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Prefeitura realiza Audiência Pública do Projeto de Parceria Público-Privada Manaus na Educação

Com o objetivo da melhoria contínua na educação e qualidade de ensino, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), realizou, nesta sexta-feira, 7/6, a Audiência Pública do Projeto de Parceria Público-Privada do Município de Manaus (PPP) da Educação, no auditório Luiz Geraldo Pontes Teixeira da secretaria, no bairro Parque 10 de Novembro, zona Centro-Sul.

O encontro reuniu convidados, a sociedade civil, representantes do comitê gestor das secretarias municipais de Finanças e Tecnologia da Informação (Semef), de Saúde (Semsa), de Educação (Semed), de Infraestrutura (Seminf), de Administração, Planejamento e Gestão (Semad) e de Limpeza Urbana (Semulsp), Casa Civil, Controladoria Geral do Município (CGM) e Procuradoria Geral do Município (PGM), entre outros.

Esse processo envolverá a construção de 20 unidades escolares na zona urbana, sendo 17 escolas urbanas em substituição das unidades de ensino ocupadas fora do padrão, e três novas escolas modelo inovador denominado “Tucandeira”. Serão beneficiados na rede municipal de ensino alunos da modalidade de educação infantil (pré-escola) e do 1º ao 9º ano do ensino fundamental.

O subsecretário municipal de Administração e Finanças, Lourival Praia, disse que a audiência mostrou para todos que será mais um projeto inovador em prol da qualidade da educação no município de Manaus.

“Nós estamos fazendo um projeto piloto na Semed, onde vamos contratar uma empresa com consórcios de empresas para construir e manter administrativamente com suporte predial, de limpeza e alguns suportes pedagógicos de equipamentos. Isso é um projeto inovador na nossa secretaria. Já existe na Semsa, e funciona muito bem. A gente quer fazer esse projeto piloto na educação. Nós estamos ainda na fase de licitação, na fase da audiência, onde especificamente temos que reservar o dia para ouvir a sociedade, apresentar o projeto e ouvir sugestões de melhoria do projeto e depois vai para a fase realmente de licitação”, explicou.

Para o chefe da Divisão de Acompanhamento de Contratos e Convênios (DACC) da Semed e presidente da Comissão de Estudos da PPP da Educação, André Soledade, a programação foi satisfatória e será mais um avanço dentro da rede municipal de ensino.

“A audiência pública foi muito satisfatória, as empresas compareceram, a sociedade veio e se manifestou. Agora a comissão de estudos do PPP vai consolidar o que foi tratado na audiência, consolidar as observações, críticas e sugestões, mas também lembrar que a consulta fica aberta até o dia 15 de junho. Após esse período, vamos consolidar tudo e enviar o trabalho para o comitê gestor, que irá avaliar novamente. Estando tudo direitinho e verificando tudo correto, será enviado para o prefeito que vai autorizar ou não”, disse.

O escopo de contratação do modelo proposto prevê que o parceiro privado seja o responsável pelos serviços de implantação, manutenção e operação de unidades de ensino da rede pública do município de Manaus, incluindo construção, mobiliário e equipamentos e prestação de serviços de apoio não pedagógicos.

Sugestões

Para quem quiser contribuir com opiniões, ideias, sugestões pode enviar para o e-mail da consulta: pppdaeducacao@semed.manaus.am.gov.br.

Os interessados em saber mais sobre os documentos relativos ao projeto podem acessar o link eletrônico: https://ppp.manaus.am.gov.br/, devidamente publicado no Diário Oficial do Município (DOM), edição nº 5.828, no dia 17 de maio deste ano.

Foto – Thalia Rodrigues/Semed

Em encontro com lideranças políticas, Wilson Lima destaca programas do Amazonas

O governador Wilson Lima destacou, nesta sexta-feira (07/06), programas e ações que o Governo do Amazonas têm realizado, principalmente na área social e em busca de novas matrizes econômicas do estado. O governador esteve reunido com 600 pessoas, aproximadamente, da capital e do interior durante a 7ª Conferência de Liderança Política da Assembleia de Deus no Amazonas (Colpadam).

“Hoje nós estamos aqui para apresentar essas ações que a gente tem feito, conversando com lideranças, tanto políticas quanto religiosas, entendendo o papel que cada uma desempenha e entendendo que a sociedade é formada através dessas colaborações e desse entendimento entre o privado, o público, a função da igreja que é importante“, destacou Wilson Lima.

Entre os programas estaduais destacados, Wilson Lima apresentou os restaurantes populares Prato Cheio, o Auxílio Estadual, o +Crédito na Amazonas, como algumas das ações que têm impacto direto na vida dos amazonenses. O governador também citou novas matrizes econômicas que já são realidade no Estado, incluindo o Gás Natural, o Potássio e o Mercado de Carbono.

“Aqui, o estado entra mostrando as ações e de que maneira a gente pode ter uma participação colaborativa para que a gente possa ter melhor qualidade de vida para as pessoas, principalmente para o interior do Amazonas”, ressaltou o governador.

Entre os presentes estava o deputado federal Silas Câmara, um dos coordenadores do evento; a deputada federal pelo Acre, Antônia Lúcia; o deputado estadual Dan Câmara; o presidente da Assembleia de Deus no Amazonas, pastor Jonatas Câmara; as prefeitas Patrícia Lopes (Presidente Figueiredo) e Marina Pandolfo (Nhamundá); os prefeitos Gamaliel Andrade (Tapauá), Edir Costa (Maraã) e Adenilson Reis (Nova Olinda do Norte); o comandante Militar da Amazônia, general Costa Neves; além de vereadores, secretários municipais, conselheiros tutelares.

“A presença do governador Wilson Lima nesta sétima conferência honrou, enriqueceu a nossa conferência no momento em que ele trouxe uma palestra do conhecimento vasto que tem sobre bioeconomia, sobre o desafio do Amazonas, mas também com as notícias que ele pôde anunciar sobre os avanços, principalmente na área do gás, do potássio, na área de várias frentes da economia que se preparam para assumir o protagonismo nos próximos tempos”, declarou Silas Câmara.

Trabalho que transforma

Em seu discurso, o governador Wilson Lima destacou que o mercado de Carbono já é realidade no Amazonas, que inclui um Sistema Jurisdicional focado na comercialização de 806,9 milhões de toneladas de créditos históricos de carbono disponíveis para venda. Também já foi assinado um pré-contrato para consulta pública das primeiras propostas aprovadas em edital lançado pelo estado, que devem gerar mais de R$ 3,3 bilhões em novos créditos de carbono somente em duas Unidades de Conservação (UCs).

Ainda segundo Wilson Lima, desde que realizou a quebra do monopólio do mercado de gás no Amazonas em 2021, o setor ganhou competitividade e tem atraído novos investimentos. Somente com o Azulão 950, em Silves (a 204 quilômetros da capital) os investimentos estimados pela Eneva são de R$ 5,8 bilhões. Além disso, no pico da obra previsto para meados de 2025, cerca de 5 mil empregos diretos serão gerados.

Outra nova matriz em potencial é a exploração do potássio em Autazes (a 112 quilômetros da capital). A previsão é gerar 2,6 mil empregos diretos e 16 mil indiretos em quatro anos, sendo 80% de mão de obra local. Os investimentos da empresa Potássio do Brasil somam mais de R$ 13 bilhões.

O governador também apresentou o programa Prato Cheio, que serve quatro milhões de refeições anuais nas 44 unidades na capital e interior; o Auxílio Estadual que beneficia 300 mil famílias – sendo mais de 90% chefiadas por mulheres – com R$ 150 mensais, totalizando R$ 540 milhões em investimento por ano; e investimentos de R$ 930 milhões em créditos para já o empreendedorismo.

Entre outras importantes ações, Wilson Lima destacou o Amazonas Meu Lar, maior programa habitacional já realizado no estado; o ensino de um segundo idioma e acesso e tecnologia em escolas públicas da rede estadual; o investimento de mais de R$ 520 milhões na segurança pública; mais de 70 mil pontos de LED instalados em 40 municípios do Amazonas; e o Programa Esporte e Lazer na Capital e Interior (Pelci), o maior socioesportivo do Brasil, com mais de 15 mil jovens e crianças atendidos.

Colpadam

A Conferência de Liderança Política da Assembleia de Deus no Amazonas teve com o tema: Sal e luz na política, reunindo nomes de relevância no cenário político, judiciário e eclesiástico brasileiro. O evento ocorre nos dias 7, 8 e 9 de junho no auditório Ana Lúcia Câmara da Faculdade Boas Novas, no Complexo Canaã, bairro Japiim, zona sul de Manaus.

Foto: Alex Pazuello / Secom

Comitiva do Amazonas conhece projetos da Secretaria de Segurança Pública do Pará

Nesta sexta-feira (07/06), uma comitiva do Governo do Amazonas realizou uma visita técnica à Secretaria de Segurança Pública do Pará (SSP-PA). A viagem teve como finalidade conhecer as estratégias de sucesso implantadas no estado vizinho, em especial a concepção do programa Territórios pela Paz.

A comitiva foi recebida pelo secretário de Segurança Pública do Pará, Ualane Machado, que apresentou o modelo, criado em 2019, e que uniu segurança pública e cidadania nos bairros da periferia do estado. O modelo exitoso foi utilizado como uma ferramenta no combate da violência em áreas vulneráveis da região metropolitana de Belém.

Participaram das reuniões o secretário de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), coronel Vinícius Almeida, o coordenador de Inteligência da SSP-AM, major Francisco Camurça, e o assessor de Projetos da SSP-AM, Denis Caetano.

A visita contou ainda com a presença de representantes da Secretaria de Estado de Assistência Social (SEAS), da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), da Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc), do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

A ida a Belém foi proposta pelo titular da SSP-AM, coronel Vinícius Almeida, durante reunião do Conselho Estadual de Segurança Pública e Defesa Social, no mês de maio. “Viemos conhecer o programa Territórios pela Paz, a metodologia e os meios utilizados para sua implementação. É muito importante buscarmos experiências exitosas para nos adaptarmos à realidade do estado do Amazonas. Sabemos que segurança não é só policiamento. O contexto social também faz parte de um ambiente seguro para a população”, afirmou o secretário.

Equipes das Secretarias do Amazonas realizaram ainda visitas nas Usinas da Paz, que fazem parte do programa Territórios pela Paz.

Territórios pela Paz

É um programa do Governo do Pará voltado para a diminuição da vulnerabilidade social e o enfrentamento das dinâmicas da violência a partir da articulação de ações de segurança pública e de cidadania em bairros de Belém.

Intercâmbio

Nos dias 5 e 6, a comitiva realizou visita técnica à Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) para conhecer o projeto de recuperação de celulares, reconhecido nacionalmente por sua eficiência.

O projeto de combate ao roubo e furto de aparelhos celulares no Piauí é composto por três etapas: blitzen, intimações em massa e as fases da Operação Interditados. Essas ações resultaram na devolução de mais de 7 mil celulares a seus proprietários, nos últimos meses. 

FOTO: Divulgação/SSP-AM 

Amom lança 2º Edital Participativo de Emendas Orçamentárias na próxima segunda-feira

Reafirmando o compromisso com a transparência na destinação de verbas públicas, o deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM) lançará o 2º Edital Participativo de Emendas Orçamentárias do Amazonas. O evento de lançamento será na próxima segunda-feira, dia 10/06, às 18h30, no auditório da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia da UFAM.

Após o lançamento oficial, as inscrições para a segunda edição estarão abertas de 11/06 até 23h59 do dia 21/06, por meio de um formulário disponível em https://gabinetedoamom.com/emendas/.

Em 2023, Amom lançou essa iniciativa inédita com o objetivo de fortalecer projetos de entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos que atendam demandas sociais em áreas como Saúde, Educação e Segurança Pública. Ao todo, 14 projetos foram contemplados, totalizando R$ 10 milhões em emendas.

Este ano, o valor total do edital será mantido, com a expectativa de beneficiar ainda mais pessoas. Para isso, algumas mudanças foram implementadas: o teto de R$ 500 mil por projeto; o limite de aprovação de até três projetos por instituição, sendo um projeto por setor ou departamento, visando diversificar a aplicação das emendas.

Assim como na edição anterior, organizações do terceiro setor aptas a receber recursos de emendas parlamentares, secretarias, prefeituras, hospitais e instituições de ensino superior públicas no Amazonas poderão participar da seleção.

Os critérios e etapas de seleção serão divulgados na segunda-feira, junto com os demais prazos. “A ideia é envolver a sociedade neste processo, para que todos tenham a possibilidade de escolher onde o dinheiro público deve ser investido”, disse Amom.

Foto: Divulgação

Prefeitura de Manaus exonera secretários da Semsa e Seminf

Foi publicado na edição de quinta-feira (06/06), do Diário Oficial do Município, as exonerações dos secretários Renato Júnior e Shádia Fraxe. Em seus lugares, Heliatan Boelho assume o cargo de secretário da SEMINF, anteriormente, ele era subsecretário de gestão de planejamento da secretaria.

Na SEMSA, quem assume é Djalma Pinheiro, ocupava a função de subsecretário municipal de gestão de saúde, da pasta municipal.

Shádia Fraxe, Em janeiro de 2021 assumiu a gestão da Secretaria Municipal de Saúde, sendo a primeira mulher a assumir esse cargo. Reassumiu a gestão da Secretaria Municipal de Saúde em agosto de 2022.

Renato Júnior, Em 2021, foi convidado pelo prefeito David Almeida para administrar a Semacc (Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal).

Em abril de 2022, Renato Junior assumiu a gestão da Seminf (Secretaria Municipal de Infraestrutura).

Mudanças no gabinete da prefeitura

Paulo Radin, presidente municipal do PSD (Partido Social Democrático), Foi nomeado ontem ao cargo de secretário Extraordinário do Município de Manaus. Esse cargo é vinculado ao gabinete do Prefeito David Almeida.

Fotos: Reprodução

Justiça determina que Prefeitura assine convênio com Grupo Fametro

Criar mais oportunidades. Essa sempre foi a missão do Grupo Fametro, desde sua criação há mais 20 anos. E foi com esse espírito empreendedor que os empresários Wellington Lins e Maria do Carmo Seffair lançaram de forma pioneira o curso de Medicina em Parintins, em fevereiro deste ano. O curso foi aprovado com nota 5 e seguiu o trâmite regular no Ministério da Educação (MEC), que no mês passado enviou o termo de adesão da faculdade com o município para que pudesse ser expedida a portaria do curso com autorização para realização do vestibular.

Surpreendentemente, o prefeito Bi Garcia se recusou a assinar o termo que, inclusive, garante contrapartida de 10% do faturamento bruto para o município. Por isso, a instituição buscou a justiça para fazer valer o interesse da população, que aguarda ansiosa pela oportunidade de formar novos médicos e médicas.

Na última quarta-feira, 5/6, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) determinou que a Prefeitura assine o termo de adesão indicado pelo MEC, liberando assim a etapa final para liberação da portaria do curso de Medicina da Fametro Parintins, uma vez que todas as exigências técnicas já tinham sido cumpridas. Essa era a etapa final para o início da primeira turma e, que por motivos políticos, vinha sendo protelada pelo prefeito Bi Garcia.

“É uma vitória da educação e do povo de Parintins. Cumprimos com todos os critérios estabelecidos pelo MEC e faltava apenas essa anuência do município, que é uma questão meramente protocolar. É um absurdo que políticos coloquem interesses próprios acima do interesse da população”, disse a reitora do Grupo Fametro, Maria do Carmo Seffair. “Agora, tenho a alegria de dizer que vamos nos preparar de imediato para lançamento do primeiro Vestibular Fametro de Medicina em Parintins”, comemorou.

Decisão judicial

Conforme a decisão da desembargadora Mirza Telma de Oliveira Cunha, a Prefeitura tinha prazo de 24 horas para assinar o termo de adesão, que se encerrou na quinta-fera, 6/6. A magistrada concordou com os argumentos apresentados pelo Grupo Fametro, no sentido de que a demora do município para assinar o documento causaria prejuízos irreparáveis à instituição, indo também contra os interesses dos cidadãos de Parintins.

“Tal postura, inerte do ente público em questão, atenta contra o interesse público, haja vista que a assinatura do termo de adesão indicado pelo Ministério da Educação, por meio do representante do SUS, decerto, garantiria a prestação de serviços básicos de melhor qualidade para o cidadão, como, por exemplo, saúde e educação”, traz a decisão.

Em outras palavras, isso significa que o curso de Medicina da Fametro Parintins vai possibilitar que o próprio município amplie os serviços de saúde para a população. A decisão também considera que a implementação do curso amplia as oportunidades de formação da população com ensino de qualidade, favorecendo ainda o aluno que não precisa se deslocar até a capital Manaus para estudar.

Foto: Divulgação

Senadores criticam MP que limita compensação de créditos tributários

Em reunião de líderes, nesta quinta-feira (6/6), senadores sugeriram ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, a busca de alternativas à medida Medida Provisória 1.227, de 2024, que restringe o uso de créditos tributários do PIS/Cofins para abatimento de outros tributos. O texto foi editado como forma de compensar a manutenção da desoneração da folha para 17 setores da economia e para prefeituras, mas não foi bem recebido pelo setor produtivo.

— Recebemos uma grande inquietação e inconformismo por parte do setor produtivo. O Colégio de Líderes se comprometeu a se debruçar sobre os impactos reais dessa medida provisória. O presidente Rodrigo Pacheco determinou à Consultoria do Senado que fizesse o estudo elaborado para que a gente tivesse exata noção desse impacto e a partir desse impacto tomar as medidas necessárias — disse o líder do União Brasil, senador Efraim Filho, após a reunião.

A medida é chamada pelo governo de “MP do Equilíbrio Fiscal”. A principal mudança é o fim da compensação cruzada de créditos das contribuições sociais PIS e Cofins. Esses créditos são gerados, por exemplo, pelo recolhimento do tributo na aquisição de insumos. Antes da edição da medida, os créditos podiam ser usados para abater débitos de outros tributos e até contribuições à Previdência. Com a mudança, só será permitido abater débitos das mesmas contribuições, Pis e Cofins.

Durante o anúncio da medida, o ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a mudança corrige distorções do sistema tributário brasileiro sem elevar a alíquota dos tributos e sem prejudicar pequenos contribuintes. De acordo com Durigan, algumas empresas com estoque desse tipo de crédito estão deixando de pagar imposto de renda e contribuições previdenciárias.

A estimativa do governo é de que a continuidade da política de desoneração da folha custará R$ 26,3 bilhões no exercício de 2024 — R$ 15,8 bilhões para a parte das empresas e R$ 10,5 bilhões para a dos municípios. A estimativa do governo com a medida é de que o fim da compensação gere um aumento de R$ 29,2 bilhões na arrecadação somente em 2024.

No mesmo dia em que foi editada a MP, o presidente do senado, Rodrigo Pacheco, afirmou que esperava resolver a questão da desoneração antes do recesso parlamentar de julho. O nova medida, no entanto, ainda deve enfrentar mais reação por parte dos senadores.

Alternativa

Para Efraim Filho, o setor já é sacrificado por um sistema tributário que coloca muito peso sobre quem produz. Ele disse que o Senado está comprometido com a busca de meios alternativos para aumentar a arrecadação sem comprometer o setor produtivo.  Entre as medidas que poderiam ser analisadas, ele citou uma nova política de repatriação de recursos. 

A senadora Tereza Cristina (PP-MS), líder do partido, afirmou que a medida traz insegurança para os setores como o da indústria, o da agropecuária e o de minérios. Na visão da senadora, o impacto é maior sobre os setores que exportam. Isso porque os produtos destinados a exportação são isentos do recolhimento de Cofins e PIS/Pasep, ou seja: não haverá débitos dessas contribuições que possam ser compensados com os créditos gerados. Para ela, usar a limitação da compensação de créditos como forma de permitir a manutenção da desoneração da folha é o mesmo que “dar com uma mão e tirar com a outra”.

“O que o setor produtivo entende é que você não pode resolver um problema gerando um problema muito maior. É preciso conversar com o governo e eles têm que dar as alternativas. Fazer a desoneração, mas onerar do outro lado com mais de R$ 29 bilhões — e é essa a conta que o setor tem feito para a primeira fase — é muito ruim, então essa conversa precisa ser feita porque isso é um desestímulo a investimentos no Brasil”, criticou.

A senadora Margareth Buzetti (PSD-MT) classificou a medida como inaceitável e disse que o texto vai gerar consequências para o contribuinte, como o aumento no preço da carne e dos combustíveis.

“É inaceitável essa medida provisória e, para mim, o único recurso é devolvê-la. (…) Vai onerar novamente a produção. A indústria estima, em 2 anos, R$ 60 bilhões de prejuízo e o agro, só neste ano, R$ 10 bilhões”.

Inflação

O aumento nos preços para o consumidor já havia sido citado pelo líder da oposição, senador Rogerio Marinho (PL-RN), na sessão de quarta-feira (5/6). Na visão do senador, a medida atinge diretamente e agronegócio e a indústria de transformação no Brasil.

“É mais um esbulho que o governo faz contra a economia deste país. Ou alguém tem dúvida de que isso vai gerar aumento de preços, inflação? E quem vai ser impactado por isso é o consumidor brasileiro. Alguém tem dúvida que nós vamos perder mais eficiência e produtividade?”, questionou.

Também na sessão de quarta-feira, o senador Ireneu Orth (PP-RS) sugeriu que o Congresso não dê andamento à medida. Para ele, a MP 1.227 é “mais uma maneira de tirar dinheiro da atividade agropecuária”.

“O mercado agrícola foi totalmente tumultuado no dia de hoje, tanto que todos os compradores de produtos agrícolas, no dia de hoje, saíram do mercado. Se alguém, hoje, quisesse vender soja, por exemplo, nenhuma empresa estava comprando. Tumultuou a estrutura agrícola toda. Então, senhor presidente, a sugestão que eu dou e a sugestão que eu ouvi de muita gente é de que o senhor não aceite essa medida provisória”, sugeriu o senador ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

Créditos presumidos

Além de limitar a compensação dos créditos de PIS/Cofins, a medida também acaba com a possibilidade de ressarcimento de créditos presumidos de PIS/Cofins. O crédito presumido, segundo a Receita Federal, é atribuído de maneira fictícia pela legislação, quando a empresa informa o imposto baseado no lucro presumido e este lucro acaba não se realizando.

Durante a coletiva em que foi anunciada a medida, o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, explicou que créditos presumidos, em sua maioria, não são ressarcíveis em dinheiro. Restaram na legislação, no entanto, oito casos em que ainda há essa permissão. É essa assimetria que a MP busca corrigir.

 “Tem-se observado que esses tipos de vantagens tributárias caminham no sentido inverso ao do interesse social, pois, além de diminuírem a arrecadação, tornam a legislação e a fiscalização tributárias mais complexas, ocasionando custos, e promovem distorções econômicas, sem que consigam alcançar seus próprios objetivos”, diz o governo na justificativa da MP.

Apenas com a parte do texto que limita o ressarcimento de créditos presumidos, o governo estima que o aumento gerado na arrecadação será de R$ 11,7 bilhões em 2024.

As mudanças feitas pela medida geraram reações também de entidades do setor produtivo, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI). “A MP 1.227, apresentada ontem pelo Ministério da Fazenda, onera ainda mais a já sobretaxada indústria brasileira”, disse a entidade por meio de sua página na internet.

Além dos R$ R$ 29,2 bilhões em 2024, a CNI estima um impacto negativo de R$ 60,8 bilhões para o setor em 2025. Já o impacto positivo da manutenção da desoneração da folha de pagamentos, segundo a CNI, será de R$ 9,3 bilhões neste ano.

Fonte: Agência Senado

Senado debaterá inteligência artificial em sessão temática na terça-feira

A regulamentação do uso de inteligência artificial (IA) é tema de uma sessão de debate no Plenário do Senado, marcada para a terça-feira (11/6), a partir de 10h. A lista de participantes ainda está sendo definida.

O requerimento (RQS 413/2024) da sessão temática, aprovado em Plenário nesta quarta-feira, é do senador Eduardo Gomes (PL-TO), relator de projeto de lei sobre o uso da IA (PL 2.338/2023). O projeto, do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) — presidente do Senado e do Congresso Nacional —, foi elaborado a partir do anteprojeto apresentado pela comissão de juristas que tratou do assunto em 2022.

Posteriormente, a proposta de Pacheco foi discutida na Comissão Temporária Interna sobre Inteligência Artificial no Brasil, presidida pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG). Tramitam conjuntamente outras propostas que tratam da regulamentação da IA. A comissão temporária tem prazo de funcionamento até 17 de julho deste ano.

“Desde a instalação da Comissão, já foram ouvidos quase 70 especialistas, em diversas audiências públicas. Também foram recolhidas mais de 100 sugestões escritas. O debate, como pode ser visto, foi intenso”, explicou Eduardo Gomes na justificação de seu requerimento.

A votação em Plenário do relatório de Eduardo Gomes está marcada para o dia 12 de junho. O relator disse esperar que a sessão de debates no Plenário contribua para envolver mais senadores na discussão sobre o PL 2.338/2023.

Fonte: Agência Senado

Para CBF, denúncia sobre manipulação no futebol é ‘ação irresponsável’

O presidente da Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Wilson Luiz Seneme, minimizou nesta quinta-feira (6/6) as denúncias sobre supostas fraudes no resultado de partidas do Campeonato Brasileiro. Em depoimento à CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas, ele afirmou que as acusações feitas pelo acionista majoritário do Botafogo, John Textor, não merecem credibilidade.

“Em termos de CBF, zero. Dou a ele “zero por cento” de possibilidade. Com a experiência que tenho, não vi e não identifiquei nenhuma ação que possa dar a mínima referência e transformá-la em algum tipo de manipulação de resultado. Erros de arbitragem ocorrem. Mas transformar um erro de arbitragem em denúncia por manipulação de resultado, na minha visão, é uma ação irresponsável”, disse.

Seneme respondia a um questionamento do presidente da CPI, senador Jorge Kajuru (PSB-GO). O parlamentar reforçou as críticas ao empresário norte-americano.

“Se ele (John Textor) não provar absolutamente nada, tem que ser banido do futebol brasileiro e expulso do país por toda a bagunça que está criando”, disse Kajuru.

O dirigente do Botafogo denunciou a suposta manipulação de imagens do árbitro assistente de vídeo (VAR, na sigla em inglês) durante um jogo entre o clube carioca e o Palmeiras. O relator da CPI, senador Romário (PL-RJ), perguntou a Wilson Seneme se o sistema utilizado pela CBF é confiável.

“O VAR não é o VAR do Brasil. É o VAR da Fifa. O modo como se opera a tecnologia do VAR e como os árbitros trabalham é a mesma na China, no Japão, na Inglaterra, no Paraguai, no Brasil e na Argentina. É um padrão único”, respondeu o presidente da Comissão de Arbitragem.

Seleção de imagens

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) exibiu durante a reunião imagens publicadas por John Textor em uma rede social. O vídeo se refere ao lance da partida entre Botafogo e Palmeiras que resultou na expulsão de um atleta do clube alvinegro. Segundo Textor, os árbitros do VAR deixaram de mostrar ao árbitro de campo imagens que poderiam ter evitado a expulsão.

Portinho salientou que não cabe à CPI discutir a interpretação de um juiz sobre determinado lance. Mas criticou o protocolo da CBF que permite aos operadores do VAR selecionar quais imagens serão exibidas ao árbitro de campo.

“Uma imagem, que não foi exibida, mostra o jogador do Botafogo tocando primeiro a bola. O que está acontecendo, na minha opinião, é uma interferência da cabine do VAR. O que estou discutindo aqui é a manipulação de imagens. Por que não foi para o campo essa imagem, já que as câmeras tinham? Dizer que a cabine do VAR não é obrigada a mandar torna ainda mais séria necessidade de investigação”, disse o parlamentar.

Apostas

Para o senador Eduardo Girão (Novo-CE), que presidiu o Fortaleza Esporte Clube em 2017, a atuação das plataformas de apostas esportivas prejudica o futebol. O parlamentar criticou o patrocínio de empresas bets em competições promovidas pela CBF.

“O conflito de interesse para mim é muito claro. Eu, como presidente de clube, sou terminantemente contra. Acho que estamos matando a galinha dos ovos de ouro no futebol. As pessoas não sabem se estão assistindo a um jogo de verdade ou combinado. E o pior: muitos brasileiros [estão] sendo endividados”, disse.

A audiência pública contou ainda com a participação do diretor de Governança e Conformidade da CBF, Hélio Santos Menezes Junior. Ele citou medidas adotadas pela entidade para evitar episódios de manipulação nos resultados. Entre elas, acordos de colaboração entre a CBF, a Polícia Federal e os Ministérios Públicos da União e dos estados.

Após a audiência pública, os parlamentares participaram de uma reunião secreta. Durante a parte reservada, os representantes da CBF apresentariam detalhes sobre o funcionamento do VAR.

Fonte: Agência Senado

Comissão aprova criminalização da apologia à tortura e a ditaduras

A Comissão de Defesa da Democracia do Senado (CDD) aprovou nesta quinta-feira (6/6) um projeto de lei que torna crime a apologia à tortura, a torturadores e à instauração de regimes ditatoriais no país.

O PL 2.140/2020, de autoria do senador Rogério Carvalho (PT-SE), recebeu parecer favorável da senadora Teresa Leitão (PT-PE) e agora segue para a Comissão de Segurança Pública do Senado (CSP).

O projeto altera o Código Penal (Decreto-Lei 2.848, de 1940), estabelecendo a pena de detenção de três a seis meses e multa para quem disseminar, inclusive de modo virtual, apologia de fato criminoso ou de autor de crime; de tortura ou de torturadores; de instauração de regime ditatorial no país ou de ruptura institucional. Se o crime for praticado por agente político, membro do Poder Judiciário ou do Ministério Público, a pena de detenção será de seis meses a um ano e multa. As penas serão aumentadas pela metade se o autor utilizar perfis falsos em redes sociais para a divulgação do conteúdo.

A detenção é uma forma de pena privativa de liberdade que se diferencia da reclusão. Ela geralmente é cumprida em regime semiaberto ou aberto, dependendo das circunstâncias e do comportamento do condenado. Já a reclusão costuma ser cumprida inicialmente em regime fechado.

Teresa observa que, com o aumento da polarização política no Brasil, têm surgido discursos violentos e que defendem o retorno da ditadura militar no país, além de celebrarem “figuras ligadas a atos de tortura durante aquele período sombrio da nação”.

“Essas manifestações, indubitavelmente, acabam estimulando o crescimento de grupos radicais que se opõem à democracia e à ordem constitucional”, argumenta a relatora.

Na justificativa para o projeto, Rogério Carvalho destacou a diferença entre liberdade de expressão e apologia ao crime, ressaltando que a primeira é um direito fundamental em uma democracia, mas que deve haver limites. Segundo ele, certos discursos podem inflamar “grupos radicais que difundem discurso de ódio” sob o pretexto de liberdade de pensamento.

Fonte: Agência Senado