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Deputados apresentam Projetos de Lei voltados à segurança pública e ao setor primário

Projetos de Lei, apresentados pelos parlamentares estaduais, relacionados à segurança pública e ao setor primário do Estado, constaram na pauta de tramitação da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nesta terça-feira (7/5).

Com o intuito de vedar a nomeação para cargos em comissão de pessoas que tenham sido condenadas por crime, tentado ou consumado, contra a vida, contra a liberdade ou de lesão corporal, quando cometido contra agentes responsáveis pela aplicação da lei, o deputado Comandante Dan (Podemos) apresentou o Projeto de Lei nº 276/2024.

“Ao vincular a nomeação de indivíduos a critérios de idoneidade, especialmente no que diz respeito à ausência de condenações por crimes graves, como os contra a vida, a liberdade ou de lesão corporal, quando cometidos contra autoridades ou agentes públicos, o projeto busca resguardar a integridade e a segurança no exercício das funções estatais”, defendeu.

Ainda no âmbito da segurança pública, o parlamentar, que é presidente da Comissão de Segurança da Aleam, também propôs o PL nº 287/2024, que pretende implementar medidas para impedir que presos sejam treinados e aliciados por organizações criminosas durante o cumprimento de pena ou medida cautelar.

Pelo projeto, a segregação de presos será total, pois deve impedir que os presos que não integrem as organizações criminosas sejam por elas cooptados ou instruídos.

“A segregação dos presos ligados às organizações criminosas é essencial para interromper a disseminação de sua influência dentro do sistema carcerário. Ao separá-los dos demais detentos, reduz-se a capacidade dessas organizações de recrutar novos membros, de exercer controle sobre a população carcerária e de planejar e executar atividades criminosas tanto dentro quanto fora das prisões”, justificou Comandante Dan, no PL.

Setor primário

Em benefício dos produtores rurais, o deputado estadual Cristiano D’Angelo (MDB) apresentou o PL nº 275/2024, que altera a Lei nº 4.774, de 14 de janeiro de 2019, que tem o objetivo de estender o prazo para renovação do cartão de produtor rural para quatro anos.

“Com a demora pelos incentivos financeiros, como linhas de créditos para auxiliar os produtores na expansão do negócio, a extensão do prazo para renovação do cartão do produtor rural para quatro anos faz-se necessária, pois o produtor poderá otimizar seu tempo, sem ter que passar pelos processos burocráticos, para resolver suas demandas”, afirmou o deputado.

Foto: Danilo Mello

Governo do Amazonas e Unicef entregam relatório de Wash Bat à Prefeitura do Careiro da Várzea

O Governo do Amazonas e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) entregaram, nesta terça-feira (07/05), à Prefeitura de Careiro da Várzea (a 25 quilômetros de Manaus) o relatório Wash Bat. O diagnóstico aborda os desafios enfrentados pelo município no setor de água, saneamento e higiene, enfatizando a necessidade de melhorar esses serviços em meio a crescentes riscos provocados pelas mudanças climáticas.

O objetivo da iniciativa é contribuir na formulação de políticas públicas e nas estratégias para proporcionar acesso à água de qualidade à comunidade.

A ação, que aconteceu na Câmara Municipal do Careiro da Várzea, foi promovida pelo Unicef, em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE) e Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama).

A plataforma Wash Bat é uma ferramenta virtual que visa avaliar o ambiente propício para a prestação de serviços de água, saneamento e higiene, de forma a identificar e controlar as barreiras ao fornecimento de serviços sustentáveis e eficientes.

O secretário da UGPE, Marcellus Campêlo, destacou a importância da parceria com o Unicef para apoiar os municípios em função dos riscos enfrentados em situações de cheias e estiagem.  “A expertise do Unicef em outros lugares do mundo são colaborações importantes que nos ajudam a pensar soluções que possam garantir água potável para a população, principalmente em situações de crise”.

Entre as ações apoiadas pelo Unicef no Estado está o Projeto Água Boa, da Cosama,  que assegura a implantação e operação de sistemas de abastecimento de água em comunidades rurais em diversos municípios, incluindo o Careiro da Várzea.

“Como nós passamos por uma seca severa ano passado, o nosso objetivo principal com essa ação é contribuir para minimizar mais uma possível estiagem que está se aproximando, em 2024”, observa a coordenadora dos projetos da Unicef na Sedurb, Reny Moita.

Segundo o consultor do Unicef, Paulo Diógenes, o Careiro da Várzea foi selecionado devido aos indicadores de saneamento. “O município tem dificuldades no acesso à água e tratamento de esgoto. Essa carência ficou especialmente evidente durante a pandemia, que revelou uma crise sanitária. Locais com dificuldades no saneamento básico, acesso à água potável e esgotamento sanitário foram particularmente afetados pelos impactos da pandemia”, explicou.

“É importante que todos, Estado, Município e a população, estejam conscientes dos riscos das mudanças climáticas para que possamos enfrentar juntos os desafios”, disse a representante do Careiro da Várzea, Maria das Graças Alencar.

FOTO: Tiago Corrêa/UGPE

Seduc adere à operação nacional de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes

Até esta quarta-feira (08/05), a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar recebe, em parceria com a Procuradoria Especial da Mulher, da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), uma formação com o objetivo de combater a exploração sexual de crianças e adolescentes na rede estadual. A ação compõe o calendário de atividades da operação “Caminhos Seguros”, realizada nacionalmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). 

Com o enfoque no campo educacional e no ambiente escolar, a formação para professores, pedagogos, assessores, coordenadores regionais, distritais e diretores escolares teve início nesta terça-feira (07/05). Além das legislações que amparam a criança e o adolescente, os profissionais da educação também tiveram contato com técnicas de escuta especializada e humanitária, sinalizações práticas para identificação de casos e violência, e procedimentos e operação padrão em caso de denúncias. 

“Essa rede de proteção precisa ser unificada a cada dia, por isso é importante trabalharmos com outros órgãos, em atividades conjuntas. Na Secretaria, a gente vem trabalhando muito firme nesse sentido e criamos, recentemente, a Comissão de Enfrentamento ao Assédio Moral e Sexual da Secretaria de Educação, além de outras ações. É importante que o corpo docente e demais servidores da educação saibam lidar com esse tema”, ressaltou a secretária de Educação, Arlete Mendonça. 

A equipe de profissionais formadores é composta por assistentes sociais, advogados e psicólogos da Procuradoria Especial da Mulher. O órgão realiza atendimentos e atua em parceria com a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), e participa de eventos voltados aos direitos das mulheres na capital e interior.

“Hoje tivemos uma conjugação de esforços entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Educação, e a Aleam, por meio da Procuradoria. A gente entende que a escola, fora de casa, é o lugar onde a criança passa mais tempo. Então, os professores têm como identificar e unir esforços para conduzirmos casos assim”, ressaltou a deputada estadual Alessandra Campelo, coordenadora da Procuradoria. 

Operação Caminhos Seguros

Realizada em todos os 26 estados brasileiros e no Distrito Federal, a operação é coordenada, no Amazonas, pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM). As atividades começaram na última sexta-feira (03/05), com a Central Integrada de Fiscalização (CIF) que identificou bares, pousadas e hotéis em Manaus com possíveis casos de violência. 

A CIF contou com a participação da SSP-AM, da Secretaria de Estado de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Sejusc), Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Polícia Militar (PMAM), Polícia Civil (PC-AM), Corpo de Bombeiros (CBMAM), Juizado da Infância e Juventude Infracional (JIJI), Conselho Tutelar, Vigilância Sanitária, Secretaria Municipal de Segurança (Semseg), Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Secretaria Municipal de Assistência Social (Semasc), Fundação de Vigilância e Saúde (FVS), Amazonas Energia e Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU).

As atividades da Operação Caminhos Seguros seguem até o final do mês de maio em todo o país. 

FOTO: Euzivaldo Queiroz/ Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar

Arsepam reforça compromisso com o saneamento básico no Amazonas

Durante o V Fórum Novo Saneamento, realizado em São Paulo nos dias 07 e 08 de Maio, a Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Estado do Amazonas (Arsepam) reforçou seu compromisso na regulação dos serviços de saneamento básico, destacando o aprimoramento e a expansão desses serviços no Amazonas.

Ricardo Lasmar, diretor presidente da Arsepam, ressaltou a importância do papel da agência como reguladora do saneamento básico no Estado do Amazonas, enfatizando a responsabilidade conferida pela Lei Complementar nº 214, de 4 de agosto de 2021, que instituiu a Microrregião de Saneamento Básico do Estado do Amazonas.

“Reitero o compromisso do governador Wilson Lima em trabalhar para promover um saneamento básico de qualidade para todos os cidadãos do Amazonas”, afirmou Lasmar.

Comprometida com a eficiência, qualidade e conformidade dos serviços de saneamento, a Arsepam visa garantir que tais serviços atendam aos padrões estabelecidos pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Além disso, a participação da Arsepam no fórum foi destacada como fundamental para compartilhar experiências, conhecer as melhores práticas do setor e contribuir para o avanço do saneamento básico no Estado.

A Arsepam segue firme em seu propósito de trabalhar em prol do desenvolvimento e da melhoria dos serviços de saneamento básico, cumprindo sua missão de regular, fiscalizar e promover a universalização do acesso a esses serviços tão essenciais para o bem-estar da população amazonense.

FOTO: Ascom / Arsepam

Ibama busca apoio da Suframa em ações de gestão da Fauna

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apresentou à Suframa, nesta terça-feira (7/5), na sede da Autarquia, quatro linhas de atuação na gestão da Fauna no Amazonas. O encontro teve como objetivo abordar possibilidades de colaboração em atividades com integração da bioeconomia,  sustentabilidade e conservação ambiental, bem como obter apoio da Suframa para incentivos fiscais e parceria em projetos, interlocução com as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) e agências de financiamento, além da execução de projetos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), com a sugestão de participação do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA).

Pioneiro na Amazônia e completando 25 anos em 2024, o manejo do pirarucu no Amazonas foi um dos principais temas abordados durante a apresentação. O superintendente do Ibama, Joel Bentes Araújo Filho, destacou a importância do manejo desse peixe amazônico para a bioeconomia, ressaltando os esforços para garantir a pesca controlada da espécie através do manejo autorizado, que enfrentou riscos de extinção nos anos 1990. O manejo do pirarucu envolve 407 comunidades, 3.363 famílias e 5.403 pescadores, alcançando um faturamento bruto de R$ 19,8 milhões no ano passado.

O superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, enfatizou a necessidade de industrialização do pescado no interior do Estado, não se limitando apenas ao pirarucu, mas também incluindo outros produtos. “Essa iniciativa do Ibama não apenas agrega valor aos produtos locais, mas também contribui para a preservação da floresta e proporciona oportunidades de renda para as comunidades”, frisou Saraiva.

Atualmente, o Amazonas conta com cerca de 50 iniciativas de manejo do pirarucu, com perspectivas de expansão para outros Estados. O Ibama propôs que as empresas do PIM invistam em projetos, adquirindo produtos das unidades legalizadas no manejo do pirarucu e atuem como parceiras dos manejadores. Dessa forma, as empresas estariam contribuindo para o uso sustentável do pescado e promovendo uma marca amazônica por meio do pescado.

Também foram apresentadas três outras linhas de atuação desenvolvidas pelo Ibama, na tentativa de viabilizar o apoio da Suframa e empresas do PIM: o Programa Quelônios da Amazônia (PQA-AM), ações do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas-AM) e a Educação Ambiental (EEA-AM).

Participaram da reunião a coordenadora do projeto Pé-de-Pincha da Ufam, Midian Salgado, o coordenador de Governança Territorial e Sociobioeconomia do Instituto Juruá, Eduardo Muhlen, e o chefe do Núcleo de Biodiversidade e Florestas (Nubio) do Ibama-AM, Jadson Oliveira

Estiveram presentes, pela Autarquia, os superintendentes-adjuntos Executivo, Frederico Aguiar, e de Projetos, Leopoldo Montenegro. “A interação e alinhamento institucional entre Suframa e Ibama é essencial para promover a sustentabilidade e o desenvolvimento socioeconômico na região amazônica”, salienta o superintendente da Suframa.

Foto: Divulgação

Prefeito de Novo Airão deve devolver R$ 4 milhões aos cofres públicos

Irregularidades identificadas na contratação de um escritório jurídico para recuperação de receita de royalties junto à Agência Nacional do Petróleo (ANP) levaram os conselheiros do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) a determinar que o prefeito do município de Novo Airão, Roberto Frederico Paes Júnior, devolva aos cofres públicos o total de R$ 4 milhões entre multas e alcance.

Proferida na manhã desta terça-feira (7/5), durante a 15ª Sessão Ordinária do Tribunal Pleno,
a decisão levou em conta a identificação de R$ 3,9 milhões em pagamentos feitos pela Prefeitura de Novo Airão ao escritório de advocacia Gustavo Freitas Macedo – Sociedade Individual de Advocacia, por meio de contratação direta, por inexigibilidade, no ano de 2021.

A denúncia foi recebida por meio de representação feita à Ouvidoria da Corte de Contas amazonense por Carlos Alberto Machado Benaduce.

Conforme o relator do processo e autor da proposta de voto, auditor Mário Filho, a contratação por inexigibilidade foi irregular por, entre outros motivos, não atender aos requisitos legais, entre eles a necessidade de notória especialização e experiência de trabalho – a empresa foi criada no mesmo ano da assinatura do contrato -, comprovação de singularidade do objeto da contratação, além da fixação de honorários advocatícios em valores incertos, provenientes de decisões judiciais liminares.

Caso será encaminhado ao MPF e MPE

Em sua proposta de voto, seguida à unanimidade pelos conselheiros, o auditor-relator determinou ainda o encaminhamento dos autos ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Ministério Público Estadual (MPE) para apuração dos fatos, já que durante o período de análise da denúncia, a Secretaria-Geral de Inteligência do TCE-AM (Segin/TCE-AM) identificou casos similares, veiculados na imprensa amazonense, e que resultaram em investigações de possíveis esquemas de corrupção nas cobranças de royalties da exploração mineral.

Por não ter apresentado defesa nos autos, o prefeito Roberto Frederico Júnior foi considerado revel. Ele possui 30 dias para realizar o pagamento dos valores devidos ou para recorrer da decisão do Tribunal Pleno.

A sessão

Ao todo 49 processos foram apreciados durante a 15ª Sessão, sendo 17 representações; 13 prestações de contas anuais; nove recursos; três embargos de declaração; três tomadas de contas; duas denúncias e duas fiscalizações de atos de gestão.

A conselheira-presidente Yara Amazônia Lins convocou a próxima sessão para o dia 14 de maio, a partir das 10h.

Foto: Joel Arthus

TCE-AM aplica multa milionária a ex-prefeito de Amaturá

Os conselheiros do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) julgaram procedente uma denúncia formulada contra a Prefeitura de Amaturá por supostas irregularidades na aquisição de combustíveis no período de 2010 a 2015, e determinaram que o prefeito à época, João Braga Dias, devolva aos cofres públicos R$ 5,8 milhões entre multas, glosa e alcance.

Proferida nesta terça-feira (7/5), a decisão levou em conta denúncia apresentada pela deputada estadual Alessandra Campêlo, abarcando também as empresas JAB Eufrásio Comércio Ltda. e OG Combustíveis e Navegação Ltda por possível anomalia na progressão dos valores gastos pela prefeitura no período mencionado.

Conforme o órgão instrutor da Corte de Contas amazonense, as compras de combustíveis tiveram um grande salto a partir do ano de 2011, quando a Prefeitura de Amaturá passou de 5.000 litros comprados em 2010 para 96.490 litros no ano seguinte; 99.201 litros em 2012; 159.725 litros em 2013; 175.974 litros em 2014 e 120.363 em 2015.

Os gastos no período corresponderam ao valor de R$ 5,6 milhões para aquisição de gasolina comum, óleo diesel comum, óleo lubrificante 2 tempos, óleo lubrificante multiviscoso, óleo lubrificante para engrenagem, óleo hidráulico e graxa.

Em análise de prestações de contas anuais da prefeitura de Amaturá no período de 2010 a 2015, foi observado que o órgão possuía apenas quatro veículos.

Além dos combustíveis e derivados de petróleo, foi verificado que não existia a identificação dos beneficiados com a aquisição, pela Prefeitura, de 2.056 botijas de gás de 13kg durante o referido período, totalizando R$ 116,9 mil.

Por não ter se manifestado para apresentar defesa, João Braga Dias terá que devolver com a empresa JAB Eufrásio Comércio Ltda o valor de R$ 5,5 milhões, assim como com a empresa OG Combustíveis e Navegação, que terá que devolver com o prefeito o valor de R$ 99,3 mil.

O prefeito também foi multado no valor de R$ 68,2 mil pela não comprovação do bom uso do dinheiro público, violando o parágrafo único do artigo 70 da Constituição Federal.

Tanto prefeito, quanto as empresas, possuem 30 dias para pagar os valores devidos ou para recorrer da decisão.

Foto: Joel Arthus

Governo do Amazonas aprova Regimento Interno para a ConCidades

O Governo do Amazonas publicou no Diário Oficial do Estado, nesta terça-feira (07/05), o Regimento Interno da 6ª Conferência Estadual das Cidades do Estado do Amazonas. A conferência será realizada nos dias 13, 14 e 15 de setembro de 2024, sob a responsabilidade da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e a Comissão Organizadora, constituída por diversas entidades da sociedade.

O tema desta edição será “Construindo a Política de Desenvolvimento Urbano: caminhos para Cidades inclusivas, democráticas, sustentáveis e com justiça social”. O Regimento Interno visa orientar as conferências municipais, que serão convocadas em breve.

O Secretário da Sedurb, Fausto Santos Jr., explica que a 6ª Conferência Estadual das Cidades no Amazonas discutirá temas de políticas urbanas importantes para o estado, considerando tudo o que foi abordado nas conferências municipais. Além disso, que será realizada a eleição das entidades para o Conselho Estadual das Cidades – ConCidades-AM.

“Nesse processo, é crucial integrar as políticas urbanas de forma abrangente, alinhadas com a diversidade amazônica e os desafios específicos da região”, ressalta Fausto.

O secretário da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), Marcellus Campêlo, que representa o Governo do Amazonas no Comitê de Saneamento do ConCidades, destaca o avanço do Estado na organização do evento.

“A finalidade das conferências municipais e da estadual é garantir a gestão democrática das políticas públicas. Nós iremos discutir com os diversos segmentos da sociedade as diretrizes da Política de Desenvolvimento Urbano no Amazonas, para levar à conferência nacional nossos desafios e propostas para melhorar a qualidade de vida da população”, explica Campêlo.

O Conselho das Cidades e o Ministério das Cidades são responsáveis por convocar e organizar a Conferência Nacional das Cidades, um instrumento de gestão democrática da política urbana. Após 10 anos, será realizada a 6ª Conferência Nacional das Cidades, sendo a primeira convocação feita pelo Governo do Amazonas através da Sedurb.

FOTO: Thiago Correa/UGPE

R$ 20 milhões são repassados para subsidiar Passe Livre Estudantil

O Governo do Amazonas fez o repasse, nesta segunda-feira (06/05), de R$ 20 milhões à Prefeitura de Manaus. O valor é referente à segunda de seis parcelas anuais do convênio que subsidia o Passe Livre Estudantil. Com isso, já são R$ 40 milhões liberados com essa finalidade em 2024, de um total de R$ 120 milhões que serão repassados até dezembro.

“Esse repasse segue o nosso compromisso, firmado lá em 2021, com a prefeitura de Manaus e com os estudantes das redes estadual e municipal de ensino, de garantir a gratuidade da passagem de ônibus desses alunos”, destacou o governador Wilson Lima.

Desde que passou a vigorar o convênio que garante a gratuidade no Passe Estudantil, o Governo do Amazonas já repassou ao Município de Manaus R$ 278,2 milhões. Foram R$ 118,2 milhões em 2022, com contrapartida municipal de R$ 36 milhões. Em 2023, foram R$ 120 milhões do estado e contrapartida de R$ 36 milhões do município.  Até dezembro de 2024, serão R$ 358,2 milhões.

O convênio do Passe Livre integra o Programa de Reestruturação e Qualificação do Transporte Público do Município de Manaus. Foi assinado, pela primeira vez, em dezembro de 2021, e renovado em 2023, pelo governador Wilson Lima.

“O Passe Livre Estudantil transformou a vida de milhares de famílias, que puderam investir o recurso que destinavam para o transporte dos seus filhos, em lazer e alimentação. E vai continuar transformando enquanto eu estiver a frente do Governo do Amazonas”, disse Wilson Lima.

Os repasses são feitos pela Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE) ao Instituto de Mobilidade Urbana (IMMU). De acordo com o secretário da UGPE, Marcellus Campêlo, os recursos do convênio vão além do Passe Livre. “Também subsidiam parte do custeio do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre o combustível do transporte coletivo da cidade e as demais gratuidades de interesse social, previstas na Lei Orgânica do Município de Manaus”, observa.

Cerca de 170 mil alunos de escolas estaduais e municipais de Manaus têm acesso à gratuidade no transporte coletivo. Conforme as regras do Decreto 5.239, de 27 de janeiro de 2022, o benefício garante 44 passagens gratuitas, por aluno, de rede pública, que residem a uma distância de mais de um quilômetro da escola.

FOTO: Tiago Corrêa/UGPE e Euzivaldo Queiroz/Seduc

Marco Legal dos Jogos Eletrônicos entra em vigor

Foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (6/5) o Marco Legal dos Jogos Eletrônicos (Lei 14.852). O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou com vetos a nova lei, que teve origem no PL 2.796/2021, do deputado federal Kim Kataguiri (União-SP). No Senado, a matéria foi relatada pela senadora Leila Barros (PDT-DF). 

A lei libera a fabricação, a importação, a comercialização, o desenvolvimento e o uso comercial de jogos eletrônicos em todo o país, observados a soberania nacional e a ordem econômica e financeira previstas na Constituição e outras leis. Entre os objetivos da lei está o estímulo ao ambiente de negócios e ao aumento da oferta de capital para investimento em empreendedorismo inovador no setor.

O poder público fará a classificação etária indicativa, dispensada autorização estatal prévia para o desenvolvimento e a exploração dos jogos eletrônicos. Para fazer a classificação etária, o poder público terá que levar em conta “os riscos relacionados ao uso de mecanismos de microtransações”. As ferramentas de compras dentro dos jogos deverão garantir a restrição para transações comerciais feitas por crianças, que precisam contar com o consentimento dos responsáveis.

A lei considera como jogo eletrônico os joguinhos e games de computador, consoles, telefones e de página de internet,  mas também os próprios consoles e acessórios como joysticks e outros softwares “para uso como aplicativo de celular e/ou página de internet, jogos de console de videogames e jogos em realidade virtual, realidade aumentada, realidade mista e realidade estendida, consumidos por download ou por streaming”.

A nova lei reconhece como profissionais da área de jogos eletrônicos, sem prejuízo de outras profissões, o artista visual para jogos, o artista de áudio para jogos, o designer de narrativa de jogos, o designer de jogos, o programador de jogos, o testador de jogos e o produtor de jogos, este último responsável por liderar e supervisionar o desenvolvimento de jogos eletrônicos, desde a concepção até o lançamento. Não será exigida qualificação especial ou licença do poder público para o exercício dessas profissões.

A lei não abrange e não poderá ser usada para beneficiar máquinas caça-níqueis, jogos de azar, promoções comerciais, modalidades lotéricas, ou qualquer tipo de jogo que ofereça algum tipo de aposta, com prêmios em ativos reais ou virtuais, ou que envolva resultado aleatório ou de prognóstico. 

Também ficam de fora os chamados jogos de fantasia, em que os participantes escalam equipes imaginárias ou virtuais de jogadores reais de um esporte profissional. Os jogos de fantasia são aqueles disputados em ambiente virtual, a partir do desempenho de atletas, que podem receber premiação em função de seu desempenho. Essa modalidade de jogo on-line já é regulada pela Lei 14.790, de 2023, que trata das apostas de quotas fixas, conhecidas como bets.

Incentivos

A lei prevê tratamento especial para o fomento de jogos por empresários individuais, sociedades empresariais, cooperativas, sociedades simples e microempreendedores individuais (MEI).

A receita bruta dos desenvolvedores no ano-calendário anterior não poderá exceder R$ 16 milhões. Para empresas com menos de um ano de atividade, o texto estabelece o valor proporcional de R$ 1,3 milhão para cada mês de atividade.

Outro requisito para acessar o tratamento especial é o uso de modelos de negócio inovadores para geração de produto ou serviço. Eles estão previstos na Lei 10.973, de 2004, que dispõe sobre incentivos à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo.

O tratamento especial também vale para quem se enquadrar no regime especial Inova Simples, previsto na Lei Complementar 123, de 2006. O programa é um processo simplificado de formalização do negócio que concede tratamento diferenciado às iniciativas que se autodeclaram “empresas de inovação”. O objetivo é estimular a criação, a formalização, o desenvolvimento e a consolidação de agentes indutores de avanços tecnológicos, emprego e renda.

O desenvolvimento de jogos eletrônicos poderá ser beneficiado com fomento em pesquisa, em inovação, em desenvolvimento de recursos humanos e em cultura. As empresas desenvolvedoras de jogos eletrônicos poderão usar os benefícios da Lei do Audiovisual (Lei 8.685, de 1993), da Lei Rouanet (Lei 8.313, de 1991) para estimular a produção ou a coprodução de jogos eletrônicos brasileiros independentes, bem como para formação de profissionais do setor.

O marco legal trata, ainda, das ferramentas e instrumentos necessários para o desenvolvimento de jogos eletrônicos, como computadores, programas, equipamentos especializados, SDK, DevKits e outros. O texto sancionado determina também que o poder público regulamentará o desembaraço aduaneiro e as taxas de importação incidentes para fomentar a inovação no setor de empresas desenvolvedoras de jogos eletrônicos.

Usos 

O texto sancionado libera o uso de jogos eletrônicos para entretenimento ou qualquer outra atividade lícita, desde que observada a classificação etária indicativa. Os jogos também poderão ser usados para contemplação artística; para fins didáticos ou recreação em ambiente escolar; para fins terapêuticos; para fins de treinamento e capacitação, por meio de simulação ou emulação de ação em ambiente institucional; para fins de comunicação e propaganda. 

No ambiente escolar, o uso terá que estar de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e com as normas e regimentos escolares dos sistemas de ensino. Para fins de comunicação e propaganda, o uso de jogos eletrônicos terá que observar as normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069, de 1990).

O poder público poderá promover políticas públicas para a utilização de jogos eletrônicos nas escolas públicas, no âmbito da Política Nacional de Educação Digital (Lei nº 14.533, de 2023). O poder público também poderá criar repositório de jogos eletrônicos financiados com recursos públicos, com uso livre por instituições públicas de ensino, pesquisa e saúde.

A nova lei também determina que o Estado deverá apoiar a formação de recursos humanos para a indústria de jogos eletrônicos por meio de incentivo à criação de cursos de educação profissional e tecnológica e superiores; criação ou apoio a oficinas profissionalizantes; criação ou apoio a cursos de formação profissional técnica e tecnológica e de especialização; incentivo à pesquisa, ao desenvolvimento e ao aperfeiçoamento de jogos eletrônicos direcionados à educação, inclusive mediante a criação de plataforma de jogos educativos e incentivos para a criação de espaços formativos de recursos humanos especializados para o setor.

Crianças e adolescentes

O Marco Legal dos Jogos Eletrônicos determina também que a concepção, o design, a gestão e o funcionamento dos jogos eletrônicos para o público infanto-juvenil  “devem ter como parâmetro o superior interesse da criança e do adolescente, de acordo com a legislação vigente”.

Nesses casos, deverão ser adotadas medidas adequadas e proporcionais para mitigar os riscos aos direitos de crianças e adolescentes que possam advir da concepção ou do funcionamento desses jogos, bem como para fomentar a efetivação de seus direitos relacionados ao ambiente digital. Os desenvolvedores de jogos eletrônicos deverão criar canais de escuta e diálogo com crianças e adolescentes.

Os fornecedores de jogos eletrônicos devem garantir que os seus serviços, sistemas e comunidades oficiais não fomentem ou gerem ambiente propício para quaisquer formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade ou opressão contra crianças e adolescentes; ou discriminação de crianças e adolescentes com deficiência, devendo implementar medidas técnicas que garantam o desenho universal e a acessibilidade do serviço a todas as crianças e adolescentes, nos termos do Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146, de 2015).

As ferramentas de compras dentro de jogos eletrônicos devem garantir, por padrão, a restrição da realização de compras e de transações comerciais por crianças, quando aplicável, de forma a garantir o consentimento dos responsáveis.

Nos jogos eletrônicos direcionados a crianças e adolescentes que possibilitem a interação entre usuários por meio de mensagens de texto, áudio, vídeo ou troca de conteúdos, de forma síncrona ou assíncrona, deve ser garantida a aplicação de salvaguardas a direitos de crianças e adolescentes, entre outros:

  • sistema para recebimento e processamento de reclamações e denúncias de abusos e irregularidades cometidos por usuários;
  • informações aos usuários denunciantes, em prazo razoável, sobre o resultado das denúncias realizadas;
  • instrumentos para solicitar revisão de decisão e reversão de penalidades impostas;
  • transparência social sobre as denúncias recebidas e sua análise, remoção de conteúdos, gerenciamento de comunidades, mitigação de riscos e salvaguardas a direitos de crianças e adolescentes, sanções aplicadas aos usuários infratores, incluídas as medidas utilizadas para impedir que os usuários criem contas adicionais em caso de banimento e ações para conscientização, educação e promoção de direitos fundamentais na comunidade e nos mecanismos internos;
  • vedação, em seus termos de uso, de práticas, de trocas de conteúdos e de interações que violem direitos de crianças e adolescentes, respeitada a legislação brasileira;
  • atualização e manutenção de ferramentas de supervisão e de moderação parental que respeitem o desenvolvimento progressivo das capacidades e a autonomia das crianças e dos adolescentes usuários;
  • transparência, atualização e melhoria contínuas dos mecanismos de proteção contra risco de contato com outros usuários, garantindo, inclusive, a possibilidade de desativação de mecanismos de interação.

Veto

O único veto de Lula invalidou artigo que determinava abatimento de 70% no Imposto de Renda (IR) devido em remessas ao exterior relacionadas à exploração de jogos eletrônicos ou licenciamentos para desenvolvimento de projetos de jogos eletrônicos brasileiros independentes (VET 10/2024). 

De acordo com a justificativa do governo, o dispositivo vetado criaria renúncia de receita sem a apresentação da estimativa de impacto orçamentário e financeiro, sem instituir medidas de compensação, sem prever prazo máximo de vigência e sem apresentar demonstrativo do impacto orçamentário e financeiro para os exercícios de 2024, 2025 e 2026.

Fonte: Agência Senado