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IberCultura Viva celebra 10 anos com retorno do Brasil à presidência do programa

Criado a partir da experiência brasileira com a Política Nacional de Cultura Viva (PNCV), o programa de cooperação IberCultura Viva celebrou no sábado, 13/4, 10 anos de existência e de ações para a promoção das políticas culturais de base comunitária em países ibero-americanos. Ao longo desse período, o programa, vinculado à Secretaria Geral Ibero-americana (SEGIB), apresenta um saldo positivo de iniciativas realizadas, como a concessão de bolsas de pós-graduação, lançamento de editais e concursos, além da formalização de parcerias com universidades e organizações da sociedade civil.

Essa é a avaliação da secretária de Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC) do Ministério da Cultura (MinC), Márcia Rollemberg, que assumiu no início deste ano, pela segunda vez, a presidência do Conselho Intergovernamental do programa, composto também pela Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Espanha, México, Paraguai, Peru e Uruguai. O mandato do Brasil seguirá até o início de 2027.

A primeira vez que Márcia ocupou esta posição foi em 2014, quando ocorreu o lançamento do IberCultura Viva, na cidade de San José, na Costa Rica, durante o 6º Congresso Ibero-americano de Cultura. Na ocasião, também estava à frente da SCDC. “É uma alegria ver que o IberCultura, de fato, se tornou aquilo que nós idealizamos 10 anos atrás: um espaço de diálogo e cooperação entre os Estados membros e de organizações culturais. Um programa potente para a cultura de base comunitária e que tem impactado tantas pessoas nos locais onde está presente”, celebrou. “O Brasil não apenas inspirou, mas atuou ativamente na construção do programa e, inclusive, na articulação e pactuação com os primeiros países que aderiram a essa iniciativa. Hoje, temos um programa ativo, com oportunidades regulares, número expressivo de inscritos e contemplados nos editais e parcerias consolidadas”, completou Márcia.

A volta do Brasil à presidência do IberCultura Viva coincide com a recriação do MinC, em 2023, e a retomada da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV), que passou a contar com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), criada para apoiar estados e municípios com o repasse anual de R$ 3 bilhões até 2027, para fomento aos projetos culturais em seus territórios. A Política Nacional Aldir Blanc deverá destinar cerca de R$ 400 milhões à PNCV somente neste ano.

Com investimento histórico e, consequentemente, a ampliação da rede, a Política Nacional Cultura Viva completará 20 anos, no mês de julho. O calendário de celebração desse marco para a cultura brasileira também contemplará atividades sobre os 10 anos do IberCultura Viva.

Balanço

Entre as ações realizadas IberCultura Viva, destacam-se as 715 bolsas do curso de pós-graduação internacional em Políticas Culturais de Base Comunitária, concedidas em sete edições, com turmas realizadas entre os anos de 2018 e 2024. O curso é resultado de uma parceria com a Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (FLACSO), com sede na Argentina, para fortalecer a formação e a pesquisa de políticas de cultura de base comunitária e o conceito de “cultura viva” como política pública.

Desde o início de suas atividades, o IberCultura Viva também vem lançando editais de apoio a redes, de mobilidade, de intercâmbio e de fomento a pesquisas. Em relação ao apoio a redes, os editais são destinados, em geral, a organizações culturais comunitárias, povos originários e comunidades afrodescendentes interessadas em realizar eventos em conjunto com ao menos outras duas organizações ou coletivos nos países integrantes do Programa. De 2016 a 2024, foram sete editais de apoio a redes, que alcançaram 176 projetos de trabalho colaborativo. A edição deste ano teve um recorde de inscritos.

No caso dos editais de mobilidade, o objetivo é apoiar a participação de representantes de organizações da sociedade civil nos Congressos Latino-americanos de Cultura Viva Comunitária. Em cinco edições, foram contempladas 165 pessoas, que receberam passagens aéreas, seguro de viagem e a taxa de inscrição para o congresso.

O Edital IberCultura Viva de Intercâmbio, lançado em 2015, e o IberEntrelaçando Experiências, em 2018, possibilitaram a troca de experiências entre organizações culturais comunitárias dos países ibero-americanos, atendendo a 72 iniciativas. Já o Concurso Sabores Migrantes Comunitários premiou, ao longo dos últimos anos, 66 histórias de receitas e práticas culinárias de comunidades migrantes da Ibero-América.

O IberCultura Viva também passou a desenvolver ações de sinergia com outros programas de cooperação, como o edital Cenzontle, uma janela para as línguas originárias, realizado em 2023, por meio de uma parceria com o programa Ibermemória Sonora, Fotográfica e Audiovisual, com o objetivo de dar visibilidade e destacar as línguas dos povos originários da região ibero-americana, e o Banco de Saberes e Boas Práticas do Espaço Cultural Ibero-americano, de 2022, lançado em conjunto com Ibermuseus e Iber-rutas para reunir numa plataforma virtual projetos, tecnologias sociais, experiências e ações desenvolvidas por instituições museológicas, organizações culturais comunitárias, coletivos migrantes e outros agentes culturais ibero-americanos.

Para 2024, estão previstos os lançamentos dos editais Iberentrelaçando Experiências e Patrimônio Cultural Imaterial, além de mais uma edição do concurso Sabores Migrantes. Para consultar os editais, clique aqui.

Foto: Divulgação/MinC

PEC das drogas e isenção do IR entram na pauta de terça

O Plenário deve votar na próxima terça-feira (16/4) a proposta de emenda à Constituição que criminaliza a posse de qualquer quantidade de droga ilícita (PEC 45/2023). Os senadores também devem analisar o projeto sobre a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até dois salários mínimos (PL 81/2024).

A pauta de votação foi definida na quinta-feira (11/4) em reunião de líderes partidários com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Antes de ser votada, a PEC sobre as drogas será debatida em sessão temática na segunda-feira (15/4).

“Será um debate importante com ponto e contraponto, argumentos e contra-argumentos para, na terça-feira, o Senado se debruçar sobre um tema que é extremamente importante para a sociedade brasileira, para a família brasileira. O tema das drogas tem inserção na saúde pública e na segurança pública”, avaliou o relator da PEC, senador Efraim Filho (União-PB).

A proposta já foi discutida durante quatro sessões no Plenário. As PECs precisam passar por cinco discussões em Plenário antes de serem votadas em primeiro turno. A aprovação ocorre quando o texto é acatado por, no mínimo, dois terços dos senadores (54), após dois turnos de deliberação. Segundo Efraim, a data para a votação em segundo turno ainda não foi definida e dependerá de como for a primeira votação.

Também na terça-feira, os senadores vão analisar a proposta que reajusta a faixa de isenção de IR para pessoas que ganham até R$ 2.259,20 por mês. O projeto recebeu voto favorável do senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Apresentada pelo líder do governo na Câmara, deputado federal José Guimarães (PT-CE), a proposta trata das mesmas regra previstas na MP 1.206/2024, que tem força de lei e já vale para as declarações do IR deste ano.

Recursos da saúde

Na próxima semana, também deve entrar na pauta de votações a análise do PLP 175/2023, que permite a transferência de recursos não utilizados para ações de enfrentamento da pandemia para outros programas na área de saúde.

A proposta foi aprovada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) nesta semana como parecer favorável do senador Weverton (PDT-MA). Pelo texto, os estados, Distrito Federal e municípios terão até o fim de 2024 para a execução de transferências financeiras realizadas pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS) aos fundos de saúde locais para o combate à pandemia de covid-19. Segundo Weverton, o projeto permitirá que municípios apliquem recursos que estão “parados”, por exemplo, em cirurgias eletivas e ações emergenciais.

“Os recursos da saúde que estão parados em rubricas ali desde a época da covid, que não podem ser utilizados para outras ações da saúde, o Congresso vai autorizar através de lei para que o Ministério [da Saúde] permita esses municípios a utilizarem esses recursos”, explicou Weverton.

Congresso

Na reunião, foi confirmada a sessão do Congresso Nacional prevista para quinta-feira (8/4), às 11h. Os itens que serão votados ainda serão negociados pelo líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (sem partido-AP). Devem ser priorizados os vetos presidenciais que estão trancando a pauta.

“O líder Randolfe, que é o líder no Congresso Nacional, vai sentar com os líderes da Câmara e do Senado para construir o acordo e tentar entrar em um entendimento sobre essa pauta, que será divulgada na semana que vem” informou Weverton, que é líder do PDT.

PEC dos militares

Os senadores acordaram do mesmo modo que no dia 25 de abril será realizada sessão temática para debater a chamada PEC dos militares (PEC 42/2023), que dificulta a candidatura de integrantes das Forças Armadas em eleições. Líder do PSD, o senador Otto Alencar (BA) afirmou, entretanto, que ainda não há acordo para que o texto seja votado.

Na visão dele, a PEC já está “amadurecida” para a votação. A proposta determina o aumento no tempo de serviço exigido para que militares possam concorrer em eleições sem perder a remuneração.

“Não ficou definida e pacificada essa votação. Na minha opinião, tem que ser apreciada. Se a matéria está aí já há tanto tempo para ser analisada, deve ser apreciada […] É importante se definir os limites da participação dos militares ou não nos pleitos eleitorais” opinou.

STF

Líder do PL, o senador Carlos Portinho (RJ) afirmou ter tratado na reunião da relação do Congresso com o Judiciário. Ele sugeriu que o presidente Rodrigo Pacheco intermedeie o diálogo entre líderes partidários e os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Para o senador, é preciso defender as prerrogativas constitucionais dos parlamentares e o direito de se manifestarem, em especial nas redes sociais.

“As redes sociais são a extensão da tribuna, que é como eu me comunico ou eles se comunicam com os seus eleitores e os seus eleitores com eles. O que é bom para a democracia. [O parlamentar] não pode ser tolhido nas suas palavras. Eu não posso ter medo, como parlamentar, de falar e o medo está imperando nesse Congresso”, protestou.

Fonte: Agência Senado

Incentivo a ‘combustíveis do futuro’ será debatido na Comissão de Infraestrutura

A Comissão de Infraestrutura (CI) fará na terça-feira (16/4) audiência pública para debater o PL 528/2020, conhecido como projeto dos combustíveis do futuro. O projeto, já aprovado pela Câmara, está sendo analisado pela comissão, onde tem como relator o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). A audiência está marcada para as 9h.

O projeto cria programas nacionais de diesel verde, biometano e combustível sustentável para aviação, além de aumentar a mistura de etanol e de biodiesel à gasolina e ao diesel. O texto é considerado uma das prioridades do Senado para o ano de 2024. O requerimento para o debate foi apresentado pelo relator.

Já confirmaram presença os presidentes do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás, Roberto Ardenghy; do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustível e de Lubrificantes, Henry Hadid; da Associação Brasileira das Empresas Aéreas, Jurema Monteiro; e da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais, André Nassar.

Ainda aguardam confirmação os convites feitos a representantes dos Ministérios da Fazenda e de Minas e Energia, da Petrobras, da Confederação Nacional do Transporte e da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia.

Fonte: Agência Senado

CAS vai ouvir ministra da Saúde, Nísia Trindade, na terça-feira

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, vai participar da reunião da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) agendada para terça-feira (16/4), a partir das 9h30. Ela vai prestar informações ao colegiado sobre as ações, desafios, metas, planejamento e diretrizes governamentais do Ministério da Saúde. 

A ministra também deve falar sobre o aumento dos casos de dengue no país, sobre desnutrição e óbitos entre os ianomâmis e sobre o Programa Nacional de Imunizações.

Em outubro de 2023, Nísia participou de reunião conjunta da CAS com a Comissão de Direitos Humanos (CDH). Ela é a primeira mulher a chefiar o Ministério da Saúde e já comandou a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Fonte: Agência Senado

Comissão de Educação recebe ministro Camilo Santana na terça-feira

A Comissão de Educação e Cultura (CE) agendou reunião para terça-feira (16/4), a partir das 10h, para ouvir o ministro da Educação, Camilo Santana. Ele vai falar sobre avanços e desafios do MEC e prestar esclarecimentos sobre os problemas ocorridos no processo de divulgação dos resultados do Sistema de Seleção Unificado (Sisu) de 2024.

A reunião atende a requerimento (REQ 11/2024 – CE) do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Ele explica que o Sisu é gerido pelo MEC e usa as notas do Enem para alocar estudantes nas instituições públicas de ensino superior.

“Contudo, o SISU enfrenta desafios operacionais, como instabilidades e atrasos na divulgação dos resultados, que prejudicam a eficiência do sistema e a transparência do processo, afetando diretamente o planejamento e o desempenho acadêmico dos estudantes”, afirma Alessandro Vieira.

O senador sugere, ainda, que a reunião com o ministro sirva para discussão sobre as políticas, estratégias e resultados do MEC, incluindo questões operacionais do Sisu, do ProUni e do Fies.

Ex-governador do Ceará por dois mandatos, Camilo Santana é senador licenciado eleito em 2022.

Fonte: Agência Senado

CDR debate implementação da nova política industrial na Região Norte

A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) faz na terça-feira (16/4), às 9h30, audiência pública interativa para debater o Programa Nova Indústria Brasil, que prevê ações de incentivo à modernização do parque industrial do país.

O debate, promovido por iniciativa do senador Beto Faro (PT-PA), deve concentrar a discussão em torno das iniciativas previstas pelo programa para a Região Norte do país.

Lançado em janeiro pelo governo federal, a nova política industrial tem ações voltadas à autonomia, à transição ecológica e à modernização do parque industrial nacional. Entre os setores a serem beneficiados, estão a agroindústria, a saúde, a infraestrutura urbana, a tecnologia da informação, a bioeconomia e a defesa.

“Ao organizar a atuação do Estado em conjunto com a iniciativa privada, o programa poderá ser um ponto de inflexão em relação ao acelerado processo de desindustrialização da economia brasileira, que se aprofundou nos últimos anos, tendo como caso emblemático a escassez de seringas para aplicação de vacinas da covid. Contudo, não basta recuperar a capacidade da indústria nacional; é necessário que a industrialização e seus benefícios alcancem a todos os estados brasileiros, em especial na região amazônica, que tem ocupado espaço privilegiado no debate público nacional e internacional, mas carece de políticas estruturantes para o desenvolvimento e garantia de condições dignas de vida aos mais de 30 milhões de brasileiros e brasileiras que lá residem”, observa Beto Faro no requerimento da audiência pública (REQ 4/2024 – CDR).

Participantes

O debate contará com a participação, já confirmada, do secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Uallace Moreira; da secretária nacional de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Adriana Melo Alves; da subsecretária de Desenvolvimento Econômico Sustentável do Ministério da Fazenda, Cristina Reis; e do superintendente da Área de Desenvolvimento Produtivo e Inovação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), João Paulo Pieroni.  

A comissão ainda aguarda a confirmação do presidente do Banco da Amazônia (Basa), Luiz Cláudio Moreira Lessa, e do titular da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), o ex-senador Paulo Rocha.

A audiência pública será na sala 7 da Ala Alexandre Costa.

Fonte: Agência Senado

CPI das Apostas Esportivas define plano de trabalho na quarta-feira

Instalada nesta semana, a CPI das Apostas Esportivas vai divulgar e votar seu plano de trabalho em reunião agendada para quarta-feira (17/4), às 14h.

O presidente da comissão é o senador Jorge Kajuru (PSB-GO); o relator é o senador Romário (PL-RJ), autor do requerimento que deu origem à CPI (RQS 158/2024). O vice-presidente é o senador Eduardo Girão (Novo-CE).

As denúncias a serem investigadas pela CPI envolvem jogadores, dirigentes e empresas de apostas. No seu requerimento, Romário afirma que as apostas esportivas movimentam muito dinheiro atualmente e que o possível aliciamento de jogadores e dirigentes para manipulação de resultados pode colocar em risco a credibilidade dos jogos.

“Vale lembrar que o futebol é uma importante atividade econômica de nosso país, que gera dezenas de milhares de empregos e movimenta importante cadeia direta e indireta de geração de renda. É, portanto, dever do Estado regulamentar e fiscalizar as suas atividades, em nome do interesse público”, argumenta Romário, no requerimento.

A CPI é composta por 11 senadores titulares e 7 suplentes, com previsão de durar 180 dias. Até o momento, os nomes definidos como titulares são os dos senadores Ciro Nogueira (PP-PI), Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), Marcio Bittar (União-AC), Sérgio Petecão (PSD-AC), Angelo Coronel (PSD-BA), Styvenson Valentim (Podemos-RN), Chico Rodrigues (PSB-RR), Kajuru, Romário e Girão. 

Como suplentes, foram anunciados os senadores Giordano (MDB-SP), Cleitinho (Republicanos-MG), Efraim Filho (União-PB), Otto Alencar (PSD-BA), Rodrigo Cunha (Podemos-AL) e Carlos Portinho (PL-RJ).

A reunião será na sala 3 da Ala Alexandre Costa.

Fonte: Agência Senado

Anteprojeto do novo Código Civil será apresentado na quarta

O Plenário realiza na quarta-feira (17/4), às 11h, sessão de debate temático para apresentação e discussão do anteprojeto de atualização do Código Civil, que inclui temas relacionados ao direito digital e direito de família, entre outras inovações. O trabalho de revisão esteve a cargo de uma comissão de juristas criada pelo Senado e presidida pelo ministro Luis Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A comissão de juristas foi criada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, em agosto de 2023. Desde então, o grupo realizou encontros, audiências públicas e discussões sobre as mudanças no Código Civil. O colegiado também recebeu 280 sugestões da sociedade. Foi a primeira vez que juristas mulheres participaram da elaboração do código.

O Código Civil regula a vida do cidadão desde antes do nascimento e tem efeitos até depois da morte do indivíduo, passando pelo casamento, regulação de empresas e contratos, além de regras de sucessão e herança. É uma espécie de “constituição do cidadão comum”. 

Como já adiantou Luis Felipe Salomão, enfrentar as fake news é um dos pontos da parte sobre direito digital que pretende adequar o Código Civil ao entendimento dos tribunais. O texto trata de assuntos como o direito digital à intimidade, liberdade de expressão, patrimônio e herança digital, proteção à criança, inteligência artificial, contratos e assinaturas digitais. 

O anteprojeto também trata da regulamentação da inteligência artificial, além da ampliação do conceito de família para incluir vínculos não conjugais, que agora passam a se chamar parentais. A proposta visa a garantir a esses grupos familiares direitos e deveres, e busca reconhecer o parentesco da socioafetividade, quando a relação é baseada no afeto e não no vínculo sanguíneo.

Há ainda a legitimação da união homoafetiva, reconhecida em 2011 pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A nova redação acaba com as menções a “homem e mulher” nas referências a casal ou família, abrindo caminho para proteger, no texto da lei, o direito de homossexuais ao casamento civil, à união estável e à formação de família. O texto também facilita a doação de órgãos pós-morte e estabelece normas para a reprodução assistida e prevê modificações na maneira com a qual animais são reconhecidos pelo Estado, além de uma nova modalidade de divórcio ou dissolução de união estável, que poderá ser solicitada de forma unilateral, entre outros temas. 

Fonte: Agência Senado

Petecão pede ao governo que ouça quem conhece a realidade da Amazônia

O presidente da Comissão de Segurança Pública (CSP), Sérgio Petecão (PSD-AC), declarou nesta quinta-feira (11/4) que, na tomada de decisões sobre a Amazônia, o governo federal deve ouvir pessoas que conheçam a realidade da região. Representando o Senado em encontro de comissões legislativas de segurança pública na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), Petecão fez coro com a preocupação das autoridades de segurança da Amazônia, também presentes ao evento. Disse que os parlamentares estão fazendo a sua parte como representantes do povo.

“Conheço muitos colegas que convidei para a Comissão de Segurança e disseram “tu é doido”. (…) Se cruzarmos os braços, é tudo que [os criminosos] querem. Alguém tem que fazer o enfrentamento”.

Petecão saudou a “firmeza” dos membros da CSP e a boa vontade do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, mas cobrou a apresentação de informações completas e realistas sobre a situação da segurança de uma região que definiu como “perigosíssima”.

Fiscalização difícil

Realizado em 11 e 12 de abril, o encontro é promovido pela União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale) em parceria com a Aleam, e tem como tema a atuação do Poder Legislativo na proteção da Amazônia Legal. Na abertura do evento, Petecão mencionou a dificuldade de fiscalização na Amazônia e cobrou ajuda do governo federal na segurança das fronteiras e no combate às facções criminosas da região.

“Não sou nenhum especialista, mas não tenho dúvida: é muito mais fácil combater o tráfico de drogas na fronteira do que combater nos morros do Rio de Janeiro. Por mais que os governos estaduais (…) se esforcem, é muito difícil. Temos que ter o apoio do governo federal”.

Sérgio Petecão afirmou também a disposição da CSP de ouvir os agentes públicos dos estados da Amazônia e contribuir para o encaminhamento de suas demandas ao Ministério da Justiça. Ele também pediu fortalecimento da infraestrutura de portos e aeroportos na região, o que considera importante no enfrentamento do narcotráfico, e somou-se à demanda da população do Acre por um pelotão do Exército na cidade de Jordão, na fronteira com o Peru.

“Essa presença do Exército na região intimida o pessoal que lida com o narcotráfico. Isso nos dá uma sensação de segurança muito grande”, resumiu.

Fonte: Agência Senado

Pacheco discute com governadores reestruturação de dívidas, nesta segunda

Na segunda-feira (15/4), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, vai se reunir com os governadores dos estados mais endividados do país, na residência oficial do Senado. Devem comparecer à reunião Cláudio Castro, do Rio de Janeiro, Tarcísio de Freitas, de São Paulo, Romeu Zema, de Minas Gerais, Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul e Ronaldo Caiado, de Goiás.

Pacheco fez o anúncio durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (11/4), logo após uma reunião na presidência do Senado com uma comitiva de Minas Gerais liderada pelo vice-governador Mateus Simões, acompanhado do secretário de Fazenda, Luís Cláudio, e de uma equipe técnica. 

“Nós viemos nos unir com o presidente do Senado na busca de uma solução estruturante para a dívida de Minas, que vai atender também outros estados. Estamos falando de uma mudança do formato da dívida pública brasileira, que é um problema”, explicou Mateus Simões.

O presidente do Senado e os governadores, que estão pleiteando a reestruturação de suas dívidas junto ao governo federal, vão discutir as linhas gerais de um projeto de lei complementar para regularizar a dívida dos estados. 

Com a delegação mineira foi discutida a possibilidade da União receber ativos, como participação acionária em companhias estaduais e “recebíveis”, em troca da federalização das dívidas, amortizando o valor do principal. Também foi analisado, a partir da amortização, um abatimento sobre o saldo devedor e uma redução no indexador.  

“A indexação das dívidas dos estados com a União é muito alta, que é o IPCA mais 4% limitado à Selic. Isso faz dessas dívidas bilionárias algo impagável. Então a discussão sobre a indexação com redução desse indexador é certamente uma pauta que constará desse projeto de lei complementar”, informou Pacheco.

Ele defendeu a proposta do Ministério da Fazenda de cobrar contrapartidas a partir da redução dos juros cobrados pelas dívidas. As contrapartidas viriam sob a forma de investimentos que interessem à União e aos estados, como nos setores da infraestrutura e da educação, incluindo o ensino profissionalizante. Para o presidente do Senado, seria uma posição inteligente por parte do Ministério da Fazenda garantir flexibilidade em relação às contrapartidas exigidas. 

“Eu espero que nós já tenhamos nos próximos dias um modelo que, ainda que não seja o definitivo, seja o inicial de um projeto de lei para começar o processo legislativo no Congresso Nacional”, afirmou Pacheco, frisando que o Senado dará o apoio necessário para aprovar o projeto, uma vez que se conhece a urgência da situação.

Internet e saidinhas

Durante a coletiva, Pacheco também defendeu regras para a internet com uma lei que imponha limites para todos, sem que isso signifique uma imposição de censura. Ele falou sobre o assunto respondendo a uma pergunta no contexto da atual discussão no país sobre os riscos à democracia e o embate entre o empresário Elon Musk, dono da rede social X (antigo Twitter) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Na resposta a outro assunto, o presidente do Senado afirmou que o presidente Lula tem o pleno direito de sancionar ou vetar a lei que restringiu as chamadas “saidinhas” dos presídios. Segundo ele, o Senado tomou uma decisão consciente de limitar a concessão, a não ser em casos excepcionais, compreendendo que o instituto foi desvirtuado ao longo do tempo. 

“O instituto não pode ser banalizado tendo em vista a reincidência de crimes por aqueles que se aproveitam dele. E a violência no Brasil não pode ser atribuída ao Senado”. 

Pacheco voltou a esclarecer que o Senado fornece os instrumentos legais e que os aparatos policial e institucional devem funcionar adequadamente.

Fonte: Agência Senado