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Capitão Alberto Neto critica David Almeida em primeiro debate do segundo turno

No primeiro debate do segundo turno, realizado pela TV Norte, nesta quarta-feira, 09/10, o candidato a prefeito da coligação Ordem e Progresso, Capitão Alberto Neto (PL), fez duras críticas ao atual prefeito David Almeida (Avante), que pela primeira vez neste pleito apareceu num debate, mas não conseguiu prestar contas à população das questões abordadas.

“Seria bom viver na cidade que David sonha, mas essa não é a realidade. Nossa cidade não tem uma rede de saúde primária funcionando; ele prometeu um Hospital Municipal que nunca saiu do papel e nem conseguiu construir um centro de imagem. Estamos falando da quinta cidade mais rica do Brasil, e o prefeito ainda tem a coragem de dizer que a espera nas UBS é cultural. Isso é uma vergonha,” disse.

Firme nas suas convicções, valores de ética, liberdade e transparência, que fazem da direita o movimento político que mais cresce no Brasil, o candidato, que chegou ao debate acompanhado da vice Professora Maria do Carmo (Novo), esclareceu para a população que o atual prefeito está preocupado porque sabe que tem alto índice de rejeição, tem uma gestão sem projetos e não cuida de Manaus como deveria.

“David está preocupado porque sabe que vai perder a eleição. Ele já foi deputado estadual, mas nunca trouxe nada significativo para Manaus. Enquanto ele era gestor, sua família furou a fila da vacina na pandemia. Eu estava dentro dos hospitais, ajudando o nosso povo. Não faço politicagem, faço trabalho de verdade. O atual prefeito já demonstrou que não tem um projeto sólido para Manaus. Isso afeta a sua vida, e ele não consegue fazer a cidade funcionar. Nós vamos conseguir”, declarou o Capitão.

O debate adotou um formato dinâmico permitindo abordagem de temas específicos como infraestrutura e mobilidade urbana, onde o candidato enfatizou que a propostas do plano de governo serão implementadas, ao contrário das promessas de David Almeida que não foram cumpridas.

“Ele não vai entregar as 10 mil ruas que prometeu, e o manauara sabe disso. Nós, sim, vamos construir toda a infraestrutura do BRT, com semáforos inteligentes e um sistema de transporte rápido e seguro. Além disso, implementaremos um transporte fluvial, ligando a Ponta Negra ao Puraquequara. Também temos um grande projeto para revitalizar o centro da cidade e ajudar Manaus a crescer”, afirmou.

Na educação o candidato da Chapa Ordem e Progresso criticou o tratamento dado aos professores de Manaus, que recebem aumentos irrisórios, e a falta de creches que dificulta a vida das famílias. “Os professores foram humilhados por você, com um aumento de apenas 34 reais. Hoje, Manaus tem o 5º pior salário para professores no Brasil. Eles fazem das tripas coração. David se orgulha de ter tão poucas creches; ele deve achar que isso é ‘cultural’. Sei que você, mãe, precisa trabalhar e está sofrendo com essa gestão desastrosa. Esse sofrimento vai acabar. Vamos dobrar o número de creches em Manaus e implantar escolas cívico-militares na periferia”, disse

O debate contou com uma dinâmica inovadora, permitindo que os candidatos a vices também participassem com perguntas e respostas. A candidata a vice da chapa Ordem e Progresso, Maria do Carmo Seffair, destacou a corrupção sistêmica que assola a prefeitura.

“Eu tenho um projeto para a cidade de Manaus e, junto com Alberto, vamos realizar isso. Queremos fazer de Manaus a cidade que merece, mas hoje estamos lidando com uma cidade corroída pela corrupção. O prefeito vem ao debate e mente descaradamente. É só andar pelas ruas de Manaus para ver a realidade: elas estão imundas, as UBSs estão caindo, e o esgotamento sanitário é precário. Não falta dinheiro, falta competência e trabalho. Nós vamos responder à altura, com trabalho e integridade. Eu e Alberto vamos transformar Manaus”.

Nas considerações finais, os candidatos da chapa reafirmaram a luta pela mudança e pelo combate à corrupção. Maria do Carmo focou na necessidade de cuidar das pessoas: “Tudo que eu fiz nesses 40 anos por Manaus, eu farei triplicado com Capitão Alberto Neto. Nós vamos olhar para as pessoas, cuidar delas e tirá-las dessa situação indignante em que vivem. Foi por isso que eu vim para a política: para tirar do poder aquelas pessoas corruptas que fazem contratos para namoradas, sogras e parentes, descaradamente, achando que a população não vê.”

“Quero falar com você que está em casa, você que é mãe solo e enfrenta dificuldades para trabalhar em Manaus. O prefeito se orgulha de ter apenas 23 creches em uma cidade com mais de 2 milhões de habitantes. Ele desconhece a realidade desse povo. Não falta só dipirona, faltam remédios para pressão, faltam insulina, e você sabe disso. A cidade que o prefeito David descreve deve ser Paris, porque Manaus não é assim. Se o manauara quer o melhor para os seus filhos, vota 22,” declarou Capitão.

Foto: Tadeu Rocha

David Almeida comenta sobre emendas de Alberto Neto em debate

O candidato a prefeito de Manaus, Capitão Alberto Neto, teve R$ 400 milhões em emendas parlamentares durante os seis anos de mandato de deputado federal, mas não ajudou Manaus. Nem mesmo durante a pandemia da Covid-19, na maior cheia e maior vazante da história da capital amazonense.

A constatação foi feita pelo candidato à reeleição pela Coligação “Avante, Manaus” (união dos partidos Avante, PSD. MDB, DC e Agir), o prefeito de Manaus David Almeida, durante debate promovido pela TV Norte/SBT, nesta quarta-feira (9/10).

”Alberto Neto, você teve R$ 400 milhões em emendas e não mandou um litro de água quando a cidade enfrentou a maior seca; não mandou um rancho quando a população mais precisou, não mandou uma caixa de máscara na pandemia”, sustentou o prefeito, no primeiro debate do segundo turno.

Ao contrário disso, acrescentou o candidato à reeleição, Alberto Neto enviou recursos de emendas, conquistadas com o mandato concedido pela população do Amazonas, para cidades dos Estados do Paraná e São Paulo.

Velha prática

Segundo David Almeida, Alberto Neto lembra Wilson Lima. Antes de ser governador, Wilson era apresentador de um programa local de TV e nele, denunciava problemas e falava que tudo era fácil de resolver. “Ele dizia, a bronca é comigo, e nós vimos onde isso foi parar”, alertou David.

Foto e Texto: Divulgação assessoria David Almeida

David Almeida diz ‘usar a verdade’ ao debater com Alberto Neto

O prefeito de Manaus e candidato à reeleição, David Almeida, utilizou a verdade para desfazer mentiras do adversário Capitão Alberto Neto, no primeiro debate deste segundo turno das eleições 2024, realizado nesta quarta-feira (9/10) pela TV Norte/SBT.

Alberto Neto disse que Manaus não avançou no saneamento básico, que Manaus era uma cidade pior na infraestrutura, que vai resolver o problema da segurança e que falta dipirona nas UBS. Todas as alegações foram rebatidas pelo prefeito.

Abandonou a PM

”Você fala que vai resolver o problema da segurança, é ex-policial militar e não ajudou a sua própria corporação, que está com datas-bases atrasadas, e agora quer falar de segurança”.

Ainda sobre o tema, David lembrou que a segurança pública é responsabilidade constitucional do Estado e que mesmo assim na atual gestão, a Guarda Municipal foi resgatada para contribuir com a segurança da cidade.

Mentira sobre saneamento

Na pergunta de Alberto Neto sobre saneamento básico, David Almeida rebateu, dizendo: “Vou aproveitar a sua própria fala. Você disse que Manaus tem hoje 36% de saneamento. Quero lhe dizer que quando assumi a prefeitura, a cidade tinha apenas 16%, ou seja, mais que dobramos a área coberta pelo esgotamento e tratamento sanitário”.

Sobre infraestrutura, o prefeito de Manaus destacou que a gestão anterior, de oito anos, recapeou 865 ruas. “Na nossa administração já são mais de 3,5 mil via recapeadas e mais de 2,6 mil recuperadas (com tapa-buraco)”. Segundo David Almeida, esse trabalho de reconstrução das ruas está atualmente em 19 comunidades, simultaneamente.

Desmentido em desafio

No penúltimo bloco do debate da TV Norte/SBT, David Almeida desafiou Alberto Neto, que afirmou faltar dipirona nas UBSs: “Eu te faço um desafio, eu renuncio o meu mandato se estiver faltando dipirona nas nossas unidades de saúde. Digite Farmácia Estoque e veja, temos mais 1 milhão de comprimidos”.

O Farmácia Estoque é uma ferramenta da Prefeitura de Manaus pela qual o paciente sabe em qual unidade tem o remédio da atenção básica, como a dipirona, que está necessitando. Basta entrar no site farmácia estoque.manaus.am.gov.br e digitar o nome do medicamento no campo de busca.

Foto e Texto: Dhyeizo Lemos/Assessoria

David Almeida reforça importância das mulheres na política

O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), candidato à reeleição, compartilhou nas redes sociais o vídeo do encontro que teve com as mulheres da coligação “Avante, Manaus”, composta pelos partidos PDS, MDB, Avante, Agir e DC.

Junto com seu candidato a vice-prefeito, Renato Junior, David destacou o papel das mulheres na política.

“Tarde produtiva de terça-feira, eu e meu vice, Renato Junior, nos reunimos com as mulheres da Coligação Avante. Foi um encontro que reforçou a força e a importância das mulheres na política. Um papel fundamental na construção de uma cidade mais justa. Amanhã estaremos de volta às ruas, prontos para a luta no segundo turno. Obrigado, mulheres do Avante, por mais esse apoio! Vamos de 70 mais uma vez!”, escreveu o prefeito no Instagram.

Vivi Lira, uma das candidatas do Avante que concorreu ao pleito, disse se sentir orgulhosa por representar as mulheres na eleição para vereadores. Mesmo sem ter conquistado uma vaga na Câmara Municipal (CMM), a candidata, que recebeu 4.420 votos em Manaus, demonstrou alegria em apoiar David Almeida.

“Sou muito grata e feliz por estar em um partido como o Avante, por poder representar as mulheres e ser uma voz para elas. Me sinto orgulhosa por apoiador nosso prefeito. David é homem do bem, trabalhador, que apoia as mulheres e suas participações na política. E aqui venho dizer e reforçar meu total apoio ao David 70”, afirmou Vivi Lira.

Incentivo

Caila Carim, que também esteve presente no encontro, falou do crescimento da participação das mulheres nas eleições. A candidata pelo MDB recebeu 4.645 votos válidos e garantiu que apoiará David neste segundo turno. Ao mesmo tempo, agradeceu todo o apoio e incentivo do político às candidaturas femininas.

“David reconhece nosso esforço e dedicação. Apoiamos ele [David Almeida], no primeiro turno, e claro, apoiaremos no segundo turno também. Ele além de nos apoiar, incentiva que nós continuemos participando e tendo voz na política do nosso estado e do nosso município”, disse Caila Carim.

Foto: Divulgação

Por propaganda irregular, MP Eleitoral ingressa com representações contra mais de 100 candidatos

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio das promotorias eleitorais, protocolizou uma série de representações eleitorais contra mais de 100 candidatos aos cargos de vereador e prefeito que, durante o primeiro turno das eleições municipais de 2024, realizaram o chamado “derrame de santinhos” em frente a locais de votação. Essa prática, considerada irregular pela legislação eleitoral, foi registrada em Manaus e em cidades do interior do Amazonas. Somente na capital, foram 74 representações ingressadas pelas 13 Zonas Eleitorais.

De acordo com as representações, os candidatos despejaram grandes quantidades de material de campanha, como panfletos e santinhos, em ruas próximas a diversas escolas que serviram como locais de votação. Essa infração está prevista no artigo 37, caput, da Lei nº 9.504/97 e no §7º do artigo 19 da Resolução TSE nº 23.610/2019, que proíbem a distribuição de material de propaganda nas proximidades de seções eleitorais.

Somente na 58ª Zona Eleitoral, que abrange a área do bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus, a Promotoria Eleitoral registrou 36 representações relacionadas a flagrantes de derrame de santinhos em pontos estratégicos, no dia 6 de outubro de 2024, sendo 32 contra candidatos a vereador e quatro contra candidatos a prefeitos, entre eles os que disputam o 2º turno em Manaus.

Os locais de votação onde se registrou grande volume de derramamento de sujeira na 58ª Zona Eleitoral foram a Escola Estadual Aldeia do Conhecimento Prof. Ruth Prestes Gonçalves, a Escola Estadual Senador João Bosco Ramos de Lima, a Escola Estadual Dom Milton Correa Pereira e a Escola Municipal Engenheiro João Alberto de Menezes Braga.

“A legislação proíbe o derrame de material de propaganda nos locais de votação ou nas vias próximas, na madrugada e no dia de votação. A conduta ilegal, além de sujar a cidade e causar poluição ambiental, pode afetar a isonomia entre candidatos. A ação do Ministério Público Eleitoral que pede a punição dos candidatos que praticaram essa conduta visa, também, evitar que a irregularidade se repita no segundo turno e dos próximos pleitos”, afirmou a promotora Eleitoral Carolina Monteiro Chagas Maia, titular da 58ª ZE.

Para a promotora, “os partidos e candidatos podem evitar as punições, com atuação preventiva, orientando seus correligionários ou recolhendo material de campanha”. O material apreendido foi fotografado e anexado como prova de violação às normas eleitorais.

As fiscalizações, que culminaram nas representações, foram feitas manhã do dia da eleição pelos promotores eleitorais da capital e do interior que inspecionaram as seções eleitorais.

Os candidatos denunciados à Justiça poderão ser multados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), pela prática de propaganda eleitoral irregular, nos termos do art. 19, § 7º, da Resolução TSE nº 23.610/2019 c/c art. 37, § 1º, da Lei nº 9.504/97.

Interior

As Promotorias Eleitorais do interior também ingressaram com representações contra os candidatos por propaganda irregular. Em Humaitá, por exemplo, foram 25 representações, enquanto Parintins teve 20, Fonte Boa, 19, Presidente Figueiredo, três, Guajará, duas e Pauini, uma.

A prática de derrame de santinhos é uma infração recorrente nas eleições municipais e tem como consequência não apenas o descumprimento das normas eleitorais, mas também o impacto ambiental e a poluição nas cidades. O MPE tem reforçado as ações de fiscalização para coibir essa prática, onde o acesso à informação e o controle da propaganda irregular podem ser mais limitados.

Foto: Divulgação

Câmara aprova projeto que cria cadastro de pedófilos

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (8/10) projeto de lei que torna público o acesso ao nome, CPF e crime de condenados em primeira instância se relacionado a estupro ou exploração sexual.

Devido às mudanças, o Projeto de Lei 6212/23 retorna ao Senado para nova votação. O texto aprovado é um substitutivo da deputada Soraya Santos (PL-RJ). Para ela, o cadastro pode evitar que escolas ou outros estabelecimentos que lidam com crianças contratem pessoas condenadas por pedofilia. “Enquanto o processo vai passando por várias instâncias, o que a gente vê é que a vítima está ali desprotegida. Uma pessoa que é um pedófilo fica livre para trabalhar em lugares como escolas, hospitais infantis e igrejas. É necessário que as pessoas, por exemplo, proprietárias de escolas, possam ter direito a consultar se aquele profissional que se apresenta como professor está lá condenado por pedofilia.”

Atualmente, esse tipo de crime contra a dignidade sexual conta com sigilo processual, tendo os dados do condenado revelados após trânsito em julgado.

A ideia do projeto é dar uma ferramenta de consulta para a prevenção de novos crimes. O substitutivo aprovado prevê o acesso inclusive aos dados da pena ou da medida de segurança imposta, mas o juiz ainda poderá determinar a manutenção do sigilo de forma fundamentada.

Caso o réu seja absolvido em outra instância, o sigilo das informações será retomado.

Existe ainda a previsão de o réu condenado a partir dessa primeira instância ser monitorado por dispositivo eletrônico.

Confira os crimes listados para consulta:

  •  contra a liberdade sexual: estupro;
  •  exposição da intimidade sexual: registro não autorizado da intimidade sexual;
  •  crimes sexuais contra vulneráveis: estupro de vulnerável e favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável;
  • exploração sexual: mediação para servir a lascívia de outrem, favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual, casa de prostituição e rufianismo (cafetão)

Cadastro de pedófilos

O projeto também determina a criação do Cadastro Nacional de Pedófilos e Predadores Sexuais, mas especifica que ele será desenvolvido a partir dos dados do já existente Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Crime de Estupro, permitindo a consulta pública do nome completo e do número do CPF das pessoas condenadas por esse crime.

No entanto, devido a esse direcionamento aos dados sobre crime de estupro, o cadastro não conteria dados de outros crimes caracterizados como pedofilia ou predação sexual. Esses termos, inclusive, não estão tipificados no Código Penal ou no Estatuto da Criança e do Adolescente.

A consulta será possível a partir do trânsito em julgado da sentença condenatória e os dados ficarão disponíveis para acesso público por dez anos após o cumprimento integral da pena, salvo em caso de reabilitação.

A proposta foi aprovada de maneira simbólica, sem votos contrários. Para a deputada Adriana Ventura (Novo-SP), é fundamental permitir a identificação de quem comete este tipo de crime. “É um projeto muito importante porque precisamos colocar os pedófilos nos seus devidos lugares. Punir com veemência e que ele seja identificado, porque não tem nada pior do que violência contra crianças, contra menores. Isso realmente é um crime e parece que muitas vezes isso é banalizado.”

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Câmara aprova renovação de acordo para funcionamento da sede da OMPI no Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (8/10) o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 271/24, que contém a renovação do acordo sobre o funcionamento, no Brasil, de um escritório da Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI). As instalações funcionam no Rio de Janeiro desde 2009. A matéria será enviada ao Senado.

O texto contou com pareceres favoráveis da deputada Jack Rocha (PT-ES) e do deputado Julio Lopes (PP-RJ). “O escritório da OMPI no Rio já se encontra pronto para funcionamento há cerca de um ano, seus funcionários já disponibilizados e aguardando apenas a autorização da formalização por esse Congresso Nacional”, disse Lopes.

A OMPI, criada a partir da Convenção de Estocolmo de 1967, é constituída por 193 países membros e voltada para desenvolvimento de um sistema internacional de propriedade intelectual.

O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) destacou a importância do órgão. “A questão da propriedade intelectual é absolutamente fundamental, nesse tempo em que parece que o avanço tecnológico, inclusive da internet e da rede mundial de computadores, favorece, em alguns aspectos, a fraude, a farsa, o engodo. E isso tem a ver com soberania nacional, tem a ver com interesse público.”

Ela é uma das 16 agências especializadas da Organização das Nações Unidas (ONU), tem sede em Genebra (Suíça) e possui sete escritórios regionais: Rio de Janeiro (Brasil), Argel (Argélia), Pequim (China), Tóquio (Japão), Abuja (Nigéria), Moscou (Rússia) e Singapura.

A sede brasileira apoia a implementação de projetos e atividades relacionados ao tema no Brasil e tem dado suporte para o trabalho da organização em todo o continente americano.

O texto de renovação do acordo de escritório regional não tem impacto orçamentário porque ele já está em funcionamento, repetindo condições de funcionamento e de privilégios e imunidades que o governo brasileiro poderá continuar a conceder ao escritório e a seus funcionários, levando em consideração dispositivos da Convenção de Viena sobre relações diplomáticas, bem como a legislação brasileira aplicável.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Relator lê parecer pela anistia de envolvidos em atos de 8 de janeiro, mas pedido adia votação

O deputado Rodrigo Valadares (União-SE) leu, nesta terça-feira (8/10), na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, parecer no qual recomenda a anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

Um pedido de vista adiou a votação da matéria para a próxima semana. 

Valadares recomenda, em seu texto, a aprovação de substitutivo de sua autoria ao Projeto de Lei 2858/22, do ex-deputado Major Victor Hugo (GO), e outros seis apensados. O texto prevê que serão anistiados todos aqueles que participaram de atos com motivação política ou eleitoral, ou que os apoiaram com doações, apoio logístico, prestação de serviços ou publicações em mídias sociais entre 8 de janeiro de 2023 e a data de vigência da futura lei.

A medida beneficia, por exemplo, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sob acusação de incitar os atos em vídeo publicado nas redes sociais.

O texto também perdoa os crimes praticados pelos extremistas inconformados com o resultado das eleições de 2022 que depredaram os palácios do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e do Planalto em uma tentativa de perturbar a ordem pública.

A anistia garante aos envolvidos:
• perdão por crimes previstos no Código Penal relacionados às manifestações;
• o cancelamento de multas aplicadas pela Justiça;
• a manutenção dos direitos políticos;
• a revogação de medidas, transitadas em julgado ou não, que limitem a liberdade de expressão em meios de comunicação social e em redes sociais.

As medidas se aplicam a todos que participaram de eventos antes ou depois do 8 de janeiro, desde que mantenham correlação com os fatos.

Por fim, o substitutivo define como abuso de autoridade a instauração de procedimento investigatório relacionado aos atos amparados pela anistia.

Rigor excessivo

Segundo Rodrigo Valadares, os eventos de 8 de janeiro se deveram a um “sentimento de injustiça” de muitos brasileiros após o segundo turno das eleições de 2022. “Muito desta indignação se deu por muitos experimentarem serem derrotados em uma disputa eleitoral pela primeira vez, devido ao aumento do interesse da nossa população pela política, que passou a acompanhar as mais diversas discussões neste ambiente nos últimos anos”, afirmou o relator.

“Note-se que aquelas pessoas que estiveram nos atos de 8 de janeiro de 2023 não souberam naquele momento expressar seu anseio por liberdade e pela defesa de uma democracia representativa de fato, catalisando a sua indignação de maneira exacerbada e causando danos ao patrimônio público e ao patrimônio histórico e cultural por meio de um ‘efeito manada’’, afirmou Valadares. O relator disse, porém, que o episódio vem sendo tratado pela Justiça com “rigor excessivo” e sem “critério legalista e garantista”, apenas “no critério ideologicamente punitivista”. 

De acordo com Valadares, a anistia “poderá contribuir com a possibilidade de devolver o Brasil a um novo tempo. Um tempo de maturidade política, de convívio com os diferentes, de garantia à liberdade de expressão e um resgate da presunção de inocência no Ordenamento Jurídico brasileiro”. 

Crítica ao projeto

A oposição, favorável ao projeto, foi quem fez o pedido de vista, se adiantando à obstrução que seria feita pelos deputados governistas. Antes da leitura do parecer, esses parlamentares tentaram retirar o projeto da pauta.

O  deputado Chico Alencar (Psol-RJ) afirmou que aconteceu uma “trama golpista” contra o Estado de Direito. “A dosimetria das penas pode ser contestada, mas não é disso que se trata aqui. Aqui se quer apagar, fingir que não aconteceu uma trama articulada inclusive com figurões da política para impedir a fruição da democracia”, defendeu.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

CPI quer ouvir diretor-geral da PF sobre denúncias de manipulação de jogos

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas aprovou nesta terça-feira (8/10) requerimento que convida o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a depor no colegiado.

Autor do requerimento, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) avalia que as informações a serem prestadas por Andrei Rodrigues podem ajudar a comissão na apuração das denúncias e suspeitas de manipulação de resultados no futebol brasileiro, envolvendo jogadores, dirigentes e empresas de apostas, conhecidas como bets.

“Diante da participação tão efetiva da Polícia Federal no processo de investigação de manipulação de resultados, considera-se que o depoimento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, permitirá a elucidação de diversos aspectos relacionados ao objeto de investigação da presente comissão”, defende Girão no requerimento (REQ 59/2024).

Outro requerimento do senador, também aprovado na comissão, convoca Deolane Bezerra a depor na CPI. A empresária, advogada e influenciadora digital foi presa no Recife, em 4 de setembro, mas já se encontra em prisão domiciliar.

“Entendo que a convocação de Deolane Bezerra pode ajudar essa comissão parlamentar de inquérito a esclarecer questões atinentes ao objetivo final desse CPI, que é o desvendar possíveis implicações de facções criminosas com as empresas que atuam no mercado de jogos de apostas on-line”, ressalta Girão no REQ 111/2024.

Ao todo, foram aprovados 15 requerimentos para depoimentos, entre eles o de convocação do diretor executivo da empresa Esportes da Sorte, Darwin Henrique da Silva Filho (REQ 113/2024). O pedido é de autoria do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), que preside a CPI.

Outro requerimento, de autoria do senador Romário (PL-RJ), relator da comissão, convida o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Santos, a depor no colegiado (REQ 115/2024). “A comissão pretende ouvir do diretor de Fiscalização do BC os planos do órgão para fiscalizar esta atividade econômica e impedir que o sistema financeiro nacional seja utilizado para a prática de crimes relacionados às apostas esportivas”, diz Romário.

Romário cita nota técnica do Banco Central que busca mensurar o tamanho do mercado de jogos de azar e apostas esportivas on-line no Brasil. Na nota, elaborada a pedido do senador Omar Aziz (PSD-AM), o BC estima que o gasto seja de R$ 20,8 bilhões apenas no mês de agosto de 2024. Há estimativa superior a R$ 240 bilhões por ano, o que faz com que a atividade supere os gastos de todo o comércio eletrônico no Brasil. Além de estimar os valores, a nota técnica do BC aponta as dificuldades em identificar essas transações, observa Romário.

Fonte: Agência Senado

À CPI, empresário admite manipulação no futebol e diz que lucrou R$ 300 mi

Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas nesta terça-feira (8/10), o empresário William Rogatto admitiu a manipulação de jogos de futebol no Brasil e disse que já ganhou aproximadamente R$ 300 milhões nesse esquema, que lucra com o rebaixamento de times. O empresário declarou-se réu confesso e disse que já rebaixou 42 times de futebol, tendo atuado nas federações de futebol de todos os estados brasileiros, no Distrito Federal e em nove países, como a Colômbia. Ele afirmou ainda que “o esquema de manipulação dos jogos só perde para política e o tráfico de drogas, em termo de valores”.

Rogatto depôs nesta terça-feira (8/10) por videoconferência à CPI. A comissão deverá ir na próxima semana a Portugal, onde está o empresário, que se colocou à disposição dos senadores para contar e exibir detalhes do “complexo sistema”, que inclui fotos, vídeos, negociações, gravações e conversas envolvendo a manipulação de jogos.

Investigado na Operação Fim de Jogo, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), e na Operação Jogada Ensaiada, conduzida pela Polícia Federal, Rogattto afirmou que o esquema de manipulação dos jogos existe há mais de 40 anos e que a “hipocrisia maior do mundo está em ter um clube de futebol hoje e ser patrocinado por uma casa de aposta”. 

“O sistema é muito além disso, os grandes não vão cair nunca. Estamos falando de dentro da CBF, de dentro das federações, tenho provas e vídeos. Isso não vai dar em nada, vai fazer vítimas do sistema e, no final, não vai acabar porque não é de agora. Isso existe há mais de 40 anos, eu fiz parte do sistema. Se eu tiver que pagar, vou voltar para o Brasil e pagar. Eu sou só apenas uma ferramenta, o mundo do futebol é muito mais do que a gente pensa. Não vai dar em nada, a gente vai passar por isso, nunca vai acabar, a maior máfia está dentro da federação”, disse aos senadores.

“Gatilho”

Em resposta ao senador Romário (PL-RJ), relator da CPI, Rogatto afirmou que o fato de uma casa de aposta patrocinar um clube “já abre um gatilho para que tudo aconteça”.

“Quando uma bet patrocina o seu clube, automaticamente o jogador se transforma em aposta, ele não recebe um salário digno e a bet vem e dá um suporte. Já operei nos 27 estados e no Distrito Federal, onde bati de ferente com um cara muito forte. A gente vai na luta de poder. Infelizmente, eu perdi e fiquei exposto. Hoje, no futebol do Candangão, tem um cara que é poderoso e tem três clubes. Isso já é manipulação, já começou errado. O sistema é muito além do que a gente está fazendo aqui. Apreenderam coisas minhas, me pegaram em 2020, o sistema pode acabar comigo, mas não vai acabar”, afirmou.

Romário sugeriu a Rogatto a realização de uma delação premiada. O empresário, porém, disse que esse instituto, embora “interessante”, não lhe garante a devida proteção, dadas as ameaças que vem recebendo de muitas pessoas envolvidas no esquema de manipulação, que inclui árbitros, presidentes de clubes e federações.

“O esquema não é pequeno, há pessoas que já ganharam muito dinheiro comigo. Tenho muitos anos nisso, trabalhei em todos os estados do Brasil e trabalhei fora, é muito além disso daí que vocês estão buscando. Se eu não fui o maior, fui um dos maiores; se não fui o maior do Brasil, fui o mais organizado do Brasil. Tem outros grupos, não vou ficar falando deles. São pessoas perigosas. Só resolvi falar hoje porque estou pensando que tem que acabar com isso aí. Eu vejo torcedor se matando, hoje a gente vê torcida do Corinthians, o torcedor sofre pelo time e mal sabe do que acontece nos bastidores. Eu pago muito bem por um gol. Não estou protegido para mexer com os caras que estão acima de mim. Se eu mexer, eu vou cair. Eu sou grande até um ponto, mas acima de mim tem [outros]”, afirmou.

Hoje com 34 anos, Rogatto disse que está no esquema de manipulação desde 2009, quando, aos 19, teve a ideia de criar uma casa de aposta para lucrar com a manipulação de apostas esportivas, após viagem a Las Vegas, onde conheceu os cassinos locais.

“Sim, tem muitos, diversos. Tem jogadores que, no dia em que eu falar para você, você vai falar “eu não acredito nisso, não”. E já esteve próximo de você, é algo que eu vou apresentar a vocês, para vocês fazerem o que tem que ser feito. Eu sempre paguei muito bem para esses caras”, disse Rogatto a Romário, que o indagou sobre a participação de jogadores da série A no esquema de manipulação.

“Hipocrisia”

Ao senador Jorge Kajuru (PSB-GO), que preside a CPI, Rogatto disse “que realmente frauda e que vive disso” e reiterou a “hipocrisia do sistema”.

“Não roubei ninguém, não matei ninguém. Eu trabalhei em cima do sistema, o sistema é falho, a política não funciona, o sistema não funciona. Achei uma brecha no sistema, que me fortaleceu. Eu me considero um lambari pequeno demais, muita gente grande eu seguro nas costas, mas a gente cansa. Basicamente, eu engano o presidente do clube. Vou pagar ele para colocar os meus atletas. Aquele time vai perder, ele vai me beneficiar nas minhas apostas. Alguns presidentes sabiam e aceitavam. Eu rebaixei 42 clubes no Brasil. Eu só posso ganhar dinheiro com eles caindo. Peguei dinheiro demais com os caras. Quando eu comecei, eu comecei sozinho, mas a ganância me dominou. Para isso eu tinha que colocar mais algumas pessoas no sistema, as pessoas viam que era lucrativo e centenas e centenas de empresários investiram em meu negócio. Eu tinha meus jogadores, meus atletas e entrava nos clubes, enganava alguns presidentes e alguns compactuavam comigo. O modus operandi é complexo, mas o básico é isso”, afirmou.

Rogatto também afirmou a Kajuru que o esquema de manipulação favorece os árbitros do VAR [tradução para árbitro assistente  de vídeo]. Ao ser questionado pelo presidente da CPI se os times do Palmeiras e São Paulo “participaram desse jogo sujo”, Rogatto respondeu:

“É uma opinião minha, não sei se aconteceu ou não, está nitidamente, é só você olhar os gols. Os jogadores hoje, às vezes dois jogadores, desestruturam totalmente um jogo. Tem presidente que sabe e compactua com isso, tem presidente que eu engano, tem presidente que está ali para ganhar o dele, tem presidente que não compactua. Todos os jogos que eu fiz no Palmeiras eu ganhei”, afirmou.

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) defendeu a concessão de medida de segurança a Rogatto, em virtude do teor de suas declarações. Ao indagá-lo se havia a presença de políticos no esquema de manipulação, o empresário respondeu:

“Tem político, vereador, prefeito. O sistema é único e para entrar é preciso de pessoas. Todo mundo gosta de dinheiro. Eu sempre procurei entrar pelas secretarias de Esporte”, afirmou.

Árbitros

Ao ser questionado pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ) se o esquema de manipulação que comandava também contava com a participação de árbitros das confederações e da Fifa, Rogatto respondeu:

“Tinha árbitros também, dos dois. Um árbitro hoje oficial ganha em torno de R$ 7 mil por jogo, eu pagava R$ 50 mil para ele, o árbitro ganha pouco, o gatilho do futebol está na máfia, que é a confederação, é a CBF, que tem recursos e não passa. É tão simples, é uma matemática tão perfeita, não vê quem não quer. Está tão feio que, como não acontece nada, o sistema não faz nada, você vem e oferece um dinheiro fácil. Isso é um gatilho da corrupção que temos no Brasil. Eu sou uma máquina que estou oferecendo para o atleta dinheiro fácil e dando dignidade para ele oferecer comida ao filho dele”, afirmou.

No depoimento, Rogatto admitiu que enganou Dayana Nunes, presidente da Sociedade Esportiva de Santa Maria (DF), ouvida pelos senadores após depoimento do empresário.

“Quem me colocou para enganar a presidente da Santa Maria foi o próprio presidente da federação. Ele disse “vai ali que é frágil, não tem dinheiro, encosta. O marido enfartou ou sei lá, a mulher não entende de futebol e precisa de investidor”. E eu vim a rebaixar o Santa Maria. Ela acabou sendo vulnerável a mim”, afirmou.

“Vida cara”

Rogatto disse ainda aos senadores que atua em nove países, em virtude das “brechas do sistema”.  

“Eu tenho nove países diferentes em apostas, eu pago caro para o atleta e também gosto de ganhar. Hoje eu uso nove países diferentes. Na semana passada eu fiz dois jogos na Colômbia, na primeira divisão. O sistema está fazendo que eu não pare. Querendo ou não, a gente tem uma vida cara, sabe como é, viver na Europa. Eu preciso fazer jogos, sou réu confesso, não consigo parar porque o sistema está me dando brechas”, afirmou.

O empresário revelou que já faturou aproximadamente R$ 300 milhões desde a criação do esquema de manipulação.

“Inclusive, entrei num ramo de ouro na África e perdi quase metade. O bom enganador também é enganado. Infelizmente, o que me dá dinheiro é rebaixar time. Se o presidente do time não está preocupado com o time dele, eu vou estar? Eu ganho dinheiro perdendo jogo, entregando jogo. É por isso que eles me chamavam de rei do rebaixamento desde 2009. Eu sempre rebaixei clube, e clube grande, viu? O Coruripe, de Alagoas, e um time muito forte do Maranhão eu rebaixei. O melhor campeonato da minha vida é o carioca. Em São Paulo eu rebaixei alguns, também em Goiás, mas o maior alvo hoje são os clubes pequenos”, afirmou.

Na avaliação de Rogatto, a manipulação favorece os atletas envolvidos no esquema irregular.

“Eu estou dando condições aos atletas de ter um salário hoje de time pequeno. As federações e a CBF estão pegando dinheiro de todo mundo e não dá nada. Eu sou apenas um lambari no meio do sistema. Eu também já fiz vôlei de praia e futsal”, afirmou.

Santa Maria

Na mesma sessão, a comissão também ouviu a presidente da Sociedade Esportiva de Santa Maria (DF), Dayana Nunes, que compareceu ao colegiado, na condição de testemunha, a fim de prestar informações sobre a suspeita de manipulação de resultados esportivos por parte de alguns jogadores.

Ela disse que no final de 2023, após seu marido sofrer um AVC hemorrágico, assumiu o papel dele no comando do time durante o campeonato Candangão. O time não tinha dinheiro, apenas a vaga no Candangão. Nesse contexto, ela conheceu Rogatto, que lhe propôs a compra do Santa Maria, dado o interesse de adquirir um time no Distrito Federal. Ela disse, porém, que ele poderia tocar o time em 2024. Ele aceitou, desde que ficasse com R$ 700 mil se ganhasse a vaga.

“Quem consegue ganhar o Candangão vai para a Copa do Brasil e tem direito a esses R$ 700 mil. Eu falei para ele que tudo bem, a gente nunca ganhou dinheiro com futebol em Brasília. Eu não tinha interesse em ganhar dinheiro, o meu interesse era manter o Santa Maria, porque se eu não apresentasse o meu time na data certa, ele cairia automaticamente. Era o meu maior medo, e foi o que aconteceu. Foi o que me desestabilizou, me levou a duas internações. Meu time estava na primeira divisão, meu time valia por baixo R$ 2 milhões. Depois que o William veio e rebaixou, ele foi para R$ 300 mil”, afirmou.

Emocionada, Dayanna disse que não conseguiu “ver malícia” na atuação de Rogatto, visto que o time passou a contar com recursos, organização, contas pagas e salários em dia. Até então, o time contava apenas com o apoio do BRB, insuficiente para as despesas da agremiação.

“Na minha mente estava tudo tranquilo, tudo organizado. Comecei a perceber que tinha algo errado quando a gente começou a perder. De oitos jogos, eu ganhei um único jogo, e não empatei nenhum; eu perdi para o lanterna. Eu achava que ele [William] estava do meu lado, ele foi um artista muito bom. Eu larguei tudo, fui internada, não consegui entender como uma pessoa consegue fazer esse mal para o outro. Eu abri meu coração e ele pegou tudo isso e viu a vulnerabilidade, uma mulher ferida. Não tive o apoio nem dele nem da federação, eu estava realmente sozinha. Eu nunca imaginei chegar num ponto de me ver sentada numa cadeira de uma CPI, mesmo como convidada. Eu nunca peguei um real do William”, afirmou.

Fonte: Agência Senado