segunda-feira, agosto 2, 2021
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Amazonino se despede do Podemos e provoca debandada parlamentar

O deputado estadual Wilker Barreto anunciou na manhã desta sexta-feira, dia 09, que está deixando a presidência do Podemos Amazonas, o qual está à frente há dois anos. O comunicado oficial do parlamentar, líder da Oposição na Assembleia do Amazonas (Aleam) em seu primeiro mandato como deputado estadual, ocorreu na Casa Legislativa ao lado do deputado Dermilson Chagas, Líder do Partido, e dos vereadores Amom Mandel e Professora Jacqueline.

“Quero informar que estamos deixando o comando da presidência do Podemos no Amazonas. O Podemos é um partido que no Amazonas honrou cada voto recebido, tanto com postura adotada na Assembleia, de forma combatente à corrupção, quanto na Câmara, por sua integridade nas ações em benefício dos anseios do povo”, disse Barreto.

De acordo com o parlamentar, dois aliados do governador Wilson Lima assumirão o partido, o que causa a quebra de ideais e direcionamento quanto os trabalhos dentro da agremiação.

“Dois aliados do Governador vão assumir a agremiação com o intuito de tolir o trabalho feito pelo único partido de oposição na Assembleia do Amazonas e, também, na Câmara Municipal, que tem vereadores independentes. Esta é uma reação clara a quem tenta coaptar. A minha decisão de deixar as fileiras do Podemos é irrevogável. Quem não quer mais ficar sob esta ótica e na dúvida da moralidade somos nós”, frisou Wilker ao informar que não se alia a um Estado que é considerado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como ‘organização criminosa’.

O deputado fez questão de esclarecer que deverá seguir os passos de Amazonino Mendes e que o Podemos é página virada diante das novas conjunturas com um Governo que é investigado pela Polícia Federal (PF) e sofreu com quatro fases da Operação Sangria, no Amazonas.

“Eu, na condição de presidente, já liberei a carta de desfiliação a todos que fazem parte do partido, eu só não posso dar para mim. Eu espero e mando um recado para a presidente Renata Abreu (presidente nacional do Podemos) que tenha pelo menos a decência de dar a minha carta ou me expulsar, pois se eu ficar aqui, vai passar mais constrangimento. O Podemos tinha um projeto maior. Eu acompanharei o Amazonino para onde ele for”, afirmou Wilker.

Para Dermilson, a manobra do partido é uma maneira de calar a oposição, principalmente diante de uma CPI da Pandemia, que chegou a sete assinaturas, e a CPI da Asfixia, que somam cinco. Entretanto, o deputado garante que continuará combativo.

“O Governador está vendo uma outra CPI, e isso é manobra para os deputados de oposição não fazerem parte deste processo, achando que vai calar, mas não vai calar. O objetivo dessas pessoas não vai ser alcançado, o nosso objetivo aqui é o povo, é dar uma resposta à sociedade, é não se calar ao desmando do Governo e trazer luz à escuridão nessa agonia. Fica o Podemos um vazio, uma casa vazia, sem conteúdo, desmoralizado, entrando no hall de outros partidos, que faz acordo nos corredores, nos porões, isso é um desgaste moral para todos os partidos que cometem esse mesmo deslize”, disse Chagas.

Representantes na CMM

O vereador Amon afirmou que não se sente confortável em ficar no partido sem ter a liberdade de desenvolver o projeto que vislumbrou para Manaus e para o Amazonas.

“Eu não tenho planos neste momento de me filiar a nenhuma legenda específica, e eu anuncio que também estou deixando o Podemos. No meu, caso, é porque quando me filiei ao Podemos, fiz isso, pois tive a maior abertura entre todos os partidos para desenvolver o meu projeto da juventude. Neste momento, eu enxergo que o Podemos não serve mais aos bons propósitos que eu planejei, não serve à boa política que planejei e, não se encaixando mais nessa plataforma política que carrego, decido deixar o partido”, afirmou o vereador.

A vereadora Professora Jacqueline disse estar “decepcionada” com a atitude da presidente nacional, Renata Abreu, e ponderou que partido é ideologia e que, neste momento, o Podemos no Amazonas abandona os princípios antes estabelecidos.

“Eu não me vejo com condições de permanecer num partido que não respeitou aqueles que acreditam na ideologia, na livre ação. Acompanho o Wilker há muito tempo, desde o PHS, e a gente vem trabalhando junto pois acreditamos no projeto político. Mas, hoje, mediante esses acontecimentos, eu não me vejo com condições de permanecer no partido que não respeitou. No momento, eu não tenho nenhum interesse em me filiar a ninguém, vou analisar e refletir. Deixo registrado o meu repudio a essas atitudes. Acredito que partido não tem dono e não tem preço. Partido é ideologia, e o discurso que você acredita é o que vai servir”, disse a vereadora.

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