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Em Santa Isabel do Rio Negro, MPAM fiscaliza implementação de fundo para crianças e adolescentes

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio da Promotoria de Justiça de Santa Isabel do Rio Negro, instaurou um procedimento administrativo para acompanhar e fiscalizar a implementação do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FDCA) no município.

Sob a condução do promotor de Justiça Paulo Fernandes Medeiros Júnior, a ação visa assegurar a regularização e o pleno funcionamento do fundo, essencial para o financiamento de projetos voltados à proteção e promoção dos direitos infantojuvenis.

O FDCA tem como propósito financiar projetos destinados à garantia dos direitos de crianças e adolescentes, sendo essencial que seus dados cadastrais sejam mantidos atualizados pelos gestores municipais e estaduais. O MP do Amazonas identificou que o município de Santa Isabel do Rio Negro se encontra em situação irregular em relação a esses dados, conforme apontado pelo despacho do subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Jurídicos e Institucionais, Agnelo Balbi Júnior; e pelo memorando da promotora de Justiça e coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Infância e Juventude (CAO-IJ), Romina Carmen Brito Carvalho, documentos citados no procedimento.

O promotor de Justiça Paulo Fernandes Medeiros Júnior destacou a importância do fundo, frisando que ele deve ser instituído por lei específica de natureza municipal, conforme o artigo 260 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “O FDCA é vital para financiar projetos que atuem na promoção, proteção e defesa dos direitos de crianças e adolescentes, permitindo que doações destinadas ao fundo possam ser deduzidas de doações, como por exemplo, o imposto de renda. Desta forma, a comunidade tem a oportunidade de contribuir diretamente para iniciativas aprovadas pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente”, afirmou.

O procedimento administrativo determinou que o prefeito de Santa Isabel do Rio Negro seja notificado para fornecer, no prazo de 30 dias úteis, informações detalhadas sobre a existência, implementação e regularização do FDCA no município. Além disso, foi solicitada a composição nominal do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Santa Isabel do Rio Negro. A portaria que oficializa o procedimento foi publicada no Diário Oficial do Ministério Público do Amazonas (Dompe).

Foto: Alberto Amaral/Flickr

MP Eleitoral usa inteligência artificial para agilizar trabalhos nas eleições

Em um movimento inédito, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) está adotando o uso de inteligência artificial (IA) para dinamizar e tornar mais eficientes as atividades durante as eleições municipais de 2024, na capital e no interior. A ferramenta escolhida, chamada JurisprudênciaGPT, é uma IA generativa especializada em jurisprudências, que já tem sido utilizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e outros Ministérios Públicos no Brasil. A novidade promete trazer ganhos significativos para a sociedade, principalmente no que tange à velocidade e precisão das ações das promotorias eleitorais.

O JurisprudênciaGPT funciona como um assistente jurídico digital, capaz de realizar pesquisas rápidas e direcionadas em bases de dados específicas, proporcionando aos promotores respostas fundamentadas em acórdãos registrados nos tribunais. Diferentemente de inteligências artificiais generalistas, como o ChatGPT, essa ferramenta é focada exclusivamente em questões jurídicas, garantindo segurança e privacidade das informações. Além de otimizar o tempo dos promotores, permitindo que se concentrem em atividades mais complexas, a adoção dessa tecnologia também marca um avanço significativo na modernização do sistema de Justiça.

O procurador de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Eleitorais, Mauro Roberto Veras Bezerra, enfatizou o impacto positivo da integração da inteligência artificial no contexto eleitoral. “É a primeira vez que utilizamos uma inteligência artificial aplicada ao trabalho da instituição em questões eleitorais, o que gera grandes expectativas. A administração está comprometida em disponibilizar essa tecnologia aos promotores, o que certamente contribuirá para a eficiência e a eficácia das ações durante as eleições. Para nós, é motivo de grande satisfação poder contar com essa ferramenta”, afirmou.

Já o diretor de tecnologia da informação do MPAM, Tadeu Azevedo de Medeiros, destacou a importância da integração da inteligência artificial nas atividades do Ministério Público, especialmente com o uso da plataforma JurisprudênciaGPT. “Essa ferramenta permite que nossos promotores realizem pesquisas jurídicas de maneira mais rápida e direcionada, otimizando o tempo e os recursos disponíveis. Com a adoção dessa tecnologia, estamos dando um passo a frente na modernização dos processos internos e garantindo mais agilidade e precisão no trabalho da instituição”, comentou.

Inovação

“A adoção da inteligência artificial pelo MP nas eleições de 2024 marca uma mudança significativa na forma como a instituição lida com processos eleitorais. A plataforma JurisprudênciaGPT, especializada em jurisprudência, permitirá aos promotores realizar pesquisas jurídicas de forma mais rápida e precisa, contribuindo para a celeridade das ações e garantindo maior eficiência no cumprimento das atribuições do MPAM”, avaliou o procurador-geral do MP do Amazonas, Alberto Rodrigues do Nascimento Júnior, um grande entusiasta do uso de ferramentas de IA.

Para garantir a eficácia da ferramenta, o MPAM disponibilizou tutoriais para que os promotores instalem e usem a IA em seus dispositivos, com o objetivo de aperfeiçoar o trabalho.

Foto: Reprodução

Pleno do TCE-AM deve julgar 82 processos na sessão desta terça-feira (20/8)

Os conselheiros do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) devem apreciar um total de 82 processos durante a 29ª Sessão Ordinária do Tribunal Pleno, que será realizada nesta terça-feira (20/8).

Do total de processos, 18 correspondem à pauta de adiados, que retornam a julgamento após pedidos de vistas. Serão quatro prestações de contas; cinco tomadas de contas; três recursos; três representações; dois embargos de declaração e uma denúncia.

Já a pauta do dia terá 64 processos, sendo 20 recursos; 19 representações; nove embargos de declaração; cinco prestações de contas anuais; cinco admissões de pessoal; três tomadas de contas; uma fiscalização de atos de gestão; uma consulta e uma denúncia.

Entre as prestações de contas que serão apreciadas está a do exercício de 2023 do Gabinete do Vice-Prefeito do Município de Manaus, de responsabilidade de Kennedy Paz Tiradentes, além do exercício de 2021 do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Barreirinha (SAAE), de responsabilidade de Francinelson de Jesus Brandão Ferreira, no período de 1º de janeiro de 2021 a 12 de outubro de 2021, e Luiz Carlos Ferreira Junior, no período de 13 de outubro de 2021 a 31 de dezembro de 2021.

A sessão terá início às 10h, no plenário da Corte de Contas, e também contará com transmissão ao vivo por meio das redes sociais, entre elas YouTube, Facebook.

Foto: Joel Arthus

Confira a agenda dos candidatos à Prefeitura de Manaus nesta segunda-feira, 19/8

Vamos conferir a agenda política, dos candidatos à Prefeitura de Manaus, nesta segunda-feira (19/08). As informações foram divulgadas pelas assessorias dos candidatos:

Roberto Cidade (União Brasil)

7h – Gravação do programa eleitoral
16h – Caminhada na zona leste

David Almeida (Avante)

Manhã e Tarde

Gestão: agenda administrativa e fiscalização de obras.

Noite

18h – Gravação para programa de TV.

Wilker Barreto (Mobiliza)

Manhã

9h00 – Gravação de Programa de TV (TV Norte Amazonas)

10h30 – Atendimento na Assembleia Legislativa do Amazonas

Tarde

14h00 – Entrevista ao Vivo (Portal Amazonas 1)

Noite

19h00 – Reunião com Lideranças Comunitárias

19h30 – Planejamento para as atividades da Campanha Eleitoral

A equipe de Jornalismo do Portal do Lobão, segue no aguardo da agenda dos outros candidatos. A reportagem pode ser atualizada a qualquer momento.

Foto: Reprodução

Projeto que permite irrigação em área de proteção recebe críticas

Organizações ligadas ao meio ambiente criticaram a aprovação, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados nesta semana, do Projeto de Lei 2.168/21, que permite a derrubada de vegetação nativa em áreas de preservação permanente (APPs) para obras de infraestrutura de irrigação e de bebedouros para animais, modificando o Código Florestal Brasileiro.

Aprovado na CCJ por 37 votos contra 13, o texto já passou pelas comissões de Meio Ambiente e de Agricultura. Agora, deve seguir para o plenário da Câmara.

“A medida simboliza um retrocesso significativo na proteção ambiental no Brasil ao facilitar o desmatamento em APPs e, assim, colocar sob ameaça à segurança hídrica, alimentar e a biodiversidade do país. Além disso, aumenta a vulnerabilidade do país a eventos climáticos extremos, cada ano mais comuns”, afirmou, em nota, o Observatório do Código Florestal, que reúne 45 entidades ligadas à questão ambiental.

A nota pública afirma que o projeto prioriza interesses econômicos privados em detrimento do interesse público “de um bem comum vital – a água”. Para o Observatório, as APPs garantem a qualidade e a quantidade das águas que abastecem cidades e comunidades rurais, além da própria sustentabilidade da produção agropecuária e de reduzir os efeitos dos eventos climáticos extremos.

“Tais evidências são exaustivamente comprovadas pelos estudos científicos e análises técnicas da sociedade civil organizada”, acrescenta a nota.

A manifestação dos ambientalistas argumenta que a aprovação do projeto ignora o desastre climático no Rio Grande do Sul (RS) – “que inclusive contou com aprovação de uma lei estadual similar à aprovada pela Câmara dos Deputados” – e a crise hídrica na região amazônica, “onde a redução do fluxo de água devido ao assoreamento dos rios tem comprometido o abastecimento de água para as populações”.

Agronegócio

A relatora do projeto na CCJ da Câmara, deputada Coronel Fernanda (PL), explicou na sessão que a medida é importante para o agronegócio, reduzindo a burocracia e facilitando a irrigação na produção de grãos e na hidratação dos animais.

“A irrigação é necessária para que o campo continue produzindo. Estamos vivendo momentos de alteração de estações e, em algumas regiões, ocorre a falta de chuva. Com esse projeto, vamos dar ao homem do campo, principalmente ao pequeno produtor, a possibilidade de guardar a água da chuva”, destacou a parlamentar.

Coronel Fernando acrescentou, em seu relatório, que o projeto expressa que as obras de infraestrutura em áreas de proteção devem respeitar os regulamentos sobre recursos hídricos. O projeto cita ainda que a mudança legislativa é importante para “garantir a segurança alimentar e segurança hídrica do Brasil”.

Fonte: Agência Brasil

Brasil condena ataques de colonos israelenses contra vila palestina

O governo brasileiro condenou o ataque por colonos israelenses contra a vila palestina de Jit, no Norte da Cisjordânia, realizado nessa quinta-feira (15/8). Em nota, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil insistiu que o governo em Tel Aviv tome medidas para proteger a população civil, impedindo novos atos de violência e garantindo a punição dos responsáveis.

“O Brasil deplora a repetição, com crescente frequência, de ataques de colonos israelenses contra palestinos na Cisjordânia, consequência direta da política de ampliação de assentamentos ilegais na região”, afirmou o Itamaraty, nesta sexta-feira (16/8).

Dezenas de colonos israelenses, alguns com máscaras, atacaram uma vila palestina perto da cidade de Qalqilya, na Cisjordânia Ocupada, queimando carros e matando pelo menos uma pessoa, tendo outra ficado gravemente ferida, de acordo com a agência de notícias Reuters.

O primeiro-ministro israelense Benjamim Netanyahu se manifestou sobre o caso, dizendo que “encaro com seriedade os tumultos”, acrescentado que quem combate o terrorismo são as Forças Armadas e de segurança “e ninguém mais”. Segundo Netanyahu, os responsáveis serão “presos e processados”.

Desde o início da guerra na Faixa de Gaza, tem aumentado a violência contra palestinos na Cisjordânia, território ocupado militarmente por Israel desde 1967, onde há uma coadministração com a Autoridade Palestina.

Cisjordânia

Desde que ocupou a Cisjordânia, Israel tem ampliado os assentamentos de colonos na região, considerados ilegais pelo direito internacional. Em julho deste ano, a Corte Internacional de Justiça (CIJ) das Nações Unidas (ONU) afirmou que Israel deve deixar a Cisjordânia o mais rápido possível.

Em comunicado sobre a decisão da CIJ, Netanyahu afirmou que “a nação judaica não pode ser uma invasora de sua própria terra”. Em meio a guerra em Gaza, Israel autorizou a criação de novos assentamentos no território palestino ocupado.

A organização Peace Now, que monitora a ampliação do controle de Israel sobre a Cisjordânia, identificou ao menos cinco novos assentamentos ilegais.

“Em quase todos os casos, a terra é de propriedade privada de palestinos ou com questões desafiadoras de propriedade que exigem manobras legais significativas para reclassificá-las como ‘terras estatais’ e, assim, legalizar os assentamentos”, afirmou a organização.

Segundo o relator especial da ONU para direitos humanos Michal Lynk, Israel criou, em 50 anos, 300 colônias exclusivamente judaicas. “Todos elas ilegais, com 700 mil colonos judeus israelenses que vivem agora em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia, no meio, mas à parte, de 3 milhões de palestinos”, informa.

Fonte: Agência Brasil

Durante caminhada no Centro, Roberto Cidade ouve queixas e propostas para a região

O candidato a prefeito de Manaus deputado Roberto Cidade (União Brasi) realizou, neste sábado (17/8), uma caminhada pelo Centro de Manaus e escutou demandas de comerciantes e frequentadores da área. Acompanhado do governador Wilson Lima, Roberto Cidade ouviu queixas de abandono e apresentou propostas para a região, que gera mais de 38 mil empregos de carteira assinada na capital.

A caminhada começou na Praça Heliodoro Balbi, a tradicional Praça da Polícia, e terminou no trecho entre as avenidas Eduardo Ribeiro e Henrique Martins. Roberto Cidade, que cresceu na área, conversou com quem está diariamente ali, viu a região decair e sente na pele a ausência de políticas públicas da prefeitura para o local.

“O Centro está abandonado. Eu nasci e fui criado em Manaus, e desde os meus 13 anos percorro o Centro da cidade. Antigamente, era um local que as pessoas vinham comprar e, a cada ano que passa, esse movimento diminui. Nós vamos armar e equipar a Guarda Civil Municipal e aumentar o efetivo para mil homens só no primeiro ano e, durante os quatro anos, para três mil”, afirmou Roberto Cidade.

Em meio aos comerciantes, o governador reforçou seu apoio à candidatura de Roberto Cidade. “Ele demonstrou a sua qualidade, a sua competência. Eu estou vindo aqui para manifestar o meu apoio a esse projeto, que é um projeto de mudança, um projeto para mudar o Centro de Manaus, para melhorar a questão da segurança pública, para melhorar a saúde de Manaus e para que a gente possa avançar”, disse Wilson Lima.

Roberto Cidade recebeu, ainda, o apoio do ex-deputado e vereador de Manaus, Ricardo Nicolau, que também participou da caminhada. “Eu confio no Roberto. Eu voto no Cidade porque acredito na sua competência e acredito que ele pode mudar Manaus de verdade. E a esperança de ter as UPAs 24 horas”, pontuou Nicolau.

Atuando como empreendedor no Centro há 20 anos, Raimundo Inácio Pereira, 54, já foi presidente do Sindicato dos Ambulantes e conhece de perto a situação de abandono pelo qual o setor tem passado. “O Centro hoje está abandonado, as ruas todas. O Centro de Manaus é tradicional, todo mundo vinha para cá, mas hoje não vêm mais. Estamos passando por uma fase muito difícil, não tem movimento”, ressaltou.

Ainda pela manhã do sábado, Roberto Cidade passou por vários pontos de Manaus, nos quais apoiadores realizaram mobilizações de apoio à sua candidatura. Eldorado, Dom Pedro e Chapada foram algumas das regiões visitadas pelo candidato.

Apoio de sete partidos

Presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade é o candidato que construiu o maior arco de alianças desta eleição em Manaus.

Além do União Brasil, fazem parte o Progressistas (PP), do candidato a vice, Coronel Menezes; o Republicanos, o Podemos, o Partido da Mulher Brasileira (PMB), o Partido da Renovação Democrática (PRD) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB).

Foto: Divulgação/Fonte: Assessoria de Comunicação

Pesquisa Perspectiva mostra David Almeida com 34,9% das intenções de votos

O Prefeito de Manaus, David Almeida, da Coligação Avante, Manaus (Avante, PSD, MDB, DC e Agir) é apontado na liderança, em sua corrida pela reeleição.

Pesquisa Perspectiva divulgada neste sábado, (17 de agosto), mostra David chegando aos 35%. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número: AM 02331/2024.

O resultado, na Estimulada, aponta o prefeito com mais de 11 pontos percentuais à frente do segundo colocado, Amom Mandel, que continua em queda nas pesquisas.

No estudo da Perspectiva, realizado nos dias 13 e 14 deste mês, com 923 eleitores, David Almeida crava 34,9%, seguido à distância por Mandel (23,1%), Roberto Cidade (13,5%), Capitão Alberto Neto (10%), Marcelo Ramos (6,3%), Wilker Barreto (1,4%) e Gilberto Vasconcelos (0,7%).

David ampliando vantagem

Segundo divulgado pela assessoria do candidato a reeleição, se compararmos os números do prefeito de Manaus na pesquisa de dezembro da Perspectiva, o crescimento de David é ainda maior, e crescente. Na época, ele tinha 30,3%, contra 23,7% de Mandel.

Confira a pesquisa na íntegra:

Foto: Divulgação

Eleitores podem denunciar irregularidades pelo aplicativo Pardal


Disponível gratuitamente para os sistemas Android e iOS, o aplicativo Pardal permite que eleitores de todo o país denunciem diversos tipos de irregularidades durante a campanha eleitoral no Brasil. Em 6 de outubro (primeiro turno) e 27 de outubro (segundo turno), brasileiros vão eleger prefeitos, vice-prefeitos e vereadores dos 5.569 municípios do país.

Lançado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2014, a plataforma foi aprimorada para as eleições municipais de 2020 e recebeu uma nova versão para as eleições gerais de 2022.

O objetivo do aplicativo é contribuir com o trabalho de apuração dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e do Ministério Público Eleitoral (MPE), ao contar com a contribuição dos cidadãos para fiscalizar falhas eleitorais.

Podem ser encaminhadas pela ferramenta irregularidades como casos de propaganda eleitoral antecipada, compra de votos, uso da máquina pública, abuso de poder (político ou econômico) e uso indevido dos meios de comunicação.

Os registros podem ser feitos por qualquer pessoa, com comprovação por fotos, áudios ou vídeos. Se preferir, a denúncia pode ser feita de forma anônima. Todas as demandas são tratadas como sigilosas pelo sistema, assegurando a confidencialidade da identidade do cidadão.

No aplicativo, também é possível encontrar orientações sobre o que pode durante campanha como uso de alto-falantes e amplificadores de som, camisetas, carros de som e trios elétrico, adesivos em automóveis, distribuição de material gráfico e comícios.

Números

Segundo as estatísticas da plataforma, durante as eleições de 2020 foram feitas 105.543 denúncias. Já em 2022, a ferramenta recebeu 38.747 registros. À Agência Brasil, a Assessoria de Imprensa do TSE explicou que a diferença na quantidade de registros entre as últimas duas eleições se explica pelo período pandêmico e pela extensão de cada fase eleitoral, já que nas eleições municipais são votados prefeitos e vereadores em 5.568 cidades.

Há dois anos, no último pleito, São Paulo foi o estado com a maior quantidade de denúncias (5.748). Na sequência, vieram Pernambuco (4.348), Minas Gerais (3.907), Rio Grande do Sul (3.053), Rio de Janeiro (2.906) e Bahia (2.457).

Em um recorte por cargo, a maioria das ocorrências foi relacionada à disputa para deputado federal (12.802) e deputado estadual (12.607), seguidas por presidente (3.978), governador (3.136), deputado distrital (1.258) e senador (813).

Fonte: Agência Brasil

Câmara retoma no dia 26 votação do segundo projeto da reforma tributária

A partir do próximo dia 26, a Câmara dos Deputados continuará a votação do projeto que regulamenta a gestão e fiscalização do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Nesse esforço concentrado, os deputados votarão os destaques apresentados pelos partidos propondo mudanças no texto do Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/24, do Poder Executivo.

Na última quarta-feira (13/8), o Plenário aprovou o texto-base do relator, deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE), no qual outros temas são tratados, como a regulamentação do imposto sobre doações e causa mortis (ITCMD).

Nesse tema, uma das novidades em relação ao projeto original é a inclusão dos planos previdenciários PGBL e VGBL na incidência do imposto.

Emenda a ser votada, do deputado Domingos Neto (PSD-CE) e apoiada pelo bloco União-PP, pretende retirar a incidência do ITCMD sobre todos os planos de previdência complementar, como VGBL e PGBL.

O ITCMD é um imposto estadual que incide sobre doações ou transmissão (hereditária ou por testamento) de bens e direitos. Hoje ele é regulado por leis estaduais, com alíquotas e regras diferentes.

Já a taxação de planos de previdência complementar aberta ou fechada está em discussão na Justiça. Alguns estados fizeram leis com a intenção de tributar esses tipos de planos e o assunto está pendente de análise no Supremo Tribunal Federal (STF) depois de recurso contra decisões de turmas do Superior Tribunal de Justiça (STJ) permitindo a cobrança sobre o PGBL, considerado de caráter explicitamente previdenciário, e negando a cobrança sobre o VGBL, considerado semelhante a um seguro, que não entra como herança segundo o Código Civil.

Benefícios na empresa

Ainda sobre o mesmo tema do ITCMD, outro destaque do bloco União-PP pretende retirar, dentre as hipóteses de incidência do imposto a título de doação, os atos societários que resultem em benefícios desproporcionais para determinado sócio ou acionista sem justificativa “passível de comprovação” quando beneficiar pessoas vinculadas.

Um exemplo seria a transferência de controle acionário de um acionista prestes a falecer para outro da mesma família sem contrapartida que justifique a transação.

ITBI

O texto aprovado traz ainda dispositivos sobre o imposto municipal cobrado na venda de imóveis (ITBI). Emenda do deputado Ricardo Salles (PL-SP), apoiada pelo PL, pretende reverter o poder dado às administrações municipais de definirem qual seria o valor venal (sobre o qual incide o imposto) segundo critérios especificados no substitutivo, em “condições normais de mercado”.
A emenda conceitua esse valor como aquele da operação declarado pelo contribuinte. Se o Fisco municipal suspeitar de subavaliação, poderia abrir processo administrativo.

Sobre outros pontos não foram apresentadas sugestões de mudanças, como quanto ao momento de exigência do tributo. Enquanto no texto original do projeto seria a data de celebração do contrato, a redação dada pelo relator traz um contraponto comparativo de momentos de cobrança, permitindo aos municípios aplicarem alíquota menor que a incidente quando do registro da escritura se o contribuinte antecipar o pagamento para a data da assinatura da escritura no cartório de notas. Isso valerá inclusive para os contratos de promessa de compra e venda do imóvel (na planta).

Comitê Gestor

Principal objetivo do PLP 108/24, a regulamentação do Comitê Gestor do IBS (CG-IBS) também é alvo de destaques apresentados pelos partidos.

O CG-IBS reunirá representantes de todos os entes federados para coordenar a arrecadação, a fiscalização, a cobrança e a distribuição desse imposto aos entes federados, elaborar a metodologia e o cálculo da alíquota, entre outras atribuições.

A instância máxima de decisões do CG-IBS será o Conselho Superior, a ser criado 120 dias após a sanção da lei complementar com 54 membros remunerados e respectivos suplentes (27 indicados pelos governos dos estados e Distrito Federal e outros 27 eleitos para representar os municípios e o DF).

Uma das atribuições dada ao comitê é motivo de destaque do PL para sua exclusão: realizar avaliação, a cada cinco anos, da eficiência, eficácia e qualidade de políticas sociais, ambientais e de desenvolvimento econômico e dos regimes especiais de tributação do IBS.

Responsabilidade conjunta

Em relação à previsão de responsabilidade conjunta do contribuinte e de outros agentes envolvidos em infrações tributárias, emenda do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) muda a redação de um trecho.

O deputado propõe incluir explicitamente os agentes econômicos responsáveis pelo recolhimento do IBS ou intermediários quando não contribuintes da operação tributada. A emenda retira, entretanto, que a responsabilização ocorreria mesmo se o agente tenha se beneficiado sem concorrer para a prática da infração.

Créditos do ICMS

O texto de Benevides Filho disciplina ainda procedimentos para o contribuinte com créditos de ICMS, imposto a ser substituído pelo IBS, poder compensá-los com o devido a título de IBS. Após a homologação do crédito pelo CG-IBS, o titular poderá inclusive transferi-lo a terceiros.

Emenda também do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança pretende permitir a transferência entre empresas do mesmo grupo econômico.

Grandes fortunas

Em destaque apoiado pelo Psol, emenda do deputado Ivan Valente (Psol-SP) pretende instituir o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), classificadas como o conjunto de bens que passe de R$ 10 milhões.

O tributo seria anual, com alíquotas de 0,5% (de R$ 10 milhões a R$ 40 milhões), de 1% (acima de R$ 40 milhões até R$ 80 milhões) e de 1,5% (acima de R$ 80 milhões).

Quórum

Para ser incluída no texto, uma emenda precisa do voto favorável de 257 deputados por se tratar de projeto de lei complementar. O mesmo quórum é necessário para manter no projeto texto que determinado destaque pretende excluir.

Fonte: Agência Câmara de Notícias