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Manto reforçou existência e identidade tupinambá, diz cacica

Enfim, o tão esperado reencontro. Foram séculos de uma separação imposta por forças colonizadoras, que conquistaram, mataram e roubaram parte fundamental da existência tupinambá. Nos últimos três dias, representantes dos indígenas puderam celebrar e se reconectar, de forma reservada no Museu Nacional, com um dos principais símbolos dessa ancestralidade.

Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, a líder dos Tupinambá de Olivença, no litoral da Bahia, cacica Jamopoty, trouxe detalhes do reencontro com o manto sagrado.

“Primeiro, fui eu com minhas irmãs. Por ser também a primeira cacica do povo tupinambá, tive esse momento com o manto. Foi muito emocionante. Mostrou uma força, que eu imagino ter vindo por meio das memórias de outros parentes e ancestrais. Algo extraordinário, que trouxe união, força e pertencimento de um povo que era silenciado e considerado extinto. Para muitos livros, nós sequer existíamos”, disse Jamopoty.

Desde a chegada do manto ao Brasil, no início de julho desse ano, houve críticas dos indígenas à forma como o artefato foi recebido. Eles desejavam participar ativamente da recepção nos primeiros dias. Mas, segundo a cacica, essas questões ficaram no passado.

“Num primeiro momento, foi muito difícil, mas hoje tudo isso foi superado. O manto está nos reencontrando e reencontrando as autoridades que podem tomar conta dele para nós, preservar mais e cuidar com muito carinho, porque ele é um ente vivo. É um ancião, que tem uma força e veio buscar o seu povo para levar até ele. E nós abrimos as portas não só para os Tupinambá, mas para outros povos também. E nós todos saímos maravilhados daqui, pelo lugar que ele está hoje”, disse a cacica.

Mesmo agradecidos pela forma como o Museu Nacional está cuidando e protegendo o manto sagrado, os tupinambás dizem estar em diálogo com as autoridades para que tenham acesso frequente ao artefato e para que, no futuro, ele possa estar ainda mais perto do povo indígena.

“A gente esta conversando com o Ministério dos Povos Indígenas e o próprio museu para criarmos protocolos. Porque hoje estamos aqui, mas não sabemos sobre o amanhã. Queremos que as futuras gerações entendam o que o manto representa para o povo tupinambá”, disse Jamopoty.

Fonte: Agência Brasil

Em visita à Elgin, David Almeida trata das articulações para garantir os empregos na Zona Franca de Manaus

O prefeito de Manaus, David Almeida, visitou, nesta quinta-feira (12/9), as instalações da Elgin, um dos maiores fabricantes instalados no polo industrial da Zona Franca de Manaus (ZFM). Entre as pautas da reunião, as articulações políticas nas quais o prefeito atua para garantir a política de incentivos fiscais da ZFM na regulamentação da reforma tributária.

“Eu estive hoje conversando com o senador Eduardo Braga, mostrando para ele a importância do polo industrial, e ele, que é o relator da Reforma (Tributária), me assegurou que todas as vantagens comparativas serão mantidas no texto que será aprovado pelo Senado Federal”, afirmou o prefeito, candidato à releição pela Coligação “Avante, Manaus” (Avante, PSD, MDB, DC e Agir) à diretoria da Elgin.

Entre amigos

A Elgin fabrica na capital amazonense, entre outros produtos, equipamentos de informática, componentes eletrônicos e condicionadores de ar. A empresa mantém 1,5 mil funcionários e entre eles, amigos de longa data de David Almeida. Como o auxiliar de estoque Jean Nascimento e a montadora Joelma Brandão. “O David sempre foi essa pessoa humilde e amiga”, destacou Joelma.

David Almeida recordou que quando assumiu a Prefeitura, em 2021, o polo industrial sofria com as vias em péssimo estado. Era comum o tombamento de carretas com mercadorias produzidas nas fábricas. “Existia uma briga sobre de quem era a competência em asfaltar as ruas do Distrito. Eu não quis saber disso. Acrescentei mais R$ 30 milhões da Prefeitura ao convênio que existia com o governo federal e recapeamos todas as ruas do Distrito 1”.

Futuro em jogo

Na avaliação de David Almeida, o empenho do senador Eduardo Braga como relator da Reforma Tributária dá a tranquilidade de que os investimentos e os empregos na Zona Franca de Manaus serão mantidos. Em jogo, um modelo econômico industrial que só nos primeiros cinco meses deste ano faturou R$ 81,1 bilhões, resultado 10,7% maior que no mesmo período de 2023.

O polo industrial de Manaus concentra aproximadamente 500 fábricas, distribuídas em polos como o de duas rodas, televisores, informática e de eletroeletrônicos, este último o maior da América Latina. São cerca de 120 mil empregos diretos nas linhas de produção, universo que salta para 500 mil incluindo os indiretos.

Foto: Divulgação

‘Somos uma gestão que faz, porque já sentimos na pele a falta de assistência’, afirma David Almeida

David Almeida, prefeito de Manaus e candidato à reeleição pelo partido Avante, destacou, durante encontro com apoiadores nesta quarta-feira (11/09), no bairro Tarumã, zona Oeste, que trabalha para entregar o maior volume de obras porque, assim como a população mais carente que necessita de serviços eficientes, já sentiu na pele o descaso do poder público.

“Quando eu coloco ônibus com ar condicionado, é porque eu andava em ônibus sem ar condicionado. Quando eu estou reformando, ampliando e construindo 109 Unidades Básicas de Saúde, é porque eu frequentava e ia para o posto de saúde”, afirmou o prefeito.

David disse ainda que mesmo com tantos avanços, há muito mais a ser realizado pela cidade de Manaus.

“Reformamos, ampliamos e construímos dezenas de creches. Construímos ecobarreiras para proteger nossos rios. Trabalhamos todos os dias mais de 12h por dia, queremos ser uma gestão eficiente e que produz, e não apenas um político que vai as ruas somente em período eleitoral. Hoje visitamos mais de 10 bairros, entregando ruas recapeadas. Essa é a nossa gestão”, declarou David Almeida.

A reunião, realizada no centro de eventos Copacabana, também prestigiou o lançamento de candidatura de Janaína Jamilla, empresária e apoiadora da causa da Pessoa com Deficiência (PcD).

O evento contou com a presença do vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza; do candidato a vice-prefeito, Renato Junior; deputado federal, Saulo Vianna; Jesus Alves, secretário municipal de Habitação; Izabelle Fontenelle, noiva do prefeito e secretários.

Foto: Dhyeizo Lemos/Assessoria

Confira a agenda dos candidatos à Prefeitura de Manaus nesta quinta, 12/9

Confira a agenda política, dos candidatos à Prefeitura de Manaus, nesta quinta-feira (12/9). As informações foram divulgadas pelas assessorias dos candidatos:

David Almeida (Avante)

Manhã:

Visita à fábrica do Distrito Industrial

Entrevista TV Norte / SBT Amazonas

Gestão: agenda administrativa

Tarde:

Gestão: agenda administrativa e vistoria em obras

Noite:

Entrevista TV Band Amazonas

Reunião com apoiadores – zona Oeste

Comício com apoiadores – zona Oeste

Amom Mandel (Cidadania)

Manhã:
Entrevista para a rádio CBN Amazônia

Tarde:
Panfletagem no Shopping Phelippe Daou
Entrevista na TV Diário – Record News

Noite:
Reunião comunitária na zona Leste

Roberto Cidade (União Brasil)

Manhã:
Sessão Ordinária na Aleam

Noite:
Reuniões comunitárias na zona Leste

Capitão Alberto Neto (PL)

Manhã
Entrevista BandNews Difusora
Caminhada no Centro com deputado federal Marcel van Hattem

Tarde:
Gravação programa de TV

Marcelo Ramos (PT)

Manhã:
10h – Reunião sobre plano de governo com comitês temáticos

Tarde:
15h – Gravação de Programa Eleitoral

Wilker Barreto (Mobiliza)

Manhã:
9h – Atividade parlamentar

Tarde:
14h – Gravação de Propaganda Eleitoral

Noite:
19h – Reunião com Lideranças Comunitárias

Gilberto Vasconcelos (PSTU)

Tarde:
14h – Reunião com apoiadores
15h – Gravação de conteúdos

A reportagem pode ser atualizada a qualquer momento, caso ocorra alteração no cronogama dos candidatos.

Foto: Reprodução

Coligação de Roberto Cidade faz quatro caminhadas simultâneas em bairros de Manaus

A coligação do candidato à Prefeitura de Manaus Roberto Cidade (União Brasil) teve um dia de intensa movimentação nessa quarta-feira (11/09), com quatro caminhadas simultâneas em bairros de Manaus, lideradas por Cidade, pelo candidato a vice, Coronel Menezes (PP), e pelos comitês de mulheres e juventude. O corpo a corpo com os eleitores percorreu ruas dos bairros da Alvorada e Redenção, na zona centro-oeste; da União, na zona centro-sul; e Novo Israel, na zona norte.

Roberto Cidade esteve no Alvorada e Coronel Menezes, no bairro União. A caminhada das mulheres foi no Novo Israel e a da juventude, na Redenção. Agora à noite, o candidato  participa de reuniões comunitárias no bairro Flores e, em seguida, com empresários do setor de turismo.

Durante caminhada no Alvorada, Cidade falou com moradores sobre seus projetos. Ele esteve acompanhado dos deputados estaduais Felipe Souza (PRD), João Luiz (Republicanos) e Mário César Filho (União). Ouviu elogios pela sua atuação parlamentar e recebeu sugestões para Manaus quando for eleito prefeito.

Moradora do Redenção, Beatriz Babello, 19 anos, disse que vai votar no 44. “Acho que segurança foi o que mais me chamou atenção nas propostas. Precisamos reforçar a segurança nos espaços públicos, nos coletivos, nas escolas. Isso vai fazer a diferença na segurança de todos”.

“Todas as propostas são boas, mas a melhor é tirar esse prefeito, que não tem feito nada. Precisamos de mudanças para Manaus”, disse a dona de casa Altemira da Costa, do bairro da Paz.

No União, a cozinheira Francineide Barbosa, 55, pediu compromisso de Cidade com o social e com obras que façam a diferença na vida das pessoas. “Moro no bairro há 35 anos e não tivemos melhorias nos últimos anos. Estamos apoiando o Roberto Cidade com o Coronel Menezes porque queremos melhorias na saúde, educação, no social e na infraestrutura”, disse.

Ao conversar com os moradores e apresentar suas metas para a futura gestão na Prefeitura de Manaus, Roberto Cidade destacou a necessidade de novos investimentos. Enquanto caminhava, encontrou uma casinha de saúde desativada e disse que esse cenário não pode continuar.

“A população é quem mais sofre com esse descaso. Aqui os moradores dizem que essa casinha de saúde tá fechada há dois anos. É um desrespeito. Nós vamos reestruturar a saúde e vamos colocar para funcionar 12 UPAs 24 horas”, enfatizou Cidade.

Presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Roberto é o candidato que construiu o maior arco de alianças desta eleição em Manaus. Além do União Brasil, fazem parte o Progressistas (PP), do candidato a vice, Coronel Menezes; o Republicanos, o Podemos, o Partido da Mulher Brasileira (PMB), o Partido da Renovação Democrática (PRD) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB).

Foto: Divulgação

População do Jorge Teixeira vai às ruas para acompanhar caminhada de David Almeida

O prefeito de Manaus, candidato à reeleição, David Almeida (Avante), reuniu centenas de pessoas no fim da tarde dessa quarta-feira (11/09), no bairro Jorge Teixeira, zona Leste, para uma grande caminhada da ‘Onda Laranja’. David percorreu a Avenida Alecrim, onde conversou com moradores, comerciantes e destacou avanços conquistados em sua gestão e que transformaram a vida dos comunitários da zona Leste de Manaus.

“Foram muitas realizações aqui na zona Leste de Manaus, em especial aqui no Jorge Teixeira. Muitas obras que estavam sendo prometidas há décadas para esta população e nossa gestão olhou com carinho para eles. Foram escolas reformadas para nossas crianças estudarem com dignidade, CRAS reformados e construção de UBSs. Ver a população aderir a esta campanha significa que o trabalho fala mais alto. Aqui o trabalho não para, é a Onda do 70”, declarou David Almeida.

Dona Cecília Iolanda, moradora do bairro Jorge Teixeira, disse que toda a família apoia David Almeida. Segundo ela, Manaus só avançou para melhor durante a gestão do atual prefeito.

“Eu e minha família somos 70. Todo mundo virado no 70. Meu prefeito vai ganhar a eleição se Deus quiser, e vai ser no primeiro turno”, disse a apoiadora.

Outra moradora local, Marília dos Santos, que estava acompanhada das duas filhas, explicou que David Almeida reformou as escolas municipais do bairro, e agora as filhas tem a mesma dignidade para estudar, que os filhos dos ricos.

“Era uma escola não muito bonita, dava pra estudar, mas o que o prefeito David Almeida fez transformou essa realidade. Ele reformou a escola inteira, agora a escola é linda e minhas filhas tem dignidade para estudar, igual os filhos dos ricos”, ressaltou a mãe.

Por onde passou, David foi recebido com muito entusiasmo e alegria pelos moradores, que faziam questão de cumprimentar o gestor e agradecer por todas as obras entregues na zona Leste.

Obras na Zona Leste

São diversas as obras realizadas na zona Leste de Manaus, entre elas a construção do ‘Parque Amazonino Mendes’, o Gigantes da Floresta, construção de Unidades Básicas de Saúde, reformas de Centros Esportivos, Escolas Municipais, e o recapeamento de diversas ruas, além de benefícios no setor da Regularização Fundiária.

‘Avante, Manaus’

A coligação ‘Avante, Manaus’ de David Almeida e o candidato à vice, ex-secretário de Infraestrutura Renato Junior, é formada pelos partidos Avante, MDB, PSD, Agir e DC.

Foto: Dhyeizo Lemos/Assessoria

Câmara conclui nesta quinta votação do fim de desoneração da folha de pagamento

A Câmara dos Deputados transferiu para sessão a partir das 9 horas desta quinta-feira (12/9) a conclusão da votação do projeto de lei que propõe uma transição de três anos para o fim da desoneração da folha de pagamentos de 17 setores da economia e para a cobrança de alíquota cheia do INSS em municípios com até 156 mil habitantes.

Os deputados votavam uma emenda de redação do relator, deputado José Guimarães, mas não houve quórum para encerrar a votação nominal. Era necessária a presença de 257 votantes, mas somente 237 registraram o voto.

Histórico

O Projeto de Lei 1847/24, do Senado, surgiu depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) considerar inconstitucional a Lei 14.784/23, que prorrogou a desoneração até 2027, por falta de indicação dos recursos para suportar a diminuição de arrecadação. Um acordo posterior foi fechado no sentido de manter as alíquotas para 2024 e buscar fontes de financiamento para os anos seguintes.

Destaques

O dia 11 foi o último dia concedido pelo Supremo para a negociação e aprovação do projeto antes de as alíquotas voltarem a ser cobradas integralmente segundo decisão liminar do ministro Edson Fachin, relator de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) sobre o tema.

Antes da emenda, os deputados rejeitaram todos os destaques apresentados pelos partidos na tentativa de mudar trechos do texto a fim de evitar que ele retornasse ao Senado para nova votação. Confira:

  • destaque do PL pedia aprovação de emenda da deputada Bia Kicis (PL-DF) que previa multas menores pelo descumprimento, pelas empresas beneficiadas com incentivos tributários, do envio de informações ao Fisco sobre esses benefícios;
  • destaque do PL pretendia retirar do texto a obrigação de as empresas beneficiadas com incentivos tributários enviarem ao Fisco informações sobre esses benefícios e seus valores;
  • destaque do PL pretendia excluir as multas aplicáveis às empresas que não enviassem as informações sobre os benefícios fiscais usufruídos e seus valores;
  • destaque do PL pretendia retirar do texto a incorporação ao Tesouro Nacional dos recursos esquecidos em contas bancárias

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Deputados aprovam aumento da pena de feminicídio para até 40 anos

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4266/23, do Senado, que aumenta a pena de feminicídio e inclui outras situações consideradas agravantes da pena. A matéria será enviada à sanção presidencial.

Segundo o texto, o crime passa a figurar em um artigo específico em vez de ser um tipo de homicídio qualificado, como é hoje. A pena atual de 12 a 30 anos de reclusão aumenta para 20 a 40 anos.

A relatora do PL 4266/23, deputada Gisela Simona (União-MT), afirmou que a proposta contribui para o aumento da proteção à mulher vítima de violência. “A criação do tipo penal autônomo de feminicídio é medida que se revela necessária não só para tornar mais visível essa forma extrema de violência contra a mulher, mas também para reforçar o combate a esse crime bárbaro e viabilizar a uniformização das informações sobre as mortes de mulheres no Brasil”, destacou.

“A classificação do feminicídio como circunstância qualificadora do homicídio dificulta sua identificação. Em muitas situações, a falta de formação adequada ou de protocolos claros pode levar as autoridades a classificar o crime simplesmente como homicídio, mesmo quando a conduta é praticada contra a mulher por razões da condição do sexo feminino.”

Gisela Simona também destacou a importância de tornar pública a ação penal relativa ao crime de ameaça cometido contra a mulher por razões da condição do sexo feminino. “Além de melhor resguardar a integridade física e psicológica da ofendida, contribuirá para a redução da subnotificação desse tipo de violência e servirá de desestímulo à ação dos infratores, que não mais poderão contar com o silêncio das vítimas para se livrar da punição devida”, espera.

As novas situações que podem aumentar a pena (agravante) são de assassinato da mãe ou da mulher responsável por pessoa com deficiência e quando o crime envolver:

  • emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio cruel;
  • traição, emboscada, dissimulação ou recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido; e
  • emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido

Todas as circunstâncias do crime analisado serão atribuídas também ao coautor ou participante do assassinato.

Medidas protetivas

Na lei Maria da Penha, o projeto aumenta a pena do condenado que, no cumprimento de pena, descumprir medida protetiva contra a vítima. Isso ocorreria, por exemplo, para condenado por lesão vinculada a violência doméstica que progrediu de regime, podendo sair do presídio durante o dia, e se aproximou da vítima quando isso estava proibido pelo juiz.

A pena para esse crime de violação da medida protetiva aumenta de detenção de 3 meses a 2 anos para reclusão de 2 a 5 anos e multa.

Outros direitos

O texto muda também outros direitos e restrições de presos por crimes contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, conceituadas pelo Código Penal como os crimes que envolvem violência doméstica e familiar ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

Assim, quando um presidiário ou preso provisório por crime de violência doméstica ou familiar ameaçar ou praticar novas violências contra a vítima ou seus familiares durante o cumprimento da pena, ele será transferido para presídio distante do local de residência da vítima.

No caso da progressão de regime, em vez de ter de cumprir 50% da pena no regime fechado para poder mudar para o semiaberto, o PL 4266/23 aumenta o período para 55% do tempo se a condenação for de feminicídio. Isso valerá se o réu for primário e não poderá haver liberdade condicional.

Se o apenado usufruir de qualquer saída autorizada do presídio terá de usar tornozeleira eletrônica e não poderá contar com visita íntima ou conjugal.

Todos os crimes

Em relação a outros direitos previstos na Lei de Execução Penal para todos os apenados, em vez de eles poderem ser suspensos ou restringidos pelo diretor do presídio, isso caberá ao juiz da execução penal. Será o caso de:

  • proporcionalidade na distribuição do tempo para o trabalho, o descanso e a recreação;
  • visita do cônjuge, da companheira, de parentes e amigos em dias determinados; e
  • correspondência

Agressão

Na lei de contravenções penais (Decreto-Lei 3.688/41), para o crime de agressão praticado contra a mulher por razões da condição do sexo feminino a pena de prisão simples de 15 dias a 3 meses será aumentada do triplo. A prisão simples é cumprida no regime aberto ou semiaberto em estabelecimento diferente do presídio para condenados.

Já o crime de ameaça, que pode resultar em detenção de 1 a 6 meses, terá a pena aplicada em dobro se cometido contra a mulher por razões do sexo feminino e a denúncia não dependerá de representação da ofendida.

De igual forma, crimes como de injúria, calúnia e difamação praticados por essas razões terão a pena aplicada em dobro.

Lesão corporal

Para os crimes de lesão corporal praticados contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou contra pessoa com quem o réu tenha convivido, a pena de detenção de 3 meses a 3 anos passa a ser de reclusão de 2 a 5 anos.

Igual intervalo de pena é atribuído à lesão praticada contra a mulher por razões de sua condição feminina. Atualmente, o condenado pega de 1 a 4 anos de reclusão.

Efeitos da condenação

A perda do poder familiar, segundo o texto aprovado, passará a atingir o condenado por crimes praticados em razão da condição do sexo feminino, independentemente de a mulher partilhar do mesmo poder familiar.

Um exemplo disso seria o feminicídio de uma mãe que antes de seu assassinato tenha perdido juridicamente o poder familiar sobre os filhos.

Essa consequência e outras como a perda de cargo ou mandato eletivo ou proibição de futura nomeação em função pública (desde a condenação em definitivo até o fim da pena) serão automáticas.

Execução da pena

A procuradora a Mulher, deputada Soraya Santos (PL-RJ), elogiou o recrudescimento do tratamento para agressores de mulheres na fase de execução da pena para concessão de benefícios. “Se não cumprir 55% da pena, não adianta pensar em regalia”, avisou. Soraya Santos cobrou mais recursos para monitorar agressores com tornozeleiras eletrônicas. “Das mulheres que morrem por feminicídio, 70% têm medidas protetivas. Nenhuma morreria se os agressores tivessem tornozeleiras eletrônicas.”

A deputada Erika Kokay (PT-DF) destacou a importância de tratar o feminicídio como um crime autônomo. “Enfrentar o feminicídio não é apenas recrudescimento penal. Envolve política de educação, cultura e multissetorialidade. É necessário termos uma sociedade onde não haja dor em sermos mulheres”, declarou.

Já a deputada Adriana Ventura (Novo-SP) ponderou que o aumento da pena pode inibir o feminicídio. “Aumento de pena não resolve tudo, mas inibe”, contrapôs. “A gente avança a partir do momento em que corta privilégios para quem comete abusos. Quem comete feminicídio não poderá ser nomeado a cargo público ou ter visita íntima.”

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Deputados aprovam emendas do Senado ao projeto dos combustíveis do futuro

A Câmara dos Deputados aprovou nessa quarta-feira (11/9) 16 emendas do Senado ao projeto de lei dos “combustíveis do futuro”, que cria programas nacionais de diesel verde, de combustível sustentável para aviação e de biometano, além de aumentar a mistura de etanol e de biodiesel à gasolina e ao diesel, respectivamente. A matéria será enviada à sanção presidencial.

A maior parte do Projeto de Lei 528/20 continua igual ao aprovado pela Câmara em março deste ano, relatado pelo deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP). Ele recomendou a rejeição de apenas seis das 22 emendas apresentadas pelo Senado. “Resolvemos aprovar a maioria das emendas por considerar que elas contribuem para incrementar a utilização de combustíveis sustentáveis e de baixa intensidade de carbono, bem como para melhoria da tecnologia veicular nacional com vistas à descarbonização da matriz energética de transporte nacional”, defendeu.

Entre as mudanças, Arnaldo Jardim destacou a participação de interessados no processo de estabelecimento de mandatos de biocombustíveis e na previsão de realização de análise de impacto regulatório na determinação de meta anual compulsória de redução de emissões de gases de efeito estufa no mercado de gás natural.

A nova margem de mistura de etanol à gasolina proposta pelo projeto passará a ser de 22% a 27%, podendo chegar a 35%. Atualmente, a mistura pode chegar a 27,5%, sendo, no mínimo, 18% de etanol.

Quanto ao biodiesel, misturado ao diesel de origem fóssil no percentual de 14% desde março deste ano, a partir de 2025 será acrescentado um ponto percentual de mistura anualmente até atingir 20% em março de 2030, segundo metas propostas no texto.

Entretanto, a adição deve considerar o volume total e caberá ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) avaliar a viabilidade das metas de aumento da mistura, reduzir ou aumentar a mistura de biodiesel em até dois pontos percentuais. A partir de 2031, poderá elevar a mistura, que deverá ficar entre 13% e 25%.

Favorável à proposta, o deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG) observou que o País tem vocação para energia limpa. “Após aprovado aqui na Câmara, o projeto foi encaminhado ao Senado, que percebendo a importância agilizou a tramitação”, observou.

O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) considera as fontes de energias renováveis a solução mais duradoura para a luta contra as mudanças climáticas. “O projeto avança, sem dúvida, agora ainda não é o ideal. A estocagem de dióxido de carbono não é a solução de todos os males, até porque ela de alguma maneira prolonga o uso de combustíveis fósseis. Sabemos que essa transição não é imediata, mas isso produz problemas para a saúde pública e o meio ambiente”, ponderou.

Rastreamento

Um regulamento definirá metodologia para a adoção de um sistema de rastreamento dos combustíveis do ciclo diesel em todos os elos da cadeia produtiva a fim de assegurar a qualidade.

A adição voluntária de biodiesel em percentual superior ao fixado será permitida para determinados usuários listados no projeto, devendo isso ser informado à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP):

– transporte público;

– transporte ferroviário;

– navegação interior e marítima;

– frotas cativas;

– equipamentos e veículos usados em extração mineral;

– na geração de energia elétrica; e

– tratores e maquinários usados na agricultura

Outra novidade em relação à matriz energética atual é que a ANP terá poder de regulação e fiscalização sobre os combustíveis sintéticos e a estocagem geológica de gás carbônico, assim como autorizar a atividade.

O projeto também autoriza a Petrobras a atuar nas atividades de movimentação e estocagem de gás carbônico, de transição energética e de economia de baixo carbono.

Diesel verde

Quanto ao Programa Nacional do Diesel Verde (PNDV), também pensado para incentivar a pesquisa, a produção, a comercialização e o uso desse biocombustível, o CNPE fixará, a cada anoa quantidade mínima, em volume, de diesel verde a ser adicionado ao diesel de origem fóssil.

Uma das emendas aprovadas excluiu a data limite de 2037 para o estabelecimento desse parâmetro.

Esse adicional deverá ser, no mínimo, de 3% por volume e levará em conta a comercialização em todo o território nacional.

Para definir esse volume mínimo, o conselho deverá levar analisar as condições de oferta de diesel verde, incluídas a disponibilidade de matéria-prima, a capacidade e a localização da produção; o impacto da participação mínima obrigatória no preço ao consumidor final; e a competitividade nos mercados internacionais do diesel verde produzido no Brasil.

Como a mistura, em termos de volume, deve ser alcançada nacionalmente, a ANP definirá os percentuais de adição para cada estado e Distrito Federal, podendo ser diferentes conforme diretrizes como a otimização logística na distribuição e no uso do diesel verde e a adoção de mecanismos baseados em mercado.

Outra emenda aprovada permite que a mistura de disel verde ao óleo diesel seja feita apenas às distribuidoras registradas e autorizadas pela ANP que atenderem a requisitos estipulados pela agência.

Frequentemente, o diesel verde é confundido com o biodiesel, que também é um combustível limpo, mas com propriedades distintas. Enquanto o biodiesel é um combustível derivado de biomassa, obtido a partir da reação de óleos ou gorduras com um álcool, o diesel verde é definido pela ANP como biocombustível de hidrocarbonetos parafínicos produzido a partir de quatro rotas tecnológicas, como hidrotratamento de óleo vegetal e animal ou pela fermentação do caldo de cana-de-açúcar.

Ciclo de vida

Na contabilidade de quanto cada combustível lança de gases do efeito estufa na atmosfera, o texto estabelece conceitos que contabilizam desde o processo de extração (ou plantação, nos biocombustíveis) até o fim de seu uso, passando pela produção, transporte, armazenamento etc.

Assim, no caso dos veículos, as iniciativas tomadas no âmbito de quatro programas (RenovaBio, Programa Mobilidade Verde e Inovação – Mover, Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular e Programa de Controle de Emissões Veiculares  – Proconve) deverão observar esses conceitos a fim de buscar a diminuição na emissão de CO2.

Para isso, até dezembro de 2031 será empregado o chamado ciclo do poço à roda (conta as emissões de CO2 por veículos comerciais e leves ou pesados de passageiros desde a fabricação do combustível) e a partir de janeiro de 2032 será usado o ciclo do berço ao túmulo (emissões apuráveis no ciclo do poço à roda mais aquelas envolvidas na produção de peças e no descarte de veículos).

Caberá ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços definir metas para o Programa Mover quanto ao consumo energético (energia gerada por cada tipo de combustível para rodar um quilômetro) e às emissões (gramas de gás carbônico equivalente por quilômetro) de cada tipo de veículo.

A partir desses parâmetros é possível projetar o quanto cada tipo de combustível gera de gás do efeito estufa para gerar uma unidade de energia. Isso se chama intensidade de carbono da fonte de energia (ICE) e terá seus valores fixados pelo CNPE para cada participante do programa, assim como a participação dos combustíveis líquidos, gasosos ou da energia elétrica.

Novas espécies de combustíveis somente poderão ser consideradas nas metas após a certificação das emissões no seu ciclo de vida aplicável conforme o período citado (até 2031 e 2032 em diante).

Os fabricantes e importadores de veículos não poderão ser responsabilizados pelo não cumprimento de suas metas devido a divergências entre os valores fixados pelo CNPE e aqueles observados de maneira efetiva ao longo do período para o qual as metas foram definidas.

Para o consumidor, o programa de etiquetagem veicular deverá divulgar as informações das emissões de gases do efeito estufa de cada veículo.

Aviação

Chamado pelo projeto de Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação, o ProBioQAV tem o objetivo de incentivar a pesquisa, a produção, a comercialização e o uso do combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês).

A partir de 2027, os operadores aéreos serão obrigados a reduzir as emissões de gases do efeito estufa nos voos domésticos por meio do uso do SAF. As metas começam com 1% de redução e crescem gradativamente até atingir 10% em 2037.

Uma das mudanças propostas pelos senadores e acatadas pela Câmara inclui as empresas de táxi aéreo entre as que devem seguir as metas.

Para calcular as metas de redução de emissões, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) levará em conta as emissões em cada ano como se todo o consumo fosse de combustível fóssil. A agência também fiscalizará o cumprimento dessa meta. Entretanto, o texto admite “meios alternativos” para cumprir as metas, nos termos de um regulamento.

A Anac poderá dispensar do cumprimento da meta as companhias aéreas cujas emissões anuais forem inferiores à definida no regulamento ou que não tenham acesso ao SAF em nenhum dos aeroportos em que operem.

As metas estipuladas pelo programa não poderão contar para acordos setoriais ou regulamentos específicos que tratem de outras metas de redução de emissões dos gases.

Outra emenda aprovada altera a descrição das metas da forma de anexo para incisos de um artigo. Na prática nada muda, mas o formato viabiliza possíveis vetos parciais de alguma meta anual.

Redução

Com base em metodologia e periodicidade definidos pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), esse órgão poderá alterar os percentuais de redução de emissões para o setor a qualquer tempo se por motivo justificado de interesse público. Para definir esse interesse, o conselho observará a efetividade ambiental e a eficiência econômica do ProBioQAV.

Os percentuais serão reestabelecidos após as condições que motivaram a alteração voltarem à normalidade.

Reciprocidade

Em obediência ao princípio da reciprocidade, se outros países ou um conjunto deles impuser às companhias aéreas brasileiras obrigações de uso do SAF, o Brasil poderá impor as metas fixadas no projeto para as companhias aéreas desses países em voos com passagem pelo território nacional. Isso dependerá de determinação do CNPE e regulamentação da Anac.

Entretanto, a reciprocidade não será aplicável se as obrigações forem impostas às companhias brasileiras no âmbito de normas, padrões ou acordos estabelecidos para aviação civil (como pela Organização da Aviação Civil Internacional – Oaci).

Do poço à queima

Para a aviação, o ciclo usado se chama do poço à queima e poderá gerar valores diferentes segundo cada tipo de tecnologia para se obter o combustível sustentável.

Caberá à ANP estabelecer os valores das emissões totais equivalentes em gás carbônico (pois existem outros gases do efeito estufa emitidos) por unidade de energia produzida com a queima do SAF a fim de medir o quanto cada um obtém de descarbonização em relação ao querosene de aviação de origem fóssil.

Além da Política Nacional de Biocombustíveis, a ANP deverá levar em conta o aproveitamento do SAF produzido e utilizado no País para o cumprimento de compromissos internacionais de descarbonização pelas companhias aéreas e buscar alinhamento metodológico à Oaci em relação aos requisitos de elegibilidade e de certificação para o SAF.

Já a comercialização, a logística e o uso energético do SAF no Brasil deverão atentar para a otimização logística de sua distribuição e a adoção de mecanismos baseados em mercado.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Câmara aprova projeto com regras para a contratação de pessoas do espectro autista

A Câmara dos Deputados aprovou nessa quarta-feira (11/9) emendas do Senado ao projeto de lei que define regras para estimular a contratação, como empregado, aprendiz ou estagiário, de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A matéria será enviada à sanção presidencial.

De autoria da deputada Iza Arruda (MDB-PE) e outros, o Projeto de Lei 5813/23 foi aprovado com um texto da deputada Flávia Morais (PDT-GO), modificado pelas emendas, relatadas em Plenário pelo deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE).

Em seu relatório, Benevides Filho recomendou a aprovação de todas as cinco emendas do Senado ao PL 5813/23, que incentiva a inserção de pessoas com transtorno do espectro autista no mercado de trabalho. “Ainda que se argumente que as emendas podem demandar algum tipo de dispêndio por parte do governo federal, elas não atribuem dados objetivos para a execução, cabendo ao Poder Executivo tão somente adotar iniciativas adequadas à sua capacidade de comprometimento orçamentário e financeiro”, argumentou.

A autora da proposta, deputada Iza Arruda, explicou que o texto foi elaborado a partir dos trabalhos de subcomissão que trata de políticas públicas para pessoas com transtorno do espectro autista. “Inclusão é atitude. Aqui na Câmara hoje, os deputados e deputados tiveram uma brilhante atitude”, afirmou.

O deputado General Girão (PL-RN) declarou estar preocupado com a contratação de planos de saúde para funcionários que tenham transtorno do espectro autista. “O governo federal somente coloca a questão nos ombros dos empresários”, ponderou.

Chico Alencar (Psol-RJ) afirmou que o projeto não resultaria em sanções ou multas para empresas. “Muito pelo contrário, o projeto visa promover o direito das pessoas com síndrome autista. que sofrem muita discriminação”, afirmou

Segundo o texto, a União deverá integrar ao Sistema Nacional do Emprego (Sine) a base de dados de outro cadastro criado por decreto (Sistema Nacional de Cadastro da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista – SisTEA) para facilitar a intermediação de vagas de emprego e contratos de aprendizagem. Os contratos de aprendiz podem ter vigência de dois anos, conforme a Lei 10.097/00. (art. 2º, “art. 7º”)

A União e outras esferas de governo que aderirem ao Sine deverão seguir normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) sobre acessibilidade.

Estágios

Quanto aos estágios, emenda aprovada excluiu dispositivo que previa obrigação de os agentes de integração entre as escolas e as instituições ou empresas cedentes de estágio darem prioridade e atenção especial ao atendimento às pessoas com TEA, inclusive na captação de vagas de estágio adequadas ao perfil desse candidato.

Por outro lado, caberá aos municípios que aderirem ao Sine fomentar iniciativas para incluir pessoas com deficiência de uma forma geral ao mercado de trabalho, inclusive com realização de feiras de emprego e sensibilicação de empregadores para a contratação de pessoas com deficiência.

Fonte: Agência Câmara de Notícias