segunda-feira, janeiro 12, 2026
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Faturamento do setor mineral cresceu 9,1% em 2024

O faturamento do setor mineral brasileiro em 2024 foi de R$ 270,8 bilhões. O montante representa uma alta de 9,1% na comparação com 2023. Os dados consolidados do último ano integram o balanço que foi apresentado na quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que representa as maiores mineradoras que atuam no país.

De acordo com o diretor-presidente do entidade, Raul Jungmann, o crescimento foi impulsionado pela valorização do dólar e também pelo faturamento com o minério de ferro, que registrou alta de 8,6% na comparação entre 2024 e 2023. O salto ocorreu mesmo em um cenário onde o preço da tonelada no mercado internacional caiu 9%.

“Nós tivemos um aumento em termos de produção do minério ferro e, por conta disso, tivemos também um aumento em termos de faturamento”, disse Jungmann. É a principal commodity do setor. No último ano, o minério de ferro representou 59,4% de todo o faturamento e 68,7% de todas as exportações.

Os dados do Ibram também destacam avanços no faturamento do cobre (25,2%) e do ouro (13,3%). Diferente do que ocorreu com o minério de ferro, a alta envolvendo esses dois minerais foi impulsionada por um crescimento dos preços no mercado internacional.

Os dois principais estados mineradores do Brasil, Minas Gerais e Pará, responderam por 76% de todo o faturamento do setor. Os empreendimentos mineiros contribuíram com R$ 108,3 bilhões, enquanto os paraenses com R$ 97,6 bilhões. Na sequência, fechando a lista dos cinco estados com melhor desempenho, aparecem São Paulo (R$ 10,3 bilhões), Bahia (R$ 10,1 bilhões) e Goiás (R$ 9,6 bilhões). 

Segundo Jungmann, a aparição dos paulistas na terceira posição configura uma surpresa e foi impulsionada pelo faturamento com agregados da construção civil, que teve demanda crescente em 2024.

Outros dados divulgados pelo Ibram indicam uma alta de 8,6% na arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), tributo conhecido como o royalty do minério. Saiu de R$ 6,9 bilhão em 2023, passou para R$ 7,4 bilhões em 2024. 

A estimativa de investimentos calculada pelo Ibram para o próximo quadriênio também subiu. A alta foi de 6%, saindo de R$ 64,5 bilhões referente ao período entre 2024-2029 para R$ 68,4 bilhões referente ao período entre 2025 e 2029. “Cresceu as estimativas de investimentos em termos de logística, cresceu em termos de projetos relacionados ao ferro e cresceu também em termos socioambientais”, afirma Jungmann.

Balança comercial

De acordo com o Ibram, a balança comercial do setor mineral fechou com superávit de R$ 34,95 bilhões. O valor representaria 47% da balança comercial do país. As exportações saltaram 0,9%, saindo de R$ 43,04 bilhões em 2023 para R$ 43,43 bilhões em 2024. De outro lado, as importações recuaram 23,1%. fechando o ano passado em R$ 8,48 bilhões. Em 2023, havia sido R$ 11,02 bilhões. Raul Jungmann considera que a alta do dólar e a escalada da guerra entre Ucrânia e Rússia em 2022 influenciaram os números das importações.

“Em decorrência do conflito, houve muita antecipação de compras nos últimos anos, que efetivamente não se repetiram em 2024. Houve uma maior precaução, as empresas fizeram estoques, particularmente no que diz respeito ao potássio, fosfato, carvão, por exemplo, que são os principais itens de importação da mineração brasileira e também de outros setores que os utilizam como insumos”.

O diretor-presidente do Ibram disse acreditar que a posse do presidente Donald Trump, nos Estados Unidos, terá pouco impacto para o setor no Brasil. Ele comentou sobre a postura assumida pelo governo do país norte-americano envolvendo a taxação das importações. “Hoje, 80% das nossas exportações são dirigidas para a Ásia e particularmente para a China. Então, isso já reduz de certa forma o impacto caso o governo dos Estados Unidos tome esta direção. Além disso, mesmo que venha um tarifaço, precisamos entender se alcançará o Brasil e se será geral ou se será seletivo, afetando apenas sobre alguns produtos”, disse.

Minerais críticos

Jungmann avaliou que mesmo os negócios envolvendo minerais críticos não devem ser afetados. Os minerais críticos ou minerais de transição são aqueles cuja disponibilidade atual é limitada e a exploração tem sido considerada cada vez mais necessária para assegurar a transição energética, já que são essenciais para a fabricação de peças e equipamentos associados à ideia de energia verde. Por exemplo, há demanda por cobre nas usinas eólicas, por silício para os painéis fotovoltaicos, por níquel e lítio para as baterias. Essa demanda já tem resultado em aumento de produção, bem como em conflitos nas frentes exploratórias, segundo indicou no ano passado um levantamento produzido por pesquisadores de diferentes universidades federais.

“Nós estávamos fazendo parcerias e já conversando de forma avançada com os Estados Unidos, tendo em vista a questão climática. Agora, pelos primeiros sinais da administração Trump, estamos percebendo que muda a direção, mas o interesse em minerais críticos continua, porém com foco na defesa e na inovação tecnológica, onde eles também são essenciais”, disse Jungmann. Ele avaliou também que, independente dos Estados Unidos, a questão climática seguirá sendo uma pauta para os governos europeus.

“Hoje não há nenhuma possibilidade de superarmos a emergência energética e passar para uma sociedade neutra sem os minerais. Sem eles, não tem baterias, não tem carros elétricos, não tem placas fotovoltaicas. O petróleo só fala para trás, porque ele é fóssil, enquanto que nós falamos para frente. Na transição, a mineração é absolutamente fundamental”, avalia.

Imposto Seletivo

Durante a apresentação do balanço de 2024, o Ibram voltou a criticar o Imposto Seletivo, que tem por princípio a seletividade, isto é, usa a tributação para desencorajar o consumo de bens selecionados. Os alvos geralmente são produtos que causam prejuízo à saúde e ao meio ambiente. Ele já é adotado por outras nações e ganhou o apelidado em inglês por Sin Tax (imposto do pecado, em tradução literal).

No Brasil, o Imposto Seletivo é um dos novos tributos previstos na reforma tributária aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional e regulamentada em lei sancionada pelo presidente Lula no mês passado. Foi aprovada sua incidência sobre bens minerais, além de bebidas açucaradas e alcoólicas, jogos de azar, embarcações e aeronaves, produtos fumígenos (cigarros e relacionados) e veículos. Havia um dispositivo no texto afastando o Imposto Seletivo de commodities da mineração destinadas à exportação. Lula, no entanto, vetou esse trecho.

Ainda será necessária a aprovação de um novo projeto de lei que regulamente especificamente o novo tributo, no qual serão definidas as alíquotas e outros detalhes. De acordo com Jungmann, o Ibram entende que a tributação sobre exportação é inconstitucional e espera que o Congresso derrube o veto de Lula.

“Nós vamos lutar com todas as nossas forças para suprimir isso. Foi uma luta enorme no ano passado e nós conseguimos que o texto final retirasse a incidência sobre a exportação. O imposto sobre exportação é um erro em termos empresariais, é um erro em termos políticos, é um erro em termos de Brasil e é um erro em termos constitucionais. Nos causou muita surpresa o aval da área jurídica do Ministério da Fazenda para esse veto. Vamos lutar para que a gente consiga os votos necessários para derrubá-lo. A gente espera que isso seja possível. Mas se necessário for, nós vamos judicializar essa questão, tenha certeza disso”, finalizou Jungmann.

Fonte: Agência Brasil

MP do Amazonas aciona a Justiça contra Prefeitura de Itacoatiara por irregularidades no Portal da Transparência

A 3ª Promotoria de Justiça de Itacoatiara, representando o Ministério Público do Amazonas (MPAM), ingressou com uma ação civil pública (ACP) contra a Prefeitura de Itacoatiara devido a graves irregularidades no Portal da Transparência do município. O objetivo da medida é garantir o cumprimento das normas de publicidade dos atos administrativos e assegurar à população o direito de fiscalizar os gastos públicos.

A investigação foi iniciada após denúncias de que informações essenciais, como contratos administrativos, remuneração de servidores e dados de gestão, estavam indisponíveis ou inacessíveis. O MP notificou, anteriormente, a Procuradoria-Geral do Município para que as irregularidades fossem sanadas, mas as falhas persistiram.

O levantamento realizado pela promotoria identificou diversas inconsistências, entre elas:

  • Licitações: atualização defasada (a última completa ocorreu apenas em outubro de 2024) e com informações parciais;
  • Contratos: não são disponibilizados de forma acessível, exigindo solicitação individual para cada documento, o que contraria os princípios de transparência pública;
  • Folha de pagamento: campo em branco, informando apenas que a última atualização foi em março de 2024, sem detalhes sobre os meses seguintes;
  • Histórico de pagamentos: indica atualização até março de 2024, mas só há registros de 2019 a 2023 (e, mesmo esses, não apresentam dados concretos);
  • Despesas e receitas: atualizadas pela última vez em março de 2024, mas os demonstrativos financeiros não podem ser baixados.

Além disso, constatou-se a ausência de documentos referentes a licitações recentes. Em consulta ao Portal Nacional de Contratações Públicas e ao Portal da Transparência da prefeitura, não foram encontrados registros sobre o Pregão Presencial nº 016/2024-PMI, realizado em dezembro de 2024 para a aquisição de gêneros alimentícios. A falta de transparência nesse procedimento pode configurar falhas na gestão dos recursos públicos.

Pedido

O Ministério Público requereu à Justiça uma tutela de urgência para que a Prefeitura de Itacoatiara regularize o Portal da Transparência no prazo de 30 dias. Caso a determinação não seja cumprida, o órgão pede a aplicação de multa diária de R$ 5 mil.

“Apesar de notificada, a prefeitura não sanou as irregularidades. Portanto, para garantir o amplo acesso às informações públicas, especialmente no que diz respeito ao erário, não houve alternativa senão ajuizar a ação civil pública. O objetivo é assegurar a observância da publicidade e permitir a fiscalização social e os controles externos da administração pública”, declarou o promotor de Justiça Vinícius Ribeiro de Souza.

Base legal

A ação do MPAM está fundamentada na Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011) e na Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000), que estabelecem a obrigatoriedade da divulgação de dados públicos de forma acessível e atualizada.

Caso a Justiça acate o pedido, a prefeitura poderá ser obrigada a corrigir as falhas e manter o portal atualizado, sob risco de novas penalidades.

Fotomontagem: Lennon Costa

TRE-AM reforça campanha para o uso da linguagem simples nos tribunais

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou, em 25 de agosto de 2023, a Recomendação n° 144, para que os Tribunais e Conselhos façam a utilização de linguagem simples, clara e acessível, com o uso, sempre que possível, de elementos visuais que facilitem a compreensão da informação.

Seguindo a Recomendação, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) inicia, nesta quarta-feira (05/02), a campanha “Descomplicando o Juridiquês” nas redes sociais do tribunal. A ação visa enfatizar o uso da linguagem simples nas comunicações e atos da corte eleitoral.

A presidente do TRE-AM, Desembargadora Carla Reis, ressalta que a recomendação do CNJ é um passo importante para garantir que a justiça seja acessível a todos. “A linguagem simples é um direito do cidadão. Essa recomendação é um passo que garante que a justiça alcance a todos, independentemente de sua formação acadêmica ou conhecimento jurídico”, destaca a presidente.

A juíza Giselle Falcone, integrante da corte eleitoral do TRE-AM, explica que o uso da linguagem acessível não se restringe às decisões judiciais, mas também a todos os atos e comunicações oficiais. “Temos que ter a consciência de que os reais destinatários de nossas decisões não são outros magistrados ou advogados, mas sim as partes, que por um lado não têm o dever de conhecer os termos e conceitos jurídicos”, disse.

Falcone acrescenta, ainda, que as decisões somente serão legítimas se forem compreendidas por todos os envolvidos. “Com isso em mente creio que a recomendação do CNJ, no sentido do uso da linguagem simples, não só é oportuna, como também, digna de elogios”, reitera a juíza.

“Descomplicando o Juridiquês”

A campanha será veiculada semanalmente nas redes sociais do tribunal, trazendo o significado e a explicação dos termos jurídicos que são frequentemente utilizados pelos membros da corte nas sessões do pleno.

Acesse as redes sociais @treamazonas e o Portal do TRE-AM (www.tre-am.jus.br).

Foto: Junior Souza/TRE-AM

Governistas criticam TCU por suspender recursos do Pé-de-Meia; oposição quer CPI sobre o programa

Deputados governistas criticaram decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que suspendeu a execução de R$ 6 bilhões do programa Pé-de-Meia. Já a oposição cobrou a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para analisar o programa.

A suspensão foi feita pelo ministro Augusto Nardes, do TCU, decisão que foi mantida pelo plenário do tribunal em 22 de janeiro.

O programa de incentivo financeiro-educacional é voltado a estudantes matriculados no ensino médio público beneficiários do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Ao comprovar matrícula e frequência, o estudante recebe o pagamento de incentivo mensal, no valor de R$ 200, dinheiro que pode ser sacado a qualquer momento.

Segundo o TCU, os recursos para o programa não poderiam ser transferidos de fundos garantidores para o Fundo de Incentivo à Permanência no Ensino Médio (Fipem). Os recursos deveriam estar previstos no Orçamento da União.

O líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou que o TCU extrapolou sua atuação como órgão auxiliar do Legislativo. “Isso é uma usurpação. Eu vejo tanta gente aqui falando que, às vezes, o Supremo usurpa o poder. Pior do que isso é o Tribunal de Contas da União – um ministro, solitariamente – determinar a suspensão da utilização dos recursos para o pagamento do programa Pé-de-Meia.”

Para o deputado Chico Alencar (Psol-RJ), não tem cabimento o ministro Augusto Nardes cortar recursos do programa. “É um programa social efetivo e importante para os estudantes do ensino médio brasileiro. Portanto, vamos viabilizar o programa Pé-de-Meia”, disse.

Investigação

O líder da oposição, deputado Zucco (PL-RS), afirmou que o governo federal deve ser investigado pelas supostas irregularidades no Pé-de-Meia, assim como o atraso no pagamento de obrigações do Tesouro Nacional com os bancos públicos foi analisado na gestão Dilma Rousseff.

O atraso entrou no jargão popular como “pedalada fiscal”, que teria motivado o processo de impeachment da ex-presidente.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Presidente Roberto Cidade lidera reunião que definiu os membros das comissões técnicas da Aleam

Presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o deputado estadual Roberto Cidade (UB) reuniu-se com os demais parlamentares, na terça-feira, 4/2, para definir os membros que conduzirão os trabalhos das comissões técnicas da Casa pelo próximo biênio.

“Estamos no início de um novo biênio e temos a oportunidade de fazer alguns ajustes necessários para o bom andamento dos trabalhos. Todas as comissões são fundamentais para que possamos realizar nossas atividades com cada vez mais presteza e eficiência”, declarou o deputado presidente.

As comissões são compostas por presidente, vice-presidente, titulares e suplentes.

As comissões técnicas, no segundo biênio, terão como presidente e vice-presidente, respectivamente:

– Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca, Aquicultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural:

Cristiano D’ Ângelo (presidente) e Sinésio Campos (vice-presidente)

– Comissão de Assistência Social e Trabalho:

Mayra Dias (presidente) e Dra. Mayara (vice-presidente)

– Comissão de Assuntos Econômicos:

Carlinhos Bessa (presidente) e Alessandra Campelo (vice-presidente)

– Comissão de Assuntos Municipais e Desenvolvimento Rural e Regional:

Thiago Abrahim (presidente) e Adjuto Afonso (vice-presidente)

– Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação, Informática e Inovação:

Wanderley Monteiro (presidente) e Delegado Péricles (vice-presidente)

– Comissão de Constituição, Justiça e Redação:

Comissão de Constituição, Justiça e Redação:  Delegado Péricles (presidente) e Débora Menezes (vice-presidente)

– Comissão de Cultura e Economia Criativa:

Abdala Fraxe (presidente) e Wanderley Monteiro (vice-presidente)

– Comissão de Defesa do Consumidor:

Mário César Filho (presidente) e Felipe Souza (vice-presidente)

– Comissão de Direitos Humanos, Pessoa com Deficiência e Promoção Social:

Dra. Mayara (presidente) e Dr. Gomes (vice-presidente)

– Comissão de Educação:

Cabo Maciel (presidente) e João Luiz (vice-presidente)

– Comissão de Empreendedorismo, Comércio Exterior e Mercosul:

Rozenha (presidente) e Wilker Barreto (vice-presidente)

– Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás, Energia e Saneamento:

Sinésio Campos (presidente) e Cristiano D’Ângelo (vice-presidente)

– Comissão de Indústria, Comércio e Zona Franca:

Wilker Barreto (presidente) e Rozenha (vice-presidente)

– Comissão de Mulher, da Família e da Pessoa Idosa:

Alessandra Campelo (presidente) e Mayra Dias (vice-presidente)

– Comissão de Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes:

Débora Menezes (presidente) e Abdala Fraxe (vice-presidente)

– Comissão de Obras, Patrimônio e Serviços Públicos:

Dr. George Lins (presidente) e Thiago Abrahim (vice-presidente)

– Comissão de Política sobre Drogas, Cidadania, Assuntos Indígenas, e Legislação Participativa:

Daniel Almeida (presidente) e Comandante Dan (vice-presidente)

– Comissão de Proteção aos Animais, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável:

Joana Darc (presidente) e Wanderley Monteiro (vice-presidente)

– Comissão de Relações Internacionais, Promoção ao Desporto e de Esporte e Lazer:

João Luiz (presidente) e Daniel Almeida (vice-presidente)

– Comissão de Saúde e Previdência Social:

Dr. Gomes (presidente) e Dr. George Lins (vice-presidente)

– Comissão de Segurança Pública, Acesso à Justiça e Defesa Social:

Comandante Dan (presidente) e Cabo Maciel (vice-presidente)

– Comissão de Transporte, Trânsito e Mobilidade:

Adjuto Afonso (presidente) e Sinésio Campos (vice-presidente)

– Comissão de Turismo, Fomento e Negócios:

Felipe Souza (presidente) e Carlinhos Bessa (vice-presidente)

– Comissão de Ética:

Sinésio Campos (presidente) e Felipe Souza (vice-presidente)

Foto: Divulgação

Motta: líderes vão decidir sobre votação do projeto de anistia aos condenados do 8 de janeiro

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), reafirmou as atribuições e prerrogativas constitucionais do Poder Legislativo e afirmou que não admitirá qualquer flerte com nenhum tipo de ditadura. Segundo ele, qualquer movimento nesse sentido terá uma reação forte da Câmara. Motta concedeu uma entrevista à Globonews no início da tarde desta terça-feira (4).

“Não pactuamos com qualquer flerte com a ditadura. A história de Rubens Paiva deve ser sempre lembrada, devemos dizer que o Poder Legislativo está de pé, as atribuições e prerrogativas do poder Legislativo estão mais fortes”, disse Motta.

Questionado se foi pressionado pelo ex-presidente Bolsonaro e pela bancada do PL a pautar o projeto que busca anistiar os condenados por tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro, Motta afirmou que, embora o presidente da Casa tenha o poder da pauta da ordem do dia, é o Colégio de Líderes que decide o que vai ser votado ou não. Ele ressaltou que o tema será tratado com responsabilidade e que seu objetivo é a busca de uma pacificação nacional.

“Vamos tratar tudo de forma muito tranquila e de maneira muito serena. Nosso trabalho será a busca de uma pacificação nacional, de harmonia, para que os Poderes constituídos tenhamos uma pauta de convergência nacional. É isso que o Brasil espera de nós”, afirmou.

Estabilidade política

Motta reafirmou que a Câmara não será um fator de instabilidade política para o governo. Segundo ele, os deputados não têm que aprovar tudo o que o governo mandar, mas, sim, debater uma agenda focada no que País precisa. O presidente ressaltou que sua gestão não vai focar em pautas que atendam às demandas ou preferências políticas das eleições nacionais de 2026. “Vamos priorizar uma agenda de País. Essa é nossa prioridade”, defendeu Motta.

Segurança pública

O presidente da Câmara também afirmou que o tema da segurança pública será uma das prioridades da Casa neste ano. Ele disse esperar que o governo encaminhe a chamada PEC das Segurança Pública, que prevê mudanças constitucionais que visam aumentar a participação da União na segurança do país, combater o crime organizado e integrar as polícias do país.

A proposta ainda não chegou ao Congresso e tem sido objeto de polêmica entre os governadores, que temem a perda da autonomia em relação à segurança pública. “Precisamos de melhor financiamento, precisamos de estratégias e discutir um endurecimento maior das leis, tratar o problema carcerário. Todos precisam estar conscientes”, afirmou.

“Acredito que a PEC deve chegar ao Congresso, e o Congresso fará suas contribuições, o importante é o Executivo mandar o projeto e o Legislativo fazer as alterações pertinentes para ter uma virada de chave em relação à segurança pública”, afirmou o presidente.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Aleam discute sobre candidatura do Teatro Amazonas a patrimônio da Unesco e avanços na educação

A segunda Sessão Plenária do ano na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na terça-feira (4/2), teve entre os assuntos principais, a candidatura do Teatro Amazonas a Patrimônio Mundial e a instalação de uma unidade da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), em Novo Remanso, Itacoatiara (distante a 176 quilômetros de Manaus).

Em seu discurso, o deputado estadual Sinésio Campos (PT) falou sobre a candidatura do Teatro Amazonas a patrimônio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). De acordo com Campos, a Amazônia, com toda a sua riqueza natural e cultural, não tem nenhum monumento incluído na lista de Patrimônio Mundial da Unesco.

“Nenhuma de suas áreas ou bens culturais foram oficialmente considerados Patrimônio Mundial. Vivemos em uma região que abriga marcos históricos importantes, como o Teatro Amazonas e o Teatro da Paz no Pará. Temos um Centro Histórico riquíssimo, mas, surpreendentemente, não possuímos sequer uma referência mundial reconhecida oficialmente. Quando falamos sobre cultura, arte e patrimônio, percebemos que, tanto no âmbito municipal quanto estadual e federal, há uma grande lacuna nesse reconhecimento” afirmou.

O deputado citou que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tem se empenhado para que o Teatro Amazonas e o Teatro da Paz sejam incluídos na lista de Patrimônio Mundial da Unesco. “Caso esse reconhecimento seja alcançado, a forma como esses bens culturais são percebidos mudará completamente. O Brasil, que já teve grande relevância no período áureo da borracha e foi referência para o mundo em diversos momentos, merece esse destaque”, argumentou o parlamentar.

Entre os locais já tombados pela Unesco, segundo Sinésio Campos, se encontram o Centro Histórico de Ouro Preto, em Minas Gerais, e o centro histórico de Olinda, em Pernambuco. “Esses locais recebem grande fluxo de visitantes justamente por serem reconhecidos como Patrimônio Mundial. A Amazônia, com todo o seu valor histórico, cultural e natural, precisa ser incluída nessa lista. Precisamos continuar lutando para que nossos patrimônios sejam devidamente reconhecidos e valorizados no cenário internacional”, concluiu.

Boca do Acre

A notícia de que o município de Boca do Acre (distante a 1.028 quilômetros) alcançou a maior nota do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), entre as escolas estaduais do Amazonas, foi o tema do pronunciamento do deputado Adjuto Afonso (UB).

“É fundamental que façamos esse reconhecimento, especialmente porque, frequentemente, ouvimos reclamações sobre a qualidade da educação no interior do Estado, seja pela falta de professores ou pelo desinteresse dos alunos. No entanto, é com grande satisfação que informo que, no final do ano passado, o município de Boca do Acre alcançou a maior nota do Ideb entre as escolas estaduais do Amazonas. Esse é um marco que merece ser celebrado”, comemorou.

O parlamentar destacou, ainda, o trabalho dos gestores e da coordenadora responsável pela educação no município. “Sabemos que os desafios da educação não são exclusividade do Amazonas, mas se estendem por todo o país. Justamente por isso, quando temos um avanço como esse, com a elevação do Ideb, é nosso dever reconhecer e valorizar o esforço dos profissionais envolvidos”, afirmou Afonso.

Um requerimento foi apresentado pelo deputado para que seja encaminhado um voto de congratulação da Assembleia Legislativa à coordenadora estadual, Ana Angélica Simão, que, segundo o parlamentar, tem desempenhado um trabalho notável na educação do município.

“Da mesma forma, parabenizo a gestora do colégio que conquistou essa importante marca, a professora Ana Catarina Almeida, responsável pelo Colégio Estadual José Seffair, uma instituição tradicional em Boca do Acre, que tem se destacado ao longo dos anos na formação de seus alunos. A nota do Ideb foi 8,7, superando todas as expectativas, e esse feito merece ser registrado e celebrado.”, finalizou.

UEA

O deputado Thiago Abrahim (UB) anunciou que, na próxima semana, na comunidade de Novo Remanso, em Itacoatiara, será instalado o primeiro curso presencial da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em uma comunidade rural. “Em 24 anos de história, esta será a primeira vez que a UEA oferecerá um curso presencial fora dos centros urbanos, um marco significativo para a educação no Estado. Esse feito é fruto do nosso trabalho e da nossa luta, em parceria com os reitores, coordenadores da Universidade do Estado do Amazonas e o governo estadual, que tem demonstrado grande preocupação em levar educação e oportunidades para todos os amazonenses”, afirmou.

Foto: Divulgação

Projetos de Leis de incentivo à leitura e cultura tramitam na Assembleia Legislativa do Amazonas

Na terça-feira (4/2), o plenário Ruy Araújo recebeu a primeira Sessão Ordinária da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) em 2025, e a pauta de tramitação ordinária contou com 93 matérias, sendo 90 Projetos de Lei (PLs) e quatro Projetos de Resoluções Legislativas (PRLs).

Entre os projetos em tramitação ordinária, está o PL nº 963/2024, de autoria do deputado estadual Mário César Filho (UB), instituindo diretrizes para a criação de bibliotecas digitais nas escolas públicas estaduais. “A proposta visa modernizar o acesso à leitura e ao conhecimento, proporcionando aos alunos uma plataforma digital rica em recursos educacionais”, explica o deputado.

Mário César também é autor do PL nº 966/2024, que estabelece orientações para a criação do Programa Bolsa Estudo Cultura. O objetivo é fornecer apoio financeiro a estudantes para que possam desenvolver atividades culturais. Os projetos devem cumprir prazo total de três dias na pauta ordinária, e os dois projetos do deputado estão no segundo dia de tramitação.

Também voltado ao tema, o PL nº 970/2024, propõe a criação de uma política pública de incentivo à leitura por meio da criação de bibliotecas itinerantes. A iniciativa busca democratizar o acesso aos livros e à leitura, levando cultura e conhecimento a diversas comunidades que não possuem infraestrutura de bibliotecas fixas.

“Sabe-se que a leitura é um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento cultural, educacional e social de uma população”, destacou o deputado Rozenha (PMB), autor da propositura, avaliando, ainda, que a desigualdade no acesso à educação e cultura é um dos grandes desafios para o desenvolvimento de sociedades mais justas e inclusivas.

“Este projeto contribui para reduzir essas desigualdades, levando oportunidades de aprendizado e desenvolvimento cultural a pessoas que, de outra forma, não teriam acesso a esses recursos”, afirmou Rozenha.

Valorização

Com o objetivo de reconhecimento público à atuação exemplar de jornalistas que, ao longo de sua carreira, desempenham um papel central na promoção da liberdade de imprensa, na defesa da democracia e no direito fundamental à informação, o deputado Comandante Dan (Podemos) apresentou o PRL nº 70/2024, criando a Medalha de Mérito Jornalista Flaviano Limongi, destinada a homenagear jornalistas do Amazonas.

Para o parlamentar, o jornalismo, enquanto profissão e missão social, é uma das mais poderosas ferramentas de transformação. “Ao expor fatos, investigar injustiças e amplificar as vozes da sociedade, os jornalistas não apenas registram a história em tempo real, mas também contribuem diretamente para a construção de uma sociedade mais informada, consciente e participativa”, destacou Comandante Dan.

Foto: Divulgação

DPU entra com ação contra governo do Pará por propagar fake news

A Defensoria Pública da União (DPU) ajuizou uma ação civil pública contra o governo paraense e a empresa Meta Platforms, responsável pelo Facebook e Instagram. O órgão pede que sejam penalizados por difundir notícias falsas sobre a mobilização de professores da rede pública do estado e indígenas desde 14 de janeiro, com a ocupação da Secretaria de Educação do Estado (Seduc).

O protesto gira em torno da Lei 10.820/2024, estadual, que altera o Sistema Modular de Ensino (Some) e implementa o Sistema Educacional Interativo (SEI), substituindo aulas presenciais por um modelo remoto. Conforme noticiou a Agência Brasil, a medida afeta não somente estudantes indígenas, mas também quilombolas. A crítica à implementação acabou sendo encampada pelos professores da rede estadual, que estão em greve desde o dia 23 de janeiro e apontam uma tentativa do governo de precarizar a carreira do magistério.

A DPU alega que houve propagação de notícias falsas pelo governador do estado. “Em um vídeo publicado em suas redes sociais no dia 31 de janeiro, o governador Helder Barbalho classificou o protesto como fruto de ‘desinformação’ e ‘fake news‘, afirmando que ‘jamais existiu e jamais existirá” qualquer intenção de substituir o ensino presencial por aulas remotas. O governador também declarou que ‘100% das reivindicações indígenas foram atendidas'”, esclarece a  DPU, que argumenta que as declarações do governador são inverídicas e se tratam de uma forma de ataque contra os povos originários e podem incentivar discriminação e xenofobia.

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) também é acionada pela DPU para que adote as medidas administrativas e judiciais cabíveis para “proteger a honra e a integridade das comunidades indígenas afetadas por notícias falsas”.

No entendimento da DPU, a autarquia indigenista deveria blindar os manifestantes de investidas. A defensoria também pede o pagamento de uma indenização de R$ 10 milhões por dano moral coletivo, valor a ser revertido às comunidades indígenas afetadas.

A Agência Brasil procurou a Funai e o governo do Pará, que não deram retorno até o fechamento desta matéria. A Meta Platforms disse à reportagem que não irá se pronunciar sobre o assunto.

Em nota encaminhada à reportagem na última quinta-feira (30), a Seduc afirmou que o governo do Pará se comprometeu a analisar todos os pontos levantados e buscar soluções viáveis que atendam aos anseios dos profissionais da educação. 

Protesto

Nesta terça-feira (4), professores da rede estadual do Pará fizerem novo protesto pela revogação da Lei 10.820/2024, em frente ao prédio da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), o Palácio Cabanagem, em Belém. Os manifestantes fizeram a concentração do ato diante da Secretaria Municipal de Educação (Semec) até seguir ao local. Lideranças indígenas ocupam há 20 dias a sede da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) na capital paraense. 

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) chegou a acionar o Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7778), para contestar a medida, sob o argumento de que, se implementada, irá prejudicar parcela significativa dos estudantes.

Em perfil no Instagram, o Sindicato das Trabalhadoras e Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp) veiculou imagens de integrantes da categoria durante o ato desta terça-feira. 

Fonte: Agência Brasil

Dólar cai a R$ 5,77 e tem maior sequência de quedas desde o Plano Real

Apesar da volatilidade no mercado financeiro, o dólar caiu pela 12ª vez seguida e fechou abaixo de R$ 5,80 pela primeira vez desde meados de novembro. A bolsa de valores recuou, após a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (4) vendido a R$ 5,771, com queda de R$ 0,022 (-0,76%). A cotação iniciou o dia próximo da estabilidade, após o anúncio de retaliações da China à elevação de tarifas pelo governo de Donald Trump, mas passou a cair no fim da manhã, após a divulgação de dados fracos da economia norte-americana.

Na menor cotação desde 19 de novembro, a moeda norte-americana acumula queda de 6,59% em 2025. Essa é a maior sequência de quedas diárias do dólar desde o Plano Real.

O mercado de ações teve um dia mais turbulento. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 125.147 pontos, com recuo de 0,65%. As ações de empresas exportadoras puxaram a queda, sendo parcialmente compensada pela alta nos papéis de instituições financeiras.

O dólar teve um dia de queda em todo o planeta, após a divulgação de que o número de vagas de trabalho abertas nos Estados Unidos caiu em 556 mil em janeiro. A desaceleração do mercado de trabalho aumenta as chances de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) corte os juros mais que o previsto. Taxas mais baixas em economias avançadas estimulam a entrada de capitais em países emergentes, como o Brasil.

Na bolsa de valores, a divulgação da ata do Copom, considerada dura pelos especialistas, estimulou a queda das ações. A divulgação de que a inflação dos alimentos pode se espalhar para outros setores da economia acendeu os temores de que o BC eleve os juros depois da reunião de março. Juros mais altos no Brasil estimulam a migração de investimentos na bolsa para investimentos em renda fixa, como títulos públicos.

Fonte: Agência Brasil