sexta-feira, janeiro 2, 2026
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PEC contra escala 6×1 é protocolada na Câmara com 234 assinaturas 

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de folga (6×1) foi protocolada na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (25), com 234 assinaturas. Foram 63 assinaturas a mais que o necessário para ingressar com uma proposta de emenda constitucional.

A PEC estabelece uma semana de quatro dias de trabalho. A deputada federal Erika Hilton (PSOL-RJ), que lidera a articulação pela PEC na Casa, afirmou que foram meses de conversas com parlamentares e mobilizações para se chegar a este momento de registrar a proposta na Câmara. 

Em coletiva à imprensa nesta terça, a deputada disse que essa escala é considerada obsoleta. 

“Já há apontamentos políticos e econômicos mostrando que há sim possibilidade de repensarmos essa jornada de trabalho, como foi feito em outros lugares no mundo, aplicando à nossa realidade”, argumentou. 

A parlamentar disse que pretende se reunir com o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) após o carnaval para conversar sobre o tema e entregar um abaixo-assinado que já conta com quase 3 milhões de assinaturas pedindo o fim da escala 6×1. 

“Agora resta saber se o Congresso Nacional terá interesse político e responsabilidade com a vida dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros e se dará a atenção necessária para que esse texto ganhe um relator, para que a comissão especial seja instalada e para que a gente tenha condições de fazer esse debate como deve ser feito”, disse Erika.  

Ela garantiu que a PEC conta com o apoio de diversos partidos, inclusive de centro e de direita. “Isso desmonta a ideia de que só a esquerda está se empenhando nessa discussão. Acho que os únicos que não estão empenhados nesse debate é a extrema-direita”. Ela contou que a proposta havia recebido a assinatura de dois deputados do PL, mas, por orientação do partido, o apoio foi retirado. 

A PEC altera o inciso XII do artigo 7º da Constituição brasileira, que passaria a vigorar com a seguinte redação: “duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e trinta e seis horas semanais, com jornada de trabalho de quatro dias por semana, facultada a compensação de horários e a redução de jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho”. 

O debate para redução da jornada de trabalho vem ganhando força a partir do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), fundado pelo vereador carioca Rick Azevedo (Psol), e que tem mobilizado manifestações e atos pelo fim da escala 6×1.

“O mercado chora a ‘falta de mão de obra’, mas não quer admitir o óbvio: o povo cansou de ser burro de carga. A escala 6×1 destrói a saúde, rouba o tempo de vida e paga mal. Ninguém quer adoecer para enriquecer patrão”, afirmou Azevedo em uma rede social. 

O vereador chamou a população para fazer um protesto durante o feriado de 1º de maio pedindo a mudança na escala de trabalho. “No dia 2 de maio fique em casa em protesto a essa escala escravocrata. Estou muito feliz por esse protocolo de hoje, mas muita luta ainda está por vir” 

Para uma PEC ser aprovada na Câmara, são necessários os votos de, no mínimo, 308 dos 513 deputados e deputadas, em dois turnos de votação. A medida tem dividido opiniões, tanto no meio patronal, quanto sindical. 

Para os críticos, a medida levaria ao aumento dos custos operacionais das empresas, segundo defendeu a entidade patronal Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). 

Na coletiva de hoje, o deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) disse que vai pedir o apoio do governo para conseguir os votos necessários para aprovar a PEC no Congresso. O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE) garantiu que vai se empenhar nas articulações dentro e fora do plenário para aprovar a proposta. 

Outras propostas

Ao menos outras duas PECs tratam da redução de jornada no Congresso Nacional, mas não acabam com a jornada 6 por 1, que é a principal demanda do VAT.

Apresentada em 2019 pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), a PEC 221/2019 propõe uma redução, em um prazo de dez anos, de 44 horas semanais por 36 horas semanais de trabalho sem redução de salário. 

A PEC 221 aguarda a designação do relator na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ). Existe ainda a possibilidade que a PEC protocolada nesta terça-feira pela deputada Erika Hilton seja apensada à proposta do deputado Reginaldo Lopes.

Fonte: Agência Brasil

Bolsonaro aciona STF para impedir Dino e Zanin em ação sobre golpe

O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu nesta terça-feira (25) que os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), sejam impedidos de julgá-lo por tentativa de golpe de Estado.

A medida já havia sido antecipada para a imprensa no dia anterior, após reunião do advogado do ex-presidente, Celso Vilardi, com o presidente do Supremo, ministro Luís Roberto Barroso.

As petições foram endereçadas ao próprio Barroso, uma vez que cabe ao presidente do Supremo a relatoria sobre as arguições de impedimento.

No caso de Dino, o principal argumento é o de que o ministro apresentou, em 2021, em meio à pandemia da covid-19 e quando era governador do Maranhão, uma queixa-crime contra Bolsonaro, que à época era o presidente, acusando-o de calúnia.

No pedido de impedimento desta terça-feira, o advogado argumenta que “a pré-existência de queixa-crime envolvendo, de um lado, o juiz, e de outro lado, a parte, é causa típica de impedimento”. Para o defensor, a causa de impedimento é “objetiva” e por isso não seria necessário provar a parcialidade de Dino.

No caso de Zanin, o defensor argumenta que o próprio ministro já se declarou impedido no recurso em que Bolsonaro buscava reverter sua inelegibilidade decidida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no ano passado.

Na ocasião, Zanin se declarou impedido por ter atuado como advogado na Justiça Eleitoral em uma representação contra Bolsonaro que abordava a reunião com embaixadores em que o ex-presidente atacou o sistema eleitoral, mesmo fato que resultou na sua inelegibilidade.  

O advogado de Bolsonaro aponta que a mesma reunião com embaixadores também consta na denúncia apresentada em 19 de fevereiro contra o ex-presidente pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

“Ou seja, os fatos foram lá imputados a Jair Messias Bolsonaro como violadores da legislação eleitoral e, por essa razão, o próprio ministro declarou-se impedido para atuar no feito quando de sua chegada ao STF. Esses mesmos fatos são agora imputados a Jair Messias Bolsonaro como violadores da legislação penal e, por essa razão, deve-se também declarar o impedimento para atuação no feito”, sustentou a defesa.

Tanto o Código de Processo Penal (CPP) quanto o Código de Processo Civil (CPC) preveem o impedimento objetivo do magistrado nos casos apresentados pela defesa, sustenta Vilardi.

Mais cedo, embora com outra argumentação, a defesa do general Mauro Fernandes também pediu o impedimento de Dino para julgar a denúncia sobre o golpe.

Competência do plenário

Nas duas petições em que pede os impedimentos de Dino e Zanin, o advogado Celso Vilardi pede ainda que a denúncia seja julgada pelo plenário do Supremo, e não pela Primeira Turma, que tem sido responsável pelo caso.

O defensor argumenta que os fatos imputados a Bolsonaro foram supostamente praticados quando ele exercia a presidência, o que atrai a competência do plenário. Isso porque a Constituição prevê que cabe somente ao plenário do Supremo julgar infrações comuns cometidas pelo presidente da República.

Caso Zanin e Dino venham a ser impedidos de julgar Bolsonaro, e a competência sobre o caso permaneça com a Primeira Turma, a aceitação ou não da denúncia sobre o golpe de Estado pode vir a ser julgada somente pelos outros três ministros do colegiado: Cármen Lúcia, Luiz Fux e Alexandre de Moraes.

Entenda

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi denunciado pela PGR como líder de uma organização criminosa armada, formada em grande parte por militares da reserva e da ativa, que estaria preparada para romper a ordem constitucional e usar a violência para manter o ex-presidente no poder, após ele ter sido derrotado na corrida presidencial de 2022.

Além do ex-presidente, mais 33 pessoas foram denunciadas. Outros crimes imputados aos denunciados foram os de dano qualificado, agravado pelo uso de violência e grave ameaça ao patrimônio da União, e a deterioração de patrimônio tombado. 

Esses ilícitos estão relacionados aos ataques de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. 

Fonte: Agência Brasil

Justiça prolonga uso da Força Nacional em ações de proteção ambiental

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, prorrogou por 90 dias o uso da Força Nacional em ações de proteção ambiental, em apoio às missões do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A atuação dos agentes da Força Nacional fica agora autorizada até 24 de junho. Eles devem atuar sobretudo no combate ao desmatamento, à extração ilegal de minério e madeira, à invasão de áreas federais e aos incêndios na vegetação, diz portaria sobre o tema, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (25).

A autorização estabelece ainda que, “quando desencadeadas na Amazônia Legal, ocorrerão no escopo do Plano Amazônia: Segurança e Soberania – Plano Amas”. A portaria não especifica o número de homens que deve atuar junto ao ICMBio. O contingente a ser empregado deverá ser definido de acordo com planejamento da própria Força Nacional.

O apoio da Força Nacional na proteção ao meio ambiente, dando suporte às ações do ICMBio, vem sendo prorrogado sucessivamente desde junho de 2023.

Mossoró

Em mais uma portaria publica no Diário Oficial desta terça, Lewandowski autorizou a prorrogação por 180 dias da presença da Força Nacional também na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, até 10 de setembro.

Agentes da Força Nacional estão presentes na unidade desde fevereiro do ano passado, quando dois internos fugiram da prisão de segurança máxima, no primeiro episódio do tipo desde que o sistema penitenciário federal foi criado, em 2006.

Fonte: Agência Brasil

Defesa de Braga Netto pede ao STF mais prazo para se manifestar

Os advogados do general Braga Netto pediram nesta terça-feira (25) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mais prazo para apresentação de defesa sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) envolvendo o Inquérito do Golpe.

Na semana passada, o general e o ex-presidente Jair Bolsonaro foram denunciados pela trama golpista para impedir o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com o advogado José Luiz de Oliveira, a defesa necessita de prazo dobrado de 30 dias para se manifestar nos autos. O prazo dado por Alexandre de Moraes é de 15 dias e está previsto na legislação. Segundo a defesa, o material a ser analisado tem cerca de 70 gigabytes e 1.400 arquivos. 

O advogado também afirmou que não teve acesso à íntegra da delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid. A defesa de Braga Netto também quer apresentar sua manifestação após a defesa de Cid.

“Constata-se que esta defesa não tem acesso efetivo à integralidade dos elementos da colaboração premiada de Mauro Cid, inviabilizando a análise das provas referidas na denúncia para apresentação da resposta escrita”, afirmou Oliveira.

Em dezembro do ano passado, Braga Netto foi preso por determinação do ministro Alexandre de Moraes, relator do Inquérito do Golpe.

Segundo as investigações da Polícia Federal, o general da reserva e candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022 estaria obstruindo a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado no país para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva.

A Polícia Federal identificou que o general, indiciado por ser um dos principais articuladores do plano golpista, tentou obter dados sigilosos da delação de Mauro Cid.

Após a prisão, a defesa negou que Braga Netto tenha obstruído as investigações.

Fonte: Agência Brasil

Governo anuncia vacina 100% nacional contra a dengue no SUS em 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciaram nesta terça-feira (25), em Brasília, a produção – em larga escala – da primeira vacina 100% nacional e de dose única contra a dengue.

A previsão é que, a partir de 2026, sejam ofertadas 60 milhões de doses anuais, com possibilidade de ampliação do quantitativo conforme demanda e capacidade produtiva.

“A gente espera, em dois anos, poder vacinar toda a população elegível [de 2 a 59 anos]”, disse a ministra, durante cerimônia no Palácio do Planalto.

“Por enquanto, os idosos ainda não poderão tomar a vacina porque, quando as vacinas são testadas, há sempre um cuidado com a população idosa”, explicou Nísia, ao se referir às fases de testes clínicos de imunizantes.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda avalia o pedido de registro do imunizante, feito pelo Instituto Butantan em dezembro de 2024. Há cerca de duas semanas, a agência solicitou mais informações e dados complementares sobre a vacina e informou que foi concluída, de forma antecipada, a análise de dados de qualidade, segurança e eficácia apresentados.

Produção em larga escala

Segundo o governo federal, a partir de uma parceria entre o Instituto Butantan e a empresa WuXi Biologics, a produção em larga escala da vacina 100% nacional e de dose única contra a dengue se dará por meio do Programa de Desenvolvimento e Inovação Local do Ministério da Saúde, já aprovado e em fase final de desenvolvimento tecnológico.

Sob a coordenação do ministério, por meio do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, o projeto contou, ainda, com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no financiamento da pesquisa clínica.

“O Ministério da Saúde entrará com o poder de compra”, destacou a ministra, ao citar a visita de uma equipe da pasta à China para “assumir o compromisso que, de fato, haverá essa compra pelo governo federal”.

“Com isso, teremos a possibilidade de vacinar a população brasileira dentro da faixa que for recomendada pela Anvisa para a dengue, um fato único no mundo até agora”, acrescentou.  

O investimento, segundo Nisia, é de R$ 1,26 bilhão. Também estão previstos R$ 68 milhões em estudos clínicos para ampliar a faixa etária a ser imunizada e incluir idosos, além de avaliar a coadministração da dose contra a dengue com a vacina contra o Chikungunya, também desenvolvida pelo Instituto Butantan.

Prevenção

Ainda de acordo com o governo federal, a vacina segue como prioridade no enfrentamento à dengue no país. Entretanto, até que a vacinação em massa aconteça, a orientação é manter o reforço de ações de prevenção, vigilância e preparação da rede de assistência, visando evitar mortes.

Dados do Painel de Monitoramento das Arboviroses indicam que, em 2025, o Brasil registra 401.408 casos prováveis de dengue e 160 óbitos confirmados pela doença, além de 387 em investigação. O coeficiente de incidência, neste momento, é de 188,8 casos para cada 100 mil habitantes.

Insulina Glargina

O governo federal também anunciou, em Brasília, a fabricação nacional da insulina Glargina como parte do Programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), do Ministério da Saúde. O projeto envolve a produção nacional do insumo farmacêutico ativo (IFA) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a ampliação da fabricação do produto final pela Biomm, empresa que recebeu o registro para a produção de insulina Glargina.

“A produção do IFA será realizada na planta da Fiocruz em Eusébio, no Ceará, fortalecendo o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e incentivando o desenvolvimento regional. Esta será a primeira planta produtiva de IFA de insulina da América Latina, assegurando ao Brasil uma cadeia produtiva completa para o abastecimento do SUS”, destacou o Ministério da Saúde, em nota.

A previsão é que a produção de insulina da Biomm possa atingir 70 milhões de unidades anuais ao final do projeto. O primeiro fornecimento dessa parceria ao SUS está previsto para o segundo semestre de 2025.

Vírus sincicial respiratório

Outro anúncio trata de uma parceria entre o Instituto Butantan e a Pfizer que vai permitir a produção de até 8 milhões de doses anuais da vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) no Brasil, atendendo à demanda atual do SUS e possibilitando a ampliação do público-alvo, incluindo a população idosa. O investimento total é de R$ 1,26 bilhão entre 2023 a 2027.

O ministério estima que, por meio da imunização, serão evitadas 28 mil internações anuais causadas por complicações do VSR. O primeiro fornecimento da vacina para o SUS está previsto para o segundo semestre de 2025. A estratégia adotada pelo ministério inclui ainda a negociação de preços com os produtores, a incorporação de anticorpos contra o vírus para bebês prematuros e a oferta da vacina para gestantes.

Influenza

O governo federal informou que as parcerias firmadas também vão garantir inovação e acesso à vacina Influenza H5N8, “colocando o Brasil na vanguarda global para apresentar uma resposta rápida e eficaz a futuras emergências”.

Fica garantida a composição de estoque estratégico, fortalecendo a preparação e a aceleração da capacidade de produção e inovação do país, permitindo ajustes rápidos na formulação da vacina conforme a evolução do patógeno; e a capacidade produtiva disponível para a produção e fornecimento de mais de 30 milhões de doses/ano.

Em discurso no evento, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou as iniciativas e investimentos do governo federal no setor industrial da saúde. As ações anunciadas estão alinhadas à estratégia da Nova Indústria Brasil (NIB), que é a política de governo para atração de investimentos para o desenvolvimento da indústria nacional.

Segundo Alckmin, o setor da saúde foi o que mais tirou recurso para inovação. “O presidente Lula fez a depreciação acelerada para renovar parque industrial, trocar máquinas e equipamentos. O presidente Lula fez TR [taxa referencial] para pesquisa, desenvolvimento e inovação, é juro real zero; R$ 80 bilhões do BNDES, Finep, Embrapii e ainda recursos, às vezes, não reembolsáveis, dependendo do tipo de pesquisa”, destacou o vice-presidente.

Fonte: Agência Brasil

TRE-AM divulga Consulta Pública para a elaboração das Metas Nacionais do Poder Judiciário

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), em conformidade com a Portaria nº 411, de 2 de dezembro de 2024, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), divulga, no site do tribunal (www.tre-am.jus.br), a Consulta Pública, que visa coletar informações para a elaboração das Metas Nacionais do Poder Judiciário para 2026.

A realização da Consulta Pública contribuirá com a promoção de uma gestão participativa no tribunal. Podem participar a população em geral, magistrados, servidores e colaboradores do TRE-AM.

Entre os itens analisados estão a celeridade do processo eleitoral, o julgamento de processos antigos, o combate à corrupção, a inovação da Justiça Eleitoral, entre outros. A pesquisa deve ser respondida até o dia 5 de março, respeitando o prazo de 10 dias, a contar da data em que foi publicada.

Foto: Reprodução

Estiagem, câncer de mama e autismo entre as principais propostas em tramitação na Assembleia Legislativa

A semana começou com a tramitação de 22 iniciativas na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), que cumprirão o prazo regimental de três dias e, após isso, seguem para inclusão na pauta de votação e, caso aprovadas, seguem para sanção ou veto do governo estadual.

Em meio a um cenário de desafios impostos pela seca no Amazonas, a deputada Dra. Mayara Pinheiro Reis (Republicanos) apresentou o Projeto de Lei (PL) nº 139 de 2025, para assegurar a continuidade das aulas e promover a igualdade no acesso à educação entre os estudantes das áreas rurais e urbanas. Entre os pontos centrais do projeto, destacam-se medidas de segurança e adaptação das escolas para enfrentar as condições climáticas adversas.

O projeto determina que, durante o período de estiagem, alunos, professores, pedagogos, corpo técnico-administrativo e gestores possam ser remanejados para locais seguros, evitando riscos decorrentes das intempéries e do lamaçal.

Além disso, a proposta pretende garantir abastecimento contínuo de água para as escolas, por meio de caminhões-pipa ou sistemas de captação de água da chuva, medidas para adaptar as estruturas escolares às condições climáticas, a adoção de controle de qualidade da água, programas de distribuição de alimentos e suporte psicológico e social para alunos e famílias e, por fim, a possibilidade de adaptação do conteúdo curricular e ampliação da carga horária com atividades extracurriculares, visando o desenvolvimento integral dos estudantes.

“Este projeto busca estabelecer diretrizes básicas para mitigar os impactos negativos da seca e assegurar que os estudantes da zona rural tenham acesso contínuo e de qualidade ao ensino”, afirmou a deputada, ressaltando a necessidade de uma resposta organizada do poder público.

Câncer de mama

O deputado Delegado Péricles (PL) apresentou o Projeto de Lei nº 142 de 2025, para alterar a Lei nº 5.204, de 17 de junho de 2020, com o objetivo de garantir, de forma gratuita e anual, o acesso à mamografia de rastreamento para mulheres a partir dos 40 anos, estendendo a possibilidade de realização do exame a pacientes com histórico familiar de câncer de mama antes dessa idade, conforme indicação médica.

O projeto pretende assegurar às mulheres residentes no Amazonas a realização de mamografias gratuitas na rede pública de saúde. Segundo a proposta, o exame será oferecido anualmente, salvo orientação médica diversa, enfatizando a importância do rastreamento periódico para a redução da mortalidade associada ao câncer de mama.

De acordo com o deputado, o diferencial da proposta reside na inclusão expressa de mulheres com histórico familiar da doença, que poderão realizar o exame antes dos 40 anos.

“Tal medida visa responder à realidade epidemiológica, uma vez que dados apontam que cerca de 40% dos diagnósticos de câncer de mama ocorrem antes dos 50 anos, reforçando a necessidade de uma intervenção precoce e sistemática no âmbito da saúde pública”, justificou Péricles.

Autismo

Três propostas que tratam de garantia de direitos a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e seus familiares se encontram na pauta de tramitação.

A primeira, apresentada pelo deputado Mário César Filho (UB), oriunda do PL nº 150 de 2025, propõe alterar a Lei nº 6.458, de 22 de setembro de 2023, para garantir a ampla divulgação do desconto de 80% nas passagens aéreas para acompanhantes de pessoas com TEA. Tal benefício, de acordo com o parlamentar estadual, é fundamentado na Resolução da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) nº 280/2013, e busca evitar que famílias sejam prejudicadas pela cobrança indevida de tarifas integrais e, assim, facilitar o planejamento de viagens que exijam a presença de um acompanhante.

Caso seja aprovada, todas as empresas que prestam serviços de transporte aéreo de passageiros no Amazonas deverão afixar, em local de fácil visualização, cartazes ou painéis informativos que contenham a mensagem: “Pessoa com TEA tem direito a um acompanhante com desconto de 80% na passagem, conforme previsto na legislação”, explicou.

Mário César Filho afirma que a medida assegura que o direito ao desconto seja amplamente divulgado nos pontos de venda de bilhetes, guichês de atendimento e áreas de embarque, contribuindo para que as famílias de pessoas com TEA tenham pleno conhecimento de seus direitos.

“A falta de informação pode resultar na cobrança indevida de tarifas integrais, contrariando a norma vigente”, destacou o parlamentar estadual.

Já o deputado Rozenha (PMB) apresentou o PL nº 156 de 2025, para promover a inclusão social e a autonomia econômica de mães que enfrentam desafios de cuidar de crianças e adolescentes com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças crônicas. Ao criar um ambiente de apoio e oportunidades, o projeto busca reduzir as barreiras estruturais enfrentadas por esse grupo, possibilitando a conciliação entre os cuidados intensivos dos filhos e a geração de renda.

“O estímulo ao empreendedorismo é uma forma eficaz de promover autonomia econômica e inclusão social, oferecendo a essas mulheres condições para gerar renda de forma flexível e adaptada às suas necessidades”, afirmou o deputado.

Segundo o parlamentar, a proposta responde a uma demanda crescente de um segmento da população que precisa conciliar, de maneira exaustiva, os cuidados intensivos com os filhos e a busca por sustento, enfrentando inúmeras barreiras no mercado de trabalho tradicional.

O PL nº 157 de 2025, apresentado pelo deputado Sinésio Campos (PT), tem como finalidade oferecer suporte psicossocial e serviços de acompanhamento para mulheres – ou cuidadoras – que cuidam de filhos com necessidades especiais, tais como deficiências, síndromes (inclusive a síndrome de Down), Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção (TDA/TDAH) e dislexia, entre outros.

Os principais objetivos do programa “Cuidando de Quem Cuida” são elevar os padrões emocionais, físicos, culturais e sociais das mães e cuidadoras, garantindo que o cuidado dedicado aos seus filhos não comprometa o próprio bem-estar; a ampliação do acesso a serviços psicológicos, terapêuticos e assistenciais; a criação de espaços de troca de experiências, debates, oficinas e encontros que estimulem a construção de uma rede de apoio local e regional, contribuindo para a diminuição do isolamento social que, muitas vezes, acompanha a maternidade atípica.

Sinésio Campos ressalta que, na maioria das vezes, a responsabilidade pelo cuidado de crianças e adolescentes com necessidades especiais recai sobre as mães – e, em muitos casos, sobre outros membros da família, como avós, tias ou irmãs –, que acabam se sobrecarregando e ficando invisibilizadas.

“Essas mães, na maioria das vezes, largam tudo para cuidar dos filhos, principalmente quando há alguma deficiência. Independentemente da classe social, temos identificado que quem fica responsável pelo cuidado dessa criança é, quase sempre, a mãe ou outra cuidadora próxima”, explicou o deputado.

Foto: Divulgação

Segurança da navegação e voto feminino são destaques na Aleam nesta segunda-feira

A segurança da navegação dos rios amazonenses foi tratada na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nessa segunda-feira (24/2), durante a Sessão Plenária. O acidente que aconteceu na tarde do último domingo (23/2), quando uma balsa colidiu com estrutura do porto do município de Borba (distante 151 quilômetros da capital), foi repercutido pelo presidente da Casa, deputado Roberto Cidade (UB).

O parlamentar mostrou um vídeo do momento do acidente, filmado por um morador do município. Nas imagens, é possível ver que uma balsa atinge estrutura composta por uma ponte, responsável pela ligação da orla até os barcos, e uma plataforma, que serve para o embarque e desembarque dos passageiros.

A navegação nos rios amazônicos é o principal meio de transporte para os habitantes da região, sendo uma das formas mais econômicas de deslocamento e transporte de carga, apontou o presidente Cidade, alertando, porém, da necessidade de sinalização da navegação. Ele lembrou que o maior prejudicado com o que ocorreu ontem é a população daquele município, que precisará aguardar pelas obras de recuperação da estrutura a cargo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), um órgão federal.

“Lembrando que daqui a pouco mais de três meses acontece na cidade o festejo de Santo Antônio de Borba, evento que atrai turistas e que movimenta a economia local”, destacou Roberto Cidade, informando que irá solicitar ao DNIT urgência no envio de técnicos para avaliar os danos da estrutura e, principalmente, as obras recuperação da estrutura atingida.

Voto feminino

O aniversário de 93 anos da instituição do voto feminino no país, celebrado neste 24 de fevereiro, foi tratado pela deputada Alessandra Campelo (Podemos), durante seu pronunciamento no Grande Expediente.

A Lei foi aprovada em 1932, no governo do então presidente Getúlio Vargas, e foi incorporada à Constituição Federal somente em 1934, porém em 1933, quando foi eleita a Assembleia Nacional Constituinte, as mulheres já puderam votar, lembrou Campelo, destacando que inicialmente o voto feminino era facultativo, e só se tornou obrigatório na década de 1960.

“Assim como nós mulheres demoramos muito mais a ter direito de acesso ao ensino superior, a ter direito de trabalhar de forma regulamentada no mercado de trabalho, por exemplo. A gente vê que a sociedade tem um atraso em relação aos direitos das mulheres”, declarou Campelo, fazendo uma análise que isso representa a luta permanente das mulheres pela igualdade de direitos com os homens.

Hoje as mulheres representam 52% do eleitorado, no entanto ocupam apenas cerca de 15% nos Parlamentos. Poucos cargos são ocupados por mulheres no Executivo.

“A nossa Assembleia do Amazonas é um exemplo, pois dentro de um universo de 24 parlamentares, apenas cinco cadeiras são ocupadas por mulheres”, disse a deputada Alessandra Campelo.

Em a aparte, o deputado Rozenha (PMB), afirmou que a legislação deveria estabelecer que pelo menos 30% das vagas nas Casas Legislativas brasileiras deveriam ser ocupadas por mulheres, já que elas são a maioria da população eleitoral.

“É uma luta constante, precisamos de mais mulheres vereadoras, deputadas, juízas, ministras, governadoras, porém, mais longe já estivemos”, disse o deputado, afirmando acreditar que a luta é grande, porém as decisões políticas brasileiras serão melhoradas enormemente a partir do momento em que as mulheres tenham igualdade no poder de decisão.

Foto: Divulgação

Brics deve promover nova ordem mundial, defende chanceler brasileiro

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, abriu nesta terça-feira (25) a primeira reunião de 2025 das lideranças diplomáticas do Brics, em Brasília, destacando que, em um mundo convulsionado por crises e tensões geopolíticas, o bloco de potências emergentes deve promover nova ordem mundial.

“Neste cenário em evolução, o Brics tem um papel crucial a desempenhar na promoção de uma ordem mundial mais justa, inclusiva e sustentável. Um mundo multipolar não é apenas uma realidade emergente. É um objetivo compartilhado”, defendeu o chanceler brasileiro. 

Mauro Vieira destacou que o bloco incorpora as aspirações do Sul Global, e defendeu as pautas históricas da organização, como a promoção de mecanismos financeiros alternativos; a reforma das instituições multilaterais de governança global e a expansão do uso de moedas locais.

A primeira reunião dos Sherpas do Brics, diplomatas que lideram as delegações de cada país nas negociações, segue até esta quarta-feira (26).

Mauro Vieira avaliou que os princípios do multilateralismo – que é a cooperação de vários países para atingir um objetivo comum – estão sendo testados pela nova conjuntura internacional e que instituições de longa data, como o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), lutam para se adaptar às mudanças recentes na política e economia global.

“As necessidades humanitárias estão crescendo, mas a resposta internacional continua fragmentada e, às vezes, insuficiente. Se quisermos enfrentar esses desafios, precisamos defender uma reforma abrangente da arquitetura de segurança global”, afirmou Mauro Vieira.

O chanceler lembrou que hoje o Brics representa quase metade da população global, tem 39% do Produto Interno Bruto (soma dos bens e serviços produzidos, PIB) do planeta e é responsável por 50% da produção de energia no mundo. 

“Este grupo do Sul Global e nosso papel na formação no futuro nunca foram tão significativos. A recente expansão do Brics de cinco para 11 membros foi um grande desenvolvimento”, completou

Inteligência artificial

A agenda do Brics este ano, sob a presidência brasileira, tem promovido a necessidade de se construir uma governança global da inteligência artificial (IA), que evite que a ferramenta seja usada para ampliar as desigualdades no mundo.

“[A IA] não pode ser ditada por um punhado de atores enquanto o resto do mundo é forçado a se adaptar a regras que eles não tiveram papel na formação. Devemos defender uma abordagem multilateral, que garanta que o desenvolvimento da inteligência artificial seja ético, transparente e alinhado com o interesse coletivo da humanidade”, defendeu Mauro Vieira.

Comércio e clima

Outra prioridade citada pelo ministro Mauro Vieira, na presidência brasileira do bloco, é o fortalecimento do comércio entre seus membros para “aumentar os fluxos comerciais, explorando medidas de facilitação do comércio e estimulando instrumentos de pagamento em moedas locais”.

O chanceler brasileiro criticou a falta de financiamento para a adaptação e mitigação das mudanças climáticas nos países do Sul Global. “A justiça climática deve estar no centro das discussões internacionais, garantindo que as nações em desenvolvimento tenham a autonomia e os recursos necessários para fazer a transição para economias de baixo carbono sem sacrificar suas metas de desenvolvimento”, ponderou.

Presidência brasileira

O Brasil assumiu a presidência do Brics neste ano em meio à expansão do bloco, que passou a ter a Indonésia como membro permanente, além de outros nove membros parceiros.

O governo brasileiro elencou seis prioridades para as discussões do grupo: 

  • Cooperação Global em Saúde
  • Comércio, Investimento e Finanças 
  • Combate às Mudanças Climáticas 
  • Governança de Inteligência Artificial 
  • Reforma do Sistema Multilateral de Paz e Segurança
  • Desenvolvimento Institucional do Brics.

Fonte: Agência Brasil

Mercado financeiro está mais tenso do que em outros tempos, diz Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (25) que o mercado financeiro está mais tenso atualmente do que em outros períodos. O ministro participou nesta terça-feira da abertura da CEO Conference Brasil 2025, do BTG Pactual, em São Paulo.

“As pessoas estão mais com o “dedo no gatilho, esperando uma notícia para agir, se proteger ou especular, tudo dentro da regra do jogo”, disse Haddad. Ele comparou a situação atual ao momento de incertezas vivido em dezembro de 2024, quando houve disparada do dólar e fuga de recursos.

De acordo com Haddad “as coisas estão se acomodando” e o ambiente econômico está equiparado ao de outros países, com economia semelhante ao Brasil, com contexto internacional que também gera impactos na economia do país.

“Quando você vê uma turbulência na economia americana, com falta de previsibilidade sobre o que a maior economia do mundo vai fazer, as pessoas ficam mais tensas. E não é só no Brasil. A situação externa é mais desafiadora.”

Segundo o ministro, as agências de classificação de risco, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e os fundos de investimento têm uma visão diferente em relação à avaliação dos investidores locais. “Eles não têm a força que os investidores domésticos têm, então aguardam um pouco antes de investir”.

Haddad reforçou que a visão da equipe econômica no início do governo é a mesma atualmente e todas as medidas tomadas até o momento, mesmo que dependendo de outros setores, houve avanços consideráveis, mas isso nem sempre é levado em consideração. Ele disse ainda acreditar que a agenda fiscal não pode perder o fôlego.

“Com a mudança nas presidências do Congresso Nacional, nós precisamos verificar quem serão os relatores das matérias, os presidentes das comissões e a disposição dos líderes da oposição e da situação para endereçar temas importantes.”

O ministro discorreu ainda sobre a importância da reforma tributária aprovada pelo Legislativo, que entra em vigor a partir de 2027.

“É a maior reforma tributária da história do Brasil, e sem aumento de carga.”

Haddad afirmou ainda que não é bom para o país ficar negando as coisas e inventando um passado brilhante que não aconteceu.

“Quem tem um pouco a memória do que é a economia brasileira desde o Plano Real sabe que nós vivemos alguns momentos mais delicados. Vivemos uma transição, em 2002, em que a dívida líquida era muito parecida com a atual, em torno de 60% do PIB.”

Segundo o ministro da Economia, o presidente Lula herdou uma Selic de 25%, uma inflação de 12% e uma dívida em dólar bastante apreciável e sem reservas cambiais. “E ninguém dizia que o Brasil iria quebrar”, disse.

Fonte: Agência Brasil