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Governo faz primeira reunião ministerial nesta sexta-feira

Palácio do Planalto na Praça dos Três Poderes em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva termina a primeira semana de governo com uma reunião de sua equipe de ministros e ministras, nesta sexta-feira (6). O encontro começa às 9h30, no Palácio do Planalto e, segundo o próprio presidente, “só tem horário para começar”. 

Em mensagem publicada no Twitter, Lula disse que a reunião tem o objetivo de “organizar os trabalhos”. “Estou otimista com o início do governo. Pegamos a casa mal cuidada, mas já estamos trabalhando, porque nossa responsabilidade é muito grande com o povo brasileiro. Bom dia!”, escreveu.

Em vídeo divulgado por sua assessoria, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou que a reunião tem o objetivo de ser um momento de acolhimento dos novos integrantes do primeiro escalão do governo federal. “O presidente Lula fez questão de convocar essa reunião com todas e todos, fazendo um acolhimento desses ministros e ministras, dar partida no início do governo”, afirmou.

O encontro terá uma apresentação da Casa Civil sobre as principais ações de governo, incluindo um panorama sobre obras. O presidente também quer estabelecer entendimento entre os ministros para a retomada de uma relação federativa com estados e municípios.

Uma reunião do presidente com todos os governadores está agendada para o dia 27 de janeiro. 

Governador Wilson Lima inicia nomeação de secretários que irão compor o segundo mandato

Amazonas- O governador Wilson Lima nomeou, nesta segunda-feira (02/01), 41 secretários e diretores-presidentes de autarquias, fundações, sociedade de economia mista, empresas públicas e serviços sociais autônomos do Estado. Essa é a primeira lista de nomeações do secretariado que vai compor o segundo mandato de Wilson Lima e conta com titulares de órgãos que fizeram parte do primeiro mandato e continuam nos cargos nesta segunda gestão.

“Hoje a gente está reconduzindo 41 secretários aos seus postos. As mudanças que a gente vai fazer têm a preocupação de não haver esse processo de descontinuidade, principalmente naquelas áreas que são muito sensíveis Educação, Saúde, Segurança Pública, Infraestrutura e a gente vai fazendo essas outras mudanças daqueles secretários que serão trocados de forma paulatina”, explicou o governador Wilson Lima.

Segundo o governador, as nomeações têm o objetivo de dar seguimento a projetos e ações em execução. Os nomes serão publicados no Diário Oficial do Estado (DOE). Ao longo da semana, novas nomeações vão ocorrer.

Flávio Antony Filho continua no cargo de secretário-chefe da Casa Civil, assim como o coronel Fabiano Machado Bó como secretário-chefe da Casa Militar. Sérgio Litaiff Filho segue na Secretaria de Estado de Governo (Segov) e Markilze Pereira na Secretaria de Estado Particular do Governador.

Luiz Cláudio Silveira Gomes segue nomeado para o cargo de secretário-chefe do Gabinete do Governador. A Procuradoria Geral do Estado (PGE) continua sendo chefiada por Giordano Bruno Costa da Cruz e a Secretaria de Comunicação Social segue comandada por Josi Gomes.

Na Secretaria de Fazenda permanece Alex Del Giglio; na Administração e Gestão, Fabrício Barbosa; e na Secretaria de Saúde, Anoar Abdul Samad. Também continuam Kuka Chaves, na Educação e Marcos Apolo Muniz, na Cultura.

A Segurança Pública segue comandada pelo general Carlos Alberto Mansur. O coronel Marcus Vinícius de Almeida segue como comandante-geral da Polícia Militar e o coronel Orleilson Ximenes Muniz como comandante-geral do Corpo de Bombeiros. O coronel Paulo Cesar Gomes Junior permanece na Administração Penitenciária.

Carlos Henrique Lima continua comandando a Secretária de Estado de Infraestrutura e Região Metropolitana de Manaus (Seinfra) . A Unidade Gestora De Projetos Especiais (UGPE) permanece sob a gestão de Marcellus Campelo.

Kely Patrícia Paixão Silva continua à frente da Assistência Social e Kathelen Brás, no comando do Fundo de Promoção Social (FPS), órgão vinculado à Casa Civil. Na pasta do meio ambiente continua Eduardo Costa Taveira.

A Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror) permanece sob a gestão de Petrúcio Pereira de Magalhães Júnior, assim como o Centro de Serviços Compartilhados (CSC) sob o comando de Walter Siqueira Brito.

Autarquias

Para a Imprensa Oficial João Ribeiro Junior se manter no cargo; para o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM) Rodrigo de Sá Barbosa; e Jorge de Almeida Barroso segue na Superintendência Estadual de Navegação, Portos e Hidrovias (SNPH).

Jalil Fraxe continua como o titular do Instituto de Defesa do Consumidor (Procon/AM) e João Rufino Junior na Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados e Contratados do Estado do Amazonas (Arsepam).

Fundações

A Fundação Televisão e Rádio Cultura do Amazonas (Funtec) segue presidida por Oswaldo Lopes; a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por Márcia Perales; e a Fundação Fundo Previdenciário do Estado do Amazonas (Amazonprev) por Maria Neblina.

Na Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (FUnATI) Euler Ribeiro segue no comando e na Fundação Estadual do Índio (FEI) permanece Vanderlei Alvino.

Sociedade de economia mista

Lincoln Nunes Da Silva continuará chefiando a Processamento de Dados do Amazonas (Prodam). Para a Companhia de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Ciama), continua Aluízio Barbosa e na Companhia de Gás do Estado do Amazonas (Cigás), Renê Levy.

Empresas pública

Gustavo Sampaio permanece como presidente da Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur) e Marcos Vinícius de Castro se mantém à frente da Agência de Desenvolvimento e Fomento do Estado do Amazonas (Afeam).

Serviços sociais autônomos

A Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Aadesam) continua sendo presidida por Erick Hudson da Silva Alves. A Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama) segue administrada por Armando do Valle. Para a Companhia Amazonense de Desenvolvimento e Mobilização de Ativos (Cada), Acram Salameh Isper Junior continua no cargo.

Crimes violentos e racismo estão entre desafios do novo governo

Arma em fábrica de armamentos em São Leopoldo 15/01/2019 REUTERS/Diego Vara

O enfrentamento aos crimes violentos, sobretudo aos homicídios, e o estímulo à participação da sociedade civil na definição das políticas setoriais estão entre os principais desafios do governo de Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito da justiça e da segurança pública. 

Para integrantes do grupo temático do Gabinete da Transição, o Ministério da Justiça e Segurança Pública precisa retomar seu papel institucional, integrando esforços nacionais para, assim, “implementar as políticas que a população espera”. O grupo foi criado em outubro, com a missão de traçar diagnóstico do setor e apresentar sugestões para o novo governo.

“A redução do número de homicídios é nosso maior desafio”, disse o advogado Marivaldo Pereira, que integrou o grupo técnico de transição. Pereira foi indicado pelo ministro Flávio Dino para comandar a nova Secretaria de Acesso à Justiça, que será responsável pela interlocução com o Poder Judiciário e movimentos sociais. 

“Para alcançarmos nossos objetivos, será fundamental não só aprofundarmos o diálogo e a integração entre as polícias, mas também ouvir as demandas dos movimentos sociais para, articulando-as com o sistema de Justiça e com as instituições do próprio ministério, conseguirmos, por exemplo, reduzir a letalidade policial e promover os direitos da parcela da população historicamente excluída”, afirmou Pereira à Agência Brasil.

De acordo com levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o número de mortes violentas intencionais, registrado em 2021, foi 6% menor do que o de 2020. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, no primeiro semestre deste ano a redução chegou a 5% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Facções

Ao abordar os principais desafios da próxima gestão, Pereira citou problemas apontados como prioridade por governos anteriores: as organizações criminosas e o crescimento incessante da população carcerária. Atualmente, há, no Brasil, cerca de 837 mil pessoas cumprindo penas restritivas de liberdade ou aguardando julgamento.

“O fortalecimento da Secretaria Nacional de Segurança Pública e da Polícia Federal vai melhorar a integração das ações ministeriais de enfrentamento às organizações criminosas, incluindo as que migraram do tráfico de drogas para a execução de crimes cibernéticos ou ambientais. Também planejamos criar uma secretaria nacional para tratar de políticas penitenciárias e de alternativas ao encarceramento.”

Segundo o novo secretário, o objetivo é permitir que presos de baixa periculosidade – que a Justiça entender que não deveriam estar presos – tenham acesso a medidas alternativas que permitam a execução da pena sem a necessidade de encarceramento. De acordo com Pereira, a intenção do futuro governo é reverter medidas legais que, nos últimos quatro anos, facilitaram o acesso de parte da população às armas – intenção já anunciada pelo futuro ministro, Flávio Dino.

“É fundamental focarmos no enfrentamento à violência contra a juventude negra, as mulheres e a população LGBTQIA+. Neste sentido, o mais urgente, a nosso ver, é retomarmos uma política de controle do acesso às armas”, disse Pereira. Ele afirmou ainda que muitas das mudanças legais promovidas pelo governo Bolsonaro “desmontaram” o sistema de fiscalização de armas, colocando em risco inclusive o “regular funcionamento das instituições” públicas.

relatório que o Gabinete de Transição tornou público contempla apenas uma parte das recomendações do grupo temático. Segundo Pereira, os participantes trataram de vários outros temas, levando em conta a diversidade de assuntos sob responsabilidade da pasta. O grupo destacou a importância de ação articulada com outras instâncias do governo federal, como os ministérios dos Direitos Humanos e da Igualdade Racial, que serão comandados, respectivamente, pelo advogado e filósofo Sílvio Almeida e pela jornalista e ativista Anielle Franco, irmã da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 2018.

“Há muitas políticas transversais, como a proteção de defensores de direitos humanos; a política de proteção a testemunhas e o enfrentamento ao racismo institucional, aos crimes ambientais e à violência contra os povos indígenas. Vamos fortalecer a atuação da PF para reverter o trágico cenário de madeireiros e garimpeiros invadindo terras indígenas e, sempre que necessário, a Força Nacional estará à disposição dos estados e demais forças federais”, exemplificou Pereira. 

Pereira lembrou ainda que, com a criação do Ministério dos Povos Indígenas, que será chefiado pela deputada federal eleita por São Paulo, Sônia Guajajara, o Ministério da Justiça e Segurança Pública deve deixar de responder pela homologação de territórios indígenas.

Ele assegurou que, para fazer frente aos desafios, o novo governo seguirá apostando na efetiva implementação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), estreitando a cooperação com os estados. “Não há política de segurança pública nacional sem diálogo com os governadores. Esse diálogo será priorizado para que, só então, possamos dialogar com as forças policiais [estaduais]”, disse o futuro secretário, defensor da implantação de câmaras de vídeo nos uniformes policiais – medida que, em última instância, cabe aos governos estaduais decidir se adotam ou não.

“Elas já se mostraram eficazes em várias partes e a ampla maioria dos policiais que agem conforme a lei as defendem. Cabe ao ministério estimular e apoiar a implementação de políticas públicas que melhorem a eficiência da segurança pública”, concluiu o futuro secretário.

Fórum

O desmembramento do Ministério em duas pastas distintas – uma para cuidar especificamente dos temas ligados à Segurança Pública e outra para Justiça –  está descartado. Defendida por entidades como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e por vários especialistas no assunto, a proposta chegou a ser discutida durante a campanha eleitoral.

“O governo Federal precisa priorizar a construção do Susp e atuar como coordenador da segurança, jamais substituindo a ação das polícias e a responsabilidade dos governadores”, apontaram, no início de novembro, os pesquisadores, cientistas sociais, agentes da segurança pública, operadores da Justiça e especialistas que integram o fórum.

Além de defender a cisão ministerial como forma de “melhorar a capacidade gerencial” nas duas áreas, o fórum também apontou a necessidade do próximo governo assumir a valorização dos profissionais da área como uma de suas prioridades. “É na esfera federal que carreiras, direitos, protocolos podem ser debatidos e atualizados.”

Lula e Alckmin são diplomados no TSE. Veja na íntegra

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fez a cerimônia de diplomação do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e do vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin.

O evento começou às 14h25 e foi realizado no plenário do TSE, em Brasília. Cerca de 400 convidados estavam presentes, entre eles, parlamentares, ministros de tribunais superiores e representantes de governos estrangeiros.

Os ex-presidentes José Sarney e Dilma Rousseff também participaram da cerimônia.

Do lado de fora, forte esquema de segurança foi montado para proteger a sede da Corte.

Assista a diplomação na íntegra:

A cerimônia começou com a execução do Hino Nacional pela banda dos Dragões da Independência, do Batalhão da Guarda Presidencial.

Em seguida, o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, entregou os diplomas para Lula e Alckmin. Após receber o documento das mãos de Moraes, o presidente eleito discursa.

Antes de encerrar o evento, Alexandre de Moraes também pretende discursar.

A diplomação é uma cerimônia organizada pela Justiça Eleitoral para formalizar a escolha dos eleitos nas eleições e marca do fim do processo eleitoral. Com o diploma eleitoral em mãos, os eleitos podem tomar posse no dia 1° de janeiro de 2023.

O TSE é responsável pela diplomação dos candidatos à Presidência da República. Os deputados, senadores e governadores são diplomados pelos tribunais regionais eleitorais (TREs) até 19 de dezembro.

TCE-AM aprecia contas do prefeito David Almeida e outros 78 processos nesta terça (13)

O Pleno do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) se reúne nesta terça-feira (13), às 9h30, em sessão especial, para apreciar as contas do Prefeito de Manaus, David Almeida, referente ao exercício do ano de 2021. 

A gestão municipal contou com orçamento de R$ 5,5 bilhões para o exercício de 2021, valor estipulado pela Lei Orçamentária Anual, aprovada pela Câmara Municipal de Manaus (CMM). 

Atualmente, a administração da capital conta com 23 órgãos entre secretarias, institutos, e fundações de apoio.

As contas do prefeito são de relatoria do conselheiro Júlio Pinheiro, e estarão sob apreciação do Tribunal Pleno em sessão especial. Após a sessão especial, o Pleno realizará a sessão ordinária, às 10h, com o julgamento de 78 processos.

As sessões serão transmitidas, ao vivo, pelos perfis oficiais do TCE-AM no YouTube, Facebook e Instagram (TCE Amazonas), além da transmissão pela Rádio Web do Tribunal, disponível em www.tce.am.gov.br.

Sessão Ordinária
Às 10h o Pleno realizará a 45ª Sessão Ordinária, com a apreciação de 78 processos.

Estarão em pauta 23 prestações de contas de gestores e ex-gestores de órgãos jurisdicionados ao TCE-AM, dentre elas a do prefeito de Boa Vista do Ramos em 2019, Eraldo Trindade; do secretario de Estado de Produção Rural em 2020, Petrucio Pereira de Magalhães; dos prefeitos de Envira em 2020, Ivon Rates da Silva, e de Carauari em 2020, Bruno Litaiff, e do secretario de Estado da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel) em 2018, Roberto Folhadela. 

Ainda serão apreciadas 23 representações, 17 recursos, quatro embargos de declaração, quatro tomadas de contas, três denúncias, duas auditorias, uma consulta, e um encaminhamento de ofício.

As duas sessões serão conduzidas pelo presidente da Corte de Contas, conselheiro Érico Desterro.

Reeleito, Wilson Lima será diplomado pelo TRE-AM nesta segunda-feira (12)

O governador reeleito Wilson Lima (União Brasil) e vice, Tadeu Souza (Avante) serão diplomados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), nesta segunda-feira (17), em Manaus.

Também vão ser diplomados o senador Omar Aziz (PSD-AM), os oito deputados federais e os 24 deputados estaduais eleitos no pleito deste ano.

A cerimônia será às 17h no Auditório Desembargador Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro, localizado no prédio anexo do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), no Aleixo, Zona Centro-Sul da capital amazonense.

A princípio, a solenidade estava marcada para ocorrer somente na próxima sexta-feira (16), mas foi antecipada pelo presidente do TRE, desembargador Jorge Lins, por conflitos nas agendas de alguns dos eleitos.

Diplomação

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a diplomação é o ato pelo qual a Justiça Eleitoral atesta que o candidato ou a candidata foi efetivamente eleito ou eleita pelo povo e, por isso, está apto ou apta a tomar posse no cargo.

Nessa ocasião, ocorre a entrega dos diplomas, que são assinados, conforme o caso, pelo presidente do tribunal eleitoral competente.

Lula e Alckmin serão diplomados hoje presidente e vice-presidente

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin serão diplomados hoje (12) em seus respectivos cargos, em cerimônia marcada para as 14h no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O ato solene, com cerca de 300 convidados e com forte esquema de segurança, marca o fim de todo o processo eleitoral. O diploma que atesta terem sido Lula e Alckmin eleitos pelo voto popular será assinado pelo presidente do TSE, Alexandre de Moraes.
Segundo o Código Eleitoral, devem constar no certificado o nome do candidato, a sigla pela qual foi eleito e o cargo. A expedição do documento é uma formalidade que condiciona a posse no cargo. Ou seja, de posse do diploma Lula e Alckmin estão aptos a assumir a partir de 1° de janeiro.

Na prática, o diploma é um atestado dado pelo TSE de que as eleições foram regulares. Isso porque o documento somente pode ser emitido após o cumprimento de diversas exigências, como a aprovação das contas de campanha, a finalização de todas as etapas de auditoria eleitoral e a análise inicial de recursos contra o resultado do pleito.

Moraes já negou uma ação aberta pelo PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, derrotado em sua tentativa de reeleição. A legenda alegou falha de segurança em alguns modelos de urna eletrônica, mas não conseguiu comprovar suas alegações. O presidente do TSE multou a agremiação em cerca de R$ 23 milhões, por litigância de má-fé.

Segundo o TSE, não constam na Corte Eleitoral recursos contra o ato de diplomação do presidente e vice eleitos. A cerimônia de diplomação ocorre uma semana antes do fim do prazo previsto nas normas eleitorais. Pelo protocolo, são esperados discursos de Lula e Moraes.

Há expectativa de que, após a cerimônia, Lula anuncie mais nomes de seu gabinete ministerial, conforme ele mesmo já antecipou. Espera-se também o anúncio das primeiras mulheres no primeiro escalão do novo governo. Na sexta-feira (9), o presidente eleito adiantou cinco nomes, entre eles o das pastas da Fazenda, Fernando Haddad, e Justiça, Flávio Dino.

Roberto Cidade é o 4º deputado estadual, proporcionalmente, mais bem votado do Brasil

Com a totalidade de urnas apuradas, a votação histórica do deputado estadual Roberto Cidade (UB), com 105.510 votos absolutos, o coloca como o quarto deputado estadual mais bem votado do Brasil, proporcionalmente, com 5,35% dos votos válidos. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O parlamentar mais bem votado da história da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), fica atrás apenas de representantes do Espírito Santo, Minas Gerais e Piauí. Minas possui o terceiro maior colégio eleitoral do País, o primeiro e segundo colocados são, respectivamente, São Paulo e Rio de Janeiro. 

 “As análises de desempenho começam a chegar e nos colocam encabeçando uma lista de deputados com massiva votação, proporcionalmente. Isso nos alegra, nos motiva e nos permite dimensionar, com um pouco mais de clareza, a grandiosidade desse pleito. Agradeço pela confiança e reafirmo que sei da responsabilidade que tenho. Esperem de mim muita dedicação, força de vontade e compromisso com o povo do meu Estado, que me concedeu a oportunidade de continuar trabalhando pelo Amazonas”, afirmou.

Conforme o levantamento feito com base nos dados divulgados pelo TSE, os três deputados estaduais do Brasil, proporcionalmente, mais bem votados foram: Sérgio Meneguelli (Republicanos), deputado estadual pelo Espírito Santo, com 6,60% dos votos válidos; Bruno Engler (PL), de Minas Gerais, com 5,75% dos votos válidos e Georgiano Neto (MDB), do Piauí, com 5,53% dos votos válidos.

Votações anteriores 

Em 2018, pleito que o credenciou ao primeiro mandato como deputado estadual, Cidade obteve 33.239 votos, sendo o segundo candidato melhor votado. Antes disso, em 2016, em sua primeira eleição, essa para o cargo de vereador de Manaus, Roberto Cidade obteve 6.285 votos, sendo o 25º colocado em quantidade de votos e o primeiro suplente da coligação, que fez quatro vereadores. No fim de 2018, Cidade assumiu como vereador para um mandato de 45 dias.

Quadro – 15 deputados estaduais mais bem votados, proporcionalmente, no País

POSIÇÃOESTADODEPUTADOPARTIDOPERCENTUAL
Espírito SantoSérgio MeneguelliRepublicanos6,60%
Minas GeraisBruno EnglerPL5,75%
PiauíGeorgianoMDB5,53%
AmazonasRoberto CidadeUnião5,35%
Santa CatarinaAna CampagnoloPL4,88%
Mato GrossoJanaína RivaMDB4,70%
Rio Grande do NorteWendel LagartixaPL4,69%
TocantinsLeo BarbosaRepublicanos3,92%
ParanáAlexandre CuriPSD3,90%
AcreNicolau JúniorPP3,80%
SergipeCristiano CavalcanteUnião3,72%
AlagoasAlexandre AyresMDB3,66%
PernambucoPastor Júnior TércioPP3,66%
Mato Grosso do SulMara CaseiroPSDB3,48%
São PauloEduardo SuplicyPT3,46%

Fonte: TSE

Bancada feminina encolhe no Senado; Câmara elege a maior da história

Palácio do Congresso Nacional na Esplanada dos Ministérios em Brasília

A bancada feminina no Senado encolheu nas eleições de domingo (2). Em 2019, início da atual legislatura, eram 12 senadoras e, a partir de janeiro de 2023, serão 10. Dos 27 eleitos para vagas na Casa, apenas quatro são mulheres: Damares Alves (Republicanos-DF) e Tereza Cristina (PP-MS), a atual deputada Professora Dorinha (União-TO) e a deputada estadual Teresa Leitão (PT-PE).

Damares e Tereza Cristinas foram ministras no governo Bolsonaro. Dorinha e Tereza Cristina vão assumir as cadeiras que, até 31 dezembro deste ano, são de Simone Tebet (MDB-MS) e Kátia Abreu (PP-TO).

Caso o senador Jorginho Mello (PL-SC), que disputa o segundo turno das eleições para governador, seja eleito, a representação ainda pode aumentar: Ivete da Silveira (MDB-SC) assumiria o mandato como suplente na vaga de Mello e seria a 11ª mulher.

Câmara

Já a Câmara dos Deputados terá, em 2023, o maior número de mulheres eleitas na história do país. Das 513 vagas, 91 – 18% do quadro – serão ocupadas por mulheres. Entre as novas deputadas, duas são trans: Erika Hilton (PSOL-SP) e Duda Salabert (PDT-MG). Nas eleições gerais de 2018, 77 candidatas foram eleitas para a Câmara.

Outra marca alcançada por mulheres nessas eleições foi a de maior votação em suas unidades da federação. É o caso das deputadas Bia Kicis (PL-DF), Caroline de Toni (PL-SC), Natália Bonavides (PT-RN), Yandra de André (União-SE), Silvye Alves (União-GO), Dra Alessandra Haber (MDB-PA), Socorro Neri (PP-AC) e Detinha (PL-MA).

A federação de partidos liderada pelo PT elegeu o maior número de deputadas na Câmara Federal: 21. O PL vem em seguida, com 17 cadeiras conquistadas na Casa. O PSD também teve aumento expressivo de deputadas eleitas neste ano, passando de uma para quatro representantes em 2023.

Com discurso afiado, Prefeito de Manaus pede que povo mantenha Eduardo Braga em Brasília

Com um discurso afiado e com enfoque na coerência política, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), defende que o candidato Eduardo Braga (MDB) fique no Senado para cumprir o mandato, conquistado em 2018, e defender a Zona Franca de Manaus (ZFM).

“Eu poderia ter sido candidato (ao Governo) já nas eleições deste ano, mas eu fui eleito para ser prefeito e vou honrar o mandato que o povo me deu até o último dia. Em 2018, Eduardo Braga também foi eleito, para representar o Amazonas no Senado. Num momento de tantos ataques à Zona Franca, vamos mantê-lo em Brasília para defendê-la”, disparou Almeida durante o primeiro comício do governador Wilson Lima (União Brasil) neste segundo turno das Eleições, na noite desta quarta-feira (5/10).

Almeida destacou os investimentos que ele têm realizado em Manaus a partir da aliança com o governador, entre eles, o recapeamento de milhares de ruas, reformas de todas as feiras e mercados, garantia do passe livre aos estudantes. Esse é um dos argumentos que o prefeito já antecipou que vai intensificar na campanha de segundo turno, para defender a reeleição do governador.