Início Site Página 453

Prefeitura de Manaus firma parceria para projetos de urbanismo social

DHYZ9

O prefeito de Manaus, David Almeida, assinou, nesta sexta-feira, 26/4, acordo de cooperação com a Telescon, empresa de tecnologia, sediada na capital amazonense, visando projetos de urbanismo social para o desenvolvimento das comunidades mais vulneráveis da cidade. Este é o primeiro projeto em parceria com o grupo.

A ideia é melhorar a qualidade de vida dessas comunidades, por meio de planejamento, que se baseia na escuta da população quanto às necessidades e prioridades de um determinado local, e, a partir do resultado, será elaborado um projeto de urbanização para o qual a prefeitura pode direcionar recursos.

“Precisávamos, metodologicamente, ter uma estrutura de integração de todas as ações que são feitas na prefeitura. Por exemplo, temos o parque Amazonino Mendes, um equipamento público grandioso. Com o urbanismo social, conseguimos identificar potenciais melhorias para a população, por meio das metodologias aplicadas, transformando aquele território e a realidade das pessoas que vivem nas proximidades, em menor tempo possível, assim como das demais obras da nossa gestão”, explicou o prefeito David Almeida.

O vice-prefeito e secretário municipal chefe da Casa Civil, Marcos Rotta, destacou a importância do urbanismo para a qualidade de vida. “O Urbanismo Social traz metodologias para promover esse sentimento de pertencimento, melhorando a qualidade de vida em áreas mais carentes. Isso envolve habitação, infraestrutura, saneamento básico, drenagem e moradias. Temos todos esses trabalhos sendo executados pela prefeitura”, lembrou Rotta.

O grupo parceiro inicia as atividades de urbanismo social nos bairros Novo Aleixo e Tancredo Neves, onde está em fase final de construção o parque linear Amazonino Mendes – os gigantes da floresta. O projeto deve abranger, ainda, as demais ações da prefeitura.

Para o presidente da Telescon, Américo Mattar, a parceria já é um sucesso. “A ideia é fechar o circuito, apoiar a prefeitura na integração de todas essas ações para melhorar a qualidade da educação e potencializar os planos já em andamento. É uma parceria pública e privada que gera um case de sucesso, pois apoiamos a prefeitura na execução de seus projetos e qualificamos cada vez mais o investimento, resultando em uma cidade melhor para todos nós”, afirmou o presidente.

Foto – Dhyeizo Lemos / Semcom

Amazonas destaca importância do combate à pobreza nas florestas

O Governo do Amazonas apresentou os resultados das ações do Manaus Action Plan (ou Plano de Ação de Manaus) durante o intercâmbio técnico de governadores e secretários de Meio Ambiente dos Estados da Pan-Amazônia ocorrido em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, promovido pela Força Tarefa de Governadores para o Clima e Florestas (do inglês, GCF Task Force). 

No evento, iniciado na terça-feira (23/04), um Grupo de Trabalho (GT) de regiões com alta integridade de florestas foi estabelecido. Foram avaliadas a situação dos mecanismos para economia de base florestal atualmente existentes, como financiar negócios sustentáveis, quais as principais barreiras e como estão sendo financiados os Planos Estaduais de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas (PPCDQ).

“Ressaltamos que a prioridade dos Estados que possuem floresta é o combate à pobreza, e com isso, os financiadores da Força-Tarefa concordaram com o redesenho dos principais fundos. A ideia é que eles passem a ser mais ágeis e menos burocráticos no financiamento de agendas que promovam a renda e redução da pobreza como mecanismo de proteção das florestas”, explicou o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira. 

O Plano de Ação de Manaus é um dos temas centrais do intercâmbio, que promove “Desenvolvimento de Baixas Emissões e Financiamento Climático para Reduzir o Desmatamento de Florestas Tropicais e Alcançar uma Transição Justa”. O documento foi criado em 2022, durante a 12ª Reunião Anual da GCF Task Force, ocorrida no Amazonas. 

O trabalho é a base do Programa Amazonas 2030, lançado pelo Governo do Amazonas durante a COP 28, em 2023, para redução do desmatamento no estado a partir da venda de créditos de carbono e fomento da bioeconomia.

Na sexta (26/04), último dia da agenda de intercâmbio, uma visita de campo é promovida entre os participantes, visando mostrar os trabalhos de bioeconomia da Bolívia. Dentre os roteiros, estão os municípios de Estância e Porongo, modelos de empreendedorismo sustentável, a visitação à Fundación Natura Bolivia, organização de apoio às comunidades para proteção da água e florestas, e ao Programa de Parceria Comercial para Pecuária Regenerativa (FCBC).

As reuniões contaram com instituições governamentais, representantes de países financiadores da agenda ambiental, como Noruega, Reino Unido, Alemanha, União Europeia e Estados Unidos, bem como fundações internacionais e bancos parceiros. As discussões fomentadas serão pauta da próxima reunião anual do GCF, marcada para ocorrer no segundo semestre de 2024, em Ucayali, Peru. 

GCF Task Force

A Força-Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (GCF) é uma colaboração subnacional de 43 estados – entre eles, o Amazonas – e províncias, que trabalham para ampliar ações de proteção a florestas tropicais, reduzir as emissões provenientes da desflorestação e da degradação florestal e promover caminhos realistas para o desenvolvimento sustentável, que mantenha as florestas. É considerada a maior plataforma mundial para estados e províncias com esta iniciativa.

Foto: Asscom/GCF

Em Brasília, SES-AM defende políticas públicas inclusivas para a região

O Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Saúde (SES), defendeu políticas públicas para a região amazônica, durante a 4ª Assembleia Geral do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), em Brasília. A secretária de Saúde, Nayara Maksoud, representou o Amazonas no encontro.

Nayara Maksoud defendeu que as políticas desenvolvidas no âmbito da saúde pública, no país, sejam sempre inclusivas para os moradores da região amazônica.

A titular da SES também participou das discussões da Comissão Intergestores Tripartite (CIT). Os dois eventos aconteceram na sede da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Durante a Assembleia do Conass, foi realizada a solenidade de posse do presidente da entidade, Fábio Baccheretti, reeleito para o cargo. O evento contou com a presença da ministra da Saúde, Nísia Trindade. Na Assembleia, o Ministério da Saúde (MS) foi representado pelo secretário de Atenção Especializada à Saúde, Adriano Massuda.

“Durante esses dois dias de agenda em Brasília, ampliamos o diálogo com instituições importantes, participamos de discussões voltadas às políticas de saúde e fortalecemos as relações, em especial, com os estados da região Norte. Pela proximidade, alguns inclusive fazendo fronteira com o Amazonas e compartilhando pacientes nas nossas unidades”, comentou Nayara Maksoud.

Durante a Assembleia do Conass, a titular da SES-AM, que está há um mês no cargo, recebeu as boas-vindas dos demais secretários e aproveitou para reforçar o compromisso do Governo do Amazonas com a construção de um Serviço Único de Saúde (SUS) forte, no Estado.

“Milito no SUS há mais de 20 anos. O Amazonas tem um potencial técnico enorme e pode ser cada vez mais valorizado dentro das ações que a saúde pública tem para a população e se pudermos contar realmente com políticas que estejam de acordo com a realidade da nossa região”, enfatizou.

Comissão Intergestores Tripartite

A 4ª Reunião Ordinária de 2024 da Comissão Intergestores Tripartite foi coordenada pelo secretário Executivo do MS, Swedenberger Barbosa. O encontro contou com a presença da representante da Opas no Brasil, Socorro Gross, do presidente do Conass, Fábio Baccheretti, do presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), Hisham Hamida e de secretários do MS.

Durante a CIT, as discussões giraram em torno do combate à dengue, com uma atualização do cenário atual no Brasil, projeções futuras, além de discussão de políticas públicas sobre Saúde Mental, Programa Mais Médico e financiamento das redes de saúde.

FOTO: Gilvanete Costa/Serfi

Prefeitura potencializa ações para promover Manaus como destino turístico

Com o objetivo de promover Manaus como destino turístico, estabelecer parcerias estratégicas e impulsionar o desenvolvimento socioeconômico e cultural da cidade, a prefeitura, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), está participando da primeira edição da feira Minas Travel Market (MTM), no estado de Minas Gerais. A feira MTM acontece nos dias 26 e 27 de abril, no Centro de Convenções de Belo Horizonte (MinasCentro), localizado no Centro de BH.

O evento integra o segmento “Business to Business” (Negócio para Negócio), com exposição e caravanas de operadores de turismo e agentes de viagens de todo o país, unindo networking e negócios para catalisar novas oportunidades estratégicas no dinâmico universo do turismo nacional. A Manauscult ocupará um estande próprio de 18m², tendo um empreendedor do segmento de receptivo e hotelaria de selva como coexpositor.

Para a diretora-presidente em exercício da Manauscult, Oreni Braga, a participação da capital amazonense é um marco importante na estratégia de posicionamento do destino como preferencial no sudeste brasileiro, para a prática da pesca esportiva, do turismo de aventura, cultural e histórico.

“Esta é uma oportunidade ímpar para promover os encantos da nossa cidade e consolidar nossa presença no cenário turístico nacional. Acreditamos que nosso destino oferece experiências únicas, desde a pesca esportiva até a imersão na rica cultura e história amazônica. Estamos confiantes de que essa participação será um passo significativo rumo ao fortalecimento do turismo em Manaus e na consolidação de parcerias estratégicas para o desenvolvimento sustentável do setor”, acentuou Oreni Braga.

O destino é Manaus

O principal objetivo da participação de Manaus no Minas Travel Market (MTM), além do fortalecimento de Manaus como destino preferencial no sudeste brasileiro, é divulgar a infraestrutura da cidade, com os novos atrativos e equipamentos turísticos que estão sendo implantados no centro histórico.

Outro objetivo é promover e divulgar a imagem positiva de Manaus como uma cidade turística segura, potencializando sua imagem como uma opção para o turismo doméstico, bem como destacar seus atrativos para o mercado consumidor do país. A participação no evento visa, ainda, oportunizar o envolvimento dos empresários locais do setor, fomentando novos negócios que gerem emprego e renda, com o objetivo final de aumentar o fluxo turístico, considerando que Minas Gerais figura entre os dez maiores mercados emissores de turistas para o Amazonas.

Participar de eventos como o MTM é essencial para o fortalecimento da imagem do destino, atraindo novos investimentos, conectividade aérea e qualificando a cidade para receber turistas. Esta participação também representa uma oportunidade para desconstruir a imagem negativa causada à cidade pela pandemia de Covid-19, demonstrando a resiliência e o potencial turístico de Manaus.

A presença de Manaus no MTM é um passo significativo na jornada de desenvolvimento do turismo na cidade e uma demonstração do compromisso da Prefeitura de Manaus em promover e fortalecer o setor turístico local.

Foto – Divulgação / Manauscult

Prefeitura apresenta melhorias do transporte de Manaus durante Encontro Nacional de Políticas Públicas 

A evolução e modernização do transporte público na cidade de Manaus foi apresentada nesta sexta-feira, 26/4, como parte da programação do 1° Encontro Nacional de Políticas Públicas sobre os Desafios e Melhorias do Setor de Transporte Urbano. O evento ocorreu no mirante Lúcia Almeida, Centro, e contou com a presença de representantes da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), autoridades e outros convidados.

O diretor-presidente do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), Paulo Henrique Martins, apresentou dados e demonstrou como a população foi beneficiada com a evolução do transporte público nos últimos anos. A modernização da frota inclui a utilização de ônibus elétricos, instalação de câmeras de segurança, renovação da frota e demais aspectos sentidos pela população no dia a dia.

“O quadro da mobilidade urbana em Manaus nos últimos quatro anos apresentou considerável evolução e as mudanças continuam. A intenção é oferecer cada vez mais opções de deslocamento com mais qualidade, seja para quem conduz veículos seja para usuários do transporte público na capital. Entre os maiores símbolos das mudanças estão renovação da frota de ônibus, construção de grandes obras de infraestrutura, implantação de semáforos inteligentes e modernização dos serviços”, destacou Martins.

O diretor-presidente ainda explicou como as mudanças têm dado certo na capital.

“A modernização é um ponto crucial, porque tivemos perda de passageiros. As pessoas falavam mal do transporte, então nós tínhamos um problema de imagem do transporte, algo que também deve acontecer em muitas cidades. Nosso primeiro objetivo foi modernizar a frota e o sistema de transporte como um todo, além de tornar o controle operacional mais eficaz. E temos feito isto”, explicou.

Durante o evento, o diretor-executivo da NTU, Francisco Christovam, elogiou o sistema de transporte de Manaus.

“Ficamos muito impressionados, e eu falo com conhecimento de causa, porque pela função que eu desempenho na Associação Nacional, conheço bem o Brasil. Fazia muito tempo que eu não vinha a Manaus e eu fiquei surpreso com o avanço que aconteceu, com a modernidade que está aqui. Tem uma frota relativamente nova, fomos informados que neste ano já entraram mais de 300 veículos em substituição à frota antiga, a chegada dos ônibus elétricos, sistema de monitoramento, comunicação forte com o passageiro, enfim, a gente ficou muito bem impressionado”, disse.

Após as apresentações, os participantes do evento realizaram uma visita à garagem da empresa Via Verde, na zona Centro-Oeste de Manaus, ontem tiveram contato com a operação da empresa e as atividades realizadas no ambiente da garagem.

Foto – Karol Silva / IMMU

Amom, David, Capitão Alberto e Roberto Cidade empatados tecnicamente em pesquisa eleitoral

No cenário de primeiro turno a eleição para a Prefeitura de Manaus, é apontado empate técnico quadruplo, segundo pesquisa do instituto AtlasIntel, produzida em parceria com a CNN e divulgada nesta sexta-feira (26/4).
 
O deputado federal Amom Mandel (Cidadania) aparece com 21,1%, o atual prefeito David Almeida (Avante) tem 20,7%, o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) chega a 17,8% e o deputado estadual Roberto Cidade (União Brasil), aparece com 15% das intenções de voto.
 
Como a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, há empate técnico entre os candidatos.
 
Posteriormente, aparecem: o ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT), com 13,1%; o deputado estadual Wilker Barreto (Mobiliza), com 5,4%; a advogada Maria do Carmo Seffair (Novo), com 2,5%; e o advogado Marcelo Amil (PSOL), com 0%.
 
Os que disseram não saber ficaram em 1,7% e os que votam branco ou nulo, 2,8%.
 
Foram ouvidas 825 pessoas, entre os dias 18 e 23 de abril. A pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número AM-04223/2024, tem nível de confiança de 95%.
 
Os entrevistados da AtlasIntel são recrutados durante a navegação de rotina pela internet. Esses usuários são geolocalizados a partir de qualquer tipo de dispositivo — smartphones, tablets, laptops ou PCs.

Foto: Reprodução

PEC do quinquênio vai para a quarta sessão de discussão no Senado

O Senado realizou nesta quinta-feira (25/4) a terceira sessão de discussão, em primeiro turno, da Proposta de Emenda à Constituição 10/2023. Apresentada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, a PEC institui a parcela mensal de valorização por tempo de serviço dos magistrados e do Ministério Público, além de outras categorias que foram incluídas depois.

Não houve inscritos em Plenário para discutir a matéria, e a discussão foi encerrada pelo senador Weverton (PDT-MA), que presidiu a sessão. “Poderão ser oferecidas emendas até o encerramento da discussão em primeiro turno”, informou o senador.

A proposta já pode ser pautada para a quarta sessão de discussão. Antes da votação em primeiro turno, a PEC passa por cinco sessões de discussão no Plenário e, antes do segundo, por mais três sessões de discussão. Uma PEC tem que ser discutida e votada em dois turnos em cada Casa do Congresso e só é considerada aprovada se obtiver pelo menos três quintos dos votos dos deputados (308 votos) e dos senadores (49 votos) em cada um dos turnos. Caso aprovada, a PEC é promulgada pelo Congresso e inserida no texto constitucional.

A primeira sessão de debates ocorreu na sessão da última terça-feira (23/4).

Substitutivo 

O substitutivo apresentado pelo senador Eduardo Gomes (PL-TO), relator da PEC 10/2023 na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), incluiu novas categorias, inclusive do Executivo, na proposição apresentada originalmente por Pacheco (PSD-MG), como as carreiras jurídicas do Ministério Público e delegados de polícia.

A PEC cria parcela mensal compensatória por tempo de exercício para agentes públicos de carreiras jurídicas. O adicional não entra no cálculo do teto constitucional — valor máximo que cada servidor pode receber, equivalente ao subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Sendo aprovado o substitutivo, a vantagem também poderá ser recebida por membros da Advocacia Pública da União, dos estados e do Distrito Federal, da Defensoria Pública, ministros e conselheiros de Tribunais de Contas. Outros servidores públicos que “por previsão constitucional ou das respectivas leis de regência, sejam impedidos ou optem por não exercer outra atividade remunerada” também poderão ter acesso à compensação. Segundo a proposta, as parcelas mensais só poderão ocorrer se houver previsão orçamentária e decisão do respectivo Poder ao qual o agente público a ser beneficiado é vinculado.

A futura parcela, segundo o texto, será calculada em 5% do subsídio, a cada 5 anos de efetivo exercício, até o limite de 35%. O documento inclui na atividade jurídica o exercício na magistratura, em cargos públicos de carreiras jurídicas e na advocacia, sendo assegurada a contagem de tempo anterior à data da publicação da emenda, caso seja aprovada. Ainda de acordo com a proposição, a parcela também valerá para os aposentados e pensionistas que têm direito a igualdade de rendimentos com os colegas em atividade.

Fonte: Agência Senado

Medida provisória busca ampliar crédito para baixa renda e pequenos negócios

O governo federal publicou a MP 1.213/2024, que cria o Programa Acredita, com o objetivo de ampliar o acesso ao crédito para famílias de baixa renda e pequenos negócios.

O texto foi publicado no Diário Oficial da União na terça-feira (23/4) e já está em vigor. Para virar lei, a MP será analisada em comissão mista do Congresso e, depois, será votada pela Câmara e pelo Senado. Deputados e senadores já começaram a apresentar emendas à matéria.

A medida provisória cria um programa de microcrédito (operações em torno de R$ 6 mil) para inscritos no Cadastro Único (CadÚnico). Por meio do Fundo Garantidor de Operações (FGO), o programa vai garantir empréstimos contratados pelo público-alvo. Pelo menos metade das concessões devem ser direcionadas a mulheres.

Também cria o programa Desenrola Pequenos Negócios, destinado à renegociação de dívidas dos microempreendedores individuais (MEIs), das microempresas e das pequenas empresas.

Empresas inadimplentes com o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) poderão repactuar dívidas mesmo após a honra das garantias, quando instituições tomam bens dados para cobrir inadimplências.

A MP também estabelece condições especiais de taxas e garantias, através do FGO, para operações de crédito destinadas a MEIs e microempresas.

A medida provisória também institui o Programa de Mobilização de Capital Privado Externo e Proteção Cambial (Eco Invest Brasil), que vai oferecer soluções de proteção cambial aos investimentos estrangeiros em projetos sustentáveis no país.

O público-alvo são investidores estrangeiros, empresas de projetos sustentáveis, o mercado financeiro e as entidades governamentais envolvidas em sustentabilidade. O Eco Invest contará ainda com linhas de crédito para financiar projetos de investimentos alinhados à transformação ecológica que usem recursos estrangeiros.

Fonte: Agência Senado

Indústria defende ‘combustível do futuro’, mas critica uso obrigatório de biometano

Representantes do governo e da indústria defenderam nesta quinta-feira (25/4) o uso do biometano como forma de descarbonizar o setor de gás natural no país. A medida está prevista no projeto de lei (PL) 528/2020, que cria programas nacionais para incentivar os chamados “combustíveis do futuro”. Embora apoiem a iniciativa, setores da indústria criticaram um dispositivo do texto que prevê a compra obrigatória do biometano por produtores e importadores de gás natural.

Os especialistas participaram de uma audiência pública da Comissão de Infraestrutura (CI). O debate foi sugerido pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), relator do PL 528/2020. De acordo com o texto, a meta anual de redução de emissões de gases de efeito estufa por meio pela participação do biometano no consumo do gás natural deve ser de 1% em 2026 e alcançar 10% em 2034.

O biometano é produzido a partir de resíduos como lixo orgânico e fezes. O insumo pode ser usado como fonte de eletricidade e gás natural em veículos, assim como na descarbonização de processos industriais e de transporte marítimo e na produção de hidrogênio e fertilizantes.

‘Obrigação’

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), André Passos Cordeiro, afirma que “a obrigação de consumir” o biometano é um ponto do projeto que o setor “vê com grande preocupação”. Para ele, a medida pode gerar um custo adicional e reduzir a competitividade da indústria brasileira frente concorrentes internacionais.

“Só para a indústria química, com um percentual de 1% de mandato (compra obrigatória), os custos anuais chegam à casa dos R$ 171,3 milhões. Com 10%, podem chegar a R$ 1,7 bilhão. Esse é um problema sério, severíssimo que a gente tem. Temos que procurar reduzir os preços desses insumos, antes de obrigar a indústria a consumi-los. Essa obrigação de consumo com patamares de preços que temos hoje vai levar a uma perda forte de competitividade”, disse.

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Vidro (Abividro), Lucien Belmonte, reforçou a crítica. Embora afirme que o setor é favorável ao uso do biometano, ele pondera que o insumo “não é competitivo como o gás natural”.

“Se é tão bom e pode fazer tão fácil a transição energética, por que as próprias usinas sucroalcooleiras não utilizam o biometano? Uma grande sucroalcooleira chega a pagar R$ 150 milhões de diesel durante a safra. Por que não usa biometano? Se a gente está querendo colocar um mandato, é porque toda essa discussão não é real para o setor consumidor. Não é que a gente não quer biometano. A gente quer e muito. Os setores industriais não querem é o mandato, a obrigatoriedade. A gente quer um mercado livre, competitivo”, explicou.

A diretora-executiva do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Sylvie D’Apote, também fez ressalvas aos artigos do PL 528/2020 que definem percentuais obrigatórios de biometano no consumo de gás natural. Para ela, os dispositivos são “uma solução antiga para um combustível novo”.

“Por que obrigar todo o setor de gás, todos os consumidores de gás, a consumirem esse combustível verde? A dona Maria que consume gás só para cozinhar precisa pagar um sobrepreço para consumir biometano? O que está se impondo é uma solução sobre outras. Existem várias possibilidades para descarbonizar nossas operações”, afirmou.

O gerente de transição energética da Petrobras, Cristiano Levone de Oliveira, disse que a companhia defende o uso do biometano como estratégia para descarbonizar a matriz energética do país. Mas sugere que a compra obrigatória seja precedida de uma análise de impacto regulatório (AIR) realizada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão de assessoramento do presidente da República. Levone alerta ainda que a flutuação na demanda pode frustrar investimentos feitos pelos produtores.

“Ao definirmos mandatos de compra obrigatória de biometano, teremos que observar este efeito. Em 2021, consumimos quase 43 milhões de metros cúbicos de gás natural. No ano seguinte, 15 milhões. Quem vai investir e se preparar para esse crescimento vai experimentar uma volatilidade que pode não ser boa. A gente precisa estudar isto: a dificuldade de se ter previsibilidade sobre a quantidade de biometano que deve ser adquirida por produtores e importadores de gás natural”, destacou.

Outro lado

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a mistura de 1% a 10% de biometano ao gás natural demandaria uma produção de 1 milhão a 13 milhões de metros cúbicos do insumo por dia. A presidente da Associação Brasileira do Biogás (Abiogás), Renata Isfer, afirma que apenas as usinas ligadas à entidade teriam capacidade de produzir 7 milhões até 2029. Para ela, o CNPE deve “calibrar” eventuais distorções entre a demanda e o percentual obrigatório previsto no PL 528/2020.

“A gente não duvida de que haverá volume suficiente para se chegar a 10%. Mas quem vai avaliar isso ao fim e ao cabo, olhando a situação concreta, é o CNPE. Não tem essa preocupação: “ah, e se não alcançar?” A gente vai ter o Conselho para calibrar isso. Se, por qualquer motivo, houver problema de falta de produto, o CNPE vai estar lá e pode manter um percentual baixo e inclusive zerar a meta. Está previsto no projeto”, disse.

O representante do Ministério de Minas e Energia (MME), José Nilton Vieira, também defendeu o papel do CNPE como gestor do Programa Nacional de Descarbonização do Produtor e Importador de Gás Natural e de Incentivo ao Biometano.

“Embora a gente saiba que há diferentes setores interessados inclusive no uso não-energético do biometano, todos os ministérios responsáveis por esses setores têm assento no CNPE e têm a oportunidade de fazer a interlocução com suas bases setoriais. Ainda que nós, o MME, tenhamos grande interesse em uma política que aumente o consumo energético de biometano, outros setores têm outras aplicações diferentes que podem gerar benefícios, externalidades positivas, que vão além do uso energético”, explicou.

‘Dúvidas dirimidas’

Para o senador Veneziano Vital do Rêgo, a audiência pública “foi muito proveitosa”. Ele salientou que nenhum dos debatedores se posicionou contra o PL 528/2020.

“O propósito é esse: fazer o melhor debate para que, com todas as dúvidas dirimidas, tenhamos condição de apresentar o melhor texto à apreciação e à deliberação do Senado. Nenhum dos senhores ou das senhoras veio para questionar importância que tem o projeto de lei dos combustíveis do futuro. Ninguém levantou a voz para dizer: “somos contra”. Estamos aqui aperfeiçoando essa matéria. Isso é muito salutar e facilita tremendamente o trabalho”, disse.

O debate contou com a presença dos senadores Esperidião Amin (PP-SC), Fernando Farias (MDB-AL) e Margareth Buzetti (PSD-MT). A CI deve realizar uma nova audiência pública sobre o PL 528/2020, ainda sem data definida.

Fonte: Agência Senado

Relatório da regulamentação do trabalho de motoristas de aplicativo deve ser apresentado antes do recesso

O relatório sobre o projeto que regulamenta o trabalho dos motoristas de aplicativo deve ser apresentado na Câmara antes do recesso de julho. A afirmação foi feita pelo relator da proposta na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), durante a audiência pública que debateu o assunto por cinco horas e que teve a presença do ministro do Trabalho, Luiz Marinho.

O projeto enviado pelo governo (PLP 12/24), apresentado em março, estabelece a remuneração ao motorista por hora; a remuneração por quilômetro rodado, como preferem muitos motoristas, é objeto de outra proposta, apresentada pela frente parlamentar da Câmara em defesa dos motoristas de aplicativo.

Para o ministro, a regulamentação pode ser por hora ou por quilômetro, a depender da melhor formulação preferida pelos motoristas. “O projeto de lei não é do governo, é um projeto construído em mesa, que precisa ser complementado. Muitos debates que os senhores estão colocando aqui as plataformas não topavam. Quem sabe agora, aqui no Parlamento, as plataformas estejam de acordo em aproximar, em aperfeiçoar o projeto para que responda a ansiedade dos trabalhadores de aplicativo”, disse Marinho.

Mas o ministro é contra o enquadramento do motorista de aplicativo no regime do microempreendedor individual (MEI), porque ficaria menos amparado na seguridade social, como explicou  o secretário do Regime Geral de Previdência Social, Adroaldo da Cunha. “Seria mais cômodo para o governo federal não instituir a contribuição previdenciária, pois o custo para abarcar um segmento fragilizado, mais vulnerável do que a média dos contribuintes da previdência, tem um custo, e esse custo não é barato”, disse. “O plano oferecido aqui na proposta do projeto garante cobertura completa, não é uma meia cobertura. É o Estado brasileiro reconhecendo a importância dos trabalhadores de aplicativo e o quanto eles têm um alto grau de vulnerabilidade.”

Opinião das empresas

Estiveram presentes representantes das empresas de aplicativos 99 e Uber. O diretor de relações governamentais da 99, Fernando Paes, acha que é preciso descobrir o que pode ser melhorado no projeto. “Eu acho que o ponto central dessa discussão é entender quais seriam as melhorias viáveis, razoáveis que pudessem trazer melhores condições ao trabalhador e ao mesmo tempo garantir o equilíbrio de um modelo de prestação de serviços que é extremamente relevante hoje para a sociedade”, salientou.

Mesma opinião tem o diretor de políticas públicas da Uber, Ricardo Leite. Ele defende que os novos custos e modelagem consigam manter um equilíbrio: ser suportados pelas empresas do setor, pelos trabalhadores – que precisam ter ganhos condizentes – e pelos usuários que usam as plataformas hoje. “Se a gente tiver uma discussão irreal em relação a esse equilíbrio, isso vai ter um impacto no número de viagens que hoje são realizadas e vai representar no final do mês menos ganhos para os motoristas e para as empresas e para a economia de maneira geral.”

O representante de outro aplicativo, Indrive, Rodrigo Porto, acha que a proposta do governo beneficia os interesses do 99 e da Uber e inviabiliza o seu aplicativo. Mas destaca como pontos positivos a segurança jurídica e o estabelecimento das empresas como intermediadoras.

Outra proposta

A proposta do governo é rechaçada pelo presidente da Frente de Apoio Nacional dos Motoristas Autônomos, Paulo Xavier. Segundo ele, a proposta da frente parlamentar, que apresenta forma de cálculo de remuneração baseada em quilômetro rodado, foi resultado de mais de 70 horas de trabalho de motoristas de todo o Brasil.

O relator, deputado Augusto Coutinho, falou que vai conversar com os relatores das outras comissões para apresentar um relatório negociado. Ele adiantou que já está em contato com o relator da Comissão do Trabalho. “[A gente] vai construir um relatório que tente ser harmonioso, para que a gente avance com essa matéria e que até o meio deste ano, antes do recesso, a gente consiga oferecer ao Brasil uma legislação justa e que atenda uma necessidade que hoje é real na nossa vida”, disse o deputado.

O debate foi proposto pelo presidente da comissão, deputado Josenildo (PDT-AP), que acredita que a troca de ideias durante a audiência permitirá aprimorar pontos do projeto do governo.

Fonte: Agência Câmara de Notícias