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Cadastro de condenados por violência contra mulher avança na Câmara

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nessa segunda-feira (27/5), o regime de urgência para o projeto de lei (PL 1099/2024) que cria o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher. A urgência foi aprovada por votação simbólica e sem manifestações contrárias.

A autora do projeto é a deputada federal Silvye Alves (União-GO) que defendeu que essa matéria não é de um partido político, mas a favor da família e das mulheres brasileiras.  

“Quando eu penso nesse projeto, eu penso nas nossas meninas que um dia se tornarão mulheres e poderão saber antecipadamente quem são os criminosos de violência doméstica ou não. E não falo somente de violência doméstica, mas também de feminicídio, de stalking e de vários outros tipos de crimes que esse cadastro vai influenciar”, disse a parlamentar.

O projeto prevê a criação de um cadastro com o nome de todas as pessoas já condenadas por violência contra a mulher, com a sentença transitada em julgado, ou seja, que não haja mais possibilidade de recursos contra a decisão.

Com a urgência aprovada, o texto pode ser levado à votação no plenário em qualquer momento, sem precisar passar pelas comissões permanentes da Casa. Se aprovado, ainda precisa ser analisado pelo Senado, antes de ir à sanção presidencial.

Violência

Estima-se que 10,6 mil mulheres foram vítimas de feminicídio entre 2015 e 2023 no Brasil, segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Só no ano passado, 1,4 mil mulheres foram mortas por motivação relacionada à sua condição de mulher.

Além do assassinato, as mulheres são vítimas de ameaças, agressões, torturas, ofensas e assédios motivados pela condição de serem mulheres. Um levantamento da Rede de Observatórios da Segurança que analisou dados de oito estados (Baia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo) calculou que, em 2023, ao menos oito mulheres foram vítimas de violência doméstica a cada 24 horas.

Fonte: Agência Brasil

Publicadas as medidas provisórias para evitar falta de arroz no mercado brasileiro

Já estão valendo as duas medidas provisórias editadas para evitar a escassez de arroz no mercado brasileiro. As MPs 1.224/2024 e 1.225/2024 foram editadas na sexta-feira (24/5) e publicadas nesta segunda-feira (27/5) no Diário Oficial da União (DOU). Com as medidas, o governo espera regularizar o abastecimento e os preços internos do cereal, afetados pelas enchentes no Rio Grande do Sul, principal produtor de arroz do país.

A MP 1.224 autoriza a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a vender arroz beneficiado importado para mercados de vizinhança, supermercados, hipermercados, atacarejos e estabelecimentos com pontos de venda nas regiões metropolitanas do País. A venda é apenas para o consumidor final. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o arroz chegará às gôndolas com preço tabelado:  R$ 4 por quilo.

 Junto com a MP que autoriza a venda pela Conab, foi publicada a MP 1.225, que destina R$ 6,7 bilhões dos orçamentos do Ministério da Agricultura e do MDA para a compra de arroz importado.

Apesar dos efeitos imediatos das duas MPs, elas precisam ser analisadas por uma comissão mista e aprovadas pela Câmara e pelo Senado para virar lei. Mas na prática, o crédito já será liberado e a Conab está autorizada a vender o arroz.

Autorização

A importação de arroz já havia sido autorizada pela MP 1.217/2024, editada no início do mês, logo após os primeiros efeitos das enchentes. A medida autorizou a Conab a importar o cereal, beneficiado ou em casca, para minimizar as consequências sociais e econômicas da tragédia no RS. A importação foi autorizada em caráter excepcional, com validade até o final do ano, e com teto de até um milhão de toneladas de arroz.

Fonte: Agência Senado

Precisamos de medidas para enfrentar desafios climáticos, diz Pacheco

Em sessão de debates temáticos sobre a tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou nesta segunda-feira (27/5) ser preciso aprofundar a discussão sobre medidas preventivas para combater os desafios climáticos. Ele também defendeu o diálogo e a união entre os três Poderes para traçar “estratégias inteligentes” no atendimento à população gaúcha e na reconstrução do estado.

“Esse debate precisa começar a amadurecer a ideia de que precisaremos de medidas preventivas e efetivas para os desafios climáticos. Precisamos aprimorar a nossa capacidade de resposta aos eventos climáticos extremos. O episódio no Rio Grande do Sul não é um caso isolado. As mudanças no clima já são uma realidade no mundo todo e precisamos estar preparados”, declarou.

Pacheco reforçou votos de solidariedade e mencionou as pessoas afetadas pelas enchentes. Na sessão, foi feito um minuto de silêncio em homenagem às vítimas. De acordo com o balanço da Defesa Civil do Rio Grande do Sul divulgado na manhã desta segunda-feira, as enchentes causaram a morte de 169 pessoas.

“Mais de 2,3 milhões de pessoas, 21,5% da população do estado, foram de alguma forma atingidas por essa catástrofe. Esses números assustadores dão a dimensão da tragédia que vive praticamente todo o Rio Grande do Sul”, disse.

O presidente do Senado lembrou sua visita e de demais representantes dos três Poderes ao estado no dia 5 de maio e reforçou que o Congresso Nacional estará “permanentemente ao lado dos compatriotas do Rio Grande do Sul”. Ele ressaltou que o Congresso tem “votado com celeridade” as medidas de socorro ao estado.

“Precisamos traçar estratégias inteligentes. Precisamos unir as forças da nossa federação: União, estados federados, Distrito Federal e municípios. Precisamos dialogar sobretudo no âmbito dos poderes constitucionais, Legislativo, Executivo e Judiciário e na relação entre os mesmo e o governo do estado do Rio Grande do Sul”, afirmou.

A realização da sessão de debates foi proposta pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que preside a Comissão Temporária Externa do Rio Grande do Sul. O debate reuniu parlamentares, ministros e secretários do Executivo para tratar dos danos causados pelas fortes chuvas. As enchentes afetaram 469 municípios, com danos severos a infraestrutura do estado, como estradas e pontes, além de impactos no abastecimento de luz e água.

Em 7 de maio, o Senado aprovou e foi promulgado o projeto de decreto legislativo que reconheceu o estado de calamidade pública no Rio Grande do Sul até 31 de dezembro de 2024. Depois, senadores e deputados aprovaram em sessão conjunta alterações no Orçamento de 2024 (PLN 12/2024) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2024 (PLN 4/2024) que facilitam a liberação de recursos de emendas parlamentares para a ajuda ao Rio Grande do Sul.

Fonte: Agência Senado

RS: debatedores defendem políticas de prevenção e desenvolvimento sustentável

Mesmo ainda demandando respostas emergenciais para resgates, alojamentos, alimentação e primeiros socorros, a tragédia causada pelas enchentes no Rio Grande do Sul começa a entrar na fase de recuperação e reestruturação dos municípios afetados e da vida da população. Participantes da sessão que debateu o tema no Senado nesta segunda-feira (27/5) defenderam que esse processo passa, necessariamente, pela elaboração de novas políticas de prevenção de desastres climáticos e pela implantação de medidas efetivas que pensem o desenvolvimento sustentável das cidades, a proteção ambiental e a segurança das pessoas. 

A promoção da sessão de debates atendeu a um requerimento (RQS 322/2024) apresentado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), presidente da Comissão Temporária Externa do Rio Grande do Sul.

A senadora Leila Barros (PDT-DF), presidente da Comissão do Meio Ambiente (CMA), ressaltou a corrente de solidariedade que tem promovido uma série de ações positivas na busca da recuperação das vidas no Rio Grande do Sul. Ela disse que essa mobilização e união do país vai precisar seguir por muito tempo com foco nos resgates, nos apoios financeiro, estrutural, epidemiológico e psicológico da população, na recuperação do estado e nas políticas de prevenção. Mas ponderou sobre o papel do Brasil em cobrar das potências globais a justa responsabilidade e o consequente financiamento pelas mudanças climáticas, além de começar a fazer a “lição de casa”,  redesenhando os sistemas de produção.  

“É necessário, por mais difícil que seja, aceitar essa realidade e encarar que o clima mudou e que precisamos mudar junto com ele. Em nível internacional, precisamos continuar cobrando os principais culpados por essa situação em escala global. É urgente que o financiamento climático esteja coerente com o tamanho dos estragos que esses eventos vêm causando, principalmente redesenhando nossa economia, nossa forma de produzir e de consumir. O desafio será gigantesco”.

Na avaliação dos senadores que representam o Rio Grande do Sul, o estado vive hoje a pior calamidade já registrada no Brasil em todos os tempos. Diante do “cenário de guerra”, eles exigiram que as ações e respostas sejam condizente com os efeitos dessas perdas. Os parlamentares apontaram ainda que mais de 80% da economia gaúcha foi atingida. E destacaram a atuação da Comissão Temporária Externa do RS, que visitou o município de Canoas, na última quinta-feira (23/5). 

Na opinião dos parlamentares, a situação na região comprova a necessidade de se pensar em novas políticas de prevenção de desastres mas, acima de tudo, evidencia os impactos ambientais causados ao longo do tempo pelo homem e a urgência em implantar medidas efetivas para o desenvolvimento sustentável do país. 

“Está claro, desde já, que é fundamental o fortalecimento dos sistemas de alerta precoce e de capacitação das comunidades para a resposta a desastres, bem como a educação ambiental e a conscientização sobre as mudanças climáticas, preparando a população para os desafios futuros. A tragédia climática no Rio Grande do Sul é um alerta de que precisamos agir com urgência e determinação. Não se pode mais ignorar os sinais claros de que o clima está mudando e de que suas consequências são devastadoras”, disse o relator da comissão, senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). 

A chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Monique Sacardo Ferreira, informou que a pasta tem olhado para a política climática e para o enfrentamento da emergência climática como uma grande missão de promover políticas que levem à descarbonização da economia, promovam uma transição justa e preparem a população e as cidades para serem cada vez mais resilientes aos impactos ambientais.

Nesse sentido, o ministério, segundo ela, vem trabalhando na revisão e melhoria do Plano Nacional de Mudança do Clima, com o objetivo de reforçar os caminhos que vão levar tanto à prevenção dos efeitos climáticos como à adaptação à crise já estabelecida. 

“A gente precisa de um olhar preventivo, mas essa prevenção começa na mitigação das mudanças do clima. Começa em a gente repensar em quais são as escolhas que a gente faz para os diversos setores econômicos, quais são as escolhas de desenvolvimento que nós temos. Para tanto, nós estamos revisando esse Plano Nacional de Mudança do Clima, que no componente de mitigação [redução das emissões de gases de efeito estufa] terá sete planos setoriais que vão olhar para energia, agricultura, mudança no uso da terra. Enfim, são sete setores que o governo vai olhar como um todo, para saber quais são as escolhas, os caminhos que a gente vai percorrer para desenvolver o país, mas com resiliência e contribuindo para reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa”. 

Transição 

O diretor científico e técnico da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), Francisco Milanez, fez o prognóstico de que  a mudança climática “vai continuar e vai piorar” e informou que Agapan já alertava sobre os riscos no Rio Grande do Sul há pelo menos 53 anos. Na opinião dele, o Brasil precisa transformar “esse sofrimento numa oportunidade”, revisando seus meios de produção, principalmente na agricultura, buscando medidas para promover a transição orgânica, a recuperação das áreas de preservação permanente que foram desprotegidas (como as matas ciliares) e incentivando a agrofloresta orgânica. 

“No Rio Grande do Sul, o código de meio ambiente gaúcho desprotegeu as várzeas, desprotegeu as matas ciliares, desprotegeu as espécies nativas e várias outras coisas. A lei de agrotóxico gaúcha evitava que vários herbicidas (esses agrotóxicos que, ao matar as plantas, aumentam a erosão) fossem liberados; eles já eram proibidos há mais de 30 anos no Brasil. E agora, recentemente, foi assinada uma lei que autoriza construções, obras de barragens, obras de reservatórios d’água dentro de áreas de preservação permanente. Ora, as áreas de preservação permanente são o ambiente da natureza que produz a água, que regulariza a água e que absorve a água. Então, essas áreas são essenciais mais do que nunca hoje. Talvez tivessem que ser ampliadas,  mas nós, ao contrário, estamos autorizando fazer obras dentro, o que é, na verdade, acabar com a área de preservação permanente”.

Medidas urgentes 

O secretário-adjunto de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Nilton Pereira Júnior, que representou a ministra Nísia Trindade da sessão, disse que a pasta tem trabalhado, desde o primeiro momento, a partir de duas frentes de atuação: a assistência e a vigilância à saúde, com a instalação de quatro estruturas de hospitais de campanha na região, desde o dia 5 de maio. 

Segundo o secretário, o ministério já destinou mais de R$ 1,7 bilhão para a estrutura emergencial da saúde; foram feitos mais de 6,3 mil atendimentos, e mais de 300 voluntários estiveram mobilizados nesta etapa. Agora, conforme expôs Nilton Júnior, a coordenação da saúde, em contato permanente com os secretários dos municípios, tem destinado atenção especial aos riscos epidemiológicos resultantes da tragédia, como a leptospirose. O gestor também reforçou que não há qualquer corte ou redução no envio de medicação e vacinas para as localidades afetadas. 

“Estamos enfrentando tanto os casos agudos quanto os casos de doenças infectocontagiosas que podem aparecer na sua forma aguda, mas o mais preocupante para nós são as manifestações crônicas e permanentes das doenças infectocontagiosas. Nós já temos quatro casos de óbitos por leptospirose, a doença mais lembrada neste momento por conta da transmissão hídrica dessa bactéria, principalmente em água contaminada. Nós temos outros 4 casos em investigação e mais de 50 casos confirmados, para um conjunto de mil e tantos casos notificados e em investigação”. 

Segundo o secretário, já foi liberado mais de 1,2 milhão de doses de novas vacina e 135 kits de emergência (que são 150 itens que atendem à população para a demanda emergencial), e a pasta se prepara para a segunda fase, que é da reconstrução e do restabelecimento da Rede de Atenção à Saúde. De acordo com ele, 230 municípios já encaminharam 720 pedidos solicitando construções, reformas e equipamentos para unidades de saúde, o que totaliza um recurso de R$ 317 milhões.

Defesa civil

Secretário-executivo do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Valder Ribeiro de Moura disse que a Defesa Civil já aprovou, desde o início da tragédia até agora, um número de planos de trabalho superior a todos aqueles aprovados em 2023 para o Rio Grande do Sul, em termos de assistência humanitária, restabelecimento e reconstrução. 

Ele ainda citou que a pasta, juntamente com o Ministério da Integração Nacional, vai direcionar R$ 2 bilhões para os planos de restabelecimento e reconstrução na região e que a mobilização está centrada, neste momento, em viabilizar toda a estrutura da Codevasf e da Petrobras para a transferência de bombas à região e assim agilizar a vazão da água e a limpeza das cidades. 

“Nós já estamos com as medidas provisórias aprovadas, com mais de R$ 2 bilhões investidos no Ministério da Integração, para as mais variadas formas de atendimento, desde o auxílio-reconstrução, uma parceria também com relação ao restabelecimento, R$ 560 milhões de restabelecimento, mais R$ 219 milhões para reconstrução; a parceria com os Correios, para que haja essa doação, para que chegue realmente nos abrigos, nas escolas, nos postos de saúde”, acrescentou. 

Segundo dados da própria Defesa Civil, há 55 mil desabrigados e 581 mil desalojados no Rio Grande do Sul. As doações sob o controle do governo federal já somam mais de 20 mil toneladas. 

Governança 

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes afirmou que os indicadores de governança nos poderes públicos brasileiros, em todos os níveis da Federação, são imprescindíveis para a prevenção de desastres como o que aconteceu no Rio Grande do Sul. Ele informou que esteve antes do período das fortes chuvas com o governador do estado, Eduardo Leite, e com o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, com o intuito de alertar sobre as questões preventivas e as avaliações de risco. Nardes afirmou que tragédias como a do Rio Grande do Sul serão cada vez mais frequentes no país e demonstrou preocupação por não identificar uma política de governança nem mesmo nos órgãos ligados à defesa civil, com foco nas avaliações de risco e nas ações preventivas em cada região.  

“Quais são os instrumentos que tem que ter um município para poder evitar desastres? Estão aqui os dados, todos, porque nós estamos vivendo uma tragédia lá no Rio Grande do Sul. Por exemplo, a carta geotécnica de aptidão da urbanização em Porto Alegre não foi feita; plano municipal de redução de riscos, não tem (boa parte dos municípios não tem); lei de uso e ocupação do solo que contemple a prevenção de escorregamentos e deslizamentos em encostas, não temos; nem plano diretor que contemple a prevenção de escorregamentos, lei de uso e ocupação do solo que contemple a prevenção de enchentes, e assim vai”, citou. 

Rede de solidariedade

A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, falou sobre como a corrente de união e solidariedade dos brasileiros, juntamente com as iniciativas dos poderes públicos, podem fazer a diferença neste momento de dificuldade. Ela detalhou o trabalho do grupo de voluntários Liga do Bem, uma iniciativa da administração do Senado que, até o momento, já enviou 231 toneladas de doações ao Rio Grande do Sul. Ilana fez um depoimento sobre a reação das crianças ao receberem brinquedos, durante a entrega de donativos na semana passada. 

“Compreendo que aquela não era a necessidade mais premente, era necessário que eles estivessem abrigados da chuva, que eles tivessem uma condição mínima de alimentação, de higiene; mas depois de 21 dias, aquilo tinha virado um utensílio de primeira necessidade, de poder prover para eles, com a humildade de quem está tão longe, aquela oportunidade de voltar a brincar. Isso fez com que todos nós que estávamos quinta-feira lá acreditássemos na potencialidade do trabalho voluntário e na potencialidade do trabalho deste Senado Federal”.

Ainda durante a sessão, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, solicitou um minuto de silêncio em manifestação de pesar pelas vítimas da tragédia do Rio Grande do Sul. Também foi exibido um vídeo produzido pela TV Senado com o cenário da maior catástrofe climática já registrada no estado. 

Também participaram da sessão: o ministro das Cidades, Jader Filho; o secretário Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Bruno Renato Teixeira; o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan; o secretário de Políticas Públicas do Ministério da Igualdade Racial, Ronaldo dos Santos; o secretário-executivo-adjunto do Ministério do Empreendedorismo, Renato Soares Peres Ferreira; e o vice-reitor da Universidade de Brasília (UnB), Enrique Huelva, entre outros debatedores. 

Efeitos das enchentes

Segundo dados da defesa civil, pelo menos 160 pessoas perderam a vida e 72 continuam desaparecidas no estado. Mais de 640 mil pessoas estão fora de suas residências, o que representa quase 6% da população do estado. Dessas, cerca de 65 mil vivem em abrigos provisórios. No total, foram resgatadas 82,6 mil pessoas e mais de 12 mil animais silvestres e domésticos. Dos 497 municípios gaúchos, 468 tiveram suas rotinas afetadas pelas chuvas, o equivalente a 94% do total. Mais de 2,1 milhões de pessoas foram de alguma forma atingidas por essa catástrofe. 

A infraestrutura do estado foi severamente danificada, com destruição de estradas e pontes e alagamento até do aeroporto internacional de Porto Alegre. A proteção da capital para enchentes pouco adiantou. Dados da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) apontam que 90% da indústria do estado foi atingida pelas cheias, de proporções inéditas. Ao mesmo tempo, houve perda de grande parte da safra e extensas áreas agricultáveis permanecem alagadas.

Fonte: Agência Senado

Câmara aprova acordo entre Brasil e Arábia Saudita sobre concessão de vistos de turismo e negócios

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (27/5) o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 463/22, que contém o acordo entre Brasil e Arábia Saudita sobre a concessão de vistos de visita para cidadãos de ambos os países. O texto foi aprovado em Plenário e será enviado ao Senado.

Segundo o acordo, ambos os países concederão aos cidadãos da outra parte vistos com múltiplas entradas e de finalidade exclusiva de visita (turismo ou negócios).

O prazo de validade do visto será de até cinco anos e para um período autorizado de estada de até 90 dias, dentro de um total de 180 dias por ano, desde que o solicitante do visto apresente passaporte válido.

Incentivo ao turismo

Para o deputado Diego Coronel (PSD-BA), relator do texto na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, o acordo “fortalece as relações entre os países e seus nacionais e facilita a movimentação de seus cidadãos, estimulando o turismo”.

Do acordo estão excluídos os vistos de imigração, trabalho e outros de finalidade religiosa, como a hajj (peregrinação com data anual estipulada dos fiéis maometanos a Meca) ou a umrah (peregrinação à grande mesquita, em Meca, que pode ser feita por muçulmanos em qualquer período do ano).

A taxa consular prevista é de 80 dólares (atualmente cerca de R$ 440), respeitado o princípio da reciprocidade.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Entenda a polêmica sobre saidinhas de presos e o veto que será votado pelo Congresso

Um projeto de lei aprovado pelo Senado e pela Câmara dos Deputados extinguiu as saídas temporárias de presos do regime semiaberto para visitar suas famílias, mas foi vetado parcialmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que manteve esse benefício. O veto precisa ser analisado pelo Congresso Nacional (sessão conjunta da Câmara e do Senado), podendo ser derrubado ou mantido. Se o veto for derrubado, as chamadas saidinhas ficarão proibidas.

Além disso, o projeto aprovado altera as regras para progressão de pena e trata do monitoramento eletrônico de presos.

Saiba como era a lei, o que diz o projeto aprovado e como ficou a lei sancionada.

O que dizia a Lei de Execução Penal sobre saidinhas

– Os condenados que cumprem pena em regime semiaberto poderão obter autorização para saída temporária do estabelecimento, sem vigilância direta, nos seguintes casos:

  • visita à família;
  • frequência a curso supletivo profissionalizante, bem como de instrução do ensino médio ou superior, na comarca do Juízo da Execução;
  • participação em atividades que concorram para o retorno ao convívio social.

– A ausência de vigilância direta não impede a utilização de tornozeleira eletrônica pelo condenado, quando assim determinar o juiz da execução.

– A autorização será concedida por ato motivado do juiz da execução, ouvidos o Ministério Público e a administração penitenciária, e dependerá da satisfação dos seguintes requisitos:

  • comportamento adequado;
  • cumprimento mínimo de 1/6 da pena, se o condenado for primário, e 1/4, se reincidente;
  • compatibilidade do benefício com os objetivos da pena.

– A autorização será concedida por prazo não superior a sete dias, podendo ser renovada por mais quatro vezes durante o ano.

O que diz o projeto de lei aprovado

– Extingue as saídas temporárias para visitas à família e para participação em atividades que concorram para o retorno ao convívio social.

– Mantém a saída temporária para estudar, pelo tempo necessário às aulas, excluindo desse benefício o condenado que cumpre pena por praticar crime hediondo ou com violência ou grave ameaça contra pessoa.

Como ficou a lei depois dos vetos

– Fica mantida a saída temporária para visitas à família e para participação em atividades que concorram para o retorno ao convívio social.

– Em qualquer situação de saída autorizada, mesmo se mantidos os vetos, ficam excluídos desse benefício os condenados que cumpram pena por praticar crime hediondo ou com violência ou grave ameaça contra pessoa.

O que muda sobre a progressão de pena

O projeto de lei sancionado também alterou regras da Lei de Execução Penal para a progressão de pena.

Agora, a lei determina que somente terá direito à progressão do regime o preso que apresentar boa conduta carcerária pelo resultado do exame criminológico e comprovada pelo diretor do estabelecimento por avaliação. Antes isso poderia ser atestado por apenas uma dessas opções, agora ambas são necessárias. A exigência do exame criminológico para a progressão de regime é polêmica, em razão das dificuldades de sua execução na prática.

Adicionalmente, na progressão do regime semiaberto para o aberto, continua a necessidade de que a avaliação apresente fundados indícios de que o preso irá se ajustar, com autodisciplina e senso de responsabilidade, ao novo regime, acrescentando-se o critério de baixa periculosidade, respeitadas as normas que vedam a progressão.

O juiz poderá estabelecer condições especiais para a concessão de regime aberto, entre as quais, a fiscalização por monitoramento eletrônico, sem prejuízo de outras condições gerais e obrigatórias.

Conforme regras que já valiam antes, para ter direito ao benefício, o preso precisa obter autorização fundamentada do juiz responsável por sua execução penal e parecer positivo do Ministério Público e do defensor.

Fonte: Câmara dos Deputados

Vereadores debatem 21 Projetos de Lei durante Sessão Plenária na CMM

Os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) debateram, na manhã desta segunda-feira (27/05), 21 Projetos de Lei durante a Sessão Plenária. Entre as matérias discutidas e que avançaram, está o projeto nº 309/2024, que fixa a recomposição da remuneração de 3,69% aos profissionais da rede municipal de educação. A matéria, que tramita em regime de urgência, seguiu para análise da 2ª Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).

De acordo com o texto, o percentual de 3,69% foi resultante da aplicação do índice inflacionário acumulado de maio de 2023 a abril de 2024. A matéria legislativa ainda complementa que o índice foi baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Além deste, outros 20 projetos foram debatidos. Deste total, seis foram aprovados e seguiram para a sanção do Executivo Municipal. Um dos projetos aprovados pelos vereadores foi o nº 26/2022, proposto pelo vereador Allan Campelo (Podemos). A matéria obriga a exibição de informações turísticas referentes à cidade de Manaus nos cinemas da capital.

Outros sete projetos foram deliberados pelos parlamentares, mais sete avançaram para novas comissões técnicas da Casa Legislativa e um foi promulgado.

Foto: Divulgação

CGE participa de Seminário em Comemoração ao Dia Nacional de Respeito ao Contribuinte

A Controladoria-Geral do Estado do Amazonas (CGE-AM) esteve presente na abertura do Seminário: Dia Nacional de Respeito ao Contribuinte – Legislação e Desafios Atuais realizado pela Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ). O evento tem como objetivo discutir temas importantes para a administração pública, incluindo transparência, integridade, prevenção ao assédio e tratamento de dados pessoais.

O subcontrolador-geral de Transparência e Ouvidoria, Albefredo Júnior, ministrou a palestra com o tema “Transparência Pública”, destacando a importância da transparência como um pilar fundamental para uma governança pública eficiente e responsável.

Em seguida, Elisângela Nogueira, chefe do departamento de Transparência Pública, abordou o tema “Transparência Pública e as principais alterações implementadas pelo Decreto Estadual 48.999/2024, regulamentador da Lei n. 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação – LAI)”. Ela explicou as mudanças recentes e os impactos dessas atualizações na administração pública, enfatizando a necessidade de adaptação às novas exigências.

Encerrando o dia, Robson da Silva, Assessor Técnico, falou sobre “Transparência Ativa: Sítio Eletrônico Oficial”. Sua apresentação ressaltou como a divulgação de informações no sítio eletrônico oficial da SEFAZ, cumprindo a Transparência Ativa, pode auxiliar o contribuinte e aprimorar os serviços públicos fazendários.

Para o subcontrolador-geral de Transparência e Ouvidoria, Albefredo Junior, a CGE-AM reafirma seu compromisso com a promoção da transparência, ética e respeito ao contribuinte ao participar de eventos como este. “A CGE-AM desempenha um papel essencial na disseminação de conhecimentos e nossa participação fortalece o compromisso da instituição com a transparência, a integridade e a eficiência na gestão dos recursos públicos.”, disse.

Objetivos e Impacto

O seminário visa proporcionar uma atualização legislativa e discutir os desafios atuais que afetam a administração pública e o relacionamento com os contribuintes. Através de palestras e debates, os participantes tiveram a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos em áreas sensíveis para a governança pública.

O seminário contará ainda com a palestra da subcontroladora-geral de Controle Interno, Dra. Lúcia Magalhães e do controlador-geral, Dr. Jeibson Justiniano. Veja a programação completa dos próximos dias:

Programação 

28/05

14:00 – Programa de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Sexual e demais Crimes contra a Dignidade Sexual e à Violência Sexual no âmbito da Administração Pública, Lei nº 14.540/2023 – Dra. Grace Benayon

16:00 – Encerramento

29/05

14:00 – A importância do programa de integridade para a Administração Pública – Dra. Lúcia Magalhães

15:00 – Tratamento de dados pessoais pelo Poder Público (LGPD) – Dr. Jeibson Justiniano

16:00 – Encerramento

FOTO: Divulgação/CGE

CGE participa do I Fórum de Controle Interno e Externo do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas

A Controladoria-Geral do Estado do Amazonas (CGE-AM) participou do I Fórum de Controle Interno e Externo, evento promovido pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) através da Escola de Contas Públicas (ECP). A abertura do fórum, realizada na segunda-feira (27/05), contou com a presença e palestra do controlador-geral do Estado, Jeibson Justiniano.

O controlador-geral, Jeibson Justiniano, agradeceu a oportunidade e parabenizou a todos pela estrutura e importância do evento. “A ideia é intercambiar soluções estratégicas para o controle da administração pública, visando também a cooperação, para que não haja retrabalho e muito menos sobreposição de soluções.”, disse.  

O Fórum, uma iniciativa da Rede de Controle da Gestão Pública, tem como objetivo capacitar gestores de prefeituras do interior do estado, oferecendo uma visão pedagógica das práticas de controle e gestão pública. A programação, que se estenderá por mais dois dias, aborda temas essenciais para a administração pública, como sistema de integridade, nova lei de licitações, transparência pública e controle ambiental.

Na solenidade de abertura, o conselheiro Júlio Pinheiro, coordenador-geral da ECP, apresentou a palestra magna com o tema ‘O Controle Ambiental pelo Tribunal de Contas’. Em seguida, Jeibson Justiniano, controlador-geral do Estado, ministrou uma palestra sobre ‘Sistema de Integridade no Poder Executivo Estadual: Avanços e Desafios’, destacando os esforços e desafios enfrentados pela administração estadual na implementação de um sistema robusto de integridade.

Continuação do Fórum

O evento continua na terça-feira (28/05) com uma palestra de Arnaldo Flores, controlador-geral da Prefeitura de Manaus, sobre o ‘Controle Interno nos Municípios’. Na parte da tarde, Lúcia Magalhães, subcontroladora da CGE-AM, apresentará a palestra ‘Nova Lei de Licitações’, fornecendo uma análise detalhada das mudanças e suas implicações para a administração pública.

No último dia do Fórum, quarta-feira (29/05), as palestras serão conduzidas por Rafael Novo e Lucilene Viana, da Controladoria-Geral do Município (CGM), abordando a ‘Lei Geral de Proteção de Dados’. O encerramento contará com a palestra de Edinaldo Medeiros, coordenador da Rede de Controle, que discutiu a ‘Transparência Pública no Âmbito Municipal’.

Sobre a Rede de Controle

A Rede de Controle da Gestão Pública, iniciada em 2009, visa aprimorar a efetividade do controle sobre a gestão pública. Através de parcerias entre órgãos estaduais e federais, a Rede busca fortalecer a fiscalização e a transparência na administração pública. Com grupos de trabalho focados em diversas áreas como controle social, obras, saúde e combate à corrupção, a Rede atua de forma abrangente para garantir a integridade e eficiência na gestão dos recursos públicos.

A participação da CGE-AM no I Fórum de Controle Interno e Externo reforça seu compromisso com a capacitação dos gestores públicos e a promoção da integridade na administração pública. Através de eventos como este, a CGE-AM continua a contribuir para a melhoria da gestão e controle dos recursos públicos, beneficiando diretamente a população do Amazonas.

FOTO: Ana Claudia Jatahy TCE-AM e Divulgação/CGE

Monitoramento ambiental e queimadas ilegais são pautas de novas recomendações do MPAM

Atento à prevenção de crimes ambientais e fenômenos climáticos prejudiciais ao Estado, o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Especializadas na Proteção e Defesa do Meiο Ambiente, Patrimônio Histórico e da Ordem Urbanística (CAO-MAPHURB), em ação conjunta com a Corregedoria-Geral do Ministério Público do Amazonas (MPAM), instaurou recomendações que coordenam ações preventivas a serem adotadas por membros de promotorias de Justiça de meio ambiente do MPAM.

Para a corregedora-geral do MPAM, procuradora de Justiça Sílvia Abdala Tuma, a ação é uma forma de prevenir uma crise ambiental parecida com a que o Amazonas vivenciou no segundo semestre de 2023.

“Milhares de focos de queimada fizeram com que algumas de nossas cidades fossem cobertas por fumaça, trazendo malefícios não apenas para o meio ambiente, mas também à saúde, além de efetar áreas como a educação, o comércio e o turismo. Com uma atuação preventiva, a Corregedoria-Geral do MPAM e o CAO-MAPHURB decidiram orientar os membros com atuação ambiental, inclusive na Entrância Inicial, para que iniciem procedimentos administrativos visando acompanhar as medidas adotadas nos municípios para fazer frente aos fenômenos climáticos e, assim, coibir práticas ilegais, como queimadas indiscriminadas, e fortalecer as estruturas municipais de combate ao incêndio, dentre outras providências relacionadas ao período em que se anuncia estiagem severa”, afirmou a corregedora.

O promotor de Justiça Carlos Sérgio Edwards de Freitas, coordenador do CAO-MAPHURB, por meio de documento emitido na última sexta-feira (24/05), reforça a ação apontando os dados que motivaram as recomendações e que demandam precauções dos órgãos competentes.

“Os crimes ambientais, especialmente as queimadas, têm comprovadamente piorado a saúde pública devido à fumaça, conforme monitoramentos da qualidade do ar e a portaria do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, que estabeleceu um calendário de emergência ambiental para áreas suscetíveis a incêndios entre fevereiro de 2024 e abril de 2025. Diante disso, instauramos um procedimento administrativo para coordenar a atuação dos membros do Ministério Público no monitoramento ambiental e no combate às queimadas ilegais, determinando as devidas providências”, destacou o promotor de Justiça.

Objetivos

Dentre as providências a serem adotadas, estão a instauração de Procedimentos de Acompanhamento (PAs) para monitorar as ações preventivas dos órgãos competentes nos municípios, solicitando informações sobre a estrutura de combate aos incêndios, a existência e a preparação das brigadas de combate e a disponibilidade de veículos para deslocamento em áreas remotas.

Além disso, os PAs devem incluir a articulação de campanhas de educação ambiental para conscientizar a população, especialmente nas áreas rurais, sobre cuidados durante a seca e práticas sustentáveis; A utilização da Plataforma Brasil M.A.I.S. objetiva identificar áreas com maior ocorrência de queimadas e a recomendação para que os órgãos ambientais instaurem procedimentos administrativos, com o intuito de responsabilizar os causadores dessas queimadas ilegais.

Por fim, é sugerido o esforço para instalar sensores de monitoramento da qualidade do ar como parte do “Projeto de Construção da Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar” em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Foto: Alex Pazzuelo/Secom