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Governo leiloa concessão de manejo florestal na B3 pela primeira vez

O governo federal leiloou na B3, nesta quarta-feira (21), pela primeira vez, a concessão de um manejo florestal. Foram licitados na bolsa de valores, na capital paulista, 453.401,11 hectares da Floresta Nacional (Flona) do Jatuarana, localizada em Apuí (AM), distribuídos em quatro Unidades de Manejo Florestal (UMFs). 

Os quatro lotes foram arrematados com contratos que terão vigência de 37 anos. Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, as concessões deverão arrecadar anualmente R$ 32,6 milhões e gerar cerca de 2,8 mil empregos diretos e indiretos.

A concessão permite o uso sustentável de recursos madeireiros e não madeireiros, como madeira em tora, palmito, açaí, castanha-do-pará, óleo de copaíba e andiroba. 

“O Brasil está mostrando que é possível promover o desenvolvimento econômico sem destruir suas florestas. A concessão na Flona do Jatuarana é um exemplo de política pública eficiente, baseada em instrumentos econômicos que valorizam a floresta em pé, protege e valoriza a sociobiodiversidade e geram prosperidade com justiça climática e social”, afirmou a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

As empresas vencedoras do certame foram OC Prime Comércio e Industrialização de Madeiras Ltda, com lance no valor de R$ 244,98 por m³ de madeira em tora e outorga fixa de R$ 4 milhões (unidade 1); Duarte da Silva Ltda (Madeireira Gedai), com lance de R$ 193,65 por m³ e outorga de R$ 5 milhões (unidade 2); e a Brasil Tropical Pisos Ltda, com lance de R$ 150,48 por m³ e outorga de R$ 2,2 milhões para a unidade 3, e lance de R$ 152,86 por m³ e outorga de R$ 2,2 milhões para a unidade 4.

A gestão do projeto é conduzida pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), com estruturação técnica realizada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Um dos maiores benefícios do manejo florestal é que as florestas são mantidas em pé, ao mesmo tempo em que geram renda e emprego para as populações locais, contribuindo com a formalização da economia local e regional. Além disso, mantêm a diversidade biológica e a oferta dos serviços ambientais”, disse o diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa.

Com o leilão desta quarta-feira, o país aumenta 35% a área sob concessão de florestas federais. Atualmente, o Brasil possui cerca de 1,3 milhão de hectares de florestas públicas federais sob concessão florestal. Segundo o ministério, a meta é alcançar 5 milhões de hectares concedidos até 2027, conforme previsto no Plano Plurianual (PPA).

Fonte: Agência Brasil

Câmara aprova projeto que reajusta salários de servidores públicos

Por 388 votos a 43, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (21) à noite o projeto de lei que reajusta os salários de várias categorias dos servidores públicos federais.

Por falta de acordo, no entanto, o texto foi fatiado, e parte da reestruturação de carreiras ficará para o grupo de trabalho que discutirá a reforma administrativa.

O texto segue para o Senado. Com impacto de R$ 17,9 bilhões em 2025 e de R$ 8,5 bilhões em 2026, os reajustes diferenciados por categorias cumprem acordos acertados com as diversas categorias de servidores no ano passado.

Para as categorias sem acordo ou sem negociação, o texto concede aumento de 9% em 2025 e de 9% em 2026.

Por causa do atraso na aprovação do Orçamento deste ano, o reajuste começou a ser pago em maio, de forma retroativa a janeiro.

No entanto, o Congresso corre contra o tempo para aprovar o projeto porque a medida provisória (MP) que originou o projeto de lei perde a validade em 2 de junho.

No fim do ano passado, o governo publicou a Medida Provisória 1286/24, com os reajustes e a reestruturação de carreiras no serviço público. No entanto, em abril, o texto foi transformado em projeto de lei em regime de urgência por um impasse entre a Câmara e o Senado na tramitação de MPs.

Reforma administrativa

Diante da pressão de várias categorias e da falta de acordo, a Câmara decidiu deixar parte da reestruturação de carreiras para a reforma administrativa. Somente as reestruturações que constam do texto original foram aprovadas, mas as sugestões incluídas durante a tramitação na Casa ficaram para o grupo de trabalho.

Os deputados rejeitaram cerca de 60 emendas, mas aprovaram uma que evitou a inclusão de 27 carreiras ou plano de cargos no Sistema de Desenvolvimento da Carreira (Sidec), que unifica as regras para incorporar gratificações com base em avaliações de desempenho.

Com 45 dias para apresentar uma proposta e um representante de cada partido, o grupo de trabalho da reforma administrativa discutirá os seguintes temas:

  • progressão funcional;
  • enquadramentos;
  • alterações de nomenclatura de cargos;
  • concessões de outros reajustes;
  • criação de carreiras não previstas no texto original.

Fonte: Agência Brasil

Senado aprova novo marco para o licenciamento ambiental no país

O Senado aprovou nesta quarta-feira (21), com 54 votos favoráveis e 13 contrários, o projeto de lei (PL 2.159/2021) que estabelece um novo marco legal para o licenciamento ambiental no Brasil. A proposta determina as diretrizes para o licenciamento ambiental e sua aplicação pelos órgãos responsáveis, além de flexibilizar a necessidade da licença em alguns casos.  

Como o texto foi alterado pelos senadores, ele retorna à Câmara dos Deputados para nova análise. A proposta está em discussão há 21 anos, tendo tramitado 17 anos na Câmara dos Deputados e quatro anos no Senado. 

O texto aprovado dispensa de licenciamento ambiental atividades que não ofereçam risco ambiental ou que precisem ser executadas por questão de soberania nacional ou de calamidade pública. Também isenta de licenciamento os empreendimentos agropecuários para cultivo de espécies de interesse agrícola, além de pecuária extensiva, semi-intensiva e intensiva de pequeno porte.

Foi instituída ainda a Licença por Adesão e Compromisso (LAC), destinada a atividades ou empreendimentos de pequeno ou médio porte e de baixo ou médio potencial poluidor. A licença poderá ser expedida mediante uma autodeclaração de adesão e compromisso do empreendedor, com os requisitos preestabelecidos pela autoridade licenciadora.

A relatora do projeto, senadora Tereza Cristina (PP-MS), disse que o objetivo da proposta é licenciar as obras no país com mais clareza, eficiência e justiça. Segundo ela, o marco regulatório atual, com regras sobrepostas, trava iniciativas importantes e desestimula investimentos responsáveis. 

“A proposta não enfraquece o licenciamento ambiental, muito pelo contrário. Ela reafirma o compromisso com o rigor técnico, exige estudos de impacto ambiental, audiências públicas e avaliações trifásicas para grandes obras. E até dobra a pena para quem desrespeitar a legislação”, disse, salientando que hoje existem mais de 27 mil normas ambientais no país. 

Contrária ao projeto, a senadora Leila Barros (PDT-DF) lembrou que a defesa do meio ambiente é uma exigência da comunidade internacional. 

“O Brasil hoje vive neste momento uma reconquista de sua credibilidade ambiental. Essa imagem positiva se converte em oportunidades reais para nosso país, em termos diplomáticos e econômicos”, alertou.  

Penalidades

Atualmente, a legislação estabelece que o crime de construir ou reformar obras ou serviços poluidores sem licença ambiental gera pena de prisão de um a seis meses. Os senadores aumentaram a pena para seis meses a dois anos ou multa, ou ambas cumulativamente. 

“Crime ambiental continua sendo crime, não estamos mudando nada. E a supressão de qualquer vegetação nativa sem licença continua sendo proibida”, disse Tereza Cristina. 

Desestruturação

Em nota divulgada nesta quarta-feira (21), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) diz que o PL representa desestruturação significativa do regramento existente sobre o tema e representa risco à segurança ambiental e social no país. 

“A proposta terá impacto negativo para a gestão socioambiental, além de provocar, possivelmente, altos índices de judicialização, o que tornará o processo de licenciamento ambiental mais moroso e oneroso para a sociedade e para o Estado brasileiro”, avalia o MMA. 

Segundo a pasta, um dos pontos mais críticos do PL é a aplicação da Licença por Adesão e Compromisso, modalidade simplificada de licenciamento baseada na autodeclaração do empreendedor. 

“Na prática, o texto permitiria o uso da LAC para um percentual expressivo de empreendimentos que atualmente são licenciados. Além disso, esses empreendimentos seriam monitorados por amostragem, dispensando a necessidade de fiscalização, pelo órgão ambiental, de todos os empreendimentos licenciados por essa modalidade”, diz a nota. 

Organizações ambientais sustentam que o projeto representa o maior retrocesso em matéria de legislação ambiental desde a Constituição de 1988. Outra crítica à proposta é a exclusão de licenciamento para atividades agropecuárias. 

Fonte: Agência Brasil

DPE-AM busca reparação para idosos vítimas de golpe após descontos indevidos no INSS 

A Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM) está atuando em casos de aposentados vítimas da fraude do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Novo Airão, a 194 quilômetros de Manaus, que não conseguiram receber o valor integral de indenização concedida pela Justiça. Os aposentados relataram para a Defensoria que foram enganados por supostos advogados e tiveram acesso a menos de 20% do que têm direito. 

Até o momento, três idosos procuraram a DPE-AM no município com relatos parecidos e todos com o mesmo perfil: aposentados com pouca escolaridade que haviam sido lesados por uma instituição financeira que realizada descontos nos benefícios do INSS. 

Eles contaram que, entre 2022 e 2023, foram abordados por uma mulher que ora se apresentava como funcionária do INSS, ora como representante de um escritório de advocacia. A mulher os questionava sobre dados bancários e possíveis descontos indevidos feitos pelo banco BMG. Meses depois desse primeiro contato, eram informadas que tiveram sentença de procedência em uma ação judicial contra o banco para reaver a quantia debitada indevidamente. 

A sentença foi favorável em todos os casos, mas o valor devido para cada um deles era bem maior do que os valores que lhes foram repassados. 

“Essas pessoas foram duplamente lesadas. Primeiro, porque houve um desconto indevido no benefício e segundo por esse suposto escritório de advocacia que entrava com a ação”, disse a defensora pública responsável pelo caso, Saelli Miranda. 

Um motorista de caminhão aposentado foi uma das vítimas que buscou a Defensoria Pública. “A mulher veio em casa com umas conversas bonitas e eu até assinei um papel para ela. Depois, sem saber o que era, ela acionou o banco na Justiça sem que eu autorizasse, nem nada. Agora, veio esse outro problema e eu fui prejudicado, porque o banco pagou uma quantia, mas não me devolveram nem 20%. A indenização foi R$ 8.500 e só me devolveram R$ 2.500. Eu gostaria de ser recompensado por isso, porque eu não vou perder isso aí”, disse.  

O documento assinado era uma cessão de crédito, que permitiria, em tese, aos supostos advogados o resgate integral da indenização.  

A uma outra vítima, a indenização concedida pela Justiça foi de R$ 20.024, mas a quantia paga para ela foi de apenas de R$ 2.000.  

Na maior parte dos casos, os prejuízos giram em torno de 80% do valor devido. 

Uma pensionista de 66 anos relatou que chegou a concordar com a ação judicial, mas foi informada pela mulher, supostamente a advogada, que deveria aceitar um acordo recebendo menos que o previsto. A ela, foi pago menos de 10% do valor devido. 

“Ela veio aqui em casa mais uma vez dizendo que eu não tinha ganhado a causa e me ofereceu dois mil reais para o processo não ir para frente, que eu não tinha ganhado. Tudo bem. Eu estava ‘aperreada’ e peguei os dois mil, sendo que eu tinha ganhado mais de 26 mil reais”, lamentou a beneficiária. 

A DPE-AM já se manifestou em todos os casos em que foi procurada. “A Defensoria é muito importante para garantir o direito desses aposentados, pois a maioria deles não têm condições de contratar um advogado particular para atuar em seus casos e garantir a efetivação dos seus direitos. Além disso, eles são de um grupo especialmente vulnerável cuja tutela é especialmente relevante, pois mais suscetíveis a golpes”, declarou a defensora. 

A Defensoria Pública fez um levantamento no fórum do município sobre o assunto e encontrou pelo menos 40 casos parecidos.  

Na condição de “guardiã dos vulneráveis” (Custos Vulnerabilis), a Defensoria se manifesta em cada um dos processos e, agora, busca garantir o pagamento integral da indenização para os aposentados.  

“Nesse caso atuamos como Custos Vulnerabilis, com fundamento em uma tese criada por Maurilio Casas Maia, defensor da DPE-AM. Essa teoria, já aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF), diz em linhas gerais que a Defensoria Pública é guardiã dos vulneráveis. Então, por isso, pode atuar em casos no qual algumas pessoas ou grupo de pessoas vulneráveis estão litigando, ainda que essas pessoas já tenham constituído advogado e não procurem a Defensoria Pública”, explicou Saelli Miranda.  

A DPE-AM encaminhou ofício apresentando os casos ao Ministério Público do Amazonas (MPAM), para apuração de eventual danos coletivos e crimes praticado por esses supostos advogados. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também foi informada sobre o ocorrido.  

A Defensoria Pública está à disposição para ouvir as vítimas de Novo Airão que ainda não entraram em contato com a instituição.  

Atuação previdenciária no interior

A defensora Saelli Miranda explicou que, nas comarcas do interior que tão têm vara da Justiça Federal, a DPE-AM atua para proteger os direitos de beneficiários do INSS. 

O entendimento do STF é de que a competência para atuação em litígios previdenciários pode ser da Justiça Estadual no caso de comarcas que não tenham vara da Justiça Federal, como no caso de Novo Airão, casos nos quais a Defensoria Pública Estadual terá atribuição para atuar.

“O assistido que reside no interior e tiver algum problema relacionado a descontos em benefícios previdenciários, pode procurar a Defensoria Pública do Amazonas. Em cidades que não têm sede da Justiça Federal, podemos atuar. Eu já entrei, inclusive, com várias ações contra o INSS no Município de Novo Airão, conseguindo várias sentenças de procedência, porque o entendimento do STF permite essa atuação”, explicou. 

Foto: Junio Matos/DPE-AM

No Amazonas 93% dos eleitores já estão com o cadastro biométrico regularizado

A biometria é um dos instrumentos fundamentais para garantir segurança, transparência e confiabilidade nas eleições. No Amazonas, 93% dos eleitores já realizaram o cadastro biométrico, o que representa um avanço significativo para o fortalecimento do processo democrático, contribuindo para um pleito mais seguro e eficiente.

Do total de eleitores amazonenses com biometria cadastrada, 49,2% são da capital e 43,9%, do interior do estado. A pesquisa foi realizada pela Secretaria de Tecnologia da Informação do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) e está disponível no site oficial do órgão: https://www.tre-am.jus.br/institucional/paineis-gerenciais/painel-eleitores-sem-biometria. No painel, também é possível acompanhar o progresso do cadastramento biométrico nos 62 municípios do Amazonas.

O processo de identificação biométrica é realizado por meio da coleta de dados: impressões digitais, assinatura e fotografia dos eleitores. Essas informações são inseridas no cadastro eleitoral, permitindo que a impressão digital funcione como identificador único de cada cidadão. Com a biometria registrada, o eleitor pode utilizar o aplicativo e-Título como documento oficial no dia da eleição.

A presidente do TRE-AM, desembargadora Carla Reis, reitera que o uso da biometria reduz significativamente os riscos de fraudes eleitorais. “A biometria eleitoral é uma medida essencial para garantir a segurança, a transparência e a autenticidade do processo democrático. Ela representa a modernização do sistema eletrônico de votação, prevenindo fraudes, registros duplicados no cadastro eleitoral, além de dar celeridade no local de votação”, afirma.

Nas eleições, a identificação do eleitor na seção ocorre quando ele apresenta um documento oficial com foto. Em seguida, o mesário verifica os dados biométricos para liberar o acesso à urna eletrônica. “A biometria assegura que cada cidadão exerça o seu voto de forma única e legítima. Por isso, reafirmamos a importância do cadastro biométrico como instrumento de modernização e fortalecimento da Justiça Eleitoral no Brasil”, reforça a desembargadora.

Democracia em suas mãos

Para realizar o cadastro biométrico, o eleitor deve realizar o agendamento no site do TRE-AM (www.tre-am.jus.br), comparecer à sede do tribunal e cadastrar sua biometria. A coleta também é feita durante as operações de alistamento eleitoral (primeiro título), revisão de dados ou transferência de domicílio.

Quem emitir o título eleitoral através do Autoatendimento Eleitoral, deve cumprir o prazo de 30 dias após a emissão para realizar a coleta biométrica de maneira presencial. Caso a coleta não seja feita nesse prazo, o título é cancelado.

Foto: Júnior Souza/TRE-AM

Cármen Lúcia denuncia racismo sofrido por ministra do TSE

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, afirmou nesta terça-feira (20) que a ministra Vera Lúcia Santana Araújo, uma das integrantes da Corte, foi alvo de racismo e discriminação ao ser barrada na entrada de um seminário realizado na semana passada em Brasília.

Indicada ao tribunal pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Vera Lúcia é advogada reconhecida pela atuação como ativista do movimento de mulheres negras.

Na abertura de sessão desta noite, Cármen Lúcia relatou que Vera Lúcia, uma das ministras substitutas do TSE, foi convidada para dar uma palestra promovida pela Comissão de Ética Pública (CEP) na sexta-feira (16). O tema do seminário era “Gestão Pública – Prevenção ao Enfretamento ao Assédio e a Discriminação”.

Ao chegar para o evento, a ministra foi impedida de entrar mesmo após apresentar a carteira funcional de ministra. Segundo a presidente do TSE, Vera Lúcia só conseguiu entrar e realizar a palestra após adoção de providências. 

“Assim que chegou ao local do evento, mesmo se apresentando como palestrante e apresentado a carteira funcional da condição de substituta de ministro deste Tribunal Superior Eleitoral, a ministra Vera Lúcia não teve permissão para ingressar regularmente no local onde se daria a palestra”, relatou Cármen Lúcia.

Para a presidente do TSE, Vera Lúcia foi alvo de racismo, discriminação e tratamento indigno.

“Racismo é crime, etarismo é discriminação. É inconstitucional, imoral, injusto qualquer tipo de destratamento em razão de qualquer critério que não seja a dignidade da pessoa humana”, afirmou a presidente do TSE.

Cármen Lúcia também informou que mandou um ofício para a Comissão de Ética para comunicar oficialmente o episódio.

“Eu oficiei hoje ao presidente da Comissão de Ética da Presidência da República para dar ciência formal do agravo, que pode constituir até crime e que agrava todo brasileiro e toda brasileira, além de atingir a Justiça Eleitoral como um todo”, completou.

O evento foi realizado no auditório do edifício do Centro Empresarial da Confederação Nacional do Comércio (CNC), onde diversos órgãos possuem sede, entre eles, a Advocacia-Geral da União (AGU), que também promoveu o evento.

Em ofício enviado ao TSE, a AGU esclareceu que a entrada no prédio é controlada por funcionários terceirizados contratados pelo condomínio.

“Embora nem a Comissão de Ética Pública, nem a Advocacia Geral da União exerçam uma gestão administrativa do edifício onde ocorreram os fatos, ali estão sediadas unidades da AGU, em espaços regularmente locados pela CNC. Apesar disso, a AGU adotará todas as medidas cabíveis para compelir os responsáveis pela administração do prédio a tomarem providências imediatas no sentido de responsabilizarem o autor da agressão e implementarem ações educativas e preventivas, a fim de que situações semelhantes jamais se repitam”, afirmou o órgão. 

Fonte: Agência Brasil

Ex-comandante da FAB presta depoimento sobre trama golpista

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (21) as audiências de testemunhas arroladas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelas defesas dos réus do núcleo 1 da trama golpista, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete denunciados pela procuradoria. 

O único depoimento previsto para hoje será do tenente-brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Júnior, comandante da Aeronáutica durante o governo Bolsonaro. A audiência está prevista para começar às 11h30 e deve ser presidida pelo ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos da tentativa de golpe que pretendia impedir que Luiz Inácio Lula da Silva tomasse posse no terceiro mandato dele como presidente da República.

O militar foi chamado para depor na condição de testemunha por ter participado de uma reunião entre o ex-presidente e os comandantes das Forças Armadas para apresentação de um estudo com teses jurídicas para justificar a decretação de um estado de sítio e outras medidas golpistas, em 2022.

Em depoimento prestado à Polícia Federal durante as investigações, Baptista Júnior disse que chegou a alertar Bolsonaro de que a Força Aérea Brasileira (FAB) não participaria do plano golpista.

Além disso, o militar declarou que o então comandante do Exército, Freire Gomes, que também estava na referida reunião, teria dito que se o ex-presidente tentasse algum ato golpista teria que prendê-lo.

Em depoimento prestado ao STF na segunda-feira (19), Freire Gomes negou que tenha ameaçado dar voz de prisão a Bolsonaro.

“Não aconteceu isso, de forma alguma. Eu alertei ao presidente que se ele saísse dos aspectos jurídicos, além de não concordamos com isso, ele seria implicado juridicamente”, afirmou.

Depoimentos

Entre os dias 19 de maio e 2 de junho, serão ouvidas testemunhas indicadas pela procuradoria, que faz a acusação, e pelas defesas dos acusados. Os depoimentos vão ocorrer por videoconferência e serão tomados simultaneamente para evitar a combinação de versões entre os depoentes.

Ao longo dos dias previstos para as oitivas, também serão colhidos os depoimentos do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas,  deputados e senadores aliados de Bolsonaro.

Após os depoimentos das testemunhas, o ex-presidente e os demais réus serão convocados para o interrogatório. A data ainda não foi definida.

A expectativa é de que o julgamento que vai decidir pela condenação ou absolvição do ex-presidente e dos demais réus ocorra neste ano. Eles respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Em caso de condenação, as penas podem passar de 30 anos de prisão.

Fonte: Agência Brasil

CMM cria nova Comissão para realização de concurso público

A Câmara Municipal de Manaus (CMM) publicou nesta segunda-feira (19 de maio), no Diário Oficial da Casa Legislativa, o Ato da Presidência nº 059/2025 – GP/DG/CMM, que cria a Comissão responsável pela realização do Concurso Público de Provas e Títulos 2025, com o objetivo de prover cargos efetivos no quadro da CMM.

A medida considera a Recomendação do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), bem como o Processo que apresenta estudo técnico preliminar sobre a necessidade de provimento de cargos efetivos no Poder Legislativo Municipal. Também estão entre os fundamentos a Constituição Federal, especialmente o artigo 37, que trata dos princípios da administração pública, e a Resolução n°. 04/1996, do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM).

A Comissão do Concurso Público será composta por servidores efetivos da Câmara, nomeados para atuar conforme suas respectivas funções.

“A realização deste concurso público é um compromisso com a transparência, a legalidade e o fortalecimento do serviço público. Queremos garantir que a Câmara Municipal de Manaus conte com profissionais qualificados para melhor servir à população da nossa cidade”, destacou o presidente da CMM, vereador David Reis (Avante).

O ato também estabelece que, especificamente no concurso para o cargo de Procurador da Câmara, o edital deverá prever a participação de um representante da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM), conforme determina o artigo 26 da Lei nº 01, de 18 de novembro de 1992.

Foi fixado ainda o prazo de cinco dias para impugnações quanto aos nomes indicados para compor a Comissão.

Foto: Arquivo/Dicom

Câmara aprova urgência para PL que proíbe desconto automático no INSS

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (20) a urgência para o projeto de lei (PL 1846/25) que proíbe o desconto automático de mensalidades de associações e sindicatos nos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Com isso, o projeto irá ser votado direto no Plenário, sem precisar passar por aprovação das comissões da Casa. 

A mensalidade associativa é uma contribuição que aposentados, pensionistas ou pessoas de uma determinada categoria profissional pagam periodicamente para integrar uma associação, sindicato ou entidade de classe sem fins lucrativos que representa os interesses de seus afiliados.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o mérito do projeto será analisado na próxima semana, “pois o projeto de lei sobre o reajuste de servidores do Executivo (PL 1466/25) tranca a pauta”.

Segundo Motta, todas propostas relacionadas ao combate de fraudes no INSS serão juntadas.

Fraudes nos descontos

Os descontos dos aposentados e pensionistas são alvo de investigação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU), que apuram a atuação de organizações criminosas para fraudar os benefícios previdenciários, associando de forma não autorizada os segurados do INSS.

Mais de 1,74 milhão de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) solicitaram reembolso de descontos não autorizados feitos por entidades associativas, conforme balanço divulgado nesta terça-feira (20). 

Fonte: Agência Brasil

CNJ regulamenta pagamento de benefícios retroativos no Judiciário

Por unanimidade, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu nesta terça-feira (20) proibir o pagamento de benefícios retroativos a juízes e servidores do Judiciário por meio de decisões administrativas dos tribunais.

Com a decisão, o pagamento só poderá ocorrer após o fim de todos os recursos em ações judiciais coletivas ou por decisões baseadas em precedentes de tribunais superiores.

O texto aprovado pelo plenário do CNJ também prevê que pagamento de qualquer verba remuneratória ou indenizatória prevista ou não Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) depende de autorização prévia da corregedoria do conselho.

De acordo com o CNJ, a medida é necessária para incrementar o controle sobre o pagamento de direitos e vantagens no Poder Judiciário de forma retroativa.

“A exigência de decisão judicial transitada em julgado em ação de natureza coletiva garante isonomia a todos os beneficiários, bem como o exercício do contraditório por parte do ente que suportará os efeitos financeiros de eventuais novos direitos e vantagens com efeito retroativo”, diz a resolução aprovada.

Em um dos casos recentes sobre o pagamento de vantagens indevidas no Judiciário, o CNJ suspendeu pagamento de auxílio-alimentação natalino de R$ 10.055 para juízes e servidores do Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJMT). A decisão também reajustou o auxílio mensal dos meses seguintes para R$ 2.055,00.

Na decisão, o corregedor-nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques, entendeu que o aumento do auxílio representa uma “desconfiguração” do benefício e achou necessário suspender o pagamento para analisar profundamente o caso. 

Fonte: Agência Brasil