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UGPE promove palestra sobre Gestão de Conflitos

A Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE) do Governo do Amazonas promoveu, na quinta-feira (20/06), palestra com o defensor público Thiago Rosas, sobre Gestão de Conflitos. A programação está inserida nas ações de implantação da Câmara de Mediação e Conciliação (CMC) da UGPE com o objetivo de capacitar e aprimorar o atendimento de seus servidores.

Dentre os assuntos tratados, foram destacadas as práticas e metodologias utilizadas na mediação de conflitos no Brasil e como elas podem ser aplicadas em diferentes contextos. A CMC da UGPE tem como propósito ampliar a transparência e o diálogo com as partes envolvidas na execução de obras e programas do órgão.

O secretário da UGPE, Marcellus Campêlo, explica que uma das vantagens do funcionamento da CMC é a agilidade na resolução administrativa de problemas de menor complexidade, sem que haja necessidade de recorrer a ações judiciais, economizando tempo e recursos das partes envolvidas. “A Câmara chama as partes envolvidas para o diálogo, coloca o problema em discussão e o que for consenso de todos fica acordado, evitando a burocracia e o tempo dispendido em processos na esfera judicial”, afirma.

Coordenador do Núcleo de Moradia e Assuntos Fundiários da Defensoria Pública do Estado (DPE), Thiago Rosas destacou a importância de conhecer as técnicas de construção de consenso. “Explanamos sobre a teoria e a prática dessa técnica, que é altamente qualificada para demandas envolvendo a tutela coletiva de múltiplas partes. Com isso, a UGPE capacita seus servidores participantes a se tornarem facilitadores do consenso, fortalecendo essa etapa de formação continuada em conjunto”, explicou Rosas.

Segundo a subcoordenadora social da UGPE, Viviane Dutra, a palestra foi uma oportunidade valiosa para capacitar os servidores e fortalecer a política de acolhimento. “Nosso objetivo é atender às demandas de conflitos e resolvê-las de forma administrativa, ouvindo as pessoas. Evoluímos de uma Comissão de Gerenciamento de Crise (Comcri) e, agora, estamos implantando uma Câmara de Mediação e Conciliação” afirmou.

FOTO: Tiago Corrêa/UGPE

Governo do Amazonas anuncia criação do Programa Estadual de Incentivo à Irrigação de Baixo Custo

O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), criará o Programa Estadual de Incentivo à Irrigação de Baixo Custo (Pro-Irrigação), destinado a minimizar os impactos de futuras estiagens no estado. O anúncio foi feito pelo governador Wilson Lima, na quinta-feira (20/06).

O novo programa vai somar com programas já existentes, como o Pro-Calcário e Pro-Mecanização, em parceria com a Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), com ações de apoio aos produtores rurais em todos os momentos de sua atividade no campo, principalmente nas situações emergenciais como as que se vislumbram ocorrerem nos próximos meses, segundo o titular da Sepror, Daniel Borges.

“Inicialmente, o programa atenderá agricultores de municípios que deverão ser declarados em estado de emergência climática, com incentivo na forma de bônus de adimplência de 70% do valor financiado pelo Governo e o produtor irá pagar 30% do valor”, destacou o titular da Sepror, Daniel Borges.

O principal objetivo do programa Pro-Irrigação é aumentar a resiliência dos agricultores familiares aos fenômenos climáticos extremos, como a estiagem de 2023, promovendo a sustentabilidade da produção agrícola por meio da implementação de sistemas de irrigação de baixo custo.

O diretor-presidente da Agência de Fomento do Amazonas (Afeam), Marcos Vinicius Castro, destacou a importância da medida: “Entendemos que a estiagem prolongada traz desafios significativos para a economia e o bem-estar das comunidades afetadas. Estamos comprometidos em oferecer suporte eficaz e soluções sustentáveis para ajudar nossos agricultores e empresários a superar essa crise já prevista”, afirmou.

Para a execução do Pro-Irrigação, o Governo do Amazonas, por meio da Sepror, elaborou uma nota técnica que analisa que a agricultura familiar é a espinha dorsal da produção agrícola no estado, sendo responsável por uma parte significativa da oferta de alimentos para a população local. No entanto, a vulnerabilidade desse setor às variações climáticas, especialmente às estiagens e enchentes, tem colocado em risco a segurança alimentar e a subsistência de milhares de famílias.

A estiagem histórica de 2023 evidenciou a necessidade urgente de implementar estratégias, de mitigação e adaptação, para enfrentar as futuras crises hídricas de baixo custo para a agricultura familiar no Amazonas, visando garantir a resiliência e a sustentabilidade da produção agrícola no estado.

Entre outras medidas da Sepror, evidenciando o impacto da estiagem, destacam-se a continuidade da execução do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), Garantia Safra, Doação de Mudas, entre outras ações em parceria com o Sistema Sepror (Idam, Adaf e ADS).

FOTO: Emerson Martins/Sepror

Conferência Municipal é encerrada com aprovação de propostas para aprimorar SUS

A programação da 2ª Conferência Municipal de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (2ª CMGTES) foi finalizada em Manaus, na tarde de quinta-feira, 20/6, na Universidade Paulista (Unip), bairro Adrianópolis, zona Sul.

Coordenado pelo Conselho Municipal de Saúde (CMS/Manaus) e a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), o evento teve início na terça-feira, 18/6, reunindo gestores, trabalhadores e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), com o objetivo de promover o debate e elaborar diretrizes e propostas que vão direcionar as políticas públicas em Gestão do Trabalho e Educação na Saúde.

De acordo com o presidente do CMS/Manaus, conselheiro Elson Melo, as discussões foram realizadas a partir do tema “Democracia, Trabalho e Educação na Saúde para o Desenvolvimento: Gente que faz o SUS acontecer”, que também é o tema central das conferências Estadual, marcada para agosto, e Nacional, que vai acontecer no mês de dezembro, em Brasília (DF).

No encerramento da 2ª CMGTES, Elson Melo afirmou que o balanço geral do evento é extremamente positivo, já que houve um grande número de participantes nos três segmentos do controle social no SUS (gestores, trabalhadores e usuários), além da aprovação de propostas importantes para o serviço público e para os trabalhadores da saúde.

“Foram discutidas e aprovadas propostas de muita relevância no que se refere à melhoria da qualidade de vida no trabalho, melhores condições de trabalho e a atualização da Mesa Municipal Permanente de Negociação do SUS. Agora, esperamos que o resultado do que foi discutido aqui possa ser transformado em política pública ou incluído no Plano Municipal de Saúde de Manaus”, declarou Elson Melo.

A diretora de Gestão e da Regulação do Trabalho em Saúde da Semsa, administradora Mircleide Santana, acompanhou a programação da conferência, colaborando como palestrante e na elaboração, avaliação e aprovação das propostas.

“Nós elaboramos, discutimos e votamos as melhores diretrizes e propostas, que poderão ser implantadas na Semsa para o fortalecimento da saúde da população em Manaus. A 1ª CMGTES foi realizada em 2005 e, depois de fazer uma linha do tempo nesses quase 20 anos, é possível observar que 90% do que foi pactuado, foi realizado na Semsa. Isso demonstra a importância dessa Conferência, que atende uma área estratégica para a Semsa que é a Gestão do Trabalho e a Educação em Saúde, tendo impacto direto na qualidade dos serviços oferecidos para a população”, afirmou Mircleide.

As propostas aprovadas na 2ª CMGTES foram elaboradas a partir da discussão de três eixos temáticos: 1 – Democracia, controle social e o desafio da equidade na gestão participativa do trabalho e da educação em saúde; 2 – Trabalho digno, decente, seguro, humanizado, equânime e democrático no SUS: uma agenda estratégica para o futuro do Brasil; 3 – Educação para o desenvolvimento do trabalho na produção da saúde e do cuidado das pessoas que fazem o SUS acontecer: a saúde da democracia para a democracia da saúde.

O coordenador geral da Comissão de Relatoria da 2ª CMGTES, conselheiro Jorge Carneiro, explicou que a elaboração das propostas ocorreu em seis grupos de trabalho, dois em cada um dos três eixos, em que gestores, trabalhadores e usuários debateram os temas e elaboraram propostas.

Durante o processo, os grupos selecionaram as propostas mais representativas por votação e que foram apresentadas na plenária para aprovação final.

“O tema principal da Conferência é valorizar quem faz o SUS acontecer, que são os trabalhadores da saúde. E, obviamente, no momento em que houver a garantia dos direitos dos trabalhadores, a valorização dos trabalhadores e a possibilidade da educação permanente, quem ganha é a população brasileira e o SUS, que vai se tornar cada vez mais forte e mais responsivo a todas as grandes necessidades que a gente tem no Brasil”, destacou Jorge Carneiro.

Com a aprovação das propostas e diretrizes na plenária de encerramento da 2ª CMGTES, a comissão de relatoria vai preparar um relatório consolidado que será encaminhado para a coordenação da Conferência Estadual de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, evento que também vai reunir representantes de outros municípios do Amazonas, incluindo delegados representantes de gestores, trabalhadores e usuários do SUS em Manaus.

Foto – Artur Barbosa / Semsa

Recuperação da BR-319 é cobrada pelos deputados na Aleam

A urgência e importância de obras de recuperação da rodovia BR-319, que inicia no município de Manaus, capital amazonense, e finaliza em Porto Velho, capital de Rondônia, voltou a ser cobrada pelos deputados durante a Sessão Plenária desta quinta-feira (20/6), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

Os parlamentares repercutiram uma fala do secretário do Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática, João Paulo Capobianco, que durante o evento “Bioeconomia G20”, realizado no Centro de Convenções Vasco Vasques, na última quarta-feira (19/6), teria dito que a pavimentação da BR-319 está interligada ao avanço de muitos debates.

“Os deputados estaduais, a bancada federal e o povo amazonense já estão com a garganta seca de tanto tratar e falar da importância da BR-319 para o Amazonas”, afirmou o deputado João Luiz (Republicanos), acrescentando que falta de interesse dos responsáveis em recuperar essa rodovia.

Em aparte, o deputado Rozenha (PMB) disse que a pavimentação da BR-319 é pauta prioritária do Estado, por acreditar que o desenvolvimento econômico e social do Amazonas será beneficiado com a estrada.

“Não queremos desmatar a floresta, não queremos criar gado, ou plantações agrícolas, como muitos falam”, disse Rozenha, afirmando que a estrada irá tirar o Amazonas do isolamento, permitindo que a produção do Polo Industrial de Manaus (PIM) e do interior amazonense seja escoada mais facilmente.

Os deputados Adjuto Afonso (UB), Thiago Abrahim (UB), Sinésio Campos (PT) e Abdala Fraxe (Avante) também se manifestaram, cobrando rapidez na definição da recuperação da rodovia.

“É um tema que esta Casa deve debater diariamente, porque se aproxima uma estiagem severa, e precisamos de uma alternativa por terra, senão nossa população ficará cada vez mais isolada”, destacou o deputado Adjuto Afonso, relembrando das dificuldades enfrentadas na seca de 2023, quando até mesmo os insumos das fábricas do PIM tiveram atrasos, devido à falta de navegabilidade dos rios.

Já o deputado Abdala Fraxe declarou que a discussão deve se manter no nível técnico, deixando de lado questões ideológicas.

“A preocupação deve ser em resolver este impasse, ver as necessidades do povo do interior, e recuperar uma estrada que trará avanços para o Amazonas”, declarou Fraxe.

Foto: Danilo Mello

Governo define regras mais rígidas para distribuidoras de energia

O Ministério de Minas e Energia anunciou nesta quinta-feira (20/6) que irá publicar decreto com regras mais rígidas para os contratos com distribuidoras de energia. O texto deve ser publicado nesta sexta-feira (21/6) no Diário Oficial da União.

O documento trará 17 diretrizes, que deverão ser cumpridas nos novos contratos. Para os contratos vigentes, as distribuidoras têm opção de se adequar ou não às novas regras para renovação da concessão.

Entre as regras, estão metas obrigatórias para retomada de serviços em caso de eventos climáticos extremos, ou seja, evitar que os consumidores fiquem sem luz por longas horas em razão de chuvas, vendavais e quedas de árvores nas redes; a satisfação do consumidor será um dos critérios de avaliação da distribuidora.

Em caso de descumprimento de alguma norma ou falhas na prestação do serviço, haverá limitação na distribuição de dividendos aos acionistas da companhia e o processo de punição à empresa será mais ágil.

“É a oportunidade de efetivamente melhorar a energia entregue nas casas, nos comércios, no meio rural. São 56 milhões de unidades consumidoras impactadas. Os novos contratos serão mais modernos e as empresas deverão garantir a capacidade real de prestar o serviço. A qualidade será medida efetivamente pelo serviço prestado ao consumidor. Desligamentos demorados e longas esperas nos call centers não são mais tolerados pela população”, explicou o ministro Alexandre Silveira, em entrevista à imprensa. 

Com as novas normas, o governo federal quer evitar casos, como o da Enel, que deixou milhares de moradores de São Paulo sem energia por dias após fortes chuvas na região metropolitana. 

Fonte: Agência Brasil

Moraes arquiva inquérito sobre campanha contra PL das Fake News

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (20/6) o arquivamento do inquérito aberto no ano passado para investigar postagens de empresas que operam redes sociais contra o Projeto de Lei das Fake News (PL 2.630/20), em discussão no Congresso Nacional.

O ministro seguiu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR). Na manifestação, a procuradoria avalia que não há provas suficientes para justificar a abertura de um processo criminal contra o Telegram e o Google.

“Acolho a manifestação da Procuradoria-Geral da República e defiro o arquivamento deste inquérito e a remessa dos autos à Procuradoria Regional da República de São Paulo, autoridade responsável pelo inquérito civil”, decidiu Moraes.

A investigação foi aberta após as duas plataformas dispararem aos seus usuários mensagens contrárias à tramitação do PL das Fake News. O projeto ainda continua tramitando no Congresso.

Em São Paulo, um inquérito civil que apura o caso vai continuar em tramitação.

Fonte: Agência Brasil

Após voto de Toffoli, STF continua sem decisão sobre porte de maconha

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira (20/6) para manter a constitucionalidade da Lei de Drogas, norma que definiu penas alternativas a usuários de drogas. Com o voto do ministro, o placar do julgamento continua sendo de cinco votos a favor e três contra a descriminalização. 

O Supremo retomou hoje o julgamento da constitucionalidade do Artigo 28 da Lei das Drogas (Lei 11.343/2006). Para diferenciar usuários e traficantes, a norma prevê penas alternativas de prestação de serviços à comunidade, advertência sobre os efeitos das drogas e comparecimento obrigatório a curso educativo para quem adquirir, transportar ou portar drogas para consumo pessoal.

Em seu voto, único proferido na sessão de hoje, Toffoli abriu uma nova corrente sobre a questão. O ministro  fez um histórico sobre os perigos do uso de entorpecentes para saúde e discordou da política de combate às drogas no Brasil, que, segundo ele, trata o usuário como criminoso. Contudo, Toffoli sugeriu ao Congresso e o Executivo federal prazo de 18 meses para fixação de critérios objetivos para diferenciar usuários e traficantes. 

“Estou convicto de que tratar o usuário como um tóxico delinquente não é a melhor política pública de um estado social democrático de direito”, afirmou

Após o voto do ministro, o julgamento foi suspenso e será retomado na terça-feira (25/6). Os próximos votos serão proferidos pelos ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia. 

Os demais votos foram proferidos ao longo do julgamento, que começou em 2015. 

Como fica 

Pela manifestação dos ministros que já votaram, o porte de maconha continua como comportamento ilícito, mas as punições definidas contra os usuários passam a ter natureza administrativa, e não criminal. Dessa forma, deixam de valer a possibilidade de registro de reincidência penal e de cumprimento de prestação de serviços comunitários. 

A Corte também vai definir a quantidade de maconha que deve caracterizar uso pessoal, e não tráfico de drogas. Pelos votos já proferidos, a medida deve ficar entre 25 e 60 gramas ou seis plantas fêmeas de cannabis.

Não é legalização

Durante a sessão, o presidente do Supremo, ministro Luís Roberto Barroso, disse que a Corte não está legalizando a maconha. O ministro esclareceu que a Corte mantém o porte como comportamento ilícito, conforme definido pela Lei de Drogas. 

“Que fique esclarecido a toda a população que o consumo de maconha continua a ser considerado ilícito porque esta é a vontade do legislador”, afirmou.

Votos 

O julgamento começou em 2015, quando o relator, ministro Gilmar Mendes, votou pela descriminalização do porte de qualquer tipo de droga. No entanto, após os votos que foram proferidos pelos demais ministros, Mendes restringiu a liberação somente para a maconha, com fixação de medidas para diferencial consumo próprio e tráfico de drogas.

No mesmo ano, votou pela descriminalização somente do porte de maconha, deixando para o Congresso a fixação dos parâmetros.

Em seguida, Luís Roberto Barroso entendeu que a posse de 25 gramas não caracteriza tráfico ou o cultivo de seis plantas fêmeas de cannabis.

Após pedidos de vista que suspenderam o julgamento, em agosto do ano passado, o ministro Alexandre de Moraes propôs a quantia de 60 gramas ou seis plantas fêmeas. A descriminalização também foi aceita pelo voto para ministra Rosa Weber, que está aposentada.

Em março deste ano, os ministros Cristiano Zanin, André Mendonça e Nunes Marques defenderam a fixação de uma quantidade para diferenciar usuários e traficantes, mas mantiveram a conduta criminalizada, conforme a Lei de Drogas.

No caso concreto que motivou o julgamento, a defesa de um condenado pede que o porte de maconha para uso próprio deixe de ser considerado crime. O acusado foi detido com três gramas de maconha.

Nesse caso, a condenação foi mantida porque os ministros entenderam que o acusado estava em uma circunstância que caracterizava tráfico.

Fonte: Agência Brasil

Deputada é cassada por pagar tratamento estético com dinheiro público

O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) cassou, por unanimidade, o mandato da deputada federal Silvia Waiãpi (PL-AP) por uso de verba pública de campanha eleitoral para procedimento estético durante as eleições de 2022.

Na sessão plenária, os desembargadores e juízes citaram “provas robustas”, rejeitaram a prestação de contas da parlamentar e acataram solicitação do Ministério Público Eleitoral (MPE), que pedia a cassação.

De acordo com a ação, a deputada usou verba pública destinada à campanha eleitoral para realizar uma harmonização em 2022, quando foi eleita para ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Durante a sessão no TRE-AP, foi apresentado o depoimento de cirurgião-dentista que confirma ter realizado o procedimento e recebido pagamento da deputada. O MPE também apresentou recibos no valor total de R$ 9 mil.

Em vídeo encaminhado à Agência Brasil, Silvia Waiãpi disse que não foi intimada pelo TRE para se defender e recebeu a notícia da cassação pela imprensa. Segundo ela, o próprio TRE já havia aprovado suas contas de campanha em 2022, o que permitiu a sua diplomação. 

A deputada garante que não realizou procedimentos com o cirurgião-dentista e que o recibo apresentado por sua ex-coordenadora de campanha é falso. “Ela pegou um recibo que diz que foram feitos tratamentos dentários, mas eu não fiz tratamento dentário nem harmonização facial. Então, é um recibo falso que ela foi pegar em meu nome sem sequer eu saber que ela estava indo lá. E não houve saída de dinheiro da minha conta, nem pessoal nem da conta de campanha para esse dentista”, diz.

Silvia Waiãpi, de nome civil Silvia Nobre Lopes, tem 48 anos e é natural de Macapá. Nas redes sociais, ela se declara mãe, avó, indígena, militar e republicana conservadora. Graduada em fisioterapia, a parlamentar comandou a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) no governo de Jair Bolsonaro.

Em 2023, o nome da deputada foi incluído em inquérito que apura os atos que resultaram na invasão do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF) em 8 de janeiro de 2023.

Fonte: Agência Brasil

Lula lamenta manutenção da taxa básica de juros

Um dia após o Banco Central (BC) interromper o ciclo de queda da taxa Selic, os juros básicos da economia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a decisão. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa em 10,5% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

“Foi uma pena que o Copom manteve, porque quem está perdendo com isso é o Brasil, o povo brasileiro. Quanto mais a gente pagar de juro, menos dinheiro a gente tem para investir aqui dentro”, disse Lula em entrevista a rádio Verdinha, de Fortaleza, onde cumpre agenda nesta quinta-feira (20/6).

O presidente também criticou o pagamento, via orçamento, de despesas financeiras com juros da dívida pública e com renúncia de impostos.

“Nós temos possibilidade de ter [este ano] um déficit de R$ 30 bilhões, R$ 40 bilhões. Aí eu fico olhando do outro lado da folha que me apresentam, só de juro, o ano passado, foram R$ 790 bilhões que a gente pagou. Só de desoneração foram R$ 536 bilhões que a gente deixou de receber. Por que não transforma em gasto a taxa de juros que nós pagamos?”, questionou o presidente. Pelas regras vigentes, despesas financeiras com juros da dívida não sofrem contingenciamentos.

“Não vejo o mercado falar dos moradores de rua, dos catadores de papel, não vejo o mercado falar dos desempregados e das pessoas que precisam do Estado. Quem necessita do Estado é o povo trabalhador, a classe média, que é quem paga imposto nesse país”, insistiu o presidente durante a entrevista.

Lula ainda criticou a autonomia do BC, que por lei assegura mandatos a seus diretores.

“Eu fui presidente 8 anos. O presidente da República nunca se mete nas decisões do Copom e do Banco Central. O [Henrique] Meirelles [ex-presidente do BC] tinha autonomia comigo tanto quanto tem esse rapaz [Roberto Campos Neto] de hoje. Só que o Meirelles era um cara que eu tinha o poder de tirar, como o Fernando Henrique Cardoso tirou tantos, como outros presidentes tiraram tantos. Aí resolveram entender que era importante colocar alguém que tivesse um Banco Central independente, que tivesse autonomia. Ora, autonomia de quem? Autonomia para servir quem, para atender quem?”.

Fonte: Agência Brasil

No G20, Sema Amazonas defende incentivo global à Programas de Pagamentos por Serviços Ambientais

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), por meio do secretário Eduardo Taveira, participou de um painel sobre modelos públicos de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA), nesta quinta-feira (20/06), durante as reuniões do G20. O evento reúne representantes de 20 países membros e 11 convidados. A programação segue até a sexta-feira (21/06), no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus.

O evento fez parte das agendas do G20 que integram o Grupo de Trabalho de Sustentabilidade Ambiental e Climática, sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática. Na ocasião, o secretário da Sema apresentou os desafios e oportunidades de mecanismos de Pagamento por Serviços Ambientais. 

Ele destacou os avanços que o Governo do Amazonas tem efetivado na agenda de mercado de carbono, com o desenvolvimento de um modelo pioneiro, que inclui projetos de REDD+ (sigla para Redução de Emissões provenientes do Desmatamento e Degradação Florestal) dentro de Unidades de Conservação do Estado, para geração de novos créditos de alta integridade.

“A captação de carbono é um serviço ambiental que vai começar a ser remunerado, por meio dos projetos de REDD+ em UC. Quando o crédito gerado for efetivamente vendido, 50% desse recurso voltará em investimentos diretos para as comunidades. Além disso, nós também temos o nosso programa Guardiões da Floresta, que visa remunerar diretamente as populações tradicionais que ajudam a manter a floresta em pé”, destacou Taveira. 

Durante a apresentação, Taveira destacou que é preciso reconhecimento e apoio financeiro da comunidade internacional aos esforços comunitários, que contribuem para a redução do agravamento das mudanças climáticas. Ele defende uma mobilização voltada para o combate à pobreza como pilar da agenda global de meio ambiente. 

“Se essa compensação não vier acompanhada de uma urgência na redução da pobreza e das desigualdades sociais, que são características de áreas biodiversas, eu sinto informar que os esforços não serão produtivos na velocidade e na escala que nós estamos precisando”, concluiu. 

Sobre o G20

O G20 reúne os países com as maiores economias do mundo. Os Estados-membros se encontram anualmente para discutir iniciativas econômicas, políticas e sociais. 

O encontro promove a participação de líderes e populações locais, empresas e organizações. E representa um passo significativo na descentralização da diplomacia global e contribui para soluções mais equitativas e sustentáveis, sobre uma base de diversidade e entendimento mútuo.

No Brasil, a Cúpula de Líderes do G20 está agendada para os dias 18 e 19 de novembro de 2024, no Rio de Janeiro, com a presença das lideranças dos 19 países membros, mais a União Africana e a União Europeia.

FOTO: Jamile Alves/Sema