quarta-feira, janeiro 14, 2026
Início Site Página 195

MPF pede prioridade no tombamento de quartel que abrigou DOI-Codi

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou, nesta terça-feira (21) que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) priorize o tombamento do prédio onde funcionou o Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) na Tijuca, no Rio de Janeiro. De acordo como MPF, o processo tramita há mais de 10 anos no instituto, desde 2013. 

O DOI-Codi foi um órgão ligado ao Exército, que funcionou, na ditadura militar, entre os anos de 1964 e 1984, como uma agência de repressão política. No local, os considerados inimigos do governo eram encarcerados, torturados e mortos. Havia unidades em diferentes cidades, como São Paulo, Recife e Porto Alegre, além do Rio de Janeiro. No Rio, o prédio onde o órgão funcionou é onde está atualmente o 1º Batalhão de Polícia do Exército do Rio de Janeiro. 

O local foi espaço de tortura e morte de dezenas de presos políticos, entre eles o engenheiro e ex-deputado federal Rubens Paiva, cuja história foi retratada no filme Ainda estou aqui. O ex-parlamentar foi levado da casa dele, no Rio de Janeiro, por agentes do Centro de Informações da Aeronáutica (Cisa), no feriado de 20 de janeiro de 1971 (dia de São Sebastião), há 54 anos. 

Paiva não foi a única vítima da ditadura, a Comissão Nacional da Verdade identificou pelo menos 434 pessoas mortas ou desaparecidas pelas forças ditatoriais.  

Preservação da memória

O MPF recomenda que o Iphan conclua a fase de instrução do processo de tombamento – fase na qual são colhidas provas – ainda em 2025, avalie a possibilidade de um tombamento provisório e crie um espaço no site institucional para que a sociedade tenha acesso a informações do processo de tombamento. De acordo com o Ministério Público, há uma demora injustificada e desproporcional para conclusão do processo no Iphan.

A recomendação, segundo o MPF, tem como objetivo a preservação da memória e promoção da verdade e justiça sobre o período da ditadura militar. A instalação de um centro de memória no local é demanda antiga de familiares e organizações que lutam por justiça, reparação e para que a história que custou a vida de tantas pessoas não seja esquecida.

Fonte: Agência Brasil

TikTok remove vídeo fake de Haddad após notificação da AGU

Menos de 24 horas após notificação da Advocacia-Geral da União (AGU), a rede social TikTok removeu um vídeo manipulado por inteligência artificial que simulava o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fazendo declarações falsas sobre “taxação de pobres” e “impostos do cachorrinho de estimação”. A plataforma retirou o conteúdo na manhã desta terça-feira (21).

No início da noite desta segunda (20), a AGU notificou o TikTok. Segundo o texto do pedido, a postagem incorre em desinformação, ao ser produzida com inteligência artificial, mostra fato não condizente com a realidade e busca confundir a população. Essa foi a segunda vez que o mesmo usuário postou o conteúdo, retirado do ar anteriormente.

Feito com base em uma entrevista do ministro na portaria, o vídeo retrata Haddad dizendo que “vai taxar tudo”, que “imposto e Big Brother são paixões nacionais” e que “teremos impostos do cachorrinho de estimação”. As falas do ministro foram adulteradas com base na tecnologia de deepfake, que sobrepõe a voz e os movimentos dos lábios por meio de inteligência artificial.

Conforme a notificação, o vídeo falso viola o direito a informação, garantido pela Constituição, ao disseminar declarações falsas. A AGU classificou o conteúdo como “evidente abuso de direito”, porque “extrapola os limites da liberdade de expressão”. O pedido também destacou que os termos de uso do próprio TikTok proíbe a “desinformação” e “mídias editadas e conteúdo gerado por inteligência artificial”.

O vídeo havia circulado há duas semanas e tinha sido desmentido pelo próprio ministro. No último dia 10, a Meta, empresa dona do Facebook, removeu o conteúdo após notificação da AGU.

A pedido do Ministério da Fazenda, a Polícia Federal analisa a abertura de inquérito para investigar a autoria do vídeo. Outras frases falsas atribuídas ao ministro na filmagem adulterada são “é justo imposto pré-natal: ficou grávida, já tem que começar a pagar imposto para o hospital”, “[vamos instituir o] imposto das bets: se perdeu, o prejuízo é seu; se ganhar, o lucro é nosso” e “brasileiro gosta de um imposto novo”.

Fonte: Agência Brasil

Força-tarefa evitou prejuízo de R$ 393,8 bi à Previdência em 2024

O trabalho conjunto do Ministério da Previdência Social, da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) evitou prejuízo de R$ 393,8 bilhões à Previdência Social em 2024. As perdas foram evitadas graças a 74 ações conjuntas da Força-Tarefa Previdenciária, sendo 52 operações especiais e 22 flagrantes.

O valor projetado, informou a Coordenação-Geral da Inteligência da Previdência Social (CGINP), considera pagamentos que poderiam ser efetuados a supostos beneficiários caso não houvesse a ação da força-tarefa no combate a esquemas criminosos.

No ano passado, foram cumpridos 344 mandados judiciais, dos quais 99 mandados de prisão (quatro contra servidores públicos) e um de afastamento das funções públicas. A força-tarefa também cumpriu 277 mandados de busca e apreensão. Em relação aos flagrantes, as ações resultaram em 33 prisões.

Embora a CGINP estime em R$ 221 milhões os pagamentos indevidos de benefícios fraudados, o valor seria muito maior sem a força-tarefa, chegando aos R$ 393,8 bilhões projetados. Para 2025, a coordenação está qualificando os servidores para identificarem fraudes por meio de crimes cibernéticos, que envolvem novas tecnologias.

Em todo o ano passado, a CGINP iniciou 80 análises de novos casos de fraudes e concluiu outros 79 casos, encaminhados para a investigação da Força-Tarefa Previdenciária. Com base nos relatórios enviados à força-tarefa, a Polícia Federal instaurou 46 inquéritos voltados à investigação contra fraudes previdenciárias estruturadas.

A maior ação conjunta no ano passado, informou o CGINP, foi a Operação Mercado de Dados, que cumpriu 18 mandados de prisão preventiva e 29 de busca e apreensão em 24 cidades brasileiras e desarticulou três organizações criminosas que contratavam irregularmente empréstimos consignados a beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Estima-se que os criminosos tenham obtido R$ 32,8 milhões por meio da exposição de dados dos segurados da Previdência Social que permitiu a contratação dos empréstimos. A CGINP ressalta que, na Operação Mercado de Dados, não houve prejuízo direto aos cofres públicos, mas às instituições financeiras.

Fonte: Agência Brasil

Segundo semestre de 2024 foi melhor para a indústria, aponta pesquisa

Um levantamento feito pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) indicou que 45,2% das 290 indústrias pesquisadas consideraram que o segundo semestre de 2024 foi melhor em comparação ao mesmo período do ano anterior. Outras 27,9% afirmaram que a situação não mudou e 26,9% apontaram uma piora.

Segundo os dados, o volume de produção no segundo semestre foi considerado melhor por 44,1% das empresas. Para 28,1% foi igual e para 27,8%, pior. Para 44,2% as vendas no mercado interno tiveram elevação, enquanto para 26,4% caíram e para 29,5% foram iguais. Para 53,7% as exportações se mantiveram no mesmo patamar. As vendas no mercado externo melhoraram para 24,8% e pioraram para 21,5%.

A pesquisa “Rumos da Indústria Paulista”, mostra ainda que para o primeiro semestre de 2025, as indústrias paulistas esperam estabilidade em relação ao volume de produção (45,3%), às vendas ao mercado interno (44,1%) e às exportações (53,7%). Quando questionadas se pretendem contratar em 2025, 65,2% dizem que não e 34,8% que sim.

A pesquisa foi realizada entre 02 e 18 de dezembro de 2024 e envolveu 290 indústrias de transformação de todos os portes, situadas no estado de São Paulo.

Fonte: Agência Brasil

Lula escolhe André Corrêa do Lago para presidência da COP30

O embaixador André Aranha Corrêa do Lago será o presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), prevista para ocorrer em novembro, em Belém (PA).

Ele é o secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores e terá a missão de conduzir as negociações para o acordo global sobre o tema.

A secretária nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Ana Toni, será a diretora executiva da COP30.

O anúncio foi feito pelas ministras do Meio Ambiente, Marina Silva, e das Relações Exteriores substituta, Maria Laura da Rocha, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto.

“Essas duas posições são fundamentais e estratégicas na parte de conteúdo, negociação e liderança de todo o processo da COP”, disse Marina. Já as questões de logística e infraestrutura estão a cargo da Casa Civil da Presidência da República.

Corrêa do Lago tem experiência em temas de meio ambiente, desenvolvimento sustentável e mudança do clima e foi o negociador-chefe do Brasil em fóruns internacionais sobre o tema entre 2011 e 2013 e em 2023 e 2024.

Ana Toni tem longa trajetória direcionada ao fomento de projetos e políticas públicas voltadas à justiça social, meio ambiente e mudança do clima.

Os dois integraram ativamente a delegação oficial brasileira da COP29, realizada em novembro de 2024, em Baku, no Azerbaijão.

Em entrevista à imprensa, o embaixador agradeceu a confiança do presidente Lula e disse que o Brasil pode ter um “papel incrível” na COP deste ano, que, segundo ele, será construída com diversos atores – governo, sociedade civil e empresariado.

Corrêa do Lago garantiu que a participação das populações da Amazônia, onde ocorrerá a conferência, é “absolutamente essencial”:

“A COP tem várias dimensões, ela vai ter uma imensa dimensão para o próprio Brasil, como a RIO-92 [Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, no Rio de Janeiro, em 1992] teve um impacto muito grande sobre a maneira como o brasileiro percebeu a mudança do clima, percebeu o meio ambiente, percebeu a biodiversidade. Então tem uma dimensão nacional extremamente importante.”

“Durante esse período preparatório nós vamos ter muito diálogo com a sociedade civil porque é essencial que eles estejam envolvidos no processo. Porque, como na RIO-92 são as populações que tem que acreditar nessa agenda [de combate à mudanças do clima] e que tem que contribuir para que essa agenda dê certo”, acrescentou o embaixador.

Embora a presidência formal da COP permaneça sob a responsabilidade do Azerbaijão até a abertura oficial do evento em novembro, caberá desde já ao Brasil, como presidência designada, liderar os esforços para o êxito das negociações, promovendo o diálogo entre países e demais partes interessadas.

Estados Unidos

Corrêa do Lago foi questionado sobre o esvaziamento da COP30 com a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, tratado internacional adotado em 2015 sobre mitigação, adaptação e financiamento do combate às mudanças climáticas.

Ele esclareceu que o país norte-americano deixou o acordo, mas continua signatário da Convenção das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima.

“Há vários canais que permanecem abertos, mas não há a menor dúvida de que é um anúncio político de muito impacto”, disse Lago sobre a decisão do novo presidente do Estados Unidos, Donald Trump.

“Os Estados Unidos é um ator essencial, porque não só é a maior economia, mas é também um dos maiores emissores [de gases de efeito estufa], um dos países que têm trazido respostas à mudança do clima, com tecnologia. Os Estados Unidos têm empresas extraordinárias e também têm vários estados americanos, cidades americanas que estão muito envolvidos nesse debate”, explicou.

“Estamos todos ainda analisando as decisões do presidente Trump, mas não há a menor dúvida de que terá um impacto significativo na preparação da COP e na maneira como nós vamos ter que lidar com o fato de um país tão importante estar se desligando desse processo”, complementou.

Fonte: Agência Brasil

OMS espera que Trump reconsidere saída dos EUA da entidade

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou esperar que o novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconsidere a decisão de retirar o país de sua lista de Estados-membros. O anúncio da saída dos Estados Unidos da agência de saúde das Nações Unidas foi feito por Trump nessa segunda-feira (20), logo após a cerimônia de posse.

“A OMS desempenha um papel crucial na proteção da saúde e da segurança da população mundial, incluindo de norte-americanos, abordando causas profundas de doenças, construindo sistemas de saúde mais fortes e detectando, prevenindo e respondendo a emergências em saúde, incluindo surtos, geralmente em locais perigosos, onde outros não podem ir,” disse a OMS.

Em nota publicada nesta terça-feira (21), a OMS destacou que os Estados Unidos figuram dentre os membros fundadores da entidade e têm participado na definição e gestão dos trabalhos desde então, juntamente com outros 193 Estados-membros, por meio de sua ação ativa na Assembleia Mundial da Saúde e no conselho executivo da entidade.

Vidas salvas

“Por mais de sete décadas, a OMS e os Estados Unidos salvaram incontáveis vidas e protegeram norte-americanos e toda a população global de ameaças à saúde. Juntos, eliminamos a varíola e levamos a poliomielite à beira da erradicação. Instituições norte-americanas contribuíram e foram beneficiadas por essa adesão como Estado-membro da OMS”, argumentou a organização.

“Esperamos que os Estados Unidos reconsiderem e esperamos poder engajar em um diálogo construtivo para manter a parceria entre o país e a OMS, para o benefício da saúde e do bem-estar de milhões de pessoas em todo o mundo”, concluiu a nota.

Fonte: Agência Brasil

Trump pode diminuir influência dos EUA no mundo, avaliam especialistas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encerrou seu discurso de posse no Capitólio, em Washington, nesta segunda-feira (20) afirmando que o futuro pertence aos norte-americanos e que uma “era de ouro acaba de começar.”

Antes disso, ele disse que “a América, mais uma vez, vai tomar o lugar de a nação mais respeitada e poderosa da Terra.” Confiante, também garantiu que “nos Estados Unidos, o impossível é o que fazemos de melhor.”

Para o cientista político e sócio da Consultoria Tendências Rafael Cortez, a fala do novo presidente pode ser classificada como o velho “estilo verborrágico, sempre muito exagerado sobre os seus feitos e sobre o que ele significa na história americana.”

“O imaginário de liderança que o Trump personifica é um imaginário de vencedor. Ele precisa ser percebido como um líder que vence as disputas”, avalia Cortez.

A empolgação da fala de Donald Trump, no entanto, contrasta com análises que percebem a diminuição da importância econômica, cultural e militar dos norte-americanos nos últimos anos.

Para esses analistas, “os Estados Unidos não conseguem mais sozinhos resolver o problema do Oriente Médio, por isso que eles querem sair. Não estão mais na estratégia de derrubar regimes diretamente, porque isso se mostrou fracassado. Por isso que o Trump vai tentar um plano B para saída na Ucrânia”, descreve Cortez.

Fim da liderança

Nesse sentido, a verborragia de Trump poderá causar frustrações. Para o professor Antonio Jorge Rocha, do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), as promessas de apogeu de Trump não serão cumpridas.

Ao contrário, haverá uma “aceleração do fim da liderança americana”. Na visão do acadêmico, “os Estados Unidos sairão desses quatro anos menos poderosos do que estão hoje.”

“Ele tem um pensamento do século 19”, acrescenta Rocha se referindo à política de impor mais tarifas a mercadorias e bens importados.

“As tarifas incidem sobre produtos, que hoje não são a parte mais valiosa das transações internacionais. Há muito mais dinheiro sendo transacionado em serviços, principalmente em finanças. Então o impacto de tarifas sobre essa relação é menor do que foi no passado.”

O professor ainda assinala que “o mundo não é mais o do mercantilismo, a economia não é mais a industrial. Nós estamos falando da economia da informação, onde serviços prevalecem. Como é que essa visão de mundo anacrônica vai produzir resultados nesse novo mundo é o grande mistério.”

Outro sinal de anacronismo no discurso de Trump estaria na intenção de “acabar com a ideia mandatória dos carros elétricos” – tecnologia mais sustentável do que o combustível fóssil e dominada pela China – e na promessa de perfurar poços de petróleo, dentro e fora dos EUA, para “a maior quantidade de petróleo e gás do que qualquer país na Terra.”

De acordo com Rafael Cortez, o estímulo à indústria petroleira, com desregulamentação ambiental, é aumentar a produção de energia que pressiona a inflação.

“Me parece que o que o Trump quer fazer é buscar reduzir o componente da energia dentro da inflação para, de alguma maneira, compensar os efeitos possíveis inflacionários do protecionismo comercial.”

Na opinião de Antonio Jorge Rocha, a demanda por mais combustível poderá ter um aspecto positivo. “Talvez favoreça, por exemplo, a redução das tensões aqui com a Venezuela. [A multinacional] Chevron [de capital norte-americano] já está de corpo e alma na Guiana e já na Venezuela também. Eu aposto que vai prevalecer o interesse econômico nesse caso.”

Rafael Cortez acrescenta que além da atuação americana na Venezuela, o Brasil poderá ser impactado com a política de deportações de imigrantes brasileiros que estejam irregulares e também com aumento de juros nos Estados Unidos para conter a inflação, o que pode resultar no crescimento das taxas de juros cobradas nos países emergentes como o Brasil e, consequentemente, pressionar o câmbio.

Fonte: Agência Brasil

Colégio de Procuradores do MPAM homologa candidaturas para eleições de corregedor-geral, ouvidor-geral e Conselho Superior

O Colégio de Procuradores de Justiça do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) homologou, em sessão extraordinária realizada nesta terça-feira (21/01), as inscrições dos candidatos para os cargos de corregedor-geral e membros do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) para o biênio 2025-2027. As eleições ocorrerão no próximo dia 11 de fevereiro, por meio do sistema eletrônico Votus.

Corregedor-Geral

Foram homologadas as candidaturas da procuradora de Justiça Silvana Nobre de Lima Cabral e do procurador de Justiça Jorge Michel Ayres Martins para disputar o cargo de corregedor-geral, responsável por fiscalizar e orientar as atividades dos membros do Ministério Público no Amazonas.

Conselho Superior do Ministério Público

As eleições para o CSMP contemplarão cinco vagas, sendo duas destinadas a representantes do Colégio de Procuradores de Justiça e três a representantes dos promotores de Justiça.

Candidatos a representantes dos procuradores de Justiça: Jussara Maria Pordeus e Silva; Adelton Albuquerque Matos; Jorge Michel Ayres Martins; Mara Nóbia Albuquerque da Cunha; Marco Aurélio Lisciotto; Elvys de Paula Freitas; e Nilda Silva de Sousa.

Candidatos a representantes dos promotores de Justiça: Jussara Maria Pordeus e Silva; Adelton Albuquerque Matos; Jorge Michel Ayres Martins; Mara Nóbia Albuquerque da Cunha; Marlene Franco da Silva; Elvys de Paula Freitas; e Nilda Silva de Sousa.

Ouvidor-geral

Já para o cargo de ouvidor-geral, que será eleito em uma sessão extraordinária do Colégio de Procuradores em data ainda a ser definida, apenas a procuradora de Justiça Silvia Abdala Tuma registrou candidatura, tendo seu nome homologado.

Transparência

As eleições são regulamentadas pela Resolução nº 041/2024-CPJ, publicada em 8 de janeiro de 2025, e pelo Edital nº 001/2025/CPJ. Os nomes homologados foram aprovados por unanimidade, reforçando o compromisso do MP com a transparência e o rigor nos processos internos.

Foto: Ulisses Farias

Com uma composição majoritariamente feminina, TRE-AM inicia os trabalhos do judiciário no ano que antecede o pleito

Nesta terça-feira (21/01) o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), realizou a primeira sessão do Pleno, com julgamentos de processos remanescentes do pleito de 2024. A abertura dos trabalhos foi conduzida pela presidente empossada no último dia 10, desembargadora Carla Reis, e pela vice-presidente e corregedora, desembargadora Nélia Caminha.

Uma inédita formação da corte eleitoral, composta majoritariamente por mulheres, representou um marco significativo na existência do TRE Amazonas, conforme avalia a presidente. “É a prova que as mulheres estão avançando por competência e não por meritocracia. É um simbolismo muito grande para nós mulheres e para aquelas que almejam chegar a um ponto de empoderamento”, avalia.

Em fase de planejamento rumo ao ano eleitoral de 2026, o TRE-AM iniciou os trabalhos administrativos tão logo ocorreu a posse da nova gestão. As sessões diárias do Pleno, entram no escopo das atividades da corte. “Temos o compromisso com a transparência. Hoje, iniciamos os trabalhos judiciais como, o julgamento dos processos em andamento e dos processos que virão e seguimos trabalhando para sair tudo dentro dos conformes, no ano que vem”, esclarece.

Participaram também da composição da corte eleitoral os juízes membros, Mônica Raposo da Câmara, Cássio André Borges, Marcelo Manuel da Costa Vieira, Mara Elisa Andrade, Fabrício Frota Marques, Giselle Falcone Medina, Maria Auxiliadora dos Santos Benigno, Diogo Franco e o procurador regional federal, Rafael da Silva Rocha.

Eleições 2026

A presidente da casa citou ainda os desafios do pleito de 2026, destacando o fenômeno climático da vazante do Rio Negro. “O TRE-AM tem know-how em eleições, é um tribunal voltado eminentemente para eleições municipais e gerais. E por ser um estado atípico temos apoio fundamental e essencial das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica)”, reconhece a presidente, adiantando que está previsto um plano de enfrentamento às secas, em parceria com as instituições nacionais.

As fake news e a utilização indevida dos avanços da internet, como a inteligência artificial, são apontados com sinal de alerta pela desembargadora. “Por certo, vamos seguir as normas determinadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Tudo que for forma ilegal o TRE vai combater e de forma imediata e adotar as medidas cabíveis”, finalizou.

Os dados relativos às pautas de julgamentos e decisões estarão disponíveis no site do TRE-AM (aba serviços judiciais).

Foto: Junior Souza (TRE-AM)

Programa ‘Educando pela Cultura’, da Assembleia Legislativa do Amazonas, tem programação definida para 2025

A Escola do Legislativo Senador José Lindoso da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) divulgou nesta segunda-feira (20/1), o calendário de eventos com a programação do programa “Educando pela Cultura”, que, após sete anos de existência, foi institucionalizado oficialmente no dia 20 de dezembro de 2024, pelo presidente da Aleam, deputado estadual Roberto Cidade (UB), por meio da Resolução Legislativa nº 1.076, de 13 de dezembro de 2024.

O objetivo do programa é a realização de eventos para conscientizar a sociedade sobre a importância, a necessidade e a gravidade de temáticas como: cidadania e direitos civis, direitos humanos, educação e diversidade, diversidade étnico-racial, religiosa e de gênero, violência contra os povos pretos e pardos, violência contra crianças e adolescentes, valorização da vida, entre outras.

As metodologias utilizadas incluem rodas de conversa e apresentações culturais, como jograis, danças, monólogos, música e uso de mídias digitais. “O programa ‘Educando pela Cultura’, ao ser instituído, será realizado anualmente com o apoio da Escola do Legislativo da Casa. Ele tem como objetivo realizar eventos que visam conscientizar a sociedade sobre temas humanitários diversos. O programa contribui para reduzir as desigualdades regionais e aproximar o conhecimento de populações mais isoladas, quando levado a outros municípios”, declarou Roberto Cidade fazendo referência ao “Educando pelo Amazonas”.

A coordenadora do programa, Jacy Braga, falou sobre a expectativa da realização das atividades do “Educando pela Cultura” e “Educando pelo Amazonas”, que leva os programas para além da capital, alcançando municípios e comunidades ribeirinhas, em 2025.

“Estamos com uma programação para atender, inicialmente, 10 municípios neste ano de 2025. Com a institucionalização, o programa ganhou uma boa oxigenada no sentido de nos possibilitar estabelecer parcerias com maior entendimento sobre o nosso trabalho e isso nos dá também maior credibilidade, fortalece os nossos laços com os municípios, ajuda de forma imperiosa este trabalho feito na área da educação. A institucionalização também nos dá a clareza de que os passos que estamos dando junto à gestão do deputado Roberto Cidade estão conseguindo atender o povo de uma maneira mais integral, tanto do ponto de vista de cidadania, quanto de garantia e promoção de direitos humanos. Por isso, esperamos que 2025 seja um ano muito proveitoso, que atendamos todos os municípios planejados e que as atividades atendam às expectativas dos munícipes”, afirmou.

Datas e eventos previstos para o “Educando pela Cultura” e “Educando pelo Amazonas” durante o ano de 2025:

7.3.2025 – “Educando pela Cultura: Dia da Mulher”

19 a 21.3.2025 – “Educando pelo Amazonas” – Nhamundá e Barreirinha

25.4.2025 – “Educando pela Cultura: A história dos povos originários”

21 a 23.5.2025 – “Educando pelo Amazonas” – Humaitá

13 a 15.6.2025 – “Educando Pelo Amazonas” – Tabatinga/ Benjamin Constant

30.6.2025 – “Educando pela Cultura: Festejos juninos e a influência europeia”

6 a 8.8.2025 – “Educando pelo Amazonas” – Lábrea

29.8.2025 – “Educando pela Cultura: Combate ao Feminicídio”

8 a 12.9.2025 – “Educando pela Cultura: Setembro Amarelo”

24 a 26.9.2025 – “Educando pelo Amazonas” – Barcelos

20 a 22.10.2025 – “Educando Pelo Amazonas” – Boca do Acre

25.11.2025 – “Educando pelo Amazonas: Prêmio Nestor Nascimento”

Foto: Divulgação/Aleam