segunda-feira, agosto 2, 2021
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Almeida exonera Secretário de Segurança. Governo chama ato de fraude

O Vice Governador do Amazonas, Carlos Almeida exonerou o Secretário de Segurança Pública, Louismar Bonates, em edição extra, do Diário Oficial do Estado, publicado nesta quinta-feira (22). Carlos está respondendo como Governador interino, na ausência do Governador Wilson Lima. Nas considerações que justificariam o  ato, o documento aponta como causa da exoneração, várias operações e inquéritos que  envolvem Bonates. Segundo nota do Governo do Amazonas, o ato, não teve o conhecimento e nem a anuência do Governador que emitiu nota, afirmando que a exoneração não é válida, que houve fraude em documento e que denunciou o caso à polícia. Veja a nota do Governo.

Nota de esclarecimento – fraude em documento

O Governo do Amazonas esclarece que, na madrugada desta quinta-feira, o vice-governador, Carlos Almeida, e um funcionário comissionado da Casa Civil, de forma ilegal, criaram um documento exonerando um secretário de Estado, sem conhecimento do chefe da Casa Civil e do governador.
O documento não chegou a ser publicado, por isso não tem validade e efeito. Mas o ato gravíssimo tem o objetivo de causar instabilidade e danos ao Governo. Diante disso, o servidor será exonerado, teve as senhas de acesso a sistema de governo canceladas e foi proibido de entrar na Casa Civil. O caso foi encaminhado à policia, que tomará todas as providências para responsabilizar os envolvidos nesse ato criminoso.

Veja o documento:

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Carlos Alberto Almeida, também se pronunciou sobre o episódio:

“Na noite da última quarta-feira (21), protocolei na Casa Civil do Estado do Amazonas o pedido de exoneração do secretário de Segurança Pública, coronel Louismar Bonates. Um ato de extrema necessidade diante do escândalo que a permanência do secretário representava à frente da pasta.

Além do colapso na Saúde, que infelizmente resultou na morte de muitos amazonenses, o estado vem sendo vítima de uma infinidade de desvios éticos que, segundo investigações, atingem também a Segurança Pública. Portanto, não tendo o governador exercido tal obrigação, coube a mim pedir a exoneração do secretário em nome da moralidade.

Como determina a Constituição, a ausência do governador implica em imediato exercício do cargo pelo vice-governador, portanto, enquanto governador em exercício, meus atos são válidos. Acusações de fraude demonstram total desconhecimento da legislação por parte da equipe de Wilson Lima.

Ressalto que todas as medidas criminais e administrativas serão tomadas em relação aos servidores que se opuserem ao cumprimento da ordem de exoneração. Posteriormente, caso Wilson Lima discorde de minha decisão, mesmo diante de todas as denúncias envolvendo o nome do secretário, o governador poderá reconduzi-lo ao cargo assim que retornar de viagem”.

Carlos Almeida Filho – governador em exercício do Amazonas

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