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Com apoio da UEA, ministro do TST Breno Medeiros realiza palestra em Manaus

“O avanço da tecnologia está impactando diretamente nas relações de trabalho. E precisamos compreender como a Justiça do Trabalho se encaixa nesse cenário que se aproxima”. A observação é do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Breno Medeiros, durante a palestra “As novas formas de trabalho e a competência no âmbito da Justiça”.

O evento foi promovido pelo Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR), com apoio da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e realizado no auditório do Fórum Trabalhista de Manaus (AM), localizado na rua Ferreira Pena, 546, Centro.

Para o ministro, a sociedade vive em meio à revolução 4.0, onde tudo está em constante mudança e evolução. As decisões do Supremo, do TST e as novas formas de vínculo e relações de trabalho que surgem na sociedade são questões importantes e que necessitam de debates.

“Nosso objetivo é garantir que estejamos alinhados com o futuro, sem ficarmos presos às amarras do passado. É fundamental reconhecermos que o modelo de trabalho estabelecido pela CLT, em 1943, já não reflete a realidade atual. As pessoas estão buscando novas formas de trabalho, e precisamos nos adaptar, inclusive a Justiça do Trabalho, buscando aumentar nossa competência para lidar com essas novas dinâmicas laborais”, ressaltou o ministro.

Para o reitor da UEA, Prof. Dr. André Zogahib, é uma honra a universidade poder ofertar, em parceria com a 11ª Região, a palestra do ministro. “É uma oportunidade ímpar para os nossos alunos, técnicos e professores terem a honra de participar de uma palestra incrível do ministro. Desejo que todo o conhecimento seja absorvido”, explicou.

O desembargador e presidente da 11ª Região (AM/RR), Audaliphal Hildebrando da Silva, enfatizou que vivemos em um estado grande e diversificado, com 62 municípios, sendo apenas nove deles conectados por estradas. “Aqui, tivemos o primeiro governador negro, Eduardo Ribeiro, e a primeira senadora do Brasil, Eunice Michiles. Essa diversidade reflete a singularidade do nosso povo. Devemos ser exemplos de tolerância, empatia e solidariedade, especialmente na defesa do meio ambiente, considerando a riqueza e diversidade de nosso ambiente”, observou.

Assista, na íntegra, a palestra do ministro Breno Medeiros: https://www.youtube.com/watch?v=jV8YGjMrVic

FOTO: Jacqueline Nascimento/Ascom UEA

Sejusc e agências da ONU promovem etapa estadual de discussão sobre migrantes, refugiados e apátridas

A Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) e as agências da Organização das Nações Unidas (ONU) promovem, no dia 4 de março, em Manaus, a I Conferência Estadual de Migração, Refúgio e Apatridia – I Comigrar/AM para propor e discutir diretrizes e recomendações para políticas públicas voltadas a migrantes, refugiadas e apátridas.

O encontro de Manaus acontecerá no dia 4 de março, na Escola Superior de Tecnologia da Universidade Estadual do (EST/UEA)

Liderado federalmente pela Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), a 2ª Conferência Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia acontecerá nos dias 7, 8 e 9 de junho, em Foz do Iguaçu. Para coletar propostas e escolher os representantes que irão participar da Etapa Nacional, estão em curso as Etapas Preparatórias, que incluem Conferências Livres Locais; Estaduais e Livres Nacionais.

As Conferências Livres Locais são parte da preparação para a 2ª Comigrar, promovendo discussões e ideias, mas sem eleger delegadas e delegados para Etapa Nacional. As Conferências Estaduais são organizadas pelos governos estudais e estimulam debates, enviam propostas e elegem delegados e delegadas para o encontro nacional.

Por sua vez, as Conferências Livres são organizadas pela sociedade civil e são temáticas, resultando no envio de propostas e podendo eleger representantes para a Conferência Nacional.

No Amazonas, a Sejusc, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a  Agência da ONU para as Migrações (OIM) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) atuam juntos na construção de mecanismos que dialoguem com as necessidades identificadas em conjunto com a sociedade e diversos atores, e fortalecendo políticas públicas para as populações migrantes, refugiadas e apátridas.

Jussara Pedrosa, secretária estadual de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania, frisa que o encontro é fundamental para se aproximar ainda mais das necessidades do público atendido pela Sejusc.

“Temos um Gerência de Migração, dentro da pasta de Direitos Humanos, que é responsável por acompanhar essas pessoas e atuar na aplicação de políticas públicas junto aos órgãos das demais esferas e da sociedade civil. A Comigrar vai dar mais luz a essas necessidades e estamos ansiosos para acompanhar os debates acerca dos assuntos”, frisa Jussara.

Parceria com agências

Laura Lima, chefe de escritório do ACNUR em Manaus, diz que está confiante de que o diálogo e a cooperação estabelecidos nestas conferências contribuirão significativamente para a promoção e proteção dos direitos dos refugiados, apátridas e migrantes.

As ações são feitas em parceria entre os governos estadual e federal, agências da ONU e a sociedade civil organizada.

“Uma década após a primeira Comigrar, o Brasil, especialmente o Amazonas, tem sido referência no acolhimento e integração efetiva de pessoas refugiadas e apátridas. O momento atual é crucial para consolidar e fortalecer o arcabouço de políticas públicas que atendam às necessidades das pessoas deslocadas à força que hoje procuram um lugar seguro no país”, cita Laura.

“O Amazonas está fazendo um trabalho exemplar como parte das etapas preparatórias da Comigrar, sendo este um processo crucial para a identificação de desafios e formulação de propostas que dialoguem com as realidades locais”, emenda a chefe de escritório do ACNUR em Manaus. 

FOTO: Divulgação/Sejusc

Condições de trafegabilidade da BR-319 permanecem em pauta nas discussões da Aleam

As péssimas condições de trafegabilidade da BR -319, que liga Manaus a Porto Velho, permanecem nas discussões dos parlamentares da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), como demonstrou a Sessão Plenária, de quinta-feira (22) na qual foi assunto principal.

Ao citar a entrega de kits para mototaxistas em Humaitá (a 590 quilômetros de Manaus) no dia 13 de fevereiro, o deputado estadual João Luiz (Republicanos) falou sobre as impressões que teve da BR- 319.

“Percorremos a BR 319 e sentimos o que as pessoas passam. Conversamos com um caminhoneiro com carregamento de MDF seguindo para Roraima. Esperamos a lama secar para poder terminar sua trajetória. Ele estava há dois dias para prosseguir com a sua carga”, exemplificou.

No seu discurso, o deputado Mario César Filho (UB) lembrou dos tempos de repórter de TV quando viajou de ônibus pela BR-319. “Este é um tema que há anos estamos discutindo, Em 2017, fui até o município de Humaitá de ônibus, por conta de uma reportagem que mostrava a dificuldade que é para uma pessoa ir à Humaitá e Porto Velho”, lembrou.

O descaso com a BR-319, inclusive com relação às pontes que desabaram em 2022, foi também o assunto do deputado Rozenha (PMB). O parlamentar avaliou que o Amazonas não merece ser ligado ao Brasil por uma rodovia nessas circunstâncias. Ele disse ainda que visitou as pontes do rio Curuçá e de Autaz Mirim.

“Na Curuçá existem dois pilares em construção muito morosamente com meia dúzia de funcionários trabalhando; e na Autaz Mirim, existe zero obra. Descobri que se investiram mais R$ 10 milhões, ou seja, foram R$ 43 milhões da ´pseudo-reconstrução`,  da reconstrução emergencial e mais R$ 8 milhões assinados em fevereiro para vistoriar a obra”, afirmou.

Já o deputado Sinésio Campos (PT) falou da expectativa com o término das atividades do grupo de trabalho da BR-319 formado pelo Governo Federal.

“O grupo de trabalho vai expor a este parlamento, numa Cessão de Tempo, no próximo dia 12 de março, os resultados dos trabalhos desenvolvidos em prol da restauração, ampliação e pavimentação da BR. Temos o prazo do encerramento dos trabalhos e uma data para o relatório final. Por isso, externo a importância socioeconômica deste avanço e, nesta Casa, nunca nos calamos para cobrar essa recuperação”, afirmou.

Foto: Assessoria de Comunicação

Amon lança candidatura à Prefeito de Manaus

O deputado federal Amom Mandel (Cidadania) lançou, na manhã desta sexta-feira (23/02), a pré-candidatura a Prefeito de Manaus, pela federação PSDB-Cidadania, em um evento que reuniu mais de 600 pessoas, na Zona Norte de Manaus. Como prioridade em seu plano de governo prometeu “libertar a prefeitura” com um choque de gestão e redefinição das prioridades.

A partir da gestão do Amom, as ações serão voltadas para setores essenciais à população com a melhor aplicabilidade dos gastos públicos. “Vamos reduzir drasticamente os gastos públicos, combatendo de forma implacável a corrupção e o desperdício. Vamos fazer um choque de gestão, redefinir prioridades dentro da Prefeitura. A prioridade não será mais a pintura e obra de fachada, mas sim investir forte na educação, saúde e projetos sociais que melhorem, de fato, a qualidade de vida do nosso povo”, explicou.

Visão diferenciada

Amom acredita que atualmente a prefeitura tem um “sistema apodrecido”. Segundo o pré-candidato, qual grupos corruptos se instalaram e tem desviado recursos e são investigados pela Policia Federal. Ele decidiu ser candidato, segundo ele, para “libertar a Prefeitura” da família Almeida e entregar novamente ao cidadão os seus direitos, elencados pelo deputado, de ter uma casa própria, da mãe de colocar os filhos na creche e até mesmo do aluno de ter uma educação de qualidade, uma merenda saudável.

Além disso, o pré-candidato focará na mobilidade urbana de Manaus. A pavimentação da cidade será com asfalto de qualidade, a engenharia de trânsito, que não existe hoje na capital, será repensada. “Vamos trabalhar e ajudar o estado no combate à violência, especialmente nos ônibus. Vamos fazer diferente de tudo que está aí. A Prefeitura será do povo e não mais de um grupo familiar, de um grupo amigos do ex-menino do morro”, alfinetou Amom.

A partir de hoje, Amom inicia um circuito para ir aos bairros da cidade e comunidades da zona rural de Manaus colher propostas para consolidar o plano de governo. No evento desta sexta-feira, Amom anunciou o nome do professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Daniel Gerhard, que coordenará seu plano de governo, juntamente com especialistas em todas as áreas de atuação da Prefeitura.

Mudança de decisão

O pré-candidato do Cidadania revelou que em dezembro do ano passado não pretendia ser candidato a prefeito, como disse em um vídeo postado nas suas redes sociais. À época, Amom sofria intimidações anônimas por causa de uma denúncia que fez à Polícia Federal sobre um esquema dentro da Secretaria de Segurança Pública (SSP) com organizações criminosas. Após tornar pública a situação e conseguir garantir a sua segurança, em conjunto com as pesquisas, decidiu sobre a candidatura. “Não posso decepcionar milhares de pessoas que acreditam em mim, que gostam do meu trabalho e que querem mudar o comando da Prefeitura”.

Foto: Ricardo Oliveira

Câmara aprova urgência para projeto que muda registro de imóveis

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (21) o regime de urgência para proposta que determina que o registro do imóvel contenha informações que possam levar à invalidade de futura negociação imobiliária. É o caso da existência de hipoteca judiciária, de restrição de uso ou de processo sobre suspeita de fraude relativo ao bem.

A iniciativa prevista no Projeto de Lei 1269/22 inclui artigo na Lei da Improbidade Administrativa.

Esse projeto poderá ser votado no Plenário sem passar antes pela análise nas comissões.

Os deputados precisam analisar emenda do Senado que inclui nova situação não prevista inicialmente no texto. A maior parte do conteúdo aprovado pela Câmara para o projeto, em março de 2023, já foi incorporada à legislação por meio de outro projeto.

Fonte: Agência Câmara de Notícias / Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Defesa Civil do Estado alerta autoridade eleitoral sobre impactos de possível seca no Amazonas em 2024

O secretário da Defesa Civil do Amazonas, coronel Francisco Máximo, entregou, nesta quinta-feira (22/02), ao presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), desembargador Jorge Lins, o prognóstico da estiagem para o ano de 2024. Durante a reunião, foram apresentadas as informações sobre as previsões meteorológicas, níveis dos rios e possíveis impactos no estado.

A estiagem é um fenômeno recorrente no Amazonas, especialmente nos municípios do interior, e pode trazer consequências como a falta de água para consumo humano, isolamento de comunidades ribeirinhas, além de dificuldades na agricultura e pecuária.

Durante a conversa, coronel Máximo ressaltou a importância do compartilhamento de informações em relação à estiagem de forma antecipada, a fim de que se garanta o exercício do voto da população.

“A entrega do prognóstico da estiagem para o presidente do TRE-AM é uma medida importante para que se possa antecipar os possíveis impactos e se preparar de forma adequada para garantir a participação democrática dos cidadãos amazonenses nas eleições de 2024.”, destacou o secretário.

O presidente do TRE-AM se comprometeu em analisar os dados apresentados. “Nós iremos analisar criteriosamente o prognóstico apresentado pela Defesa Civil e elaborar um plano de ação conjunto.”, afirmou o desembargador.

Foto: Mylena Matos/Defesa Civil do Amazonas

Governo do Amazonas reúne com o ministro da Pesca para tratar sobre exportação de peixes ornamentais

Em Brasília, o Governo do Amazonas, por meio do titular da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), Daniel Borges, que está cumprindo agenda institucional, se reuniu, na tarde desta quinta-feira (22/02), com o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula. O objetivo foi tratar sobre a exportação de peixes ornamentais no Amazonas.

Na ocasião, o titular da Sepror comentou as dificuldades e desafios dos piabeiros de Barcelos (a 405 quilômetros de Manaus), que vêm sofrendo na exportação de peixes ornamentais travados em Guarulhos, São Paulo, (SP).

A demanda foi relatada ao titular da Sepror pela Associação de Exportadores de Peixes Ornamentais do Estado do Amazonas (Adepoam) e Instituto Piaba, que prontamente atendeu ao pleito dos pescadores e transportadores para apresentar a demanda ao Ministério da Pesca, para solicitar apoio urgente para a Retomada das Exportações de Peixes Ornamentais e a reabertura da fiscalização no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, para exportação direta dos peixes ornamentais.

“Apontamos alguns encaminhamentos para amenizar as dificuldades dos pescadores, visando o fortalecimento da atividade e a exportação dos peixes ornamentais, principal fonte de vida das comunidades ribeirinhas daquela região”, destacou o titular da Sepror.

Segundo o que foi relatado pelas instituições, um peixe indo para Guarulhos, ele fica um dia a mais sem se alimentar e a qualidade dele não chega conforme o comprador gostaria, causando altos índices de mortandade.

Antigamente, a fiscalização do Instituto de Meio Ambiente (Ibama) era realizada em Manaus, e atualmente está sendo realizada em Guarulhos.

Desde o ano de 2022, quando o Aeroporto de Manaus deixou de ser designado pelo Ibama como ponto de despacho aduaneiro para exportações, o setor vem enfrentando uma série de desafios sem precedentes, como atrasos na análise de exportações, tempo de trânsito prolongado, aumento dos custos de fretes, dificuldades em obter reservas, risco de perda da carga viva, perda de mercado, além de impacto na cadeia produtiva de peixes ornamentais.

Sobre a atividade no Amazonas

A pesca ornamental é realizada em mais de 20 municípios no estado do Amazonas, sendo a maior contribuição de peixes ornamentais oriunda da calha do Rio Negro, principalmente dos municípios de Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro.

As principais espécies cultivadas no Amazonas são cardinais, coridoras, bodós, lápis, xadrez e acará-disco. Os países que mais compram os peixes são Alemanha e Estados Unidos.

FOTO: Gilvanete Costa/Serfi

Câmara aprova projeto que permite usar recursos destinados à Covid em outras ações de saúde

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei complementar (PLP) que permite a estados e municípios usarem, até 31 de dezembro de 2024, recursos represados antes destinados a procedimentos de saúde relacionados à Covid-19. A matéria será enviada ao Senado.

O texto aprovado é um substitutivo do deputado Leo Prates (PDT-BA) para o PLP 175/23, da deputada Flávia Morais (PDT-GO). A proposta também permite que gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) mudem a destinação de outros recursos repassados pelo Fundo Nacional de Saúde aos fundos de saúde locais, sem seguir os objetos e compromissos aos quais o dinheiro estava vinculado. Isso valerá para repasses feitos até 31 de dezembro de 2022 em transferências regulares e automáticas. A reaplicação desse dinheiro também poderá ser feita até o fim do ano.

O relator, deputado Leo Prates, ressaltou que os recursos continuam sendo usados em políticas públicas de saúde. “Isso facilita a ação de diversos municípios no enfrentamento de outra epidemia que o Brasil vive hoje, que é a epidemia de dengue”, afirmou.

Segundo Prates, a mudança vai favorecer a compra de insumos (como repelentes) de forma direta, sem que os municípios precisem devolver os recursos ao governo federal e solicitar nova transferência.

Para a autora do projeto, a medida resolve o gargalo que se formou em muitos estados e municípios. “Resolvemos o problema do saldo remanescente destinado à Covid-19 e também ampliamos para outras rubricas a fim de evitar a perda de dinheiro”, explicou Flávia Morais.

Comunicação

Os gestores dos estados, do Distrito Federal e dos municípios devem informar ao Ministério da Saúde a nova destinação e a posterior execução orçamentária e financeira. Se os governos não cumprirem essa obrigação, não poderão contar com a reprogramação dos recursos antes repassados e ainda não utilizados.

Já o Ministério da Saúde deverá atualizar seus dados de despesas com saúde a fim de garantir transparência e fidelidade das informações sobre aplicações de recursos da União repassados aos entes federados.

Histórico

A primeira autorização dada pelo Congresso para gestores de saúde mudarem a programação e usarem recursos de anos anteriores, que normalmente devem voltar ao fundo, foi em 2020, por ocasião da pandemia de Covid-19.

À época, essa autorização valeria apenas durante o estado de calamidade pública da pandemia, que foi revogado apenas em maio de 2022. Antes mesmo dessa revogação, entretanto, outra lei prorrogou a autorização até o fim de 2021. Em 2022, a Lei Complementar 197/22 prorrogou o uso dos recursos dessa forma até o fim de 2023.

Fonte: Agência Câmara de Notícias / Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Idam acompanha a implantação de Unidades de Referência Tecnológica para a Cultura da Banana em Tefé

Entre a última segunda-feira (19/02) e esta quinta-feira (22/02), o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) acompanhou a instalação de duas Unidades de Referência Tecnológica para a Cultura da Banana implantadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Amazônia Ocidental (Embrapa) em Tefé (a 523 quilômetros de Manaus).

O acompanhamento do instituto se deu por meio da Unidade Local (UnLoc) de Tefé. As unidades foram instaladas na comunidade Boa Vontade e na aldeia indígena Barreira de Baixo, na Associação Indígena do povo Kokama.

Segundo o técnico da unidade local (UnLoc) do Idam em Tefé, Antônio Nascimento, a atividade visa ampliar os conhecimentos dos produtores envolvidos e aumentar a produção. “A iniciativa vai beneficiar, diretamente, mais de 40 produtores, além de outros agricultores interessados em ter acesso a novas técnicas de cultivo para o plantio da banana”, observou.

A implantação contou, ainda, com a participação de 28 produtores, que tiveram contato direto tanto na parte teórica quanto prática sobre o melhoramento genético das plantas.

Além do apoio do Idam, a instalação das Unidades de Referência Tecnológica para a Cultura da Banana, implantadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Amazônia Ocidental (Embrapa) também conta o apoio do Instituto Federal do Amazonas (Ifam) e da Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento (Sempa).

Foto: Divulgação/Idam

Amazonas é referência em política para refugiados e migrantes no Brasil, afirmam agências da ONU

As políticas de proteção e acolhimento a migrantes e refugiados no Amazonas são referência para o Brasil, segundo as agências da Organização das Nações Unidas (ONU) que participaram, nesta quinta-feira (22/02), de reunião com órgãos estaduais, na sede da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE). Participaram quatro organizações com escritório no Estado – Agência de Refugiados (Acnur), Organização Internacional para as Migrações (OIM), Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Agência da ONU que trata sobre Saúde Sexual Reprodutiva e Violência Contra Mulheres (UNFPA).

Na ocasião, representantes dos escritórios locais das agências da ONU apresentaram os resultados dos trabalhos conduzidos no Amazonas e que, conforme declaram, colocam o Estado na condição de pioneirismo na proteção de refugiados, assegurando direitos, bem-estar e soluções para pessoas que precisam de proteção internacional. Além disso, também em ações de enfrentamento à violência contra mulheres, políticas para crianças e adolescentes, moradia e demais temas transversais sob a tutela dessas agências.

O objetivo da reunião foi consolidar e fortalecer as parcerias com o Governo do Amazonas, inclusive, com a possibilidade de se criar uma linha de atendimento no Programa Amazonas Meu Lar específica para refugiados e migrantes em situação de vulnerabilidade.

De acordo com secretário da UGPE, Marcellus Campêlo, que conduziu a reunião, o programa de moradia estadual contemplou o pré-cadastro de estrangeiros, com 142 inscrições. Com apoio da ONU e do Governo Federal, ele afirma ser possível ampliar essa participação para uma linha específica de atendimento. Junto com ele, participaram também da reunião a secretária executiva da UGPE, Cuca Chaves e Tiago Monteiro de Paiva, representando a Unidade de Gestão Integrada (UGI).

“O Amazonas Meu Lar já prevê na sua qualificação uma pontuação para famílias que tenham mulheres que sofreram algum tipo de violência, mulheres chefes de família, crianças em vulnerabilidade e outros temas transversais que tratamos com as Agências da ONU, como por exemplo os estrangeiros na condição de migrantes ou refugiados”, disse o secretário. A intenção da reunião, afirma, é ampliar a parceria para outros programas. Ele cita como exemplo os programas Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+), de Saneamento Integrado (Prosai) de Parintins, além do Amazonas Meu Lar.

Sobre o programa de moradia, a chefe da Acnur para o Amazonas, Pará, Acre, Rondônia e Amapá, Laura Lima, disse que há uma negociação nacional para abrir o programa Minha Casa Minha Vida ao atendimento de estrangeiros refugiados ou na condição de migrantes. O case do Amazonas Meu Lar, que já contempla de alguma forma esse público, pode abrir precedente para criar uma política nacional, considerou.

“Acreditamos que esse passo dado pelo Governo do Amazonas vai servir para impulsionar os mesmos movimentos em outros estados. É uma medida essencial que garante, novamente, que as pessoas que estão dentro do território possam usar os direitos que já estão previstos dentro da Constituição brasileira”, declarou Laura Lima.

O Amazonas, prossegue ela, é referência, não apenas para a região norte do país, mas para todo o Brasil, inclusive dentro da América Latina. “Estamos falando de um estado que tem assumido, de forma completa, toda a desativação de estruturas emergenciais que foram criadas nas respostas humanitárias, sobretudo as que atenderam o fluxo migratório da Venezuela. Houve a incorporação de equipamentos pelo Estado, dando sustentabilidade, dando um arcabouço jurídico que permitirá que os direitos das pessoas refugiadas sejam respeitados e salvaguardados, não apenas hoje, mas também no futuro”.

Aguida Bezerra, chefe do escritório da OIM, destacou a possibilidade de parcerias em ações de capacitações feitas no Prosamin+. A OIM, que é a Agência da ONU para as Migrações, tem total interesse e disponibilidade em apoiar tecnicamente as capacitações e divulgar esses cursos para a nossa população de atendimento, que são os migrantes”.

Casa ONU e Selo Unicef

A chefe da Unicef, Débora Nandja, destacou o apoio irrestrito do Governo do Amazonas com as agências da ONU no Estado, por meio da UGPE e da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb). Uma delas, a implantação da Casa ONU, onde todas as agências vão atuar no mesmo espaço. O local definido é o prédio onde hoje funciona a Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama), que irá mudar para um endereço novo.

Outro marco importante, aponta Débora Nandja, é a condução das ações para a certificação dos municípios com o Selo Unicef. “O Governo do Amazonas está criando um diferencial em todo o norte do País e em todo o Brasil, porque está assumindo o seu protagonismo em relação a todas as iniciativas da ONU aqui, não apenas o Unicef. Falando especificamente do Unicef, o fato do Governo do Amazonas estar na frente, na liderança, é fundamental. A certificação do selo esse ano vai ser inédita, porque pela primeira vez vamos alcançar um número expressivo de municípios, o que vai repercutir em todo o país”.

A certificação está prevista para acontecer em julho. São 55 municípios inscritos e a expectativa é de que mais da metade irá alcançar a certificação, um número inédito para o Estado.

Debora Rodrigues, chefe de escritório da UNFPA, explica que o trabalho desenvolvido junto com entes públicos e a sociedade civil tem entre as metas a erradicação de mortes maternas evitáveis, com planejamento reprodutivo, além da prevenção de violência contra as mulheres e meninas. “Nosso foco é a população de acolhida, refugiados e migrante, com ênfase naquelas mulheres mais vulnerabilizadas, como as negras, indígenas, ribeirinhas e da periferia”.

FOTO: Tiago Corrêa/UGPE