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“Não estou em busca de protagonismo”, diz Alcolumbre após ser eleito

Eleito neste sábado (1º) para presidir o Senado Federal no biênio 2025-2026, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em seu primeiro discurso no plenário da Casa, disse não estar em busca de protagonismo. “Não é isso que me move aqui. Quero ser um catalisador desse Senado. E ajudar a construir os consensos que forem necessários para melhorar a vida da população brasileira”.

“Tenham certeza de que continuo igual. Volto a presidir o Senado Federal, mas continuo sendo um senador, como cada um dos senhores e das senhoras. Nem maior, nem melhor do que ninguém”, destacou. Alcolumbre lembrou que, há exatos seis anos, foi eleito, pela primeira vez, para presidir o Senado – à época, com 42 votos.

“Seis anos depois, com a unidade política de partidos que pensam diferente, o painel marca 73 votos à nossa candidatura. Isso representa claramente o amplo respaldo político que esse plenário está conferindo ao projeto coletivo que nós construímos juntos. Esse amplo apoio, mesmo em um contexto com várias candidaturas, demonstra que o Senado Federal está unido e sabe a direção na qual pretende caminhar”, disse.

“Essa presidência, que não é apenas do Senado, mas também do Congresso Nacional inicia, portanto, com a força somada das senadoras e dos senadores que apoiaram esse projeto e que serão parte dessa construção política e institucional, fundamental para o Estado brasileiro”.

Alcolumbre reafirmou que, durante a sua presidência, o Senado será “uma Casa de iguais, onde cada senadora e cada senador terá voz e espaço, independentemente de sua ideologia ou orientação política”. “A força da presidência do Senado vem da grandeza dessa instituição bicentenária que é o Senado Federal. E ele só se mantém grande, todos sabemos, pela soma das forças”.

“Vamos trabalhar pelo Brasil, promover a geração de emprego, o crescimento econômico, o desenvolvimento social, proteger a saúde pública, dar uma educação de qualidade aos brasileiros e também, muito importante, estarmos atentos todos os dias à questão da segurança dos brasileiros.”

“Todos aqui estamos genuinamente imbuídos da missão de contribuir para a solução dos problemas do presente e para a construção de um futuro mais próspero e mais justo para o Brasil, mas especialmente para milhões de brasileiros que esperam isso dessa Casa. Não do Senado, não da Câmara. Mas do Poder legislativo do Brasil”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

Lula parabeniza Alcolumbre por vitória na presidência do Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) pela vitória na eleição para o comando do Senado nos próximos dois anos. A votação ocorreu na tarde deste sábado (1º), no plenário da Casa. Franco favorito, o senador do Amapá obteve 73 dos 81 votos. Concorreram ao cargo, junto com Alcolumbre, os senadores Marcos Pontes (PL-SP) e Eduardo Girão (Novo-CE), que tiveram quatro votos cada um.

“Parabéns ao senador Davi Alcolumbre pelo novo mandato na presidência do Senado e do Congresso Nacional. Um país cresce quando as instituições trabalham em harmonia. Caminharemos juntos na defesa da democracia e na construção de um Brasil mais desenvolvido e menos desigual, com oportunidades para todo o povo brasileiro”, afirmou o presidente da República, em nota oficial divulgada minutos após a proclamação do resultado.

É a segunda vez que Alcolumbre ocupa a presidência do Senado. Ele já havia sido presidente da Casa Legislativa entre 2019 e 2021, quando o país era governado pelo então presidente Jair Bolsonaro.

Natural de Macapá, ele está no segundo mandato consecutivo como senador. Tem 47 anos, já foi vereador na capital amapaense e, antes da carreira política, atuou como comerciante em sua terra natal.

Entenda

O presidente do Senado é também o chefe do Poder Legislativo e, portanto, é quem preside o Congresso Nacional. Entre as funções do cargo estão empossar o presidente da República e convocar extraordinariamente o Congresso Nacional em caso de decretação de estado de defesa nacional ou de intervenção federal. É ele também quem recebe os pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Cabe ainda ao presidente do Senado definir a pauta das sessões da própria Casa e do Congresso como um todo. A eleição, secreta e realizada em cédulas de papel, exige a maioria absoluta dos votos dos senadores (mínimo de 41). Se nenhum candidato alcançar o número, é realizado segundo turno com os dois mais votados. Ainda assim, são necessários, no mínimo, 41 votos para eleger o presidente da Casa.

Paralelamente à eleição para o comando do Senado, os deputados federais também se reúnem neste sábado, em Brasília, para sessão que elegerá a mesa diretora da Câmara dos Deputados. 

Fonte: Agência Brasil

Lira diz que a Câmara chega unida à eleição de hoje

O presidente da Câmara dos Deputados, deputado Arthur Lira (PP-AL), disse que a Casa chega “praticamente unida” para a eleição de seu sucessor no cargo, com decisão consensuada dos partidos, em favor da candidatura do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

Também disputam o posto os deputados Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ) e Marcel van Hattem (Novo-RS).

“Devemos ter uma eleição tranquila e espero que rápida”, afirmou Lira. Ele acredita que a eleição deverá ter, no máximo, duas horas de duração. A sessão, marcada para as 16 horas de hoje, contará com a fala dos três candidatos à presidência da Mesa Diretora, com sorteio da ordem de fala, além de fala do próprio Lira. 

“Encerrada a votação e o resultado confirmado, o próximo presidente, que nós não temos dúvidas de será o deputado Hugo Motta, que representa essa coalização de maneira bastante firme, consensuada e acordada, presidirá a eleição e a apuração dos outros membros da Mesa Diretora”,  informou Lira. 

O atual presidente disse ainda que tem muito orgulho de ser o deputado mais votado da história à eleição para a Presidência da Câmara. “Mas ficarei muito feliz se Hugo Motta tiver um voto a mais do que eu”, acrescentou.

Fonte: Câmara dos Deputados

Marcos do Val e Soraya Thronicke retiram candidatura ao Senado

Pouco antes do início da votação, o senador Marcos do Val (Podemos-ES) retirou sua candidatura à presidência do Senado. Em seu discurso como candidato, o parlamentar disse ser alvo de censura por parte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes com a conivência da Mesa Diretora atual da Casa.

Em sua fala, do Val defendeu a democracia e criticou o que chamou de medidas inconstitucionais que ferem direitos parlamentares garantidos pela Constituição, citando redes sociais bloqueadas, salários embargados, a suspensão de seu passaporte diplomático e multas.

“Encerro, deixando claro para todos que prefiro ser um lutador solitário do que um covarde no meio da multidão”, disse. “Quero oficializar aqui a retirada da minha candidatura porque fui prejudicado por questões de censura. Só ontem a imprensa descobriu que eu existia como candidato. Não fui, de forma democrática, um candidato. Então, estou retirando porque ficou inviável a possibilidade de uma eleição.”

Em seguida, a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), única mulher na disputa, também retirou a candidatura. Em sua fala, ela defendeu um Senado que “olhe para a realidade feminina”, citando emprego, renda, empreendedorismo, proteção em casa e nas ruas. “O Brasil precisa avançar nessa pauta. O Brasil está atrás da Argentina, de Cuba, do México, da Bolívia”.

Outro ponto citado como “crucial e delicado” por Soraya trata da independência dos poderes. Se não tivermos uma relação independente e harmônica entre o Legislativo, Executivo e o Judiciário, de acordo com a Constituição, nunca, nunca seremos respeitados. O momento delicado que vivemos não atinge apenas um poder. Ele ameaça o Estado como um todo”.

“Divergências fazem parte da democracia. Marcar posição também faz parte da democracia. Mas a instituição Senado precisa estar acima de cada um de nós, de cada indivíduo aqui. E foi pensando nisso que, depois de muita reflexão e diálogo com as lideranças, decidi humildemente renunciar à minha candidatura. Pois sou capaz de reconhecer o cenário atual. Sou capaz de reconhecer o cenário possível.”

“Não se trata de desistência, mas de estratégia. Sozinha, sem grande parte da imprensa, eu não conseguiria concretizar as mudanças que defendo, mas, unida a outros líderes que compartilham dessas ideias, nós podemos sim construir um Senado mais forte, respeitável e representativo”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

Pacheco se despede e cita defesa da democracia como legado

Ao se despedir do cargo na manhã deste sábado (1º), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), conversou com jornalistas e citou a defesa da democracia como legado dos quatro anos em que esteve à frente da Casa. A declaração foi feita pouco antes de Pacheco se dirigir ao plenário para participar da sessão preparatória que vai escolher o próximo presidente do Senado.

“O que mais deve nos orgulhar, sem dúvida alguma, é a defesa que o Senado fez da democracia no Brasil. A defesa da democracia foi uma tônica que fez com que o Senado se unisse num momento de negacionismo, de ataques antidemocráticos, de negação à obviedade de que a democracia deve ser garantida no país. Eu considero que esse é um legado de todos esses senadores, da mesa diretora anterior e atual”.

Pacheco destacou ainda o papel da imprensa durante o período em que esteve à frente do Senado – que incluiu parte da pandemia de covid-19, além das eleições presidenciais de 2022. Momentos que, segundo ele, exigem boa informação e a apuração da verdade sobre os fatos.

“Em tempos de fake news, em tempos de descompromisso de veiculação da informação pelas redes sociais, nunca foi tão importante uma imprensa livre e profissional, cujo trabalho deve ser garantido por todas as instituições.”

Ao agradecer aos colegas senadores e senadoras, Pacheco destacou o trabalho desempenhado na entrega de diversos projetos transformados em leis e reformas. “Pode-se criticar o Congresso em diversos aspectos, mas não se pode criticar em relação à capacidade que tem de fazer entregas e de ter uma produtividade em termos de marcos legislativos e reformas constitucionais, que são absolutamente essenciais”.

“Quero também fazer um agradecimento à nossa Casa irmã, a Câmara dos Deputados, na pessoa do nosso presidente deputado federal Arthur Lira (PP-AL). A despeito de divergências que são absolutamente normais na democracia, o trato sempre foi muito respeitoso e cordial. Conseguimos entregar, em conjunto, diversos marcos legislativos de interesse do país.”

“Quero também fazer um agradecimento aos outros poderes, ao Poder Executivo, na pessoa do senhor presidente Luiz Inácio Lula da Silva e todos os ministros, e também ao Poder Judiciário, na figura do seu chefe, ministro Luiz Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal. A todas as instituições que colaboraram conosco nesses quatro anos, que foram muito marcantes, muito difíceis até, em alguns aspectos, mas conseguimos fazer importantes realizações ao longo desses anos”.

Fonte: Agência Brasil

TCE-AM lança painel para monitoramento em tempo real das prestações de contas anuais

O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) lançou, nesta sexta-feira (31), o painel virtual de monitoramento em tempo real das Prestações de Contas Anuais (PCAs) referentes ao exercício de 2024. A ferramenta está disponível no endereço eletrônico https://pca2025.tce.am.gov.br e permite que gestores, órgãos de controle e a população acompanhem a evolução do envio das 396 prestações de contas esperadas neste ano.

O painel será atualizado em tempo real, garantindo informações simultâneas sobre os jurisdicionados que já encaminharam suas PCAs e aqueles que ainda estão pendentes. Até o momento, a Câmara Municipal de Santo Antônio do Içá foi o único órgão público a concluir o envio da documentação.

O envio da PCA é um dever de todos os órgãos da administração pública direta e indireta, incluindo prefeituras, câmaras municipais, secretarias, autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista. A não entrega da documentação até o prazo final, estabelecido para 31 de março de 2025, pode resultar em sanções aos gestores, incluindo multas e a instauração de uma Tomada de Contas Especial.

Segundo a conselheira-presidente do TCE-AM, Yara Amazônia Lins, a prestação de contas é essencial para garantir a transparência na gestão pública. “A PCA não é apenas uma exigência legal, mas um compromisso com a eficiência dos recursos públicos. Com o monitoramento em tempo real, queremos garantir maior controle social e incentivar os gestores a cumprirem essa obrigação dentro do prazo”, destacou.

Processo de análise

As prestações de contas são encaminhadas ao TCE-AM por meio do Domicílio Eletrônico de Contas (DEC), pelo endereço virtual https://dec.tce.am.gov.br/.

Conforme o secretário de Controle Externo (Secex), Mário Sato, ao chegar ao Tribunal, os documentos passam por um rigoroso exame técnico realizado pelo Departamento de Autuação, Estrutura e Distribuição Processual (DEAP), que autua cada PCA em um processo eletrônico dentro do Sistema de Gestão Processual (SPEDE).

Na sequência, os processos são encaminhados às unidades técnicas do controle externo, onde passam por análises contábeis e auditorias. Depois desse exame, seguem para o Ministério Público de Contas (MPC), que emite parecer sobre as documentações e auditorias realizadas.

Com base nesses pareceres, o relator designado elabora um Relatório-Voto, que é submetido ao Tribunal Pleno para julgamento em sessão semanal. Após o julgamento, o resultado é publicado no Diário Oficial Eletrônico do TCE-AM e comunicado às partes envolvidas.

“Para a população, a prestação de contas permite um acompanhamento transparente da gestão dos recursos públicos, garantindo que o dinheiro seja utilizado de forma adequada. Além disso, possibilita que o TCE-AM identifique e corrija eventuais irregularidades, promovendo uma administração pública mais eficiente e responsável”, concluiu o secretário da Secex.

Foto: Filipe Jazz

TRE-AM promove ação de abordagem educativa do processo eleitoral

A importância do exercício da cidadania, ainda na infância e adolescência, foi a proposta da iniciativa do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), em parceria com o Colégio Adventista da Cidade Nova. Nesta quinta-feira (30/01), candidatos a representantes e vice-representantes de turmas foram escolhidos por meio da urna eletrônica.

A ação propiciou aos alunos do ensino fundamental e médio, a experiência inédita da participação no processo eleitoral, incentivando o voto consciente e a prática da democracia.

O servidor do TRE-AM, Wanderley Oliveira, ressalta que a iniciativa reflete o compromisso da administração eleitoral do estado com a comunidade estudantil. “Estar presente nessa ação com as urnas eletrônicas é essencial para que, desde cedo, os alunos tenham acesso ao processo eleitoral brasileiro e criem consciência sobre o voto e a importância que a democracia exerce no país”, destacou Wanderley.

A eleição foi dividida em Chapa 1 e 2, envolvendo mais de 600 alunos de 28 turmas. Os candidatos a representantes e vices foram orientados sobre o papel que devem exercer, ao serem eleitos.

O aluno Gustavo Alves foi um dos representantes escolhidos pela comunidade. Para ele, a ativação das urnas eletrônicas foi o diferencial. “Nós aprendemos a votar e também tivemos a oportunidade de vivenciar de perto esse processo que, pela idade, ainda não tivemos a oportunidade”, disse o aluno.

Segundo o diretor do colégio, Evandro Rezende, a atividade defendeu a educação eleitoral e fomentou o voto consciente. “A iniciativa foi fundamental para preparar os alunos para a seriedade do processo no momento da convocação e, assim, o privilégio de contribuir com a democracia no país”, explicou o diretor.

Foto: Júnior Souza/TRE-AM

Aleam recebe a visita do cônsul-geral do Japão em Manaus para fortalecimento de laços bilaterais

O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Roberto Cidade (UB), acompanhado da deputada Alessandra Campelo (Podemos) e dos deputados Sinésio Campos (PT) e João Luiz (Republicanos), recebeu, nesta quinta-feira (30/1), a visita do cônsul-geral do Japão em Manaus, Yuichi Miyagawa. A reunião teve como objetivo estreitar os laços entre o Japão e o Amazonas, com destaque à cooperação nas áreas econômica, cultural e educacional e de apoio à comunidade nikkei residente no Estado.

Cidade ressaltou a importância da parceria entre o Japão e o Amazonas, sobretudo no desenvolvimento do Polo Industrial de Manaus e na educação bilíngue. “É uma honra receber o cônsul do Japão na Assembleia Legislativa. Conversamos sobre vários temas e também tivemos a oportunidade de agradecer. Nós do Amazonas dependemos do nosso Polo Industrial e sabemos muito bem que as empresas, como a Honda e Yamaha, geram empregos e trazem a tecnologia japonesa”, destacou Roberto Cidade.

O deputado-presidente complementou, ainda, que a Escola de Tempo Integral Bilingue português-japonês, que é uma grande oportunidade aos jovens amazonenses. “O Poder Legislativo está de portas abertas para que a gente possa encontrar diálogo e trazer alternativas de geração de emprego, conhecer a cultura japonesa. Também conversamos sobre a imigração japonesa, que se iniciou lá em Parintins, na Vila Amazônia, quando trouxeram para cá a juta e a malva”, concluiu.

Miyagawa afirmou sentir-se muito feliz por trabalhar novamente no Brasil, após quase 30 anos. Seu compromisso, segundo ele, é atuar com dedicação no cumprimento de seus principais deveres profissionais: garantir a segurança de todos os japoneses residentes ou em viagem, apoiar os imigrantes, as comunidades de nikkeis e as indústrias japonesas instaladas no Polo Industrial de Manaus.

“Fiquei surpreendido quando cheguei em Manaus, por ver que muita gente aqui está aprendendo a língua japonesa. Então, apoiar essa iniciativa é minha prioridade. Gostaria também de agradecer à Assembleia Legislativa por ter instituído o Dia da Imigração japonesa no Amazonas, comemorado no dia 20 de junho. Então, tal como os meus antecessores, quero trabalhar junto à Aleam para promover ainda mais os laços de amizade entre Japão e Amazonas”, afirmou.

Durante toda a sua carreira no Ministério dos Negócios Estrangeiros, o atual cônsul-geral do Japão em Manaus, Yuichi Miyagawa, atuou exclusivamente em países falantes de português e espanhol. Na América Latina, trabalhou no Brasil (Rio de Janeiro), Bolívia, Venezuela, Paraguai (Encarnación) e Honduras. Em outros continentes, também exerceu suas funções em Portugal e Angola.

Foto: Danilo Mello / Aleam

Deputados defendem CPI e cobranças aos EUA sobre deportação de brasileiros

Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e cobranças diretas à embaixada norte-americana estão entre as possíveis reações da Câmara dos Deputados a denúncias de descumprimento de tratados internacionais e acordos bilaterais na recente onda de deportação de brasileiros em situação irregular nos Estados Unidos.

Como reflexo do endurecimento da política de imigração do governo Donald Trump, 88 brasileiros viajaram algemados em voo fretado pelos Estados Unidos em janeiro. Eles também reclamaram de violência e de tratamento indigno e degradante, no desembarque em Manaus. Outro voo está previsto para o início de fevereiro.

Especialistas em Direito Internacional classificam a estratégia de deportação em massa de Trump como crime contra a humanidade. Para tratar desses casos, o deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) defende a reedição da CPI mista que ele presidiu de 2004 a 2006, quando era senador.

“Acho que o Congresso deve abrir uma nova CPI que teve muito sucesso naquela que começou em 2004 e fez com que a imigração ilegal caísse drasticamente no Brasil. E acho que o Congresso também deve conversar com os americanos, porque eles alegam que os brasileiros vêm algemados para a segurança do voo, mas nós sabemos que a real intenção deles é que, ao descerem aqui e saírem na imprensa inteira de que estão algemados, inibam o interesse de novos brasileiros irem para lá. Essa é a intenção deles”, disse.

Coiotes

De imediato, o deputado sugere que policiais federais armados acompanhem eventuais novos voos de deportação a fim garantir a segurança da tripulação e evitar o uso de algemas nos brasileiros. Ele argumenta que a CPI também ajudará a sinalizar que o Brasil tem interesse em conter a imigração ilegal. Crivella lembra que os chamados “indocumentados”, ou seja, aqueles sem documento ou com pendências na documentação, não são considerados criminosos nem mesmo pela legislação norte-americana. Para o deputado, o foco das ações de Brasil e Estados Unidos deve estar na repressão aos “coiotes”, aqueles que fazem a intermediação – aí sim, criminosa – para facilitar a imigração irregular.

“É bom lembrar que a maioria dos brasileiros vão (para os Estados Unidos) pelo México e jogam o passaporte fora. (Após a deportação), voltam com a AR, autorização de retorno, e aí são encaminhados aos órgãos do governo (brasileiro) para a busca de emprego. A reincidência, infelizmente, é grande. É por isso que a CPI é altamente recomendada, porque ela inibe a ação dos coiotes, que são os vendedores de sonho e ilusão: os coiotes encontram rotas e falsificam vistos”, observou Crivella.

Acolhimento

Vice-líder do maior bloco parlamentar da Câmara, o deputado Dagoberto Nogueira (PSDB-MS) quer atuação direta das Comissões de Relações Exteriores e de Direitos Humanos junto aos diplomatas dos Estados Unidos no Brasil.

“Para procurarmos a embaixada americana e buscarmos um entendimento para a regularização dessas pessoas. E exigir que o governo dos Estados Unidos cumpra os tratados internacionais de proteção aos imigrantes. Além disso, o governo brasileiro tem que fortalecer os programas de acolhimento e a reinserção social desses deportados. Nós, no Congresso Nacional, vamos lutar para que esses direitos dos brasileiros sejam respeitados”, disse.

No contato com a embaixada, os deputados também pretendem pedir a ampliação do número de vistos legais de trabalho para brasileiros nos Estados Unidos.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Senado elege nova Mesa no sábado às 10h; veja as regras

A Mesa do Senado será renovada neste sábado (1º de fevereiro) com a eleição do presidente, dois vice-presidentes, quatro secretários titulares e quatro secretários suplentes para mandato de dois anos. Na quarta-feira (29), o presidente da Casa, senador Rodrigo Pacheco, assinou o Ato 2/2025, que prevê as regras desse processo eleitoral.

A escolha do novo presidente é feita de forma exclusiva na primeira reunião preparatória, marcada para 10h. Todos os senadores que quiserem concorrer ao cargo têm de formalizar a intenção, por escrito, na Secretaria-Geral da Mesa, até que se inicie o uso da palavra pelo primeiro candidato inscrito. Os trabalhos dessa primeira reunião serão conduzidos pelos senadores da Mesa anterior, cabendo ao presidente comunicar ao Plenário as candidaturas formalizadas.

Os concorrentes terão 15 minutos para defesa de suas candidaturas, sendo chamados a discursar conforme ordem alfabética dos nomes parlamentares. Nenhum outro senador terá direito ao uso da palavra.

Pode haver retirada de candidatura, mas o candidato deve manifestar-se nesse sentido por escrito ou oralmente até o encerramento do uso da palavra pelo último candidato chamado para discursar.

Votação

Após os discursos, será iniciada a votação por escrutínio secreto, quando houver mais de um candidato, ou por meio sistema eletrônico de votação, em caso de candidatura única.

Quando houver duas ou mais candidaturas, a escolha será feita por meio de cédula única que conterá os nomes dos candidatos em ordem alfabética, com espaço para a sinalização e escolha de um único candidato pelos senadores votantes.

As cédulas serão rubricadas pelo presidente e pelo primeiro vice-presidente. Os senadores serão chamados à cabine de votação pela ordem de criação das unidades federativas. Em seguida, o votante deverá depositar o envelope com a cédula na urna localizada na Mesa, onde também assinará a lista de votação. Os votos serão apurados pelo presidente, auxiliado pelo terceiro e pelo quarto-secretário da Mesa anterior, com supervisão de senador escrutinador.

Após a confirmação da quantidade de cédulas e encerrada a contagem dos votos, o presidente anunciará a quantidade de votos de cada candidato. Ao final, as cédulas serão trituradas.

Para ser eleito, o candidato deve obter, no mínimo, a quantidade de votos equivalente à maioria absoluta da composição do Senado, ou seja, 41 senadores. Caso isso não ocorra, será feito novo turno de votação com os dois candidatos mais bem votados, sendo facultado o uso da palavra a eles por mais 10 minutos. Também nesse caso, será considerado eleito quem obtiver a maioria absoluta da composição da Casa.

Eleito, o novo presidente assume os trabalhos imediatamente, podendo se dirigir ao Plenário antes de encerrar a primeira reunião preparatória. Após, cabe a ele convocar a segunda reunião preparatória para a escolha dos demais membros da Mesa.

Segunda reunião preparatória

A segunda reunião preparatória está prevista para 11 horas de sábado (1º). Esse é o horário limite para a formalização das candidaturas pela Secretaria-Geral da Mesa para os cargos de primeiro e segundo-vice-presidentes, primeiro a quarto-secretários e suplentes.

Caberá ao presidente eleito anunciar ao Plenário as candidaturas formalizadas. Em seguida, os candidatos que disputam o mesmo cargo serão chamados em ordem alfabética para fazer uso da palavra por dez minutos. Também aqui cabe a retirada de candidatura.

A votação será feita por escrutínio secreto, nos mesmos moldes da escolha para presidente. Os senadores votantes somente poderão assinalar uma opção para cada cargo na cédula de votação. Também com auxílio do terceiro e do quarto-secretário da Mesa anterior, o presidente fará a apuração dos votos.

Para os cargos em que houver apenas um candidato inscrito, a votação será feita por meio do sistema eletrônico, com votação única para todos os candidatos.

Conforme o Regimento Interno, para a eleição dos membros da Mesa é exigida maioria de votos, presente a maioria da composição do Senado. Deve ser assegurada, tanto quanto possível, a participação proporcional das representações partidárias ou dos blocos parlamentares com atuação na Casa.

Fonte: Agência Senado