm, assinaram um memorando de entendimento com os Estados Unidos para o Brasil sediar o evento Solar Decathlon para América Latina e Caribe.

Competição

A Solar Decathlon é uma competição universitária, em formato criado pelo Departamento de Energia dos EUA, voltada a preparar a próxima geração de profissionais da construção civil para projetar e construir edifícios de alto desempenho e baixo carbono movidos a energias renováveis. A primeira edição do Solar Decathlon foi realizada em 2002. Com o acordo, o Brasil deve sediar uma futura edição da competição.

Fonte: Agência Brasil

A quatro dias da eleição, Roberto Cidade comemora aniversário com mais de 15 mil apoiadores

A quatro dias da eleição, o candidato a Prefeito de Manaus Roberto Cidade (União Brasil) reuniu 15 mil apoiadores e comemorou seu aniversário durante mobilizações nas zonas Norte e Leste da Capital. Os encontros ocorreram nos bairros Cidade Nova e Jorge Teixeira, com caminhadas, comício e uma ‘micareta’ na noite dessa quarta-feira (2/10).

“Há dois anos neste exato horário, eu estava comemorando meu aniversário e a minha votação como deputado estadual mais votado da história do Amazonas. E hoje, quis Deus que eu estivesse aqui junto com vocês, porque entendemos que Manaus não pode continuar do jeito que está”, disse Roberto Cidade.

O candidato que mais cresce nas pesquisas de intenção de votos liderou o trio ‘micareta44’ pela Avenida Itaúba e finalizou o percurso com um comício para milhares de apoiadores ao final da avenida. Roberto Cidade conversou com moradores dos dois bairros e destacou suas principais propostas: 12 UPAs 24 horas, Auxílio Municipal Permanente e Guarda Civil 100% armada.

As UPAs serão implantadas em todas as zonas da capital, sendo quatro na zona Norte, três na zona Sul, duas na zona Leste e uma nas zonas Oeste, Centro-Sul e Centro Oeste. As unidades irão oferecer exames de laboratório e de imagem, como raios-x, ajudando a reduzir filas de espera.

O Auxílio Estadual Permanente vai beneficiar 50 mil pessoas com o valor de R$ 150 por mês. O foco serão famílias em situação de vulnerabilidade social. Além de receber armamentos, o efetivo da Guarda Civil será ampliado dos atuais 385 para 3 mil homens, sendo mil agentes já no primeiro ano.

Roberto Cidade também pontuou sobre o investimento na educação para garantir a qualificação profissional de professores, estrutura e ensino de qualidade aos alunos. A merenda escolar, por exemplo, será ofertada atendendo às necessidades nutricionais e o número de vagas em creches 100% gratuitas será ampliado.

As mobilizações tiveram a presença do candidato a vice-prefeito, Coronel Menezes (Progressistas); dos deputados estaduais Felipe Souza, Mário César Filho, Alessandra Campelo e Rozenha; dos ex-deputados Ricardo Nicolau e Dermilson Chagas; além de candidatos ao cargo de vereador da coligação.

Coligação “Manaus Merece Mais”

Presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade é o candidato que construiu o maior arco de alianças desta eleição em Manaus. Além do União Brasil e do Progressistas, fazem parte da coligação o Republicanos, o Podemos, o Partido da Mulher Brasileira (PMB), o Partido da Renovação Democrática (PRD) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB). 

Foto: Divulgação