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Recuperação de áreas degradadas pode contar com R$ 31,4 bilhões

Cerca de 1,5 milhão de hectares degradados em todo o país poderão ser recuperados até 2027 com o dinheiro aportado por 11 instituições financeiras no segundo leilão do Programa Eco Invest Brasil. As instituições aportaram R$ 17,3 bilhões em recursos catalisadores, que poderão destravar até R$ 31,4 bilhões em investimentos totais, públicos e privados.

O Tesouro Nacional divulgou nesta semana o resultado do segundo leilão do programa, lançado no ano passado, e que pretende mobilizar capital privado para projetos sustentáveis. O Eco Invest Brasil integra o Plano de Transformação Ecológica, lançado em 2023.

Por meio do capital catalítico, o governo e instituições financeiras privadas aportam recursos de forma filantrópica, com maior tolerância a risco, que levam em conta o retorno social dos projetos. Esse dinheiro consegue alavancar recursos para investimentos convencionais, regidos pela lógica do mercado. 

Segundo o Tesouro, dos R$ 17,3 bilhões levantados no leilão, R$ 16,5 bilhões vieram da linha pública de capital catalítico do Eco Invest.

Edital

Com o edital lançado em abril, o segundo leilão do Eco Invest Brasil tem como objetivo mobilizar recursos para recuperar cerca de 1,5 milhão de hectares de terras degradadas nos biomas da Mata Atlântica, do Cerrado, da Caatinga, do Pampa, do Pantanal e da Amazônia. A Floresta Amazônica foi incluída no segundo leilão no fim de junho.

Após duas prorrogações de prazo, as propostas foram enviadas até 21 de julho. Os projetos tiveram de seguir critérios ambientais rigorosos, incluindo a recuperação do solo e a preservação da fauna e da flora.

Cada lance foi avaliado com base no nível de alavancagem proposto e no volume de hectares a serem recuperados, com exigência de valor mínimo de R$ 100 milhões. Os recursos levantados serão usados pelo Programa Caminho Verde Brasil, do Ministério da Agricultura e Pecuária, e pelo Plano Nacional de Recuperação de Vegetação Nativa (Planaveg), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Desenvolvimento sustentável

O leilão teve o apoio técnico do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que ajudou a estruturar as linhas de crédito climático do programa, e da Embaixada do Reino Unido no Brasil, que promoveu soluções financeiras que combinem a atração de capital privado com impacto socioambiental positivo. 

Segundo o BID, a área recuperada será equivalente a quase três vezes o tamanho do Distrito Federal, podendo gerar mais de 170 mil empregos.

Os recursos mobilizados serão destinados a produtores rurais, cooperativas agropecuárias e empresas ligadas às cadeias produtivas do agronegócio, como fabricantes de bioinsumos, empresas de tecnologia agrícola, frigoríficos, processadoras de alimentos, usinas de biocombustíveis e traders (profissionais do mercado financeiro que negociam ativos em bolsas de valores). O objetivo é garantir que a restauração ambiental venha acompanhada de inclusão social e produtiva.

Entre as exigências do programa destacam-se o monitoramento contínuo do impacto ambiental, incluindo a medição das emissões de gases de efeito estufa, além da análise periódica do índice de qualidade do solo e da ampliação da cobertura vegetal permanente. As instituições financeiras participantes também deverão destinar pelo menos 50% da carteira de investimentos para a produção de alimentos, com destaque para proteína animal e lavouras. A recuperação da Caatinga também será priorizada.

Primeiro leilão

Homologado em novembro de 2024, o primeiro leilão do Eco Invest Brasil atraiu R$ 6,81 bilhões de capital público catalítico do Tesouro Nacional. Os bancos estão buscando R$ 37,55 bilhões em capital privado para os projetos, num potencial de investimentos total de R$ 44,36 bilhões.

Segundo o Tesouro Nacional, cerca de 50% dos recursos do primeiro leilão serão destinados à transição energética, com destaque para biocombustíveis, transporte público sustentável e eficiência energética, totalizando R$ 21,8 bilhões. Outros setores financiados são economia circular (R$ 12,9 bilhões), bioeconomia (R$ 5,3 bilhões) e infraestrutura e adaptação às mudanças climáticas (R$ 4,3 bilhões).

Fonte: Agência Brasil

Lula recebe ligação de Putin para conversa sobre Ucrânia e Brics

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu neste sábado (9) uma ligação telefônica do presidente da Rússia, Vladmir Putin. A conversa durou cerca de 40 minutos.

Em nota, o Palácio do Planalto confirmou que Lula e Putin trataram dos esforços pela paz entre a Rússia e Ucrânia e compartilharam informações sobre discussões em curso com os Estados Unidos.

Durante a conversa, o presidente brasileiro reafirmou que o país sempre defendeu o diálogo para tratar do conflito.

“O presidente Lula enfatizou que o Brasil sempre apoiou o diálogo e a busca de uma solução pacífica e reafirmou que o seu governo está à disposição para contribuir com o que for necessário, inclusive no âmbito do Grupo de Amigos da Paz, lançado por iniciativa de Brasil e China”, informou o Planalto.

Os presidentes também trataram de assuntos bilaterais e do cenário político e econômico internacional.

“O presidente Putin parabenizou o Brasil pelos resultados da Cúpula do Brics, realizada nos dias 6 e 7 de julho, no Rio de Janeiro. Na esfera bilateral, reforçaram a intenção de organizar a próxima edição da Comissão de Alto Nível de Cooperação Brasil-Rússia ainda este ano”, informou o Planalto.

Fonte: Agência Brasil

Para juristas, motim da oposição quebra decoro e sugere prevaricação

A ocupação das mesas diretoras da Câmara e do Senado pela oposição nesta semana configura quebra de decoro parlamentar e sugere a prática do crime de prevaricação, que é quando um servidor público atrasa, ou deixa de praticar, indevidamente, atos que são obrigações do seu cargo. A avaliação é de juristas consultados pela Agência Brasil.

Para o professor de direito constitucional Henderson Fürst, o motim extrapolou os limites da liberdade de expressão e atuação parlamentar, além de ser possível enquadrar essa ação no crime de prevaricação, segundo o artigo 319 do Código Penal.  

“Aquilo não foi um ato legítimo de atuação de um parlamentar no debate de ideias democráticas para o país. Inclusive, pode-se considerar uma prevaricação. O crime de prevaricação é um crime próprio de funcionário público. Os parlamentares figuram como funcionários públicos e eles atrasam a condução do exercício das suas obrigações por interesse particular ou de terceiros”, afirmou.

Já o artigo 5º do Código de Ética da Câmara dos Deputados, no seu inciso 1º, afirma que é contra o decoro “perturbar a ordem das sessões da Câmara dos Deputados ou das reuniões de Comissão”.

Nesta semana, deputados e senadores de oposição pernoitaram nos plenários da Câmara e do Senado para manter a ocupação das mesas diretoras das Casas, inviabilizando a retomada dos trabalhos legislativos. Eles protestavam contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro e pediam que fosse pautada a anistia geral e irrestrita aos condenados por tentativa de golpe de Estado no julgamento da trama golpista, assim como o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O especialista em Direito Público e Eleitoral Flávio Henrique Costa Pereira afirmou que, ainda que a pauta seja legítima, impedir os trabalhos legislativos foge das atribuições do parlamentar.

“Não é legítimo você fazer essa manifestação impedindo o livre exercício das atividades do Poder Legislativo. Da forma como fizeram, eles impediram que sessões da Câmara ocorressem na forma e nos horários que estavam determinados”, explicou o advogado.

Para Flávio Henrique, contudo, a ação não representou um atentado à democracia, como argumentam os líderes governistas, que compararam o motim da oposição a um novo 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes golpistas invadiram e deprederam prédios públicos em Brasília. O especialista avalia que, dessa vez, a pauta é legítima ao solicitar mudanças legislativas.

“Isso faz parte da teoria dos freios e contrapesos. O Poder Legislativo pode agir para que eventuais excessos do Poder Judiciário possam ser contidos. O instrumento mais legítimo é mudar a legislação. Não poucas vezes no Brasil isso aconteceu”, complementou o jurista.

Questionado pela imprensa se a oposição não teria se excedido, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), líder da bancada ruralista, respondeu que a ação foi necessária.

“Às vezes você precisa, para ser ouvido, chamar atenção para alguma coisa. Ninguém aqui está feliz com essa situação, mas foi preciso fazer um gesto para que a gente fosse ouvido e esse diálogo fosse retomado”, explicou a parlamentar após desocupar a mesa diretora do Senado.

Conselho de Ética

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, enviou, nesta sexta-feira (8), à Corregedoria da Casa, os pedidos de afastamento, por até 6 meses, de 14 deputados da oposição que participaram do motim no Congresso Nacional e de uma deputada acusada de agressão.

As medidas precisam ser votadas pelo Conselho de Ética da Casa.

Os partidos PT, PSB e PSOL ingressaram, nesta quinta-feira (7), com ações no Conselho de Ética da Câmara contra cinco deputados do PL que impediram os trabalhos nesta semana.

O professor Henderson Fürst lembra que, em última análise, a conclusão de que a ação configurou, ou não, quebra do decoro cabe exclusivamente aos demais deputados por meio do Conselho de Ética.

“Embora a quebra de decoro não represente um crime, é um ilícito parlamentar. Porém, esse ilícito precisa ser reconhecido pelos outros pares”, disse Fürst, acrescentando que esse protesto da oposição não poderia ser protegido pela imunidade parlamentar.

Ataque à Soberania

Os analistas avaliaram ainda as ações do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) que solicita sanções contra autoridades públicas responsáveis pelo julgamento da trama golpista, além de condicionar o fim das tarifas dos Estados Unidos contra o Brasil a aprovação do projeto de lei da anistia aos condenados por tentativa de golpe de Estado. 

Para o professor de direito constitucional Henderson Fürst, as ações do parlamentar podem ser enquadradas no artigo 359-I do Código Penal, previsto na Lei de Defesa da Democracia (14.197/2021).

O dispositivo diz que é crime “negociar com governo ou grupo estrangeiro, ou seus agentes, com o fim de provocar atos típicos de guerra contra o País ou invadi-lo”.

“Temos isso na literatura sobre o assunto. Um dos atos típicos de guerra é, justamente, o estrangulamento financeiro. Temos embargos contra Palestina, Rússia, Venezuela, e assim por diante”, disse Henderson.

A Casa Branca justificou que a taxação de 50% contra parte das importações brasileiras foi motivada pelo julgamento do STF da trama golpista. 

Para o especialista em Direito Público e Eleitoral Flávio Henrique Costa Pereira, as ações de Eduardo Bolsonaro ainda não poderiam ser enquadradas como atentado à democracia a partir da Lei 14.197. Por outro lado, reconhece que ele pode ser enquadrado no crime de obstrução do processo judicial, conforme o artigo 2º da Lei 12.850/2013.

“Ele está tentando interferir no processo judicial. Como parlamentar, ele feriu o Código de Ética e caberia processo de cassação do mandato. A ação dele é inconstitucional porque o dever do parlamentar, em primeiro lugar, é defender a nossa Constituição. E quando isso pede uma intervenção de um terceiro ele está submetendo a soberania do nosso país a um Estado estrangeiro”, destacou.

O deputado Eduardo, alegando perseguição política, se mudou para os Estados Unidos, onde começou a defender sanções contra os ministros do STF e tem apoiado o tarifaço do Trump contra a economia brasileira.

O Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara tem pedido a cassação do mandato do parlamentar do PL devido a suas ações nos EUA a favor do tarifaço contra o Brasil e das sanções contra autoridades do Judiciário. 

Fonte: Agência Brasil

TCE-AM julga contas da Prefeitura de Manaus no próximo dia 2 de setembro

O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) realiza a apreciação das contas da Prefeitura de Manaus, exercícios 2022 e 2023, em Sessão Especial no próximo dia 2 de setembro. O julgamento foi convocado nessa terça-feira (5), durante a 22ª Sessão Ordinária do Pleno.

A sessão será conduzida pela presidente da Corte de Contas, conselheira Yara Amazônia Lins, e contará com transmissão ao vivo pelas redes sociais do TCE-AM.

Nos exercícios a serem julgados, os orçamentos aprovados para a administração municipal foram da ordem de R$ 7,1 bilhões em 2022 e R$ 8,5 bilhões em 2023, conforme a Lei Orçamentária Anual (LOA) aprovada pela Câmara Municipal de Manaus (CMM). As contas dizem respeito à gestão fiscal, investimentos, aplicação de recursos públicos e cumprimento de metas legais e constitucionais nas áreas de saúde, educação, infraestrutura e assistência social.

Os documentos encaminhados ao TCE-AM são analisados pelo relator das contas e submetidos à votação em plenário. Em caso de irregularidades, a Corte de Contas poderá recomendar que a Câmara Municipal de Manaus reprove ou aprove as contas do gestor.

Foto: Filipe Jazz

Ministério Público investiga contratação de atrações para festa de Canutama

No município de Canutama, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou inquérito civil para apurar supostas irregularidades na contratação de atrações artísticas para a 1ª Festa Cultural da cidade, realizada em junho de 2022. A investigação se concentra principalmente na legalidade da contratação do cantor Tierry, cujo show teve custo estimado de R$ 220 mil, e no financiamento de outra apresentação artística pela empresa Tarciana Nascimento de Almeida – EPP, que mantém contratos com a prefeitura.

Segundo a portaria, não há comprovação da abertura de procedimento formal de inexigibilidade de licitação para a contratação do cantor, conforme exigido pela Lei nº 8.666/1993. A norma estabelece critérios específicos para esse tipo de contratação, como a comprovação de que o artista é consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública, além de vedar a intermediação por empresas sem vínculo direto com ele.

Outro ponto investigado é o pagamento integral da apresentação do cantor George Japa por uma empresa privada que já prestava serviços ao município. A promotoria local destaca que a empresa Tarciana Nascimento de Almeida – EPP transferiu R$ 30 mil diretamente para a conta do artista, sem que houvesse comprovação de vínculo contratual, patrocínio formal ou qualquer justificativa legal para a operação.

No despacho, a promotora Maria Cynara Rodrigues Cavalcante afirma que o uso de empresa contratada pelo poder público para custear atrações de evento oficial municipal, mesmo sob a justificativa de patrocínio, pode configurar simulação de financiamento privado com recursos públicos, desvio de finalidade contratual e burla às regras de execução orçamentária.

A Prefeitura de Canutama alegou que parte dos custos do evento teria sido coberta com recursos do Governo do Estado do Amazonas. No entanto, em resposta ao ofício do MP, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (SEC) informou não ter firmado qualquer convênio, termo de fomento ou outro instrumento jurídico com o município para a realização da festa, até outubro de 2022.

Além disso, o prefeito Zé Roberto (União) não respondeu às requisições ministeriais, mesmo após ter sido formalmente notificado e cientificado pessoalmente. A omissão contribuiu para a conversão do Procedimento Preparatório nº 040.2022.000245 em inquérito civil.

Diligências

O MPAM determinou a expedição de ofícios à prefeitura e à empresa envolvida, requisitando esclarecimentos e documentos em até dez dias úteis. Entre os itens solicitados estão: cópia integral do processo de inexigibilidade referente ao show de Tierry, notas fiscais, comprovantes de pagamento, pareceres jurídicos, relação completa das contratações feitas para o evento e documentação sobre o suposto patrocínio da apresentação de George Japa.

O inquérito visa assegurar o cumprimento dos princípios constitucionais da legalidade, moralidade, impessoalidade e transparência na administração pública, conforme estabelecido na Constituição Federal, na Lei de Improbidade Administrativa e na Lei de Responsabilidade Fiscal.

Foto: Laura Stanley/Pexels

Presidente do TRE-AM participa de cerimônia de passagem de comando no Cindacta IV

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), desembargadora Carla Reis, participou nesta sexta-feira (08) da cerimônia de passagem de comando do Quarto Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta IV), sediado em Manaus, no bairro do Tarumã.

A solenidade marcou a transmissão do cargo de comandante do Cindacta IV, do Brigadeiro do Ar Jorge Maurício Motta para o Brigadeiro do Ar Marcelo da Costa Antunes. A presença da presidente do TRE-AM reforça a parceria institucional entre a Justiça Eleitoral e as Forças Armadas, essenciais para viabilizar a logística das eleições no Amazonas, especialmente no transporte de urnas e equipes até as regiões mais distantes e de difícil acesso.

“Em um estado de dimensões continentais, com vastas áreas de floresta e comunidades isoladas, a atuação das Forças Armadas torna possível o pleno exercício da cidadania, assegurando que o direito ao voto chegue até os locais mais remotos da região Norte, como comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas”, afirmou a desembargadora Carla Reis, ao destacar a cooperação entre as instituições e o compromisso com a inclusão eleitoral.

O novo comandante do Cindacta IV, Brigadeiro do Ar Marcelo da Costa Antunes, é natural do Rio de Janeiro, tem 52 anos e atua há 35 na Força Aérea Brasileira (FAB). Com ampla experiência em operações aéreas, assume a missão de comandar o Quarto Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo em uma das regiões mais desafiadoras do país.

Foto: Júnior Souza/TRE-AM

PL Mulher Amazonas inicia mobilização de lideranças femininas para 2026

“Vamos edificar o Amazonas”. Usando o slogan do movimento nacional das mulheres do Partido Liberal, presidido pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, lideranças femininas do PL Amazonas iniciaram as mobilizações para trazer novas filiadas e mais mulheres engajadas e com propósito para a política.
 
“Somos a maioria da população, do eleitorado e da força laboral do nosso Estado. Temos que ter representatividade. Historicamente, nossa trajetória é marcada por ciclos e está chegando o momento da mulher ocupar os espaços mais altos de poder. Temos muito a colaborar com a política e a melhoria da qualidade de vida da sociedade”, destacou a pré-candidata ao Governo pelo PL-AM, Professora Maria do Carmo, em encontro realizado na noite de quarta-feira, 6/8, no bairro Cachoeirinha, zona Sul.
 
Um auditório lotado com quase 300 mulheres e um único propósito: mudar a política do Amazonas. Segundo a presidente do PL Mulher-AM, Selma Banes, outros eventos serão realizados com o objetivo de tocar e motivar que mais mulheres ingressem na política partidária. “Faremos grandes encontros, mas também reuniões menores, dentro das comunidades, cada mulher cuidando da sua célula e trazendo outras mulheres. Nosso desejo é mostrar que todos podem e devem fazer política, acompanhar, fiscalizar, cobrar seus direitos e mudar a realidade da sua comunidade”, disse.
 
Com a presença do presidente do PL-AM, Alfredo Nascimento; dos vereadores Coronel Rosses, Capitão Carpê, Raiff Matos; e do líder do Movimento Conservador no Amazonas, Sérgio Kruke, foi empossada a nova diretoria do PL Mulher Amazonas. Além da presidente Selma Banes, também foram empossadas as vice-presidentes: Vivi Kruke, Geane Freitas e Karina Queiroz; a secretária-executiva da Cidadania, Michella Santos; e a secretária-executiva de Políticas Públicas para as Mulheres: Syrlan Picanço.
 
“Não é fácil ser mulher que faz política e, muitas vezes, até nos sentimos desmotivadas, mas ver esse movimento que reúne tantas mulheres fortes nos traz novo ânimo para continuar lutando por aquilo que acreditamos: uma Manaus e um Amazonas mais justo e com mais oportunidades para todos”, finalizou a presidente do PL Manaus, Raissa Cavalcante.
 
FOTO: Isabela Daliane / Assessoria PL-AM

Novos servidores tomam posse no TRE-AM

Tomaram posse, nesta segunda-feira (04/08), os novos servidores aprovados no Concurso Unificado da Justiça Eleitoral 2024 para os cargos de Técnico e Analista Judiciário. A cerimônia foi realizada no auditório do Fórum Eleitoral de Manaus e marcou o início da trajetória profissional de 34 empossados no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), sendo 14 designados para atuar nas Zonas Eleitorais do interior do Estado.

A solenidade foi presidida pela desembargadora Carla Reis, presidente do TRE-AM, que deu as boas-vindas aos novos servidores, ressaltando que a posse é fruto da dedicação, perseverança e esforço de cada um. Em seu discurso, a magistrada destacou a importância do trabalho realizado pela Justiça Eleitoral, especialmente diante do atual cenário democrático e nos locais mais remotos do estado.

“É neste contexto que os senhores entram em cena, como agentes transformadores de uma instituição que, há décadas, trabalha incansavelmente pela credibilidade do processo eleitoral e pela defesa da vontade popular”, afirmou a desembargadora, ao acolher os novos servidores e reforçar o compromisso com os pilares de uma conduta íntegra no serviço público. “O TRE-AM exige ética, transparência e que cada um dê o melhor de si. É nesse equilíbrio entre afeto e rigor que construímos uma instituição forte e justa (…). Sintam orgulho de dizer: eu faço parte da Justiça Eleitoral do meu país e do Estado do Amazonas”, completou.

Também participaram da mesa a diretora do TRE-AM, Cynthia Edwards; a secretária de Gestão de Pessoas, Hugette Saunders; a secretária Judiciária, Salete Gomes; o secretário de Administração, Orçamento e Finanças, Pedro Cesar da Silva e o secretário de Tecnologia da Informação, Kleber Merklein.

Entre os empossados, a maioria irá reforçar o setor de Informática e Tecnologia na sede da capital. Aprovado para o cargo de Analista Judiciário, Matheus Santos se disse emocionado ao integrar o quadro de servidores da Justiça Eleitoral. “Certamente estou aqui para contribuir com o crescimento da Justiça Eleitoral e defender esta instituição. É um orgulho imenso que estou aqui – uma satisfação pessoal e profissional, uma transformação da minha vida e da minha família”, declarou.

Após anos de dedicação aos estudos, Ludymila Lobo celebrou a conquista e destacou a segurança de um serviço público. “A sensação é de poder contribuir com todo o meu conhecimento e estudo na área de tecnologia, para o poder público”, disse a nova servidora.

Para o interior do Estado, a comissão organizadora apresentou as Zonas Eleitorais com lotações disponíveis. Três Analistas Judiciários foram designados para os municípios de Coari, Maués e Eirunepé. Já os 11 Técnicos Judiciários se distribuíram entre as cidades de Atalaia do Norte, Barcelos, Barreirinha, Borba, Carauari, Envira, Lábrea, Novo Aripuanã, Santo Antônio do Içá, São Gabriel da Cachoeira e São Paulo de Olivença.

Com prioridade de escolha, devido à classificação no concurso, Allan de Souza Silva, empossado no cargo de Analista Judiciário, optou por atuar no cartório de Maués. “Pretendo dar o meu máximo para o cartório eleitoral, ajudar a população de Maués, trazer direito à democracia para eles, que é tão importante e defendido pela justiça eleitoral”, finalizou.

Foto: Júnior Souza/TRE-AM

Roberto Cidade propõe apoio à FCecon com destinação de emendas

O deputado estadual Roberto Cidade (UB), presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), propôs nesta quarta-feira, 6/8, que, a partir da abertura do prazo para apresentação de emendas parlamentares à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), em outubro, os deputados destinem parte delas em favor da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon).

“Reitero meu compromisso de colaborar com a FCecon. É importante que possamos dialogar e encontrar, em conjunto, as melhores formas de contribuir com essa instituição tão importante para a população do nosso Estado. Em outubro, inicia-se o período para apresentação de emendas para o próximo ano e, desde já, manifesto meu interesse em contribuir. Acredito que todos, neste Estado, tenham vivenciado, de alguma forma, a luta de um familiar ou conhecido contra essa doença. Nosso papel é cuidar das pessoas, dialogar e encontrar as melhores soluções”, afirmou o parlamentar.

Cidade reiterou ainda o compromisso do Parlamento Estadual com a saúde, ao ressaltar a obrigatoriedade de que 50% das emendas parlamentares impositivas sejam destinadas para a área da saúde.

“É importante ressaltar, e reafirmo sempre que me pronuncio nesta Casa, que 50% das emendas parlamentares impositivas são destinadas à saúde. Isso representa mais de R$ 300 milhões por ano, distribuídos entre o interior e a capital. Esses recursos para o interior são importantes também porque ajudam a desafogar os serviços de saúde na capital. Estamos cumprindo nosso papel, dentro das competências do Poder Legislativo, com a tranquilidade de quem está fazendo o que é certo. É com esse objetivo que pretendo contribuir”, reiterou.

O deputado-presidente se comprometeu ainda a participar da agenda que será realizada na próxima segunda-feira, 11/8, com o diretor-presidente da FCecon, o médico mastologista Gerson Mourão, e a gerente do Serviço de Ginecologia da FCecon, Mônica Bandeira.

No Amazonas, estima-se que haja cerca de 5.450 novos casos de câncer em 2025, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Isso inclui todos os tipos de câncer, com projeções específicas para alguns deles, como o de colo do útero, com 610 casos novos.

Além do câncer de colo do útero, outros tipos de câncer com alta incidência no Amazonas são os de mama, próstata, estômago, pulmão e intestino.

Foto: Herick Pereira

Moraes decreta prisão domiciliar de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta segunda-feira (4) a conversão das medidas cautelares em prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na decisão, o magistrado disse que Bolsonaro desrespeitou as medidas cautelares impostas pelo STF, preparo material pré-fabricado para posterior postagens nas redes sociais de seus filhos e apoiadores políticos, “mantendo as mensagens ilícitas pelas quais as medidas cautelares haviam sido impostas”.

“A participação dissimulada de JAIR MESSIAS BOLSONARO, preparando material pré fabricado para divulgação nas manifestações e redes sociais, demonstrou claramente que manteve a conduta ilícita de tentar coagir o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL e obstruir a Justiça, em flagrante desrespeito as medidas cautelares anteriormente impostas”, prossegue.Play Video

“Os apoiadores políticos de JAIR MESSIAS BOLSONARO e seus filhos, deliberadamente, utilizaram as falas e a participação – ainda que por telefone e pelas redes sociais -, do réu para a propagação de ataques e impulsionamento dos manifestantes com a nítida intenção de pressionar e coagir esta CORTE SUPREMA”, continua.

Com isso, Moraes determinou que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar em seu endereço residencial. A decisão inclui:

  • uso de tornozeleira eletrônica;
  • proibição de visitas, salvo por familiares próximos e advogados;
  • recolhimento de todos os celulares disponíveis no local.

O despacho ressalta que as condutas de Bolsonaro demonstram “a necessidade e adequação de medidas mais gravosas de modo a evitar a contínua reiteração delitiva do réu”.

Segundo Moraes, as medidas cautelares em vigor foram desrespeitadas “mesmo com a imposição anterior de restrições menos severas”, como a proibição de uso das redes sociais e de contato com outros investigados.

Além disso, o ministro destaca que o ex-presidente produziu material destinado à publicação por terceiros, driblando a censura direta aos seus canais e mantendo “influência ativa” no debate político digital.

Fonte: G1 e CNN Brasil