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TRE-AM abre espaço para debate global sobre tecnologia, cultura e eleições seguras

Democracia, arte e tecnologia dividiram o mesmo espaço nesta segunda-feira (15/12), no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), durante a Conferência Internacional de Políticas Públicas, Artes e Segurança Cibernética. O evento reuniu especialistas do Brasil e do exterior para discutir os impactos da transformação digital, especialmente diante do cenário eleitoral que se aproxima com as Eleições de 2026.

Realizado pelo TRE-AM, em parceria com a Fundação Newman Educational, vinculada à Southeast Missouri State University (EUA), com a Universidade Estadual do Amazonas (UEA) e o Instituto Federal do Amapá (IFA), a conferência promoveu um diálogo interdisciplinar sobre temas como inteligência artificial, desinformação, segurança cibernética e cultura.

A presidente do TRE-AM, desembargadora Carla Reis, destacou a relevância do encontro voltado à reflexão crítica sobre os desafios contemporâneos da democracia. “Vivemos um tempo em que a era digital amplia o acesso ao conhecimento, mas também impõe desafios complexos, como a segurança cibernética e a confiabilidade da informação. Embora a Justiça Eleitoral brasileira seja reconhecida internacionalmente pela integridade do sistema eletrônico de votação, a defesa da democracia exige investimentos permanentes em educação, diálogo científico e políticas públicas”, afirmou. Entre as medidas apontadas pela presidente, estão os investimentos do TRE-AM na área de informática, com recursos orçamentários destinados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Recentemente, a Justiça Eleitoral realizou um concurso público, com a maior parte das vagas destinada ao setor de Tecnologia da Informação, fortalecendo a formação de equipes voltadas à prevenção, ao bloqueio e à resposta mais eficiente à disseminação de fake news”, acrescentou.

Após a apresentação Madrigal Amazonas, sob a regência do maestro Adroaldo Cauduro, a programação seguiu painéis e mesas redondas. Os desafios da segurança cibernética – ambientes eleitorais, culturais e educacionais foram discutidos pelo Delegado Adjunto da Polícia Civil do Amazonas, Ivo Martins e o Secretário de Tecnologia da Informação do TRE-AM, Kleber Merklein.

O secretário destacou as especificidades da região amazônica, onde o avanço da conectividade tem ampliado o acesso à internet e promovido a inclusão digital, mas também abrindo espaço para a desinformação. “Embora a segurança da urna eletrônica seja consolidada e resiliente há décadas, o principal desafio está no ambiente informacional que cerca o eleitor, tendo muito mais acesso à desinformação e, agora, à inteligência artificial, que potencializa esses riscos”, explicou.

A urna eletrônica, que em 2026 completa 30 anos de utilização no sistema eleitoral brasileiro, com resultados comprovados em transparência, agilidade e segurança, foi tema de destaque no último painel da conferência, composto pelas desembargadoras Carla Reis e Vânia Marques, a analista judiciária Ana Cristina da Paz (TRE-AP), e o professor James Newman (NE). Na ocasião, o representante da universidade apresentou as principais características do modelo eleitoral americano, ampliando o diálogo internacional e reforçando a importância da troca de experiências para o fortalecimento da democracia.

As regras de postagem nas redes sociais e os direitos artísticos também foram abordados em palestra ministrada pela desembargadora Socorro Guedes. O evento contou ainda com a participação de representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do Comando Militar da Amazônia (CMA), do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), além da sociedade civil, que contribuiu com a doação de latas de leite no ato da inscrição. As arrecadações serão destinadas à Casa do Idoso São Vicente de Paulo.

Foto: Júnior Souza/TRE-AM

Deputada Débora Menezes propõe transformar “Sonho de Natal” da NIB em Patrimônio Cultural Imaterial do Amazonas

A deputada Débora Menezes apresentou, nesta terça-feira (9/12), um Projeto de Lei que declara o espetáculo “Sonho de Natal”, realizado anualmente pela Nova Igreja Batista (NIB), como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Amazonas, reconhecendo sua relevância artística, comunitária e histórica para a capital.

Realizado desde 2002, o “Sonho de Natal” tornou-se uma das tradições mais significativas do calendário cultural de Manaus. Segundo o texto apresentado pela deputada Débora Menezes, a iniciativa busca oficializar o reconhecimento de uma manifestação que há mais de duas décadas reúne famílias, turistas e milhares de voluntários em apresentações cênicas, musicais e teatrais de grande porte.

O projeto destaca ainda que o espetáculo se consolidou como referência comunitária pela natureza voluntária de sua produção. Todos os anos, milhares de pessoas se dedicam à criação de figurinos, cenários, coreografias e arranjos musicais, configurando um “modo de fazer” que se enquadra nos critérios antropológicos e legais de bens culturais imateriais. Essa continuidade histórica, segundo a propositora, assegura ao evento relevância simbólica e representatividade social.

A deputada ressalta que o reconhecimento não implica repasse de recursos públicos, nem interfere na autonomia da igreja responsável pela realização do espetáculo. O objetivo é fortalecer a salvaguarda da tradição e garantir que práticas culturais consolidadas pela própria comunidade recebam a devida proteção institucional.

“Trata-se de uma manifestação que há mais de vinte anos integra a memória coletiva da nossa cidade e mobiliza milhares de voluntários em um trabalho comunitário contínuo. O reconhecimento como patrimônio imaterial valoriza esse legado e reforça sua preservação”, afirmou a deputada Débora Menezes.

O PL prevê que o registro do “Sonho de Natal” seja realizado pelo órgão estadual responsável pela política de patrimônio cultural, de modo a integrar o Livro de Registro dos Bens Culturais de Natureza Imaterial do Estado. Para Débora Menezes, esse reconhecimento contribui para preservar um legado artístico que, ano após ano, promove encontro, solidariedade e identidade entre os amazonenses.

O documento agora segue para análise e tramitação na Diretoria de Apoio Legislativo.

Foto: Divulgação

Carla Zambelli renuncia ao mandato; Câmara dará posse ao suplente

A Câmara dos Deputados informou neste domingo (14) que a deputada Carla Zambelli (PL-SP) renunciou ao mandato. A comunicação foi enviada à Mesa Diretora da Casa. 

Com a renúncia, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve dar posse nesta segunda-feira (15) ao suplente da parlamentar, Adilson Barroso (PL-SP). 

Zambelli deixa o mandato dois dias após Supremo Tribunal Federal (STF) confirmar a cassação imediata do mandato dela. 

Na sexta-feira (12), a Primeira Turma do Supremo confirmou, por unanimidade, a decisão do ministro Alexandre de Moraes que anulou a votação da Câmara dos Deputados que rejeitou a cassação e manteve o mandato da deputada.

Na última quarta-feira (10), a Câmara decidiu manter o mandato de Carla Zambelli pelo placar de 227 votos a favor e 110 contra. Eram necessários 257 votos para aprovação da cassação.

Diante da deliberação que manteve o mandato da parlamentar, Alexandre de Moraes decidiu anular a resolução da Casa que oficializou o resultado da votação.

O ministro disse que a decisão é inconstitucional. No entendimento de Moraes, a Constituição definiu que cabe ao Poder Judiciário determinar a perda do mandato de parlamentar condenado por decisão transitada em julgado, cabendo à Câmara somente “declarar a perda do mandato”.

Fuga

Em julho deste ano, Zambelli foi presa em Roma, na Itália, onde tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes.

Por ter dupla cidadania, a deputada deixou o Brasil em busca de asilo político em terras italianas após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023.

A decisão final sobre o processo de extradição feito pelo governo brasileiro será tomada em audiência da Justiça italiana na próxima quinta-feira (18).  

Fonte: Agência Brasil

Ministério diz que Enel pode perder concessão se não cumprir metas

O Ministério de Minas e Energia afirmou neste domingo (14) que a Enel poderá perder a concessão para operar no estado de São Paulo se não cumprir integralmente os índices de qualidade e as obrigações contratuais previstas.

O posicionamento da pasta foi divulgado depois que a concessionária voltou a ser alvo de críticas pela demora no restabelecimento da energia elétrica após a passagem de um ciclone extratropical pelo estado.

No auge da crise, na quarta-feira (10), cerca de 2,2 milhões de clientes foram impactados. Os ventos, que chegaram a 98km/h em algumas regiões, derrubaram mais de 300 árvores. Muitas delas caíram sobre a rede de fios, destruindo cabos e postes. Até ontem, ainda havia mais de 417 mil sem o serviço.

Em nota divulgada à imprensa, o ministério disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou rigor absoluto na fiscalização da qualidade dos serviços de energia.

“O governo do Brasil não tolerará falhas reiteradas, interrupções prolongadas ou qualquer desrespeito à população, especialmente em um serviço essencial como o fornecimento de energia elétrica”, declarou a pasta.

O órgão também informou que o ministro Alexandre Silveira atua desde 2023 para alertar a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre os problemas envolvendo a Enel.

Segundo o ministério, Silveira também propôs uma reunião com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o prefeito da capital, Ricardo Nunes, para “alinhamento de responsabilidades” envolvendo o caso.

Outro lado

Em comunicado aos consumidores, a Enel disse que a energia foi restabelecida neste domingo para 99% dos clientes da companhia. A empresa afirmou ainda que segue atuando para atender todos os clientes afetados.

“Desde a manhã de quarta-feira, mobilizamos um número recorde de equipes em campo, chegando a até 1.800 times ao longo dos dias de trabalho”, disse a Enel.

Fonte: Agência Brasil

Motta volta atrás e mantém escolta de segurança para deputada do PSOL

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), votou atrás e decidiu manter a escolta de agentes que fazem a segurança pessoal da deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ).

A decisão foi tomada neste sábado (13) após a parlamentar divulgar nas redes sociais que a proteção foi retirada pela Casa. Desde 2020, a deputada é acompanhada por agentes da Polícia Legislativa Federal (PLF) por receber constantes ameaças de morte.

“Fui surpreendida com a retirada da minha proteção nos últimos dias, em meio a uma semana conturbada na Câmara dos Deputados [caso Glauber Braga]. Desde o primeiro momento, há dois dias, tentei contato com o presidente Hugo Motta, sem sucesso, o que gerou grande preocupação. Há pouco, recebi uma ligação do presidente da Casa informando que irá acolher o recurso referente à minha escolta, garantindo o retorno das condições para o exercício do mandato com segurança”, disse a deputada.

De acordo com a Câmara, a escolta foi retirada após um parecer técnico emitido pela PLF concluir que não há mais ameaças recorrentes contra Talíria.

Segundo a assessoria de imprensa da Casa, o parecer foi elaborado após consultas feitas com auxílio da Polícia Civil do Rio de Janeiro, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) e a Polícia Federal (PF).

A Casa também informou que a escolta será mantida de forma provisória até decisão final sobre o pedido de reconsideração apresentado pela deputada.

Foto: Divulgação

Moraes autoriza Bolsonaro a ser submetido a ultrassom na prisão

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para realização de um exame de ultrassonografia dentro da prisão. A decisão foi proferida na noite deste sábado (13).

Bolsonaro está preso em uma sala da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela condenação na ação penal da trama golpista.

“Diante do exposto, autorizo a realização do exame no local onde o condenado encontra-se custodiado, nos termos requeridos pela defesa. Dê-se ciência da presente decisão à Polícia Federal. Intimem-se os advogados regularmente constituídos”, decidiu o ministro.

O pedido de autorização foi feito na última quinta-feira (11) após Moraes determinar que Bolsonaro passe por uma perícia médica oficial, que deve ser feita pela própria PF, no prazo de 15 dias.

O exame será feito pelo médico Bruno Luís Barbosa Cherulli. O profissional fará o procedimento com um equipamento portátil de ultrassom, nas regiões inguinais direita e esquerda.

A defesa disse que a medida é necessária para atualizar os exames do ex-presidente. Ao determinar a perícia, Moraes disse que os exames apresentados por Bolsonaro para pedir autorização para fazer cirurgia e cumprir prisão domiciliar são antigos.

Na terça-feira (9), os advogados de Bolsonaro afirmaram que o ex-presidente apresentou piora no estado de saúde e pediram que ele seja levado imediatamente ao Hospital DF Star, em Brasília, para passar ser submetido a cirurgia.

Foto: Divulgação

Motta elogia servidora alvo da PF e diz que Dino não aponta desvio

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) saiu em defesa da servidora Mariângela Fialek, que foi alvo de mandados de busca e apreensão pela Polícia Federal, na sexta (12). Conhecida como “Tuca”, ela trabalhou para o ex-presidente da Casa, Arthur Lira. 

“A servidora Mariângela Fialek é uma técnica competente, responsável e comprometida com a boa gestão da coisa pública”, garantiu Motta em nota divulgada na noite de ontem. 

O atual presidente da Câmara, ainda em defesa dela, acrescentou que a servidora foi fundamental no “aprimoramento dos sistemas de rastreabilidade da proposição, indicação e execução de emendas parlamentares”.

“Orçamento secreto”

As investigações apontam que a ex-assessora de Lira era responsável por enviar ordens para comissões e determinar a liberação de emendas parlamentares do chamado “orçamento secreto”. Assim ficou conhecida a destinação de verbas públicas sem identificação do político que fez a indicação ou dos beneficiários finais.

As diligências para investigação da servidora foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, Motta, na nota, escreveu que não encontrou na decisão do ministro “nenhum ato de desvio de verbas públicas. Nenhum”. 

Porém, ele observou que eventuais desvios devem ser devidamente apurados. Motta argumentou que seria importante não confundir o ato de “mera indicação de emendas parlamentares”, e que não seriam impositivas, com a final execução dessas verbas pelos destinatários finais.

“A correta execução dos recursos públicos e transferências governamentais, não apenas emendas parlamentares, mas também provenientes do Poder Executivo, pelos seus destinatários finais, deve ser estritamente acompanhada pelos órgãos de controle”, ponderou Motta. 

Investigação

As investigações dos procedimentos da servidora tiveram como ponto de partida o depoimento de seis parlamentares e de uma servidora da Câmara. Os relatos foram dos deputados Glauber Braga (Psol-RJ), José Rocha (União-BA),  Adriana Ventura (Novo-SP), Fernando Marangoni (União-SP), Dr. Francisco (PT-PI) e do senador Cleitinho (Republicanos-MG). Segundo os testemunhos, Tuca encaminhava a comissões ofícios da Presidência da Câmara ordenando a liberação de emendas em especial para Alagoas, estado do parlamentar. 

A ex-assessora de Lira, que hoje possui um cargo no gabinete da presidência do PP na Câmara, já havia tido o sigilo telemático quebrado. No entanto, PF apontou a necessidade de realizar buscas após constatar a ausência de mensagens salvas em aparelhos ou nuvens de dados, embora tenha encontrado indícios da prática de crimes. 

Dino autorizou as buscas diante da “concreta possibilidade de que a representada tenha adotado condutas voltadas a impedir a realização de backup de seus dados mais sensíveis em ambiente de nuvem, mantendo acervo em meios físicos (papéis, máquinas, etc)”. 

O ministro frisou que os indícios apontam para “uma atuação contínua, sistemática e estruturada” na organização do orçamento secreto. 

Flávio Dino é relator também de uma ação em que o Supremo vedou as práticas do orçamento secreto, obrigando que a Câmara adotasse critérios mínimos de transparência e rastreabilidade do dinheiro público até o destinatário final. 

“Redirecionamento forçado”

As falas reforçam a suspeita de que havia “redirecionamento forçado” de recursos de emendas por Lira, sublinhou o ministro Flávio Dino. 

Em relatório parcial, a PF destacou como desde 2020 Tuca ocupou diversos cargos estratégicos em empresas públicas e no Legislativo, sempre por indicação de Lira, que a permitissem manipular o direcionamento de emendas. 

Após encontrarem uma anotação à mão que coincide com o direcionamento de emendas, os investigadores destacaram “o incomum desapego à formalidade” na formulação do Orçamento da União. 

“Uma anotação à mão, realizada de maneira rudimentar, foi responsável pela realocação de recursos de um Município para outro. Lamentavelmente, não há como não comparar a maneira de controlar e organizar o orçamento secreto coordenado por TUCA a uma ‘conta de padaria’”, escreveram os investigadores.

Fonte: Agência Brasil

Moraes anula decisão da Câmara que manteve mandato de Zambelli

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta quinta-feira, em Brasília, a anulação da votação da Câmara dos Deputados que rejeitou a cassação e manteve o mandato da deputada Carla Zambelli (foto) (PL-SP).

Na decisão, ele determinou que o presidente da Câmara, Hugo Motta, emposse imediatamente o suplente da deputada.

O ministro disse que cabe ao Poder Judiciário determinar a perda do mandato de parlamentar condenado por decisão transitada em julgado, cabendo à Câmara somente “declarar a perda do mandato”.

Perda de mandato

“Diante do exposto, nos termos decididos pela Primeira Turma desta Suprema Corte no julgamento de mérito da Ação Penal 2.428/DF, declaro nula a rejeição da representação nº 2/2025 da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados e decreto a perda imediata do mandato parlamentar de Carla Zambelli Salgado de Oliveira”, decidiu Moraes.

Assim, a cadeira de Zambelli deverá ser ocupada pelo suplente, Adilson Barroso (PL-SP). Por determinação do ministro, ele deverá tomar posse no prazo de 48 horas.

Na decisão, o ministro disse que cabe ao Poder Judiciário determinar a perda do mandato de parlamentar condenado por decisão transitada em julgada, cabendo à Câmara somente “declarar a perda do mandato”.

O ministro também determinou que sua liminar seja analisada em julgamento virtual da Primeira Turma, nesta sexta-feira (12), às 11h.

Fuga

Em julho deste ano, Zambelli foi presa em Roma, na Itália, onde tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes.

Por ter dupla cidadania, a deputada deixou o Brasil em busca de asilo político em terras italianas após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023.

De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandado falso de prisão contra Alexandre de Moraes.

Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.

Após a fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição da parlamentar para o Brasil.

O pedido de extradição foi oficializado no dia 11 de junho pelo STF.  Em seguida, a solicitação foi enviada pelo Itamaraty ao governo italiano. 

A decisão final sobre o processo de extradição será tomada durante uma audiência que será realizada pela Justiça italiana na próxima quinta-feira (18). 

Fonte: Agência Brasil

Defesa de Bolsonaro pede autorização para realizar exame na prisão

A defesa de Jair Bolsonaro pediu nesta quinta-feira (11) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que um médico faça um exame de ultrassonografia no ex-presidente. Segundo os advogados, o procedimento terá que ser dentro das instalações da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília.

Bolsonaro está preso em uma sala da superintendência, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela condenação na ação penal da trama golpista.

O pedido para realização de exame foi feito após Moraes determinar que Bolsonaro passe por uma perícia médica oficial, que deve ser realizada pela própria PF, no prazo de 15 dias.

Os advogados solicitaram autorização para entrada do médico Bruno Luís Barbosa Cherulli na PF para realização do exame com um equipamento portátil de ultrassom. O procedimento será realizado nas regiões inguinais direita e esquerda.

“Trata-se de procedimento não invasivo, rápido, que não exige sedação ou estrutura hospitalar, podendo ser plenamente realizado in loco, garantindo, assim, que as imagens e laudos correspondentes sejam disponibilizados imediatamente à Polícia Federal para subsidiar a perícia já determinada por Vossa Excelência”, disse a defesa.

A defesa disse que a medida é necessária para atualizar os exames do ex-presidente. Mais cedo, ao determinar a realização da perícia, Moraes disse que os exames apresentados por Bolsonaro para pedir autorização para realizar uma cirurgia e cumprir prisão domiciliar são antigos.

“A medida visa exclusivamente suprir a atualidade dos exames, ponto expressamente destacado no despacho, e facilitar a pronta conclusão da perícia oficial, sem qualquer impacto no fluxo decisório estabelecido”, completou a defesa.

Na terça-feira (9), os advogados de Bolsonaro afirmaram que o ex-presidente apresentou piora no seu estado de saúde e pediram que ele seja levado imediatamente ao Hospital DF Star, em Brasília, para realizar uma cirurgia.

Fonte: Agência Brasil

Conferência une arte, avanços tecnológicos e desafios da segurança da informação, nesta segunda (15/12)

O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) receberá na próxima segunda (15/12), especialistas nacionais e internacionais para a Conferência Internacional de Políticas Públicas, Artes e Segurança Cibernética. A programação reúne temas essenciais para o enfrentamento dos desafios digitais contemporâneos, da proteção de dados às estratégias de educação digital, passando por debates sobre cultura, tecnologia e segurança.

A presidente do TRE-AM, desembargadora Carla Reis, destaca que a conferência será um espaço de troca de experiências entre instituições de renome, com o objetivo de fortalecer a segurança pública no contexto digital. “É um privilégio para o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas sediar um evento que reúne especialistas do Amazonas, de outros estados e até de outros países, para discutir questões tão fundamentais para o futuro da sociedade digital”, afirma a desembargadora, que também será mediadora em atividades da conferência.

Realizado pelo TRE-AM em parceria com a Fundação Newman Educational/Southeast Missouri State University (EUA), o evento contará com representantes de diversas instituições como Universidade Estadual do Amazonas, Universidade Federal do Amazonas, Comando Militar da Amazônia, Tribunal de Justiça do Amazonas, Tribunal Regional Eleitoral do Amapá, Instituto Federal do Amapá (IFAP) entre outras.

Para participar os interessados devem realizar o cadastro previamente e, no dia do evento, fazer a entrega de uma lata de leite que será doada à Casa do Idoso São Vicente de Paulo. Os participantes receberão certificado e as inscrições podem ser feitas pelo link: https://acesse.one/CTsnr

O secretário de Tecnologia da Informação do TRE-AM, Kleber Merklein, que será um dos palestrantes, reforça o convite. “É uma oportunidade única para discutirmos temas fundamentais da era digital, como inteligência artificial, desinformação e os desafios da segurança cibernética, especialmente agora, às vésperas das Eleições de 2026”.

Atividades programadas

A abertura contará com apresentação musical do Madrigal Amazonas da UEA, sob regência do maestro Adroaldo Cauduro, enriquecendo o momento com arte e cultura e reforçando o diálogo entre tecnologia e expressões artísticas.

Ao longo do dia, o público poderá acompanhar palestras, mesas-redondas e painéis conduzidos por profissionais de diversas áreas do campo tecnológico, jurídico, educacional e cultural. Especialistas convidados discutirão temas como transformação digital do Judiciário, segurança cibernética em ambientes eleitorais, gestão ambiental sob ótica tecnológica, além de comparativos sobre processos eleitorais no Brasil e nos Estados Unidos.

Para Kleber, o público pode esperar debates de alto nível e uma troca essencial para fortalecer a educação digital, a cultura democrática e a preparação para o cenário informacional das próximas eleições.
Programação completa disponível no Instagram oficial do TRE-AM.

Foto: Júnior Souza/TRE-AM