domingo, janeiro 11, 2026
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Ministério da Cultura defende regulação de serviços de vídeo sob demanda neste ano

A secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura, Joelma Gonzaga, defendeu a urgência da aprovação, pelos parlamentares, de projeto de lei regulamentando os serviços de vídeo sob demanda (VoD) – modelo usado por plataformas como Netflix, YouTube e PrimeVideo. Ela participou de audiência pública sobre o tema no Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional nesta segunda-feira (10).

Para a secretária, uma lei nesse sentido deveria ser aprovada ainda neste ano para impulsionar o mercado brasileiro de audiovisual e protegê-lo de ações predatórias de empresas estrangeiras. Segundo ela, desde 2015 o tema vem sendo debatido no Brasil e muitos países já fizeram essa regulação. 

A secretária listou alguns pontos que considera importantes na regulamentação:

  • a simetria regulatória com outros serviços audiovisuais;
  • o pagamento da  Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine);
  • a transparência de dados das empresas;
  • a cota de produção brasileira independente nos catálogos das plataformas; e
  • a proteção do direito autoral e patrimonial da produção brasileira independente. 

“Esse marco regulatório deve assegurar que os direitos autorais e patrimoniais sobre a obra brasileira independente permaneçam majoritariamente para empresas brasileiras, como já consta nas nossas normativas. Só assim asseguraremos que a produtora possa participar dos resultados”, disse Joelma. 

Projetos de lei

O Ministério da Cultura deve sintetizar os pontos considerados essenciais em um texto a ser negociado com os relatores de dois projetos de lei (PL) sobre a regulação do streaming em análise no Congresso:

  • o PL 2331/22, aprovado no Senado e em análise na Câmara; e
  • o PL 8889/17, do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que tramita em urgência na Câmara e ainda precisa ser analisado pelos senadores.  

O diretor da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Paulo Alcoforado, que também defendeu a regulação desses serviços, comparou os dois projetos, explicando que ambos têm abrangência parecida: os serviços que ofertam obras audiovisuais avulsas, serviços oferecidos mediante pagamento de assinatura e serviços financiados por publicidade.

“Os dois coincidem também na criação de um novo tributo e na hipótese de incidência tributária [da Condecine], que é a receita operacional bruta desses serviços, que nós desconhecemos”, enfatizou.

As duas propostas apontam a Ancine como o órgão regulador. Entre as diferenças importantes está o valor da contribuição, que vem causando polêmicas. 

Assimetrias atuais

Representante da Associação das Produtoras Independentes do Audiovisual Brasileiro, Raquel Valadares lembrou que as plataformas de video sob demanda não pagam Condecine, como as outras empresas do setor de audiovisual. Em sua avaliação, o pagamento da contribuição por essas plataformas, concentradas no norte global, poderia fomentar o mercado brasileiro. 

Segundo Paulo Alcoforado, hoje as empresas de streaming são as mais relevantes economicamente no segmento do audiovisua. No entanto, são as menos reguladas e tributadas, e as que menos disponibilizam informações, por exemplo, sobre número de assinantes, ou sobre receita operacional bruta. 

“É algo que não faz sentido num ambiente em que todas as empresas de comunicação, que atuam no segmento do audiovisual, têm um enquadramento, recolhem tributos, prestam informações, registram os serviços e os agentes econômicos”, avaliou. 

“O Estado brasileiro precisa dar uma resposta para criar essas regras de convivência para um ambiente audiovisual plural e equilibrado”, completou o diretor da Ancine.

Tarefas regulatórias

Alcoforado entende que, mesmo sem uma lei para regular essas empresas, as agências reguladoras podem agir. Ele defendeu que alguns temas estejam na agenda da Ancine de 2025, como a regulamentação de obrigações e de procedimentos para coleta e processamento de informações do mercado audiovisual, seja no vídeo sob demanda, canais lineares ou outros serviços baseados na internet. 

Além disso, deveriam estar na agenda, entre outros pontos, a revisão das normas dos serviços de televisão, a regulação da publicidade na internet, de jogos eletrônicos e dos contratos das empresas de audiovisual. 

Impacto do setor

Ao defender a urgência da regulação, Joelma Gonzaga, secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura, também chamou a atenção para o impacto econômico do setor.

“O audiovisual gera diretamente mais de R$ 24,5 bilhões para o [[g PIB]] anual, indiretamente esses impactos vão para R$ 55,8 bilhões, respondendo direta ou indiretamente pela arrecadação de R$ 7,7 bilhões e por mais de 650 mil empregos por ano”, ressaltou.

Além disso, ela observou que o setor impacta outros segmentos, como gastronomia e turismo. E lembrou que a indústria criativa, como a do audiovisual, é a que mais emprega jovens de até 29 anos.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Após previsão de chuvas intensas em Manaus, Roberto Cidade volta a cobrar instalação de Comitê Municipal Permanente de Crise

Com a previsão de 60 a 100 milímetros por dia de chuva para os próximos dias em Manaus, o deputado estadual Roberto Cidade (UB), presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), volta a cobrar que a Prefeitura de Manaus instale um Comitê Municipal Permanente de Crise. O objetivo é monitorar e atuar, de forma antecipada, diante das situações emergenciais que se apresentam em razão do período de chuvas, das cheias e das vazantes históricas dos rios e igarapés.

“As mudanças climáticas, o aumento no número de chuvas, as áreas de risco, tudo isso precisa ser acompanhado de perto pelo Poder Público. Hoje, o município possui apenas uma organização de um comitê de crise provisório quando uma situação crítica se apresenta. Isso é pouco. Manaus precisa de um trabalho melhor coordenado e com equipes que trabalhem, conjuntamente, a longo prazo e de forma permanente para que a população possa ser atendida de imediato, caso algum problema mais sério se apresente. O comitê também deve trabalhar na prevenção”, destacou o deputado presidente.

Apresentada mediante o Requerimento nº 3.898/2024, a indicação encaminhada ao prefeito de Manaus destaca que os eventos extremos têm ocasionado impactos graves sobre a infraestrutura urbana, a economia local, a segurança e a saúde da população, demandando uma resposta coordenada e eficiente por parte das autoridades públicas.

“O Comitê Municipal Permanente de Crise seria responsável por monitorar, prever e mitigar os efeitos adversos dessas situações emergenciais na capital”, reforçou.

O comitê deve envolver diversas secretarias e órgãos municipais, em articulação com instâncias estaduais e federais, incluindo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e demais entidades de pesquisa que possam oferecer dados e previsões essenciais para as tomadas de decisão.

Entre as responsabilidades do Comitê Municipal Permanente de Crise estariam o monitoramento contínuo dos níveis dos rios e igarapés, a articulação de ações emergenciais e preventivas, o planejamento e a execução de campanhas de conscientização pública sobre as ações de prevenção e resposta e o estabelecimento de uma comunicação direta e eficaz com as comunidades mais vulneráveis no estabelecimento de procedimentos de segurança.

“A criação do Comitê Permanente também permitiria a elaboração de um plano de resposta rápida, focado na minimização de danos e na resiliência da cidade em face de eventos climáticos extremos. Por meio dele também, a gestão pública municipal poderá promover ações que assegurem a proteção e o bem-estar da população, a integridade dos recursos naturais e a continuidade das atividades econômicas da cidade”, disse.

Aviso meteorológico

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) emitiu nesta segunda-feira (10/2), aviso para risco de eventos geo-hidrológicos na capital do Amazonas.

De acordo com o órgão, considera-se alta a probabilidade de ocorrência de movimentos de massa em Manaus, devido à grande quantidade de pessoas residindo em áreas sujeitas à deslizamentos de terra, aos acumulados registrados nas últimas 48 horas e à previsão de chuva ao longo do dia, que poderá ser na forma de pancadas de forte intensidade e gerar acumulados significativos.

O Inmet também emitiu nesta segunda-feira alerta de previsão de chuvas intensas (perigo) para Manaus nas próximas horas. O instituto prevê chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora ou 50 e 100 milímetros por dia, com ventos intensos entre 60 e 100 km/h.

Segundo o Inmet, há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas. O aviso iniciou às 10h (de Brasília) de hoje e se estende até as 10h de amanhã (11).

Foto: Divulgação

Fiscalização em postos de combustível é intensificada após aumento no preço de combustível

O deputado estadual Mário César Filho (UB), presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Amazonas (CDC-Aleam), em parceria com o Instituto de Defesa do Consumidor do Amazonas (Procon-AM), segue atuando de forma rigorosa na fiscalização do comércio local para garantir que os direitos dos consumidores sejam respeitados.

Em mais uma operação conjunta, as equipes realizaram inspeções em supermercados, postos de combustíveis e outros estabelecimentos, verificando denúncias de preços abusivos, venda de produtos vencidos e práticas comerciais irregulares.

“Nosso compromisso é garantir que as leis sejam cumpridas e que o consumidor tenha segurança ao realizar suas compras. A fiscalização não apenas coíbe irregularidades, mas também orienta comerciantes para que adotem práticas corretas e transparentes”, destacou Mário César Filho.

A Comissão e o Procon-AM têm intensificado essas ações diante do aumento de reclamações e da necessidade de um mercado mais justo para os consumidores do Estado. Durante as operações, foram encontrados produtos sem data de validade, alimentos impróprios para consumo e combustíveis de procedência duvidosa, levando à autuação dos estabelecimentos responsáveis.

O deputado também ressaltou a importância da participação da população, incentivando os consumidores a denunciarem qualquer irregularidade.

As denúncias podem ser feitas por meio do telefone (92) 3183-4451 ou pelo WhatsApp (92) 99169-9144 da CDC-Aleam.

Foto: Divulgação

Adjuto Afonso representa Assembleia Legislativa na abertura dos trabalhos na Câmara Municipal de Manaus

Nesta segunda-feira (10/2) o deputado estadual Adjuto Afonso (União Brasil), 1º vice-presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), participou da abertura dos trabalhos na Câmara Municipal de Manaus (CMM), representando a Casa Legislativa. Na ocasião, também foi lida a Mensagem Governamental pelo prefeito de Manaus, David Almeida (Avante).

“É com muita alegria que represento a Assembleia nesse evento no Parlamento Municipal. É um momento muito importante para a cidade de Manaus. Semana passada foi no Parlamento Estadual. O ano começou e os trabalhos também. Seguimos firmes com o compromisso de fazer o melhor para a nossa gente. Desejo votos de sucesso ao Parlamento Municipal”, disse o parlamentar.

A abertura dos trabalhos legislativos aconteceu no plenário Adriano Jorge da CMM, que fica no bairro Santo Agostinho, zona Oeste de Manaus, e deu início a um novo ciclo de atividades no parlamento de Manaus. A mesa de abertura foi composta pelo presidente da Casa, vereador David Reis (Avante); vice-governador, Tadeu de Souza (Avente); presidente da OAB/AM, Jean Cleuter; superintendente da Suframa, Bosco Saraiva; dentre outras autoridades.

A leitura da mensagem do prefeito de Manaus foi marcada pela prestação de contas e simboliza o começo de um período de debate e produção legislativa, onde os vereadores terão a oportunidade de dialogar, apresentar propostas e buscar melhorias para a cidade.

O procedimento da leitura segue o que determina o artigo 122 do Regimento Interno, que estabelece que o prefeito deve comparecer à CMM para expor a situação do município, além de apresentar sua mensagem e plano de metas.

Foto: Divulgação

Câmara Municipal de Manaus inicia trabalhos legislativos de 2025 com leitura da Mensagem Governamental do prefeito David Almeida

A Câmara Municipal de Manaus (CMM) iniciou oficialmente os trabalhos legislativos de 2025 nesta segunda-feira (10 de fevereiro), em sessão solene, onde o prefeito David Almeida (Avante) apresentou a Mensagem Governamental do Executivo. A solenidade contou com a presença de parlamentares e autoridades. O presidente da Casa, vereador David Reis (Avante), que assumiu seu segundo biênio na liderança, enfatizou o compromisso com a transparência, modernização e maior participação popular nas atividades da 19ª Legislatura (2025-2028).

O prefeito de Manaus, David Almeida, ao apresentar a Mensagem Governamental, fez um balanço das ações realizadas pela prefeitura nos últimos quatro anos e delineou as prioridades para 2025, enfatizando a colaboração entre os poderes para o desenvolvimento de Manaus. Além disso, o chefe do Poder Executivo municipal destacou que a capital avançou em diversas áreas, especialmente em saúde, educação e infraestrutura, chegando à população, inclusive, serviços e obras que não constavam em seu plano de governo anterior.

A leitura da Mensagem Governamental marca o início de um período que promete ser de intensos debates e deliberações sobre temas importantes para a cidade. O prefeito acredita que, com a CMM alinhada, será possível avançar em projetos estratégicos que visam melhorias para Manaus, garantindo mais qualidade de vida para a população.

“Vou olhar para a frente. Fizemos muito mesmo diante das adversidades. Agora, com uma base aliada, temos a certeza de que cumpriremos tudo que planejamos”, enfatizou o prefeito.

Os vereadores demonstraram disposição para trabalhar em prol da população, reforçando o papel fiscalizador e legislador do Parlamento Municipal. E, em seu discurso, o prefeito reforçou a importância da continuidade dos trabalhos e da união entre os poderes para enfrentar os desafios de Manaus. Segundo ele, o compromisso coletivo é essencial para promover as mudanças que a cidade precisa.

“O trabalho não parou no primeiro mandato e, por vontade expressiva dos manauaras, seguirá neste novo ciclo. Esse é um desafio que exige o compromisso de todos os poderes. Avançaremos muito se as reais necessidades de Manaus estiverem acima das disputas políticas. Se tivermos a capacidade de um diálogo franco e comprometido com os desafios macros que precisamos ter a ousadia de encarar, transformaremos para melhor a história da nossa cidade”, afirmou.

CMM mais eficiente e transparente

O presidente da CMM, David Reis, ressaltou a importância de fortalecer a interação entre o Legislativo e a sociedade, destacando iniciativas que visam modernizar os processos internos e tornar as atividades parlamentares mais acessíveis ao público.

“Estamos comprometidos em promover uma gestão transparente, eficiente e participativa, onde a população manauara possa acompanhar e contribuir ativamente com os trabalhos desta Casa”, afirmou o presidente.

Com a liderança de David Reis, a expectativa é de que a CMM avance em iniciativas que promovam maior transparência, eficiência e participação cidadã, consolidando-se como uma instituição próxima e atuante junto à sociedade manauara.

Foto: Eder França e Cleuton Silva / Dicom – CMM

Bancada da Bíblia consolida força, mas vive novos desafios

Com o retorno das atividades no Legislativo, um dos maiores desafios para o governo federal é a busca por uma aproximação do grupo de parlamentares conservadores da bancada evangélica. A avaliação é de pesquisadores ouvidos pela Agência Brasil, entre eles o escritor André Ítalo, que lançou no final do ano passado o livro A Bancada da Bíblia: uma história de conversões políticas (editora Todavia, 301 páginas).

O pesquisador explica que a bancada evangélica, apesar de ter uma posição mais conservadora nas pautas dos costumes, historicamente mostrou-se pró-governo em outros temas, como os da economia. “Não importa se era governo de esquerda ou de direita, era um grupo próximo ao Executivo”. 

Uma das causas, segundo avalia, seria a conveniência de manter os privilégios como isenção tributária para igrejas. 

Ele recorda que, nos governos anteriores ao dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro, havia a presença de pastores nos primeiros escalões. Houve também apoio dos evangélicos a Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso. 

Mas ele considera que o governo de Jair Bolsonaro foi um “divisor de águas” nesse histórico governista dos evangélicos. “O Bolsonaro foi o primeiro presidente de direita que teve uma relação de afinidade ideológica com a bancada evangélica”. Mas com a volta de Lula ao poder, a bancada da bíblia deixou de ser governista, avalia o pesquisador. 

De acordo com André Ítalo, a bancada tem crescido de maneira mais lenta, diferente do que ocorreu no final dos anos 1990 e em 2010. “É natural porque o próprio crescimento da população evangélica também tem sido mais lento. Também é importante pontuar que a proporção dos evangélicos na Câmara [menos de 20%] é menor do que a de evangélicos na população [cerca de 30%]”, explica o pesquisador.

O pesquisador contabiliza que, hoje, na Câmara, existem em torno de 90 a 100 deputados evangélicos, de um total de 513. No Senado, há entre 10 a 15, de um total de 81. 

Dores do crescimento

O professor Leonardo Barreto, da Universidade de Brasília (UnB), pondera que a bancada evangélica não é homogênea. “Há na bancada diversos segmentos e também estratégias diferentes. A mais consolidada é a da Igreja Universal, que se consolidou num partido político, que é o Republicanos, e que hoje preside a Câmara”, observa. 

O especialista entende que a estratégia do Partido Republicanos foi uma das mais sofisticadas, ao abrir para políticos não evangélicos, como é o caso do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. “O partido fez essa abertura, e essa estratégia se demonstrou muito acertada”, disse. Só que, ao mesmo tempo, a bancada, na avaliação do professor, está enfrentando as “dores do crescimento”. 

Barreto analisa que representantes desses partidos gostariam de ir mais para o centro do espectro político, mas estão pressionados por uma base evangélica que se tornou mais conservadora e mais de direita do que era. “A bancada se encontrou num espectro conservador de direita que acaba limitando as opções de escolha. A base foi deliberadamente politizada”, acredita. 

Base

Uma das revelações do livro de André Ítalo foi a história do primeiro pastor eleito deputado federal no Brasil, com o apoio da igreja dele. “Foi um pastor daqui de São Paulo, chamado Levi Tavares [no mandato de 1967 – 1971]. Ele era de fora da política”. 

Mas foi durante a Constituinte, com as eleições de 1986, que surgiu o nome de bancada evangélica. “Foi quando as igrejas evangélicas perceberam que precisavam participar da política porque havia um medo de que o catolicismo se envolveria de maneira muito forte na Constituinte e acabasse voltando a ser a religião oficial do país”, explica. 

O pesquisador contextualiza que houve setores da Igreja Católica que faziam oposição à ditadura (1964 – 1985), e que eram aliados de grupos de esquerda. Para ele, essa vinculação contribuiu para que as igrejas evangélicas se colocassem mais à direita. “Quando a ditadura acabou, as igrejas evangélicas ficaram com esse receio. Por conta desse receio, os evangélicos se mobilizaram e elegeram vários deputados. Naquele primeiro momento foram 32 deputados”, avalia.

André Ítalo diferencia o que se considera “bancada da bíblia” e o que é a Frente Parlamentar Evangélica, que se trata de um grupo institucionalizado, com 219 deputados e 26 senadores, de diferentes partidos, inclusive considerados de centro e de esquerda. Há um número mínimo de assinaturas para criar a frente,  171 parlamentares. 

“Os deputados evangélicos são cerca de 90. Eles sozinhos não conseguem criar a frente. Então eles precisam da ajuda de deputados não evangélicos”.

Segundo a pesquisa de Ítalo, a frente tem um grupo de assessores parlamentares que faz reunião a cada segunda-feira para fazer um mapeamento de quais são as pautas que vão ser discutidas nas principais comissões naquela semana na Câmara, que são mais sensíveis para os evangélicos. Na terça-feira, deputados evangélicos debatem a programação. Atualmente, o coordenador da frente é o deputado Silas Câmara (Republicanos – AM).

A reportagem entrou em contato com a assessoria do deputado líder da frente evangélica para comentar o trabalho da frente, mas não teve retorno.

Fonte: Agência Brasil

Governo promete processo mais humanizado para deportados

O segundo voo com brasileiros deportados pelos Estados Unidos chegou na noite de ontem (7) ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins. Antes de chegar ao Brasil, o voo fez escala técnica em Porto Rico. A primeira parada em território nacional foi em Fortaleza, no período da tarde, onde alguns dos passageiros optaram por desembarcar. Dos 111 repatriados, 88 seguiram em avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para Minas Gerais.

Funcionários do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), sob liderança da ministra Macaé Evaristo, receberam os deportados.

“É muito importante, quem puder, conversar com a nossa equipe para trazer algumas informações que nos ajudem nessa negociação para melhorar a condição de voo dessas pessoas que estão voltando para o Brasil”, disse a ministra durante recepção em Confins. “Aos poucos, a gente vai conseguir fazer com que esse processo seja menos doloroso e mais humanizado. Essa é a nossa tarefa, estamos aqui para isso, então contem com a gente.”

Segundo Ana Maria Gomes Raietparvar, da Coordenação-Geral de Promoção dos Direitos das Pessoas Migrantes, Refugiadas e Apátridas, a recepção dos repatriados deixou os brasileiros aliviados já na primeira parada em Fortaleza.

“O atendimento foi muito bom, considerando que foi a primeira vez em que o Ceará recebeu repatriados. Tivemos um apoio enorme, fizemos um acolhimento humanitário, e as pessoas, quando viam a gente, ficavam aliviadas. Alguns chegaram envergonhados, mas, quando viram como seria a recepção, relaxaram bastante”, afirmou.

Um grupo de trabalho (GT) formado por representantes do governo brasileiro e do governo dos Estados Unidos (EUA) monitorou o voo. Cinco horas antes da chegada ao Brasil, o governo dos EUA disponibilizou a lista com o quantitativo e o perfil dos repatriados. Não houve registros de passageiros sob alerta da Interpol.

De acordo com a Polícia Federal, a maioria dos repatriados é jovem: oito pessoas têm até 10 anos de idade; 11 têm entre 11 e 20 anos; 38 têm entre 21 e 30 anos; e 33 estão na faixa etária dos 31 a 40 anos. Apenas 17 têm entre 41 a 50 anos e quatro têm 51 anos ou mais, sendo o mais velho do grupo com 53 anos de idade.

O grupo tem 85 homens, dos quais 71 estavam desacompanhados. Apenas 26 são mulheres, das quais 12 estavam desacompanhadas. Cerca de 25% (28 pessoas) do grupo veio em núcleo familiar.

A sala de autoridades do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, foi transformada em Posto de Acolhimento aos Repatriados. A estrutura também inclui acesso à água, alimentação, pontos de energia, internet e banheiro.

No local, foram disponibilizados canais para que os repatriados possam entrar em contato com familiares e obter orientações sobre serviços públicos de saúde, assistência social e trabalho, regularização vacinal e matrícula na rede de ensino.

Fonte: Agência Brasil

Saiba como atua o Conselho de Direitos Humanos da ONU

Rejeitado pelos Estados Unidos e por Israel, que recentemente anunciaram sua saída do órgão, o Conselho de Direitos Humanos (UNHRC) da Organização das Nações Unidas (ONU) completa este ano 19 anos de existência. O foro foi criado em 2006, para substituir a antiga Comissão de Direitos Humanos, que segundo o próprio secretário-geral da ONU na época, Kofi Annan, considerava enfraquecida.

“Ele deixou de ser uma mera comissão, como havia dezenas dentro da ONU, e passou a ser um conselho, equiparado aos outros dois grandes conselhos da ONU, o Conselho de Segurança e o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Então, a própria criação do Conselho de Direitos Humanos já apontava para esse lugar de maior prestígio, de maior destaque do tema dos direitos humanos dentro da organização”, explica o cientista político Mauricio Santoro, professor do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha.

Comandado por um Alto Comissário, escolhido pelo secretário-geral das Nações Unidas, o conselho é composto por 47 países, eleitos pelos 193 membros da ONU, para mandatos de 3 anos. A cada ano, eleições renovam um terço de sua composição. O Brasil, por exemplo, foi eleito em 2023 para ficar no órgão até 2026.

Além do comissário e dos representantes dos países, o órgão conta ainda com um comitê consultivo, grupos de trabalho e especialistas designados para missões específicas.

A função do conselho é reforçar a promoção e proteção dos direitos humanos ao redor do mundo, abordar situações de violações e fazer recomendações sobre elas. Entre seus instrumentos estão as resoluções e decisões, que funcionam como a expressão da vontade da comunidade internacional sobre determinadas situações. Em 19 anos, foram publicadas mais de 1.400 resoluções sobre situações em diversos países.

“A adoção de uma resolução envia um sinal político forte que pode incitar governos a agir de forma a remediar essas situações”, informa o site do próprio órgão.

Segundo Santoro, as resoluções têm um impacto que extrapola o sinal político ou um simples “constrangimento” para alguns países, como aqueles que lidam com tratados internacionais de direitos humanos como instrumentos legais superiores às suas próprias legislações, como é o caso do Brasil, Chile e Argentina.

“Quando você tem uma decisão da ONU, uma resolução, ou algum tipo de debate no Conselho de Direitos Humanos, com muita frequência, eles envolvem também esses compromissos jurídicos que os países assumiram, nos tratados”, destaca.

Além das resoluções, há também as comissões de investigação e de apuração de fatos, que podem ajudar em processos penais internacionais, além da Revisão Periódica Universal (UPR), que avalia periodicamente a situação de direitos humanos de todos os países-membros da ONU. Todos eles já foram avaliados pelo menos três vezes desde 2006 e, neste momento, o conselho faz sua quarta rodada da UPR.

“Ela é universal. Todos os países são examinados. Não é uma coisa que acontece só com alguns violadores. Uma vez a cada quatro ou cinco anos, esses países passam ali por uma rodada de avaliação e o Conselho dos Direitos Humanos publica um relatório com as suas análises e com as suas sugestões do que cada país pode fazer para melhorar suas condições”, explica Santoro.

EUA

Em 3 de fevereiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma Ordem Executiva que determinava que seu país “não participará” e “nem buscará eleição” para o Conselho de Direitos Humanos, do qual foi um dos 47 membros de 2022 a 2024. Além disso, os EUA não financiarão mais o conselho.

No documento, Trump justificou sua saída afirmando que o conselho “tem protegido violadores de direitos humanos ao permitir que eles usem a organização para se blindar de seu escrutínio”.

Não é a primeira vez que o presidente estadunidense oficializa a saída da organização. Em 2018, em seu primeiro governo, Trump decidiu sair do conselho enquanto seu país tinha mandato, o qual se encerraria apenas no ano seguinte.

“O presidente Trump tem uma perspectiva da inserção dos Estados Unidos no sistema internacional que é muito peculiar. Ele considera que os Estados Unidos são o país mais importante de todos e que não podem ser prejudicados em momento algum, por razão alguma, né? E todos aqueles organismos e acordos que ele considera de alguma forma lesivos aos interesses dos Estados Unidos, ele rejeita”, avalia o professor de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Williams Gonçalves.

Na Ordem Executiva assinada no dia 3 de fevereiro, Trump cita que os Estados Unidos ajudaram a fundar a ONU depois da Segunda Guerra Mundial, para prevenir conflitos globais e promover a paz, mas que “algumas agências e organismos se distanciaram dessa missão e, em vez disso, agem contra os interesses dos Estados Unidos, enquanto ataca seus aliados e propaga o antissemitismo”.

A saída dos EUA do conselho ocorreu na mesma semana em que Trump sugeriu que os palestinos saíssem de Gaza e fossem realocados em outros países. Os habitantes do território palestino sofreram nos últimos 15 meses, com ataques israelenses.

“A principal questão é a questão dos palestinos. A principal denúncia que o conselho faz é o tratamento que o Estado de Israel dispensa aos palestinos. Um tratamento que chegou ao paroxismo após a investida do Hamas contra alguns membros da sociedade de Israel. Trump considera que a crítica a Israel é, de alguma forma, uma crítica aos Estados Unidos. E, de certa forma, ele tem razão, uma vez que os Estados Unidos apoiaram integralmente do início ao fim, toda a ação genocida de Israel na faixa de Gaza”, explica Gonçalves.

Israel, aliás, anunciou que seguiria o exemplo dos Estados Unidos em relação ao conselho. “Israel considera bem-vinda a decisão de Trump de não participar do Conselho de Direitos Humanos da ONU (UNHRC). Israel se junta aos Estados Unidos e não participará do UNHRC”, escreveu o chanceler israelense, Gideon Sa’ar, em suas redes sociais, complementando que o órgão “demoniza obsessivamente” seu país.

Em entrevista para a agência de notícias Reuters, a relatora especial da UNHRC para Israel e os Territórios Ocupados Palestinos, Francesca Albanese, classificou de “arrogância” a decisão dos israelenses de deixar o conselho.

A organização internacional Anistia Internacional condenou a saída dos EUA do conselho em um momento em que “palestinos em Gaza enfrentam genocídio, deslocamento forçada e negação a apoio humanitário crítico”. Em momentos como esse, segundo a entidade, a “comunidade internacional deve reforçar urgentemente, e não abandonar, mecanismos de responsabilização e justiça”.

Consequências

Segundo Mauricio Santoro, mesmo deixando de participar do conselho, os EUA continuam sujeitos ao seu escrutínio. “É um esvaziamento político não ter mais os Estados Unidos, que são a maior economia e que têm o maior peso militar”.

Há ainda a questão do corte do financiamento, que pode atrapalhar os trabalhos do conselho. “A ONU trabalha muitas vezes com orçamentos muito apertados e muito erráticos. Com muita frequência, os dirigentes de cada uma das grandes instituições da ONU, passam um ano ali de chapéu na mão, indo aos grandes doadores, pedindo ajuda, pedindo um financiamento extra para poder lidar com uma situação de crise”, explica Santoro.

Para além dos impactos diretos na representatividade e financiamento do conselho, a saída dos Estados Unidos pode ter efeitos em outros países que têm alinhamento ideológico com Trump.

“O Trump está criando uma espécie de franquia política. Têm presidentes em outras partes do planeta que se apresentam, por exemplo, como Trump latino-americano, Trump africano. Ele criou um modelo político que está encontrando muitos seguidores. Por exemplo, a gente tem visto que a Argentina tem replicado muitas dessas ações do presidente americano. Ele saiu, por exemplo, da Organização Mundial da Saúde. Será que vai sair [do Conselho de Direitos Humanos] também?”, questiona Santoro.

Além do UNHRC, os Estados Unidos também anunciaram sua saída da Organização Mundial da Saúde (OMS), o fim do financiamento à agência das Organização das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA) e a reavaliação de sua participação na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Novas dinâmicas

Mauricio Santoro destaca que os EUA lideraram a criação das Nações Unidas e é curioso ver, neste momento, o “criador voltando-se contra a criatura”. “Isso é muito inusitado. E vamos dizer, a gente tem uma série de preocupações, porque qual é a alternativa para as organizações internacionais. Elas exercem funções muito importantes, criam um ambiente global que é mais previsível, que é mais estável, onde há mecanismos melhores de transparência, de compartilhar informações”, ressalta.

O professor Antonio Jorge Ramalho da Rocha, da Universidade de Brasília (UnB), considera lastimável que o atual governo estadunidense renegue os valores promovidos por seu país logo após a Segunda Guerra Mundial.

“Eles vão sair perdendo mais do que quaisquer outros países em relação a isso. No longo prazo, isso é a aceleração de sua decadência. Não tenho dúvida de que é um erro do ponto de vista do interesse deles. Os Estados Unidos se fundaram com base nessa convicção compartilhada, nesse valor de que os seres humanos devem ser objeto de proteção pelos Estados. Toda a estrutura política dos Estados Unidos está montada para impedir que os governantes oprimam os cidadãos, para proteger as liberdades individuais”, explica.

Segundo Rocha, o vácuo deixado pelos Estados Unidos no conselho pode ser uma chance para que outros países, como aqueles da União Europeia e do Sul Global, inclusive o Brasil, assumam um papel de liderança na defesa dos direitos humanos no planeta.

“É preciso que os países que prezam esses valores abracem o conselho, financiem suas ações. Hoje há um vácuo de liderança. É uma grande oportunidade para um país como o Brasil, que tem uma tradição de respeito, de defesa e de promoção do multilateralismo. Resta saber se tem energia, recursos e visão clara para ocupar esse espaço”, conclui o professor.

Fonte: Agência Brasil

Assembleia Legislativa do Amazonas elabora leis sobre questões indígenas

A resistência indígena na busca por direitos é celebrada nesta sexta-feira (7/2), no Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas, data que dá visibilidade à importância da presença dos povos indígenas na construção de políticas públicas. Instituída pela Lei nº 11.696/2008, a data relembra a morte de cerca de 1,5 mil indígenas, em 7 de fevereiro de 1756, durante a Batalha de Caiboaté, no Rio Grande do Sul.

A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) destaca a produção legislativa voltada à garantia de direitos da população indígena, que no Censo Demográfico de 2022, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que há cerca de 1,7 milhão de indígenas no Brasil falando cerca de 250 línguas.

Um dos exemplos é a Lei Ordinária nº 6.553, de 6 de novembro de 2023, oriunda do PL nº 261/2023, de autoria do deputado Wanderley Monteiro (Avante). A legislação institui o dia 5 de junho como “Dia do Indigenista”, data a ser comemorada anualmente no Amazonas, em homenagem ao aniversário de morte do indigenista Bruno Pereira, assassinado junto com o jornalista britânico Dom Philips, no Vale do Javari.

“O objetivo não é apenas homenagear Bruno Pereira e Dom Phillips, mas também reconhecer todos os indigenistas que se dedicam diariamente a essa causa. Esses profissionais desempenham um papel crucial na proteção dos direitos, terras e tradições das comunidades indígenas, além de serem fundamentais na conscientização da sociedade sobre a importância da preservação cultural e ambiental”, argumentou o deputado.

O presidente da Aleam, deputado Roberto Cidade (UB) é autor da Lei n° 5.492/2021, que instituiu no Calendário Oficial do Estado do Amazonas, o Dia da Mulher Indígena, a ser comemorado sempre em 5 de setembro.

“Queremos reconhecer e valorizar essa memória de resistência das mulheres indígenas, além de reservar mais uma data para discutir, refletir, fortalecer e, principalmente, reivindicar as questões, pensamentos e necessidades que as mulheres indígenas, ainda hoje, vivenciam no seu cotidiano”, explicou o parlamentar.

Artesanato indígena

O artesanato produzido pelos povos indígenas no Amazonas foi favorecido com a criação do Selo de Qualidade e Autenticidade Artesanal Indígena, instituído pela Lei nº 6.054/2022, do deputado Cabo Maciel (PL).

O selo tem o objetivo de garantir qual o povo de origem, a qualidade e elaboração artesanal de peças de artesanato produzidas no Amazonas.

Também é originada da Assembleia a Lei nº 6.929, de 6 de junho de 2024, advinda do Projeto de Lei nº 391 de 2023, de autoria do deputado Daniel Almeida (Avante), que reconhece o artesanato produzido e comercializado diretamente pelas comunidades indígenas como de interesse cultural.

“A Lei tem o objetivo de valorizar o trabalho produzido pelos indígenas, pois o artesanato dessa população é bastante rico, diverso e singular, seja no estilo do trançado dos cestos ou nos ingredientes para a pintura”, explicou o parlamentar.

Línguas indígenas

Também partiu da Aleam, a aprovação da Mensagem Governamental nº 57 de 2023, que reconhece as línguas indígenas faladas no Amazonas, como Patrimônio Cultural Imaterial e estabelece a cooficialização de línguas indígenas e institui a Política Estadual de Proteção das Línguas Indígenas.

Aprovada em 12 de julho de 2023, na Aleam, a Lei estabelece, ainda, que as 16 línguas faladas no Estado serão reconhecidas como Patrimônio Cultural Imaterial e que as instituições públicas deverão adotar medidas voltadas à sua difusão, preservação e ao reconhecimento.

Contribuição dos indígenas

A Lei Ordinária nº 6.052, de 24 de novembro de 2022, oriunda do PL nº 131/2022, do então deputado Tony Medeiros, reconhece a contribuição dos povos indígenas na preservação das florestas, na cultura, no folclore, nos costumes, nas lendas, na culinária, no artesanato e na linguagem.

Foto: Divulgação

Dólar encosta em R$ 5,80 após novas ameaças de Trump

As ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, de novas elevações de tarifas comerciais fez o mercado financeiro passar da calmaria à turbulência. O dólar, que vinha caindo, voltou a subir e encostou em R$ 5,80. A bolsa de valores, que vinha em baixa, ampliou a queda e registrou o primeiro recuo semanal em 2025.

O dólar comercial encerrou sexta-feira (7) vendido a R$ 5,793, com alta de R$ 0,029 (+0,51%). A cotação caiu na maior parte do dia, chegando a R$ 5,74 por volta das 12h50, mas subiu após a divulgação de uma matéria da Reuters que citava que Trump pretendia anunciar tarifas comerciais recíprocas. Apesar da alta desta sexta, a divisa caiu 0,73% na semana.

Perto do fim da tarde, a cotação teve um novo impulso quando Trump anunciou a intenção de impor tarifas recíprocas ao lado do primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, em evento na Casa Branca. Por meio desse mecanismo, os Estados Unidos cobrarão o mesmo Imposto de Importação que os parceiros comerciais cobram sobre as mercadorias norte-americanas.

O mercado de ações também teve um dia tenso. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 124.619 pontos, com queda de 1,24%. O indicador operou estável no início da sessão, mas começou a cair ainda no fim da manhã, amplificando o recuo durante a tarde. Na semana, a bolsa brasileira caiu 1,2%.

Uma eventual tarifa recíproca aumenta as expectativas de inflação nos Estados Unidos, o que interfere na cotação do dólar em todo o planeta por causa da possibilidade de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) eleve os juros da maior economia do planeta. Taxas mais altas em economias avançadas estimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil.

Fonte: Agência Brasil