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Em Canutama, MPAM acompanha medidas para prevenção e mitigação dos efeitos da cheia e da vazante para a população local

Diante da atual cheia e da futura vazante do Rio Purus em 2025, que afetam diversos municípios do sul do Amazonas, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou procedimento administrativo para acompanhar e fiscalizar as medidas preventivas, emergenciais e assistenciais adotadas pelo poder público em Canutama. O objetivo da medida, conduzida pela promotoria de Justiça local, é prevenir e mitigar os efeitos colaterais para a população do município.

No despacho, assinado pela promotora de Justiça Maria Cynara Rodrigues Cavalcante, destaca-se que a elevação do nível do rio configura um cenário de emergência e pode ocasionar uma grave enchente no município, acarretando riscos à segurança, saúde e bem-estar da população local. O documento também ressalta a grave estiagem vivenciada em 2024, quando o Purus atingiu a marca de 7,17 metros em outubro, o que impactou severamente a população local, prejudicando a navegação e, por consequência, o abastecimento na sede de Canutama.

A medida leva em consideração a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC), instituída pela Lei n.º 12.609/2012, que prevê como dever de todos os entes federados a adoção das medidas necessárias para redução dos riscos de acidentes ou desastres. A lei atribui especificamente aos municípios o dever de executar a PNPDEC em âmbito local, com atividades como: manter a população informada; mobilizar e capacitar os radioamadores; promover a coleta, distribuição e controle de suprimentos em situações de desastre; bem como estimular a participação de entidades privadas e governamentais.

Também foi considerada a necessidade de ações preventivas em etapa de pré-desastre, como a realização de palestras, audiências públicas, análise de riscos, conscientização da população, monitoramentos dos cenários de risco, vistorias de campo e envio de alertas, assim como toda e qualquer ação mitigatória prévia que tenha como intuito amenizar os desastres.

Diligências

A Promotoria de Justiça de Canutama requisitou à Prefeitura do Município que forneça informações detalhadas sobre como estão definidas as políticas públicas para o enfrentamento da cheia e da vazante do Rio Purus em 2025, especificando as medidas preventivas e de urgência adotadas, bem como o planejamento estratégico, execução de ações emergenciais, instalação de abrigos e segurança alimentar e sanitária da população.

Foto: Divulgação

Ministério Público obtém decisão favorável na Justiça por normalização do serviço de saneamento básico em Rio Preto da Eva

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) obteve decisão liminar da Justiça contra o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Rio Preto da Eva (Saae) por melhorias no serviço de saneamento básico. A sentença, que acolhe todos os pedidos de uma ação civil pública impetrada pela promotoria da cidade, determina a solução das irregularidades identificadas na prestação do serviço autônomo de água e esgoto do município, nas etapas de captação, tratamento, armazenamento e distribuição de água potável e adequada ao consumo humano.

O Saae é uma entidade autárquica municipal com personalidade jurídica própria.

A Justiça levou em consideração as alegações do Ministério Público, de que, dos 12 poços para captação de água, apenas oito estão funcionando, mas sem manutenção há mais de dez anos — apresentando vazamentos, tubos enferrujados, bombas rompidas, painéis de comando sem proteção e válvulas térmicas queimadas, além de péssimas condições de higiene nas paredes dos reservatórios (com excesso de lodo, algas e areia pela falta de impermeabilização).

A sentença determina que o município elabore e apresente, no prazo máximo de seis meses, um cronograma de realização de obras para a regularização do saneamento básico da cidade, com padrões adequados ao consumo humano, bem como a garantia do controle contínuo de qualidade e manutenções periódicas. O prazo máximo estabelecido é de 36 meses para a conclusão das obras.

Na ocasião, o acolhimento do pedido de tutela de urgência do MP também se deu em razão da probabilidade de dano ao interesse público. Em caso de descumprimento, a concessionária está sujeita a multa diária de R$ 1 mil.

O promotor de Justiça Christian Anderson Ferreira da Gama informou que a ACP surgiu da inspeção realizada no Saae e das informações presentes no inquérito civil instaurado pela promotoria Rio Preto da Eva, no qual já foram utilizados meios extrajudiciais de resolução. “Constatou-se a necessidade de ajuizamento da ação para que sejam promovidas melhorias no abastecimento de água à população. O tempo passou, a cidade cresceu e o Saae não acompanhou essa mudança. O processo é estrutural, pois demanda uma ampla reformulação desse serviço público tão importante, pois a qualidade da água está diretamente ligada à saúde da população”, afirmou.

Embasamento

Na argumentação, a promotoria de Justiça se baseou na Lei Federal n° 14.026/2020 e na Resolução nº 357/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que criam as diretrizes do Marco Legal do Saneamento Básico e estabelecem critérios para a prestação regular dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário, atendendo à população com contínuo controle de qualidade e manutenções periódicas.

Foto: Pexels

MP instaura procedimento para fiscalizar ações do poder público durante cheia do Rio Madeira em Manicoré

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Manicoré, instaurou procedimento administrativo para acompanhar e fiscalizar as ações do poder público municipal diante da cheia do Rio Madeira. A medida foi tomada após o município decretar situação de emergência pública no início deste mês, quando o nível do rio atingiu 26,59 metros, superando a cota de alerta e afetando mais de 150 comunidades ribeirinhas.

O procedimento visa garantir a atuação efetiva do poder público diante da crise, assegurando que medidas emergenciais sejam adotadas de forma adequada, transparente e em conformidade com os direitos fundamentais da população atingida. As ações também devem seguir os princípios da Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC), com foco especial nas famílias em situação de maior vulnerabilidade social.

Segundo o promotor de Justiça Venâncio Antônio Castilhos de Freitas Terra, responsável pela instauração do procedimento, a atuação do MPAM é uma resposta direta à gravidade do cenário enfrentado no município.

“O Ministério Público, diante do cenário de grande cheia do Rio Madeira, se viu obrigado a agir para assegurar os direitos fundamentais das populações ribeirinhas e também acompanhar as ações adotadas pelo poder público municipal”, afirmou.

Entre outras medidas, a promotoria irá fiscalizar a execução orçamentária e administrativa das ações emergenciais, bem como a destinação de recursos públicos e a logística de atendimento às comunidades impactadas. Também serão analisados os decretos e atos normativos editados pela prefeitura durante a vigência da situação de emergência.

O MPAM já determinou a comunicação da instauração do procedimento à Corregedoria-Geral e ao Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e Urbanismo (CAO-MAPH-URB). A medida inclui ainda a juntada de documentos oficiais, como o decreto municipal de emergência e outras publicações relacionadas às ações de enfrentamento da cheia.

Foto: Divulgação

Bolsonaro passa por cirurgia no intestino neste domingo

O ex-presidente Jair Bolsonaro passa por uma cirurgia no intestino, neste domingo (13), no Hospital DF Star, em Brasília.

Bolsonaro é submetido a uma laparotomia exploradora para liberação de aderências intestinais e reconstrução da parede abdominal. O procedimento começou por volta das 10h e já dura mais de 7 horas. 

Na sexta-feira (11), Bolsonaro passou mal durante um evento político no interior do Rio Grande do Norte. Ele foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e transferido de helicóptero para Natal. A aeronave foi cedida pela governadora Fátima Bezerra (PT).

No sábado (12), o ex-presidente deixou o Hospital Rio Grande, na capital potiguar, e seguiu para Brasília, onde passa por cirurgia.

Fonte: Agência Brasil

Governo buscará retomar pauta de regulação das redes no Congresso

O governo federal vai tentar uma nova aproximação com o Congresso nas próximas semanas para que o tema da regulação das plataformas digitais volte à agenda dos legisladores, afirmou o Secretário de Politicas Digitais da Presidência da República, João Brant.

“O governo está terminando de definir sua posição de mérito e de estratégia. Nossa compreensão é que essa regulação precisa equilibrar três coisas: primeiro, a responsabilidade civil das plataformas; segundo, o que a gente chama de dever de prevenção e precaução, que significa a necessidade de atuar preventivamente para que não haja disseminação de conteúdos ilegais e danosos a indivíduos ou a coletividades; e terceiro, que elas atuem na mitigação dos riscos sistêmicos da sua atividade”, defendeu Brant na última semana, em palestra na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A principal proposta de regulação das plataformas digitais, o Projeto de Lei 2.630 de 2020, conhecido como PL das Fake News, já foi aprovado pelo Senado e está em análise na Câmara dos Deputados. A falta de um acordo, porém, impede que ele avance desde o ano passado.

Atualmente, essas empresas respondem ao Marco Civil da Internet, aprovado em 2014. No seu Artigo 19, a lei diz que que as redes sociais só podem ser responsabilizadas por conteúdo ofensivo ou danoso postado por usuários caso descumpram uma ordem judicial de remoção, à exceção de conteúdo sexuais não autorizado ou casos que violam direitos autorais.

No dia-a-dia, a moderação dos conteúdos cabe às plataformas, que têm políticas próprias para decidir sobre a exclusão de conteúdos violentos ou mentirosos.

“Quando você vai discutir regulação ambiental, por exemplo, o tempo inteiro você olha para os riscos sistêmicos, aqueles riscos que são inerentes à atividade, que afetam direitos fundamentais ou outros marcos legais relevantes. E é preciso mitigar esses efeitos, impor responsabilidades e custos. E o que a gente tem é uma distorção do ambiente digital, sem que as plataformas assumam qualquer responsabilidade”, argumentou o secretário.

O uso das redes sociais para cometer crimes continua no centro do debate público em meio às denúncias de violências cometidas contra crianças e adolescentes, e tem reacendido a discussão sobre a regulação das chamadas big techs, as empresas que controlam essas plataformas.

O coordenador do Centro de Referência para o Ensino do Combate à Desinformação da Universidade Federal Fluminense, Afonso Albuquerque, concorda que a regulação das redes se tornou uma questão fundamental e é preciso mais do que responsabilizar as plataformas por esses conteúdos.

“É preciso ter regras relativas ao financiamento dessas plataformas que, de alguma forma, estabeleçam princípios de transparência algorítmica. Nós temos um agente que tem uma capacidade imensa de intervir nos debates nacionais e, hoje, efetivamente, nós operamos no terreno da mais pura ilegalidade”

No entanto, ele não vê um cenário favorável a essa discussão, no Congresso Nacional, a princípio. Mas uma ajuda indireta e imprevista pode vir dos efeitos do governo de Donald Trump, nos Estados Unidos: “Nós estamos vivendo um momento muito caótico, no qual não é possível fazer análises muito claras. Algumas semanas atrás, nós tínhamos uma situação de fechamento das plataformas com os interesses do governo Trump. Mas, agora que as tarifas estão afetando o bolso dos bilionários que apoiaram o Trump, esse não é um cenário tão transparente assim”.

Para Afonso Albuquerque, as ações de Donald Trump também têm colocado os Estados Unidos em oposição a muitos países, incitando em muitos deles a necessidade de defender sua soberania em diversos campos, inclusive contra a influência das plataformas digitais americanas.

“Ele e os personagens envolvidos, particularmente o Elon Musk, mas o [Mark] Zuckerberg também, demonstraram pouca sutileza no seu interesse de intervir em assuntos internos de outros países, particularmente do Brasil. E, ao fazer isso, eles levantam a agenda da soberania. Eu acho que essa ameaça está presente desde que as plataformas existem, mas o comportamento agressivo dos integrantes do governo Trump, particularmente sua aliança com os setores da extrema direita anti-institucional do Brasil, tornam muito visível essa ameaça”, explica o especialista.

O Secretário de Politicas Digitais da Presidência da República, João Brant, acrescenta que os resultados dos embates entre Musk e o Supremo Tribunal Federal criaram um precedente positivo não só para o Brasil:

“É um momento em que se testa, se esgarça essa relação com os estados nacionais. O mundo inteiro fica olhando para ver o que que o Brasil vai fazer, e o Brasil toma uma decisão de suspender o serviço enquanto não cumprisse as ordens judiciais.

O melhor dessa história é que ela termina com o Musk tendo que sucumbir ao Estado brasileiro, topando cumprir as regras para voltar ao ar. “Eu diria que ali foi um momento de virada em que vários países entenderam que a gente não pode lidar com naturalidade com o fato de que eles escolhem quais regras vão cumprir.”

Brant também acredita que duas situações frequentes podem contribuir para que a população pressione os legisladores em direção à regulação: “A própria proteção de crianças e adolescentes, que eu acho que é um tema chave, em que fica mais explícito o problema, e também a quantidade de golpes e fraudes no ambiente digital, e uma parte das plataformas é inclusive sócia desses golpes, porque recebe dinheiro para veicular conteúdo fraudulento.”

Já o coordenador do Centro de Referência para o Ensino do Combate à Desinformação da UFF, Afonso Albuquerque, defende que é preciso ir além das regulações nacionais, com a criação de mecanismos transnacionais pactuados e instituições de governança que estabeleçam e fiscalizem o cumprimento de regras globais.

Fonte: Agência Brasil

Em agenda de prestação de contas, deputado Roberto Cidade reafirma compromisso com o município de Autazes

Neste sábado, 12/4, o deputado estadual Roberto Cidade (UB) cumpriu agenda de prestação de contas do mandato em Autazes (distante 267 quilômetros de Manaus) e reforçou seu compromisso com o município, por meio de emendas parlamentares e de intermediação junto ao Governo do Estado para melhorias na infraestrutura urbana.

Em Autazes, o parlamentar também cumpriu acompanhou uma intensa programação de entregas de equipamentos públicos ao lado do prefeito do município, Thomé Neto (PP), que completa 100 dias à frente da Prefeitura Municipal.

“Volto a Autazes para reforçar meu compromisso de trabalhar por esse município e reafirmar que eu e o prefeito Thomé Neto, juntamente com o seu vice Marcley Araújo e os vereadores do município, estamos juntos na busca pela transformação que Autazes merece. O potássio vai trazer ainda mais prosperidade para este município. E tenho certeza de que o Thomé Neto está preparado para esse novo momento. Ele esta fazendo uma nova gestão, que dialoga com o povo e que busca fazer as entregas que Autazes precisa e merece”, declarou.

Cidade se comprometeu em enviar recursos de emendas parlamentares para o município. “Recentemente, enviei emendas para atender demandas de saúde do município e também para apoiar os eventos culturais, como a Festa do Leite. Vou destinar mais recursos para a aquisição de implementos agrícolas e para a perfuração de poços artesianos, que irão levar água potável para as comunidades”, anunciou.

O parlamentar também se comprometeu em intermediar, junto ao Governo do Amazonas, o recapeamento da rodovia AM-254, conhecida como Estrada de Autazes e que interliga Autazes a Nova Olinda do Norte e a Manaus.

“Na segunda-feira mesmo irei ao governador Wilson Lima levar essa demanda, do recapeamento da AM-254, para que tenhamos uma estrada de qualidade. Irei conversar com ele para que as máquinas venham dar início aos trabalhos. Já falei a ele também sobre o interesse do prefeito Thomé em conveniar com o governo do Estado para que os serviços de recapeamento e pavimentação na cidade de Autazes sejam retomados”, falou.

100 dias de gestão

Como parte da programação comemorativa pelos primeiros 100 dias da gestão do prefeito Thomé Neto, o deputado Roberto Cidade participou da entrega de um carro, modelo pick-up, para a Guarda Municipal do Município; da inauguração do Centro Especializado em Reabilitação (CER); da inauguração do Centro Farmacêutico e Farmácia Básica e das reinaugurações do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Profª. Nely de Souza e do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).

Foto: Divulgação

Haddad diz que país tem “colchão de proteção” contra turbulências

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmou nesta sexta-feira (11) que o “Brasil tem um colchão de proteção contra turbulências externas”. Segundo o ministro, o país conta atualmente com reservas cambiais, um bom saldo comercial e uma super safra para enfrentar os possíveis riscos associados às taxações que vêm sendo empregadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Está em curso um movimento que nós precisamos ver como é que vai terminar. Mas assim como em outras crises, como em 2008, quando vivemos uma enorme crise financeira, o Brasil agora tem de US$ 75 bilhões a US$ 95 bilhões de saldo comercial. O Brasil tem mais de US$ 300 bilhões de reservas cambiais”

O ministro lembrou que o Brasil tem comércio com o mundo inteiro e só abre mercados desde que o presidente Lula inaugurou seu mandato. 

“Estamos em uma situação em que a gente não deve nada para ninguém”, disse. 

“Desde que pagou sua dívida externa, acumulou saldo comercial e mantém reservas cambiais, o Brasil tem um colchão de proteção para se defender de turbulências externas. Isso já aconteceu em 2008 e pode acontecer agora”, ressaltou.

Para o ministro, embora ainda seja difícil prever seus efeitos, o tarifaço poderá, de alguma forma, contribuir para o aumento das exportações brasileiras e também acelerar o acordo do Mercosul com a União Europeia. 

“O Brasil, na minha opinião, tem uma posição privilegiada em virtude do fato de que aumentam as suas exportações para os três grandes blocos econômicos. Nós exportamos mais para os Estados Unidos, para a União Europeia e para a China. Temos um acordo de livre comércio firmado com a União Europeia que, na minha opinião, vai ser acelerado em função do que aconteceu”, disse.

“O Brasil pode enfrentar uma situação qualquer externa e tem condições de superá-la. Mas é claro que se o mundo estiver ruim, isso é ruim para todo mundo”, alertou.

O ministro admitiu que o Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país) possa sofrer alguma consequência em virtude do atual cenário econômico mundial. 

“Nós podemos, eventualmente, a julgar pelos movimentos, sofrer algum impacto”, avaliou. 

O ministro estima que a economia brasileira deve fechar este ano com crescimento de 2,5% e que a inflação pode voltar a “se comportar em patamares mais adequados” ao longo do ano.

Fonte: Agência Brasil

STF rejeita recursos de deputados do PL que viraram réus

Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (11) rejeitar recursos de dois deputados federais e de um suplente do PL que se tornaram réus pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa.

Na semana passada, o colegiado iniciou o julgamento virtual de recursos protocolados pelas defesas dos deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), além do suplente Bosco Costa (PL-SE). Eles são acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de cobrarem propina para a liberação de emendas parlamentares.

Durante o julgamento virtual, além do relator, Cristiano Zanin, votaram contra os recursos os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Para o relator, as defesas buscam rediscutir a matéria. “Os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do julgado, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão”, disse Zanin.

Defesas

Durante o julgamento no qual os parlamentares se tornaram réus, a defesa do deputado Josimar Maranhãozinho declarou ao Supremo que as acusações da PGR contra o parlamentar se “mostram frágeis e desfundamentadas”.

Os advogados de Bosco Costa defenderam a rejeição da denúncia por falta de provas. A defesa afirmou ao Supremo que a acusação está baseada  em “diálogos de terceiros e anotações manuscritas desconhecidas de Bosco”.

A defesa de Pastor Gil defendeu a ilegalidade das provas obtidas na investigação por entender que o caso deveria ter iniciado no STF, e não na Justiça Federal do Maranhão. Os advogados também acrescentaram que a denúncia é baseada em “hipóteses e conjecturas”. 

Fonte: Agência Brasil

Lula viaja à China em maio para novo encontro com Xi Jinping

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve visitar novamente a China, em maio, quando terá um novo encontro com o presidente Xi Jinping. A visita ocorrerá no contexto da Cúpula entre China e países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). A data da viagem – entre 12 e 13 de maio – foi acertada esta semana durante a 9ª Cúpula da Celac, realizada em Honduras, que contou com a presença de Lula.

A previsão da viagem foi confirmada pelo Palácio do Planalto, e deve ocorrer na sequência da visita que o presidente fará à Rússia.

 A convite do presidente Vladimir Putin, Lula participará das celebrações dos 80 anos da vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazista na segunda guerra mundial. É o feriado mais importante da Rússia, que ocorre no dia 9 de maio, com um grandioso desfile cívico-militar em Moscou.      

Comércio internacional

O encontro entre Lula e Xi Jinping ocorrerá em meio ao acirramento da guerra comercial entre Estados Unidos e China, as duas maiores economias do planeta. A imposição de tarifas mútuas, desencadeada por iniciativa do presidente norte-americano Donald Trump, vem causando sucessivas turbulências nos mercados de ações e alimenta o temor de uma recessão global.

A viagem à China será a segunda visita oficial de Lula neste terceiro mandato. A visita anterior ocorreu em abril de 2023, que foi retribuída por Xi Jinping em visita de Estado em novembro do ano passado, após a Cúpula do G20, sediada pelo Brasil. Além disso, eles haviam se encontrado outra vez em 2023 na Cúpula dos Brics, na África do Sul.

Fonte: Agência Brasil

Por unanimidade, STF mantém condenações por incêndio na boate Kiss 

Todos os ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram nesta sexta-feira (11) para manter as condenações de quatro condenados pelo incêndio na Boate Kiss, ocorrido em 2013, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e que deixou 242 mortos e mais de 600 feridos.

O caso foi julgado em sessão virtual, que começou na semana passada. Hoje, os votos foram proferidos pelo relator, ministro Dias Toffoli, que foi acompanhado pelos ministros Gilmar Mendes, Edson Fachin, Nunes Marques e André Mendonça.

Os cinco ministros do colegiado se manifestaram contra os recursos dos acusados para reverter a decisão do STF que manteve as condenações decididas pelo Tribunal do Júri e determinou a prisão dos envolvidos.

Com a decisão, ficam mantidas as condenações dos ex-sócios da boate Elissandro Callegaro Spohr (22 anos e seis meses de prisão) e Mauro Londero Hoffmann (19 anos e seis meses), além do vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, e o produtor musical Luciano Bonilha. Ambos foram condenados a 18 anos de prisão.

Fonte: Agência Brasil