Instalada no Polo Industrial de Manaus desde 1976, empresa mantém mais de 9 mil empregos diretos e anunciou R$ 3,3 bilhões em investimentos até 2029

Foto: Clóvis Miranda/Secom
O governador Roberto Cidade participou, nesta quinta-feira (05/11), da cerimônia em comemoração aos 50 anos da Moto Honda da Amazônia, instalada no Polo Industrial de Manaus (PIM) desde novembro de 1976. Durante o evento, o chefe do Executivo estadual destacou a contribuição da fabricante para o desenvolvimento econômico da região, a geração de empregos e o fortalecimento da indústria nacional.
“É uma honra muito grande participar desse momento histórico para a Honda e para o Amazonas, a celebração de uma empresa que apostou no nosso estado há 50 anos, quando poucos acreditavam nesse projeto e a Honda foi fundamental para gerar emprego, gerar renda e dar oportunidades para o nosso povo. Esses investimentos trazem dignidade para o nosso povo. Isso é muito gratificante e muito importante para a economia do nosso estado”, declarou o governador Roberto Cidade.

Foto: Clóvis Miranda/Secom
Com mais de 9 mil trabalhadores diretos em Manaus e 7,2 mil motocicletas produzidas por dia, a Moto Honda da Amazônia se consolida como uma das maiores empregadoras da Zona Franca de Manaus (ZFM) e âncora de uma cadeia nacional com cerca de 120 fornecedores diretos. De 110 a 1.100 cilindradas, a linha de montagem amazonense responde por 20 modelos que abastecem mais de 1.200 pontos de venda no Brasil e são exportados para 16 países da América do Sul.
Em setembro deste ano, a empresa atingiu a marca histórica de 33 milhões de motocicletas produzidas no país. E no evento desta quinta-feira, reafirmou seu compromisso com o Amazonas ao anunciar R$ 3,3 bilhões em investimentos até 2029 para a modernização e a ampliação da capacidade de fabricação.
O desempenho operacional de 2026 acompanha o ritmo de crescimento. Entre janeiro e outubro, a Moto Honda da Amazônia produziu mais de 1,4 milhão de motocicletas, alta de 8% em relação ao mesmo período de 2025. No mercado comercial, a empresa alcançou o recorde de mais de 1,03 milhão de emplacamentos nos primeiros oito meses do ano.
“Fico muito otimista com o que eu venho vendo aqui no Polo Industrial. Recentemente no Codam, nós aprovamos 63 projetos em investimentos não só da Honda, mas também de outras indústrias, que vão trazer investimentos bilionários nos próximos anos. Com isso, vamos garantir oportunidades para a nossa população. E eu tenho certeza que a Honda tem um papel fundamental, porque foi uma das primeiras a acreditar no modelo de Manaus”, completou o governador Roberto Cidade.
Qualificação profissional
A unidade fabril localizada na Zona Franca de Manaus (ZFM) é a operação mais verticalizada da Honda no mundo, abrigando um processo produtivo que inclui a montagem de motocicletas, a fabricação de componentes e ferramentais que integram o produto final, além da produção de quadriciclos, motores estacionários e motobombas.
Além do impacto produtivo, a empresa mantém foco na inovação e na formação de mão de obra local. Em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a Honda viabilizou a primeira pós-graduação in company em Ergonomia Aplicada à Indústria 4.0 do Estado. Iniciado em julho, o curso, com duração de 18 meses, capacita 33 profissionais, sendo 28 colaboradores da fábrica e cinco vagas destinadas à comunidade.
A especialização aborda análise ergonômica do trabalho, saúde ocupacional, fatores humanos, transformação digital e atividades práticas em ambientes industriais, seguindo as diretrizes da Norma Regulamentadora nº 17 (NR-17).
Crescimento do Polo Industrial de Manaus
Os recordes alcançados pela Honda refletem o bom momento vivenciado pelo PIM. Conforme dados da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), o faturamento do polo atingiu R$ 165,12 bilhões entre janeiro e agosto de 2026, representando crescimento de 10,47% na comparação anual. O contingente de trabalhadores na ZFM alcançou 135.080 postos em agosto, enquanto as exportações acumuladas somaram US$ 539,99 milhões no ano, avanço de 31,26% em relação a 2025.


